Opinião: “A raiva contra a Geringonça”

FB_IMG_1503225623717Hoje o país está em alerta vermelho: mais um dia de altas temperaturas, mais um dia propicio a novos incêndios e a reacendimentos. Leio por aqui que a maior parte das pessoas está convencida que há mão criminosa, eu também estou e, acredito que estejam a ser usadas matérias combustíveis para os atear. Esta forma de terrorismo só pode estar a ser implementada por quem quer criar no espirito da população a ideia de que o Governo não garante a segurança das populações. A raiva contra a “geringonça” transformou-se num fundamentalismo com atentados perpetrados contra as pessoas e seus bens e contra o país. Os incendiários deviam ser condenados por homicídio na forma tentada, uma vez que põem em risco a vida de tantas pessoas. Ontem li um artigo de José Goulão (partilhei num outro post) onde ele questionava sobre os locais onde ocorrem os incêndios e constatava que os mesmos não ocorrem em locais dos detentores dos grandes interesses económicos. Não há coincidências, digo eu!

At Facebook / Maria do Rosário Gama

Opinião: “Mediocridade”

FB_IMG_1503130946395“Ficamos todos muito chocados quando, perante uma calamidade social, financeira, etc., em que muitos perdem a vida, ou a vêm alterada de forma brutal, verificamos a desorganização, a incompetência, a inexperiência, a incapacidade, a falta de senso, etc., daqueles que foram nomeados para gerir serviços públicos, organismos de decisão com capacidade e obrigação de planear a resposta desses serviços, mas também manter, prevenir e educar de forma a minimizar ocorrências, ou os respetivos impactos na eventualidade de uma ocorrência. Ficamos chocados e a pensar como foi possível tudo isto.

Pois, mas a culpa é só nossa. Andamos há muitas dezenas de anos a eleger os piores e a permitir que façam aquilo que melhor sabem fazer: Nomear os amigos, os colegas de partido, num ciclo de mediocridade e incompetência que só poderia correr mal. Elegemos mal e não responsabilizamos, o que só agrava o problema. Mas, para complicar ainda mais a situação, permitimos que o sistema eleitoral esteja aprisionado por essa mediocridade, não admitindo alternativas, nem forçando dinâmicas de mudança. A estabilidade do sistema partidário português é bem a prova disto tudo.

O resultado só poderia ser aquele que.observamos, chocados, mas nem assim colocamos na agenda, com prioridade, a firme vontade de reorganizar o país e a forma como é gerido.

Todo este comportamento revela hipocrisia e uma certa falta de amor próprio que me custa muito a compreender e a aceitar.”

At Facebook / Norberto Pires

Opinião: “Chega”

FB_IMG_1503049074615“Talvez…
Não me apeteça calar…
Distrair pessoas com ilusionismos, para não enxergarem a falta de obra…
Ver que os rostos do hoje, não têm a alegria das imagens de arquivo dos anos 70….
Que os ideais foram rasgados… Os oportunistas premiados, a solidariedade esquecida e… q certos vigaristas políticos são recompensados…
Pergunto-me… Que andamos a fazer à democracia?
Talvez me apeteça falar de certos elementos q integram certa lista…
Haja vergonha… Não vale tudo…
Chega das campanhas dos beijos e dos porta chaves… Chega de premiar os falsificadores, que pagaram as suas penas no Tribunal, com o dinheiro de uma certa Autarquia… Chega do povo não saber… CHEGA.”

At Facebook / Cristina Martins

Opinião: “Lavar roupa suja ou a higienização da política local”

Joao VintemÉ costume dizer-se: – “quem tem problemas com o calor não deve seguir a profissão de padeiro”. Fugindo um pouco ao que tinha pensado escrever hoje, não posso deixar passar a ideia que se está a gerar na Comunicação Social e nas redes sociais, que os candidatos às próximas eleições Autárquicas se estão a ofender uns aos outros e, a culpa é das redes sociais mais os que comeram da mesma tijela e portanto agora tem de estar simplesmente calados, sem direito de opinião.

Estive em todas as eleições municipais, desde 1979. Estou à vontade para poder opinar sobre a matéria; alguns ainda se deverão lembrar o que foram as campanhas logo a seguir ao 25 de Abril; nada comparável com os tempos actuais, em meios e em vocabulário; estamos muito melhor, quer a notícia, quer o boato correm mais rapidamente mas também o seu contrário, isto é, facilmente se faz um boato e rapidamente se desfaz.

Posto isto, parece ser moda nesta campanha eleitoral que, ao poder instalado não se pode nem se deve questionar. Aliás, já ensinei um responsável politico local de que, quem está no poder não ganha eleições, ou se mantem ou perde, quem ganha será quem não detêm o poder. E, é daqui que resulta o facto de, quem está no poder ser sempre o mais questionado porque é aquele que vai ser julgado pelo voto popular, pelo que fez, ou não fez no mandado.

Logo quem é poder, fica sujeito a maior intensidade das críticas porque as outras candidaturas fazem as suas comparações programáticas, evidenciam os erros e apontam soluções diferentes; outra coisa não faria sentido, pois não creio que uma campanha eleitoral sirva para as oposições fazerem o elogio de quem está no poder. Pode que alguém sonhe que poderia ser assim mas, não é!

Talvez queiram generalizar um caso ou outro, mas a excepção não faz a regra.
Falta talvez, alguma cultura democrática a um ou outro candidato que lidando mal com a crítica parte para a vitimização, para recolher o aplauso fácil, dos seus, mas em todo caso inconsistente, porque ao vitimar-se, pessoaliza a política e entra-se no vazio de ideias. Esta situação agrava-se quando se tem pouco para mostrar aos eleitores, quando esse escrutínio é sobre um vazio apoiado apenas na propaganda institucional do município.

Parece-me pois, ser um dever cívico de todos discutir e falar sem medos, sobre os candidatos e suas equipas, as suas propostas e avaliar quem está no poder e quer continuar. Por mim agradeço a quem tem partilhado os meus textos, ampliando o esclarecimento que se pretende; não me interessam os “gostos” porque sei que há pessoas que o não pode fazer mas, leêm. Só para ser ter uma ideia a média de leitura dos meus textos, ronda as 5000 e um deles está com 8500 neste momento. É obra!

At https://www.facebook.com/ / João Vintém

Câmara de Portalegre vai “ceder” casas a médicos

Hospital Site_H portalegre

A Câmara Municipal de Portalegre vai ceder dez habitações gratuitas a médicos especialistas que queiram vir trabalhar para a região norte alentejana.

A proposta foi apresentada pela Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano à Câmara Municipal de Portalegre e deverá ser assinada já em setembro.

Em declarações a esta estação emissora, Adelaide Teixeira, presidente da Câmara Municipal local, referiu que o objetivo deste incentivo é atrair médicos, sendo que, estes “fazem falta ao nosso hospital e às nossas populações”.

A presidente da autarquia local esclareceu ainda que a câmara vai ceder gratuitamente a casa “mas se o médico sair antes do tempo acordado terá de pagar uma indemnização”.

Além dos incentivos já estipulados pelo governo para atrair médicos para as regiões do interior do país, esta é uma medida que vai permitir fixar clínicos nesta região por mais tempo.

At http://www.radioportalegre.pt/