Orçamento da Câmara de Nisa para 2017 chumbado

nisabrasaograndeAs Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2017 não foram aprovados por maioria, com os votos contra da CDU e do PSD, esta 5.ª feira, 27 de Outubro, em Reunião de Câmara que se realizou pelas 16 horas.

NOTA DA PRESIDÊNCIA

VEREADORES QUEREM PARALISAR A ACTIVIDADE MUNICIPAL

Na reunião de Câmara de ontem os Vereadores da CDU e do PSD VOTARAM CONTRA o PLANO e ORÇAMENTO da Câmara para 2017.

Esta atitude irresponsável demonstra que querem impedir que continuemos a fazer obra, a dar apoio social, a apoiar o comércio e a economia local, a promover a imagem de Nisa, a cultura e o desporto.

Querem impedir que continuemos a investir na qualidade de vida e no bem-estar de TODOS os munícipes do concelho.

Querem impedir que se construa o novo Centro de Saúde, que se requalifique o Centro Histórico, se recupere a Albergaria, se requalifique o Mercado de Tolosa, se construa uma Infra-Estrutura na Zona Industrial de Apoio aos Jovens Empresários, se apoiem as famílias com o Fundo Municipal de Apoio Social, se ponha em funcionamento a Oficina Móvel Social e a Teleassistência para Idosos;

Querem impedir que se recupere a Escola do Convento para Centro de Artes e Ofícios, que se recupere a Escola de Montalvão para Centro Museológico, se reabilite o Hospital Velho para dar condições aos trabalhadores da Câmara, se reabilite a Casa do Forno, o Largo dos Postigos ou se erga a Estátua ao Emigrante – estas obras estão por nós incluidas no Plano e Orçamento de 2017!

Sem qualquer respeito pelas populações do concelho, os Vereadores tudo fazem para boicotar o trabalho da Presidente da Câmara.

As propostas que apresentaram para o Plano e Orçamento estão integradas nestes documentos, mas mesmo assim, porque o seu objectivo não é o concelho nem as suas gentes, teimam em querer passar para a ADN 160.000 euros – é apenas esta a sua preocupação, uma Associação que quando chegámos à Câmara em 2013, tinha uma dívida de quase 2 milhões de euros, da qual não se conhece que desenvolva qualquer actividade no concelho e que deve à Câmara 107.784€.

Este foi o único argumento que o Vereador do PSD apresentou para justificar o seu voto contra. Os seus parceiros da “coligação” – os dois Vereadores da CDU – acrescentaram que deviam constar do Orçamento verbas a definir (e não definidas) em obras cujo financiamento comunitário já tratámos de garantir para as podermos executar em 2017, tanta ignorância, uma vez que as normas sobre contabilidade pública hoje em vigor, não permitem que nos Documentos Previsionais para 2017 constem verbas a definir, têm que estar definidas e foi isso que fizémos.

Mas não é apenas a ignorância, é a prepotência, é a vontade de paralisar quem, com muito esforço (apesar de ter herdado uma dívida de quase 10 milhões de euros) conseguiu equilibrar as contas do Município e apoiar quem mais precisa, e fazer obras que há demasiados anos foram prometidas e agora estão realizadas e à vista de toda a gente como o MERCADO MUNICIPAL, o CAMPO SINTÉTICO, as ENTRADAS DE NISA, de ARÊZ e de ALPALHÃO, ou o seu LARGO DO CRUZEIRO, o CENTRO INTERPRETATIVO DO CONHAL no Arneiro, o BAIRRO DA CEVADEIRA, a recuperação dos LAVADOUROS, das RUAS DAS NOSSAS ALDEIAS, a nossa FEIRA NA DEVESA, o CINE TEATRO a funcionar com REGULARIDADE e CONFORTO, os SUBSÍDIOS ÀS JUNTAS DE FREGUESIA pagos a tempo e horas bem como as COMPRAS NOS FORNECEDORES DO CONCELHO, SEDES COM DIGNIDADE para a NOSSA BANDA e para os BOMBOS DE NISA e brevemente para o NOSSO RANCHO, a AZINHAGA DO SANTO MENINO, a PINTURA DAS NOSSAS IGREJAS, a valorização do que é nosso desde as FLOREIRAS do antigo e bonito jardim aos PASSADIÇOS preservados junto ao NOVO PONTÃO DE TOLOSA sobre a Ribeira do Sôr, etc…etc..etc….em apenas 3 anos de trabalho ao serviço do povo do nosso concelho de Nisa.

DEIXEM-NOS TRABALHAR!

Nisa e Paços do Concelho, 28 de Outubro de 2016

A Presidente da Câmara Municipal

(Dra. Maria Idalina Alves Trindade)

At http://www.cm-nisa.pt/

Terrenos agrícolas e florestais não registados vão passar para o Estado

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A partir de 2019, os terrenos que não tiverem sido registados passam para o chamado Banco de Terras, gerido durante 15 anos pelo Estado.

Há novas regras para os terrenos agrícolas e florestais que não estejam registados. O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, levou esta quinta-feira ao Conselho de Ministros dedicado à reforma florestal, na Lousã, uma medida que prevê a integração dos terrenos sem proprietário num banco de terrenos gerido pelo Estado, que depois as entregará a sociedades gestoras. O objetivo é promover a criação de postos de trabalho nas regiões rurais, no entender do Ministério.

Para já, os proprietários de terrenos não registados têm dois anos anos — até 31 de dezembro de 2018 — para efetuar esse registo. Se o fizerem antes desse prazo, ficam isentos de taxas e emolumentos. Ouvido pelo Jornal de Notícias, Capoulas Santos sublinha que, “por vezes, diz-se que custa mais registar um terreno do que o valor que o prédio tem”. A solução encontrada foi a criação de um Balcão Único Predial, onde poderá ser feito este registo sem custos até ao final de 2018.

A partir de 2019, os terrenos que não tiverem sido registados passam para o chamado Banco de Terras, gerido durante 15 anos pelo Estado. Ainda será possível, durante esses 15 anos, reclamar o terreno e registá-lo, mas, agora, sem isenção de custos. No final desse período, os terrenos passam definitivamente para o Estado, e serão geridas por sociedades de Gestão Florestal, que terão incentivos à exploração dos terrenos para promoverem o emprego rural. Um dos principais deveres destas sociedades, que poderão ser compostas por qualquer grupo de cidadãos, é a de manter os terrenos limpos e prevenir os incêndios.

O Governo vai promover um “generoso regime de incentivos financeiros e fiscais”, nas palavras de Capoulas Santos ao JN. O dinheiro para este programa, segundo a TSF, deverá vir do Fundo Florestal Permanente e dos fundos comunitários (até 2020, serão cerca de 500 milhões para as florestas).

At http://observador.pt/

Pelo iberismo, assinaram a Declaração de Lisboa

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Paulo Gonçalves tem 47 anos, nenhuma experiência política, e é trabalhador por conta de outrem na Covilhã. Criou o Movimento Partido Ibérico em Portugal. Casimiro Sánchez Calderón é 30 anos mais velho, esteve mais de quatro décadas no PSOE que ajudou a fundar, e foi presidente da câmara de Puertollano, em Ciudad Real. Criou o Íber em Espanha.

A defesa do iberismo une-os há vários anos. A 1 de Outubro, tornaram oficial essa união com a assinatura da Declaração de Lisboa que marca a aliança entre o português Movimento Partido Ibérico e o espanhol Íber. O objetivo é consciencializar para os benefícios de uma união entre Portugal, Espanha e Andorra. (…)

Declaração de Lisboa

Os Ibéricos, como pioneiros da globalização, somos chamados a liderar um mundo com futuro incerto onde voltam a levantar-se fronteiras e onde se aprofunda a crise de valores. Vivemos numa península a sul da cordilheira dos Pirenéus, na parte mais ocidental da Europa, cuja fronteira a sul está a catorze quilómetros de África no ponto de encontro entre o Mediterrâneo e o oceano Atlântico, ponto onde se forma o nosso “espirito Ibérico”, palavras de Fernando Pessoa. A civilização Ibérica, fruto do cruzamento de várias civilizações anteriores, foi a primeira civilização Europeia a difundir línguas e cultura no resto do mundo.

O Português e o Espanhol são as únicas grandes línguas entendíveis reciprocamente. A nossa “pátria” é composta por 750 milhões de Iberofonos, valor derivado da soma de 500 milhões de Hispânicos com os 250 milhões de Lusofonos. Queremos que o “Mundo Ibérico” tenha o peso político que lhe é devido por direito. (…)

Partido Ibérico Íber / Movimento Partido Ibérico

O Partido Ibérico Íber / Movimento Partido Ibérico definem-se ideologicamente como Iberistas e Pan-Ibérista, isto é, defendemos um projecto político pan-nacional Ibérico que tem um duplo objectivo:

  1. A articulação constitucional e confederal da península Ibérica, como Comunidade Ibérica de Nações, composta actualmente por Portugal, Espanha e Andorra. O Partido Ibérico Íber e o Movimento Partido Ibérico defendem os interesses dos cidadãos Andorranos, Portugueses, Espanhóis e dos residentes de países Iberófonos. Reivindicamos um Iberismo sensato, plural y solidário assente na Declaração Universal dos Direitos Humanos e num modelo de um estado social justo. Seguindo a teoria de Aristóteles do ponto intermédio como equilibrio, queremos construir um consenso mínimo de 66% nas sociedades Portuguesa, Espanhola e Andorrana para legitimar as alterações constitucionais necessárias ao nosso objectivo.
  2. A articulação Intergovernamental da Iberofonia i, como Comunidade Iberófona de Nações. Defendemos a convergência da Comunidade Ibero-americana de Nações (América Hispânica, Brasil, Portugal, Andorra e Espanha), a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), assim como outros territórios com passado Iberófono.

O Partido Ibérico Íber e o movimento Partido Ibérico são organismos irmãos. Coordenamo-nos politicamente mas cada entidade ajusta a sua estratégia à realidade do seu país. Os nossos fundadores Paulo Gonçalves e Casimiro Calderón são exemplos de honradez política e intelectual, que nos inspiram dia-a-dia.

Aspiramos a converter-nos, simultaneamente, num Partido e num lobby. Partido porque queremos ser uma “escola” de pensamento, um laboratório de ideias e uma equipa com o objectivo de formar massa critica e levar o Iberismo às instituições. Lobby para influenciar a sociedade civil e as instituições partidárias por forma a assumirem uma lógica Iberista. Isto é, queremos condicionar a agenda política e que o novo Iberismo do sec. XXI se converta numa corrente transversal. (…)

Reunidos na Cidade de Lisboa, esta declaração Política foi aprovada pelo Partido Ibérico Íber e pelo Movimento Partido Ibérico, na Cimeira do dia 1 de Outubro de 2016.

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[1] Frigdiano Álvaro Durántez Prados é o autor do conceito de Iberofonía. (“Paniberismo e Iberofonía”, Revista Diplomacia Siglo XXI, Julho 2015)

At http://www.dn.pt/https://estadoiberico.wordpress.com/

Marvão vai ter “Expresso”

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O Município informa que, a partir do dia 1 de novembro, a Vila de Marvão vai ter uma ligação diária e direta, a Lisboa, de autocarro/expresso.

Após várias reuniões e negociações com a Rede Nacional de Expressos, o concelho ganha um importante serviço de apoio à atividade turística e que era, há muito tempo, reivindicado pelos munícipes que necessitam deslocar-se de Marvão a Lisboa e vice-versa.

Horários Diários:

  • Lisboa (partida de Sete Rios) – 7h30
  • Marvão (chegada) – 11h50

 

  • Marvão (partida) – 15h50
  • Lisboa (chegada a Sete Rios) – 20h15

At http://www.cm-marvao.pt/

Medalhado olímpico de Portalegre lança duras críticas a instituições

luis-gonc3a7alves-1Em entrevista ao jornal Record, o atleta paralímpico revelou que é discriminado no Sporting e no país.

“Para já não há esperança.Teria de dar uma grande volta para que as coisas mudassem. Vejam: sou atleta do Sporting. Agora vem um rapaz, o Nelson Évora, um atleta excecional, medalhado olímpico, que trabalha para isso, sei que o faz, porque já treinei com ele, mas… vai para o Sporting, o clube onde estou, vai ganhar dez vezes mais do que eu! E fui medalhado no Mundial enquanto atleta do Sporting, fui bronze nos Jogos… e recebo 50 euros (…) Não é nada! Dentro do próprio clube existem diferenças abismais, até com atletas que nem fazem parte da Seleção, que nunca conseguiram uma medalha… E recebem bem mais do que 50 euros” exclamou o atleta de 29 anos.

A quando da sua chamada ao relvado de Alvalade, após o Rio 2016, para celebrar a medalha de bronze nos jogos olímpicos, Luís teceu duras críticas ao sucedido: “Servi de palhaço, mais uma vez. Como sempre. Como em todos os eventos sociais que há de Sporting e de Comités. Servi de boneco, fui ao relvado, respondi a três perguntas e adeus. São estas coisas que me revoltam. A apresentação do Nelson foi em grande, no relvado. Não é ser má língua, nem ser mau para com o trabalho no Nelson. Dentro do meu próprio clube há discriminação”.

O atleta invisual, Luís Gonçalves venceu a medalha de prata nos 400 metros T12, nos jogos paraoímpicos do Rio 2016, tendo sido o primeiro português a ganhar uma medalha na dita competição.

At https://www.noticiasaominuto.com/

 

Olaria alentejana pode vir a ser Património da Humanidade

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A ideia não é de hoje mas agora ganhou novos contornos. A olaria tradicional alentejana, tema central num encontro de oleiros e investigadores que decorreu esta semana em Viana do Alentejo, prepara-se para desenvolver uma candidatura a património da humanidade, que será promovida pela Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmicas.

Para o Presidente da Câmara Bengalinha Pinto a ideia merece todo o empenho e apoio já que o município está apostado em juntar ao Cante e à Arte Chocalheira um terceiro selo da UNESCO com a Olaria Tradicional Alentejana. Para já tem o apoio do Centro de Formação do IEFP que pretende instalar na vila um curso de olaria e artes decorativas com a intenção de preservar e promover a olaria tradicional local.

At http://www.tribunaalentejo.pt/

Jovem com média de 17,8 a Medicina escreve carta aberta ao Presidente

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Maria Barros não entrou no curso de Medicina por três décimas. A jovem de 18 anos lamenta, numa carta aberta ao Presidente da República que a VISÃO publica, que tenha de perseguir o seu sonho no estrangeiro, quando “há falta de médicos em Portugal”.

CARTA ABERTA DE MARIA BARROS A MARCELO REBELO DE SOUSA NA ÍNTEGRA

“Exmo. Senhor Presidente da República,

Escreve-lhe uma jovem de 18 anos, na hora em que frequenta o “Curso de Preparacion a la Universidad do Instituto Cervantes” e estuda para as provas de biologia, tendo como objetivo o acesso à universidade em Espanha. E fá-lo triste, porque a sua rotina não é a que sonhava e desde sempre sonhou para este ano da sua vida. Há 15 anos, ao arrastar a malinha de médicos de brincar pelo meu quartinho cor-de-rosa, já sonhava e ansiava pelo dia em que poderia começar a estudar para aquele que é o SONHO da minha vida. Mas aqui estou eu, apesar de ter terminado o ensino secundário com média de 17.8 valores, não estou na universidade. E não estou porque me recuso a conformar, a suportar a frustração de estudar algo pelo qual não sinto paixão, escolhendo outro curso só para dizer aos avós que estou na universidade. Por isso vou tentar noutro lado.

Se para muitos a universidade é o passo politicamente correto a dar a seguir ao ensino secundário, para garantir a “futura estabilidade financeira”, e se para alguns é uma obrigação que vem da família, para mim não; o curso de Medicina é e sempre foi o que desejei para a minha vida. Poder ajudar os outros, tratar os que precisam, estudar para garantir que todos têm acesso aos melhores tratamentos é o que vou fazer, seja cá ou no outro lado do mundo. Porque eu quero, porque eu mereço, porque eu preciso. Fá-lo-ei porque sinto que este é o propósito da minha vida, e de forma alguma merece ser desvalorizado ou esquecido por um 16.3 no exame de Físico Química A e por um sistema injusto.

Ser médico é ser-se astuto, perspicaz, responsável, sensato e sensível. Requer destreza, coragem, desembaraço, vontade. Como é que se avalia tudo isto num exame de 2h que incide exclusivamente em conteúdos científicos? Quem é que avalia o lado humano?

Mas eu sou forte e não vou desistir. Esta é apenas a primeira adversidade da minha jornada na “vida dos crescidos”. O que me aperta o coração é ver a minha mãe a tentar segurar aquela lágrima no canto do olho quando soube que por 0.3 valores a bebé com a bata de médica vestida não entrou no curso que quer. O que me dói é ver o meu pai, que sempre se esforçou por me mostrar a sorte que tenho em viver neste país, lindo, limpo, seguro, organizado, e me incentivou a agradecer cada dia por tremenda bênção, questionar a sua justeza. A justeza deste sistema. O que me assusta é ouvir os meus irmãos mais novos, que adoro mais do que tudo no mundo e que ajudo a criar, dizer que estão zangados; quando eles me perguntam “e agora, tens de ir para longe de nós para seres médica? Quanto tempo? Quem é que nos vai levar ao ténis aos sábados e a passear aos domingos de manhã? Quem é que me vai ajudar com os trabalhos de Matemática? Para que é que estudavas tanto, então, Maria?” Aí é que fico assustada.

Por muito difícil que seja, se o meu país não me concede a oportunidade de me formar onde nasci e onde pertenço, vou ter de pertencer a outro lado. Vou ter de agarrar na minha mochila cheia de sonhos e vontades e ideias e dedicação, pendurar-lhe o estetoscópio de plástico amarelo e verde de brincar, e partir. Atrás do meu sonho.

Eu perco, a minha família também. Mas Portugal também perde. E é por isso que lhe escrevo. Em nome de todos nós. Dos que não entraram por 5,4,3,2,1, 0,5 décimas. De todos os que dariam excelentes médicos de que o país precisa. Podíamos ter o melhor Sistema Nacional de Saúde do mundo. Mas há que mudar. Há que quebrar o ciclo vicioso que se baseia exclusivamente em interesses económicos. Não é a minha área mas parece-me senso comum que o que se passa está errado. Há falta de médicos mas as médias de entrada são desumanamente altas, pois as vagas são escassas. Os futuros médicos partem para outros países, como Espanha, formam-se e por lá ficam. E Portugal contrata médicos estrangeiros para colmatar o défice de profissionais que tem? Gasta-se dinheiro em tanta coisa, será assim tão impensável tomar medidas para que se alargue o número de vagas (consequentemente as médias desceriam e todos teriam mais oportunidades), formando mais médicos que adorariam continuar no seu país? Eu sei que formar um médico sai caro. Mas não foi para isso que os meus pais pagaram e pagam os seus impostos? Para que, entre outras coisas, os filhos possam ter a formação que desejam?

Quero um dia poder dizer aos meus filhos que, para além de lindo, organizado e seguro, Portugal é justo! E que merece que lhe dediquemos os nossos sonhos e que todos juntos lutemos para que seja um país melhor. Quero um dia poder perguntar a um dos meus filhos o que quer ser quando for grande e ouvir MÉDICO, sem um aperto no coração. Não me quero ir embora.”

At http://visao.sapo.pt/

Opinião: “sobre doutores”

rui-calafate-39524_159372397419164_632670_nA queda do assessor do PM que não era licenciado é apenas a face visível de uma sociedade em que a aparência é mais importante que a realidade. Onde o “doutor” é mais importante que a nossa identidade própria, onde é usada a palavra “doutor” como se de um título nobiliárquico se tratasse como nos aristocratas de séculos passados, onde as mentes ridículas tratam toda a gente por “sôtôr” como se isso fosse algum sinal de educação mas é apenas de subserviência.

O valor das pessoas não reside num canudo, há muitos “doutores”  incultos, incompetentes, vigaristas e corruptos e muita gente que não andou na universidade que é a melhor nas suas profissões. As pessoas, o seu âmago, são muito mais importantes que títulos. Cabe a todos mudar esta provinciana mentalidade.

Rui Calafate

At https://pt-pt.facebook.com/ / Rui Calafate