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A saúde do Baixo Alentejo e o interior

Pedro-do-Carmo-01Apesar do PS votar diferente, votei a favor da ampliação do Hospital de Beja e da reposição de comboios entre Cuba e Beja.

Para além do sonho e da utopia, a política é sobretudo a arte do possível.
Como arte do possível deve ser sempre um exercício de coerência, de sentido de responsabilidade e de noção da transitoriedade do desempenho das funções públicas, sempre com o foco nas pessoas e nos territórios.
Foi sempre assim que desempenhámos funções políticas e públicas, no plano local e regional.
Tem sido assim que temos exercido o mandato como Deputado na Assembleia da República eleito pelo círculo eleitoral de Beja, nas listas do Partido Socialista.

Desde 2015 que assumimos o desafio de dar expressão à voz dos Baixo Alentejanos, nos termos e com a extensão ditada pela minha consciência, pelo sentido dos compromissos do Partido Socialista com a região e com noção da necessidade de compatibilizar os recursos do país com as necessidades das populações do Baixo Alentejo. Por vezes, com visibilidade, mas, na maior parte das situações, com a discrição do trabalho parlamentar e de articulação com o governo de quem sabe que uma solução é sempre preferível ao mero sublinhar inconsequente de um problema ou de uma ambição.

Ser voz do Baixo Alentejo e dos Baixo Alentejanos significa ser coerente em Lisboa com o que se defende em Beja.

Foi com esse sentido de sempre que, apesar de votos em sentido diverso do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, votei favoravelmente o Projeto de Resolução n.º 1677/XIII/3.ª, apresentado pelo PCP, que propõe medidas para que se iniciem os procedimentos para a remodelação e ampliação do Hospital de Beja e o Projeto de Resolução n.º 1103/XIII, apresentado pelo PSD, que recomenda ao Governo que reponha todos os horários dos comboios entre Cuba e Beja.

As expressões locais do Serviço Nacional de Saúde devem assegurar uma base fundamental de cuidados de saúde às populações independentemente das latitudes e longitudes do território nacional, que no distrito de Beja assumem particularidades relevantes que devem estar imunes às mudanças de governos e às dinâmicas nacionais e regionais que possam ser geradas. O Distrito de Beja precisa de ter respostas de saúde adequadas à sua população e às especificidades do seu território.
Os serviços públicos, como acontece com o transporte ferroviário, devem assegurar idêntica base de oferta de mobilidade aos cidadãos, imunes às circunstâncias da conjuntura e dos governos, em sintonia com as necessidades essenciais das populações.

Em função das disponibilidades do país, do apoio parlamentar que suporta o governo e das opções políticas que enformaram o atual quadro comunitário de apoios, Portugal 2020, registaram-se desde 2015 avanços na melhoria das condições de vida, no esforço de valorização de serviços públicos essenciais e na incontornável necessidade de valorizar o Interior e o Mundo Rural.

Muito já foi feito, muito ainda falta fazer, mas estão-se a dar passos.

Continuaremos a trabalhar para ter soluções sustentáveis, realistas e com sentido de futuro para o Baixo Alentejo e para os Baixo Alentejanos. Em coerência e com sentido de compromisso com o mandato recebido dos Baixo Alentejanos.

Pedro do Carmo

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Câmara Municipal de Nisa não vai participar no 2.º Congresso AMALENTEJO

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265 Congressistas são esperados este fim-de-semana em Castelo de Vide no 2º Congresso AMAlentejo/Semeando Novos Rumos

É já este fim-de-semana, no Cine-Teatro Mouzinho da Silveira, em Castelo de Vide, que irá decorrer o 2º Congresso AMAlentejo, com o lema “AGIR NO PRESENTE/PLANEANDO O
FUTURO”.

“Alentejo: Poder Local e Descentralização”, “Desenvolvimento Económico, Social e Cultural – Projetos Estruturantes para o Alentejo – Portugal 2020 e Portugal 2030” e “A Palavra aos Partidos, pelo Alentejo” são os painéis que irão compor estes dois dias de debate em prol do Alentejo.

A sessão de abertura, marcada para as 10h30, contará com a palavra de António Pita, Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, João Proença, Presidente da Direção da Casa do Alentejo que estará em representação da Comissão Organizadora deste 2º Congresso, e Pedro Soares, Presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, em representação de Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República.

Ao longo do dia 30 de junho serão várias as personalidades de reconhecido mérito que farão a introdução do 1º e 2º Painéis, estando assegurado o espaço para a intervenção dos congressistas que manifestaram, previamente, essa intenção, sendo posteriormente aberto o debate.

O dia 1 de julho será reservado às intervenções dos Partidos Políticos com assento na Assembleia da República, estando confirmados, até ao fecho do presente programa em anexo, os seguintes representantes: Telma Saião pelo Partido Ecologista “Os Verdes”, António Batista pelo CDS – Partido Popular, José Carita Monteiro pelo Bloco de Esquerda, João Dias Coelho pelo Partido Comunista Português e António Costa da Silva pelo Partido Social Democrata.

A sessão de encerramento do 2º Congresso AMAlentejo está prevista para as 12h30 do dia 1 de julho, com os discursos de António Pita, Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, e Ceia da Silva, Presidente da Turismo do Alentejo (ERT), que estará em representação da Comissão Organizadora deste 2º Congresso.

At http://www.amalentejo.pt/

 

2.ª Conferência Clubes Capazes | Desigualdade Económica e Género

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Já amanhã, 10 de maio, em Portalegre.

Conferências Clubes Capazes | Desigualdade Económica e Género
Estaremos à conversa com Sara Falcão Casaca (ISEG); Mariana Mortágua (economista, deputada BE); Patrícia São João (investigadora CIEG); Carla Baptista (diretora técnica NAVVD Portalegre) e João Baião (ator e apresentador).

Apareçam no Centro das Artes do Espectáculo de Portalegre, às 10h30, ou sigam a transmissão em direto aqui na página da Capazes.

Ciclo de Conferências Clubes Capazes é uma iniciativa da Capazes Associação Feminista, desenvolvida no âmbito do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE), e com mediação da CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. Tem como objetivo promover a igualdade de género no Alentejo, nomeadamente através da capacitação das camadas mais jovens da população.

Programa: Estereótipos de Género (Odemira, 4/5); Desigualdade económica e Género (Portalegre, 10/5); Escola e Género (Elvas, 17/5) e Violência no Namoro (Ponte de Sor, 29/5).

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Sinopse: Como se uma barreira invisível, um “teto de vidro”, o impedisse: ainda que sejam em maior número com formação superior e a frequentar as universidades, as mulheres simplesmente não conseguem alcançar tantos cargos de chefia, ter igual acesso a oportunidades ou receber o mesmo salário que um homem em condição laboral idêntica. Em Portugal, em média, os homens recebem 990,05 euros e as mulheres auferem 824,99 euros, representando um fosso salarial de 16,7%* (diferencial que aumenta se falarmos de quadros superiores). A par da desvalorização feminina no mercado de trabalho, a assimetria na gestão do uso de tempo na esfera privada é igualmente penosa. Tanto a licença de parentalidade, quanto as responsabilidades domésticas e de cuidado a crianças e idosos, não remuneradas, continuam a ser vistas como tarefas do “universo feminino”. Como poderia uma abordagem feminista e igualitária beneficiar as mulheres, os homens e contribuir para a prosperidade económica?

*CIG: Igualdade de Género em Portugal: indicadores-chave 2017

À conversa com:
➢ Sara Falcão Casaca | professora no ISEG, antiga presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género
➢ Patrícia São João | investigadora no CIEG
➢ Mariana Mortágua | economista, deputada do BE
➢ Carla Baptista | diretora técnica do NAVVD Portalegre
➢ João Baião | ator e apresentador

➢ Rita Ferro Rodrigues | presidente da Capazes e moderadora do evento

Entrada livre.
Transmissão livestreaming

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Crónica: O desporto é o maior factor de desenvolvimento económico das regiões

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O desporto é o maior fator de desenvolvimento economico das regiões e nós não poderíamos deixar passar em claro o segundo jogo da Final do Play-Off do Campeonato Distrital de Futsal do Distrito de Portalegre, entre as Equipas dos concelhos de Sousel e Portalegre.

União Desportiva do Concelho de Sousel, ou Centro Cultural e Desportivo de Reguengo, ascenderá ao Campeonato Nacional da Segunda divisão na próxima temporada, promovendo o nome de uma região; o Alto Alentejo, a todo o País, juntando-se assim ao Eléctrico Futebol Clube que tão bem tem representado a cidade de Ponte de Sor e a região Alentejo, estando esta época apenas a uma vitória da subida à Liga SportZone, ou seja, o topo da modalidade em Portugal.

A prática desportiva e a atividade física é uma preocupação social emergente, cada vez mais generalizada, materializada no objetivo de proteger a saúde, melhorar a aptidão física e melhorar os comportamentos sociais e o bem-estar.

Este investimento na cultura física e desportiva das várias gerações está comprovado em evidência científica que demonstra uma relação direta com o desempenho  físico e psicológico e a melhor qualidade de vida de jovens e adultos.  Os indivíduos envolvidos na prática do desporto apresentam melhores índices de aptidão física, obtendo consequentemente melhores resultados académicos. Num contexto atual, constata-se também uma procura crescente de formação ao nível do ensino superior e das profissões ligadas às práticas do desporto; treinadores de desporto, ou fisiologistas do exercício.

É urgente que se adotem medidas e políticas de incentivo à prática de atividades de competição regular. Futebol, Futsal, Basquetebol, Atletismo, Rugby, Natação e muitas outras modalidades, quer em escalões de formação, quer em escalões seniores, todas elas elevam o bom nome de uma região e são o maior motor de dinamização económico, embora custe admitir a muitos. A prática do exercício físico implica, consequentemente, a  melhoria de qualidade de vida e aquisição e implementação de bons hábitos sociais e tem um papel preponderante no desenvolvimento económico/financeiro. Um investimento social, com um enorme retorno a médio e a longo prazo, com um incremento evidente nas economias locais e que poderia poupar milhares de euros por pessoa em custos de saúde pública.

At http://tvguadiana.pt

Opinião: “Afinal, o matadouro mata pouco ou, em rigor, não mata.”

Hospital Portalegre

Hugo 16387866_1552036378145399_3976474074437129947_nDesde que me lembro de ser gente que ouço dizer que o hospital de Portalegre é do pior. A urgência, então, de fugir. Quem lá cai, das duas uma: ou vai, ou fica. Ou vai desta para melhor, ou fica horas, e horas à espera. Chateia. Incompetência metida no máximo. Ninguém aguenta.
Hoje, no advento da tecnologia, a crítica cai nas redes sociais, com meia duzia de erros ortográficos e, pelo menos, sete fotografias. A malta tende a concordar, de igual modo.
8 de Abril de 2018, final da tarde. Um autocarro com 48 finalistas do secundario, um motorista e um guia despista-se nas curvas debruçadas sobre o fratel. O pesado adorna. 50 feridos. 6 da tarde e a noite a cair.
A operação de socorro é desencadeada de forma irrepreensível. 100 operacionais, 40 viaturas, 1 helicóptero. Inem no local, triagem.
16 feridos seguem para portalegre. O hospital ativa o plano de contingência. Sem ser necessário médicos e enfermeiros apresentam-se, anunciam-se disponiveis. Durante a noite, horas após o acidente todos os 15 jovens feridos tinham sido assistidos, avaliados e tinham tido alta. Apenas o motorista permaneceu ingressado umas horas mais. Todos tiveram competente apoio psicológico.
O tal “matadouro” respondeu quando fez falta, como fez falta de forma capaz e competente. Foi inteiro. Bom.
A malta do ataque de caspa amanhã voltará à carga com a fúria das fotos de pulseiras verdes e tempos de espera porque… aqui, na parvónia seremos sempre piores que os outros.
Triste, muito triste. Morreu um menino de 18 anos. Paz à sua alma.

PS. Fazer política em cima da desgraça nem sempre resulta.

Hugo Alcântara

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Ejacular pelo menos 21 vezes por mês pode evitar o cancro de próstata

Prostata

A saúde da próstata ainda é uma questão muito delicada entre os homens, embora seja extremamente importante. A próstata nada mais é do que a glândula responsável pela produção do sêmen.

Ela normalmente provoca distúrbios entre homens acima dos 50 anos, como o câncer de próstata, que é o terceiro mais comum entre os homens nos EUA. No entanto, segundo um estudo feito por pesquisadores de Harvard, essa condição pode muito bem ser evitada – e de um jeito um tanto quanto prazeroso. As informações são da Indy100.

Já sabemos que coisas como uma boa dieta, exercícios físicos e exames regulares são a maneira mais eficaz de manter a próstata saudável. Mas, o que poucos homens sabem é que a ejaculação também é essencial para a saúde da glândula. Em um estudo publicado na European Urology, os pesquisadores de Harvard afirmaram que a atividade sexual intensa pode reduzir os riscos de câncer de próstata.

O estudo observou os hábitos sexuais de 32.000 homens e determinou que aqueles com maior taxa de ejaculação eram menos propensos a ter tumores na glândula.

Descobrimos que os homens que relataram maiores comparações com a menor frequência ejaculatória na idade adulta foram menos propensos a serem posteriormente diagnosticados com câncer de próstata”, escreveram os pesquisadores. “Este grande estudo prospectivo fornece a evidência mais forte até à data de um papel benéfico da ejaculação na prevenção do câncer de próstata”.

Segundo eles, são necessárias pelo menos 21 ejaculações mensais para ajudar a proteger o homem do câncer de próstata. Eles descobriram que os homens que ejacularam este número durante o período de um mês tiveram um risco reduzido de 33% nas chances de desenvolver câncer de próstata do que aqueles que não o fizeram.

Entretanto, os pesquisadores não souberam dizer como exatamente a ejaculação pode ajudar a glândula. Eles especulam que talvez tudo esteja relacionado a eliminação de toxinas do sistema.

Vale lembrar que a ejaculação não salvará sozinha sua próstata. Logo, o habito de fumar, comer alimentos processados e com alto teor de gordura, bem como questões de hereditariedade, poderão ser decisivos para o problema.

Se um homem quer ficar fora da sala de cirurgia e evitar o câncer da próstata, ele precisa evitar completamente as gordura e toxinas ambientais que contribuem para problemas de próstata e iniciar um sábio programa nutricional que inclua suplementos básicos que ajudem a glândula”, advertiu o especialista Dr. James Balch, consultado pela Indy100.

At http://www.jornalciencia.com

Alerta: vem aí a “Quarta Revolução Industrial”

A Quarta Revolução Industrial tem como grande impacto mudanças nos sistemas de produção e consumo, amplo uso de inteligência artificial, e o desenvolvimento de energias verdes. Uma economia com forte presença de tecnologias digitais, mobilidade e conectividade entre pessoas.

O Padre Constantino

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Nasceu e cresceu num lugar onde a Igreja sempre teve um papel preponderante, mas hoje, às manifestações religiosas o governo responde com balas.

Constantino Buapale Malu, ou padre Constantin, como se apresenta, é um dos três sacerdotes missionários, da Congregação do Verbo Divino, a exercer o seu ministério pastoral em Nisa, na Diocese de Portalegre e Castelo Branco. Partilha esta missão, in solidum, com os também missionários Joaquim Valente e Jomy Jonh. Nasceu em Mikalayi, na Província do Kasai-Ocidental, na República Democrática do Congo. Chegou a Portugal em 2004, com uma parte da licenciatura em filosofia na bagagem, tendo feito cá a parte da teologia, na Universidade Católica. Acabou os estudos em 2008 e foi ordenado diácono em 2009. Em 2 de maio de 2010 foi ordenado padre, em Kinshasa, na presença daa família. O trabalho missionário apontou-lhe novamente o caminho de Portugal, onde começou a trabalhar no distrito de Castelo Branco, no Tortosendo. Em 2013 foi destacado como pároco in solidum para a paróquia de Prior Velho, em Lisboa, e desde 2016 que foi nomeado para Nisa.

Ser missionário é ser cidadão do mundo, e, neste momento, a casa do padre Constantino é Nisa, mas o coração e a preocupação continuam na casa natal, onde o governo, para se manter no poder e não marcar eleições, começou por fazer braço de ferro com a oposição, mas acabou a perseguir a Igreja, entidade que sempre teve um papel preponderante naquele país, tendo inclusive sido chamada a mediar um acordo entre governo e oposição. O acordo fez-se, mas não saiu do papel, e agudizou-se com a morte do chefe da oposição. “A Igreja manifestou o seu desagrado, defendendo que o povo devia tomar a decisão nas suas mãos”, conta, lembrando que, nesse sentido, o conselho laico dos cristãos organizou três manifestações, em que morreram sempre muitas pessoas, mas na última, em janeiro, o cardeal do Congo (que faz parte do conselho papal) disse: Os medíocres saiam e deixem lugar àqueles que têm capacidade para governar o país”. Uma frase que teve o efeito de “uma explosão” e que já resultou na morte “de muitas pessoas, muitos padres, muitas freiras. Os militares vão às igrejas, com armas, e matam as pessoas. O terço e a bíblia são as armas dos cristãos nas manifestações às quais os miliares respondem com as armas de fogo”. Não concordar com o governo significa poder morrer. “A vida do povo congolês e a dimensão da ação da igreja despertou o interesse de muitas pessoas no mundo, incluindo da Igreja Universal, com o próprio Papa Francisco a fazer um apelo a todos os cristãos para rezarem pelo Congo”, recorda ao Reconquista. “Sou congolês, mas neste momento a minha casa é Nisa. No Congo sou uma visita”, reitera, considerando viver a sua atual pastoral num ambiente calmo, próprio dos territórios desertificados do interior, mas “a realidade da pastoral, as dificuldades, acabam por ser as mesmas em todas as paróquias. A nossa missão é encontrar soluções para superar essas dificuldades”. Contudo, estas dificuldades com que se cruza atualmente no Alto Alentejo, contrastam com as da República Democrática do Congo. “Portugal é um país democrático, que estabeleceu linhas de conduta entre o Estado e a Igreja e cada uma das partes respeita as suas prorrogativas, ao contrário do seu país. O Congo tem uma dimensão gigantesca. A guerra no leste do país, que envolve não só os rebeldes congoleses, como outros de países vizinhos, alastraram-se até ao centro”. E neste universo, “as crianças são as mais martirizadas”, uma realidade na província de Kasai Ocidental, motivada pela morte de um soba, em 2016, pois as suas milícias continuaram a luta e o governo acredita que as crianças e jovens são portadores de um “feitiço”, para matar os soldados. Então, “o Governo mandou matar inocentes, sobretudo as crianças, por acharem que eram os que tinham um poder natural sobre eles”. No ano passado visita a sua cidade e constatou que o ambiente é catastrófico. “Vi muitas crianças órfãs, muitas viúvas abandonadas, falta de comida, tanto que os Médicos Sem Fronteiras, além da saúde, ajudam as pessoas a encontrar o que comer e o que beber”. A situação não está bem, “pelo que o Papa pediu para todos rezarem pelo povo congolês. Mas também a nossa Diocese se interessou por esta situação e o donativo para ajudar a criar um Centro de Saúde para ajudar as crianças que já não têm ninguém para cuidar delas e sofrem de má nutrição é muito importante”. Pode ser apenas uma gota no ma de ajuda que se precisa, mas todas são bem vindas. “O desejo é que os cristãos vivam a caridade entre eles, mas não só, porque a caridade começou com a Igreja no segundo século, e esta é uma maneira também de contribuirmos, porque não sofremos na pele aquela atrocidade, mas sofremos no coração, daí o contributo como irmãos.

AJUDA Recorde-se que o bispo de Portalegre e Castelo Branco anunciou que, este ano, 75 por cento da renúncia quaresmal da Diocese será doada à Arquidiocese de Kananga, Província do Kasai Central, na República Democrática do Congo, e ao Fundo Social Diocesano, gerido pela Cáritas, para ajudar a construir um Centro de Saúde na Arquidiocese de Kananga. D. Antonino Dias explicou que o é, sobretudo, “socorrer as crianças roubadas às famílias” e que foram usadas como soldados ou que perderam os seus pais na guerra. O restante valor desta partilha solidária dos fiéis da Diocese, recorde-se, vai reverter para o Fundo Social Diocesano que é gerido pela Cáritas e que “prestou todo o seu apoio à reconstrução”, e a outros gastos inerentes, de 14 casas de primeira habitação que arderam nos incêndios do verão de 2017, na zona do Pinhal.

Quanto aos gestos solidários, são consubstanciados no dom da fé que “não espera recompensa para dar o passo, não exige retribuição para se comprometer. Ao dom recebido responde sempre com a entrega confiante. É motivação, confiança, liberdade e compromisso. Nunca obrigação”. O próprio Papa Francisco convocou, na primeira sexta-feira da Quaresma, uma jornada mundial de oração e jejum papel paz, tendo em mente a República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, comunidades que vivem em sobressalto, devido aos conflitos armados, mas que poucas vezes são notícia ou lembrados na Comunicação Social.

Lídia Barata

At http://www.reconquista.pt