Arquivo de etiquetas: Igualdade

Opinião: “Os socialistas, o futuro do trabalho e os desafios do sindicalismo”

Porfírio1. O nosso espaço político, do socialismo democrático, da social-democracia e do trabalhismo, nasceu ligado às classes trabalhadoras e à luta pela melhoria das suas condições de vida e contra a exploração da sua força de trabalho.
Em alguns casos, o partido era mesmo o partido dos sindicatos. Entretanto, historicamente, essa ligação umbilical, onde era orgânica, quebrou-se – como aconteceu no Reino Unido, onde esse deslaçamento orgânico foi visto como uma necessidade para o Labour fazer chegar a sua mensagem mais diretamente ao conjunto da população e, por conseguinte, chegar ao poder. Fora do nosso espaço político, essa relação entre sindicatos e partidos políticos foi tradicionalmente conflitual em alguns quadrantes. Por exemplo, sempre houve, mesmo em Portugal, um sindicalismo antipartidos e antipolítica (como o anarco-sindicalismo ou o sindicalismo revolucionário), que não deixa de espelhar uma mais geral conflitualidade (às vezes produtiva) entre socialistas democráticos e as correntes libertárias. O deslaçamento das relações entre partidos do socialismo democrático e sindicatos também foi afetado pela crise da ideia da luta de classes como mecanismo básico da dinâmica social, enfraquecendo a identificação de partidos da classe operária a favor de partidos autoidentificados como interclassistas – embora, há que reconhecer, isso possa ter levado alguns sectores a perder de vista a especificidade dos problemas próprios do mundo do trabalho subordinado.

2. Este contexto geral também é pertinente para Portugal, mas, no caso do nosso país, a questão sindical cruza-se de uma maneira específica com a questão política mais global. O PS é o espaço político privilegiado para uma reflexão sobre os novos desafios do mundo trabalho e do sindicalismo precisamente por termos no nosso património histórico a luta pela liberdade sindical como parte da liberdade inteira. A luta contra a unicidade sindical foi, após o 25 de Abril de 1974, o primeiro combate duro contra aqueles inimigos da democracia pluralista que se albergavam em partidos de esquerda e à sombra de uma ideia de revolução – e essa luta pela liberdade sindical foi liderada e levada à vitória pelo Partido Socialista. Quando travámos esse combate contra a unicidade sindical sabíamos que essa via de restrição da liberdade sindical fazia parte, no “socialismo real” a Leste, de um formato que esmagava todas as liberdades democráticas: aquilo a que chamavam liberdades burguesas ou “meramente formais”. E, consequentemente, os sindicalistas socialistas envolveram-se na prática do pluralismo sindical, com a criação da UGT. Isso não prejudicou o pluralismo dentro do partido, hoje plasmado na existência e na convivência de uma Tendência Sindical Socialista da UGT e de uma Corrente Sindical Socialista da CGTP, acolhendo socialistas com diferentes militâncias sindicais. E, comum aos sindicalistas socialistas de ambas as linhas, está o facto de que o PS não lhes dá orientações nem ter qualquer dirigismo em relação às suas opções sindicais.

3. De qualquer modo, é hoje inescapável que a história recente fez acumular tensões entre as estruturas partidárias e as estruturas sindicais: os anos da troika foram particularmente duros para os trabalhadores e o país ainda não retomou os indicadores sociais e económicos anteriores à crise de 2008, a Grande Recessão que só a direita portuguesa julga que se circunscreveu a Portugal. Essas marcas não foram ainda completamente recuperadas e pressionam a ação sindical e a ação governativa em tensão. Essa tensão é mais difícil de gerir quando o PS é o partido de governo e segue uma linha especialmente exigente no que tange à responsabilidade orçamental.

4. Reconhecido este enquadramento, e orgulhosos de sermos o único partido político português onde se pode fazer este debate aberto, temos de colocar o que aprendemos com a história ao serviço de uma resposta que temos de construir aos enormes desafios que enfrentam hoje os trabalhadores organizados e os socialistas. Penso, designadamente, na economia globalizada das plataformas digitais e na ameaça que ela representa de desregulação selvagem das relações laborais, contornando a própria soberania nacional e desafiando o Estado de Direito, ameaçando direitos fundamentais.
E penso, também, na fragmentação do espaço público, que afeta quer a representação parlamentar quer a representação sindical, com novas organizações por vezes mascaradas de sindicatos, mas com agendas políticas imediatistas, por vezes agressivamente antidemocráticas e desligadas de perspetivas de solidariedade social mais amplas. Essa fragmentação, acompanhada de radicalização, mostra-se, por vezes, capaz de desgastar o sindicalismo de concertação e de procura de acordos, alimentando estratégias de confronto e de rutura que enfraquecem as instituições democráticas e as instituições sindicais. O sindicalismo que procura melhorar as condições de vida dos trabalhadores através da negociação, e de acordos, tem dificuldades acrescidas neste ambiente político e social.

5. Neste quadro, o que se constata, por cá, é uma crise simultânea dos dois modelos tradicionais de relação entre partidos e sindicatos. O modelo de relação entre o partido dos comunistas e os sindicalistas comunistas, típico do “centralismo democrático”, viu um pico de tensão com o secretário-geral da FENPROF a criticar em público o PCP sobre a “crise da carreira docente”. É o “modelo do controlo” a sofrer tensões quando sindicatos tradicionais da CGTP se sentem pressionados por pequenos sindicatos populistas e respondem tomando para si a radicalização prometida pelos emergentes anti-institucionais, procurando, ao roubar o estilo, roubar o sucesso que o estilo esperava garantir. Com a dificuldade que tem um partido das instituições, como é o PCP, em alinhar nessa radicalização – especialmente quando é parceiro parlamentar da governação, como se assumia na altura. Já o “modelo de autonomia”, que caracteriza a relação entre os sindicalistas socialistas e o seu partido, também sofre tensões quando as responsabilidades governativas estão no mesmo campo político e separam os agentes partidariamente camaradas. Um mero indício dessa tensão é a ausência, na XIV legislatura, de qualquer sindicalista na bancada parlamentar do PS (que não cabe aqui analisar, mas se constata e é uma situação historicamente rara).
Ora, a crise simultânea destes dois modos de relação entre partidos e sindicatos é, somando, uma crise das próprias instituições de regulação social no sentido amplo, porque enferrujam as relações entre diferentes modos de representação política e social que só podem manter uma dinâmica positiva, de ganhos mútuos, se souberem ser ao mesmo tempo capazes de competição e capazes de cooperação.

6. Tudo isto que fica dito só serve para constatar uma dificuldade (como podemos continuar a ser, também, um partido de trabalhadores, sem deixar de ser um partido de liberdade) e para incentivar a que usemos o nosso modelo de relação entre partido e sindicalistas (uma relação de camaradagem ideológica, governada pela autonomia das partes) para ganhar forças para enfrentar o ariete da desregulação laboral global, a maior ameaça presente ao nosso projeto comum de emancipação dos trabalhadores. De todos os trabalhadores, mesmo daqueles que alguns dos nossos adversários pintam de “amarelos”. E é este o ponto de partida que ofereço a este debate.

Porfírio Silva

At https://maquinaespeculativa.blogspot.com/

Conferência em Elvas: a “Loja Liberalidade”

FB_IMG_1579186566235

A conferência “A Loja Liberalidade (1821-1823) e a implantação do Liberalismo em Elvas”, seguida da apresentação do livro “A Maçonaria no Alto Alentejo 1821-1936”, por António Ventura, têm lugar na próxima sexta-feira, dia 17, na Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, às seis da tarde.

O livro é o mais recente deste autor e trata-se de uma nova edição, revista e muito aumentada do livro “A Maçonaria no Distrito de Portalegre”, do professor universitário António Ventura, publicado em 2007, pela Editora Caleidoscópio e desde há muito esgotado.

A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal de Elvas e está integrada nas comemorações dos 361 anos da Batalha das Linhas de Elvas.

#MunicipiodeElvas #Livro #Apresentacao #Conferencia #BibliotecaMunicipal #BatalhaLinhasElvas

Artigo de opinião: “Será que não aprendemos nada?”

António Tereno - BarrancosTerminado 2019, com tudo o que teve de bom, ou de mau, não será tempo de reflectir, analisar situações menos boas para a tauromaquia, como o sistemático adiar de decisões firmes que deveriam ter sido tomadas em defesa desta Cultura que nos continua a apaixonar, e que muitas vezes tão descuidada por nós é?

Parece-me que muito do que neste espaço dissemos, e das propostas que apresentámos, caiu em saco roto! Não houve coragem para “pegar o toiro pelos cornos”, de dizer alto e bom som o que queríamos, que futuro desejaríamos para o mundo dos toiros, se calhar perdemo-nos pelo caminho. Mas será que assim vamos a algum lado?

Após o imbróglio da situação vivida na Direcção da RTP, com afirmações de determinados responsáveis a defender o corte nas transmissões de corridas de toiros de forma prepotente, como se voltássemos a uma ditadura encapotada. Ditadura de opinião com claro menosprezo das regras democráticas através da apropriação de um importante órgão de comunicação social como a televisão pública, neste caso manobrada por homens de mão do animalismo. Sempre com o beneplácito da ministra da “incultura antitaurina”, a mesma que eu através de Carta Aberta, datada de 1-11-2018, pedi que se demitisse por ter ofendido a Tauromaquia no seu todo – claro apadrinhada pelo Primeiro-Ministro que tendo-se aproveitado desta cultura e da sua projecção em determinada altura, agora que já está no poder a renega. E que vivam os princípios morais!

Agora é proposta uma nova direcção presidida pelo jornalista António José Teixeira, que esperamos respeite todos os que gostam de ver corridas na televisão pública.

Tristemente, voltamos ao Index (instituído em 1559, no Concilio de Trento) da Inquisição de triste memória, á censura nua e crua?

Agora toca-nos a “fava” do aumento do IVA das touradas para 23%, o inevitável e cínico retorno da proposta, agora subtilmente integrada no OE 2020 a ser discutido e aprovado na Assembleia da República, com o apoio dos que mais combatem tudo o que lhes cheira a taurino.

Num País em que o Governo privilegia a injecção continua de milhões de euros (entre 22 a 24 ME) nos Bancos, em detrimento das melhorias na saúde, nas forças de segurança, na educação, nos salários e pensões miseráveis que nos colocam na cauda da Europa, está tudo dito! Será que o aumento do IVA dos espectáculos tauromáquicos vai ser a tábua de salvação do famigerado OE, ou será apenas o pôr-se de cócoras ante o animalismo?

Valham-nos as desassombradas afirmações do advogado e fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, nas recentes Jornadas Parlamentares do PSD sobre a dita medida que consta da proposta do Orçamento de Estado: “As corridas de toiros são algo com mais de dois mil anos e que está representado na nossa História. Como é que se pode acabar ou através desta medida perseguir as touradas? Podemos não gostar delas mas não se destrói assim a cultura. Não há direito.”

Mostra-nos também o maquiavelismo com que o Governo encara a nossa realidade taurina, e como “manda ás malvas”, esta forma de expressão cultural, sem qualquer pudor, e apesar de estar consagrada na nossa Carta Magna, a Constituição Portuguesa. Uma vez mais ficámos a dormir!

Deveríamos ter visto todos no Canal TOROS, o excelente e pedagógico debate moderado pelo jornalista Rúben Amón e que contou com a participação do matador de toiros Luís Francisco Esplá, o Presidente da Federação de Peñas Taurinas da Catalunha Paco March, e o escritor e filósofo francês François Zumbiehl. Com tais intervenientes o debate foi esclarecedor, teve a qualidade que hoje falta nos nossos debates/colóquios, definiu a realidade taurina como se vive em Espanha, França, Portugal e América Latina e o importante papel dos municípios franceses na preservação da tauromaquia citando como exemplos a diversidade politica dos Maires de Arles (comunista) e Béziers (extrema direita), ambos defendem a mesma Festa e reivindicam a afirmação de identidade cultural do sul de França. Formas de ver e sentir a tauromaquia, a população destas zonas tem um sentimento de pertença, a Festa é algo seu e participa activamente.

Mais, alguém disse que a tauromaquia é cultura popular e deveria viver alheia ás ideologias políticas. Todos participam, todos sentem e vivem a corrida, porque ela faz parte da vida da cidade!

Aqui ao lado, em Espanha, a capital e referência do toureio apeado, com a formação do novo governo do socialista Pedro Sánchez, e com o líder do Unidas Podemos Pablo Iglesias com Vice-Presidente, devemos preocupar-nos seriamente pelo que se avizinha, tendo em conta que este político é um animalista confesso e opositor a tudo o que seja tradição popular!

Os ventos que correm não são bons, em todo o mundo taurino sucedem-se os ataques organizados e violentos contra a nossa forma de estar e viver esta arte ligada aos toiros. Quero ser optimista, mas estaremos devidamente organizados para responder aos mesmos? Tenho sérias dúvidas, e apenas responder não basta.

É preciso tomar a iniciativa, ou será que ainda não aprendemos nada?

António Sereno

At https://toureio.pt/

Queres dar seguimento ao discurso da Greta?

Greta

“Depois que a nossa filha de quinze anos foi às lágrimas pelo discurso de Greta Thunberg na ONU outro dia, ela ficou zangada com a nossa geração” que não fazia nada há trinta anos “.

Então, decidimos ajudá-la a impedir o que a garota na TV anunciava de “erradicação maciça e desaparecimento de ecossistemas inteiros”.

Agora estamos comprometidos em dar um futuro à nossa filha novamente, fazendo nossa parte para ajudar a esfriar o planeta em quatro graus.

A partir de agora, ela irá para a escola de bicicleta, porque levá-la de carro custa combustível, e o combustível gera emissões para a atmosfera. Claro que será inverno em breve e ela desejará ir de ônibus, mas apenas enquanto for um ônibus a diesel.

De alguma forma, isso não parece ser propício para “ajudar o clima”.

Obviamente, ela agora está pedindo uma bicicleta elétrica, mas mostramos a ela a devastação causada nas áreas do planeta como resultado da mineração para a extração de lítio e outros minerais usados ​​na fabricação de baterias de bicicletas elétricas, então ela estar pedalando ou andando. O que não a prejudicará, nem ao planeta. Nós costumávamos andar de bicicleta e caminhar até a escola também.

Como a garota na TV exigiu “precisamos nos livrar de nossa dependência de combustíveis fósseis” e nossa filha concordou com ela, desconectamos a ventilação do quarto. A temperatura está caindo para doze graus à noite e cairá abaixo de zero no inverno. Prometemos comprar um suéter extra, chapéu, calças justas, luvas e um cobertor.
Pela mesma razão, decidimos que a partir de agora ela só toma um banho frio. Ela lavará suas roupas à mão, com uma tábua de madeira, porque a máquina de lavar é simplesmente uma consumidora de energia e, como o secador usa gás natural, ela pendura suas roupas no varal para secar.

Por falar em roupas, as que ela usa atualmente são todas sintéticas, então são feitas de petróleo. Portanto, na segunda-feira, levaremos todas as suas roupas de grife para a loja de segunda mão.

Encontramos uma loja ecológica em que as únicas roupas que vendem são de linho, lã e juta não tingidas e não branqueadas.

Não importa que lhe pareça bom ou que ela vá rir, vestindo roupas leves e sem cor e sem sutiã sem fio, mas esse é o preço que ela paga pelo benefício do Clima.

O algodão está fora de questão, uma vez que vem de terras distantes e são usados ​​pesticidas. Muito ruim para o meio ambiente.

Acabamos de ver no Instagram dela que ela está muito brava conosco. Esta não era a nossa intenção.

A partir de agora, às 19h desligaremos o Wi-Fi e o ligaremos novamente no dia seguinte após o jantar por duas horas. Dessa forma, economizaremos eletricidade, para que ela não seja incomodada pelo estresse eletromagnético e fique totalmente isolada do mundo exterior. Dessa forma, ela pode se concentrar apenas em sua lição de casa. Às onze horas da noite, puxaremos o disjuntor para desligar a energia do quarto dela, para que ela saiba que o escuro está realmente escuro. Isso economizará muito CO2.

Ela não participará mais dos esportes de inverno em pousadas e resorts de esqui, nem fará mais férias conosco, porque nossos destinos de férias são praticamente inacessíveis de bicicleta.

Como nossa filha concorda plenamente com a garota na TV que as emissões de CO2 e as pegadas de seus bisavós são responsáveis ​​por ‘matar nosso planeta’, o que tudo isso simplesmente significa é que ela também tem que viver como seus bisavós e eles nunca tiveram férias, carro ou bicicleta.
Ainda não falamos sobre a pegada de carbono dos alimentos.

A pegada zero de CO2 significa que não há carne, peixe e aves, mas também não há substitutos de carne à base de soja (afinal, que cresce nos campos dos agricultores, que usam máquinas para colher os feijões, caminhões para transportar para as plantas de processamento, onde mais energia é usada, depois transportada para as fábricas de embalagens / conservas e transportada novamente para as lojas) e também nenhum alimento importado, porque isso tem um efeito ecológico negativo. E absolutamente nenhum chocolate da África, nenhum café da América do Sul e nenhum chá da Ásia.

Apenas batatas caseiras, legumes e frutas cultivadas em solo frio local, porque as estufas funcionam com caldeiras, canalizadas em CO2 e luz artificial. Aparentemente, essas coisas também são ruins para o clima. Vamos ensiná-la a cultivar sua própria comida.

O pão ainda é possível, mas a manteiga, o leite, o queijo e o iogurte, o queijo cottage e o creme são provenientes de vacas e emitem CO2. Não será mais usada margarina nem óleo na frigideira, porque essa gordura é o óleo de palma das plantações de Bornéu, onde as florestas tropicais cresceram primeiro.

Sem sorvete no verão. Sem refrigerantes e sem energia, pois as bolhas são CO2. Ela queria perder alguns quilos, bem, isso também a ajudará a alcançar esse objetivo.

Também proibiremos todo plástico, porque é proveniente de fábricas de produtos químicos. Tudo o que é feito de aço e alumínio também deve ser removido. Você já viu a quantidade de energia que um alto-forno consome ou uma fundição de alumínio? Uber ruim para o clima!

Substituiremos sua bobina 9600, colchão de espuma com memória, com um saco de juta cheio de palha, com um travesseiro de pêlo de cavalo.

E, finalmente, ela não estará mais usando maquiagem, sabonete, xampu, creme, loção, condicionador, pasta de dente e medicamentos. Seus absorventes serão substituídos por absorventes feitos de linho, que ela pode lavar à mão, com sua tábua de madeira, assim como suas ancestrais antes que as mudanças climáticas a deixassem com raiva de nós por destruir seu futuro.

Dessa forma, ajudá-la-emos a fazer sua parte para evitar a extinção em massa, o aumento do nível da água e o desaparecimento de ecossistemas inteiros.

Se ela realmente acredita que quer acompanhar a conversa da garota na TV, aceitará com prazer e abraçará com alegria seu novo modo de vida “.

(Autor desconhecido)

Johann Strauss em Portalegre, no Grande Auditório, a 8 de Janeiro, pelas 21h30

strauss_1068x401_PT

JOHANN STRAUSS | Grande Concerto de Ano Novo
Strauss Festival Orchestra & Strauss Festival Ballet Ensemble

A turnê mais famosa da Europa
Inspirado no tradicional encontro musical que cada ano se celebra em Viena, o Grande Concerto de Ano Novo, após o êxito de edições anteriores, com uma atrativa seleção das melhores valsas, polcas e marchas de Strauss.

Strauss Festival Orchestra e o Strauss Festival Ballet Ensemble interpretam títulos tão conhecidos do músico austríaco, como Napoleão, Festa das flores, Klipp Klapp, A valsa do imperador ou Champagne. Não faltará a valsa mais célebre de todas, o magnifico Danúbio Azul, nem a Marcha Radetzky que, ao compasso das palmas do público, fecha a noite habitualmente.

Mais de cinco milhões de espectadores já assistiram e aclamaram a produção da Strauss Festival Orchestra por toda a Europa: no Musikverein de Viena, Concertgebouw de Amsterdão, na Philarmonie de Berlin, no Musikhalle de Hamburgo, no Auditorium Parco della Musica de Roma, no Gran Teatre del Liceu ou no Palau de la Musica de Barcelona, no Teatro Real e no Auditorio Nacional de Música de Madrid, nos Coliseus de Lisboa e Porto etc. O bailado, com estilizadas coreografias e vestuários de sonho, restitui um aspecto essencial aquelas compaixões musicais concebidas para acompanhar a dança.

O concerto constitui um dos momentos culminantes da temporada musical da Euroconcert, não só pelo extraordinário clima festivo que rodeia este espetacular programa senão também pela enorme participação de um público que, ano após ano, atende com entusiasmo ao concerto para festejar a chegada do Ano Novo.

Uma tradição a não perder!

http://straussorchestra.wixsite.com/straussorquesta

At https://ticketline.sapo.pt/

Zonas rurais “perderam 40% ou mais” de população nos últimos 30 anos

Pisão

Algumas zonas rurais do Alentejo, Centro e Norte do país “perderam 40% ou mais” de população nos últimos 30 anos, caracterizando-se atualmente por uma elevada proporção de idosos sobre os jovens, indicou a especialista em Geografia Paula Santana.

“A variação da população foi mesmo negativa em 68% dos municípios e foi positiva em apenas um terço, em 32%”, disse à agência Lusa a coordenadora do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território, Paula Santana, apontando que este é “um fenómeno mais rural do que urbano”.

“O território é muito desigual na distribuição da densidade populacional e, falando apenas do continente, há 20 municípios com densidade inferior a 10 habitantes por quilómetro quadrado”, mencionou.

Segundo a professora da Universidade de Coimbra, no Alentejo e Centro há alguns concelhos rurais que têm densidades populacionais entre os quatro e sete habitantes, como é o caso de Alcoutim, no distrito de Faro, em oposição a cidades como a Amadora, no distrito de Setúbal, que atinge mais de sete mil habitantes por quilómetro quadrado.

Outros exemplos desta baixa densidade populacional são os municípios de Gavião e Nisa, no distrito de Portalegre, Idanha-a-Nova e Penamacor, em Castelo Branco, ou Castanheira de Pera, pertencente ao distrito de Leiria.

Na visão da especialista, está a criar-se nestes territórios uma situação de “risco demográfico”, causada pela perda de residentes, que se acentuou com a emigração da população ativa nos últimos 10 anos, com a baixa taxa de natalidade e fecundidade e com o aumento da esperança média de vida, que ultrapassa os 80 anos.

“Em algumas áreas rurais existem quase três idosos para um jovem, o que é mais do dobro do que existe nas áreas urbanas. Não estou a dizer que existem pessoas com mais de 65 anos em número absoluto nas áreas rurais, mas que a proporção de idosos sobre jovens é muito agravada nestas zonas”, explicou.

Ainda assim, Paula Santana referiu que “Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa e do mundo”, tendo em 2018 “mais de dois milhões de indivíduos com mais de 65 anos, em 10,3 milhões de habitantes”.

“Este número vai aumentar muito, estima-se que em 2040 seja quase 40% neste grupo de idade. É de facto um alerta que todos devemos ter. É um resultado da melhoria das condições de vida e uma conquista do século XXI, mas temos de ter presente que as pessoas não querem só viver mais anos. Querem viver mais anos com felicidade, serem criativos e úteis, mas é isso que às vezes falha”, apontou.

Para a responsável, esta situação de “risco demográfico” levanta “múltiplos desafios ao país”, havendo a necessidade de serem criadas “políticas de promoção do bem-estar ao longo dos ciclos de vida”, não só para quem ainda vive nas zonas rurais, mas também para atrair novos residentes.

A implementação destas medidas, acrescentou, “é o papel dos governos locais, em articulação com os governos regionais e centrais”.

Nas últimas semanas, a regionalização tem sido apontada como uma solução para os problemas demográficos existentes no país, contudo, Paula Santana escusou-se a comentar o tema, afirmando que se encontra “dividida”.

O debate sobre este assunto acentuou-se depois do congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), realizado em novembro, na cidade de Vila Real, onde os municípios aprovaram uma proposta de “criação e instituição de regiões administrativas em Portugal”.

Contudo, o primeiro-ministro, António Costa, já remeteu o processo para a próxima legislatura, depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter pedido cuidados na abordagem da criação de regiões.

At https://24.sapo.pt/

Franco-maçonaria ceuta une várias Lojas espanholas e portuguesas

Ceuta

Organizada pelo Triângulo Hércules de Ceuta, a celebração maçónica congregou mais de meia centena de franco-maçons de várias nacionalidades.

El Triángulo Hércules, única estructura masónica liberal, mixta y adogmática en Ceuta, ha organizado una Tenida Solsticial en nuestra ciudad.

Este Triángulo, dependiente de la Logia Pitágoras de Málaga del Gran Oriente de Francia, está implantado en nuestra ciudad desde el mes de septiembre del pasado año 2018 y cuenta ya con una quincena de miembros.

Solsticio

Esta especial y tradicional reunión de francmasones, que se lleva a cabo dos veces al año (invierno y verano), tiene por objetivo, como su nombre indica, celebrar las fechas en las que se observa la máxima diferencia de duración entre el día y la noche.

Según Luis Gámez Lomeña, Venerable Maestro de la ya citada Logia Pitágoras de Málaga, el solsticio de invierno es una fiesta importante para la Masonería. Es el instante – asegura el francmasón malagueño – que representa un gran símbolo natural de la muerte y el renacimiento. Es nuestro memento mori por antonomasia, donde toda la naturaleza venera, enlutada, la Luz que es la fuente de toda vida, pero no podemos olvidar – añade – que en esa muerte yace la semilla del espíritu que florecerá en la primavera y culminará en el esplendor del solsticio de verano. Ya lo dijo el célebre escritor y ensayista Albert Camus, “en medio del invierno descubrí que había dentro de mí un verano invencible”.

Ceuta

El Venerable Maestro de la Logia Pitágoras ya citado ha asegurado que “la Ceuta masónica brilla de nuevo con luz propia, y es por ello que varias logias del sur de España, Portugal y Francia han decidido, en esta ocasión, llevar a cabo esta importante manifestación masónica en una ciudad con honda tradición francmasona y en la que siempre nos sentimos todos bienvenidos. Como es sabido, no es la primera vez que venimos a Ceuta, pero siempre que retornamos, encontramos un buen motivo para regresar de nuevo.”

Iniciación de una francmasona ceutí

Además de una celebración especial, esta Tenida solsticial ha sido el marco perfecto para la iniciación de una nueva francmasona ceutí.

Esta iniciación, que el Venerable Maestro de Pitágoras no ha dudado en definir como histórica, es la primera que se produce en nuestra ciudad desde el golpe de Estado de 1936, que acabó con la vida de muchísimos francmasones que solo pretendían alcanzar el ideal de la Fraternidad. Al mismo tiempo – ha declarado – hemos podido asistir igualmente al pase de “Aprendiz” a “Compañero” de otros tres ceutíes, un hecho también histórico ya que, desde la referida fecha, esto nunca se había producido en Ceuta.

Cabe resaltar que los francmasones del siglo XXI, sean de Ceuta, de Málaga o de París, siguen trabajando como en 1936, por un mundo en el que la Libertad sea la base, la Igualdad sea el medio y la Fraternidad, el fin.

Siempre nos han perseguido y vilipendiado por ser librepensadores, por creer que otro mundo más humano es posible y que la Fraternidad entre los pueblos debe prevalecer por encima de dogmas, nacionalidades, razas, religiones o el color del pasaporte… ese es nuestro ADN y por esa senda vamos a seguir, que no le quepa duda a nadie”.

Masonería andaluza

Además de la Logia Pitágoras también estuvieron presentes, en lo que respecta el sur de España, las Logias Heracles (Estepona) y Tartessos (Sevilla) con sus respectivos Venerables a la cabeza.

Teresa Bellido, máxima responsable de la estructura masónica sevillana, que hace poco pronunció una conferencia en Ceuta que tenía por título “Mujer y masonería”, ha afirmado sentirse en nuestra ciudad “como en su casa”.

“Vengo a la Ciudad Autónoma siempre con mucha ilusión y con deseos de seguir aportando nuestra humilde colaboración para la consolidación del Triángulo Hércules. Cuando se planteó la posibilidad de celebrar una Tenida solsticial en Ceuta, nadie lo dudó ni un momento: no solo es el lugar ideal porque Ceuta en sí está repleta de simbología masona, sino porque la hospitalidad de nuestros Hermanos caballas ya es sobradamente conocida. Esta es una más de las visitas que les hemos hecho y que les vamos a seguir haciendo”.

El Venerable Maestro de Heracles, igualmente presente en el evento, ha reiterado los argumentos esgrimidos por los otros responsables andaluces de la masonería liberal, mixta y adogmática del Gran Oriente de Francia en España.

“Los valores de Libertad, Igualdad y Fraternidad que incansablemente difunde el Triángulo Hércules son un referente sólido y consolidado dentro del panorama masónico español. Con ocasión de esta Tenida solsticial, nuestros Hermanos de Ceuta han vuelto a demostrar que la Fraternidad masónica es una definición en muchos de nuestros escritos que, como este fin de semana, se transforma en actos.

Logia Utopía, Portugal

Por su parte, el Venerable Maestro de la Logia Utopía de la localidad portuguesa de Almancil ha afirmado al finalizar el acto que “para nosotros, como portugueses, Ceuta tiene un lugar especial en nuestros corazones. Nuestras historias discurrieron de forma paralela, y en algunos casos incluso idéntica, y por ello venir a Ceuta es literalmente venir a nuestra casa. Es un honor para la Masonería portuguesa del Gran Oriente Lusitano poder participar en una Tenida de estas características en una ciudad como Ceuta, donde en cada rincón nos encontramos, a la par, trozos de Portugal y simbología masónica. La Logia Utopía de Almancil, como el resto de Logias del Gran Oriente Lusitano, está segura que en breve el Triángulo Hércules de Ceuta se transformará en Logia, y desde luego estaremos aquí una vez más para acompañarlos y ayudarlos.”

Región 17 del GODF

Esta Tenida solsticial también ha contado con la especial participación de una francmasona que integra el equipo de coordinación de la Región 17 (sur de Francia y España) del Gran Oriente de Francia, en la que se encuentran enmarcadas las Logias españolas, y por ende el Triángulo Hércules de Ceuta.

Más eventos masónicos en Ceuta

Finalmente, el Venerable Maestro de la Logia Pitágoras de Málaga ha asegurado que “desde nuestra Logia, y por tanto desde el Triángulo Hércules, tenemos varios proyectos masónicos en marcha que queremos materializar en esta Ciudad Autónoma y que darán a conocer, aún más si cabe, cuál es la visión que tiene la francmasonería sobre diversos aspectos sociales, ofreciendo siempre alternativas basadas en el ideal de la Fraternidad”. Además – ha declarado- quiero subrayar que este fin de semana hemos asistido a un acto de trascendental importancia dentro de la vida masónica. Lo diré una vez más: venir a Ceuta ha sido una verdadera satisfacción y hemos podido comprobar, de nuevo, la solidez de la estructura masónica ceutí y esperamos que la labor de los trabajos de nuestros Hermanos y Hermanas de Ceuta dé sus frutos en breve con el “levantamiento de columnas” de la Logia Hércules, hecho histórico sin lugar a dudas”.

“Una cosa está clara -concluía Luis Gámez Lomeña, Venerable Maestro de la Logia Pitágoras- vamos a seguir trabajando, tanto en Málaga como en Ceuta”.

At https://elfarodeceuta.es/

Manuel Alegre arrasa subida do IVA nas touradas: “Com medidas como esta, o PS faz um favor à extrema-direita”

manuel-alegre1-890x785O histórico dirigente socialista tece duras críticas àquela que considera ser a “ditadura do gosto” e a “cedência do PS” face a partidos como o PAN e o Bloco de Esquerda. Também o deputado do PS, Luís Testa, admite que a subida do IVA dos espectáculos tauromáquicos para a taxa máxima será “negativa” para o sector, mas lembra que será ainda objeto de discussão na especialidade.

A subida do IVA das touradas para a taxa máxima de 23% – que consta das versões preliminares da proposta de Orçamento do Estado para 2020 – é vista com desconfiança e desagrado por parte de Manuel Alegre. Em declarações ao Expresso, o histórico dirigente socialista tece duras críticas àquela que considera ser a “ditadura do gosto” e a “cedência do PS” face a partidos como o PAN e o BE.

“Trata-se de impor uma ditadura de algum modo e eu sou contra todo o tipo de ditaduras, estou sempre a favor da liberdade. O PS, ao estar do lado do PAN e do BE, não está do lado da cultura e de uma tradição nacional e ibérica”, declara Manuel Alegre.

O antigo líder socialista acusa ainda o PS de estar a ser “cúmplice” e “condescendente” a favor de uma “ultra-minoria”. “Cada vez mais o PS está num casulo e foca-se nestas questões em vez de problemas concretos. Com medidas como esta, o PS faz um favor à extrema-direita. Na minha opinião, é um enorme erro político esta medida”, acrescenta.

Sublinhando que o aumento do IVA para a taxa máxima irá prejudicar gravemente o sector tauromáquico, Manuel Alegre destaca que “não serão só os cavaleiros que serão gravemente afetados, mas também os campinos e todos os outros trabalhadores”.

E deixa dúvidas quanto à cedência do PS face ao PAN e ao BE, recordando o caso do deputado centrista Daniel Campelo que aprovou com o seu voto o Orçamento do Estado para 2000, apresentado por António Guterres, com o pretexto de poder manter a fábrica de queijo Limiano em Ponte de Lima.

“Cheira-me a queijo Limiano e isso deixa um cheiro a pântano. Eu acho que atrás disto está sempre aquela questão fatídica do Orçamento do queijo Limiano e isso dá sempre mau resultado para o PS e para o país. Como é possível esquecer tantos concelhos a troco do quê? Do resto da geringonça? Da ditadura do gosto? Eu acho que isso põe em causa a confiança no voto no PS e digo isso com tristeza”, conclui.

Discussão “sem dramatismos” na especialidade

O deputado socialista Luís Testa, também adepto de touradas, admite que a subida do IVA dos espectáculos tauromáquicos para a taxa máxima será “negativa” para o sector, mas frisa que será ainda alvo de uma discussão em sede de especialidade. “Esta não é uma questão nova, a minha posição é a mesma. Mas o Orçamento não foi ainda apresentado e iremos passar ainda por uma fase da especialidade”, afirma ao Expresso Luís Testa.

Qualquer agravamento do IVA nas touradas, sublinha o deputado do PS, será naturalmente objeto de alguma preocupação face às eventuais consequências para o sector e para determinada parte da sociedade portuguesa, mas uma vez que se está numa fase muito precoce do Orçamento, a medida será ainda alvo de discussão e eventuais alterações.

“Para nós, não existem assuntos tabu. Felizmente, o PS é um partido muito grande, plural e transversal, que gosta de debater vários assuntos. Desta vez não será diferente, será uma discussão sem dramatismos e sem qualquer exagero ou extremar de posições”, defende Luís Testa.

No entanto, no ano passado, a proposta de Orçamento do Estado para 2019 levou a uma tomada de posição por parte da Secção de Municípios com Atividade Taurina e a uma guerra entre o PS dividido e o Governo. O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos César, foi o primeiro subscritor da proposta para a descida do IVA, que obteve também a aprovação por parte de outros deputados socialistas como Luís Testa.

No final, a taxa de IVA nas touradas acabou por cair de 13% para de 6% com votos favoráveis do PSD, CDS e PCP e os votos contra do PS, BE e PAN. Mas desta vez a composição parlamentar poderá ditar o resultado contrário.

At https://expresso.pt/