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Manuel Alegre arrasa subida do IVA nas touradas: “Com medidas como esta, o PS faz um favor à extrema-direita”

manuel-alegre1-890x785O histórico dirigente socialista tece duras críticas àquela que considera ser a “ditadura do gosto” e a “cedência do PS” face a partidos como o PAN e o Bloco de Esquerda. Também o deputado do PS, Luís Testa, admite que a subida do IVA dos espectáculos tauromáquicos para a taxa máxima será “negativa” para o sector, mas lembra que será ainda objeto de discussão na especialidade.

A subida do IVA das touradas para a taxa máxima de 23% – que consta das versões preliminares da proposta de Orçamento do Estado para 2020 – é vista com desconfiança e desagrado por parte de Manuel Alegre. Em declarações ao Expresso, o histórico dirigente socialista tece duras críticas àquela que considera ser a “ditadura do gosto” e a “cedência do PS” face a partidos como o PAN e o BE.

“Trata-se de impor uma ditadura de algum modo e eu sou contra todo o tipo de ditaduras, estou sempre a favor da liberdade. O PS, ao estar do lado do PAN e do BE, não está do lado da cultura e de uma tradição nacional e ibérica”, declara Manuel Alegre.

O antigo líder socialista acusa ainda o PS de estar a ser “cúmplice” e “condescendente” a favor de uma “ultra-minoria”. “Cada vez mais o PS está num casulo e foca-se nestas questões em vez de problemas concretos. Com medidas como esta, o PS faz um favor à extrema-direita. Na minha opinião, é um enorme erro político esta medida”, acrescenta.

Sublinhando que o aumento do IVA para a taxa máxima irá prejudicar gravemente o sector tauromáquico, Manuel Alegre destaca que “não serão só os cavaleiros que serão gravemente afetados, mas também os campinos e todos os outros trabalhadores”.

E deixa dúvidas quanto à cedência do PS face ao PAN e ao BE, recordando o caso do deputado centrista Daniel Campelo que aprovou com o seu voto o Orçamento do Estado para 2000, apresentado por António Guterres, com o pretexto de poder manter a fábrica de queijo Limiano em Ponte de Lima.

“Cheira-me a queijo Limiano e isso deixa um cheiro a pântano. Eu acho que atrás disto está sempre aquela questão fatídica do Orçamento do queijo Limiano e isso dá sempre mau resultado para o PS e para o país. Como é possível esquecer tantos concelhos a troco do quê? Do resto da geringonça? Da ditadura do gosto? Eu acho que isso põe em causa a confiança no voto no PS e digo isso com tristeza”, conclui.

Discussão “sem dramatismos” na especialidade

O deputado socialista Luís Testa, também adepto de touradas, admite que a subida do IVA dos espectáculos tauromáquicos para a taxa máxima será “negativa” para o sector, mas frisa que será ainda alvo de uma discussão em sede de especialidade. “Esta não é uma questão nova, a minha posição é a mesma. Mas o Orçamento não foi ainda apresentado e iremos passar ainda por uma fase da especialidade”, afirma ao Expresso Luís Testa.

Qualquer agravamento do IVA nas touradas, sublinha o deputado do PS, será naturalmente objeto de alguma preocupação face às eventuais consequências para o sector e para determinada parte da sociedade portuguesa, mas uma vez que se está numa fase muito precoce do Orçamento, a medida será ainda alvo de discussão e eventuais alterações.

“Para nós, não existem assuntos tabu. Felizmente, o PS é um partido muito grande, plural e transversal, que gosta de debater vários assuntos. Desta vez não será diferente, será uma discussão sem dramatismos e sem qualquer exagero ou extremar de posições”, defende Luís Testa.

No entanto, no ano passado, a proposta de Orçamento do Estado para 2019 levou a uma tomada de posição por parte da Secção de Municípios com Atividade Taurina e a uma guerra entre o PS dividido e o Governo. O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos César, foi o primeiro subscritor da proposta para a descida do IVA, que obteve também a aprovação por parte de outros deputados socialistas como Luís Testa.

No final, a taxa de IVA nas touradas acabou por cair de 13% para de 6% com votos favoráveis do PSD, CDS e PCP e os votos contra do PS, BE e PAN. Mas desta vez a composição parlamentar poderá ditar o resultado contrário.

At https://expresso.pt/

Redução? É o que mais faltava. Nunca deveriam era ter existido

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Deputados do PS de Castelo Branco querem que Governo prossiga redução de portagens

Os deputados do PS eleitos por Castelo Branco querem que o Governo prossiga com uma política de redução dos valores das portagens, nomeadamente na A23 e A25, foi hoje revelado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, é explicado que os três deputados do PS eleitos pelo círculo de Castelo Branco, Hortense Martins, Nuno Fazenda e Joana Bento, subscreveram um projeto de resolução que recomenda ao Governo que continue a adotar uma política de aprofundamento de redução dos valores das portagens, correspondendo assim aos compromissos do partido para com os concidadãos do distrito.

“O Governo atual manifestou já a intenção de prosseguir com uma política efetiva de redução dos valores das taxas de portagens, instituindo assim instrumentos de discriminação positiva como forma de promover a coesão territorial e, em particular, atendendo às especificidades do interior e do distrito de Castelo Branco”, lê-se na nota.

CDU também acusa a Presidente da Câmara

DECLARAÇÃO POLÍTICA – CONTRA A PREPOTÊNCIA E O DESPOTISMO!

A reunião da Câmara Municipal de Nisa decorrida hoje, dia 3 de dezembro, constitui o exemplo mais claro do despotismo e prepotência da Presidente da Câmara, Idalina Trindade, para com os funcionários municipais e Vereadores. A Presidente Idalina Trindade chegou ao cúmulo de impedir que a CDU concluísse a sua intervenção, desligando-lhe o microfone e saindo da sala, entrando pouco depois para dar a reunião por concluída.
Esqueceu-se a presidente da Câmara que não tinha ainda havido deliberação sobre o Ponto 3 RESUMO DIÁRIO DE TESOURARIA, nem sobre o último Ponto APROVAÇÃO DAS DELIBERAÇÕES EM MINUTA.
Sublinhemos que a Aprovação das Deliberações em Minuta é enquadrada pelo disposto no nº3 do Artº 57º da Lei nº 75/2013, de 12 de setembro, alterada pela Lei nº 50/2018 de 16 de agosto: “As deliberações dos órgãos só adquirem eficácia depois de aprovadas e assinadas as respetivas atas ou depois de assinadas as minutas, nos termos dos números anteriores”.
Perante a linguagem, procedimentos e atitudes provocadoras e desprovidas de ética, a CDU entregará ainda hoje, na Câmara Municipal de Nisa, um pedido da gravação áudio da reunião de hoje, dia 3 de dezembro de 2019 para, a partir daqui, tomar as diligências necessárias.
Segue-se uma DECLARAÇÃO POLÍTICA da CDU de denúncia dos atos da Presidente da Câmara, Idalina Trindade, que em nada dignificam o Poder Local neste Estado de Direito Democrático, e que a CDU foi impedida de apresentar da reunião do órgão executivo.

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Conselhos Raianos em Bragança

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No próximo dia 23 de novembro, a partir das 15h00 no Auditório da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança, vamos realizar mais um Conselho Raiano, desta feita subordinado ao tema: “Comunicação Social, Desenvolvimento e Cooperação Transfronteiriça” que vai contar com as presenças de jornalistas de um e do outro lado da fronteira, com o Provedor do Telespetador da RTP, Jorge Wemans, com o Director General de Acción Exterior, Carlos Aguilar Vázquez, do Governo de Castela e Leão e com a Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Cristina Ferreira, do Governo de Portugal. Com o intuito de lançar um debate ibérico sobre o novo paradigma de conservação ambiental, o Conselho contará ainda com o Consejero de Medio Rural do Governo de Astúrias, Alejandro Jesús Calvo, que fará a apresentação do livro de Jaime Izquierdo “La Conservación Cultural de la Naturaleza”, traduzido para português numa edição da RIONOR e da Editora Lema d’Origem.

            O direito a habitar os territórios raianos com dignidade, a luta contra o despovoamento, a coesão territorial e o equilíbrio e respeito entre campo e cidade, entre litoral e fronteira, são reptos que dizem respeito a todos quantos habitam os países ibéricos e somente serão concretizados com a congregação de esforços das diferentes forças vivas, onde se incluem, como é óbvio,  os media. Assim, com os saberes dos profissionais que trabalham no terreno e com a discussão aprofundada destas problemáticas cremos ser possível elencar os problemas e apontar as soluções. Estamos conscientes que sem um novo olhar dos media para estas questões, os territórios de fronteira prosseguirão com um despovoamento cada vez maior e com a destruição de todo o seu património cultural e ambiental.

            A RIONOR, como tem sucedido desde 2017, organizou mais estas jornadas em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança e o Centro Ciência Viva, tendo ainda o apoio da Junta de Castela e Leão, da União Europeia, da Câmara Municipal de Bragança e dos Ayuntamientos de Alcañices e de Trabazos.

Associação Rionor

Instituto Politécnico de Bragança, IPB

CCV de Bragança