Arquivo de etiquetas: Ordenamento

Presidente da Câmara de Constância não quer o traçado A23-Ponte de Sor

constancia 92a4a4c3853714e8fc7adc454c3ed392

O presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira (PS), defendeu hoje um novo traçado para a ponte sobre o Tejo, a construir no âmbito da conclusão do IC9, de ligação a Ponte de Sôr. O autarca afirmou rejeitar o traçado inscrito no Plano Rodoviário Nacional 2000, que previa a ligação sobre o Tejo entre Abrançalha e Tramagal, no concelho de Abrantes, e defendeu a realização de “novos estudos, nova localização e novo projeto”.

“O que defendemos é que esta não é uma questão fechada, as coisas alteraram-se [relativamente aos estudos e traçado desenhado e inscrito em PRN] e o que entendo é devem ser realizados novos estudos, para um novo traçado e para um novo projeto”, disse hoje ao mediotejo.net o autarca de Constância.

Em comunicado, a Câmara de Constância dá conta que Sérgio Oliveira referiu hoje à Antena 1 que no âmbito do Programa Nacional de Investimentos 2030 está consagrada uma nova ponte sobre o rio Tejo entre Constância e Abrantes, não sendo ainda conhecida a localização exata da mesma.

Segundo a mesma nota informativa, o autarca relembrou que o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, no dia 2 de agosto de 2016, no âmbito da cerimónia da assinatura do auto de receção provisória da empreitada da ponte de Abrantes referiu à comunicação social que “…o Governo está disponível para repensar o perfil do IC9 e a travessia a ele associada, não sendo de autoestrada, mas outro.”

Considerando as palavras do Ministro, entende o Município de Constância que o traçado do IC9, constante do Plano Rodoviário Nacional 2000, bem como a travessia a ele associado será alvo de novos estudos e novos traçados.

Neste sentido, face às últimas notícias, nesta segunda-feira, 14 de janeiro de 2019, o Município de Constância remeteu um ofício ao Ministro do Planeamento das Infraestruturas a solicitar a clarificação da futura localização da ponte.

Sérgio Oliveira relembrou ainda que a luta por uma nova travessia na zona de Constância leva mais de vinte anos. Fez questão de referir o Despacho datado de 24 de março de 1998 do então Secretário de Estado, Eng.º Maranha das Neves, através do qual foi assumido a necessidade de uma nova travessia sobre o Rio Tejo na zona de Constância.

O presidente da Câmara Municipal relembra também a promessa de uma nova ponte, em 2004, pelo então Ministro das Obras Públicas, Dr. António Mexia, o estudo de impacte ambiental para a variante a EN118 e ligação desta a A23 com uma nova travessia sobre o Rio Tejo em Constância em 2006, as posições assumidas pela Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo a 01 de abril de 2006 e as posições já assumidas pelo Estado-Maior do Exército, sendo a mais recente de 6 de setembro de 2018.

Face a isto, entende o Município de Constância que estão reunidas as condições para se chegar a uma solução de consenso que passe por localizar a nova ponte na fronteira do Concelho de Constância, com o Concelho de Abrantes, quer da margem sul (entre a estação ferroviária de Santa Margarida da Coutada e a Ribeira de Alcolobre), quer na margem norte (nó da A23 à saída de Constância no sentido de Montalvo ou no nó da A23 a seguir à fábrica da Tupperware), já em Abrantes.

Por último, o Presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira, reafirmou categoricamente que lutará até ao fim por esta solução em defesa do seu Concelho, do interesse Regional e do interesse Nacional.

At http://www.mediotejo.net/

 

Anúncios

Artigo de opinião: “Falta de memória”

Carlos Luna 88941905[a propósito dum texto de José Manuel García-Margallo (antigo ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros /”Relaciones Exyeriores” dos tempos de José Maria Aznar) escreve para El País, 15 de novembro de 2018]

É já conhecida esta posição. A Espanha reivindica Gibraltar. Desde a sua cedência à Inglaterra, em 1704 (conquista) e 1713/14 (Tratado de Utreque), pode-se dizer que a Espanha, naturalmente, nunca se conformou com a presença britânica naquela território, tentando recuperá-lo várias vezes desde sempre, mesmo através de alianças militares contra-natura. O que não é de espantar, dada a humilhação sofrida, e a presença, contrária a qualquer lógica geográfica, dum enclave na sua costa.

Todavia, os acordos de cedência foram legalmente assinados. E nada mudou em 300 anos. E, no século XX, a saga continuou. Desde a criação das Nações Unidas, e, logo depois, do conceito de descolonização, e da necessidade de pôr fim a situação herdadas dum passado imperialista em todo o mundo, a tónica da política externa espanhola passou a ser a de considerar que, sendo Gibraltar uma colónia, havia que acabar com a sua existência, com o seu regresso à mãe-pátria. Isto enquanto a Grã-Bretanha dava autonomia legislativa ao território, deixando de ser propriamente uma colónia, e procedia a referendos, sempre com resultados esmagadores a favor de Londres.

A União Europeia facilitou um tanto o diálogo hispano-britânico, mas a saída da Grã-Bretanha da União (o “Brexit”) fez voltar o assunto à baila. E eis que, a 15 de novembro de 2018, o antigo ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros (“Relaciones Exyeriores”), do tempo de José Maria Aznar, José Manuel García-Margallo, escreveu uma extensa crónica no El País, muito difundida de imediato, onde abordou, de novo, o problema dos direitos espanhóis a Gibraltar. Os argumentos baseiam-se num anticolonialismo apoiado nas regras da O.N.U. (“La situación colonial de Gibraltar quebranta la integridad territorial de España y es incompatible con la Resolución 1514 (XV) sobre descolonización. Si el Reino Unido renuncia a su soberanía, Gibraltar debe retornar a España.”), nas irregularidades cometidas no cumprimento Tratado de Utreque de 1713/14 (“Hay que empezar recordando que el título de soberanía británica deriva exclusivamente de la cesión de la ciudad y el castillo de Gibraltar, junto con el puerto, defensas y fortalezas que le pertenezcan (artículo X del Tratado de Utrecht). Ni el istmo ni las aguas fueron cedidos por España al Reino Unido.”), no Direito Internacional vigente e na recusa do direito dos gibraltenhos decidirem o seu futuro (“Sólo Naciones Unidas puede decidir cuándo ha concluido el proceso de descolonización de Gibraltar. Las Declaraciones de Lisboa (1980) y Bruselas (1984) intentan cumplir con el mandato de Naciones Unidas pero los británicos se han negado siempre a discutir la soberanía sin consentimiento de los gibraltareños. En plena luna de miel Aznar-Blair, se lanza la idea de una soberanía compartida como solución de compromiso. Por desgracia fue solo un espejismo y los británicos se volvieron a encerrar en su conocida posición de no negociar la soberanía de la Roca sin el consentimiento de los gibraltareños. Reitero, en contra de la doctrina de Naciones Unidas”).

Há uma crítica ao actual governo de Madrid, acusado de não estar a aproveitar bem a situação causada pelo “Brexit”. García-Margallo defende algum tipo de soberania partilhada para Gibraltar (“la única solución es la soberanía compartida del Reino Unido y de España. La propuesta de soberanía compartida, difundida en Naciones Unidas, en la Cumbre Iberoamericana y en todas las Instituciones y Cancillerías europeas, es una solución win-win (ganar-ganar) para todos. Pondría fin a una controversia de 300 años entre dos países que son amigos y aliados.”).

Diga-se que não faz apelos propriamente a conflitos com o Reino Unido (justiça lhe seja feita!), país que considera “amigo e aliado”. Todavia, faz um apelo a uma mobilização contra o imobilismo do Governo de Madrid (“Ante esta insensibilidad ¿qué podemos hacer cada uno de nosotros? Pues podemos hacer una cosa: pedir la palabra y ponernos a gritar para exigir que los actuales gobernantes se vean obligados a poner los intereses permanentes de España por encima de sus intereses particulares. A decir la verdad en la hora de la verdad.”).

O que continua a ser estranho, principalmente para os portugueses, é o seu (aparente?) desconhecimento da situação irregular, em termos internacionais, que se vive em Olivença, como aliás jornais franceses, britânicos e outros referem (o que nunca é referido pela Imprensa espanhola). Trata-se também duma posição oficial do Estado Português, que muitas vezes a Imprensa Portuguesa finge ignorar.

Vejamos: Olivença e o seu termo foram ocupados em 1801. Em 1814, em Paris, concluiu-se pela nulidade do Tratado de Badajoz (de ocupação) de 1801, e aceitou-se que esta nulidade tivesse a ver com a violação de tratados em 1793, violação consubstanciada em tratado franco-espanhóis de 1795 e 1796. Em Viena de Áustria, em 1815, porque se falava de devolução de Olivença a Portugal, a Espanha negou-se a assinar os Tratados, fazendo-o, porém, em 1817. Depois, Madrid tentou jogar com ilegalidades na situação do moderno Uruguay, que acabou por não reocupar, não por culpa de Portugal, mas em virtude de acontecimentos internos espanhóis, o que significa que se mantêm válidos os acordos de 1815/17.

Durante duzentos anos, a Espanha tem mantido uma administração ilegal, à luz do Direito Internacional, em Olivença. Uma contínua descaracterização do território, com recurso a falsificações históricas constantes e perfeitamente intoleráveis, uma repressão notória (especialmente dura na época franquista, mas sempre presente, a vários níveis, desde 1805), uma política de ocultação da situação na própria Espanha, tentativas sucessivas de, por vias burocráticas, levar Portugal a aceitar a posse espanhola do território, a que Lisboa se tem firmemente oposto, tudo isto foi feito e, de certa maneira, se mantém.

Nada tenho contra que a Espanha lute pelo que considera justo, e que, neste caso, é a situação de humilhação causada por um enclave estrangeiro no seu território. Compreendo. Mas era bom que Madrid não deixasse para trás “telhados de vidro”, e não tentasse, de certa forma, fazer figura de ingénua e tentar fazer passar terceiros por incompetentes ou distraídos. Por aqui me fico, antes que me venham à memória Ceuta e Melilla, e um país chamado Marrocos…

Carlos Luna

At https://www.jornaltornado.pt/

Nota para Comunicação Social

Montalvao Cedillo 2

S.O.S pelas populações raianas do Tejo internacional e do Sever

Reunião de Autarcas Ibéricos: acessibilidade é solução crucial no combate à desertificação dos seus territórios.

Autarcas de diferentes famílias partidárias dos concelhos de Nisa, Vila Velha de Ródão, Castelo Branco e Castelo de Vide, reuniram em Montalvão, no passado dia 11, a convite da Junta de Freguesia local.

Subjacente à reunião a preocupação de todos pelo assustador despovoamento e desertificação dos respetivos territórios, sendo Montalvão e algumas das pequenas localidades representadas, incluindo de Espanha, algumas das mais afetadas. A preocupação dominante consiste em retirar os territórios em questão da situação de periferia em que se encontram e do seu consequente isolamento, dotando-as de uma centralidade esperançosa e proporcionadora das indispensáveis condições infraestruturais, económicas e sociais, requeridas pela respetiva sobrevivência, quiça progresso, para o que as já referidas acessibilidades entre elas são fundamentais e reciprocamente vantajosas.

Em causa a criação de condições para atravessamento dos rios Sever, afluente do Tejo e deste mesmo, permitindo ligar, diretamente as localidades de Montalvão, no nordeste alentejano, de Perais, no sueste da Beira Baixa e de Cedilho, na Província espanhola de Cáceres e através delas as regiões mais vastas dos municípios suprarreferidos e para além destes. Aguarda-se que a cimeira ibérica, a realizar em Valladolid em 21 novembro, clarifique se é intenção dos dois governos em aprovarem e assegurarem o financiamento da designada ponte “Montalvão-Cedilho”, que vem sendo falada há dezenas de anos.

Montalvao Cedillo

Caso tal cimeira seja inconclusiva a tal respeito, ponderaram os autarcas reunidos equacionar as duas alternativas que se apresentam mais vantajosas, por permitirem ligar entre si as três regiões, o que aqueloutra não considera. São elas, a eventual circulação sobre o coroamento da barragem de Cedilho – cuja exploração está concessionada à IBERDROLA -, ou, alternativamente, a construção de ponte atravessando o Tejo a jusante da barragem, permitindo a ligação entre o Alentejo e a Beira Baixa, recuperando assim uma das históricas rotas da transumância. De salientar que a alternativa sobre o coroamento da barragem implica negociar com a respetiva concessionária, à luz das circunstâncias atuais, em que a acessibilidade entre as três grandes regiões adquire importância fundamental no combate ao despovoamento e desertificação das populações vizinhas, a que aquela empresa não será seguramente indiferente, tanto mais que já atualmente é possível a circulação estritamente rodoviária, em metade do coroamento, exclusivamente entre Montalvão e Cedilho, muito embora apenas aos fins-de-semana.

Os autarcas constituíram-se em Comissão de Dinamização dos procedimentos subsequentes à reunião, entre os quais apresentarem nas respetivas assembleias municipais o que de relevante foi tratado na reunião em apreço, que constituiu um marco histórico, ao registar a presença de autarcas de diferentes familias partidárias.

A Comissão de Dinamização

20 de novembro de 2018

O Interior é “enorme oportunidade que está por explorar”

antonio-costa3-712x534

O primeiro-ministro discursava no final de uma visita à Coficab, em Vale de Estrela, Guarda, onde assistiu ao lançamento de um projeto de investimento avaliado em 38,1 milhões.

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje na Guarda que o Interior do país “não é um fardo” nem um problema, mas antes a “enorme oportunidade que está por explorar”.

“Quando no Interior tivermos tanto crescimento como aquele que temos no Litoral, o país terá duplicado a sua capacidade de crescer. E essa é a oportunidade que nós temos”, disse António Costa.

O primeiro-ministro discursava no final de uma visita à empresa Coficab, em Vale de Estrela, Guarda, onde assistiu ao lançamento de um projeto de investimento avaliado em 38,1 milhões de euros.

“E, por isso, eu digo que o Interior não é um fardo, o Interior não é um problema. O Interior, pelo contrário, é a enorme oportunidade que está por explorar. E é essa exploração que nós temos que fazer e que temos que agarrar e que temos agora a oportunidade de fazer”, rematou.

No seu discurso, referiu que olhando para o mapa nacional, a realidade diz “que o enorme potencial que o país tem por aproveitar, que não tem aproveitado ao longo de décadas, é precisamente” o Interior.

“E, portanto, se queremos crescer, é toda esta faixa que vem desde o barrocal algarvio até à fronteira de Trás-os-Montes com a Espanha, que nós temos de ser capazes de mobilizar, de valorizar, e ajudar a fazer o país crescer, assumiu.

No entanto, segundo o líder do Governo, “para fazer não basta falar, não basta ter um secretário de Estado para a Valorização do Interior”.

“É preciso termos políticas concretas e integradas que permitam essa valorização do Interior”, rematou.

António Costa lembrou ainda que o Governo que lidera procedeu à reabertura de mais de 20 tribunais que tinham sido encerrados, à criação de Lojas do Cidadão no Interior e já procedeu a “uma primeira intervenção nas portagens”.

Disse ainda que o grande investimento que está atualmente a ser feito na ferrovia é na Linha da Beira Alta e na Linha da Beira Baixa, também no Interior do país.

Segundo António Costa, apoiar as empresas, a internacionalização, a valorização do Interior e a inovação, significa “mais empresas” e “mais emprego”.

O primeiro-ministro presidiu hoje na Guarda à assinatura de um contrato de incentivos fiscais ao projeto de investimento da fábrica Coficab.

Com o desenvolvimento deste projeto, segundo o executivo – em que a empresa beneficiará de um crédito fiscal em sede de IRC de 20% e isenção em sede do Imposto do Selo até ao montante máximo de 5,7 milhões de euros – serão criados mais 129 postos de trabalho até 31 de dezembro de 2022, bem como se garante a manutenção dos atuais 492 empregos.
Na sessão, Hichem Elloumi, presidente do Grupo Coficab disse que “a Guarda é muito especial” para a empresa e assumiu que, com o investimento a realizar, “o futuro da indústria automóvel é escrito na Guarda”.

O ministro da Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira observou que a unidade fabril “é líder mundial no setor em que trabalha”.

A comitiva do primeiro-ministro foi recebida com um protesto da FENPROF, com os manifestantes a gritarem palavras de ordem e a empunharem cartazes com mensagens como “O tempo de serviço não se negoceia – conta-se” e “Basta de desvalorização! Professores exigem respeito”.

At https://beira.pt/

Autarcas do distrito (nem todos) foram a Lisboa lutar pelo Pisão

Pisão 44484136_2178746425490465_8045454058808410112_n

A Barragem do Pisão já foi anunciada por três primeiros-ministros, Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso, mas continua por construir.

Os autarcas do distrito de Portalegre afirmaram-se nesta terça-feira confiantes na construção da Barragem do Pisão, no Crato, num investimento de 100 milhões de euros, depois de uma reunião com os ministros do Ambiente e da Agricultura.

A concretização do projecto hidroagrícola, reivindicado há dezenas de anos por diversos sectores regionais, foi discutida, na segunda-feira, em Lisboa, numa reunião solicitada ao Governo pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

“Estamos confiantes que a barragem vai avançar. Só o perímetro de rega é de 9.500 hectares, que serviria uma série de concelhos”, disse nesta terça-feira à agência Lusa o presidente da CIMAA, Ricardo Pinheiro, referindo que o projecto constitui também como um “reforço” à Barragem de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, que abastece oito dos 15 municípios do distrito.

“Estamos confiantes que a barragem vai avançar. Só o perímetro de rega é de 9.500 hectares, que serviria uma série de concelhos”, disse nesta terça-feira à agência Lusa o presidente da CIMAA, Ricardo Pinheiro, referindo que o projecto constitui também como um “reforço” à Barragem de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, que abastece oito dos 15 municípios do distrito.

Além dos ministros do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, participaram na reunião os presidentes dos municípios do Crato, Campo Maior (também líder da CIMAA), Portalegre, Avis, Fronteira, Sousel, Alter do Chão e Castelo de Vide e os deputados eleitos por Portalegre, Luís Moreira Testa (PS) e Cristóvão Crespo (PSD).

Segundo o presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo, o Ministério da Agricultura “assume o valor da rede de rega na totalidade”.

“Os autarcas assumiram o contributo, até ao limite, para a transferência das pessoas que vivem na aldeia do Pisão e parcelamento do terreno e o Ministério do Ambiente compromete-se em liderar todo este processo e o valor do investimento público quanto à água”, disse à Lusa o autarca do Crato, concelho para onde está projectada a barragem.

O projecto hidroagrícola de fins múltiplos, que prevê à submersão da pequena aldeia do Pisão, com 60 habitantes, foi recentemente alvo de um estudo da Associação de Produtores Agrícolas de Precisão e que foi apresentado ao Governo.

Segundo o estudo, a que a Lusa teve acesso, a obra deverá ter um custo total de 100 milhões de euros, cinco milhões dos quais para o projecto de execução e 10 milhões para o realojamento dos habitantes da aldeia de Pisão.

O estudo prevê ainda 35 milhões de euros para a construção da barragem e 50 milhões para a rede de rega.

Já a CIMAA prevê que a barragem possa ter uma capacidade para 114 milhões de metros cúbicos de água, podendo, além de “reforçar” a Barragem de Póvoa e Meadas, “garantir” o subsistema do Caia, que abastece os concelhos de Arronches, Elvas, Campo Maior e Monforte.

Os 9.500 hectares de regadio serviriam os campos agrícolas dos concelhos de Alter do Chão, Avis, Crato e Fronteira, podendo, neste sector, serem criados “500 postos de trabalho” directos, segundo os autarcas.

“Neste bolo todo [100 milhões de euros] faltam cerca de 25 milhões de euros, que têm de entrar através do Orçamento do Estado”, referiu o presidente da Câmara do Crato, realçando que, na reunião de segunda-feira, “o ministro do Ambiente chamou o processo a ele, em coordenação com a Secretaria de Estado da Energia”.

Joaquim Diogo considerou ainda que “o mais importante” da reunião foi o sentimento por parte dos autarcas de um “compromisso” dos ministros, situação que não se verificava anteriormente.

A Barragem do Pisão já foi anunciada por três primeiros-ministros, Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso, mas continua por construir, sendo considerada por diferentes entidades da região como um projecto “estruturante” para o desenvolvimento do distrito de Portalegre.

At https://www.publico.pt/

Artigo de opinião: “Desde el Tajo Internacional”

Lara Galrito 23319172_10155761601977969_6628823234062451189_nAyer inauguramos la residencia de mayores en Carbajo, un municipio de la provincia de Cáceres, en la Sierra de San Pedro, gracias al esfuerzo y dedicación de su alcaldesa, Agustina. Este trabajo incansable en tantos y tantos pueblos en nuestra región es lo que los mantiene vivos, creciendo. Desde esta raya, desde este rincón, la metáfora de la construcción se hace más visible y real que nunca.

En Cedillo, en el punto más al oeste de Extremadura, al lado de mi pueblo Santiago de Alcántara, vivíamos y allí celebré mi primer Día de Extremadura; los más pequeños, que éramos nosotros de dos a tres años, bailamos y cantamos con el traje tradicional extremeño canciones en portugués, O vira, por ejemplo, y los más mayores, Another Brick in the Wall de Pink Floyd. Finalizamos con el himno de Extremadura, pero creedme que durante mucho tiempo, años, estuve pensando que Pink Floyd formaba parte del folclore extremeño. Internacionalista y multilingüe así fue. Ahora sé que ese día fue una verdadera declaración de intenciones y aquellos valores de entonces los llevo hoy grabados en la piel. En una comarca donde convivimos pueblos de la provincia de Cáceres y Badajoz, donde la frontera con Portugal para nosotros es solo agua, acabábamos de entrar en la Unión Europea y ya no queríamos más muros, más separaciones, más desigualdad, sabíamos que la unión hace la fuerza y teníamos claro que la educación debía ser la red que tejiese y enriqueciese la región.

En 2012, hace seis años, fui como ponente a Lleida a un congreso internacional, Perverse Identities. Identities in conflict, mi comunicación se titulaba Cuando el saber se llama red o dime con quien andas y te diré como whattsappeas. La universidad estaba rodeada de esteladas y de mensajes pidiendo independencia y pensé: ¡Qué atraso hablar ahora de fronteras! ¡Eso era el siglo XIX! A mí, como una milenial más, me preocupaba e investigaba sobre las identidades en el mundo en el que cohabitábamos, que no era otro que el se prolonga más allá de las pantallas.

Tengo el convencimiento de que nuestra verdadera patria es el tiempo en el que vivimos y supe, en ese instante, que vosotros nos habíais preparado para construir el futuro. Me sentí profundamente orgullosa de Extremadura.

Este año celebramos el 35 aniversario de la Asamblea de Extremadura, los 35 años de mayor estabilidad de nuestra región, la etapa donde se elaboraron los pilares fundamentales de la sociedad del bienestar: la educación, la sanidad, los servicios sociales, las infraestructuras, las comunicaciones y todo atendiendo por igual a las zonas rurales y urbanas. La clave era crear cohesión.

Hoy la realidad, y gracias al fruto del trabajo de los extremeños y extremeñas, es muy distinta y los retos también lo son. Según la Comisión Europea en 2020 quedarán desiertas más de 750.000 empleos en áreas científico-técnicas. La robotización o el cambio del modelo energético supondrán profundos cambios en lo que conocemos hasta hoy.

Conseguir la plena igualdad real entre hombre y mujeres, hacer de nuestro patrimonio natural un motor económico y situar a la educación como piedra angular y garantía de la igualdad de oportunidades, la generación de ideas y desarrollo para una seguir haciendo de nuestra tierra una sociedad moderna, dinámica e igualitaria, donde el bienestar social y la calidad de vida sean los parámetros para reconocer nuestra riqueza.

Hoy podemos decirle al mundo entero que estamos listos, como siempre lo hemos estado, para demostrar lo que somos y estamos dispuestos a hacer para seguir sumando, pero, sobre todo, para querer que nuestra región sea el destino de oportunidades, que todo ese talento generado por el esfuerzo de padres y madres, instituciones, y la sociedad extremeña, no tenga que marcharse o que aquellos que nos miran de lejos, se acerquen de una vez por todas.

Cuando en un pueblo se abre algo, cuando crece, crecemos todos.

Lara Garlito

At https://www.elperiodicoextremadura.com/

Beirões também lutam por ligação directa a Espanha

IC 31 43763797_1691776354265656_1811602563909287936_n

Agora é o momento de negociar finalmente com o governo português este troço de auto-Estrada.

O presidente estremenho aposta por fazer os 19 km desde moral até a fronteira.
https://www.hoy.es/extremadura/vara-confia-presentar-20180926125510-nt.html

É uma auto-Estrada aprovada em 2005 segundo este link:
https://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/temadeldia/portugal-extremadura-aprueban-autovia-norte-monfortinho_176744.html

De acordo com essa notícia se iniciava em 2008 a construção em Portugal até a fronteira:
http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/extremadura/portugal-inicia-construccion-autovia-monfortinho-castelo-branco_349951.html
Se esta notícia tivesse se tornado realidade, esta rodovia estaria em funcionamento há alguns anos.

É uma auto-estrada que poderia dar muita vida ao setor turístico, comercial e industrial.
Não em vão teria influência para o norte da extremadura de uma população de mais de 2 milhões de habitantes da zona centro de Portugal.

E poderia atrair para a zona de influência de Lisboa a sua passagem para Madrid ou outros pontos de Espanha. Essa população de influência de Lisboa são mais de 3 milhões de pessoas.
Até poderia atrair pessoas da zona norte de Portugal que são mais de 3.600.000 mil habitantes.
É uma auto-estrada sobre a qual têm corrido rios de tinta ao longo dos anos. Assista notícias no Google.

At https://www.facebook.com/ / Asociación para el desarrollo del Turismo del Norte de Extremadura

Hortense Martins 1436566590_10608501-10201980821115966-1461794955951966769-oO IC 31 é um projecto que temos defendido, como estratégico para a região e mesmo para o centro do País. Deputados do PS e autarcas, além da sociedade civil tem estado unidos neste propósito e que é ambição de já alguns anos. Infelizmente o governo anterior demonizou as estradas, dizendo que tinha,os estradas a mais e estas deixaram de ter apoio comunitário.

Neste momento o governo português têm lutado para que a rodovia seja contemplado no próximo quadro comunitário e pretendemos que este projecto seja contemplado. Não foi nem é uma luta fácil, mas vamos continuar a defender esta ligação importante ao território espanhol e que liga a Madrid.

At https://www.facebook.com/ / Hortense Martins

Artigo de opinião: “AMALENTEJO/ALENTEJO MELHOR”

Portalegre 023

Podemos ou não Amar o Alentejo e querer um Alentejo Melhor?

Claro que sim. Mas…

Participei, como convidado, no Congresso organizado pelo Movimento Melhor Alentejo que trouxe a Portalegre muitas dezenas de alentejanos e não alentejanos, os deputados eleitos pelo distrito, autarcas, académicos, empresários, dois ministros da República, muita comunicação social: a regional, mais as televisões e o Presidente da República.

Para além do figurino que colocava a maioria como ouvintes do que os especialistas tinham para “contar” e dalguns esquecimentos que se fizeram notar e que adiante recordarei, reputo de interessantes quer os objetivos quer os painéis.

Encontrei entre os inúmeros presentes muitas das caras que haviam estado há apenas quarenta e nove dias numa iniciativa com objetivos e título iguais, realizada em Castelo de Vide por um outro movimento cidadão o AMALENTEJO.

Que terá mobilizado os alentejanos para num tão curto espaço de tempo reunirem em congresso, duas vezes no mesmo distrito?

E eram os mesmos? Pessoas e identidades?

Sim, ou quase!

Vejamos! Em Portalegre, como em Castelo de Vide estiveram os empresários e as suas organizações. Estiveram os técnicos e especialistas nas várias áreas fundamentais para um desenvolvimento sustentado, estiveram os autarcas, as instituições do ensino superior, o Turismo, os deputados eleitos pela região.

Em Castelo de Vide estiveram, também, e falaram os Partidos Políticos com assento parlamentar e O Sr. Presidente da Assembleia da Republica fez-se representar.

O Senhor Presidente da Republica e dois Ministros estiveram e Portalegre.

A comunicação social esteve em ambos os congressos mas as televisões só em Portalegre.

Então qual a diferença?

A diferença chama-se PS. Este partido, que em Castelo de Vide não só não esteve como pressionou para que não estivessem as instituições onde “é poder” e agora, optou por estar e trabalhou para que todas as instituições onde “mexe”, governo incluído, não faltassem.

E quanto a conteúdos e, sobretudo, resultados?

Quanto a conteúdos, um e outro foram extremamente ricos. Já quanto a resultados nem um nem outro atingiram as expetativas e particularmente as necessidades da região.

É certo que a satisfação ou insatisfação com que ficamos tem a ver com a expetativa criada e, nesse aspeto, porque eram altas as expetativas criadas em particular com algumas das reivindicações do Alto Alentejo, o Congresso de Portalegre foi pior.

Foi-o porque o esperado (re)anunciar do Pisão não se concretizou, porque os ministros que por aqui passaram (apesar de apressada, a vinda a Portalegre já foi um avanço) se limitaram a cumprir calendário e o primeiro não conhecia sequer, ou fingiu não conhecer que o que necessitamos e queremos para o Pisão é um empreendimento de fins múltiplos, fundamental, para o reforço de abastecimento público de água, para o desenvolvimento da agricultura, para a atividade turística, etc.. etc..

Por último e para aumentar a nossa desilusão o constatar que também o Presidente da República não tem acompanhado quer as nossas preocupações quer o nosso trabalho.

Saudar a vontade dos alentejanos mas dizer-nos que hoje já é tarde é ter andado distraído ou pensar que nos esquecemos que ele não aceitou `há menos de dois meses, estar connosco em Castelo de Vide.

Colocadas estas questões importa agora definir os próximos passos e decidir, antes de mais, se esse caminho deve ser feito duplicando esforços e iniciativas ou se há margem para responder positivamente ao desafio do Presidente e unificar esforços vontades e vozes.

Ou seja, é necessário saber se o Partido Socialista não vai fazer mais “birrinhas” e se é possível e desejável constituir Um AMA(MELHOR)ALENTEJO!

Diogo Júlio Serra

At https://www.jornalaltoalentejo.com/

CGTP quer abolição das portagens no Interior em 2019

Autoestrada_A23-b.svg

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje que a abolição das portagens no interior do país deve ser colocada já no próximo Orçamento do Estado (OE2019) e reiterou que o pagamento das ex-scut não combate a desertificação.

“Continuamos a ter portagens que custam um dinheirão e não é assim que se combate a desertificação, pelo contrário. Por isso mesmo, a União de Sindicatos de Castelo Branco já por várias vezes reafirmou as suas posições, pensamos que agora, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado, esta matéria não pode deixar de ser colocada, ou seja, a abolição das portagens”, disse.

Arménio Carlos falava no Fundão, no âmbito de uma visita que está a realizar hoje ao distrito de Castelo Branco e que teve início na Covilhã, contado ainda com ações a realizar durante a tarde em Castelo Branco.

O líder sindical defendeu ainda que também é preciso “investimento no Interior, de forma a criar mais emprego, a fixar e a atrair pessoas” que possam trabalhar nessas regiões e, simultaneamente, possam “contribuir para o desenvolvimento do país, numa lógica de coesão económica, social e territorial”.

Nesta deslocação, Arménio Carlos reúne com trabalhadores de vários setores de atividade, sendo que em cima da mesa estará o sentimento da insatisfação dos trabalhadores face ao facto de o crescimento da economia não estar a ser refletido na melhoria do emprego e dos salários.

“Não se justifica e não é justo que continuemos a ter uma situação de manutenção de desigualdades gritantes entre aqueles que continuam a acumular lucros e, por outro lado, aqueles que produzem riqueza e continuam a ser discriminados”, disse.

Outro dos pontos abordados nas reuniões de trabalho prende-se com a exigência da melhoria e da fixação dos serviços públicos, que também contribui para o combate à desertificação, como lembrou Arménio Carlos, depois de defender que o Estado tem de assumir as suas responsabilidades nessa matéria.

At https://www.jornaldofundao.pt/

Correios de Vila Velha de Ródão em vias de fecho

ctt_rodao1_f5

Os deputados do PS eleitos pelo distrito de Castelo Branco perguntaram ao Governo se tem conhecimento do encerramento das estações dos CTT nos concelhos de Vila Velha de Ródão e de Belmonte, e quais os critérios que foram aplicados. “Não vislumbramos qualquer critério racional na decisão de encerramento destas duas estações, localizadas nas sedes de concelho, que não atende de modo nenhum aos objetivos de desenvolvimento local e regional”, defendem Hortense Martins e João Marques.

Os socialistas lembram que “a questão da privatização dos CTT esteve em causa ao longo de diversas legislaturas e na vigência de outros tantos Governos; no entanto, foi por decisão do anterior Governo PSD/CDS que se avançou para esta privatização, numa entrega das responsabilidades públicas a privados, de forma imponderada e lesiva dos interesses dos portugueses”.

Os deputados do PS lamentam que o serviço postal se tenha degradado ao longo da vigência da concessão, “sendo mais grave nos territórios do interior do país, dada a fragilidade inerente as características decorrentes da progressiva desertificação e despovoamento que políticas centralistas e de empobrecimento ocasionaram, como se verificou nos últimos anos de governação de direita e que levaram a forte emigração”.

E deixam o alerta: “Essa degradação é confirmada pelo regulador, a ANACOM, que já sinalizou junto da empresa os universos frágeis de operação”.

Os parlamentares denunciam que o país está a “assistir ao encerramento de inúmeras estações de correio”, sem que se consiga “compreender que concelhos inteiros encerrem a única estação de correio que possuem e, para mais, na sede  de concelho”.

Hortense Martins e João Marques estão preocupados com o encerramento de estações um pouco por todo o país, que “parece fazer parte de uma estratégia bem definida de redução de custos a qualquer preço e sem atender às necessidades da população”.

“Nos casos concretos da estação de Vila Velha de Ródão e da estação de Belmonte, somos confrontados com a vontade de encerramento, por parte da administração dos CTT, que –julgamos – não tomou em consideração as necessidades especiais das pessoas da referida região, com dificuldades de transportes públicos e carências, tratando-se de uma população envelhecida, com baixo poder de compra e muito dependentes da estação dos CTT para receberem a sua pensão”, avisam.

Os socialistas deixam explícito que “o encerramento de lojas no interior do país não se coaduna com as políticas que o Governo pretende implementar para a região do interior”. E dão o bom exemplo dos autarcas de Vila Velha de Ródão e de Belmonte que, “tentando contrariar as dificuldades acrescidas da demografia e destes concelhos localizados no interior do país, têm conseguido atrair turismo, investimentos e mesmo empresas, cujos trabalhadores acrescem à população aí habitualmente residente e que deve ser tomada em consideração”.

Como não conseguem “entender os critérios para a definição dessa rede, que vai sendo destruída”, Hortense Martins e João Marques começam por perguntar ao ministro do Planeamento e das Infraestrutura se o Governo tem conhecimento do encerramento da estação dos CTT no concelho de Vila Velha de Ródão e no concelho de Belmonte, quais os critérios aplicados, se tem o Governo algum papel ou intervenção, direta ou indireta, nas escolhas das localidades onde vão ser encerradas estações, lojas ou balcões dos CTT e como pretende obrigar ao cumprimento rigoroso do serviço público universal a que a empresa CTT está obrigada.

Questionam ainda se o Governo está “disponível para apoiar os autarcas de Vila Velha de Ródão e de Belmonte na procura de novas soluções que respondam, de forma cabal, às necessidades das populações”. “Sem serviços públicos será cada vez mais difícil manter e atrair população e empresas”, asseveram.

At http://www.ps.parlamento.pt/