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Opinião: “Governadores Civis”

Paulo ValerioE os governadores civis?

Ao longo dos anos, fruto de diversos equívocos e até de algumas más práticas, os governadores civis deixaram que se lhes colasse uma imagem caricatural de corta fitas, que acabou por ditar a sua extinção pelas mãos de Passos Coelho.

Sucede que o papel que desempenhavam, no quadro da representação do governo e, em especial, como responsáveis políticos pela proteção civil, ao nível distrital, não logrou encontrar qualquer substituto à altura.

A articulação local de meios transversais a vários ministérios, no contexto do combate aos incêndios – e não só – só pode ser feita por quem tenha legitimidade política e constitucional para esse efeito. Concitar e cruzar a intervenção simultânea de municípios, hospitais, segurança social, infraestruturas viárias, escolas, polícias, entre outros, é trabalho político que não deveria ser desprezado. E esse problema, em tragédias que não conhecem fronteiras, não se resolveu através da ação, ainda que competente e empenhada, de cada presidente de Câmara, dos CODIS e muito menos – é preciso que se diga – dos presidentes das CCDR.

Claro que não estou a dizer que, com governadores civis, as tragédias recentes teriam sido evitadas. Mas eles desempenhavam, a este nível, um papel que não tem substituto e que o atual momento de reflexão sobre o nosso modelo de proteção civil não deveria negligenciar.

É esperar para ver.

Paulo Valério

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Artigo de opinião: “Quo Vadis”

Elicidio BileAinda não refeitos das consequências dos incêndios do verão, é com pesar que constatamos que o outono trouxe, mais uma vez, o drama dos incêndios, com mais devastação, mais mortes, mais dor e gritos de angústia.

Já 60% dos meios aéreos de combate aos fogos tinham sido dispensados, quando as vagas de calor se mantinham. A meteorologia aconselhava vigilância e prudência, mas quem deveria estar atento, andava distraído. Todos estávamos avisados da passagem do furacão Ophelia, com o efeito de arrastamento de massas de ar quente e seco vindas do Norte de África sobre a Península Ibérica, mas alguém continuou distraído.

Agora, aí estão as consequências dessa distração crónica a que nos habituamos, apesar dos relatórios, das evidências, das promessas de alteração do “status quo” do «Depois disto, nada ficará na mesma…».

O custo de vidas humanas ceifadas, é muito superior ao dos incêndios ocorridos nos anos de 2003 e 2005. Será que podemos confiar nas promessas repetidamente feitas? Porque morrem hoje mais pessoas vitimadas pelos incêndios do que no passado?

Com estas mortes, mais do que a morte das vítimas, morre um pouco da esperança de quem vive no interior do país, triste, envelhecido, desertificado, que as imagens fotográficas e auditivas nos revelam. Morre também um modelo de sociedade que o povo português anseia e merece, assente nos princípios do Bem Comum, do Destino Universal dos Bens, da solidariedade e da subsidiariedade e dos valores fundamentais da vida social: a Verdade, a Liberdade e a Justiça.

Esperamos que, ainda a tempo, o Estado Português, concretamente o Governo do País, possa alterar o Orçamento Geral do Estado, apresentado na Assembleia da República, mas ainda não discutido e votado, por forma a contemplar a reparação dos prejuízos ocorridos, pela distracção a que se sujeitou e pela incúria no acautelar daquilo que era previsível. A Economia que ficou ainda mais debilitada, o património que ardeu, a fauna e a flora desaparecida e, acima de tudo, os bens das pessoas que viram consumidas pelas chamas o resultado de uma vida de trabalho e o teto onde se abrigavam, para além das vidas ceifadas fruto da incúria de quem os devia proteger.

É preciso que cada um faça a sua parte para nos reabilitarmos como Povo e como Nação.

Elicídio Bilé
Presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre – Castelo Branco

Artigo de opinião: “A incompetência e a desertificação do país”

Burning eucalyptus view portugal

Jorge PaivaHá várias dezenas de anos prevíamos e denunciávamos publicamente que estávamos a transformar as nossas montanhas numa pira de óptimo material combustível, a que até um “iluminado” ministro chamou o “petróleo verde” de Portugal. Realmente tem razão; arde tão bem ou melhor do que o petróleo.

Claro que fomos e continuamos a ser vilipendiados e até já houve tentativas de eliminação física por parte de “uma cleptocracia que nos envergonha a todos”, como diz Viriato Soromenho-Marques (Diário de Notícias, 26.07.2017:38). Aliás, neste artigo refere-se que em 2016 foram assassinadas 200 pessoas que lutam pela defesa da terra onde vivem, que é o Globo Terrestre, onde todos estamos “engaiolados”. Este ano ainda não acabou e já houve 98 homicídios deste tipo.

A Humanidade vive, actualmente, numa sociedade de economia de mercado, cuja preocupação predominante é produzir cada vez mais e com maior rapidez, de modo a conseguir-se o máximo lucro, no mais curto espaço de tempo. Por isso é que a plantação do eucalipto foi e é tão incentivada, pois o eucalipto é de crescimento muito rápido e um carvalho (que é nativo) não. O pior é que foi profusa e indiscriminadamente plantado. Sei de um aldeão idoso que, estando já grande sem capacidade física, deixou de cultivar a horta que tem junta à casa que habita e plantou nela eucaliptos. Claro que não há, actualmente, nenhuma instituição capaz de vigiar e controlar estes desmandos. Isso era feito pelos designados Serviços Florestais. Mas os cleptocratas não descansaram enquanto os governantes não acabaram com esses Serviços, onde estavam muitos técnicos que, além de não serem “eucalipteiros”, eram capazes de controlar a plantação indiscriminada e desordenada de eucaliptos. Além disso, esses Serviços tinham vigilantes permanentes na floresta que não só detectavam facilmente os pirómanos, como também controlavam e apagavam de imediato os incêndios, não os deixando propagar de modo incontrolável e devastador.

Há séculos que temos floresta de produção mono-específica (uma só espécie de árvore) com árvores nativas, como são os azinhais e os sobreirais. Sabemos como são altamente rendíveis e não inflamáveis esses montados de azinho e de sobro. Não é por acaso que o sobreiro é a nossa “Árvore Nacional” e não o eucalipto. Mas um sobreiro e uma azinheira, que são carvalhos (Quercus), crescem muito mais lentamente que o eucalipto e isso não interessa às multinacionais, pois estas só se interessam, como já se referiu, pelo máximo lucro, no mais curto espaço de tempo.

Ora, qualquer pessoa minimamente instruída, culta e racional (não “trumpista”) tem conhecimento do que está a acontecer devido ao actual “Aquecimento Global” e que Portugal está a ter verões mais quente e secos. Ora as únicas árvores que temos, capazes de suportarem estas novas condições são, precisamente, os sobreiros e as azinheiras.

É preciso pois repensar a floresta de produção e ordenar as plantações e o país. Mas isto levará muitos anos, pois são árvores de crescimento lento. Porém, isso já foi feito no Ribatejo e Alentejo. Aqueles montados de sobro e azinho demoraram dezenas de anos a formarem-se, mas hoje são rentáveis e sempre com o mesmo número de árvores, pois conforme vão morrendo, vão sendo substituídas por outras.

Claro que isso não interessa a determinadas multinacionais. Por isso já fizeram publicar um comunicado sobre aquilo a que eles chamam “Reforma florestal” em prol do eucalipto. Digo que fizeram publicar porque o dito comunicado foi publicado nos Jornais na rubrica “publicidade”.

Considero vergonhoso que esta cleptocracia não tenha pejo de fazer publicar um comunicado destes numa altura em que ainda o país lamenta a enorme mortandade provocada pelo devastador incêndio de Pedrógão. É igualmente vergonhoso e inqualificável o aproveitamento do número de mortos incinerados, que indivíduos sem o mínimo de escrúpulos utilizam, como argumento político.

Pois, TODOS os Partidos Políticos têm que estar envergonhados com o que acontece TODOS os verões em Portugal. Estes piroverões ocorrem porque Governos sucessivos deixaram transformar as nossas montanhas numa floresta incandescente, que designo por “ignisilva” e agora TODOS esses Partidos deviam reunir-se e acordarem com a metodologia para passarmos a ter uma floresta rentável, não incandescente e de manutenção caríssima como é a actual. Toda a gente sabe que a floresta que temos é extraordinariamente onerosa para o Estado, pois basta saber quanto custa anualmente o combate aos fogos florestais, não contabilizando o prejuízo do lenho ardido e da desertificação das montanhas, cujo solo é arrastado pelas chuvadas dos invernos seguintes, transformando-as em desertos com enormes pedregulhos a descoberto.

É lamentável que os deputados de TODOS os Partidos Políticos se entretenham a vociferarem uns contra os outros, em vez de tentarem resolver os grandes problemas deste país.

Jorge Paiva. Biólogo
jaropa@bot.uc.pt

At http://knowledgebase.mediterraneangardeningportugal.org/

ACP vai ajudar o Gavião a renovar a floresta

Por uma Baja Portalegre 500 mais limpa!
Ação Ambiental com Plantação de árvores no Gavião

Na próxima Quarta-feira, dia 18 de outubro pelas 11h00, a Câmara Municipal de Gavião com a colaboração do Automóvel Club de Portugal (ACP) vai realizar uma ação ambiental de plantação de árvores, numa zona que foi recentemente devastada pelos incêndios que assolaram o país.

Uma iniciativa que tem também como intuito compensar a pegada ecológica e contribuir para a redução do aquecimento global.

Vão participar nesta plantação de árvores diversos pilotos e equipas que vai contar ainda com a ajuda muito especial de 30 crianças do Pré-Escolar.

Nesta ação serão ainda abordados temas como a Segurança dos Espetadores e Responsabilidade Ambiental.

Sob o lema “Por uma Baja mais limpa!” o ACP pretende sensibilizar todos para que deixem as ZEs limpas. O lixo deverá ser colocado em sacos e estes em contentores que serão disponibilizados para o efeito.

De destacar que o ACP recebeu, recentemente, o galardão FIA Achievement of Excellence pelo planeamento e desempenho em termos de práticas ambientais de excelência no WRC Vodafone Rally de Portugal 2017, às quais pretende dar continuidade na Baja Portalegre 500.

Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno

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Envelhecimento desce em “algum” Alentejo

Indice mapa

Oito municípios da região Alentejo apresentam um decréscimo do índice de envelhecimento da população, segundo o 5º Retrato Territorial de Portugal, apresentado esta semana pelo Instituto Nacional de estatística (INE).

Segundo a publicação bienal, entre 2011 e 2016, o índice aumentou em 283 dos 308 municípios do país, com exceção de oito municípios localizados no Alentejo, dois cada no Interior Norte, Algarve, e Região Autónoma dos Açores, e também o município de Lisboa.

Relativamente à região Alentejo, no distrito de Portalegre, Gavião, Alter-do-Chão e Monforte, foram os municípios em que o índice de envelhecimento desceu, sendo os restantes localizados no distrito de Beja – Barrancos, Vidigueira, Cuba, Alvito e Ferreira do Alentejo.

Apesar destes dados, existe um contraste de densidade populacional entre as áreas predominantemente urbanas do litoral e rurais, sendo inferior na última em cerca de 19 vezes, mantendo-se a tendência de envelhecimento populacional nas regiões rurais, nomeadamente em sub-regiões Beira Baixa e Terras de Trás-os-Montes.

Entre o período em estudo, a região Alentejo apresentou um índice de envelhecimento superior à média nacional, com 195 idosos por cada 100 jovens (média nacional – 150,9 por 100), sendo que em 2016 a faixa interior do Alto Alentejo e das regiões Norte e Centro apresentavam os municípios mais envelhecidos.

At http://www.radiocampanario.com/

Câmara de Campo Maior “derruba” casas ilegais

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Uma acção de demolição de barracas e anexos decorreu na manhã de quarta-feira, 11 de Outubro, no Bairro de São Sebastião, em Campo Maior.

Segundo o “Linhas” apurou no local, os trabalhos permitiram ‘deitar abaixo’ oito barracas e anexos que haviam sido edificados ilegalmente no bairro, o qual, recorde-se, foi construído de raiz para responder às necessidades da comunidade cigana que habitava nas muralhas da vila.

At https://www.linhasdeelvas.pt/

Projecto “Oficina da Música” retoma em Elvas

Começou hoje a continuação do projecto anterior, Oficina da Música, pela Associação Sílaba Dinâmica, presidida pelo meu caro amigo Luis Romão. Um projeto que visa integrar crianças da comunidade cigana na sociedade e que tem o apoio do Alto Comissariado para as Migrações do Governo Português.

Nada me deixa mais orgulhoso que abraçar de novo este projeto e ter mais uma vez a confiança do Presidente da Associação Sílaba Dinâmica de Elvas. Um projeto que requer muito trabalho, mas a verdade é que sem trabalho a obra não nasce, e já demos provas disso mesmo, que a obra nasceu e continua bem viva para mostrar à sociedade que não pode haver descriminação racial.

Obrigado Luís, obrigado por confiares mais uma vez em mim e no meu trabalho.

Deixo-vos aqui um pequeno vídeo que mostra o arranque deste projeto enquanto aguardávamos pelas crianças.

Um vídeo com o já conhecido, José Lito Maia. “Vamos embora para Barbacena”.

Todos diferentes, todos iguais!

Um abraço amigo,

Mário Gonçalves

Opinião: “Apropriação de lugares”

GastãoNas “práticas antigas nas escolhas dos lugares” [Vitrúvio; pp.44], a apropriação dos lugares devia ser precedida pela compreensão destes e das suas características próprias. Era imprescindível, por exemplo, a análise dos fígados de animais e, “se à primeira vista surgiam lívidos e adulterados, imolavam outros para tirar dúvidas”; aferida a sua ligação à boa qualidade da água e ao pasto e o bom estado destes recursos naturais e a salubridade dos terrenos, poderiam então erigir as fortificações e as cidades no seu interior. Outros fatores são igualmente importantes e condicionam a devida implantação das ruas e edificações em função da insolação e da direção dos ventos…essenciais para a apropriação dos lugares a melhor salubridade para a instalação da vida humana… 

Lembrei-me deste texto enquanto visitava no sábado o Mercado de Estremoz, como a experiência do lugar, as pessoas, o tempo… são muito mais que a sua planificação. Bem acompanhado aliás, e entre cor, movimentos e cheiros deixo-me ir. Provei a convite numa mesa de enchidos assegurando a especialista que o paio-esse ficou em casa “despertando-me os sentidos”…

Gastão Rodrigues

At https://www.facebook.com/

Opinião: “A gente”

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O melhor de uma qualquer localidade são as pessoas, a sua GENTE. Infelizmente, muitas vezes, para além da inexistência de estruturas, da incapacidade dos políticos ou da falta de civismo, há um atraso atávico que radica na falta de cultura ou na ignorância. A Escola deveria ter eliminado este atraso estrutural, que foi agravado pela alteração do papel das famílias, mas não o conseguiu. Aqui está um factor de subdesenvolvimento em que todos devíamos pensar, relevando as diferenças ideológicas em que alguns se entrincheiram e que leva, muitas vezes, à incapacidade do exercício do espírito crítico, quando não ao sectarismo e fanatismo.

Nota final e ainda a tempo:
Confirmando a importância do que somos, destaque para os títulos do suplemento do jornal Público, Fugas: “Um delicioso Branco da serra de S.Mamede”, a propósito do Terrenus Reserva Vinhas Velhas Branco 2015, classificado com 92 pontos numa escala de 0 a 100, para o Terrenus Vinha da Serra 2015, 90 pontos e para o Athayde de Grande Escolha Tinto 2013, Montargil, 88 pontos – este, em particular, dá-me o prazer de não só ser um grande vinho como de ter acompanhado a ideia e o(s) seu(s) mentores.
Com GENTE desta, com estes PRODUTOS, nunca estaremos condenados à irrelevância, mesmo quando não se compreende a importância desta fileira bem como de outras, cuja valia se sobrepõe à espuma dos dias, aos ciclos eleitorais ou à vacuidade de ideias e projectos.

Jorge Mangerona

At Facebook

Opinião: “Tomar posições”

Ester 12063310_10208008284833749_2693532619088314756_nSei que sou abençoada por tudo nesta vida, e agradeço todos os dias! Pelos que me rodeiam, pelo calo que fui ganhando em mais de metade da minha vida a lidar com situações destas, sou mesmo afortunada.

Isto de tomar posições é tramado, sempre as tomei, seja pela família, seja por amizade pura (que nestas alturas há quem não entenda que se pode ter amizades com várias cores políticas), seja por convicções, fica-se sempre nos cornos do touro, e de repente nasce todo um mundo de anti corpos grátis! E isto que não ganho nada com a tomada das mesmas, a não ser estar bem comigo mesma, fazer o que acho que tem que ser feito. E ainda bem! De outra forma, não se conheceria tão bem as pessoas, com o bom e mau que isso acarreta. No dia-a-dia, festas e copos, somos todos o máximo, já em situações limite… Há quem diga que nestas alturas as pessoas ficam fora de si, eu cá acho que nestas alturas é que se conhece a verdadeira essência de cada um.

Pessoas há que não sabem separar as coisas, e quem não sabe, pouco vale.. Normalmente são pessoas sem carácter, e ter carácter dá trabalho, ter coluna vertebral é do caraças! Destes não gosto mesmo nada, os falsos simpáticos, os vira-casacas, os ordinários, os que passam por entre os pingos da chuva á espera de ver para onde vai o vento, os que têm necessidade de inventar mentir e denegrir para auto promoção, á falta de melhores argumentos. Vidas sem sal. Quem “veste” a minha pele, sabe bem do que falo.

Podia agora enunciar agora a teoria da evolução de Darwin, ou apenas a frase “Dios los cria, ellos se juntan”.. mas não me vou alongar mais.

Eu tenho a sorte De 4 em 4 anos experimentar um género de purga, uma higienização, um processo de desinfestação de tudo o que não interessa, ou seja, fico mais leve e mais saudável!

Por tudo isto, obrigada pela auto selecção, sozinhos, auto excluem-se dos meus círculos, e ainda bem, de outra forma nunca conheceria bem as pessoas, ou levaria mais tempo a chegar lá, e paciência não é o meu forte.

Não sou melhor que muitos, mas que destes reles, ah claro que sou! Isto de estar bem com a consciência, é do melhor que há (para quem a tem claro), ou então estou fora de moda 😂😉

Ester Tereno

(Barrancos)

At https://www.facebook.com/