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O Interior é “enorme oportunidade que está por explorar”

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O primeiro-ministro discursava no final de uma visita à Coficab, em Vale de Estrela, Guarda, onde assistiu ao lançamento de um projeto de investimento avaliado em 38,1 milhões.

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje na Guarda que o Interior do país “não é um fardo” nem um problema, mas antes a “enorme oportunidade que está por explorar”.

“Quando no Interior tivermos tanto crescimento como aquele que temos no Litoral, o país terá duplicado a sua capacidade de crescer. E essa é a oportunidade que nós temos”, disse António Costa.

O primeiro-ministro discursava no final de uma visita à empresa Coficab, em Vale de Estrela, Guarda, onde assistiu ao lançamento de um projeto de investimento avaliado em 38,1 milhões de euros.

“E, por isso, eu digo que o Interior não é um fardo, o Interior não é um problema. O Interior, pelo contrário, é a enorme oportunidade que está por explorar. E é essa exploração que nós temos que fazer e que temos que agarrar e que temos agora a oportunidade de fazer”, rematou.

No seu discurso, referiu que olhando para o mapa nacional, a realidade diz “que o enorme potencial que o país tem por aproveitar, que não tem aproveitado ao longo de décadas, é precisamente” o Interior.

“E, portanto, se queremos crescer, é toda esta faixa que vem desde o barrocal algarvio até à fronteira de Trás-os-Montes com a Espanha, que nós temos de ser capazes de mobilizar, de valorizar, e ajudar a fazer o país crescer, assumiu.

No entanto, segundo o líder do Governo, “para fazer não basta falar, não basta ter um secretário de Estado para a Valorização do Interior”.

“É preciso termos políticas concretas e integradas que permitam essa valorização do Interior”, rematou.

António Costa lembrou ainda que o Governo que lidera procedeu à reabertura de mais de 20 tribunais que tinham sido encerrados, à criação de Lojas do Cidadão no Interior e já procedeu a “uma primeira intervenção nas portagens”.

Disse ainda que o grande investimento que está atualmente a ser feito na ferrovia é na Linha da Beira Alta e na Linha da Beira Baixa, também no Interior do país.

Segundo António Costa, apoiar as empresas, a internacionalização, a valorização do Interior e a inovação, significa “mais empresas” e “mais emprego”.

O primeiro-ministro presidiu hoje na Guarda à assinatura de um contrato de incentivos fiscais ao projeto de investimento da fábrica Coficab.

Com o desenvolvimento deste projeto, segundo o executivo – em que a empresa beneficiará de um crédito fiscal em sede de IRC de 20% e isenção em sede do Imposto do Selo até ao montante máximo de 5,7 milhões de euros – serão criados mais 129 postos de trabalho até 31 de dezembro de 2022, bem como se garante a manutenção dos atuais 492 empregos.
Na sessão, Hichem Elloumi, presidente do Grupo Coficab disse que “a Guarda é muito especial” para a empresa e assumiu que, com o investimento a realizar, “o futuro da indústria automóvel é escrito na Guarda”.

O ministro da Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira observou que a unidade fabril “é líder mundial no setor em que trabalha”.

A comitiva do primeiro-ministro foi recebida com um protesto da FENPROF, com os manifestantes a gritarem palavras de ordem e a empunharem cartazes com mensagens como “O tempo de serviço não se negoceia – conta-se” e “Basta de desvalorização! Professores exigem respeito”.

At https://beira.pt/

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Autarcas do distrito (nem todos) foram a Lisboa lutar pelo Pisão

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A Barragem do Pisão já foi anunciada por três primeiros-ministros, Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso, mas continua por construir.

Os autarcas do distrito de Portalegre afirmaram-se nesta terça-feira confiantes na construção da Barragem do Pisão, no Crato, num investimento de 100 milhões de euros, depois de uma reunião com os ministros do Ambiente e da Agricultura.

A concretização do projecto hidroagrícola, reivindicado há dezenas de anos por diversos sectores regionais, foi discutida, na segunda-feira, em Lisboa, numa reunião solicitada ao Governo pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

“Estamos confiantes que a barragem vai avançar. Só o perímetro de rega é de 9.500 hectares, que serviria uma série de concelhos”, disse nesta terça-feira à agência Lusa o presidente da CIMAA, Ricardo Pinheiro, referindo que o projecto constitui também como um “reforço” à Barragem de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, que abastece oito dos 15 municípios do distrito.

“Estamos confiantes que a barragem vai avançar. Só o perímetro de rega é de 9.500 hectares, que serviria uma série de concelhos”, disse nesta terça-feira à agência Lusa o presidente da CIMAA, Ricardo Pinheiro, referindo que o projecto constitui também como um “reforço” à Barragem de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, que abastece oito dos 15 municípios do distrito.

Além dos ministros do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, participaram na reunião os presidentes dos municípios do Crato, Campo Maior (também líder da CIMAA), Portalegre, Avis, Fronteira, Sousel, Alter do Chão e Castelo de Vide e os deputados eleitos por Portalegre, Luís Moreira Testa (PS) e Cristóvão Crespo (PSD).

Segundo o presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo, o Ministério da Agricultura “assume o valor da rede de rega na totalidade”.

“Os autarcas assumiram o contributo, até ao limite, para a transferência das pessoas que vivem na aldeia do Pisão e parcelamento do terreno e o Ministério do Ambiente compromete-se em liderar todo este processo e o valor do investimento público quanto à água”, disse à Lusa o autarca do Crato, concelho para onde está projectada a barragem.

O projecto hidroagrícola de fins múltiplos, que prevê à submersão da pequena aldeia do Pisão, com 60 habitantes, foi recentemente alvo de um estudo da Associação de Produtores Agrícolas de Precisão e que foi apresentado ao Governo.

Segundo o estudo, a que a Lusa teve acesso, a obra deverá ter um custo total de 100 milhões de euros, cinco milhões dos quais para o projecto de execução e 10 milhões para o realojamento dos habitantes da aldeia de Pisão.

O estudo prevê ainda 35 milhões de euros para a construção da barragem e 50 milhões para a rede de rega.

Já a CIMAA prevê que a barragem possa ter uma capacidade para 114 milhões de metros cúbicos de água, podendo, além de “reforçar” a Barragem de Póvoa e Meadas, “garantir” o subsistema do Caia, que abastece os concelhos de Arronches, Elvas, Campo Maior e Monforte.

Os 9.500 hectares de regadio serviriam os campos agrícolas dos concelhos de Alter do Chão, Avis, Crato e Fronteira, podendo, neste sector, serem criados “500 postos de trabalho” directos, segundo os autarcas.

“Neste bolo todo [100 milhões de euros] faltam cerca de 25 milhões de euros, que têm de entrar através do Orçamento do Estado”, referiu o presidente da Câmara do Crato, realçando que, na reunião de segunda-feira, “o ministro do Ambiente chamou o processo a ele, em coordenação com a Secretaria de Estado da Energia”.

Joaquim Diogo considerou ainda que “o mais importante” da reunião foi o sentimento por parte dos autarcas de um “compromisso” dos ministros, situação que não se verificava anteriormente.

A Barragem do Pisão já foi anunciada por três primeiros-ministros, Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso, mas continua por construir, sendo considerada por diferentes entidades da região como um projecto “estruturante” para o desenvolvimento do distrito de Portalegre.

At https://www.publico.pt/

Artigo de opinião: “Desde el Tajo Internacional”

Lara Galrito 23319172_10155761601977969_6628823234062451189_nAyer inauguramos la residencia de mayores en Carbajo, un municipio de la provincia de Cáceres, en la Sierra de San Pedro, gracias al esfuerzo y dedicación de su alcaldesa, Agustina. Este trabajo incansable en tantos y tantos pueblos en nuestra región es lo que los mantiene vivos, creciendo. Desde esta raya, desde este rincón, la metáfora de la construcción se hace más visible y real que nunca.

En Cedillo, en el punto más al oeste de Extremadura, al lado de mi pueblo Santiago de Alcántara, vivíamos y allí celebré mi primer Día de Extremadura; los más pequeños, que éramos nosotros de dos a tres años, bailamos y cantamos con el traje tradicional extremeño canciones en portugués, O vira, por ejemplo, y los más mayores, Another Brick in the Wall de Pink Floyd. Finalizamos con el himno de Extremadura, pero creedme que durante mucho tiempo, años, estuve pensando que Pink Floyd formaba parte del folclore extremeño. Internacionalista y multilingüe así fue. Ahora sé que ese día fue una verdadera declaración de intenciones y aquellos valores de entonces los llevo hoy grabados en la piel. En una comarca donde convivimos pueblos de la provincia de Cáceres y Badajoz, donde la frontera con Portugal para nosotros es solo agua, acabábamos de entrar en la Unión Europea y ya no queríamos más muros, más separaciones, más desigualdad, sabíamos que la unión hace la fuerza y teníamos claro que la educación debía ser la red que tejiese y enriqueciese la región.

En 2012, hace seis años, fui como ponente a Lleida a un congreso internacional, Perverse Identities. Identities in conflict, mi comunicación se titulaba Cuando el saber se llama red o dime con quien andas y te diré como whattsappeas. La universidad estaba rodeada de esteladas y de mensajes pidiendo independencia y pensé: ¡Qué atraso hablar ahora de fronteras! ¡Eso era el siglo XIX! A mí, como una milenial más, me preocupaba e investigaba sobre las identidades en el mundo en el que cohabitábamos, que no era otro que el se prolonga más allá de las pantallas.

Tengo el convencimiento de que nuestra verdadera patria es el tiempo en el que vivimos y supe, en ese instante, que vosotros nos habíais preparado para construir el futuro. Me sentí profundamente orgullosa de Extremadura.

Este año celebramos el 35 aniversario de la Asamblea de Extremadura, los 35 años de mayor estabilidad de nuestra región, la etapa donde se elaboraron los pilares fundamentales de la sociedad del bienestar: la educación, la sanidad, los servicios sociales, las infraestructuras, las comunicaciones y todo atendiendo por igual a las zonas rurales y urbanas. La clave era crear cohesión.

Hoy la realidad, y gracias al fruto del trabajo de los extremeños y extremeñas, es muy distinta y los retos también lo son. Según la Comisión Europea en 2020 quedarán desiertas más de 750.000 empleos en áreas científico-técnicas. La robotización o el cambio del modelo energético supondrán profundos cambios en lo que conocemos hasta hoy.

Conseguir la plena igualdad real entre hombre y mujeres, hacer de nuestro patrimonio natural un motor económico y situar a la educación como piedra angular y garantía de la igualdad de oportunidades, la generación de ideas y desarrollo para una seguir haciendo de nuestra tierra una sociedad moderna, dinámica e igualitaria, donde el bienestar social y la calidad de vida sean los parámetros para reconocer nuestra riqueza.

Hoy podemos decirle al mundo entero que estamos listos, como siempre lo hemos estado, para demostrar lo que somos y estamos dispuestos a hacer para seguir sumando, pero, sobre todo, para querer que nuestra región sea el destino de oportunidades, que todo ese talento generado por el esfuerzo de padres y madres, instituciones, y la sociedad extremeña, no tenga que marcharse o que aquellos que nos miran de lejos, se acerquen de una vez por todas.

Cuando en un pueblo se abre algo, cuando crece, crecemos todos.

Lara Garlito

At https://www.elperiodicoextremadura.com/

Beirões também lutam por ligação directa a Espanha

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Agora é o momento de negociar finalmente com o governo português este troço de auto-Estrada.

O presidente estremenho aposta por fazer os 19 km desde moral até a fronteira.
https://www.hoy.es/extremadura/vara-confia-presentar-20180926125510-nt.html

É uma auto-Estrada aprovada em 2005 segundo este link:
https://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/temadeldia/portugal-extremadura-aprueban-autovia-norte-monfortinho_176744.html

De acordo com essa notícia se iniciava em 2008 a construção em Portugal até a fronteira:
http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/extremadura/portugal-inicia-construccion-autovia-monfortinho-castelo-branco_349951.html
Se esta notícia tivesse se tornado realidade, esta rodovia estaria em funcionamento há alguns anos.

É uma auto-estrada que poderia dar muita vida ao setor turístico, comercial e industrial.
Não em vão teria influência para o norte da extremadura de uma população de mais de 2 milhões de habitantes da zona centro de Portugal.

E poderia atrair para a zona de influência de Lisboa a sua passagem para Madrid ou outros pontos de Espanha. Essa população de influência de Lisboa são mais de 3 milhões de pessoas.
Até poderia atrair pessoas da zona norte de Portugal que são mais de 3.600.000 mil habitantes.
É uma auto-estrada sobre a qual têm corrido rios de tinta ao longo dos anos. Assista notícias no Google.

At https://www.facebook.com/ / Asociación para el desarrollo del Turismo del Norte de Extremadura

Hortense Martins 1436566590_10608501-10201980821115966-1461794955951966769-oO IC 31 é um projecto que temos defendido, como estratégico para a região e mesmo para o centro do País. Deputados do PS e autarcas, além da sociedade civil tem estado unidos neste propósito e que é ambição de já alguns anos. Infelizmente o governo anterior demonizou as estradas, dizendo que tinha,os estradas a mais e estas deixaram de ter apoio comunitário.

Neste momento o governo português têm lutado para que a rodovia seja contemplado no próximo quadro comunitário e pretendemos que este projecto seja contemplado. Não foi nem é uma luta fácil, mas vamos continuar a defender esta ligação importante ao território espanhol e que liga a Madrid.

At https://www.facebook.com/ / Hortense Martins

Artigo de opinião: “AMALENTEJO/ALENTEJO MELHOR”

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Podemos ou não Amar o Alentejo e querer um Alentejo Melhor?

Claro que sim. Mas…

Participei, como convidado, no Congresso organizado pelo Movimento Melhor Alentejo que trouxe a Portalegre muitas dezenas de alentejanos e não alentejanos, os deputados eleitos pelo distrito, autarcas, académicos, empresários, dois ministros da República, muita comunicação social: a regional, mais as televisões e o Presidente da República.

Para além do figurino que colocava a maioria como ouvintes do que os especialistas tinham para “contar” e dalguns esquecimentos que se fizeram notar e que adiante recordarei, reputo de interessantes quer os objetivos quer os painéis.

Encontrei entre os inúmeros presentes muitas das caras que haviam estado há apenas quarenta e nove dias numa iniciativa com objetivos e título iguais, realizada em Castelo de Vide por um outro movimento cidadão o AMALENTEJO.

Que terá mobilizado os alentejanos para num tão curto espaço de tempo reunirem em congresso, duas vezes no mesmo distrito?

E eram os mesmos? Pessoas e identidades?

Sim, ou quase!

Vejamos! Em Portalegre, como em Castelo de Vide estiveram os empresários e as suas organizações. Estiveram os técnicos e especialistas nas várias áreas fundamentais para um desenvolvimento sustentado, estiveram os autarcas, as instituições do ensino superior, o Turismo, os deputados eleitos pela região.

Em Castelo de Vide estiveram, também, e falaram os Partidos Políticos com assento parlamentar e O Sr. Presidente da Assembleia da Republica fez-se representar.

O Senhor Presidente da Republica e dois Ministros estiveram e Portalegre.

A comunicação social esteve em ambos os congressos mas as televisões só em Portalegre.

Então qual a diferença?

A diferença chama-se PS. Este partido, que em Castelo de Vide não só não esteve como pressionou para que não estivessem as instituições onde “é poder” e agora, optou por estar e trabalhou para que todas as instituições onde “mexe”, governo incluído, não faltassem.

E quanto a conteúdos e, sobretudo, resultados?

Quanto a conteúdos, um e outro foram extremamente ricos. Já quanto a resultados nem um nem outro atingiram as expetativas e particularmente as necessidades da região.

É certo que a satisfação ou insatisfação com que ficamos tem a ver com a expetativa criada e, nesse aspeto, porque eram altas as expetativas criadas em particular com algumas das reivindicações do Alto Alentejo, o Congresso de Portalegre foi pior.

Foi-o porque o esperado (re)anunciar do Pisão não se concretizou, porque os ministros que por aqui passaram (apesar de apressada, a vinda a Portalegre já foi um avanço) se limitaram a cumprir calendário e o primeiro não conhecia sequer, ou fingiu não conhecer que o que necessitamos e queremos para o Pisão é um empreendimento de fins múltiplos, fundamental, para o reforço de abastecimento público de água, para o desenvolvimento da agricultura, para a atividade turística, etc.. etc..

Por último e para aumentar a nossa desilusão o constatar que também o Presidente da República não tem acompanhado quer as nossas preocupações quer o nosso trabalho.

Saudar a vontade dos alentejanos mas dizer-nos que hoje já é tarde é ter andado distraído ou pensar que nos esquecemos que ele não aceitou `há menos de dois meses, estar connosco em Castelo de Vide.

Colocadas estas questões importa agora definir os próximos passos e decidir, antes de mais, se esse caminho deve ser feito duplicando esforços e iniciativas ou se há margem para responder positivamente ao desafio do Presidente e unificar esforços vontades e vozes.

Ou seja, é necessário saber se o Partido Socialista não vai fazer mais “birrinhas” e se é possível e desejável constituir Um AMA(MELHOR)ALENTEJO!

Diogo Júlio Serra

At https://www.jornalaltoalentejo.com/

CGTP quer abolição das portagens no Interior em 2019

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O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje que a abolição das portagens no interior do país deve ser colocada já no próximo Orçamento do Estado (OE2019) e reiterou que o pagamento das ex-scut não combate a desertificação.

“Continuamos a ter portagens que custam um dinheirão e não é assim que se combate a desertificação, pelo contrário. Por isso mesmo, a União de Sindicatos de Castelo Branco já por várias vezes reafirmou as suas posições, pensamos que agora, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado, esta matéria não pode deixar de ser colocada, ou seja, a abolição das portagens”, disse.

Arménio Carlos falava no Fundão, no âmbito de uma visita que está a realizar hoje ao distrito de Castelo Branco e que teve início na Covilhã, contado ainda com ações a realizar durante a tarde em Castelo Branco.

O líder sindical defendeu ainda que também é preciso “investimento no Interior, de forma a criar mais emprego, a fixar e a atrair pessoas” que possam trabalhar nessas regiões e, simultaneamente, possam “contribuir para o desenvolvimento do país, numa lógica de coesão económica, social e territorial”.

Nesta deslocação, Arménio Carlos reúne com trabalhadores de vários setores de atividade, sendo que em cima da mesa estará o sentimento da insatisfação dos trabalhadores face ao facto de o crescimento da economia não estar a ser refletido na melhoria do emprego e dos salários.

“Não se justifica e não é justo que continuemos a ter uma situação de manutenção de desigualdades gritantes entre aqueles que continuam a acumular lucros e, por outro lado, aqueles que produzem riqueza e continuam a ser discriminados”, disse.

Outro dos pontos abordados nas reuniões de trabalho prende-se com a exigência da melhoria e da fixação dos serviços públicos, que também contribui para o combate à desertificação, como lembrou Arménio Carlos, depois de defender que o Estado tem de assumir as suas responsabilidades nessa matéria.

At https://www.jornaldofundao.pt/

Correios de Vila Velha de Ródão em vias de fecho

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Os deputados do PS eleitos pelo distrito de Castelo Branco perguntaram ao Governo se tem conhecimento do encerramento das estações dos CTT nos concelhos de Vila Velha de Ródão e de Belmonte, e quais os critérios que foram aplicados. “Não vislumbramos qualquer critério racional na decisão de encerramento destas duas estações, localizadas nas sedes de concelho, que não atende de modo nenhum aos objetivos de desenvolvimento local e regional”, defendem Hortense Martins e João Marques.

Os socialistas lembram que “a questão da privatização dos CTT esteve em causa ao longo de diversas legislaturas e na vigência de outros tantos Governos; no entanto, foi por decisão do anterior Governo PSD/CDS que se avançou para esta privatização, numa entrega das responsabilidades públicas a privados, de forma imponderada e lesiva dos interesses dos portugueses”.

Os deputados do PS lamentam que o serviço postal se tenha degradado ao longo da vigência da concessão, “sendo mais grave nos territórios do interior do país, dada a fragilidade inerente as características decorrentes da progressiva desertificação e despovoamento que políticas centralistas e de empobrecimento ocasionaram, como se verificou nos últimos anos de governação de direita e que levaram a forte emigração”.

E deixam o alerta: “Essa degradação é confirmada pelo regulador, a ANACOM, que já sinalizou junto da empresa os universos frágeis de operação”.

Os parlamentares denunciam que o país está a “assistir ao encerramento de inúmeras estações de correio”, sem que se consiga “compreender que concelhos inteiros encerrem a única estação de correio que possuem e, para mais, na sede  de concelho”.

Hortense Martins e João Marques estão preocupados com o encerramento de estações um pouco por todo o país, que “parece fazer parte de uma estratégia bem definida de redução de custos a qualquer preço e sem atender às necessidades da população”.

“Nos casos concretos da estação de Vila Velha de Ródão e da estação de Belmonte, somos confrontados com a vontade de encerramento, por parte da administração dos CTT, que –julgamos – não tomou em consideração as necessidades especiais das pessoas da referida região, com dificuldades de transportes públicos e carências, tratando-se de uma população envelhecida, com baixo poder de compra e muito dependentes da estação dos CTT para receberem a sua pensão”, avisam.

Os socialistas deixam explícito que “o encerramento de lojas no interior do país não se coaduna com as políticas que o Governo pretende implementar para a região do interior”. E dão o bom exemplo dos autarcas de Vila Velha de Ródão e de Belmonte que, “tentando contrariar as dificuldades acrescidas da demografia e destes concelhos localizados no interior do país, têm conseguido atrair turismo, investimentos e mesmo empresas, cujos trabalhadores acrescem à população aí habitualmente residente e que deve ser tomada em consideração”.

Como não conseguem “entender os critérios para a definição dessa rede, que vai sendo destruída”, Hortense Martins e João Marques começam por perguntar ao ministro do Planeamento e das Infraestrutura se o Governo tem conhecimento do encerramento da estação dos CTT no concelho de Vila Velha de Ródão e no concelho de Belmonte, quais os critérios aplicados, se tem o Governo algum papel ou intervenção, direta ou indireta, nas escolhas das localidades onde vão ser encerradas estações, lojas ou balcões dos CTT e como pretende obrigar ao cumprimento rigoroso do serviço público universal a que a empresa CTT está obrigada.

Questionam ainda se o Governo está “disponível para apoiar os autarcas de Vila Velha de Ródão e de Belmonte na procura de novas soluções que respondam, de forma cabal, às necessidades das populações”. “Sem serviços públicos será cada vez mais difícil manter e atrair população e empresas”, asseveram.

At http://www.ps.parlamento.pt/

Opinião: “Um blá blá por um Melhor Alentejo”

Antonino untitled_design_85Nesta semana, em Portalegre, ouvimos o Senhor Presidente da República, sempre presente e oportuno, e muitos outros especialistas falar de coisas e loisas nobres deste interior alentejano. Foi todo o dia e sem intervalos, já doía a cadeira. À falta de um dos três Ministros anunciados, ironizou-se, delicadamente, que tinha ido promover a agricultura a Angola. De facto, foi anunciar o apoio de 60 milhões de euros de fundos comunitários aos agricultores angolanos. Acreditamos que não seria por sentimentos de paternalismo ou de proteção nem pelo facto de os considerar pobres e desgovernados. Mas que a alta política tem lógicas, mecanismos e procedimentos que a nós, cá na província, é preciso fazer desenho para se explicar bem e fazer entender, lá isso é. Não é fácil de enxergar.

Na prática mais prática, este interior faz acrobacias para atrair verdadeiramente quem o possa estimular e ajudar a dar volta ao texto. Sabe que está esquecido, não sei se abandonado. Tem a consciência de que, cada vez com menos votos, por mais otimista que seja, dificilmente irá ver a luz ao fundo do túnel.

Em discursos e debates, porém, não há rincão deste país que lhe passe a perna. É sempre muito aplaudido e elogiado pela diversidade dos seus recursos, potencialidades e beleza por todos quantos querem mostrar saber e fazer figura por estas bandas! Mas pobres de nós os alentejanos por nascimento ou adoção!… Sei que não foi por mal, mas foi uma frase que me fez saltitar as vísceras e pular na cadeira. Alguém citou, com certeza sem querer dar ares de sabido nem nos querer dizer que somos os grandes preguiçosos de Portugal, alguém citou o que John Kennedy havia dito aos americanos: “Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela”. Embora entenda o positivo de tal afirmação, naquele contexto em que até alguns aproveitaram para fazer propaganda política, foi, no meu pensar, mais um caneco de água fria a esmagar silenciosamente o entusiasmo inicial dos presentes, gente empreendedora, empenhada e sacrificada sem necessidade de grandes lições neste campo, mas com necessidade de se sentir reconhecida, estimulada e apoiada. Estavam também ali os autarcas concelhios e de freguesia do distrito, gente empenhadíssima e persistente no cuidar da qualidade de vida das suas gentes. Não se tratava de saber o que cada um pode fazer pelos outros e pelo país. Ali tratava-se de saber o que é que o governo que tudo centraliza, tem centralizado e não tem pressa em descentralizar, o que é que o governo pode e tem planeado fazer por esta gente, para que não desapareça, para que possa viver com esperança e dignidade, para que possa associar-se com gosto e determinação às tarefas que o futuro aponta e exige. Era um auditório de elite e de calos nas mãos há muito comprometida no desenvolvimento da região apesar de tantos cardos e espinhos, dificuldades e burocracias.

Felicito todos os intervenientes pelo seu testemunho e pelo rasgar de horizontes, embora, como é natural, me revisse mais numas do que noutras comunicações. Fosse qual fosse o ponto de vista abordado, fosse qual fosse o entusiasmo com que era exposto e apontado o caminho a seguir, houvesse ou não discordância mais ou menos determinada, todos tinham um objetivo comum: um melhor Alentejo. Foi de aplaudir!

Não seria tanto para isso, mas é verdade que nada de concreto e substancial saiu dali, quer como resposta ao que os alentejanos, desde há muito e por muitas vezes reiterado, têm como necessidade premente para um maior desenvolvimento da região, quer como incentivo à resistência destes alentejanos que se sentem escoados de massa crítica, da traquinice e sonho juvenil e de braços para o trabalho. A maior parte da gente que rodeia os que enchiam o auditório está já no render da guarda. Trabalhou muito, sofreu muito, não se divertiu muito, não se aposentou cedo, vive sem reservas e de economias apertadas, está cansada e a precisar de descanso, apoio e paz. Além disso, como toda a gente sabe e os jovens não ignoram, ninguém tem vocação para mártir. O martírio pode acontecer se tiver de acontecer. Não se provoca, não se procura, não se aguarda pacientemente. Por isso, embora com pena, se não há perspetivas de futuro, os jovens vão em busca de novos poisos e possibilidades. Quem o não faria, o não faz ou virá a fazer?..

Parabéns ao “Movimento de Cidadania Melhor Alentejo” pela reiterada e primorosa organização e pela elevada qualidade da iniciativa. Renovaram a nossa confiança no adágio: água mole em pedra dura tanto dá até que fura! Não há no país, com certeza, muitos movimentos destes a provocar o debate com nível e a fazer crescer a cidadania de que tanto precisamos. Na verdade, é preciso dizer e gritar bem alto que estamos vivos, somos gente, estamos aqui. Sobretudo quando a comunicação social de influência e a gente da esfera do poder estejam muito ocupadas com outros afazeres ou tenham outros centros de interesse.

Embora entendamos que, por vezes, não há qualquer outra alternativa, as solicitações são muitas, achamos que não é muito curial que os responsáveis convidados e a constar no programa venham apressadamente falar de cima para baixo e logo se ausentem dos debates que lhe dizem respeito em virtude das áreas a que presidem. A sua presença, mesmo que sem soluções para as coisas tratadas, o que é normal, é sempre manifestação de comunhão junto do povo e de interesse na busca comum do melhor para o país. E lá pelos intervalos sempre haverá espaço para umas selfies a fazer memória da efeméride.

D. Antonino Dias

Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco 

At https://www.facebook.com

Defensores do interior novamente contra as portagens na A23

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A Plataforma Para a Reposição das Scuts na A23 e A25 anunciou hoje a realização de novas ações de luta contra as portagens, nomeadamente uma marcha lenta, um seminário e uma manifestação à porta da residência oficial do primeiro-ministro.

Em conferência de imprensa realizada hoje na Covilhã, distrito de Castelo Branco, os representantes desta Plataforma frisaram que a luta tem de continuar, já que os descontos anunciados para 2019 são “insuficientes” e que as portagens continuam a ser um “atrofio para o Interior”.

“Temos de ser mais teimosos porque aquilo que temos conseguido tem sido pouco”, afirmou José Gameiro, da Associação Empresarial da Beira Baixa, uma das entidades que integra esta Plataforma.

Entre as novas ações previstas, está uma manifestação junto à porta da residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, que deverá ocorrer no dia 13 de outubro.

Este protesto já tinha sido anteriormente anunciado, mas acabou por ser adiado com o objetivo de manter aberta uma via negocial com o Governo, o que, até agora, não sortiu o resultado esperado.

“É uma iniciativa que não se faz de ânimo leve, que tem custos (…), mas, se não tivermos mais avanços, vamos mesmo realizá-la”, afirmou Luís Garra, da União de Sindicatos de Castelo Branco.

Lembrando que se está em fase de discussão do Orçamento do Estado, Luís Garra também defendeu que este é o momento de “aumentar a pressão”.

Assim, já no próximo dia 20 de setembro realiza-se uma marcha lenta/buzinão, com dois pontos de partidas (na Covilhã e em Castelo Branco, respetivamente às 17:00 e às 17:30) e com ponto de encontro em Castelo Novo, concelho do Fundão.

Segundo o previsto, os participantes percorrerão alguns troços da A23, com passagens pela Estrada Nacional 18 para evitar o pagamento de portagens.

Para dia 27 de setembro, às 20:30, no auditório do Instituto Politécnico de Castelo Branco, será levado a cabo um seminário subordinado ao tema das portagens e das parcerias público-privadas rodoviárias.

O debate é aberto à participação de todos e tem já confirmada a presença de Eduardo Anselmo Castro, vice-reitor da Universidade de Aveiro, que realizou um estudo sobre os “impactos da cobrança de portagens na mobilidade rodoviária.

Outro dos oradores é Paulo de Morais, docente universitário e político português, que preside à Frente Cívica, associação que pretende apresentar no parlamento um projeto-lei que visa extinguir os contratos de parcerias público-privadas do domínio rodoviário, medida que, de acordo com a Frente Cívica, permitiria poupar 11 mil milhões de euros.

Os representantes da Plataforma sublinharam a importância deste debate, que juntará mais argumentos à luta contra as portagens, onde já constam questões como os elevados custos de contexto e a falta de alternativas.

Além disso, reiteram ainda o desafio público para que autarcas, deputados e partidos políticos se juntem a este movimento e lembraram que a reposição das Scut (vias sem custos para o utilizador) é uma questão de justiça, já que estas autoestradas foram construídas para não ter portagens.

“É hora de nos devolverem aquilo que nos foi roubado”, disse, Zulmiro Almeida, da Comissão de Utentes da A25.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.

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Aldeia tenta recuperar-se vendendo casas a 1 euro

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Posee la belleza y la historia necesarias para atraer a la gente

Ollolai es un pintoresco pueblo de montaña con casas de piedra y tejados rojos, situado junto al frondoso monte San Basilio Magno, en la isla mediterránea de Cerdeña (Italia). Se trata de la capital de la zona de Barbagia, una de las más auténticas de Cerdeña, que ha quedado sorprendentemente preservado del turismo, pues posee la belleza y la historia necesarias para atraer a la gente.

Su historia se remonta al 4000 a. C., prueba de ello son los vestigios de un pueblo nurágico (edad de bronce) que se encuentran en la zona de San Basilio, y entre su entramado de callejuelas y plazas cubiertas de murallas hay más de 200 viviendas antiguas, ahora abandonadas, hechas con la típica roca de granito gris que crece en los picos de las montañas de la isla.

A poco más de una hora de las mejores playas de la isla y a dos horas de los dos aeropuertos principales: Alghero y Cagliaria, es un refugio tranquilo y soleado, donde los visitantes encuentran un ambiente acogedor.

Pero la localidad podría convertirse en un pueblo fantasma en breve, ya que, desde la década de 1980, la población se ha reducido a la mitad, ahora son solo 1.300 habitantes. Además, el descenso de vecinos ha dejado muchas de las históricas casas de piedra en mal estado.

Ante tal situación, el Ayuntamiento ha puesto a la venta estas viviendas al precio de un euro a cambio de comprometerse a rehabilitarlas en el plazo de tres años desde la compra, con un coste aproximado de 20.000 euros.

Una oportunidad para aquellos que deseen disfrutar de la rica herencia cultural de la zona, de las tradiciones como la fabricación de queso y cestería, de las delicias culinarias como porceddu (lechón asado) o su pane vratau, de las hermosas vistas al valle, y de las excursiones al monte S’Asisorgiu, denominado la ‘Ventana de Cerdeña’, 1.126 metros de altura donde se pueden contemplar los dos mares que bañan la isla en la costa occidental y la vertiente este.

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