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Opinião: “Discursos políticos”

Joaquim Costa 58379999_784290528610838_5721773925860376576_nEstou a pensar nos discursos dos políticos que vamos ouvindo e vendo todos os dias nos vários órgãos de comunicação. Sou um velho militante do PS, mas este meu desabafo não tem nada a ver com a força politica que sempre defendi desde o 25 de Abril, pois nunca vivi da politica, embora tenha desempenhado alguns cargos ligados a câmaras como todos aqueles que me conhecem sabem. É com alguma tristeza que causa o discurso de alguns políticos, isto é, mais bem dito, oportunistas, que revelam, pela sua expressão física, pelo tom de vós agressivo, que revelam a raiva que lhes vai na mente. Notasse muito bem quando a pessoa fala e expressa o que lhe vai na mente e que luta pelo bem comum, ou quando fala cheio de raiva, com ataques agressivos aos seus opositores, atacando com mentiras, com argumentos sem sentido, ofendendo aqueles que falam verdades de factos verdadeiros. Rui Rio parece que esta num circo, fala de coisas sem sentido, sempre com ar cínico e agressivo, talvez porque sabe que vai perder, o que mostra que não tem condições para o cargo de primeiro ministro, depois temos senhora do CDS, que causa pena e nojo, só agressões, conversa sem senti do que revela desconhecimento, basta ver o que fez quando ministra da agricultura, só plantou eucaliptos, depois temos os outros partidos com assento na AR às vezes um pouco azedo mas dentro do aceitável, depois temos os novos partidos que, pelo menos alguns não vale apenas comentar, todos sabemos o que procuram. Finalmente temos o Homem com provas dadas que se chama António Costa, pessoa que já mostrou as suas capacidades em varias missões que desempenhou, pessoa para quem a honra, a dignidade contam cuja intenção é trabalhar para melhorar a vida de todos os portugueses, cuja a acusação que lhe fazem é que sabe unir as pessoas, mas isto revela uma das suas capacidades, não é um defeito é uma virtude. Por tudo isto, se queremos um Portugal melhor temos de votar PS.

Joaquim Costa

Ex-presidente da Concelhia de Nisa do PS

At https://www.facebook.com/

Artigo de opinião: “Elvas vs Badajoz”

Diogo lvg3uetS_400x400.jpgCerca de 1890, mais coisa menos coisa, Badajoz tinha mais 3 mil habitantes do que Elvas. Hoje, em 2019, Elvas tem cerca de 18 mil habitantes e Badajoz tem 150 mil habitantes.

Duas realidades bem diferentes, lado a lado, separadas apenas pela fronteira entre os dois países. Duas apostas totalmente diferentes de políticas públicas e de visão de território. Duas cidades do interior. Aliás, Badajoz é hoje uma potência em crescimento. De investimentos realizados, lá até se sonha com uma futura Disneyland.

No fundo, temos do lado de lá da fronteira, uma terra que está mais longe de Madrid do que de Lisboa. Uma terra longe, bem longe do litoral. Mas é o espelho de opções políticas e económicas acertadas, por comparação com um interior de Portugal isolado e abandonado. Medi bem as palavras. Portugal tem um interior abandonado. Tirando os resistentes que por lá vivem, que por lá investem e que por lá ainda resistem, Portugal é hoje um país assimétrico e sem visão de território. Um país pequeno, que somos, contudo macrocéfalo e desnivelado para o litoral. Com esta dimensão e com um abandono total de uma visão integrada para o território, que lhe permita reduzir a perigosa assimetria, que desde os anos 60 do século passado se construiu. Se está a ler este artigo pergunto. Já foi a Portalegre? A Fronteira? À Covilhã? A Boticas? É extraordinário, apesar de tudo, o trabalho de muitos dos nossos autarcas. E até de empresários. Como é fantástico que, em Boticas, por exemplo, exista uma empresa de concepção de redes de pesca, que garante emprego e forte dinamismo económico. Bons, mas, infelizmente, raros exemplos.

Todavia vamos ser claros, para que não restem dúvidas, por melhor que seja o trabalho das Câmaras Municipais e de algumas empresas, isso não chega. Não há desenvolvimento sem verbas, sem estratégia, sem planeamento e sem visão de conjunto ao nível nacional. Conceitos caros e raros neste país que tudo faz em cima do joelho. Que vive sem reformas de fundo, sem horizontes e que, apesar de estarmos em plena campanha eleitoral, pouco se discute do que realmente importa ao interior, apesar das soluções avulsas como baixar IRC das empresas no interior ou Vistos Gold para estas zonas. São propostas bondosas? São. Claro que são. O leilão fiscal é sempre atractivo. Mas não chega. Não basta. É curto. Precisamos de mais, de um planeamento a longo prazo, com compromissos na sociedade portuguesa, por forma a que “territórios de baixa densidade” deixe de ser um eufemismo para descrever aquilo de que o país urbano, concentrado nas grandes cidades do litoral, se esqueceu e só se lembra a cada tragédia que acontece, como os fogos florestais, mas rapidamente perde de vista. Precisamos de quem pense o território de facto e não como mera esmola ou distribuição de fundos, a abordagem tem de ser integral e não uma mera lista desgarrada de medidas, senão como criar ou potenciar sinergias e gerir processos interdependentes, como são os que ligam território, economia e demografia. Podemos ser ainda mais claros? As CIM e CCDR são boas intenções, mas diminutas para a natureza do problema. Precisam de mais escrutínio e de mais poder. Precisam de ter uma visão regional e não podem ser uma mera burocracia do Estado Central para um dado território administrativo, criado à boleia das regras comunitárias de distribuição de fundos. Somos, de facto, um país desequilibrado. E este desequilíbrio precisa de ser enfrentado de frente. Alguém tem coragem de assumir, de facto, políticas de coesão territorial? É por falta de coragem e vontade que existem casos tão díspares como Elvas e Badajoz. Duas cidades vizinhas, mas que contam com Governos centrais e lógicas regionais totalmente diferentes. Era isto que também gostava de ver debatido, de forma séria, numa campanha eleitoral em Portugal.

Diogo Agostinho

At https://expresso.pt/

Opinião: “O fantasma de Salazar e o Reitor da Universidade de Coimbra”

Raquel 10464109_10202306149190196_3394916574196011546_nO Reitor da Universidade de Coimbra não decidiu excluir a carne de vaca. Decidiu que quem tem menos dinheiro vai deixar de comer carne de vaca. As cantinas são os locais onde os filhos das classes pobres e médias empobrecidas comem. Quem tem dinheiro vai continuar a comer carne, do lombo. Os filhos de quem pode, como os meus, irão comer carne do lombo, de qualidade, bio. No norte da Europa já se serve carne bio em algumas universidades por onde ando. Em Portugal acaba-se com a carne. A periferia não é verde, é inexistente. Na verdade a medida do reitor é análoga à generalização dos parquímetros, uma privatização do espaço público. Quem tem dinheiro continua a ter acesso à cidade por carro. Estas medidas não são ecológicas, são classistas. Ecologia era transportes públicos das zonas pobres para o centro. Ecologia era subsidiar na Escola Agrária da Universidade produção de agricultura biológica e fornecer nas cantinas para que pelo menos algumas vezes pudessem comer proteína de qualidade. Ecologia era um Reitor defender a agricultura sustentável ser cada vez mais subsidiada. Assim o reitor o que fez foi reduzir a despesa da Universidade de Coimbra que agora vai oferecer frango de aviário, um mutante que nem frango devia chamar-se. Também vai ficar bem nas contas gerais da Universidade servir na cantina (paga com os nossos impostos) soja geneticamente modificada – é a transição energética.

A “transição” está a relevar-se uma forma de privar ainda mais os mais pobres de tudo, irão pagar mais impostos verdes, estão privados da cidade “verde”, num subúrbio cinzento, vestem fibras horrorosas enquanto fabricam algodão natural de design inovador em fábricas super poluentes, e agora podem esperar esta moderna versão Jonet de “não de pode comer bifes todos os dias”. Tudo para o bem deles, como se sabe se os ricos não cuidassem dos pobres eles jamais saberiam o que fazer. Agora por exemplo, imagine-se!, querem comer bifes que fazem tão mal à saude e ao planeta…

Vou poupar-vos ao óbvio. A poluição é grave mas o mundo não está a acabar. É preciso medidas sérias, e não hipocrisia disfarçada de ciência. Comer carne em idades jovens, quando se estuda, é essencial ao cérebro. Nos colégios onde se formam elites dirigentes do mundo posso garantir-vos que a carne é biológica e do lombo. Comer muita carne faz mal, não comer nenhuma faz muito mal. Outro dado: um dos maiores estudos de saúde do mundo provou que a segurança no emprego e a autonomia podem aumentar 18 anos a esperança média de vida e o medo fazer cair a mesma 18 anos, pela produção de cortisol. Nada faz tão mal à espécie humana hoje como o medo da sobrevivência, condição em que vão estar a grande maioria dos jovens estudantes da Universidade de Coimbra quando entrarem no mercado de trabalho. Coisa que não preocupa o reitor. O fim do planeta para o Reitor é uma garantia, é o dilúvio bíblico que exige medidas radicais. Já o facto de que os que estudam na Universidade virem a ter empregos em que não chegam ao fim do mês, bom isso já não é bem uma certeza, nem diz respeito a um Reitor, que cuida do Planeta.

Que o PAN, que representa o ultra liberalismo verde, seja a favor comprende-se. O silêncio dos outros partidos, com algo tão fundamental quanto o que se serve de alimentação numa instituição pública, por nós financiada, é inexplicável.

Para compreender o mundo, e a atitude de um Reitor, é preciso saber teoria do valor. E o valor da teoria. Marx explicava que a tendência do capitalismo era para tornar vegetarianas as classes trabalhadoras, desde logo diminuindo a parcela de proteína a que têm acesso na reprodução da força de trabalho, vulgo salário. Os chineses perceberam bem isso – ali, nas fábricas, come-se arroz. E mais nada. Ainda vou assistir à glorificação do Estado Novo em plena Universidade de Coimbra, o fantasma do Salazar a rondar as salas escuras, de ilusão esverdeada – carne faz mal, melhor só no Natal.

Raquel Varela

At https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/

Quer uma árvore? Vá ao ICNF e veja o que há

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O projecto Floresta Comum, liderado pelo ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas tem 165.740 plantas autóctones para dar. As candidaturas às plantas estão abertas até 27 de Setembro.

Nesta fase, podem candidatar-se as autarquias, outras entidades públicas e os órgãos gestores de baldios. As plantas estão disponíveis para a próxima época de (re)arborização, de Novembro de 2019 a Fevereiro de 2020.

Actualmente estão licenciados como fornecedores de materiais florestais de reprodução para exercerem a actividade de produção de plantas para o projecto Floresta Comum, 4 viveiros do ICNF: Amarante, Malcata, Monte Mordo e Valverde.

Bolsa Nacional de Espécies Florestais Autóctones

A Bolsa Nacional de Espécies Florestais Autóctones é constituída por plantas produzidas nos viveiros do ICNF e de viveiros associados e que são anualmente disponibilizadas para o projecto Floresta Comum, desde que provenientes exclusivamente de sementes e plantas nacionais.

Esta Bolsa tem como objectivo disponibilizar plantas de espécies autóctones, de forma a satisfazer a procura no âmbito do projecto e simultaneamente valorizar as espécies nacionais e, directa ou indirectamente, a recuperação e conservação da biodiversidade.

Candidaturas

As candidaturas devem cumprir vários critérios e podem revestir a forma de projectos florestais ou de conservação da natureza e recuperação da biodiversidade e projectos educativos, incluindo projectos de parques florestais urbanos.

Todas as candidaturas cujo o proponente seja, uma autarquia ou outra entidade pública, ou órgãos gestores dos baldios deve direccionar a sua candidatura para a Bolsa Pública de Espécies Florestais Autóctones.

Todas as candidaturas cujo o proponente seja uma pessoa individual ou colectiva de direito privado, deve direccionar a sua candidatura para a Bolsa Privada de Espécies Florestais Autóctones.

As candidaturas a projectos educativos são apresentadas pelas autarquias e devem ser em parceria com a comunidade escolar.

Recuperação da biodiversidade

Por sua vez, as candidaturas a projectos florestais, de conservação da natureza e recuperação da biodiversidade podem ser apresentadas por autarquias, entidades publicas, órgãos gestores de baldios, pessoa individual ou colectiva de direito privado, para terrenos com potencial para (re)arborização.

As candidaturas são anualmente submetidas ao secretariado do projecto que as regista e comunica o respectivo número do registo ao proponente.

No caso de candidaturas das Comunidades Inter-municipais ou que envolvam vários municípios, deverá ser apresentada uma única candidatura.

As candidaturas devem ter em conta a proximidade do viveiro e devem referir especificamente quais os viveiros que foram considerados na escolha das espécies pretendidas.

Pode consultar o regulamento aqui, as disponibilidades de plantas de cada viveiro aqui e os documentos necessários para apresentar candidatura aqui.

At http://agriculturaemar.com/

Presidente da Câmara acusa GNR de caça à multa

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O presidente da Câmara de Almeirim e da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, Pedro Ribeiro, acusou esta terça-feira a GNR de “Caça à multa” aos condutores que trabalham no setor agrícola.

Numa publicação na sua página do Facebook, Pedro Ribeiro começa por dizer que raramente faz comentários deste tipo e afirma mesmo que esta “será a 2 ou 3 vez em cerca de 20 anos”, que fala do assunto, apesar de receber muitas denúncias sobre o tema.

“Tenho recebido informação variada, alguma dela que inclui fotos de multas passadas pela GNR, penso que militares pertencentes à Unidade Nacional de Trânsito. Multas a agricultores durante a campanha do tomate”, escreve Pedro Ribeiro.

O autarca diz ter informações que as multas “estão a colocar em causa o funcionamento de algumas fábricas por falta de matéria prima”, num ano fundamental para este setor. “Após vários anos de perda este pode inverter e com isso salvar muitos agricultores da falência”, comenta o autarca.

Pedro Ribeiro lembra ainda que a agricultura “emprega milhares de pessoas no Ribatejo e representa milhões e milhões em exportações”.

“Multas por matrículas sujas é no mínimo excesso de zelo. É com certeza legal mas tem um nome: Caça à multa. Isto não é prevenção, é apenas estatística. Tudo o que ponha em causa a segurança rodoviária deve ser alvo de penalização. Peso a mais, molho, tomate a cair. Agora matrículas sujas, «cercos» a fábricas, etc é imoral”, acusa Pedro Ribeiro.

O autarca diz ainda que “há ações que, apesar de legais, apenas reforçam o sentimento contra quem as pratica” e garante que está à vontade para falar porque enquanto autarca tem feito tudo o que pode para dotar as forças de segurança de melhores meios e para as defender muitas vezes de críticas injustas.

“Temos feito muito mais do que nos exigem as nossas competências. Por tudo isso tenho «moral» para esta critica. Que me entristece mas que tem de ser pública”, remata.

A Rede Regional está a tentar obter uma reação do Comando Territorial de Santarém da GNR, o que ainda não foi possível.

At https://rederegional.com/

Vem aí a “maior” Festa do país – “Avante”

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A Festa do «Avante!» é a maior e mais bonita iniciativa político-cultural feita algum dia no nosso País, uma obra colectiva alicerçada e edificada pelos valores da generosidade, do empenhamento militante, da solidariedade e convívio fraterno em que o trabalho e a arte brotam como fonte de realização humana.

Uma Festa que é um espaço privilegiado para a cultura e a criação artística. Aqui, com esforço mas com grande fraternidade, criamos condições para que artistas e criadores de todas as formas de expressão encontrem lugar e espaço para apresentar aos visitantes da Festa os resultados do seu trabalho e do seu modo de olhar o Mundo.

Data de Fundação: 1976

At https://www.facebook.com/

Mais emprego para… a Plataforma Logística de Badajoz

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Esta segunda-feira, 26 de Agosto, fica marcada pelo primeiro dia de funcionamento da primeira empresa que se instalou na Plataforma Logística de Badajoz, em Espanha.

A Monliz España, uma multinacional de preparado de verduras, inaugurou hoje as suas instalações após um investimento de 20 milhões que incluiu sua a implementação numa área de 30 mil metros quadrados, sendo 11 mil dedicados a armazenamento. A ambição da empresa é aumentar a produção para um valor próximo das 35 mil toneladas.

As obras de fixação da empresa na plataforma logística iniciaram-se em Outubro de 2018, culminando hoje com a inauguração do novo espaço.

At https://www.linhasdeelvas.pt/

Opinião: “O preço do Brasil por ter um boçal no poder”

Telmo 15400405_1376760399001220_626770123602206139_nTchau, acordo comercial com a União Europeia! O imbecil Boçalnaro conseguiu, em tempo recorde, transformar o Brasil num país vilão internacional, carbonizando a imagem do país no mundo.

Pelo Twitter, o presidente francês, Emmanoel Macron, não moderou as palavras: “Nossa casa queima. Literalmente. A Amazónia, o pulmão do nosso planeta que produz 20% do nosso oxigénio, está em chamas. É uma crise internacional. Aos membros do G7, vejo vocês em dois dias para falarmos sobre esta emergência“.

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Daqui a dois dias começa, na francesa Biarritz, a cúpula que reúne, além da França, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido e um representante da União Europeia. Será que Bolsonaro vai pedir a Donald Trump que defenda o Brasil da condenação internacional pelos danos ambientais? Acho difícil, não concordam?

Falta pouco – ou talvez já nem falte nada – para que se proponham sanções internacionais ao Brasil boçalnarista. Seria, de facto, inaceitável que isso fosse feito se os brasileiros estivessem a defender o seu território e sua soberania, não o direito de “tacar fogo” na floresta amazónica. Não pensem que a reprimenda mundial vá despertar patriotismo: como a “causa” é péssima, o que traz é vergonha.

Anos e anos de esforço de Lula e Dilma para transformar o país num interlocutor das nações mais poderosas, para melhorar a sua inserção do sistema de trocas internacionais, para ser uma voz respeitada, que aspirava até a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU para, em poucos meses, virarmos um pária internacional, um motivo de escárnio para o mundo.

O estúpido, inculto e imbecil Boçalnaro, conseguiu uma proeza. Mobilizou a opinião pública mundial contra o Brasil num grau e numa velocidade inacreditáveis. É mesmo provável que o número de queimadas e a área desmatada no país tenha crescido com seu discurso de tirar a fiscalização ambiental “do cangote” de fazendeiros, garimpeiros e madeireiros. E, ainda mais, com o clima de terror que ele impôs aos servidores dos órgãos fiscalizadores, vários deles já punidos com transferências para longe de seus locais de trabalho.

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Tudo o que está a ocorrer, por pior que seja, porém, não chega nem perto da repercussão que a idiotia presidencial conseguiu dar ao tema.

1 – Um vídeo da Reuters tem meio milhão de acessos, dizendo que “onda enorme [de queimadas] veio depois de Boçalnaro tomar posse em janeiro”.
https://twitter.com/Reuters/status/1164226909745500161

2 – O The New York Times diz que ” o desmatamento da Amazônia aumentou rapidamente desde que Boçalnaro, eleito em outubro, tomou posse e seu governo cortou os esforços para enfrentar actividades ilegais na floresta tropical”.
https://www.nytimes.com/…/…/americas/amazon-rainforest.html…

3 – A inglesa BBC (1) também divulga vídeos, assim como a rede de televisão norte-americana NBC (2), o francês Le Monde faz o mesmo, dizendo que Bolsonaro é uma ameaça à Amazónia.
(1) https://twitter.com/BBCWorld/status/1164295357750284288
(2) https://twitter.com/NBCNews/status/1164227161345024000

4 – A Al Jazeera (1) diz que o país vive em black-out durante o dia pela fumarada e até os vizinhos argentinos, no meio de uma crise, destacam o tema: “Incêndios na Amazónia atingem nível recorde e Jair Boçalnaro aponta contra ONGs“ (2)
(1) https://twitter.com/AJEnglish/status/1164117055353827328
(2) https://www.clarin.com/…/incendios-amazonas-alcanzan-nivel-…

Os prejuízos que os incêndios e o desmatamento da Amazónia trazem são imensos, mas vão muito além de árvores e animais queimados. Tornaram o Brasil e seu governo “malditos” no mundo, ao contrário dos tempos em que outros governos atraíam a solidariedade da opinião pública mundial.

Não é verdadeira a “máxima” de que um país não tem amigos, tem interesses. Amizade é a primeira porta para os negócios e o imbecil brucutu Boçalnaro está a transformar o Brasil num país que, em lugar de encantar, horroriza o mundo.

Telmo Vaz Pereira

At https://www.facebook.com/