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Município de Ponte Sor faz campanha de prevenção à Páscoa

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No Concelho de Ponte de Sor temos as mais belas planícies, espelho de água a perder de vista, tecnologia de ponta mas…temos também os nossos, os seus e de muitos…avós…uma maioria de população envelhecida!

Ajude-nos a protegê-los, não venha nesta Páscoa!

Prometemos recebê-lo, como tão bem sabemos fazer, na próxima!

Nunca, como nesta Páscoa deverá prevalecer o bem da família!

Por si e pela sua, estejam juntos, mas separados!

Nesta Páscoa fique em casa!

Não viaje para ter a certeza que a família se junta toda na próxima!

At http://www.cm-pontedesor.pt/

Artigo de opinião: “Sai de casa hoje e esqueci-me de levar empatia”

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“Sai de casa hoje e esqueci-me de levar empatia.

As saidas de casa estão reservadas a três tipos de ocorrências na minha familia. Compras, levar o lixo e fazer um passeio diário. As compras são feitas num supermercado do bairro, onde entram cinco pessoas de cada vez e as funcionárias usam luvas e máscara. Serve para o essencial e o caos dos principais supermercados consegue ser evitado. Os passeios diários são urgentes. Para revigorar, para manter a sanidade. Usamos tanto quanto possivel a estrada das ruas do bairro residencial. Esticar as pernas, apanhar ar puro, ver se o mundo está ou não perto de enlouquecer.

Hoje, mal saimos para o tal passeio diário, encontrámos um homem jovem, a falar na lingua nativa do sitio onde estamos, a qual não entendemos. Respondemos a Inglês. Em gestos e um inglês quase nulo, ele pediu dinheiro. E pediu cigarros. E levou a mão à boca. Pouco interessa se não traziamos carteira. Pouco interessa se já deixei de fumar. Pouco é relevante se poderiamos comunicar. Dissemos Não. Dissemos não a um desconhecido em tempos de crise. Dissemos não a quem pode apenas e só andar a vaguear ou quem pode não comer há vários dias. Dissemos não e não tivemos coragem de nos aproximar.

Tenho tido medo dos meus prognósticos. É isso que me apavora cá dentro. Os meus prognósticos. Prevejo muito as coisas, o bom e o mau, o positivo e o negativo. Procuro soluções e procuro o meio termo. Deduzo o que pode ser o desfecho de cada acção tomada. Minha e do mundo. Leio muito, procurando pontos de vista crediveis. E faço pressuposições do que podemos ter que vir a enfrentar. Numa semana, já consegui contornar dilemas e evitar males, à conta destes prognósticos. Já foi declarado o Estado de Emergência. Falta pouco para soldados andarem nestas ruas e já há um conjunto grande de relatos de desentendimentos em supermercados. E sei que mais uns dias, pode ser perigoso andar na rua, especialmente em ruas vazias, em ruas com supermercados limitados, com mais pessoas desesperadas. Foi a primeira vez que vi alguém pedir dinheiro no meu bairro, à porta de minha casa. E disse Não. Não levei carteira, não levei tabaco, não levei empatia. Devia ter feito melhor e não fiz. E tenho medo que esta tenha sido a primeira vez de muitas.

O meu passeio foi uma merda e não me orgulho disto. Hoje é mesmo melhor isolar-me socialmente.”

MJP

At Facebook

Artigo de opinião: “Empatía Viral”

FB_IMG_1584440417024Y así un día se llenó el mundo con la nefasta promesa de un apocalipsis viral y de pronto las fronteras que se defendieron con guerras se quebraron con gotitas de saliva, hubo equidad en el contagio que se repartía igual para ricos y pobres, las potencias que se sentían infalibles vieron cómo se puede caer ante un beso, ante un abrazo.

Y nos dimos cuenta de lo que era y no importante, y entonces una enfermera se volvió más indispensable que un futbolista, y un hospital se hizo más urgente que un misil. Se apagaron luces en estadios, se detuvieron los conciertos los rodajes de las películas, las misas y los encuentros masivos y entonces en el mundo hubo tiempo para la reflexión a solas, y para esperar en casa que lleguen todos y para reunirse frente a fogatas, mesas, mecedoras, hamacas y contar cuentos que estuvieron a punto de ser olvidados.

Tres gotitas de mocos en el aire, nos ha puesto a cuidar ancianos, a valorar la ciencia por encima de la economía, nos ha dicho que no solo los indigentes traen pestes, que nuestra pirámide de valores estaba invertida, que la vida siempre fue primero y que las otras cosas eran accesorios.

No hay un lugar seguro, en la mente de todos nos caben todos y empezamos a desearle el bien al vecino, necesitamos que se mantenga seguro, necesitamos que no se enferme, que viva mucho, que sea feliz y junto a una paranoia hervida en desinfectante nos damos cuenta que, si yo tengo agua y el de más allá no, mi vida está en riesgo.

Volvimos a la ser aldea, la solidaridad se tiñe de miedo y a riesgo de perdernos en el aislamiento, existe una sola alternativa: ser mejores juntos.

Si todo sale bien, todo cambiara para siempre. Las miradas serán nuestro saludo y reservaremos el beso solo para quien ya tenga nuestro corazón, cuando todos los mapas se tiñan de rojo con la presencia del que corona, las fronteras no serán necesarias y el tránsito de quienes vienen a dar esperanzas será bien recibido bajo cualquier idioma y debajo de cualquier color de piel, dejará de importar si no entendía tu forma de vida, si tu fe no era la mía, bastará que te anime a extender tu mano cuando nadie más lo quiera hacer.

Puede ser, solo lo es una posibilidad, que este virus nos haga más humanos y de un diluvio atroz surja un pacto nuevo, con una rama de olivo desde donde empezará de cero.

Edna Rueda Abrahams

At http://www.xn--elisleo-9za.com/

NTM 2020, de 10 a 21 de Maio, em Beja

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A Base Aérea (BA) 11, em Beja, vai receber entre os dias 10 e 21 de Maio o “NATO Tiger Meet 2020”, exercício internacional realizado anualmente com a presença das esquadras de voo, de várias nações, que têm um “tigre” (tiger em inglês) como símbolo.

De acordo com a Força Aérea Portuguesa, que este ano organiza o evento, trata-se de “um dos maiores exercícios internacionais alguma vez realizados em Portugal” e “contará com a presença de 22 esquadras de 16 países aliados, mais de 100 aeronaves e cerca de três mil militares”.

Durante o “NATO Tiger Meet”, a 17 de Maio, irá também decorrer o festival aéreo comemorativo do 68º aniversário da Força Aérea.

At http://www.correioalentejo.com/

Artigo de opinião: “Camisa de 7 varas”

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Zenha tem contratos para descontar, tem passes de jogadores para alienar, tem sócios e parceiros para potenciar. Tem direitos a exigir e obrigações a cumprir.

A entrevista de Francisco Zenha publicada no passado sábado no jornal Expresso foi entendida por mim como um pedido de ajuda e uma afirmação de incapacidade para olhar para o futuro e tentar recriá-lo, e uma demonstração de arrependimento pela falta de perceção inicial da realidade do Sporting e do que vinha a ser feito pelos seus antecessores. E por antecessores, não me reporto só a mim.

Assim, quais são para mim as sete varas com que Zenha se vestiu? Vamos então:

  1. Não se goza com um parceiro ou cliente. Um negócio é bom para os dois. Imagine-se que se tinha vendido o Bruno Fernandes por 40 milhões de euros no Verão, a tempo de recompor a equipa, coisa que Zenha diz que não se conseguiu fazer. Poderíamos estar em 1.º ou 2.º lugar no campeonato nacional de futebol, em vias de ganhar muito mais dinheiro do que os 20M com que agora diz que enganou os tolos. E veja-se o impacto mediático que a sua afirmação teve em Inglaterra. Mais uma vez, a arrogância gerou um efeito negativo.
  2. A banca existe para ganhar dinheiro. A banca detida por fundos de risco (hedge funds), os chamados Fundos “Abutre”, como é o caso do Novo Banco, ainda mais dinheiro quer ganhar. Se há um problema com algum banco só tem de fazer exercer a magistratura de influência por via dos milhares de sportinguistas que têm relações com esse banco.
  3. Zenha rescindiu o contrato com quem estava a assessorar a recompra da dívida a desconto. E nunca quis perceber que nessa recompra se iria incluir o reembolso do empréstimo obrigacionista, sem necessidade de uma nova emissão. Disse em AG da SAD que pediram informação sobre quem seriam os investidores (coisa que obviamente não lhe deram, e como ex-funcionário de um banco deveria saber que não se pode dar) e estes fundos colocam unidades de participação em diversos investidores (como fundos de pensões, entidades públicas, entidades financeiras, etc.).
  4. Assumiu que conseguiria o haircut da dívida diretamente com a banca, desconhecendo, por inexperiência, que esta afirma aos seus clientes que terá dificuldade em fazer esses reconhecimentos de perdas diretamente com os mesmos, a não ser que sejam feitas através de PER – Processo Especial de Revitalização ou de RERE – Regime Extrajudicial de Recuperação de Empresas, que, obviamente, podem prejudicar a imagem das sociedades.
  5. Fala da estrutura fraca do Sporting quando manteve (e bem!) grande parte da mesma. Por exemplo, das áreas que me estavam adstritas diretamente só a área da segurança teve a sua direção substituída. Esquece (até porque se calhar não sabe pois nunca geriu nenhuma empresa na vida) que tivemos de fazer um despedimento coletivo e agressivamente reduzir em 40 milhões os gastos de estrutura. E aí, contrariamente ao que o seu chefe disse, conseguimos reduzir os gastos e aumentar a competitividade, ficando logo no primeiro ano em lugar de acesso à Liga dos Campeões no Futebol profissional. A isso chama-se “gerir”.
  6. Devia ter claramente assumido que está a aprender e que tem uma estrutura competente que o está a ajudar e que acredita que, a prazo (o mais curto possível para bem do Sporting), estará apto para falar sobre projetos para o futuro (além de um tal software, que custará para cima de dois milhões de euros e que não ganhará certamente campeonatos).
  7. Tem o “mérito” de ter conseguido ocultar os custos dos financiamentos do Sporting (na última Assembleia Geral da Sporting SAD disse que não os divulgava para proteger os interesses dos parceiros) quando, infelizmente, passou a Sporting SAD de SAD que tinha historicamente os menores custos de financiamento entre os clubes rivais (e louvor seja feito a todos os CFOs que me antecederam pois essa característica já vinha de trás) para a que maiores custos apresenta. Isso iremos certamente ver no próximo Relatório & Contas auditado.

A atividade nos mais de cinco anos em que estive na Direção do Sporting Clube de Portugal pode ser dividida em três fases: a fase de reestruturação e de redução significativa de custos de estrutura; a fase de foco nas modalidades desportivas, incluindo o futebol, com uma perceção clara que sem sucesso desportivo, não poderia haver capacidade financeira; a terceira fase de solidificação e sustentação da estrutura do Grupo. Nesta fase foram lançadas as bases de uma melhoria significativa nas infraestruturas físicas e humanas que nos iriam ocupar até final do mandato, que foi coartado quando só tinha decorrido um quarto do mesmo. E é desta última fase que a atual Direção está a viver.

Assim, e em conclusão, Zenha repete os erros do seu Presidente, além dos tiques autocráticos que nada acrescentam e que me vou abster de comentar. Fala de uma herança que, no caso do Sporting Clube de Portugal, é a herança de uma das maiores instituições portuguesas, com uma das marcas mais valiosas do País. Tem contratos para descontar, tem passes de jogadores para alienar, tem sócios e parceiros para potenciar. Tem direitos a exigir e obrigações a cumprir. E uma dessas obrigações é cumprir com o lema do Sporting Clube de Portugal, de esforço, dedicação e devoção. E, sinceramente, pouco tenho visto destes três pilares fundamentais para a sustentabilidade do Clube e dos seus stakeholders.

Carlos Vieira

At https://leonino.pt/