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António Maio pelos trilhos da serra D’Ossa

António Maio

Vem fazer parte do meu 1º passeio e desfrutar dos fabulosos trilhos da serra D’Ossa, local único para a prática da modalidade que nos une!
Não percas esta oportunidade!

Aceito inscrições através do link:
https://goo.gl/w5AUBn

Aceitam-se também inscrições para acompanhantes!!!
Almoço 10 motas.
Almoço+t-shirt oficial da equipa 15 motas.

Qualquer dúvida dispõe!

At https://www.facebook.com

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Câmara é que organiza a S. Silvestre do Sporting?

O Municipio de Nisa organiza, durante a tradicional quadra natalícia, o programa “Nisa Natal” composto por vários eventos alusivos ao espirito da época, dos quais destacamos:

A partir do dia 11 de Dezembro e até 7 de Janeiro, a pista de gelo natural com 150 metros quadrados, instalada na Praça da República, junto à Biblioteca Municipal;
Dia 13 Dezembro, pelas 10 horas, chegada do Pai Natal junto à Pista de Gelo;
Dia 16 de Dezembro, inauguração do PR9- Trilho da Mina de Ouro do Conhal do Arneiro;
Às 15 horas – Corrida de atletismo – São Silvestre de Nisa;
Durante o fim de semana de 16 e 17 de Dezembro, venda de produtos tradicionais no Posto de Turismo;
De 18 de  Dezembro a 2 de Janeiro, na Biblioteca Municipal de Nisa, Academia de Férias de Natal;
No dia 30 de Dezembro, no Cineteatro, Concerto de Boas Festas, pela Banda da Sociedade Musical Nisense.

À semelhança de anos anteriores, as iluminações natalícias que embelezam algumas artérias da vila de Nisa, com motivos alusivos ao artesanato nisense, irão encantar e fortalecer a identidade das gentes da nossa terra.

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At http://www.cm-nisa.pt/

Próximas 7 maravilhas de Portugal são à mesa

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Quarenta e nove ‘mesas’ das sete regiões portuguesas vão estar a concurso na eleição das 7 Maravilhas à Mesa, iniciativa hoje divulgada e que pretende promover as regiões e o mundo rural através da gastronomia e dos vinhos.

Com organização das 7 Maravilhas de Portugal, a eleição, a decorrer em 2018, será a sétima do género realizada em Portugal para promover patrimónios que marcam a identidade nacional.

De acordo com o presidente das 7 Maravilhas, Luís Segadães, esta será a oportunidade para eleger “alguns dos patrimónios mais apreciados pelos portugueses: a gastronomia associada aos vinhos e a roteiros turísticos”.

“Vamos votar o prazer de estar à mesa e também o prazer de ir para lá, de lá chegar, de lá estar. Trata-se, por isso, de comer, de beber e de andar por roteiros turísticos, desfrutando do melhor que a vida tem para nos oferecer. Queremos harmonizar a gastronomia com os vinhos, mas também com o prazer de percorrer o país, descobrindo os encantos do enoturismo”, explicou Luis Segadães, citado numa nota da organização.

O projeto hoje apresentado em São Lourenço do Barrocal, Reguengos de Monsaraz, e cujas candidaturas abrem na próxima sexta-feira, vai no final de todo o processo cingir-se a uma lista de 49 pré-finalistas, sete de cada região.

Serão depois estas 49 ‘mesas’ pré-finalistas que vão ser votadas pelo público, para eleger as 7 Maravilhas à Mesa, uma por cada região.

As candidaturas a concurso vão ser as ‘mesas’ num conceito alargado que inclui o melhor que cada uma das regiões tem para oferecer, nomeadamente os seus pratos, vinhos, pão, azeite ou queijos, mas igualmente aquilo que pode ser experienciado, como um evento, uma adega, um lagar, um museu ou um percurso pedestre.

Cada candidatura será composta por sete patrimónios à escolha, devendo obrigatoriamente incluir um património das categorias gastronomia; vinhos e azeites; e roteiro turístico.

“Era inevitável que as 7 Maravilhas acabassem por entrar no território dos vinhos, que são fator diferenciador incontornável na promoção de Portugal além-fronteiras, e regressar ao universo da gastronomia, que já elegemos em 2011 e que agora abre todo um novo leque de oportunidades de promoção ao ser aliado aos vinhos e aos roteiros e experiências que tornam a nossa mesa única no mundo”, realçou ainda Luis Segadães.

A edição de 2017 das 7 Maravilhas foi dedicada às aldeias.

At https://www.tsf.pt/

Artigo de opinião: “Portugal hoje: patriotismo de teclado”

rui_tavaresAté este fim-de-semana, eu tinha razão para acreditar que conhecia e estimava bastante o Panteão Nacional. Por coincidência, foi no Panteão Nacional o meu primeiro trabalho de verão pago, como guia turístico, teria eu quinze anos. A primeira lição, dada por um dos guardas do monumento ali mesmo na nave principal de Santa Engrácia, foi esta: “aquilo que vocês estão a ver e que parecem túmulos, não são túmulos, percebem? Chamam-se cenotáfios. São túmulos encenados, vazios. Simbolizam o Camões, o Gama, e outros, mas cada um deles está enterrado num sítio diferente longe daqui. Não se esqueçam disso e não enganem os visitantes.”

Pelo menos desde essa época, o monumento sempre esteve aberto a eventos mais ou menos culturais, mais ou menos festivos, bem como – paradoxalmente para um Panteão Nacional de uma república laica – a missas católicas.

Chega porém a notícia de que houve um jantar da Web Summit em Santa Engrácia, e descubro que todo o meu país conhece a fundo e sempre adorou o Panteão Nacional. A “polémica do dia” – expressão que nunca melhora o dia e jamais enobrece as polémicas – varre as redes sociais. O primeiro-ministro considera o evento “indigno”. O Presidente mostra desagrado. A oposição pede demissões. E nas redes chego a ler, estupefacto, que estamos perante um crime de profanação de cadáver.

Minha gente. Na ala central, onde foi o jantar, não estão – repito, não estão – os restos mortais de ninguém. Noutras salas estão sim, por exemplo, corpos de presidentes e escritores. Porém, se acham que a realização de um banquete sob a cúpula central ofendeu a memória de Amália na sala lateral, por que raio ninguém se lembra de perguntar se as missas também lá celebradas no altar principal ofendem os republicanos Teófilo Braga ou Manuel de Arriaga na outra sala lateral? Se acham que jantar perto do cenotáfio vazio de Camões em Santa Engrácia é escandaloso, por que nunca se escandalizaram quando lá onde está o seu túmulo tido por verdadeiro – nos Jerónimos — se fazem e continuarão a fazer banquetes e eventos?

Não pretendo com estes factos defender a Web Summit pela estética do seu banquete. O que pretendo é atacar a hipocrisia de um debate público, incluindo entre responsáveis políticos, no qual o patriotismo migrou das lapelas para os teclados sempre com a mesma alegre desmemória.

Querem fazer do Panteão sacrossanto? Muito bem. Então lembrem-se que este é o país cuja Assembleia da República aprovou a trasladação de Eusébio para o Panteão um ano após o seu falecimento, mas que ainda não conseguiu para lá levar Aristides de Sousa Mendes quase oitenta anos depois de ele ter salvado milhares de vidas na II.ª Guerra Mundial. Mais: este é o país no qual, se acontecesse a desventura de falecer Cristiano Ronaldo, a AR teria em toda a coerência de levar o CR7 para o Panteão ainda antes de lá pôr um “justo entre as nações” como Aristides. E repetir-se-ia para muitos dos escandalizados de hoje o aplauso geral com que não falharam ontem.

Querem respeitar o simbolismo dos monumentos nacionais? Muito bem. Reparem então, de cada vez que passarem pela Praça do Comércio, espaço central da nossa simbólica de Estado, que a República mais visível que lá encontrarão é a República… da Cerveja. Reparem que um pedaço mesma praça está ocupado por uma coisa chamada o “WC mais sexy do mundo”, concessionado para permanente propaganda de uma marca de papel higiénico (é ao lado do Ministério das Finanças; paga-se 50 cêntimos para usar os urinóis e passam fatura com número de contribuinte, portanto deve estar tudo certo). Isto nunca escandalizou ninguém em Portugal. Perguntem-se se o mesmo aconteceria na Praça de São Pedro, no Louvre ou no Kremlin.

Querem preocupar-se com a desvalorização da memória? Preocupem-se com coisas mais duradouras do que as três horas de um banquete. Este é o país no qual um governo do PSD e do CDS aboliu os feriados da Implantação da República e o da Restauração da Independência para agradar a credores que nem tal coisa tinham pedido. Apenas e só a República e a Restauração da Independência! Coisas de pouca importância para os políticos que tomaram tais decisões, mas que agora pedem demissões por um jantar, numa duplicidade pouco menos do que pornográfica. E que, porém, não escandaliza ninguém.

Tudo isto é, no fundo, o prato do dia. Tão certo como a polémica do dia. Nos outros dias, perguntar-nos-emos porque falha o Estado. Pois olhem, falha também sempre que os cidadãos, opinadores e políticos, à falta de patriotismo informado, optam pelo patriotismo de teclado.

Rui Tavares

At https://www.publico.pt/