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Município de Ponte Sor faz campanha de prevenção à Páscoa

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No Concelho de Ponte de Sor temos as mais belas planícies, espelho de água a perder de vista, tecnologia de ponta mas…temos também os nossos, os seus e de muitos…avós…uma maioria de população envelhecida!

Ajude-nos a protegê-los, não venha nesta Páscoa!

Prometemos recebê-lo, como tão bem sabemos fazer, na próxima!

Nunca, como nesta Páscoa deverá prevalecer o bem da família!

Por si e pela sua, estejam juntos, mas separados!

Nesta Páscoa fique em casa!

Não viaje para ter a certeza que a família se junta toda na próxima!

At http://www.cm-pontedesor.pt/

Dia Mundial da Poesia a 21 (poema de Hélder Telo)

Helder TeloNã venham pó Alentejo

 

Tô escrevendo aqui no monti

Um poema pós de fora

Viver aqui na presta

Vã-se mas é daqui embora.

 

As notis aqui sã frias

Nã aguentas nem que te mates

3 mantas Nã te chegam

Até arreganha a pele dos tomates.

 

Os dias aqui sã tã quentes

As vezes até falta o ari

50 graus n’ amarleja

Nem na rua podemos andari.

 

Na temos aventoinhas

Com o calor nã se pode.

Os velhos usam samarra

E as velhas têm bigode

 

Querem vir pá cá morari

Nem sabem a bicheza que há aqui

Gato bravo e Saca-rabos

Raposas e javali.

 

As 5 da manhã tamos-se álevantar

Pa monde ir ver do gado

Nem imaginam o que é Andar

com um pé todo cagado.

 

Na temos carro de praça

Nem sequer internet

Uns andam aqui a pé

Os outros na biciclete.

 

Nã temos praia perto,

e só se bebe aqui bagaço

Os sapos aqui sã tã grandes

Espetam com cada cagaço…

 

As casas nã têm luz

E lume é no chão

O gerador só faz barulho

Pá gente ver a tlevisão

 

Já dizia a outra porca

É nos montis ca gente móra.

Como já viram, isto na presta

Vã-se mas é daqui embora.

 

Se antes era deserto

Agora continua a ser

Nem os queremos aqui tã perto

Nem os queremos aqui a viver.

 

Podem vir visitar

Mas venham noutra altura

Deixem se aí ficar

Enquanto está merda dura.

 

De Um Alentejano que quer ajudar.

 

Autor: Helder Telo

At https://www.facebook.com/

Comunicado da Saúde Pública

Corona AlentNa sequência da declaração, a 30 de janeiro de 2020, de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional pela Organização Mundial da Saúde e da evolução da situação, a nível da Região Alentejo foram imediatamente acionados os mecanismos de Preparação e Resposta à Doença por novo Coronavírus (COVID-19), coordenados pela ARS Alentejo, em alinhamento com as orientações da DGS.

Têm sido divulgadas as recomendações nacionais para a população sobre as medidas de prevenção, nomeadamente o distanciamento social (evitar contacto próximo com outras pessoas), a adoção de medidas de higiene das mãos, de limpeza de objetos e superfícies e de etiqueta respiratória (não espirrar, tossir ou falar em direção a outros ou para as mãos), e o recurso preferencial ao contacto com a linha SNS 24 -808242424

A rede de saúde pública da Região, tem ativamente participado nas medidas de contenção, promovendo a avaliação de todos os casos suspeitos identificados, a vigilância de todos os casos que o justificaram e a investigação epidemiológica, em articulação com os recursos instalados SNS, LAM e Hospitais de referência, e os serviços de saúde da região.

Todos os casos suspeitos identificados na Região Alentejo, que precisaram de realizar testes, os mesmos foram realizados, tendo todos sido negativos para coronavírus, até ontem.

Ontem registamos os primeiros dois casos positivos. Casos de pessoas que contraíram a infeção fora da região, e mais casos viremos a registar, agradecendo desde já que não se entre em pânico e em medidas discriminatórias e de invasão de privacidade dos mesmos.

Estes casos positivos estão na linha do expectável pela situação epidemiológica em curso, e demonstram que o trabalho promovido pelos serviços de saúde foram efectivos, e que temos que continuar a promover a sua permanente adequação.

Importa manter as medidas que promovem a contenção da doença por parte de todos os cidadãos já referidas, a nível individual e colectivo.

Saliento a necessidade de colaboração e apoio à atividade dos profissionais de saúde e dos agentes de proteção civil, confiantes de que todos estão a fazer o seu melhor.

Consciente de que o Alentejo e todos os que aqui residem e trabalham, saberão estar unidos na luta contra este desafio global enorme, não posso deixar de apelar à participação ativa de todos para que:

Sigam as recomendações que forem sendo difundidas, de acordo com a evolução da situação;

Se informem nas páginas da DGS e da ARS Alentejo, ULSNA, ULSBA, ULSLA  e HESE:

Em caso de necessidade liguem para o SNS 24 808242424;

As medidas de isolamento social, não deixam de parte valores fundamentais como a solidariedade, a interajuda e o cuidar dos mais vulneráveis, tendo sempre presente as regras de distanciamento social, higiene das mãos e etiqueta respiratória.

Agradeço a participação de todos nesta luta, e um pedido para que não deixem que o Coronavírus estrague as nossas amizades.

Autoridade de Saúde Regional

Filomena Araújo

Artigo de opinião: “Sai de casa hoje e esqueci-me de levar empatia”

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“Sai de casa hoje e esqueci-me de levar empatia.

As saidas de casa estão reservadas a três tipos de ocorrências na minha familia. Compras, levar o lixo e fazer um passeio diário. As compras são feitas num supermercado do bairro, onde entram cinco pessoas de cada vez e as funcionárias usam luvas e máscara. Serve para o essencial e o caos dos principais supermercados consegue ser evitado. Os passeios diários são urgentes. Para revigorar, para manter a sanidade. Usamos tanto quanto possivel a estrada das ruas do bairro residencial. Esticar as pernas, apanhar ar puro, ver se o mundo está ou não perto de enlouquecer.

Hoje, mal saimos para o tal passeio diário, encontrámos um homem jovem, a falar na lingua nativa do sitio onde estamos, a qual não entendemos. Respondemos a Inglês. Em gestos e um inglês quase nulo, ele pediu dinheiro. E pediu cigarros. E levou a mão à boca. Pouco interessa se não traziamos carteira. Pouco interessa se já deixei de fumar. Pouco é relevante se poderiamos comunicar. Dissemos Não. Dissemos não a um desconhecido em tempos de crise. Dissemos não a quem pode apenas e só andar a vaguear ou quem pode não comer há vários dias. Dissemos não e não tivemos coragem de nos aproximar.

Tenho tido medo dos meus prognósticos. É isso que me apavora cá dentro. Os meus prognósticos. Prevejo muito as coisas, o bom e o mau, o positivo e o negativo. Procuro soluções e procuro o meio termo. Deduzo o que pode ser o desfecho de cada acção tomada. Minha e do mundo. Leio muito, procurando pontos de vista crediveis. E faço pressuposições do que podemos ter que vir a enfrentar. Numa semana, já consegui contornar dilemas e evitar males, à conta destes prognósticos. Já foi declarado o Estado de Emergência. Falta pouco para soldados andarem nestas ruas e já há um conjunto grande de relatos de desentendimentos em supermercados. E sei que mais uns dias, pode ser perigoso andar na rua, especialmente em ruas vazias, em ruas com supermercados limitados, com mais pessoas desesperadas. Foi a primeira vez que vi alguém pedir dinheiro no meu bairro, à porta de minha casa. E disse Não. Não levei carteira, não levei tabaco, não levei empatia. Devia ter feito melhor e não fiz. E tenho medo que esta tenha sido a primeira vez de muitas.

O meu passeio foi uma merda e não me orgulho disto. Hoje é mesmo melhor isolar-me socialmente.”

MJP

At Facebook

Artigo de opinião: “Empatía Viral”

FB_IMG_1584440417024Y así un día se llenó el mundo con la nefasta promesa de un apocalipsis viral y de pronto las fronteras que se defendieron con guerras se quebraron con gotitas de saliva, hubo equidad en el contagio que se repartía igual para ricos y pobres, las potencias que se sentían infalibles vieron cómo se puede caer ante un beso, ante un abrazo.

Y nos dimos cuenta de lo que era y no importante, y entonces una enfermera se volvió más indispensable que un futbolista, y un hospital se hizo más urgente que un misil. Se apagaron luces en estadios, se detuvieron los conciertos los rodajes de las películas, las misas y los encuentros masivos y entonces en el mundo hubo tiempo para la reflexión a solas, y para esperar en casa que lleguen todos y para reunirse frente a fogatas, mesas, mecedoras, hamacas y contar cuentos que estuvieron a punto de ser olvidados.

Tres gotitas de mocos en el aire, nos ha puesto a cuidar ancianos, a valorar la ciencia por encima de la economía, nos ha dicho que no solo los indigentes traen pestes, que nuestra pirámide de valores estaba invertida, que la vida siempre fue primero y que las otras cosas eran accesorios.

No hay un lugar seguro, en la mente de todos nos caben todos y empezamos a desearle el bien al vecino, necesitamos que se mantenga seguro, necesitamos que no se enferme, que viva mucho, que sea feliz y junto a una paranoia hervida en desinfectante nos damos cuenta que, si yo tengo agua y el de más allá no, mi vida está en riesgo.

Volvimos a la ser aldea, la solidaridad se tiñe de miedo y a riesgo de perdernos en el aislamiento, existe una sola alternativa: ser mejores juntos.

Si todo sale bien, todo cambiara para siempre. Las miradas serán nuestro saludo y reservaremos el beso solo para quien ya tenga nuestro corazón, cuando todos los mapas se tiñan de rojo con la presencia del que corona, las fronteras no serán necesarias y el tránsito de quienes vienen a dar esperanzas será bien recibido bajo cualquier idioma y debajo de cualquier color de piel, dejará de importar si no entendía tu forma de vida, si tu fe no era la mía, bastará que te anime a extender tu mano cuando nadie más lo quiera hacer.

Puede ser, solo lo es una posibilidad, que este virus nos haga más humanos y de un diluvio atroz surja un pacto nuevo, con una rama de olivo desde donde empezará de cero.

Edna Rueda Abrahams

At http://www.xn--elisleo-9za.com/

Colheita de sangue em Nisa

Sangue Nisa

Com as festas praticamente a acabar, voltamos ao que mais gostamos de fazer.
Sábado dia 4 de Janeiro voltamos às nossas colheitas de sangue e abrimos o ano de 2020 em Nisa, Vamos estar à vossa espera entre as 9 e as 13 horas no Centro de Saúde dessa Vila. Não faltem à chamada…pois o sangue que vos corre nas veias é necessário para salvar vidas. Tragam um amigo, familiar ou colega de trabalho e venham dedicar a manha à solidariedade.

At https://www.facebook.com/

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Artigo de opinião: “O Chega quer proibir o sindicalismo”

Raquel Varela 36397388_10212151214190668_1506337673151774720_nFui ler o Programa do Chega – propõe a generalização dos despedimentos sem justa causa, e a proibição do sindicalismo, o fim do SNS e da escola pública, está tudo em baixo em link. Depois de enganados pelo PS e pelo PSD, desiludidos pelo PCP e o BE, ou adormecidos pelo PAN, desistindo da humanidade, os portugueses têm este Ventura como um “tipo que diz umas verdades”. Tive a paciência de ler tudo – agradeço a parte cómica em que Ventura defende vender as escolas aos professores…ou dar – caso não possuam poupança para as comprarem…

Salazar era o braço direito do grupo CUF, Mello etc, gente que toda a vida falou de empreendedorismo e viveu na sombra do Estado, enriqueceram única e exclusivamente à custa de baixos salários em Portugal, e trabalho compulsivo nas colónias. Esse tipo de trabalho era garantido com a proibição de sindicatos decretada por Salazar. Salazar estava ameaçado de uma revolução social – a partir da Espanha revolucionária – quando apoiou o líder fascista Rolão Preto, um cão de guarda que ficava com a tarefa de chefiar uma milícia, os camisas azuis, cuja função era – oficial e oficiosamente – perseguir revolucionários ou gente que defendia os direitos do trabalho. Quando Rolão Preto fez o serviço Salazar mandou prendê-lo. Hitler fez o mesmo com as SA, a milícia de homens musculados. Primeiro usou-os para matar dirigentes políticos de esquerda, a seguir mandou matar e prender os membros das SA. Para que pudesse pôr o Estado ao serviço das empresas privadas como a Bayer, Thyssen etc, agora usando o trabalho escravo (campos de concentração) sem a oposição dos lideres revolucionários. Cumprido o serviço sujo pelas SA cadeia com eles, que as empresas têm mais que fazer, é o lucro pá e a culpa era dos comunistas – mata-se e tudo fica impecável, um país sério. Milhares de desempregados, trabalhadores puseram-se, desesperados, ao serviço dos Rolão Preto e das SA, para depois acabarem dizimados, presos, torturados pelos amos que serviram, os seus donos, que os manipularam com a suposta sinceridade da violência e de dizer “umas verdades”.

O programa do Chega tem 16 linhas sobre saúde – prevê a total privatização da saúde e da educação -, e 1 linha – não estou a brincar – é 1 linha, não é 1 página, sobre trabalho. O que diz lá? Proibir o tempo de dedicação dos dirigentes sindicais, mesmo que 1 hora por mês. Todo o tempo, ou seja, trata-se de proibir o sindicalismo em Portugal de facto. Sobre salários miseráveis, condições de trabalho miseráveis, burnout, assédio moral, má alimentação, habitação, tudo relacionado com os baixos salários, zero, está lá escrito zero. Mais à frente noutra secção pode ler-se a defesa dos despedimentos por qualquer razão, sem justa causa. Sobre trabalho há uma linha – proibir os trabalhares de se organizarem. Quem vai ser o Rolão Preto deste Ventura, que enriquecerá á conta do Estado onde, agora na Assembleia, já se instalou?

Aqui vos deixo o link, página 51 – é preciso sublinhar que os media entrevistam este Senhor como se de um político democrata se tratasse.

PS escusam de me vir com a conversa da esquerda que não actua – é verdade, a nossa esquerda é deprimente, e o que dizer de um Partido dos animais, numa altura em que as pessoas sofrem mais do que muitos animais, e o que dizer do mais importante, do PS e do PSD que, no poder, deixaram este Estado de coisas – quem isso não admite não poderá encontrar soluções. Mas mais deprimente é vir um Partido como o Chega defender a flexibilização total dos despedimentos – e em cima disso defender a proibição de os contestar. Isto é capitalismo selvagem mais ditadura, é o come e cala, numa palavra é isso o Chega. Se com os partidos actuais tantos portugueses – justamente- se sentem enganados, que dizer deste advogado bem falante Ventura que os manipula como se fosse um senhor honesto a defender a pátria, e nada mais propõe a não ser a legalização da semi-escravatura que já grassa em tantos locais de trabalho onde de facto os trabalhadores já têm medo de se organizar?

Página 51
https://partidochega.pt/wp-content/uploads/2019/09/PROGRAMA_POLÍTICO_2019_CHEGA-2.pdf

Raquel Varela

At https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/