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Comissões de utentes do Médio Tejo também não querem portagens na A23

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As comissões de utentes do Médio Tejo deslocaram-se esta quarta-feira, 10 de Abril, ao Ministério das Infraestruturas para deixar mais de 12 mil assinaturas de utentes do distrito de Santarém e, em particular, do Médio Tejo contra o pagamento de portagens nas duas autoestradas que atravessam o território. Os utentes querem levar o novo ministro a olhar para as autoestradas 23 (Torres Novas/Guarda) e 13 (Tomar/Coimbra) de uma outra forma. “Aquilo que devia ser uma via para circular vida é, afinal de contas, um entrave físico, social, económico e financeiro para as populações” sustentou Augusto Figueiredo, porta-voz das comissões.

Nesta reunião foram recebidos pela chefe de gabinete e pelo adjunto do novo ministro Pedro Nuno Santos, que não adiantaram muito mais do que aquilo que as comissões pretendem, que este problema seja olhado de forma diferente, tanto mais que este é um novo ministro. Como tal não deverá alegar desconhecimento desta situação que existe e afeta um número considerável de cidadãos. “Muito mais do que a forma como fomos recebidos é qual é a ação que o governo vai ter? Qual é a ação que a Assembleia da República vai ter? Vamos continuar a lutar e a sensibilizar e com certeza que as comissões vão continuar a encontrar formas de manter na agenda política a questão da abolição das portagens.”

Augusto Figueiredo adiantou que este não é um problema da saúde, ou exclusivamente da saúde, embora reconheça que é a esse nível que se sente mais esta questão. Se um cidadão tem de circular entre os três hospitais do Médio Tejo, Abrantes, Tomar e Torres Novas, tem vias com portagens entre eles. O argumento de que poderão utilizar as vias nacionais ou municipais começa a esgotar-se porque estas não estão preparadas para o aumento de tráfego e isso reflete-se no número de acidentes rodoviários que tem crescido no distrito assim como o número de vítimas mortais que é, segundo os últimos dados, uma por semana.

Em Outubro, as comissões de utentes voltaram à carga com este abaixo assinado que reuniu mais de 12 mil assinaturas e prometem voltar com outras formas de luta se os governantes não olharem de outra forma para os verdadeiros problemas das comunidades. E se em 2011 a conjuntura levou à aplicação das portagens, hoje a situação é completamente diferente e Augusto Figueiredo questionou mesmo “se o dinheiro investido nos bancos falidos não chegaria para melhorar bastante serviços públicos e acessibilidades”.

O porta-voz adiantou que aos representantes do ministro Pedro Nuno Santos foram transmitidas quatro grandes preocupações dos utentes do distrito de Santarém: As acessibilidades sem portagens na A23 e A13; a saúde nos cuidados primários e nos quatro hospitais do distrito; a circulação rodoviária em geral e o aumento de vítimas mortais; e também o ambiente e a qualidade de vida.

Augusto Figueiredo reconheceu que já foram tomadas medidas que pretenderam mitigar este grande problema como a diminuição das tarifas das portagens ou a diminuição do preço do gasóleo para os pesados, mas não chega. É preciso que as medidas cheguem ao cidadão para que estes não fujam das duas vias rápidas e “inundem” as vias municipais das vilas e aldeias ribatejanas.

Estes movimentos de utentes têm eleições anuais e por isso estão sempre em movimento, nas lutas que as pessoas querem e ficou já meio anunciado que novas lutas de avizinham quanto à água do Tejo, à saúde, a uma melhor qualidade do serviço postal: “É isto que os utentes nos dizem. Tomem lá a nossa confiança.”

A Antena Livre teve conhecimento da forma como foi agendada esta audiência. A recolha de assinaturas aconteceu quando ainda estava no Ministério do Planeamento e Infraestruturas o ministro Pedro Marques. As mesmas foram enviadas via postal para o ministro. Mas como não foram levantadas pelo governante na estação dos correios, foram devolvidas à comissão de utentes. Como depois o socialista Pedro Marques saiu para a candidatura a Bruxelas e entrou Pedro Nuno Santos, a comissão de utentes entendeu agendar uma reunião presencial e entregar, em mão, as mais de 12.200 assinaturas recolhidas no Médio Tejo a exigir a abolição das portagens. Não chegaram a falar com o novo ministro das infraestruturas, mas deixaram “o pacote” à chefe de gabinete e ao adjunto.

Jerónimo Belo Jorge

At https://www.antenalivre.pt/

“Portugal Air Summit” regressa a Ponte de Sor

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O maior evento do setor aeronáutico nacional regressa a Ponte de Sor sob o tema “Powering Human Capital”, permitindo a possibilidade a todos os interessados de obter informação privilegiada sobre as carreiras disponíveis em Portugal, empregabilidade e formação pessoal, assim como as soft skills e qualificações que um profissional do setor deverá possuir, com especial enfoque na formação e nas saídas profissionais.

A maior Cimeira no setor aeronáutico regressa a Ponte de Sor, para a sua terceira edição, que vai decorrer entre 30 de maio e 2 de junho.

O Aeródromo Municipal de Ponte de Sor, chave do cluster aeronáutico, volta a receber algumas das entidades e personalidades mais relevantes da indústria, infraestruturas e serviços, para debaterem e analisarem o futuro dos setores da aviação tripulada e não tripulada, defesa e espaço.

À semelhança do ano anterior, o Portugal Air Summit apresenta novamente o ARC – Air Race Championship , uma corrida de aviões, única no mundo, onde vão participar alguns dos pilotos de elite mais conceituados a nível mundial.

Saiba tudo em : www.portugalairsummit.pt

Dia da Tauromaquia no Campo Pequeno a 23/Fev

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O Campo Pequeno vai abrir as portas no dia 23 de fevereiro para celebrar a cultura tauromáquica. Assinala-se a primeira edição do Dia da Tauromaquia, com um programa recheado de iniciativas para toda a família, aficionadas ou não, numa demonstração de respeito e liberdade cultural. O objetivo deste evento, organizado pela PróToiro, através da marca Touradas, é dar a conhecer uma Cultura tão importante para o País.

A praça vai apresentar-se com uma decoração única que visa homenagear os toureiros e forcados portugueses, além de uma exposição com muitos dos trajes utilizados pelas maiores figuras do toureio nacional.

A menos de um mês do evento, o programa já está definido e assegura a divulgação das várias vertentes desta forma de arte tão portuguesa. Além das demonstrações de forcados, e do Toureio a Cavalo e a Pé, destacam-se as mostras de Recortadores e da Capeia Arraiana – manifestação cultural do concelho do Sabugal, classificada como Património Cultural Imaterial de Portugal, pela respetiva convenção da UNESCO.

A abertura de portas será às 10h00, com as atividades a começarem às 11h00.Os mais pequenos terão à sua disposição jogos infantis, uma praça insuflável, tourinhas, capotes e muletas para brincarem e duas sessões do teatrinho ‘As Touradas explicadas às crianças’. Além disso, vão ainda poder conhecer e brincar com a mascote da marca Touradas que vai fazer a sua estreia.

O dia arranca com o Batismo Equestre, a presença dos artesãos das Artes e Ofícios Taurinos e a Exposição Trajes de Toureio. Entre as 11h00 as 12h00, a arena será ocupada com demonstrações de toureio com tourinhacomentadas por Maurício do Vale. No toureio a cavalo estarão em praça os cavaleiros amadores António Telles filho e Duarte Fernandes. No toureio a pé, o novilheiro Rui Jardim e demonstração de pegas a cargo dos Forcados Amadores de Lisboa.

Entre as 12h00 e as 13h00, a arena abre-se para que todos possam participar numa Aula de Toureio de Salão e Pegas com tourinha. Os professores virão das Escolas de Toureio portuguesas. Para as pegas serão os Forcados de Lisboa. Se sempre quis aprender a tourear ou pegar, esta é uma grande oportunidade.

Entre as 12h30 e as 13h30, decorre uma Aula sobre História da Tauromaquia Portuguesa, no Salão Nobre, para todos aqueles que querem descobrir o percurso da nossa tauromaquia ao longo do tempo.

Das 14h30 às 15h15, os pegadores do Sabugal vão pegar ao forcão para uma demonstração de Capeia Arraiana, enfrentando um toiro de Toiro Veiga Teixeira. Segue-se, das 15h15 às 15h45, uma demonstração dos Recortadores da Arte Lusa, também perante um Toiro Veiga Teixeira.

Das 16h00 às 16h20, o Cavaleiro Tauromáquico Gilberto Filipe, Campeão Mundial de Equitação de Trabalho irá fazer uma Demonstração Equestre, acompanhada com um fadista.

A partir das 16h00 começará a animação exterior, com o Flamenco de Joaquin Moreno e sevilhanas. Também a partir dessa hora, as Escolas de Toureio vão exibir o seu toureio de salão no exterior da porta principal da praça.

A abertura das portas para o Festival taurino será às 16h30. O festival Taurino começa às 17h30, com um cartel de luxo composto pelos cavaleiros AntónioTelles, Rui Salvador, Luís Rouxinol, Rui Fernandes, Filipe Gonçalves, João Moura jr, João Telles e Francisco Palha que vão lidar em duo. Os matadores são António João Ferreira, Nuno Casquinha e Manuel Dias Gomes. Pega uma seleção de forcados da ANGF. As duplas de cavaleiros serão uma surpresa a descobrir.

As atividades são na generalidade gratuitas. O acesso às demonstrações de Recortadores, Capeia e Equitação só se podem fazer com a apresentação do bilhete para o Festival Taurino, sendo assim gratuitas. Os bilhetes, a custos reduzidos, variam entre os 7,5 e os 35 euros e podem ser adquiridos na internet, através da Ticketline, e na agência ABEP nos Restauradores. Os portadores do Cartão Aficionado podem ainda usufruir de um desconto de 10por cento, caso optem com comprar os ingressos nas bilheteiras da praça. A adesão grátis ao cartão pode ser feita em www.touradas.pt.

Depois do Festival Taurino a arena volta a abrir-se a todos para um Meet&Greet com os Artistas, onde todos poderão conversar com os seus ídolos e pedir um autógrafo. O dia termina com uma After Party, numa discoteca de Lisboa a revelar muito em breve.

Este é um dia único e inédito para viver a sua paixão ou descobrir uma nova. Compra já o teu bilhete.

At http://www.touradas.pt/

Presidente da Câmara de Constância não quer o traçado A23-Ponte de Sor

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O presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira (PS), defendeu hoje um novo traçado para a ponte sobre o Tejo, a construir no âmbito da conclusão do IC9, de ligação a Ponte de Sôr. O autarca afirmou rejeitar o traçado inscrito no Plano Rodoviário Nacional 2000, que previa a ligação sobre o Tejo entre Abrançalha e Tramagal, no concelho de Abrantes, e defendeu a realização de “novos estudos, nova localização e novo projeto”.

“O que defendemos é que esta não é uma questão fechada, as coisas alteraram-se [relativamente aos estudos e traçado desenhado e inscrito em PRN] e o que entendo é devem ser realizados novos estudos, para um novo traçado e para um novo projeto”, disse hoje ao mediotejo.net o autarca de Constância.

Em comunicado, a Câmara de Constância dá conta que Sérgio Oliveira referiu hoje à Antena 1 que no âmbito do Programa Nacional de Investimentos 2030 está consagrada uma nova ponte sobre o rio Tejo entre Constância e Abrantes, não sendo ainda conhecida a localização exata da mesma.

Segundo a mesma nota informativa, o autarca relembrou que o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, no dia 2 de agosto de 2016, no âmbito da cerimónia da assinatura do auto de receção provisória da empreitada da ponte de Abrantes referiu à comunicação social que “…o Governo está disponível para repensar o perfil do IC9 e a travessia a ele associada, não sendo de autoestrada, mas outro.”

Considerando as palavras do Ministro, entende o Município de Constância que o traçado do IC9, constante do Plano Rodoviário Nacional 2000, bem como a travessia a ele associado será alvo de novos estudos e novos traçados.

Neste sentido, face às últimas notícias, nesta segunda-feira, 14 de janeiro de 2019, o Município de Constância remeteu um ofício ao Ministro do Planeamento das Infraestruturas a solicitar a clarificação da futura localização da ponte.

Sérgio Oliveira relembrou ainda que a luta por uma nova travessia na zona de Constância leva mais de vinte anos. Fez questão de referir o Despacho datado de 24 de março de 1998 do então Secretário de Estado, Eng.º Maranha das Neves, através do qual foi assumido a necessidade de uma nova travessia sobre o Rio Tejo na zona de Constância.

O presidente da Câmara Municipal relembra também a promessa de uma nova ponte, em 2004, pelo então Ministro das Obras Públicas, Dr. António Mexia, o estudo de impacte ambiental para a variante a EN118 e ligação desta a A23 com uma nova travessia sobre o Rio Tejo em Constância em 2006, as posições assumidas pela Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo a 01 de abril de 2006 e as posições já assumidas pelo Estado-Maior do Exército, sendo a mais recente de 6 de setembro de 2018.

Face a isto, entende o Município de Constância que estão reunidas as condições para se chegar a uma solução de consenso que passe por localizar a nova ponte na fronteira do Concelho de Constância, com o Concelho de Abrantes, quer da margem sul (entre a estação ferroviária de Santa Margarida da Coutada e a Ribeira de Alcolobre), quer na margem norte (nó da A23 à saída de Constância no sentido de Montalvo ou no nó da A23 a seguir à fábrica da Tupperware), já em Abrantes.

Por último, o Presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira, reafirmou categoricamente que lutará até ao fim por esta solução em defesa do seu Concelho, do interesse Regional e do interesse Nacional.

At http://www.mediotejo.net/

 

Dia Internacional dos Voluntários

dia intern vol 2018É a 5 de dezembro que em todo o mundo (pelo menos nos países que vivem em democracia) se celebra o Dia Internacional dos Voluntários (ou melhor, Dia Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Económico e Social dos Povos), que se celebra desde 1985, fruto de resolução que as Nações Unidas tomaram no mesmo ano.

É comum as pessoas associarem o trabalho voluntário à ideia de que alguém em situação social ou económica tida como superior, se dispõe a ajudar pessoas ditas como inferiores, carentes e necessitadas de ajuda. É normal que haja gente que pensa assim. Até porque são inúmeras as situações em que a vertente paternalista, caridosa (no sentido incorreto do termo), assistencialista e subjugadora, está presente nesta atividade que afinal é de nobreza elevada. Também é comum os voluntários serem considerados agentes de perturbação do emprego, de impedimento do exercício de direitos que a outros pertencem ou usurpação de bens e serviços que se destinam a outros.

Mas o trabalho voluntário e cada ato voluntário, é algo bem mais profundo e sensível. Estender-se as mãos ao próximo, ao semelhante, é um ato que exige coragem e disposição para o compromisso, na doação de tempo e talento, generosamente, que pode e deve ser entendida como real solidariedade, aquela que não espera nada em troca. É um ato que exige que enfrentemos as nossas próprias fraquezas e limitações; e que demos passo em frente em relação ao outro, na promoção do seu bem-estar, da sua qualidade de vida e da sua felicidade.

É diante e conscientes das suas próprias fraquezas, que os cidadãos que se atrevem a ajudar, querem também eles se sentir melhores, curar as suas próprias feridas e superar as suas limitações, como quem, diante de uma grande onda, não recua, mas mergulha. A prática do voluntariado dá saúde e bem-estar. É bom para quem é ajudado e para quem ajuda.

Como diz a Lei 71/98, o “Voluntariado é o conjunto de ações de interesse social e comunitário realizadas de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projetos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas.”

Que a efeméride seja mais uma vez e realmente, um alerta e um apelo (diga-se mesmo, desesperado), a quem quer e não pode; e a quem pode e não quer, ser agente do modo mais sublime do exercício da cidadania: a prática do voluntariado.

Pela democracia e por uma cidadania ativa e responsável… Sejamos Voluntários!

Entroncamento, 1 de dezembro de 2018

Banco Local de Voluntariado do Entroncamento

João António Pereira, presidente da Direção / Coordenador do BLVE

Artigo de opinião: “Olhe que sim, dr. Costa, a tauromaquia é cultura civilizacional”

Luis Capucha 1303434Se o primeiro-ministro crê que a questão das touradas é de civilização, então temos motivos para nos preocuparmos seriamente. Porque ele alinha com as seitas fundamentalistas que promovem a ideia de que não existem diferenças entre homens e animais sencientes não humanos.

O primeiro-ministro António Costa resolveu sair a terreno para defender a sua ministra da Cultura, um quadro da sua entourage (vulgo, uma girl), no caso do ataque à tauromaquia com pretexto da taxa do IVA. Parece esperar o fim da polémica após a sua intervenção numa arrogante resposta a Manuel Alegre. Mas só lançou gasolina para a fogueira.

Já circulam na Net as fotos do António Costa presidente da Câmara de Lisboa, satisfeito da vida a exultar com uma corrida de toiros no Campo Pequeno e a abraçar efusivamente o Cabo do Grupo de Forcados Amadores da Cidade em plena arena.

O que o fez mudar tanto de ideias em tão pouco tempo? O “negócio” com o PAN, que hoje todos aplaudiríamos se fosse destinado a aumentar o Orçamento para os canis e os gatis, mas que infelizmente instrumentaliza o governo para uma “canelada” política na tauromaquia, o que sempre dá mais visibilidade, tão necessária quando se aproximam eleições. Puro oportunismo político, portanto. A taxa do IVA é apenas um pretexto.

Arrogante é um adjectivo suave para classificar a atitude de um primeiro-ministro que julga poder pronunciar-se sobre uma questão que envolve o regime democrático e os valores civilizacionais (nada menos do que isto, é ele mesmo que o assume) no “sossego de uma viagem até Berlim”. É tudo o que tem para dar ao debate sobre a civilização? É deprimente!

O oportunismo político assente num cálculo errado a respeito das simpatias dos portugueses é mascarado, no artigo publicado no PÚBLICO hoje, dia 11 de Novembro, com argumentos alinhavados à pressa por António Costa no avião para Berlim para parecerem uma opinião, padrão de gosto e sensibilidade pessoal, atributos legítimos para exibição pelo cidadão António Costa, mas que não devem em caso algum guiar acção e o discurso de um primeiro-ministro. Tais argumentos rodam em torno de dois erros: em primeiro lugar, a costumeira e banalíssima mistificação da questão animal; em segundo lugar, o não menos comum preconceito no modo de olhar a alteridade e a identidade cultural de milhões de portugueses que gostam de toiros, a incapacidade para tentar perceber a sua perspectiva, e a intolerância face a mundovisões diferentes da sua.

Sobre a questão animal, há um tópico indiscutível: houve uma alteração ao Código Civil que torna os animais sencientes distintos, à face da Lei, das outras coisas. Lei essa que não os equipara aos seres humanos. Não há controvérsia sobre esse novo estatuto e a sua evocação por A. Costa só pode ser lida como poeira para os olhos.

Mas a ideia viciosa de que podemos equiparar os animais não humanos às pessoas emerge por todo o lado no artigo. É pura mistificação e, na essência, um apelo populista às pessoas que confundem a luta contra as touradas com a luta pela defesa do bem-estar animal. A luta pelo bem-estar animal é uma responsabilidade das pessoas de bem. A luta contra as touradas é uma luta contra a liberdade e a democracia cultural. É essa mistificação que o leva a evocar a pornografia como exemplo da diversidade dos espectáculos culturais e, logo, do modo como o Estado os deve tratar. O tratamento penalizador das touradas seria, pois, do mesmo tipo do combate à pornografia. Se isto não é um insulto reles, o que é? Mas a coisa é pior. A razão da discriminação das touradas é o modo como são tratados os animais que nela intervêm. E no caso da pornografia? Está a comparar as pessoas que são exploradas nas indústrias do sexo, a animais?

Se o primeiro-ministro crê que a questão das touradas é de civilização, então temos motivos para nos preocuparmos seriamente. Porque ele alinha com as seitas fundamentalistas que promovem a ideia de que não existem diferenças entre homens e animais sencientes não humanos.

Só há duas maneiras de promover a igualdade entre homens e animais: ou promovendo os animais à condição humana, o que tem acontecido no plano simbólico (desde La Fontaine às indústrias Disney), ou fazendo descer os homens à condição animal. O problema com a primeira via é que há pessoas que confundem as metáforas com a realidade, caindo na situação perversa de humanizar os animais, isto é, violentar a sua natureza, que não conhecem nem compreendem. O problema com a segunda é que representaria o fim de qualquer civilização, situação que a história já conheceu. Não me canso de lembrar que as primeiras leis de protecção dos animais foram produzidas pelo governo nazi, o mesmo que é responsável por uma das (se não a) mais violenta e trágica descida da humanidade a um estado de selvajaria.

Além disso, o texto do senhor primeiro-ministro é demagógico. É falso afirmar, no contexto português e face às controvérsias em curso no nosso país, que uma opção civilizacional não implica desqualificar os oponentes. Que oponentes? Os aficionados são oponentes da nossa civilização? É chocante essa afirmação na boca de uma girl do Primeiro, mas soa a obscenidade na boca dele próprio. E sim, Manuel Alegre tem razão: todos os populismos começam com a criação de uma clivagem entre um “nós”, os bons, e um “eles”, os maus, os perversos, os menosprezáveis, os inimigos. Contra os quais a sociedade deve ser avisada pelo Estado, como o é sobre o consumo de sal ou açúcar. Ridículo! Já viu bem onde se está a meter, António Costa?

O segundo vetor consiste na forma ultrajante, grosseira e agressiva como classifica, explícita ou implicitamente, os aficionados à Festa de Toiros. Diz A. Costa que é preciso “… respeitar as pessoas que, como eu, rejeitam a tourada como manifestação de uma cultura violenta ou de desfrute do sofrimento animal”. É o que sempre fizeram os aficionados. Mas, não estará a confundir “cultura violenta” com cultura de controlo da violência? Não são as touradas institucionais de hoje o resultado do “processo civilizacional” da relação milenar entre homens e toiros? Tem algum sinal, a mínima evidência, que lhe permita sustentar a ideia de que as comunidades taurinas são mais violentas do que aquelas com que convive nas mesmas sociedades? Já alguma vez procurou ouvir e respeitar o que dizem os aficionados sobre o modo como vivem o ritual da Corrida de Toiros e o que sentem perante a arte praticada enfrentando esse animal excepcional que é o Toiro de Lide? O que o anima na sua saga antitaurina é, senhor primeiro-ministro, o puro preconceito.

António Costa rejeita a tourada e acha chocante a sua transmissão televisiva (embora não pense proibi-la, para já). Mas não ficaria preocupado se ela se confinasse aos municípios que decidissem mantê-la. Há uma dupla hipocrisia na ideia. Por um lado, acha que os toiros podem ter tratamento diferenciado consoante os municípios. Por outro lado, porque já sabe que os municípios com actividades taurinas, a maioria deles de gestão socialista ou comunista, conseguiram impedir a descentralização nesse domínio. Mas seja consequente. Proponha-lhes a “municipalização” da regulação dos espectáculos tauromáquicos, mas com total liberdade, isto é, após a anulação da lei que proíbe as corridas integrais (isto é, com toiros de morte), as que respeitam verdadeiramente o toiro e a verdade que a tauromaquia encerra. Tem coragem para isso, ou teme que a Festa ganhe no nosso país a pujança que tem em França?

Em conclusão, senhor primeiro-ministro, não resolveu o problema da sua girl, apenas se colocou a si próprio em equação. A questão que agora se colocam todos os aficionados, de direita, de centro e de esquerda, é se uma pessoa que pensa como o sr. servirá mesmo para primeiro-ministro dos portugueses? Não ficaria a aliança das esquerdas melhor servida com um primeiro-ministro que fizesse o que diz (ser avesso a grandes mutações civilizacionais) e se mostrasse menos dado a compromissos com partidos veganos que contestam todas as bases da nossa civilização?

Luís Capucha

Sociólogo, docente no ISCTE-IUL e Investigador no CIES-IUL; presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal

At https://www.publico.pt/

Plataforma da A23 e A25 critica ausência de propostas no OE 2019 sobre portagens

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A plataforma queixa-se que a abolição e ou redução do preço das portagens não constam da proposta de Lei do Orçamento do Estado, aparecendo apenas no documento designado “Relatório do OE”.

A Plataforma Pela Reposição das Scut na A23 e A25 lamentou esta quinta-feira que o Orçamento do Estado para 2019 apresente “uma mão cheia de nada” face às portagens, uma “falta de respeito pelas populações do Interior”.

“A Plataforma Pela Reposição das SCUT na A23 e na A25 procedeu a uma primeira análise ao Orçamento do Estado para 2019 e constatou que no que concerne a portagens temos uma ‘mão cheia de nada'”, refere a Plataforma, em comunicado.

Adianta que, ao contrário de outras medidas para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e uma ou outra “medida desgarrada e insuficiente” para o Interior, a abolição e ou redução do preço das portagens não constam da proposta de Lei do Orçamento do Estado, aparecendo apenas no documento designado “Relatório do OE”.

“Ainda assim, limita-se a dizer que no decorrer de 2019 se verificará a redução para os veículos de transporte de mercadorias, não dizendo, nem quando, nem como se vai processar essa redução e deixando de fora dessa redução os trabalhadores e a população em geral”, lê-se no documento.

A Plataforma regista como “negativo e falta de respeito pelas populações e empresas do Interior” o facto de as portagens não constarem da versão do OE entregue na Assembleia da República.

Face à análise feita, a Plataforma decidiu desenvolver, com caráter de urgência, algumas medidas, onde se incluem pedidos de audiência ao ministro do Planeamento e Infraestruturas, ministro-Adjunto e da Economia e à Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Vão ainda reafirmar o pedido de audiência ao Presidente da República e elaborar e publicar uma carta aberta ao primeiro-ministro, que vai ser subscrita por várias personalidades da vida pública do Interior.

“A Plataforma reafirma que sempre que o primeiro-ministro, o ministro do Planeamento e Infraestruturas ou o Presidente a República se desloquem aos distritos de Castelo Branco e da Guarda se fará representar com uma delegação, preparada para manifestar o seu desagrado, conforme as circunstâncias, estando ainda sempre em agenda a realização de ações públicas nestes distritos ou fora deles”, concluem.

At https://expresso.sapo.pt/

Artigo de opinião: “Ponte de Sor”

Ricardo RioPonte de Sor é sobretudo a imagem de um Portugal que sonha mais alto e faz acontecer.

Ponte de Sor é uma novel cidade do distrito de Portalegre, a 150 quilómetros de Lisboa, cujo nome se deve à ponte romana que atravessava o Rio Sor desde o ano 115 d. C..

Assim a caracterizou sumariamente o Professor José Hermano Saraiva num dos seus Horizontes da Memória, em que não deixou também de aludir ao facto de esta localidade ser dos maiores centros de produção de cortiça do País, situação que se mantém na actualidade.

Importa este enquadramento sumário porque, para muitos, Ponte de Sor apenas será associada às malfeitorias dos filhos de Embaixadores do Médio Oriente nos seus tempos livres.

Para outros, Ponte de Sor, é a guardiã da história do malfadado processo dos Kamovs da Everjects, onde se encontram parados em instalações seladas pela ANPC para apoio às investigações e diferendos judiciais em curso.

Para outros ainda, a localidade é indissociável dos feitos do Eléctrico Futebol Clube, a colectividade que vem marcando presença em anos recentes na Liga Profissional de Basquetebol e que este ano subiu também a sua equipa de futsal ao escalão máximo da modalidade.

Mas, o que quase todos desconhecerão é que este concelho com quase 17 000 habitantes tem vindo a cumprir uma trajectória consistente de conquista de espaço na interacção com a indústria aeronáutica, quer na captação de empresas multinacionais, quer no apoio a projectos nacionais de elevadíssimo potencial (como é o caso da Tekever), quer até na incubação de empresas inovadoras. Ao mesmo tempo, é hoje um espaço de referência na formação de pilotos, atraindo várias centenas de alunos internacionais todos os anos, em ligação às empresas de referência no sector.

Mas, neste espaço, Ponte de Sor é sobretudo a imagem de um Portugal que sonha mais alto e faz acontecer, longe das luzes da ribalta dos protagonistas de sempre.

Ricardo Rio

Presidente da Câmara Municipal de Braga

At http://www.cmjornal.pt/

Defensores do interior novamente contra as portagens na A23

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A Plataforma Para a Reposição das Scuts na A23 e A25 anunciou hoje a realização de novas ações de luta contra as portagens, nomeadamente uma marcha lenta, um seminário e uma manifestação à porta da residência oficial do primeiro-ministro.

Em conferência de imprensa realizada hoje na Covilhã, distrito de Castelo Branco, os representantes desta Plataforma frisaram que a luta tem de continuar, já que os descontos anunciados para 2019 são “insuficientes” e que as portagens continuam a ser um “atrofio para o Interior”.

“Temos de ser mais teimosos porque aquilo que temos conseguido tem sido pouco”, afirmou José Gameiro, da Associação Empresarial da Beira Baixa, uma das entidades que integra esta Plataforma.

Entre as novas ações previstas, está uma manifestação junto à porta da residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, que deverá ocorrer no dia 13 de outubro.

Este protesto já tinha sido anteriormente anunciado, mas acabou por ser adiado com o objetivo de manter aberta uma via negocial com o Governo, o que, até agora, não sortiu o resultado esperado.

“É uma iniciativa que não se faz de ânimo leve, que tem custos (…), mas, se não tivermos mais avanços, vamos mesmo realizá-la”, afirmou Luís Garra, da União de Sindicatos de Castelo Branco.

Lembrando que se está em fase de discussão do Orçamento do Estado, Luís Garra também defendeu que este é o momento de “aumentar a pressão”.

Assim, já no próximo dia 20 de setembro realiza-se uma marcha lenta/buzinão, com dois pontos de partidas (na Covilhã e em Castelo Branco, respetivamente às 17:00 e às 17:30) e com ponto de encontro em Castelo Novo, concelho do Fundão.

Segundo o previsto, os participantes percorrerão alguns troços da A23, com passagens pela Estrada Nacional 18 para evitar o pagamento de portagens.

Para dia 27 de setembro, às 20:30, no auditório do Instituto Politécnico de Castelo Branco, será levado a cabo um seminário subordinado ao tema das portagens e das parcerias público-privadas rodoviárias.

O debate é aberto à participação de todos e tem já confirmada a presença de Eduardo Anselmo Castro, vice-reitor da Universidade de Aveiro, que realizou um estudo sobre os “impactos da cobrança de portagens na mobilidade rodoviária.

Outro dos oradores é Paulo de Morais, docente universitário e político português, que preside à Frente Cívica, associação que pretende apresentar no parlamento um projeto-lei que visa extinguir os contratos de parcerias público-privadas do domínio rodoviário, medida que, de acordo com a Frente Cívica, permitiria poupar 11 mil milhões de euros.

Os representantes da Plataforma sublinharam a importância deste debate, que juntará mais argumentos à luta contra as portagens, onde já constam questões como os elevados custos de contexto e a falta de alternativas.

Além disso, reiteram ainda o desafio público para que autarcas, deputados e partidos políticos se juntem a este movimento e lembraram que a reposição das Scut (vias sem custos para o utilizador) é uma questão de justiça, já que estas autoestradas foram construídas para não ter portagens.

“É hora de nos devolverem aquilo que nos foi roubado”, disse, Zulmiro Almeida, da Comissão de Utentes da A25.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.

At https://www.dn.pt/

Inscrições para a 32.ª Baja Portalegre estão abertas

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Como é tradicional, cerca de dois meses antes da mais importante prova de Todo-o-Terreno de Portugal, o Automóvel Club de Portugal abre as inscrições e publica o Regulamento Particular da Baja Portalegre 500, que se disputa de 25 a 27 de outubro.

Os interessados em participar têm agora até 1 de outubro para se inscreverem a preço reduzido, com o encerramento definitivo das inscrições a ter lugar no dia 12 de outubro.

Pontuável para a Taça do Mundo de Ralis de Todo-o-Terreno da FIA e Campeonato de Portugal de TT, bem como para os Campeonatos Nacionais de Todo-o-Terreno Motos, Quads e SSV, a prova do ACP marca o final destas competições com os seus quase 600 km, dos quais 456,56 serão disputados contra o cronómetro, no que respeita aos Carros, e 423 no que respeita a Motos, Quads e SSV.

Tradição estabelecida nos últimos anos, a prova rainha dos campeonatos de TT nacionais volta a contar com a cerimónia de partida nos Jardins do Tarro, no centro de Portalegre ao final de tarde, início da noite de quinta-feira.

Baja logo

Na sexta-feira, 26 de outubro, os Carros começam com os 5 km competitivos da Super Especial, logo a partir das 10h30, ao que se juntam os 98 km cronometrados da SS2 com a partida em Avis pelas 15h20. Entre as duas classificativas haverá lugar a um Reagrupamento em Ponte de Sor, onde os dez primeiros pilotos do Prólogo procederão à escolha das posições de partida. No sábado, mais dois setores seletivos, um de manhã e outro de tarde, com 160 e 195 km de extensão, respetivamente.

No que toca às Motos, Quads e SSV, a sexta-feira também será composta por duas tiradas cronometradas. A primeira, logo pela manhã, contará com 5 km de distância, enquanto a SS2 terá, como acontece nos Carros, 98 km. Já no sábado os participantes terão pela frente um único setor seletivo a percorrer em linha ao longo de 320 km.

Tudo isto num percurso que apresentará várias novidades que vão desde o regresso a caminhos há muito não percorridos, a outros completamente novos num traçado que passará pelos municípios de Abrantes, Alter do Chão, Avis, Chamusca, Coruche, Crato, Fronteira, Gavião, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Sousel e Portalegre.

Tal como em outros anos, a prova contará também com a Mini Baja, competição reservada a jovens motards com idades compreendidas entre os 10 e os 15 anos.

O centro nevrálgico da prova será nas instalações da NERPOR, onde se localiza a Assistência, Parque Fechado, Secretariado e Gabinete de Imprensa e onde terão lugar também as cerimónias de pódio e entrega de prémios no sábado.

As Inscrições devem ser feitas online em: http://provasdesportivas.acp.pt/

Os Regulamentos podem ser consultados na secção Documentos Oficiais, em Concorrentes, ou diretamente através dos links que se seguem:

Carros

Motos, Quads, SSV

Mini Baja

Os interessados em participar devem também consultar a Info 1.

At http://www.bajaportalegre500.com/