“A Frenda, com os povos da Raia”

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El día 03 de Noviembre, en la Biblioteca Pública Municipal de Valencia de Alcántara, a las 18h, la Asociación La Frenda de Santiago de Alcántara desarrollará el proyecto “La Frenda con los pueblos de la Raya. A Frenda com os Povos da” Raya”.

At https://www.facebook.com/Asociación para el Desarrollo de la Sierra de San Pedro-Los Baldíos

Montargil agracia Machado Caetano

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O Professor Doutor Machado Caetano nasceu em Vale de Vargo, no concelho de Serpa, a 5 de setembro de 1935. Com apenas três anos, rumou com a família para Évora, onde passou a infância e a adolescência e fez os seus estudos primários e liceais. Terminado o curso liceal, foi para Lisboa estudar Medicina. Foi o melhor aluno do seu curso, que concluiu em 1960.

Artigo de opinião: “Bateu certo”

Marco AntónioEntrámos num novo ciclo. O Partido Socialista e os dissidentes do PPD/PSD e do PP/CDS são os grandes vencedores destas eleições, estes últimos porque se conseguem eleger por instituições próprias. Sim, é preciso ter em atenção que os recentes partidos de direita (não de extrema) Iniciativa liberal, Chega e Aliança, juntos, tiveram mais votos que o PAN. Estes que cantam uma vitória com 4 deputados em 230, completamente absurda. Também com a ajuda dos do costume.

Resultante de uma estratégia correcta, ou não fosse António Costa o comandante, o PS teve a maioria que se esperava, com a vitória nas eleições, algo que não ocorreu há 4 anos. Uma vitória sólida que, ainda assim, afasta a possibilidade de (co)ligação ao PAN, para o bem comum dos mortais.

A maior vitória percentual volta a ser para o distrito de Portalegre, dando seguimento à aposta que tem vindo a ser feita pela Federação do PS na imagem dos Presidentes de Câmara, em detrimento dos Presidentes de Concelhia. Ricardo Pinheiro foi extraordinariamente bem escolhido para este combate, e a sua eleição é mais do que justa. Júlio Miranda Calha deixa de ter a bandeira de ser o Deputado mais antigo da nação presente na Assembleia da República, e perde-se também a presença já habitual de Heloísa Apolónia pelos Verdes, e ao lado do Partido Comunista.

Rui Rio tem razão no que diz nas suas reacções, disparando para o sítio certo. O partido ou se quer social democrata, ou os militantes terão que procurar um dos novos partidos liberais de direita, ou mudam finalmente o nome do partido. Santana Lopes estatelou-se ao comprido, aguardando-se por isso, e com expectativa, a tendência das políticas dos próximos anos.

Entretanto, todos sabemos que os velhacos do Bloco de Esquerda “dão o cú e 8 tostões” para terem protagonismo, enquanto Jerónimo de Sousa quer culpar a “Geringonça” pelos resultados obtidos, não compreendendo que ele, sim, é que já está a mais.

A arrogância e prepotência do PP/CDS, mais concretamente da sua presidente (e tanta gente boa que lá tem), resultou no que se viu, o que terá levado também à saída prévia de alguns dos seus grandes seguidores, veja-se o resultado de Pedro Pinto em Beja e do mesmo Chega no distrito de Portalegre, o partido da ruptura com o sistema, à frente do PAN. E que se saiba, o único partido assumidamente de extrema-direita em Portugal é o PNR, que teve menos de metade dos votos do PCTP/MRPP a nível nacional. E, já agora, para que é que serve o Partido Trabalhista?

Vamos esperar um bom mandato, comandado por um partido que pede dirigentes que conheçam a sua história (ou, senão, sejam corridos) e tenham humildade para reconhecer quem lhes deu, instituições e militantes, e dá força, e que seja dada a devida dignidade a quem trabalha. Chega de aumentos de salários mínimos, em prejuízo do aumento dos salários médios, também da classe média. O foco deverá ser nos trabalhadores. É o que se pede a um partido de esquerda.

Partem daqui os votos de um excelente mandato para o Luís Testa e o Ricardo Pinheiro, que garantidamente irão estar na defesa dos interesses do distrito, esse que quer rapidamente o Pisão e um acesso rodoviário e ferroviário digno à sua capital. Isso será o mínimo.

Marco Oliveira

At https://www.linhasdeelvas.pt/

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Artigo de opinião: “Os palhaços e os filhos da puta”

Santana 10537103_346138475537062_4431220928287954909_nRamada Curto foi um advogado e jornalista bastante popular do meio teatral e jornalístico lisboeta da primeira metade do século XX, tendo intervindo nalguns dos processos-crime mais célebres do seu tempo.

Uma das suas histórias judiciais que ficaram célebres teve a ver com a defesa de um arguido acusado de chamar “filho da puta” ao ofendido, expressão que, na altura, era considerada altamente ofensiva. Nas suas alegações, Ramada Curto começou por chamar a atenção do juiz para o facto de, muitas vezes, se utilizar essa expressão em termos elogiosos (“Ganda filho da puta, é o melhor de todos”) ou carinhosos (“Dá cá um abraço, meu grande filho da puta!”), tendo concluído as suas alegações da seguinte forma: “E até aposto que, neste momento, V. Ex.ª está a pensar o seguinte: “Olhem lá do que este filho da puta não se havia de ter lembrado só para safar o seu cliente!…”.

Chegada a hora de sentença, o juiz vira-se para o réu e diz: “O senhor vai absolvido, mas bem pode agradecer ao filho da puta do seu advogado”.

Isto vem a propósito de recente afirmação de Miguel Sousa Tavares, que fez a capa do Jornal de Negócios, de que nós já teríamos um palhaço que se chamava Cavaco Silva. O que tu foste dizer?!… Em Portugal, os nossos políticos são todos muito susceptíveis e o povo muito reverente. Em Portugal, um político pode arruinar uma autarquia ou um país, enriquecer os amigos e a família e lançar o povo na miséria, destruir lares, famílias e vidas, que não lhe acontece nada. Mas, se alguém chama “palhaço” a um político, tem logo o procurador e a polícia à perna.

Eu até compreendo que certos políticos não gostem que lhes chamem “palhaços”, porque, efectivamente, os únicos e verdadeiros palhaços nesta história não são os eleitos mas quem os elegeu. Com efeito, por muito que nos custe reconhecer, os palhaços somos nós, o povo eleitor, que, durante os últimos vinte anos, temos eleito e sido governados pelos ofendidos da história de Ramada Curto.

Santana-Maia Leonardo

28-05-2013

At https://www.publico.pt/

‘A Portuguesa’, foguetes e discursos inflamados. Como foi a campanha em 1911?

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Com bandas filarmónicas, foguetes e discursos inflamados: a primeira campanha eleitoral da República decorreu em 1911 mas já tinha muitas das características das atuais.

No dia 22 de maio de 1911, a localidade de Nisa, no Alentejo, recebeu um comício do Partido Republicano.

As eleições – as primeiras eleições legislativas da República – realizar-se-iam daí a menos de uma semana e Balthazar Teixeira, o deputado proclamado por aquele círculo, foi falar com a população sobre a importância do ato eleitoral. As personalidades locais esperavam-no à entrada da povoação e seguiram todos juntos em cortejo, pela rua, acompanhados pela filarmónica que tocava o hino da Maria da Fonte, como contava o Diário de Notícias do dia seguinte. “Chegados ao município, cujas janelas ostentavam riquíssimas colchas e em uma das quais estava arvorada a bandeira nacional, foram levantadas muitas vivas à República.” Seguiram-se os discursos. (…)

At https://www.dn.pt/