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O dono do Tejo

Paulo Fernandes

Este cavalheiro na foto, Paulo Fernandes, consegue ser o dono de eucaliptais imensos (já sabemos a beleza que são os eucaliptos para Portugal), é o dono da Celtejo(Altri), que nos destrói todos os dias o rio Tejo em Vila Velha de Ródão e já agora é o dono do Correio da Manhã (Cofina).

Não tenho nenhuma admiração pelo Correio da Manhã mas gostava de ver quantas vezes vem no jornal o que se está a passar com a Celtejo.

Arlindo Consolado Marques o Correio da Manhã que anda sempre todo o lado já te entrevistou?

André Rodrigues Lopes

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Central Termoeléctrica do Pego vai encerrar até 2030

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O Governo comprometeu-se hoje a encerrar as duas centrais produtoras de eletricidade a carvão, em Sines e no Pego, até 2030, anunciou o ministro do Ambiente, em Bona, na Alemanha.

“Em 2030, não existirá produção de eletricidade em Portugal, a partir do carvão”, afirmou hoje João Matos Fernandes, à RTP.

O governante está em Bona, na Alemanha, onde decorre a conferência das Nações Unidas para as alterações climáticas, até sexta-feira.

“As centrais termoelétricas vão certamente ser encerradas em Portugal assim que tenhamos a capacidade de poder produzir energia a partir de fontes alternativas” sem sobressalto, disse o ministro do Ambiente.

João Matos Fernandes referiu-se à importância do compromisso que Portugal vai hoje assumir juntamente com outros países que também “estão na linha da frente” nesta matéria, como Canadá, Reino Unido, França Holanda ou Nova Zelândia.

Vinte e cinco países, estados e organizações de vários pontos do mundo juntaram-se para assinar uma declaração com o compromisso de esforçarem-se para acabar com as centrais carvão, já que estas são das maiores responsáveis pelas emissões de gases com efeito de estufa que agravam as alterações climáticas.

Em 2016, o primeiro-ministro já se tinha comprometido a ter Portugal neutro em carbono em 2050 o que implica uma redução acentuada das emissões.

Além daqueles países apontados pelo ministro do Ambiente, estão na declaração, a que a Lusa teve acesso, parceiros como Angola, Itália, México, mas também cidades como a norte-americana Washington, apesar da decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país do Acordo de Paris.

Enquanto as centrais termoeléctricas a carvão são consideradas uma das maiores fontes de dióxido de carbono que está a aquecer a atmosfera da Terra, países como a Indonésia, Vietnam e Estados Unidos estão a planear expandir a sua utilização nos próximos anos.

A declaração refere que os governos dos países parceiros se comprometem a retirar progressivamente as centrais a carvão das suas regiões, empresas e outras organizações não governamentais avançam o compromisso de deixar de usar carvão e todos se comprometem a apoiar fontes de energia limpas através as suas políticas e investimentos e a limitar o financiamento de centrais tradicionais sem captura e armazenamento de carbono.

O documento recorda que, atualmente, as centrais a carvão produzem quase 40% da eletricidade total, fazendo com que sejam o principal contribuirdor para as emissões de carbono.

“Os efeitos da poluição resultante da queima de carvão na saúde, incluindo doenças respiratórias e mortes prematuras, resultam em custos massivos tanto em termos humanos, como económicos”, refere a declaração, acrescentando que dados recentes referem que mais de 800 mil pessoas morreram por ano em todo o mundo, devido à poluição relacionada com a queima de carvão.

At http://www.mediotejo.net/

Opinião: “A Praça de Touros de Badajoz e José Sócrates”

Socrates

ArnaldoContou-me o meu Pai (mais que uma vez), que na guerra civil Espanhola (entre os fascistas/falangistas/monárquicos/católicos e os Republicanos) havia, com frequência, sessões de fuzilamento abertas ao publico (se calhar para exemplo) na Praça de Touros de Badajoz. Claro que os fuzilados eram os militantes Republicanos e os fuziladores militares das falanges de Franco.

Dizia-me ele, o meu Pai, que iam aqui da minha terra (Benavente) conterrâneos de famílias muito conhecidas (e que por isso vou omitir os nomes) assistir a esse “circo” de triste memória para qualquer pessoa civilizada. Era um gozo de satisfação que ultrapassava a obscenidade. e que transparecia nos comentários e nas descrições das execuções sumarias.
Merda de gente!

Hoje lembrei-me dessa violência ao ver as carinhas obscenamente felizes dos jornaleiros, tipo ricardo costa, ao falarem da, finalmente chegada, acusação a Socrates.
Se calhar justifica-se essa felicidade de gente que vive e respira montada no mal alheio e conhecedora da pouca vergonha que domina a PGR e o MP.
Mas uma coisa é uma acusação (muito facil) e outra coisa é a prova.
Daqui por 20 anos eu, ou alguem por mim, cá estarei para ver se essas caras, sedentas de sangue, vão continuar a vomitar ódio ou não.
Eu, ou alguém por mim, continuarei ao lado de Socrates, até que me provem o contrario.
Tenho pena desta gente!

Arnaldo da Cunha Serrão

At https://www.facebook.com

CP faz descontos de 30% em viagens para Santarém

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Os Comboios de Portugal acompanham o projecto Verão In.Str… É um espanto! desde a primeira hora.

Ao abrigo do protocolo assinado entre a Câmara de Santarém e a CP, quem viajar de comboio para Santarém, com origem em qualquer ponto do país, e durante o período de 21 de junho a 23 de setembro, beneficia de 30 % de desconto no preço do bilhete de ida e volta nos serviços Intercidades e Regional/InterRegional.

Para que o desconto seja aplicado, os viajantes têm de carimbar o bilhete de comboio no Posto de Turismo de Santarém. A ligação entre a estação de caminho-de-ferro e o centro da cidade é garantida pelo serviço de autocarros.

At http://www.oribatejo.pt/

Incêndio de Pedrógão Grande passou o de Nisa

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O incêndio na zona de Pedrógão Grande consumiu 46.009 hectares de floresta, de acordo com os dados mais recentes do Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais — EFFIS, na sigla inglesa. Este total de área ardida resulta da soma dos 16.190 hectares atingidos em Alvares com os 29.819 em Aguda.

Naquele que, até agora, era considerado o maior incêndio — em 2003, na freguesia de São Matias, em Nisa, no distrito de Portalegre — tinham sido destruídos pelo fogo 41.079 hectares. Em Alvares e Aguda arderam mais 4930 hectares.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), 2003 continua a ser o pior ano de sempre de incêndios florestais no país — mas o período crítico de 2017 mal começou.

Do registo dos maiores incêndios em Portugal constam, para além do de Nisa, outros, no mesmo fatídico ano: em Fróia, no concelho de Proença-a-Nova, arderam 36.019 hectares; em Monchique, 27.617; e em Ulme, na Chamusca, quase 22 mil.

De então para cá, outros incêndios com mais de 20 mil hectares de área ardida registaram-se em Tavira, em 2012, e no ano passado, a 8 de Agosto, quando as chamas chegaram aos passadiços do Paiva, no concelho de Arouca. O incêndio começou nas freguesias de Janarde e Covelo de Paivó e destruiu 21.910 hectares.

Em Nisa, em 2003, a investigação concluiu que houve fogo posto. O que se passou na zona de Pedrógão Grande ainda está por averiguar. No entanto, a avaliar por muitas das declarações de diversas entidades e especialistas, nos últimos dias, a monitorização, a gestão e a fiscalização são falhas comuns.

At https://www.publico.pt

Opinião: “Quem está à frente de uma câmara só perde se quiser”

Santana Maia 2017-01-13-santana-maia-leonardoMuitos municípios do país são micro municípios onde as eleições se ganham com seiscentos, mil ou cinco mil votos. Basta o presidente da câmara dar uns empregos e uns subsídios para conseguir ser reeleito. E a falta de dimensão afecta a eficácia municipal porque em vez de problemas de organização e desenvolvimento os executivos passam o tempo a discutir problemas pessoais dos munícipes. O advogado Santana-Maia Leonardo esteve na redacção de O MIRANTE para uma conversa da série “Duetos Improvisados” com Hermínio Martinho, que foi publicada na edição de 13 de Abril. E deixou alguns temas para reflexão que agora publicamos.

A sociedade civil tem que se libertar das câmaras. Eu sou muito crítico do poder autárquico e das autarquias e sempre fui contra a sua forma de funcionamento. Usei sempre a minha intervenção política em defesa da liberdade de expressão e de associação e em defesa da sociedade civil.

Nunca exerci nem nunca aceitei cargos remunerados na política. A minha ligação à política nunca foi como profissional mas como um simples amador. Tive sempre a minha profissão e nunca entrei em listas de deputados. Fiz três candidaturas a câmaras municipais mas em situações em que era impossível ganhar. Fui candidato pelo PSD duas vezes em Ponte de Sôr e uma vez em Abrantes em circunstâncias em que aquele partido não tinha qualquer hipótese de vencer.

Eu já não sou do PSD. Graças a Deus! Até tenho vergonha de dizer que fui do PSD mas fui do PSD quase toda a vida porque estava em concelhos onde o PSD era minoria. Quando se está na oposição uma pessoa tem aquela ilusão que pode ser diferente.

Nunca seria do PSD na Madeira ou em Viseu, por exemplo, porque o PSD quando está no poder é igualzinho aos comunistas e socialistas. Quando está no poder o PSD reproduz os mesmos modelos, emprega as pessoas da mesma maneira, controla as associações da mesma maneira e controla a imprensa da mesma maneira. Eu não suporto isso.

O nosso principal problema é não termos dimensão e sermos incapazes de nos associarmos. É a todos os níveis e em todos os sectores de actividade. Nem sequer conseguimos partilhar um tractor. É tudo em ponto pequenino e na política é a mesma coisa.

Temos um país cheio de micro municípios que não têm dimensão e padecem dos defeitos das coisas pequenas. As coisas para funcionarem nem podem ser muito grandes nem muito pequenas. O presidente da câmara tem que estar suficientemente distante dos munícipes para poder ser imparcial e isento mas também não pode estar muito longe porque dessa forma não sabe o que se passa.

Se o Município for muito pequeno o presidente da câmara começa a confundir as questões pessoais e de vizinhança com as questões da câmara. Por isso é que nós vemos nestas câmaras pequenas os assuntos que vão a discussão são o do muro do vizinho e coisas assim e não os problemas realmente importantes para a comunidade.

Organiza-se um jogo de sueca e o presidente da câmara é solicitado para dar qualquer coisa. E tem que se chamar sempre o presidente da câmara para beber um copo.

A união das freguesias não fazia tanta falta como uma união de câmaras municipais. O presidente da junta de freguesia tem pouco poder. Não é mau as freguesias serem pequenas porque os presidentes, ao fim e ao cabo, são quem fala em nome das pessoas. Mas eles não têm poder. Não têm orçamento para distribuir.

Se o município for muito pequeno o presidente da câmara só perde as eleições se quiser. O presidente da câmara tem dinheiro para distribuir. Por exemplo, em Abrantes, que é uma cidade média com 45 mil habitantes, ganham-se as eleições com sete mil votos. Com sete mil votos, o presidente da câmara só perde as eleições se quiser. Emprega uma dúzia de pessoas, dá um subsídio aos bombeiros, cria duas ou três associações e estão os sete mil votos garantidos.

Repito, quem está à frente de uma câmara só perde as eleições se quiser. Em Ponte de Sôr ganham-se as eleições com três mil votos. E se formos a Alter do Chão ganham-se as eleições com seiscentos votos. O presidente é que tem o livro de cheques. E é ele que deixa o indivíduo construir o muro, fazer a horta, etc…

Os municípios precisam de dimensão. Se as eleições forem, por exemplo, em Lisboa, com um universo de cento e cinquenta mil eleitores. Aí, mesmo que haja alguma corrupção já é difícil alguém conseguir comprar 100 mil votos. Agora quando se trata de dois mil votos, mil votos, quinhentos votos e se nós virmos que no país dos 308 municípios, se calhar, em 250 ganham-se eleições por menos de cinco mil votos, percebemos a necessidade de dar dimensão aos municípios.

A falta de dimensão e de espírito de cooperação levam à criação de rivalidades de vizinhança que prejudicam as populações. De cada vez que há um assunto para resolver um presidente de uma câmara pequenina não fala com o vizinho. Vai a correr para Lisboa para um gabinete de um qualquer membro do governo para ver se é ele quem faz a piscina e não o vizinho. E o poder de Lisboa vai distribuindo umas migalhas aqui e umas migalhas ali.

A Leste da A1 (Auto-estrada nº 1), cerca de 60 por cento da população já é reformada. O país vai-se esvaziando para Lisboa. Está tudo concentrado em Lisboa. Nós só temos três grandes grupos populacionais que são Faro, Lisboa e Porto. Está tudo a concentrar-se à volta destas capitais. O resto está num processo de desertificação.

Se nos metermos num carro até Espanha não encontramos jovens e se encontrarmos algum será provavelmente de etnia cigana. O resto está tudo a viver em Lisboa. No interior são só pessoas de idade porque filhos e netos emigraram ou estão a viver e a trabalhar em Lisboa. Santarém, por exemplo, já começa a ser arredores de Lisboa. Lisboa vai crescendo.

Em Lisboa, toda a gente vai almoçar e jantar aos mesmo sítios porque aquilo também é pequeno. E como o poder político, o poder judicial e os grandes grupos económicos estão sediados em Lisboa, criam-se muitas vezes cumplicidades e amizades que é difícil romper.

Se o Parlamento estivesse no Porto, o Supremo Tribunal estivesse em Faro e o Governo estivesse em Beja era melhor. Como está tudo concentrado e numa área muito pequena cultivam-se essas cumplicidades. Amanhã vais à minha festa, depois eu vou ao teu jantar…e a pior coisa que há é a questão das cumplicidades. São elas que dão origem ao pedido, à cunha, ao jeito e à corrupção.

O facto de ter vivido em muitas terras e ter tido muitas experiências deu-me uma outra visão do país. Sou licenciado em letras e em direito. Fui professor durante vinte e seis anos em várias escolas do país. Sou advogado há vinte e tal anos. A minha mãe foi Juiz, o meu avô foi notário, tenho agricultura, fui presidente de um clube de futebol, fui director de um jornal regional, fui vereador em duas câmaras municipais. Tudo isto acaba por ser enriquecedor.

At http://omirante.pt/

Barragem de Nisa vai ter caudal mínimo

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Duas barragens existentes no maior rio português vão passar a ter caudais mínimos. Ministro do Ambiente garante também haver fábricas encerradas por causa da poluição.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, anunciou esta terça-feira caudais mínimos para as duas barragens existentes no rio Tejo, que vão funcionar a partir de junho e deverão permitir mais água no rio na época estival.

Conseguimos no final de março uma coisa da maior importância que é garantir a existência de caudais mínimos nas duas barragens do Tejo [Fratel e Belver], caudais esses que passarão a ser diários e que entrarão em funcionamento no início de junho”, anunciou Matos Fernandes.

O ministro falava à margem da cerimónia de assinatura do protocolo do projeto piloto de gestão colaborativa do Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI), que decorreu em Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco.

João Pedro Matos Fernandes adiantou que, deste modo, durante a época estival, o rio Tejo vai ter mais água com todos os benefícios ambientais que daí resultam.

Fiscalização contra poluição

Sobre os problemas da poluição no rio Tejo, Matos Fernandes considerou que o empenhamento do Ministério do Ambiente tem sido “claríssimo”.

Temos uma estratégia clara e um plano de fiscalização claro. Há até um conjunto de unidades fabris que estão encerradas temporariamente porque eram unidades poluidoras”, sustentou.

O ministro adiantou ainda que, com o apoio da Celtejo, fábrica de pasta de papel da Altri, em Vila Velha de Ródão, conseguiu antecipar a conclusão da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) para maio deste ano, quando inicialmente estava prevista apenas para dezembro.

At http://www.tvi24.iol.pt/

Cáritas doa e “aplica”… mas não no Cano (Sousel)

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A Cáritas Diocesana levou a efeito um peditório de rua nos dias 16 e 18 de março, nas paróquias de Abrantes, Alcains, Alferrarede, Arreciadas – S. Miguel do Rio Torto, Arronches, Castelo Branco, Marvão, Nisa, Oleiros, Portalegre, Sertã e Sobreira Formosa.

Dando cumprimento ao art.º 3.º do Dec. Lei n.º 87/99 informa que o valor obtido foi de 7.476,83€. Esta verba representa 75% do peditório, já que 25% foram para a ação social das paróquias que organizaram.

Esta  quantia destina-se ao Fundo Social Diocesano.

At http://www.reconquista.pt/

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A Cáritas Diocesana de Évora usou meio milhão de euros de uma herança, entregue para doar aos pobres, em aplicações bancárias a 30 anos e a pagar prejuízos da própria instituição.

O Sexta às 9 investigou o escândalo depois da viúva do benemérito, que trava um braço de ferro por causa de outra herança com a Caritas de Lisboa, ter dito que confiava na instituição de caridade de Évora.

Na sequência dessa reportagem, o Sexta à 9 recebeu várias denúncias que deixaram Zulmira Lino da Silva ainda mais perplexa e a pedir aos bispos e a todos os católicos que reformem o que for preciso para garantir que as Cáritas ajudam mesmo quem precisa.

At https://www.rtp.pt/https://www.rtp.pt/noticias/pais/caritas-de-evora-usa-heranca-em-aplicacoes-bancarias_v994002