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Em Portalegre, o Conselho Municipal da Juventude reúne

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A JS de Portalegre, representada pelo seu Vice-Presidente, Ricardo Silva, participou na reunião do plenário do Conselho Municipal de Juventude de Portalegre (CMJP), onde também marcou presença o Presidente da JS de Portalegre, João Pedro Meira, que na qualidade de deputado municipal, representou o Grupo Municipal do PS.

Depois da JS ter levado a cabo inúmeras manifestações de interesse, de ter exercido alguma pressão através da Assembleia Municipal e de comunicados, para que o CMJP – órgão obrigatório para qualquer câmara – voltasse a reunir (passados 6 anos de inatividade), para a JS de Portalegre a realização de mais uma reunião deste órgão é a prova de que lideramos a Voz dos Jovens Portalegrenses.

Os principais pontos de discussão centraram-se no Festival do Desporto e Juventude e nas propostas de regulamento para o Orçamento Participativo Jovem e para o Voluntariado Municipal Jovem, matérias em que a JS e o Grupo Municipal do PS assumiram uma postura crítica construtiva, demonstrando-se cooperantes para o sucesso de ambas as iniciativas.

Destaque-se também que é com enorme satisfação que a JS de Portalegre vê uma das suas propostas contidas no Manifesto Autárquico de 2017 – o Orçamento Participativo Jovem – em vias de implementação.

Por fim, há que destacar a eleição do representante do CMJP no Conselho Municipal de Educação, da qual resultou a eleição do Diogo Aragonez, representante da Associação Académica do IPP, a quem a JS de Portalegre endereça as suas felicitações, no desejo de um ótimo mandato em defesa dos jovens portalegrenses.

At https://www.facebook.com/jsconcelhiaportalegre/

 

Carta aberta de Jô Soares «ao Ilmo. Sr. Presidente Jair Bolsonaro»

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“Caro presidente Jair Bolsonaro. Entendo a reação provocada quando o senhor afirmou que o nazismo era de esquerda. Isso se deve ao fato de que, depois da Primeira Guerra Mundial, vários pequenos grupos se formaram, à direita e à esquerda.

Um desses grupos foi o NSDAP: em alemão, sigla do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Entre seus fundadores originais havia dois irmãos: Otto e Gregor Strasser. Otto era um socialista convicto, queria orientar o movimento do partido à esquerda. Foi expulso e a cabeça posta a prêmio.

Seu irmão Gregor preferiu unir-se ao grupo do Camelô do Apocalipse. Quanto a Otto, que não concordava com essa vertente, nem com as teorias racistas, teve sua cabeça posta a prêmio por Joseph Goebbels pela quantia de US$ 500 mil. Foi obrigado a fugir para o exílio, só conseguindo voltar à Alemanha anos depois do final da guerra. Hitler apressou-se em tirar o ‘social’ da sigla do partido. Mais tarde, Gregor foi eliminado junto com Ernst Röhm, chefe das S.A., na famigerada ‘Noite das Facas Longas’.

Devo lhe confessar que também já fui alvo de chacota, mas por um motivo totalmente diferente: só peço que não deboche muito de mim.

Imagine o senhor que confundi o dinamarquês Søren Aabye Kierkegaard, filósofo, teólogo, poeta, crítico social e autor religioso, e amplamente considerado o primeiro filósofo existencialista, com o filósofo Ludwig Wittgenstein, que, como o senhor está farto de saber, foi um filósofo austríaco, naturalizado britânico e um dos principais autores da virada linguística na filosofia do século 20.

Finalmente, um conselho: não se deixe influenciar por certas palavras. Seguem alguns exemplos:

1. Quando chegar a um prédio e o levarem para o elevador social, entre sem receio. Isso não fará do senhor um trotskista fanático;

2. A expressão ‘no pasarán!’, utilizada por Dolores Ibárruri Gómez, conhecida como ‘La Pasionaria’, não era uma convocação feminista para que as mulheres deixassem de passar as roupas dos seus maridos;

3. ‘Social climber’ não se refere a uma alpinista de esquerda;

4. Rosa Luxemburgo não era assim chamada porque só vendia rosas vermelhas;

5. Picasso: não usou o partido para divulgar seus gigantescos atributos físicos;

6. Quanto à palavra ‘social’, ela consta até no seu partido.

Finalmente, adoraria convidá-lo para assistir ao meu espetáculo.

Foi quando surgiu um dilema impossível de resolver. Claro que eu o colocaria na plateia à direita. Assim, o senhor, à direita, me veria no palco à direita. Só que, do meu lugar no palco, eu seria obrigado a vê-lo sempre à esquerda.

Espero que minha despretensiosa missiva lhe sirva de alguma utilidade.

Convicto de ter feito o melhor possível, subscrevo-me.”

Jô Soares,

Influenciador analógico

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Comissões de utentes do Médio Tejo também não querem portagens na A23

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As comissões de utentes do Médio Tejo deslocaram-se esta quarta-feira, 10 de Abril, ao Ministério das Infraestruturas para deixar mais de 12 mil assinaturas de utentes do distrito de Santarém e, em particular, do Médio Tejo contra o pagamento de portagens nas duas autoestradas que atravessam o território. Os utentes querem levar o novo ministro a olhar para as autoestradas 23 (Torres Novas/Guarda) e 13 (Tomar/Coimbra) de uma outra forma. “Aquilo que devia ser uma via para circular vida é, afinal de contas, um entrave físico, social, económico e financeiro para as populações” sustentou Augusto Figueiredo, porta-voz das comissões.

Nesta reunião foram recebidos pela chefe de gabinete e pelo adjunto do novo ministro Pedro Nuno Santos, que não adiantaram muito mais do que aquilo que as comissões pretendem, que este problema seja olhado de forma diferente, tanto mais que este é um novo ministro. Como tal não deverá alegar desconhecimento desta situação que existe e afeta um número considerável de cidadãos. “Muito mais do que a forma como fomos recebidos é qual é a ação que o governo vai ter? Qual é a ação que a Assembleia da República vai ter? Vamos continuar a lutar e a sensibilizar e com certeza que as comissões vão continuar a encontrar formas de manter na agenda política a questão da abolição das portagens.”

Augusto Figueiredo adiantou que este não é um problema da saúde, ou exclusivamente da saúde, embora reconheça que é a esse nível que se sente mais esta questão. Se um cidadão tem de circular entre os três hospitais do Médio Tejo, Abrantes, Tomar e Torres Novas, tem vias com portagens entre eles. O argumento de que poderão utilizar as vias nacionais ou municipais começa a esgotar-se porque estas não estão preparadas para o aumento de tráfego e isso reflete-se no número de acidentes rodoviários que tem crescido no distrito assim como o número de vítimas mortais que é, segundo os últimos dados, uma por semana.

Em Outubro, as comissões de utentes voltaram à carga com este abaixo assinado que reuniu mais de 12 mil assinaturas e prometem voltar com outras formas de luta se os governantes não olharem de outra forma para os verdadeiros problemas das comunidades. E se em 2011 a conjuntura levou à aplicação das portagens, hoje a situação é completamente diferente e Augusto Figueiredo questionou mesmo “se o dinheiro investido nos bancos falidos não chegaria para melhorar bastante serviços públicos e acessibilidades”.

O porta-voz adiantou que aos representantes do ministro Pedro Nuno Santos foram transmitidas quatro grandes preocupações dos utentes do distrito de Santarém: As acessibilidades sem portagens na A23 e A13; a saúde nos cuidados primários e nos quatro hospitais do distrito; a circulação rodoviária em geral e o aumento de vítimas mortais; e também o ambiente e a qualidade de vida.

Augusto Figueiredo reconheceu que já foram tomadas medidas que pretenderam mitigar este grande problema como a diminuição das tarifas das portagens ou a diminuição do preço do gasóleo para os pesados, mas não chega. É preciso que as medidas cheguem ao cidadão para que estes não fujam das duas vias rápidas e “inundem” as vias municipais das vilas e aldeias ribatejanas.

Estes movimentos de utentes têm eleições anuais e por isso estão sempre em movimento, nas lutas que as pessoas querem e ficou já meio anunciado que novas lutas de avizinham quanto à água do Tejo, à saúde, a uma melhor qualidade do serviço postal: “É isto que os utentes nos dizem. Tomem lá a nossa confiança.”

A Antena Livre teve conhecimento da forma como foi agendada esta audiência. A recolha de assinaturas aconteceu quando ainda estava no Ministério do Planeamento e Infraestruturas o ministro Pedro Marques. As mesmas foram enviadas via postal para o ministro. Mas como não foram levantadas pelo governante na estação dos correios, foram devolvidas à comissão de utentes. Como depois o socialista Pedro Marques saiu para a candidatura a Bruxelas e entrou Pedro Nuno Santos, a comissão de utentes entendeu agendar uma reunião presencial e entregar, em mão, as mais de 12.200 assinaturas recolhidas no Médio Tejo a exigir a abolição das portagens. Não chegaram a falar com o novo ministro das infraestruturas, mas deixaram “o pacote” à chefe de gabinete e ao adjunto.

Jerónimo Belo Jorge

At https://www.antenalivre.pt/

Mais emprego para… Ponte de Sor

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Uma nova empresa do ramo corticeiro vai instalar-se em Ponte de sor.

O grupo SOCORI assinou esta tarde, no Edifício dos Paços do Concelho, a escritura de compra e venda de um lote de terreno na Zona Industrial para as futuras instalações da nova unidade industrial.

Ponte de Sor volta a ser o concelho escolhido para mais um avultado investimento num setor tradicional e onde se tem vindo, cada vez mais, a afirmar no panorama nacional.

É um investimento criador de mais postos de trabalho e riqueza para a região, que se regista com enorme agrado.

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Opinião: “PS – Razões de uma desfiliação”

Raul Martins AveiroNuma assumida mas dolorosa decisão pessoal, decidi desfiliar-me do meu partido de sempre, no qual militei empenhadamente e desempenhei as mais variadas funções, tendo para tal remetido o respectivo pedido ao Presidente da Concelhia a que pertenci. Nessa carta enumero as razões fundamentais de tal afastamento, que abaixo transcrevo, reconhecendo sentir que já não tenho ânimo nem vitalidade para, antes que a barca venha, conseguir ajudar a alterar o rumo que, desafortunadamente, o PS vem a prosseguir. Deixo essa tarefa a outros mais novos que ainda acreditam na possibilidade de fazer retornar o PS à pureza dos seus princípios políticos, económicos e éticos, originais.

1- Estratégia económica e social do partido.

O PS, no passado recente, definiu como sua uma estratégia de crescimento económico fortemente apoiada no consumo público e privado, relegando para segundo plano o investimento e as exportações.

Esta opção, muito saudada por alguns “jovens turcos” joga, no meu entender, um importante papel no nosso futuro colectivo comum, principalmente porque os resultados positivos de curto prazo desta política não escondem os caminhos já antes percorridos e prenunciam um regresso de uma qualquer troika, nomeadamente quando se verificar a normalização da política monetária que o Banco Central Europeu vem a adoptar.

O problema apresenta ainda, a meu ver, uma maior gravidade quando se verifica que o aumento da despesa pública corrente tem sido feito à custa do aumento de uma carga fiscal que atingiu um patamar brutal e o consumo privado se tem baseado na diminuição do nível das poupanças e, pior do que isso, no crédito, que está a gerar uma bolha que, mais dia menos dia, vai rebentar.

Sob a falaciosa ideia que não é necessário poupar porque o mesmo Estado que hoje permite a degradação dos serviços públicos por falta de verbas ou cativações, de todos vai cuidar no ocaso das suas vidas, desincentivando a poupança ao mesmo tempo que elimina os parcos estímulos ao aforro que ainda existiam, o que diminui a capacidade da nossa resistência colectiva a futuras e anunciadas crises, bem como o stock de capital que deveria ser destinado ao financiamento da inovação e dos sectores produtores de bens transaccionáveis da nossa economia, base da criação de emprego e crescimento económico estável.

Para garantir, no curto prazo, alguns resultados políticos eleitorais, estamos a esbanjar a oportunidade de construir um futuro melhor para os nossos filhos. E escusam de nos vir dizer que as perspectivas das agências de rating sobre a dívida portuguesa sobem ao sabor do aumento dos combustíveis porque já todos sentimos na pele como tudo isso rapidamente se altera. Basta um espirro da economia mundial ou uma pequena alteração na política do BCE. E não é obviamente a estratégia económica que o PS está a percorrer que faz aclarar as nuvens negras que se vislumbram no horizonte.

2- Estratégia política do partido.

Ao arrepio da tradição e da história do PS esta direcção celebrou um acordo contra-natura, de sobrevivência política, com o PCP e particularmente com o BE, trilhando os caminhos de uma perigosa deriva esquerdista que, certamente, faz dar voltas no túmulo a muitos dos “pais fundadores” do partido. E se, embora não concordando com o seu ideário político, considere o PCP um partido sério que assume e respeita os acordos celebrados, já o mesmo não poderei dizer do BE, partido sem ideário político estável que vai alimentando o seu eleitorado com as chamadas medidas “fracturantes”, aliás muito em voga, e o apoio a acções politiqueiras e frentistas a pensar única e exclusivamente nos seus ganhos eleitorais futuros, esquecendo que para dividir o “bolo” da economia é necessário, antes do mais, criá-lo.

Embora tenha algumas reservas éticas não ponho em causa a legitimidade política e constitucional do acordo de governação celebrado. Constato, no entanto, que tem conduzido a um crescente “parasitismo político” por parte do BE, que apregoa aos sete ventos que todas as medidas, mesmo que desacertadas, que têm tido aplauso público a eles se devem e culpa o PS de todas as medidas menos populares que, obviamente, a governação de um País exige que sejam tomadas.

E de tal forma sentem que as suas propostas populistas e os manifestos do seu parasitismo interesseiro estão a ser bem recebidas pelo eleitorado (ao contrário do que infelizmente prevejo poder vir a acontecer ao PS), que já falam abertamente no “aprofundamento das relações com o Governo” após as próximas eleições e no seu desejo de participar no próximo Executivo. E como antevejo, que, se for necessário para a sua manutenção no poder, como penso ir acontecer, o PS vai aceitar partilhar o Governo do País com um partido que repudia a União Europeia, a NATO bem como os princípios políticos que sempre defendi, e como esse facto iria fazer evoluir desfavoravelmente o enjoo que já actualmente sinto, acho melhor, por respeito à alimentação que ingiro, não pertencer ao partido quando isso acontecer.

3- Promiscuidade Política

Há muito que todos sabemos que, salvo raras e honrosas excepções, o mérito não é, como deveria ser, a chave para o sucesso profissional e social que entre nós, comummente, assenta no nome de família, na cunha, no compadrio, nas tertúlias e jantares de amigos e familiares, na orientação sexual, etc., que, com uma regularidade repugnante, se sobrepõe a um curriculum profissional digno e adequado. E esse triste e promíscuo “fado” que é transversal a toda a sociedade, atinge o seu apogeu nos partidos políticos. Daí os lugares de “chega-me isto” junto de um qualquer político influente serem tão cobiçados como ponto de partida de um percurso de “capataz” político, que obriga amiúde os neófitos a jurar lealdades eternas e, por vezes, a percorrerem caminhos bem tortuosos que só esmiuçados permitem compreender determinadas posições e evoluções futuras. Tudo por uma “vidinha” em circuito fechado que não fora esse trajecto nunca conseguiriam alcançar. E tudo isto conduz à captura do Estado pelas elites urbanas e partidárias, cancro fatal que mina fatalmente a nossa sociedade e que urge extirpar.

O PS não é imune ao crescimento deste “fadário”, que aliás tem criado fortes raízes e prosperado, a que se vem juntando o emaranhado de relações familiares entre membros do Governo, facto que, por si só, pode fazer baixar fortemente as intenções de voto em próximas eleições. Não que nos outros partidos e Governos não exista, ou tenha existido entre todos aqueles cuja vida começa e acaba no partido, um elevado grau de endogamia baseada nas amizades íntimas, matrimónios ou consanguinidade. Não só porque, o nível a que chegou, pode gerar conflitos de interesses nas “guerras” pelos recursos, sempre limitados, do Orçamento do Estado definidos no Conselho de Ministros a que alguns pertencem (ou podem fazer lobby familiar), mas essencialmente porque o PS sempre se arrogou de ser o bastião da “Ética Republicana” à qual não basta o simples cumprimento da lei em vigor. “Ética Republicana” que, aliás, reconhece que a criação de uma oligarquia endogâmica é o patamar do aparecimento das tiranias.

Infelizmente alguns governantes, tem vindo a pôr sal nesta ferida, elogiando os seus familiares ou cônjuges nomeados ou escolhidos para o exercício de importantes cargos políticos e outros, alimentando a polémica e confundindo os eleitores, pois declaram tantas competências e qualidades aos nomeados que ficamos sem compreender porque é que estes não ocupam, por apregoado mérito, o lugar de quem os elogia.

Mais do que criar, para uso próprio, legislação de moralização política é fundamental erradicar esta perversa forma de actuação com uma grande dose de bom senso que, como aconteceu recentemente com a lei das incompatibilidades dos deputados que tiverem mais de 10% em sociedades de advogados (na AR existem 42 advogados), parece estar arredada dos actuais parlamentares do PS, que, não pretendo me continuem a representar.

– Finalmente, e para que não existam quaisquer dúvidas sobre a matéria, afirmei ao Dr. Manuel Oliveira de Sousa que a decisão que tomei nada tem a ver com a forma como tem dirigido a política concelhia local. Fui seu apoiante, recebi-o no partido quando era presidente da concelhia, e saio do partido a apoiá-lo. Não por sempre ter concordado com as posições que a concelhia tomou. Mas quando pontualmente tal não aconteceu, foi sempre o primeiro a quem pessoalmente transmiti as minhas discordâncias, particularmente, da posição de voto desfavorável da descida do IMI para 4% (embora reconheça que era possível ter ido mais longe) e da oposição à construção de um parque de estacionamento em cave no Rossio, e augurei-lhe os maiores êxitos pessoais e políticos esperando que a nossa amizade, bem como muitas outras que ao longo destes anos criei no partido, sobrevivam à minha saída.

Mas aproveitei para lhe aconselhar alguma precaução pois os poderes “ocultos” que governam (ou julgam governar) o partido em Aveiro não deixarão de lhe dar o bote quando acharem que poderá embaraçar a evolução das suas “vidinhas” ou uma eventual mudança nos destinos políticos locais (cuja dificuldade é óbvia e exige todo o esforço e dedicação para que muitos não estão disponíveis) o tornarem “descartável”.

E não deixarei de ser apoiante do socialismo democrático na linha da verdadeira social-democracia europeia, defensor de uma sociedade livre, assente na justiça e na equidade, aberta à diversidade, à iniciativa, à inovação e ao progresso e militante de uma construção europeia orientada por princípios da cooperação, solidariedade e respeito por uma relação equilibrada e sustentável entre o homem e a natureza.

Apenas não serei filiado deste PS.

Raul Martins

(Publicadas no Diário de Aveiro de 10 de Abril de 2019)

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“Portugal Air Summit” regressa a Ponte de Sor

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O maior evento do setor aeronáutico nacional regressa a Ponte de Sor sob o tema “Powering Human Capital”, permitindo a possibilidade a todos os interessados de obter informação privilegiada sobre as carreiras disponíveis em Portugal, empregabilidade e formação pessoal, assim como as soft skills e qualificações que um profissional do setor deverá possuir, com especial enfoque na formação e nas saídas profissionais.

A maior Cimeira no setor aeronáutico regressa a Ponte de Sor, para a sua terceira edição, que vai decorrer entre 30 de maio e 2 de junho.

O Aeródromo Municipal de Ponte de Sor, chave do cluster aeronáutico, volta a receber algumas das entidades e personalidades mais relevantes da indústria, infraestruturas e serviços, para debaterem e analisarem o futuro dos setores da aviação tripulada e não tripulada, defesa e espaço.

À semelhança do ano anterior, o Portugal Air Summit apresenta novamente o ARC – Air Race Championship , uma corrida de aviões, única no mundo, onde vão participar alguns dos pilotos de elite mais conceituados a nível mundial.

Saiba tudo em : www.portugalairsummit.pt

Opinião: “O sentido da vida são os outros, o respeito por quem trabalha”

Raquel VarelaOntem passei a manhã nas urgências do hospital do Funchal. Foram tantos os enfermeiros que passaram por mim – no SO ou nas urgências – e sorriram agradecendo «ter-nos defendido». Depois viajei na TAP, com um comissário que meteu conversa comigo, «vejo-a sempre por aqui», é que eu viajo demasiado, respondi. «Quero agradecer-lhe o estudo (pessoal de Voo) que está a fazer para nós sobre desgaste». Sorri. Uma professora abordou-me na rua «durmo descansada depois de a ler, descansa-me que haja alguém que não se resigna e que diz o que pensamos», outra disse-me «nós não temos voz». Todos os dias alguém me aborda na rua assim. Os elogios não são para mim, não faço nada sozinha. Tudo em equipa.

Vivemos na fase do elogio do homem financeiro, ainda que tenham espalhado a miséria no mundo depois de 2008. Leio nos jornais casos de mulheres de “sucesso” porque “alcançaram o topo das empresas”. É um lugar onde eu não queria estar. Queria que deixassem de existir topos. Acredito em direcções e hierarquias, em organização e responsabilidade, em trabalho sério, mas com base na democracia. O Estado, as empresas e as fábricas tornaram-se um lugar de sofrimento para quem trabalha. É uma desumanidade, uma involução que lança todos no medo. A minha quota é por isso junto da condição humana, de quem vive do trabalho. Não para distribuir roupa em segunda mão, com um ar caridoso, mas para fazer o melhor que sei e posso para que as pessoas se sintam com força para mudar a vida, e mudar o mundo onde vivem – só assim se muda a vida, não há ioga que substitua a necessidade de mudar as tremendas condições económicas que vigoram no mundo. O sentido da vida são os outros, o respeito por quem trabalha. Uma ex operária ontem num debate onde estive na Universidade da Madeira disse do público, com um vigor contagiante: «Estou farta de ONGs e caridade, de ordenados de 600 euros e aumentos de 2%, da facilidade com que se luta por caridade, farta! deve-se viver com direitos, de cabeça erguida.». Obrigada a vós.

Raquel Varela

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