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Artigo de opinião: “Quo Vadis”

Elicidio BileAinda não refeitos das consequências dos incêndios do verão, é com pesar que constatamos que o outono trouxe, mais uma vez, o drama dos incêndios, com mais devastação, mais mortes, mais dor e gritos de angústia.

Já 60% dos meios aéreos de combate aos fogos tinham sido dispensados, quando as vagas de calor se mantinham. A meteorologia aconselhava vigilância e prudência, mas quem deveria estar atento, andava distraído. Todos estávamos avisados da passagem do furacão Ophelia, com o efeito de arrastamento de massas de ar quente e seco vindas do Norte de África sobre a Península Ibérica, mas alguém continuou distraído.

Agora, aí estão as consequências dessa distração crónica a que nos habituamos, apesar dos relatórios, das evidências, das promessas de alteração do “status quo” do «Depois disto, nada ficará na mesma…».

O custo de vidas humanas ceifadas, é muito superior ao dos incêndios ocorridos nos anos de 2003 e 2005. Será que podemos confiar nas promessas repetidamente feitas? Porque morrem hoje mais pessoas vitimadas pelos incêndios do que no passado?

Com estas mortes, mais do que a morte das vítimas, morre um pouco da esperança de quem vive no interior do país, triste, envelhecido, desertificado, que as imagens fotográficas e auditivas nos revelam. Morre também um modelo de sociedade que o povo português anseia e merece, assente nos princípios do Bem Comum, do Destino Universal dos Bens, da solidariedade e da subsidiariedade e dos valores fundamentais da vida social: a Verdade, a Liberdade e a Justiça.

Esperamos que, ainda a tempo, o Estado Português, concretamente o Governo do País, possa alterar o Orçamento Geral do Estado, apresentado na Assembleia da República, mas ainda não discutido e votado, por forma a contemplar a reparação dos prejuízos ocorridos, pela distracção a que se sujeitou e pela incúria no acautelar daquilo que era previsível. A Economia que ficou ainda mais debilitada, o património que ardeu, a fauna e a flora desaparecida e, acima de tudo, os bens das pessoas que viram consumidas pelas chamas o resultado de uma vida de trabalho e o teto onde se abrigavam, para além das vidas ceifadas fruto da incúria de quem os devia proteger.

É preciso que cada um faça a sua parte para nos reabilitarmos como Povo e como Nação.

Elicídio Bilé
Presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre – Castelo Branco

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CP faz descontos de 30% em viagens para Santarém

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Os Comboios de Portugal acompanham o projecto Verão In.Str… É um espanto! desde a primeira hora.

Ao abrigo do protocolo assinado entre a Câmara de Santarém e a CP, quem viajar de comboio para Santarém, com origem em qualquer ponto do país, e durante o período de 21 de junho a 23 de setembro, beneficia de 30 % de desconto no preço do bilhete de ida e volta nos serviços Intercidades e Regional/InterRegional.

Para que o desconto seja aplicado, os viajantes têm de carimbar o bilhete de comboio no Posto de Turismo de Santarém. A ligação entre a estação de caminho-de-ferro e o centro da cidade é garantida pelo serviço de autocarros.

At http://www.oribatejo.pt/

Diputación de Cáceres pide a Iberdrola que el puente de Cedillo esté abierto a diario

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La presidenta de la Diputación de Cáceres, Rosario Cordero, ha anunciado hoy que instarán a la empresa eléctrica Iberdrola a que permita diariamente y no solo en fines de semana el tráfico por el puente de la presa de Cedillo.

Cordero entiende que esto “sería una solución” a la desestimación del proyecto de construcción de un puente que una la localidad cacereña de Cedillo con la portuguesa de Nisa y que ha sido descartado por el Comité de Gestión del Programa de Cooperación Transfronteriza Interreg V-A España Portugal (Poctep) 2014-2020.

Según Cordero, se están estudiando otras opciones para que ese puente sea una realidad, pero mientras inician contactos con el país luso y la Junta de Extremadura para plantear la financiación “abrir al tráfico diario el puente sería una solución para impulsar el desarrollo económico de esta zona de la Sierra de San Pedro“.

La presidenta de la Diputación cacereña dice que la empresa alega “motivos de seguridad” para no abrir al tráfico el puente a diario y ha subrayado que la institución estaría dispuesta a invertir para “reforzar la seguridad” del mismo.

Rosario Cordero ha apelado también al “compromiso social” que esta empresa demostraría con la comarca y la provincia y ha subrayado que actualmente los vecinos de la zona se ven obligados a recorrer 165 kilómetros por Valencia de Alcántara para llegar a tierras portuguesas.

Cordero también ha criticado que el anterior gobierno del PP en la Diputación rechazara los 4 millones de euros aprobados para la construcción del puente en una convocatoria anterior de Interreg, lo que, a su juicio, fue “una oportunidad única” porque Portugal estaba dispuesta a aportar 1,5 millones y el resto hasta los más de 6 millones que cuesta la infraestructura, los pondría la Diputación.

Fondos devueltos

“No entiendo por qué se devolvieron esos fondos, de un proyecto que hubiera traído prosperidad a una comarca y hubiera generado empleo en la provincia”, ha concluido Cordero.

La presidenta tenía programada una reunión con la presidenta de la Cámara municipal de Nisa (Portugal), que por cuestiones de agenda, no se ha producido, pero se retomará en junio.

At http://www.hoy.es/

65 anos da Força Aérea vão ser celebrados em Castelo Branco

Castelo Branco é a cidade escolhida para a realização das cerimónias dos 65 anos da Força Aérea Portuguesa.

Festejos que vão envolver toda a comunidade do concelho albicastrense. O programa das celebrações decorre nos próximos meses, culminando a 1 de julho, data em que se assinala o Dia da Força Aérea.

“Um momento muito especial para a região, que acolhe um evento a nível nacional”, afirmou Luís Correia, presidente da Câmara de Castelo Branco à nossa rádio. Celebrações dos 65 anos da Força Aérea Portuguesa que vão ser assinalados em Castelo Branco e que vão “trazer muita gente à região”.

Para assinalar a data foi lançado um concurso aos mais novos, “de forma a despertar-lhes o gosto pela aeronáutica”. Até ao próximo dia 26 de maio, os alunos das escolas do distrito de Castelo Branco vão poder dar provas da sua criatividade e assim habilitar-se a ganhar prémios. O concurso “Cria e Voa Connosco”, que se destina aos jovens do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, divide-se nas categorias de criação literária e criação plástica. Segundo a mesma nota, vão ser atribuídos prémios aos três primeiros classificados das duas categorias, por nível de escolaridade. Os prémios vão desde visitas às Unidades da Força Aérea até batismos de voo.

Até ao dia 1 julho, data em que se assinala o dia da Força Aérea, vão ser anunciadas mais atividades e iniciativas destinadas à população do distrito de Castelo Branco.

At http://www.radiocastelobranco.pt/

Acesso à praia fluvial do Arneiro vai a obras (e do “turismo rural”)

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Assinado, este dia 8 de Maio, o auto de consignação para a execução da obra denominada “Caminho de acesso ao cais do Tejo, nas Portas de Rodão”, freguesia de Santana, adjudicado à empresa Urbigav – Construções e Engenharia, S.A., pelo valor de 43.229,52 € e prazo de execução de 60 dias.

Esta intervenção enquadra-se no projecto integrado de valorização do Tejo e Zonas Ribeirinhas, para alem de melhorar as condições de acessibilidade e segurança, visa aumentar e dinamizar a componente socioeconómica desta freguesia, na sua vertente turística.

At http://www.cm-nisa.pt/

Opinião: “Autoestrada do Baixo Alentejo e Aeroporto de Beja”

12079690_10204549469011089_6907896326233648454_nA A26 (Autoestrada do Baixo Alentejo) encontra-se com as obras a avançar, já a passar Santa Margarida do Sado (literalmente) com a ponte de 1938 a ser (parece) substituída por um viaduto de 900 m (o tal que tinha tido mil e uma avaliações de impacto ambiental e que se encontrava incompleto) que permite que haja no Concelho de Ferreira do Alentejo (finalmente!) Autoestrada.

A Aeroneo, empresa ligada ao setor da manutenção aeronáutica, finalmente teve luz verde para avançar (parece que será desta!) e criar os tais 40 postos de trabalho que (parece) farão o Aeroporto, para além de “parque de estacionamento”, “uma oficina de aviões”.

Nem num caso nem no outro, era o que pretendíamos e o que nos foi prometido/proposto, mas claro que são notícias que (face às perspetivas que tínhamos há meses atrás) nos sabem muito bem…

Foi, também, e é relevante dizê-lo mais uma vez, o Governo do PS que retomou a situação, depois do DESPREZO do Governo anterior…!

Também há que dizer, objetivamente 2 coisas:

1) A26 fez-se até onde está prevista (até cerca de 8 km dentro do Concelho de Ferreira do Alentejo) pelo empenho DIRETO da nossa Câmara Municipal e da determinação em lidar PUBLICAMENTE com a situação.

2) O investimento da AERONEO foi desbloqueado (esperemos que para o avançar MESMO) pelo atenção dos últimos dias que a questão do Aeroporto teve nos Media, designadamente do Programa “Sexta às 9″…

Ajudou ter no Governo quem temos… e ajudou NUNCA baixarmos os braços por PROJETOS que são ESSENCIAIS para o nosso futuro.

Pena é que nem todos pensem assim… e só agitem as bandeiras quando acham que ganham individualmente alguma coisa com isso…!

Somincor e Porto de Sines

Outras boas notícias chegam-nos do empreendimento da Sociedade Mineira de Neves Corvo: A empresa Lundin Mining propõe-se investir 250 milhões de euros na exploração mineira de Neves Corvo, com vista a duplicação de produção de zinco. A empresa irá empregar mais de 300 pessoas na construção e criar 200 postos de trabalho para a laboração.

É uma notícia particularmente importante porque irá permitir estender o prazo de permanência da empresa neste empreendimento e prolongar no tempo este importante empreendimento que direta e indiretamente abrange muitos territórios (ao nível dos seus efeitos nas economias locais, designadamente da empregabilidade).

Desvanecem-se as sombras de eventual redução/término da atividade e reforça-se a importância deste empreendimento tão relevante para o País e para a região. Recorde-se que a empresa, nos últimos dez anos, pagou cerca de 350 milhões de euros em impostos e royalties ao Estado e exportou 6000 milhões de euros em minério. Emprega atualmente cerca de 2000 trabalhadores, com tudo o que isso implica para o desenvolvimento local/regional dos territórios diretos e para o seu hinterland.

Ao nível do litoral, também o Porto de Sines, que durante tantos anos foi apelidado de “elefante branco”, é agora uma infraestrutura fundamental na economia nacional com perspetivas de se tornar gradualmente mais importante. Prevê-se que a expansão do atual terminal de contentores da empresa PSA, designado Terminal XXI, e a construção de um novo terminal de contentores, designado terminal Vasco da Gama, possam levar o mais importante porto nacional a entrar no ‘top 10’ dos portos europeus no segmento de carga contentorizada.

Além disso mantém a rota de crescimento dos últimos anos e atingiu no primeiro trimestre de 2017 os melhores indicadores de sempre. Já em 2016 o Porto de Sines tinha registado o melhor ano de sempre no total de toneladas movimentadas.

São projetos estruturantes que mudam radicalmente a face dos locais/regiões onde se inserem, mas que, inicialmente, vá-se lá saber porquê, são “pouco considerados”.

Estes dois bons exemplos que devem ser realçados e destacados são exemplos de como o Aeroporto de Beja (bem servido de acessibilidades rodo e ferroviárias) também poderá contribuir para o Desenvolvimento do País.

Sabemos que, pelo que se sente já com o projeto do Alqueva, que o Investimento Público é também fundamental para criar riqueza e promover o Desenvolvimento, mas nunca deve ser feito de forma “desgarrada”.

E uma estratégia integrada passa por “valorizar todos os ativos” por forma a obter-se o melhor resultado possível…

Devemos continuar a acreditar!

Aníbal Costa

At http://www.tribunaalentejo.pt/