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Opinião: “Os piores gestores”

Rui Calafate 39524_159372397419164_632670_nHoje na capa do Público: “Temos dos piores gestores da Europa”, num especial sobre Executivos. Sem dúvida. As nossas elites são medíocres e os principais presidentes de empresas portuguesas são peritos em Excel mas são completamente incultos e desconhecedores da natureza humana. Sugeria que lessem Shakespeare – Rei Lear, Otelo, Macbeth, Ricardo III, pelo menos – para tentarem perceber a segunda e depois aprenderem a frequentar exposições, a irem à Cinemateca – onde nunca vi nenhum gestor e políticos só vi dois, honra lhes seja feita – a investirem na criação de uma biblioteca própria em vez de terem carros topo de gama e uma casinha na Comporta ou na Quinta do Lago. E sugiro que não tenham como modelos duas de Suas Medíocres Excelências como Mexia ou Zeinal Bava e tentem ver lá fora quem tira horas para obter mais conhecimento como Bill Gates por exemplo. Não sejam sumidades dos números, sejam magníficos por serem homens completos.
Bom dia

Rui Calafate

At https://www.facebook.com/

Artigo de opinião: “Elvas vs Badajoz”

Diogo lvg3uetS_400x400.jpgCerca de 1890, mais coisa menos coisa, Badajoz tinha mais 3 mil habitantes do que Elvas. Hoje, em 2019, Elvas tem cerca de 18 mil habitantes e Badajoz tem 150 mil habitantes.

Duas realidades bem diferentes, lado a lado, separadas apenas pela fronteira entre os dois países. Duas apostas totalmente diferentes de políticas públicas e de visão de território. Duas cidades do interior. Aliás, Badajoz é hoje uma potência em crescimento. De investimentos realizados, lá até se sonha com uma futura Disneyland.

No fundo, temos do lado de lá da fronteira, uma terra que está mais longe de Madrid do que de Lisboa. Uma terra longe, bem longe do litoral. Mas é o espelho de opções políticas e económicas acertadas, por comparação com um interior de Portugal isolado e abandonado. Medi bem as palavras. Portugal tem um interior abandonado. Tirando os resistentes que por lá vivem, que por lá investem e que por lá ainda resistem, Portugal é hoje um país assimétrico e sem visão de território. Um país pequeno, que somos, contudo macrocéfalo e desnivelado para o litoral. Com esta dimensão e com um abandono total de uma visão integrada para o território, que lhe permita reduzir a perigosa assimetria, que desde os anos 60 do século passado se construiu. Se está a ler este artigo pergunto. Já foi a Portalegre? A Fronteira? À Covilhã? A Boticas? É extraordinário, apesar de tudo, o trabalho de muitos dos nossos autarcas. E até de empresários. Como é fantástico que, em Boticas, por exemplo, exista uma empresa de concepção de redes de pesca, que garante emprego e forte dinamismo económico. Bons, mas, infelizmente, raros exemplos.

Todavia vamos ser claros, para que não restem dúvidas, por melhor que seja o trabalho das Câmaras Municipais e de algumas empresas, isso não chega. Não há desenvolvimento sem verbas, sem estratégia, sem planeamento e sem visão de conjunto ao nível nacional. Conceitos caros e raros neste país que tudo faz em cima do joelho. Que vive sem reformas de fundo, sem horizontes e que, apesar de estarmos em plena campanha eleitoral, pouco se discute do que realmente importa ao interior, apesar das soluções avulsas como baixar IRC das empresas no interior ou Vistos Gold para estas zonas. São propostas bondosas? São. Claro que são. O leilão fiscal é sempre atractivo. Mas não chega. Não basta. É curto. Precisamos de mais, de um planeamento a longo prazo, com compromissos na sociedade portuguesa, por forma a que “territórios de baixa densidade” deixe de ser um eufemismo para descrever aquilo de que o país urbano, concentrado nas grandes cidades do litoral, se esqueceu e só se lembra a cada tragédia que acontece, como os fogos florestais, mas rapidamente perde de vista. Precisamos de quem pense o território de facto e não como mera esmola ou distribuição de fundos, a abordagem tem de ser integral e não uma mera lista desgarrada de medidas, senão como criar ou potenciar sinergias e gerir processos interdependentes, como são os que ligam território, economia e demografia. Podemos ser ainda mais claros? As CIM e CCDR são boas intenções, mas diminutas para a natureza do problema. Precisam de mais escrutínio e de mais poder. Precisam de ter uma visão regional e não podem ser uma mera burocracia do Estado Central para um dado território administrativo, criado à boleia das regras comunitárias de distribuição de fundos. Somos, de facto, um país desequilibrado. E este desequilíbrio precisa de ser enfrentado de frente. Alguém tem coragem de assumir, de facto, políticas de coesão territorial? É por falta de coragem e vontade que existem casos tão díspares como Elvas e Badajoz. Duas cidades vizinhas, mas que contam com Governos centrais e lógicas regionais totalmente diferentes. Era isto que também gostava de ver debatido, de forma séria, numa campanha eleitoral em Portugal.

Diogo Agostinho

At https://expresso.pt/

TAP promove Madeira com voos desde 42 euros

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Campanha é lançada em parceria com o Turismo madeirense para promover o Outono/Inverno nas ilhas.

A nova campanha da TAP, lançada esta terça-feira, foca-se no Funchal e em Porto Santo e nasce de uma parceria com a Associação de Promoção da Madeira. A promoção aplica-se a vários voos entre Setembro e Fevereiro.

Os preços mínimos, que serão utilizados como base para toda a campanha publicitária, recaem nas ligações de Lisboa e Porto ao Funchal: desde 44 euros por trajecto no primeiro caso; desde 42, no segundo. No caso de Lisboa-Funchal, os preços mais baixos, segundo informação no site da TAP, aplicam-se a Setembro e Outubro, já que nos meses seguintes o valor mínimo fixado é de 59 euros. No caso do Porto-Funchal, o valor de 42 euros mantém-se como mínimo até Fevereiro.

Para o Porto Santo, os valores já são muito diferentes: uma ida de Lisboa custará desde 54 euros, enquanto do Porto o preço começa em 82 euros (e apenas em Setembro; nos meses seguintes o custo mínimo é de 95 euros).

A promoção, segundo a informação disponibilizada no site, abrange também as ligações da Madeira a Faro (Funchal desde 85 euros e Porto Santo desde 95, por trajecto) e Ponta Delgada (apenas Funchal, desde 49 euros por trajecto).

Nas pesquisas efectuadas, os preços promocionais surgem para vários voos entre Novembro e Fevereiro, sendo que em épocas especiais, como o período de passagem de ano, os valores podem aumentar muito.

Em comunicado, a empresa informa ainda que para os seus passageiros com milhas os “os voos podem ser adquiridos a partir de 5500 milhas”.

At https://www.publico.pt/

Mais emprego para… a Plataforma Logística de Badajoz

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Esta segunda-feira, 26 de Agosto, fica marcada pelo primeiro dia de funcionamento da primeira empresa que se instalou na Plataforma Logística de Badajoz, em Espanha.

A Monliz España, uma multinacional de preparado de verduras, inaugurou hoje as suas instalações após um investimento de 20 milhões que incluiu sua a implementação numa área de 30 mil metros quadrados, sendo 11 mil dedicados a armazenamento. A ambição da empresa é aumentar a produção para um valor próximo das 35 mil toneladas.

As obras de fixação da empresa na plataforma logística iniciaram-se em Outubro de 2018, culminando hoje com a inauguração do novo espaço.

At https://www.linhasdeelvas.pt/

Afinal o Tejo existe: Festival de Sopas de Peixe e Grande Prémio F2 de Motonáutica… em Vila Velha de Ródão

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Dia 07 | Sábado

08h30 | Abertura do Festival com Rota Temática pela Vila: Encenações as gentes do Rio

12h00 | Adufeiras de Idanha-a-Nova (Campo de Feiras _ Palco Beira Baixa Cultural) *

15h00 | Atuação Bandas Filarmónicas (Campo de Feiras _ Palco Beira Baixa Cultural) *

15h30 às 17h00 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Treinos oficiais e qualificação (Cais de Ródão)

18h00 | Grande Prémio F2 – Motonáutica _ Provas de eliminação (Cais de Ródão)

19h30 | Cantares ao Desafio (Campo de Feiras _ Palco Beira Baixa Cultural) *

23h00 | Gisela João (Campo de Feiras _ Palco principal)

00h00 | Festa anos 80 (Campo de Feiras)

Dia 08 | Domingo

10h00 às 10h45 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Prova de Qualificação Q3 (Cais de Ródão)

12h00 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Corrida de Repescagem (Cais de Ródão)

13h00 | Animação Itinerante (Campo de Feiras)

15h30 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Volta de apresentação (Cais de Ródão)

15h45 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Grande Prémio de Vila Velha de Ródão (Cais de Ródão)

18h30 | Atelier de Culinária: As Sopas de Peixe Ontem e Hoje (Campo de Feiras_ Beira Baixa Cultural) *

19h30| Bike Tour – Sensibilização e Reflexão dos Rodenses para os Riscos das Alterações Climáticas (sujeito a pré-inscrição) (Cais de Ródão) **

22h30 | Hi-Fi Grupo Musical (Palco principal)

Atividades constantes nos 2 dias do festival
Restauração | Mercadinho do Pão | Animação Infantil |Animação de Rua | Atelier Culinário

* Evento realizado no âmbito do projeto BEIRA BAIXA CULTURAL, cofinanciado pelo Centro2020, Portugal2020 e União Europeia, através do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional)

** Evento realizado no âmbito do projeto “Sensibilização dos Rodenses para os Risco das Alterações climáticas”, cofinanciado pelo POSEUR, Portugal 2020 e União Europeia, através do FC (Fundo de Coesão)

Campus Basket regressou a Ponte Sor. Entretanto o equipamento desportivo das Termas de Nisa…

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Os Pavilhões Municipais de Ponte de Sor foram, mais uma vez, escolhidos por Carlos Seixas e pela sua equipa para a realização do seu Campus Basket.

A sétima edição do Campus Basket Carlos Seixas ocorreu de 14 a 20 de Julho, em Ponte de Sor, e nela participaram jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos, de ambos os sexos. A organização do evento esteve a cargo de Carlos Seixas (actual técnico-adjunto da equipa sénior masculina do Benfica e comentador de basquetebol na Sport Tv, depois de ter sido responsável pelo Centro de Alto Rendimento do Jamor, seleccionador nacional de Sub-18 e adjunto na principal Selecção Nacional) e Luís Avelãs (ex-treinador, jornalista e comentador dos jogos da NBA na Sport Tv), com a colaboração da Câmara Municipal de Ponte de Sor e da Associação de Basquetebol do Alentejo.

O Campus, que conta ainda com a presença de outros treinadores e monitores convidados, é destinado aos jovens que praticam basquetebol e pretendem melhorar o nível do seu jogo, mas também a todos os que nunca jogaram oficialmente mas se sentem atraídos pela modalidade, bem como para aqueles que apenas desejam passar uns dias de férias repletos de desporto e emoção.

At https://www.facebook.com/ e http://www.cbcarlosseixas.com/

Opinião: “sobre as Cepas da Serra”

Cepas da Serra

Caros Portalegrenses e Reguenguenses
Desabafo
Em primeiro, gostava de ter a capacidade de escrita de uma Luísa Moreira ou do Luis Mangerona. Não tenho
Mas tenho o direito de dizer o que me vai na alma.
Sou filho de um pequeno comerciante, com uma avó que tinha uma taberna, tudo isto ao cimo da chamada Rua do Cano.
Desde pequeno que vinha com o meu pai ao Reguengo, visitar amigos dele, nomeadamente o Sr. Artur, o Sr. Casa Nova, e o Sr. António Crespo, da Quinta dos Padres que me obrigava a jogar às damas. Era uma grande seca, mas pronto amigo do meu pai meu amigo é.
Também em miúdo, com o meu padrinho João do Carmo Ferreira, mais conhecido pelo João dos Bigodes, “aprendi “ a fazer vinho, ou melhor a ter gosto de fazer vinho.
Lembro-me que a maior parte das uvas vinham do Porto da Boga e outras do Ribatejo, transportadas pelo Sr. Cabaço.
Passados alguns anos, já não concordava como a forma como o vinho era feito.
Brigas e mais brigas, mas ele era o dono do negócio. Eu um fedelho a quer mandar, não dá para acreditar.
Mas o povo de Portalegre gostava do vinho, era barato e outros bebiam à borla. Era a maneira de ele vivera sua vida, e não o levo a mal,viveu á sua maneira. lembro-me de ele me dar garrafas de vinho, e muitas, era só pedir, mas não tinha a coragem de oferecer nem beber aquele vinho, efetivamente, era mau.
Fui viver para Oeiras e trabalhar para Lisboa, fazer a formação que não tinha feito em tempo útil, por malandragem.
Era a descoberta de um novo mundo que não tinha tido. Paguei e bem caro.
Vivi, 16 anos naquela urbe, mas sempre com Portalegre na mira, e o Reguengo no coração.
Tive a oportunidade, por questões profissionais, de voltar a Portalegre
Com o sonho familiar que tínhamos pelo o Reguengo, aluguei uma casa modesta no Reguengo, ao Sr.º Eng. Batista Tavares.
Estava no meio, onde a oportunidade de negócio poderia aparecer.s
Consegui.
Comprei uma propriedade no Reguengo, com vinha velha, impossível de trabalhar e de rentabilizar.
Em 2005, mãos à obra, com os conselhos dos meus amigos que sabiam da “ poda”, gente humilde mas com sabedoria desta arte, a vinha foi reorganizada.
Devo muito ao Engo. José Luis Marmelo que me sempre assessorou e ajudou.
Comecei a fazer vinho do Reguengo, perguntem ao Salvador que me acompanhou em todos os momentos.
Coloquei o vinho no mercado, o vinho da Quinta das Toroas, com muito sacrifício, noites inteiras na adega, mas o prazer era superior ao cansaço.
Segundo os críticos, que valem o que valem, gostam do vinho que aqui é produzido, e esgota.
Este ano, e porque me foi atribuído quota, plantei mais 0,5 ha de vinha branca, Fernão Pires e Arinto.
O tempo vai mau, pouca água para crescer os meus novos “ filhos”.
Tudo isto tem a ver com a reportagem da SIC, sobre S, Mamede.
Não tenho duvidas sobre o mau jornalismo, gente que não sabe nem quer aprender.
Exemplo: Tapada de Chaves, em primeiro lugar é Tapado do Chaves, fica na Serra de S. Mamede?
Estamos a brincar, só pode.
Eu não tenho dinheiro para pagar reportagens.
Peço desculpa às pessoas que não mencionar, produtoras de vinho na Serra de S. Mamede, que eu sabia são:
Folha do Meio – Amigo Chaparro
Quinta das Cabeças – João Afonso (vizinho)
Quinta da Toroas – João Laranjo
Quinta do Porto da Boga – João Lourenço
Novos
Quinta do Centro
Quinta da Queijeirinha
Depois o que temos?
Talibans, que compram as nossas uvas e depois dizem que é de Évora, zonas do norte.
A todos os que lutamos pelo nosso vinho, força.
Viva a Serra de S. Mamede, o Reguengo e Portalegre
Foi mesmo um desabafo.

José Carlos Laranjo

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