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Volta a Portugal passa em Nisa Sábado??? E no resto do Alentejo?

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3ª etapa da 81ª Volta a Portugal em bicicleta vai ligar as cidades de Santarém Castelo Branco e terá passagem por Barquinha, Constância, Abrantes, Mação e Gavião no dia 3 de agosto.

A etapa começa em Santarém às 12:35 e se o pelotão fizer uma média de 38 kms por hora deverão passar por Alpiarça, Chamusca (13:14), Ponte da Chamusca para Golegã (13:24), Riachos (13:34), Entroncamento (13:48), Barquinha (13:50), Tancos (13:58), Ponte sobre o Zêzere em Constância (14:08), Rio de Moinhos (14:23), meta volante em Abrantes junto ao RAME (14:28) Abrantes – Rotunda do Olival (14:31), Mouriscas (14:46), Penhascoso – prémio Montanha 4ª categoria (15:01), Mação – junto à escola (15:10), Belver (15:33), Gavião – prémio de montanha de 3ª categoria (15:41) seguindo depois para Nisa em direção a Castelo Branco onde a etapa termina por volta das 17:41. Os ciclistas vão a 3 de agosto percorrer 194,1 kms pelas estradas nacionais, percorrendo grande parte da EN Nº 3.

Opinião: “Autarquias, Quintas e Hortas”

Santana 10537103_346138475537062_4431220928287954909_nBasta passar os olhos pela comunicação social escrita e falada e pelos debates televisivos para constatar que apenas existem duas autarquias em Portugal: a Região Metropolitana de Lisboa e a Região Metropolitana Porto. O resto são pequenas quintas e hortas que apenas interessam aos respectivos donos.

Mesmo os líderes de Lisboa, quando passam pelas hortas por dever de ofício e de fugida, apenas falam de Lisboa. E não deixa de ser revoltante assistir à sabujice dos hortelãos perante os senhores de Lisboa, gratos pelas pequenas ajudas que recebem da capital para ajeitar a horta.

Se percorremos Portugal de norte a sul pelo interior do país, as aldeias e vilas estão num brinco: zonas ribeirinhas, polidesportivos, piscinas, estádios, rotundas, esgotos e passeios. Não falta nada, excepto as pessoas. A leste da A1 mais de 60% da população está reformada e a restante é, em regra, gente pouco qualificada e pouca ambiciosa que vive à conta das autarquias, do rendimento de inserção social ou da reforma dos pais, naquela típica economia de subsistência que caracterizam as hortas.

Tenho alguma estima por alguns políticos-hortelãos que cuidam da sua horta com todo o carinho e toda a dedicação. Só que depois vem o fogo e varre-lhes a horta do mapa.

E qual a solução que os senhores de Lisboa perspectivam para inverter esta situação e repovoar território? Seguir o exemplo dos países europeus e deslocalizar para o interior do território serviços centrais da Administração Pública e órgãos do Estado? Isso é que era bom! A solução é destinar o interior do país aos refugiados, ciganos e todos aqueles que vivem do rendimento de reinserção social. Ou seja, segundo os senhores de Lisboa, a solução é fazer do Alentejo e do Interior-Norte a Faixa de Gaza, enquanto na Cidade Lisboa-Porto fica a viver o povo escolhido por Deus.

Para mim, já chega! Como disse em 2012, não voltarei a votar, enquanto a Assembleia da República não for deslocalizada para uma aldeia, vila ou cidade a leste da A1. Neste momento, “votar” é validar um sistema político corrupto que reduziu Portugal à estreita faixa litoral Lisboa-Porto e que retirou qualquer relevância ao voto dos residentes no Interior-Norte e no Alentejo.

Só o boicote a todos os actos eleitorais por parte dos residentes no Alentejo e no Interior-Norte tem hoje capacidade para denunciar e alertar o mundo para a nossa situação e obrigar Lisboa a levar a cabo as reformas necessárias para equilibrar o território. Tenho a consciência da dificuldade de uma tomada de posição colectiva desta natureza por parte de um povo que se habituou a viver de cócoras e de mão estendida a Lisboa. Mas não há outra alternativa! Até porque não é com velhos de 60 ou 70 anos que se consegue formar um exército para declarar guerra a Lisboa.

Santana-Maia Leonardo

At https://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/

Artigo de opinião: “Os caprichos do PAN”

alexandra.duarteA Câmara de Lisboa, num acesso de criatividade inaudita, deu instruções para que fosse tapado o símbolo da praça de touros. Sem justificação aparente, a não ser piscar o olho ao PAN.

Começo por escrever que não tenho uma opinião formada sobre as touradas, por mais que reflita sobre o tema e atente nos argumentos a favor e nos que são vincadamente contra. Definitivamente, tenho dificuldades em escolher em qual dos lados da barricada me sinto mais enquadrada. Não me revejo nas manifestações a favor das touradas nem tão-pouco nos movimentos antitouradas que tanto alarido fazem na comunicação social.

Se, por um lado, temos uma tradição que é característica em vários pontos geográficos do nosso país (Barrancos, Fronteira, Azambuja, Coruche, Montijo, Évora, Graciosa, Angra do Heroísmo..) e com muitos aficionados, sendo parte integrante e enriquecedora da nossa cultura, por outro lado temos um animal que, apesar de ser criado especificamente para a arte do toureio, o touro bravo, demonstra sofrimento quando se encontra nos seus momentos finais, em plena arena.

Por ano realizam-se entre 200 e 250 corridas de touros para cerca de meio milhão de aficionados. As festas bravas sucedem-se por esse país fora, dando cor e animação às várias localidades que as acolhem, contribuindo para a atividade económica destes locais e para a sua programação cultural.

Em Portugal, à semelhança do que acontece em França e em Espanha, vários concelhos declararam esta atividade como Património Imaterial e Cultural, apesar de alguns concelhos se terem manifestado veementemente contra as touradas, chegando mesmo a interditar a sua realização. Não foi este o caso de Lisboa, pelo menos até aos dias de hoje.

O que me leva a escrever este artigo de opinião é a atitude incongruente da Câmara Municipal de Lisboa que, num acesso de criatividade inaudita, deu instruções para que fosse tapado o símbolo da praça de touros que surge à frente da indicação para o Campo Pequeno, na sinalética da cidade.

Esta medida causa alguma estupefação, já que o seu enquadramento não é claro nem se percebe a sua origem, uma vez que não foi decidido em reunião de câmara nem houve um debate sobre esta iniciativa e posterior votação.

Numa cidade com tantas preocupações ainda em cima da mesa, despender energias e tempo com estas picuinhices faz-me pensar que o governo municipal está sem rumo ou a perder o norte. Mais, que está a tentar agradar aos 3% de eleitores que votaram no PAN, nas últimas eleições autárquicas, sem ter em conta a vontade dos restantes munícipes, para quem, na sua maioria, esta questão nunca surgiu na lista de prioridades.

Não há registo de Lisboa se ter tornado uma cidade que condena as touradas. Durante este mandato, que se iniciou em 2017, os lisboetas não manifestaram uma vontade inequívoca de eliminar qualquer vestígio da existência deste espetáculo na cidade.

A decisão deste executivo é, no mínimo, ridícula e sem sentido. Um dia vamos acordar e descobrir que os animais do Jardim Zoológico de Lisboa foram soltos durante a noite para regressarem às suas origens, tal e qual como no filme Madagáscar. Sem justificação aparente, a não ser de piscar o olho ao PAN e importar para a agenda socialista temas de partidos limítrofes e radicais.

Não é tarde para pedir ao executivo municipal que clarifique a sua posição no que se refere a touradas, a investimento para a manutenção do Jardim Zoológico, à sinalética que inclui um elefante ou qualquer outro animal, se podemos ficar sossegados quanto ao Oceanário e ambicionarmos levar lá os nossos netos, e a outras preocupações associadas ao bem-estar animal.

Em Lisboa, muito há a fazer pelo bem-estar animal, começando por grupos específicos como os cães, os gatos, os pombos, antes de dispersar para alvos mediáticos e que pouco ou nada influem na vida quotidiana dos lisboetas. A não ser que a cidade, à semelhança do que se vai passando no país, comece a ter a agenda do PAN e do BE, relegando para segundo plano intervenções estruturais e muito mais urgentes do que esta satisfação de caprichos dos partidos minoritários.

Alexandra Duarte

At https://ionline.sapo.pt/

Opinião: “Em Portalegre, Cidade… Cidade???!!!…

Santana Maia 26908122_964361603714743_8610297635254891908_nO centralismo exacerbado do Portugal de Salazar sempre foi uma das características mais sublinhadas e criticadas pelos democratas de Abril. No tempo do fascismo, Portugal era Lisboa e o resto era paisagem. Diziam eles.

No entanto, nesse tempo de servidão, se alguém entrasse num café em Portalegre e perguntasse a um portalegrense qual era o seu clube, a resposta era: Estrela ou Desportivo. Hoje se lá entrar e fizer a mesma pergunta, a resposta é: Benfica ou Sporting.

Até Marcelo Rebelo de Sousa, para vir celebrar o 10 de Junho a Portalegre, precisou de trazer atrelado de Lisboa um intelectual alfacinha nascido em Portalegre por não reconhecer, em qualquer residente do distrito, nível suficiente para ler um simples discurso. Lá vão os tempos em que Portalegre tinha indivíduos do gabarito de José Régio… Hoje, se José Régio fosse vivo, tinha de leccionar em Lisboa, sob pena de não ser reconhecido nem em Portalegre.

Ou seja, a putativa descentralização autárquica implementada pelos democratas portugueses, em vez de contribuir para uma maior coesão territorial, não só ainda reforçou mais o centralismo do poder de Lisboa como provocou o esvaziamento do interior do país. No tempo de Salazar, Lisboa tinha o poder. Agora tem o poder e as pessoas.

Com o 25 de Abril, os autarcas, para gáudio dos nativos, passaram a defender a sua “terrinha” acima de tudo. O problema é que há duas terrinhas muito maiores do que as deles e, quando as terrinhas entram em concorrência e competição, sucede-lhes o mesmo que sucedeu ao Estrela e ao Desportivo: desapareceram do mapa, ficando apenas o Benfica e o Sporting, ou seja, Lisboa.

Como dizia Gonçalo Ribeiro Telles, Portugal é, hoje, a cidade Lisboa-Porto. A A1 é a verdadeira fronteira de Portugal. E essas reformas que se avizinham e que são defendidas pelos políticos da cidade Lisboa-Porto, como é o caso dos círculos uninominais e da Regionalização, ainda irão vincar mais as assimetrias. Os círculos uninominais e a Regionalização só são defensáveis em países com grande coesão territorial, caso contrário ainda aceleram mais o processo de desertificação.

Mas o interior, infelizmente, já está conformado com isto e, em boa verdade, não quer que nada mude. E porquê? Porque as elites e a classe média que reside no interior já tem os filhos a residir em Lisboa e, como tal, já está mais preocupada com o Benfica e o Sporting do que com o Estrela ou o Desportivo.

Quem tem pernas e dois dedos de testa vai estudar para Lisboa e já não regressa. Aqui só ficam os chaparros e os sobreiros velhos como eu, que até já dou pouca cortiça. É, aliás, assim que nos veêm e falam de nós quem reside na cidade Lisboa-Porto. Hoje, um alentejano ou um transmontano respeitado é um alfacinha com muito orgulho nas suas raízes alentejanas ou transmontanas, mas que não reside, nem quer residir em Portalegre ou Bragança. Tá quieto!

E, se virmos bem, também é assim que pensa a maioria dos portalegrenses e dos alentejanos. “Para viveres aqui, é porque não deves ser grande coisa. Caso contrário, vivias em Lisboa…” E o pior de tudo é que, provavelmente, têm razão.

Santana-Maia Leonardo

At https://www.facebook.com/

Projecto “Recrutas de palmo e meio” regressa

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Nos dias 25 e 26 de julho, a Escola da Guarda, através do Centro de Formação de Portalegre, realiza mais uma edição do projeto “Recrutas de Palmo e Meio”, no qual irão participar 40 crianças e jovens da União de Freguesias de Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso, com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos.

O projeto consiste numa demonstração e participação, devidamente adaptada, na Formação Geral Militar do Curso de Formação de Guardas, proporcionando um conjunto de experiências relacionadas com a vivência na Guarda Nacional Republicana, contribuindo assim para um conhecimento mais profundo da Instituição, bem como para enriquecimento moral e cívico dos participantes, enquanto cidadãos.

Esta iniciativa decorre desde 2015 e efetua uma abordagem a várias matérias do foro militar, das quais se destacam:

  • Ordem Unida – movimentos básicos de ordem unida;
  • Técnica Individual de Combate – sinais de combate, camuflagem e disciplina de ruídos e brilhos;
  • Topografia – técnicas de orientação por processos expeditos e realização de circuito prático;
  • Luta e Defesa Pessoal;
  • Educação Física e Desportos – jogos coletivos e treino em circuito;
  • Saúde e Socorrismo – conceitos gerais de primeiros-socorros.

At https://www.gnr.pt/

Comemorações da Batalha de Ourique

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Batalha de Ourique desenrolou-se muito provavelmente nos campos de Ourique, no atual Baixo Alentejo(sul de Portugal), mais precisamente em Castro Verde, em 25 de Julho de 1139 — significativamente, de acordo com a tradição, no dia do provável aniversário D. Afonso Henriques e de São Tiago, que a lenda popular tinha tornado patrono da luta contra os mouros; um dos nomes populares do santo, era precisamente “Matamouros“.

Foi travada numa das incursões que os cristãos faziam em terra de mouros para apreenderem gado, escravos e outros despojos. Nela se defrontaram as tropas cristãs, comandadas por D. Afonso Henriques, e as muçulmanas, em número bastante maior.

Inesperadamente, um exército mouro saiu-lhes ao encontro e, apesar da inferioridade numérica, os cristãos venceram. A vitória cristã foi tamanha que D. Afonso Henriques resolveu autoproclamar-se Rei de Portugal(ou foi aclamado pelas suas tropas ainda no campo de batalha), tendo a sua chancelaria começado a usar a intitulação Rex Portugallensis (Rei dos Portucalenses ou Rei dos Portugueses) a partir 1140 — tornando-o rei de facto, sendo o título de jure (e a independência de Portugal) reconhecido pelo rei de Leão em 1143 mediante o Tratado de Zamora e, posteriormente o reconhecimento formal pela Santa Sé em Maio de 1179, através da bula Manifestis probatum, do Papa Alexandre III.

A primeira referência conhecida ao milagre ligado a esta batalha é do século XIV, depois da batalha. Ourique serve, a partir daí, de argumento político para justificar a independência do Reino de Portugal: a intervenção pessoal de Deus era a prova da existência de um Portugal independente por vontade divina e, portanto, eterna.

At https://pt.wikipedia.org/

Filme “Raiva”, hoje, em Badajoz

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Cinco curtas-metragens portuguesas competem no 25.º Festival Ibérico de Cinema (FIC), em cuja abertura, em Badajoz (Espanha), na segunda-feira, vai ser exibido o filme português “Raiva”, do realizador Sérgio Tréfaut, foi hoje revelado.

O festival abre na segunda-feira e prolonga-se até ao dia 20 deste mês, decorrendo em Badajoz, mas também nas localidades de Olivença e San Vicente de Alcántara, explicou hoje a delegação em Lisboa da Junta da Extremadura expanhola.

A abertura do certame, às 22:30 de segunda-feira, no terraço do Teatro López de Ayala, em Badajoz, fica marcada pela exibição da longa-metragem de ficção “assinada” por Tréfaut.

Numa adaptação de “Seara de Vento”, livro escrito por Manuel da Fonseca, “Raiva” conta “uma tragédia” ocorrida nos campos do “Alentejo, em 1950”, resumiu a delegação do governo regional da Extremadura.

“A injustiça é retratada em ‘Raiva’ como um ciclo que se repete, e continuará sempre a repetir-se através de novas formas, embora toda a vida se lute contra ela”, segundo explica o diretor do filme, que escolheu adaptar este livro emblemático no Alentejo a um neorrealismo português clássico”, frisou a mesma entidade.

A longa-metragem, da mesma forma que o livro, “fala do abismo entre pobres e ricos, mas no filme os mortos apenas são mortos, não são heróis, nem símbolos”, acrescentou a delegação da Junta da Extremadura, evocando os diversos prémios conquistados pelo filme, que vai contar, na exibição no Festival Ibérico de Cinema, com a presença de Hugo Bentes, o protagonista.

Quanto à Secção Oficial do FIC, cinco curtas-metragens portuguesas competem com outros 22 trabalhos de realizadores espanhóis, numa edição em que se inscreveram 450 curtas-metragens, das quais 25 foram provenientes de Portugal.

“Equinócio”, de Ivo M. Ferreira, “Nevoeiro”, de Daniel Veloso, “Por Tua Testemunha”, de João Pupo, “Rio entre as Montanhas”, de José Magro, e “Sleepwalk”, de Filipe Melo são os filmes portugueses a concurso.

O certame, que “mostra o cinema mais representativo que se realiza na Península Ibérica”, coloca “o foco na curta-metragem como protagonista” deste 25.º aniversário, destacou a organização.

“A qualidade continua a ser a marca de identidade do FIC, que se tornou numa referência para os realizadores do mundo do cinema. O comité selecionador destaca de forma particular o elevado nível dos realizadores portugueses”, realçaram também os promotores.

O total de 27 “curtas” em competição na Secção Oficial aspira ao Prémio Onofre à Melhor Curta-metragem, com um valor de 3.000 euros, assim como aos Prémios do Público de Badajoz, Olivença e San Vicente de Alcántara, dotados com 800 euros cada um, entre outros galardões em disputa.

O 25.º FIC é patrocinado pelo Governo Regional da Extremadura, Diputación de Badajoz, Consórcio do Teatro López de Ayala, Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças e municípios das cidades envolvidas, assim como por outras entidades.

At https://mag.sapo.pt/