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Ligação Gavião a Nisa em bike

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Opinião: “Um blá blá por um Melhor Alentejo”

Antonino untitled_design_85Nesta semana, em Portalegre, ouvimos o Senhor Presidente da República, sempre presente e oportuno, e muitos outros especialistas falar de coisas e loisas nobres deste interior alentejano. Foi todo o dia e sem intervalos, já doía a cadeira. À falta de um dos três Ministros anunciados, ironizou-se, delicadamente, que tinha ido promover a agricultura a Angola. De facto, foi anunciar o apoio de 60 milhões de euros de fundos comunitários aos agricultores angolanos. Acreditamos que não seria por sentimentos de paternalismo ou de proteção nem pelo facto de os considerar pobres e desgovernados. Mas que a alta política tem lógicas, mecanismos e procedimentos que a nós, cá na província, é preciso fazer desenho para se explicar bem e fazer entender, lá isso é. Não é fácil de enxergar.

Na prática mais prática, este interior faz acrobacias para atrair verdadeiramente quem o possa estimular e ajudar a dar volta ao texto. Sabe que está esquecido, não sei se abandonado. Tem a consciência de que, cada vez com menos votos, por mais otimista que seja, dificilmente irá ver a luz ao fundo do túnel.

Em discursos e debates, porém, não há rincão deste país que lhe passe a perna. É sempre muito aplaudido e elogiado pela diversidade dos seus recursos, potencialidades e beleza por todos quantos querem mostrar saber e fazer figura por estas bandas! Mas pobres de nós os alentejanos por nascimento ou adoção!… Sei que não foi por mal, mas foi uma frase que me fez saltitar as vísceras e pular na cadeira. Alguém citou, com certeza sem querer dar ares de sabido nem nos querer dizer que somos os grandes preguiçosos de Portugal, alguém citou o que John Kennedy havia dito aos americanos: “Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela”. Embora entenda o positivo de tal afirmação, naquele contexto em que até alguns aproveitaram para fazer propaganda política, foi, no meu pensar, mais um caneco de água fria a esmagar silenciosamente o entusiasmo inicial dos presentes, gente empreendedora, empenhada e sacrificada sem necessidade de grandes lições neste campo, mas com necessidade de se sentir reconhecida, estimulada e apoiada. Estavam também ali os autarcas concelhios e de freguesia do distrito, gente empenhadíssima e persistente no cuidar da qualidade de vida das suas gentes. Não se tratava de saber o que cada um pode fazer pelos outros e pelo país. Ali tratava-se de saber o que é que o governo que tudo centraliza, tem centralizado e não tem pressa em descentralizar, o que é que o governo pode e tem planeado fazer por esta gente, para que não desapareça, para que possa viver com esperança e dignidade, para que possa associar-se com gosto e determinação às tarefas que o futuro aponta e exige. Era um auditório de elite e de calos nas mãos há muito comprometida no desenvolvimento da região apesar de tantos cardos e espinhos, dificuldades e burocracias.

Felicito todos os intervenientes pelo seu testemunho e pelo rasgar de horizontes, embora, como é natural, me revisse mais numas do que noutras comunicações. Fosse qual fosse o ponto de vista abordado, fosse qual fosse o entusiasmo com que era exposto e apontado o caminho a seguir, houvesse ou não discordância mais ou menos determinada, todos tinham um objetivo comum: um melhor Alentejo. Foi de aplaudir!

Não seria tanto para isso, mas é verdade que nada de concreto e substancial saiu dali, quer como resposta ao que os alentejanos, desde há muito e por muitas vezes reiterado, têm como necessidade premente para um maior desenvolvimento da região, quer como incentivo à resistência destes alentejanos que se sentem escoados de massa crítica, da traquinice e sonho juvenil e de braços para o trabalho. A maior parte da gente que rodeia os que enchiam o auditório está já no render da guarda. Trabalhou muito, sofreu muito, não se divertiu muito, não se aposentou cedo, vive sem reservas e de economias apertadas, está cansada e a precisar de descanso, apoio e paz. Além disso, como toda a gente sabe e os jovens não ignoram, ninguém tem vocação para mártir. O martírio pode acontecer se tiver de acontecer. Não se provoca, não se procura, não se aguarda pacientemente. Por isso, embora com pena, se não há perspetivas de futuro, os jovens vão em busca de novos poisos e possibilidades. Quem o não faria, o não faz ou virá a fazer?..

Parabéns ao “Movimento de Cidadania Melhor Alentejo” pela reiterada e primorosa organização e pela elevada qualidade da iniciativa. Renovaram a nossa confiança no adágio: água mole em pedra dura tanto dá até que fura! Não há no país, com certeza, muitos movimentos destes a provocar o debate com nível e a fazer crescer a cidadania de que tanto precisamos. Na verdade, é preciso dizer e gritar bem alto que estamos vivos, somos gente, estamos aqui. Sobretudo quando a comunicação social de influência e a gente da esfera do poder estejam muito ocupadas com outros afazeres ou tenham outros centros de interesse.

Embora entendamos que, por vezes, não há qualquer outra alternativa, as solicitações são muitas, achamos que não é muito curial que os responsáveis convidados e a constar no programa venham apressadamente falar de cima para baixo e logo se ausentem dos debates que lhe dizem respeito em virtude das áreas a que presidem. A sua presença, mesmo que sem soluções para as coisas tratadas, o que é normal, é sempre manifestação de comunhão junto do povo e de interesse na busca comum do melhor para o país. E lá pelos intervalos sempre haverá espaço para umas selfies a fazer memória da efeméride.

D. Antonino Dias

Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco 

At https://www.facebook.com

Missionários com casa em Nisa têm novo Vice Superior Geral

Jose Antunes 3933O sacerdote português, nascido em Maxial do Campo, Castelo Branco, acompanhará de perto o padre Paulus Budi Kleden, eleito Superior Geral há dois dias, no 18º Capítulo Geral dos Missionários do Verbo Divino, que realiza até 14 de julho, em Nemi (Roma).

José Antunes da Silva foi ordenado presbítero em 1984.

De 1986 a 1989 viveu, segundo revela, os anos mais marcantes da sua vida. Foi em terras africanas, na missão de Kintampo, Gana.

Fez estudos superiores em Ciências da Religião, nos Estados Unidos, de 1990 a 1992.

De 1992 a 2003 dedicou-se à pastoral universitária, em Guimarães.

De 2003 a 2007 fez parte da comunidade de Fátima, tendo acompanhado mais de perto o trabalho com os leigos missionários e com maior dedicação à revista Contacto svd.

Em 2007 foi eleito Superior Provincial, cargo que desempenhou até 2012. Nesse ano participou no Capítulo Geral, em Roma, sendo eleito Conselheiro Geral, cargo que desempenha atualmente.

Os Missionários do Verbo Divino, presentes em Portugal desde a década de 40 do século XX, têm casas em Tortosendo, Fátima, Lisboa, Almodôvar, Nisa, Minde, Aveiro e Guimarães, onde chegaram em 1952.

At https://www.diariodominho.pt/

Refugiados são recebidos condignamente em Portalegre

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Os refugiados acolhidos na cidade de Portalegre vão poder frequentar gratuitamente os equipamentos culturais, bem como as piscinas municipais.

A decisão foi aprovada na última reunião do elenco camarário e resulta de uma proposta apresentada pela Cáritas Diocesana de Portalegre.

Em declarações a esta estação emissora o presidente da Cáritas de Portalegre, Elicidio Bilé referiu que o objetivo é o de assegurar “uma rápida integração” dessas pessoas na comunidade e “dar a conhecer a história” da cidade que os acolheu. Elicidio Bilé adiantou que atualmente estão a viver em Portalegre, em casas da Segurança Social, mais de duas dezenas de refugiados, entre adultos e crianças, oriundos de países africanos e do Médio Oriente.

A Câmara de Portalegre aprovou também, que a partir de agora, os jovens que completam 18 anos de idade, este ano, têm acesso gratuito aos Museus do concelho. Aos jovens, nascidos no ano 2000, basta apresentarem o Cartão do Cidadão e têm a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cultura que os rodeia. Promover aproximação dos cidadãos à Cultura e da Cultura aos cidadãos é o objetivo da iniciativa.

At http://www.radioportalegre.pt/