Arquivo de etiquetas: Igualdade

Câmara de Campo Maior “derruba” casas ilegais

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Uma acção de demolição de barracas e anexos decorreu na manhã de quarta-feira, 11 de Outubro, no Bairro de São Sebastião, em Campo Maior.

Segundo o “Linhas” apurou no local, os trabalhos permitiram ‘deitar abaixo’ oito barracas e anexos que haviam sido edificados ilegalmente no bairro, o qual, recorde-se, foi construído de raiz para responder às necessidades da comunidade cigana que habitava nas muralhas da vila.

At https://www.linhasdeelvas.pt/

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Projecto “Oficina da Música” retoma em Elvas

Começou hoje a continuação do projecto anterior, Oficina da Música, pela Associação Sílaba Dinâmica, presidida pelo meu caro amigo Luis Romão. Um projeto que visa integrar crianças da comunidade cigana na sociedade e que tem o apoio do Alto Comissariado para as Migrações do Governo Português.

Nada me deixa mais orgulhoso que abraçar de novo este projeto e ter mais uma vez a confiança do Presidente da Associação Sílaba Dinâmica de Elvas. Um projeto que requer muito trabalho, mas a verdade é que sem trabalho a obra não nasce, e já demos provas disso mesmo, que a obra nasceu e continua bem viva para mostrar à sociedade que não pode haver descriminação racial.

Obrigado Luís, obrigado por confiares mais uma vez em mim e no meu trabalho.

Deixo-vos aqui um pequeno vídeo que mostra o arranque deste projeto enquanto aguardávamos pelas crianças.

Um vídeo com o já conhecido, José Lito Maia. “Vamos embora para Barbacena”.

Todos diferentes, todos iguais!

Um abraço amigo,

Mário Gonçalves

Opinião: “Feriado”

FB_IMG_1508064487928Vinha só relembrar: aos que estão no sofá, na praia, a pedalar, a fazer mini férias, a ler, agarrados ao netflix, a dormir, no Continente, na esplanada, à mesa a escorropichar os copos de vinho tinto do almoço em família, a acordar, a deitar-se, a apanhar a borra do cão no jardim, a fazer a unhas, a beber uma jola no quintal, no Colombo, a surfar, a fazer limpezas, sexo, bolos, punhetas, e o cacete, que isto só é possível porque hoje é finalmente, formalmente, e outra vez normalmente, feriado.

Vanessa Figueira

At Facebook

Opinião: “Catalunha”

FB_IMG_1507198302293Um par de “bofetadas” não resolve diferenças políticas. Mas também não sou dos que crê que o uso da brutalidade só está errada quando empregada pelos outros. Numa Europa que sempre se identificou com um sistema democrático e reformista, de eleição e instituições representativas, de respeito pela liberdade de expressão, de partidos políticos e sindicatos, uma sociedade aberta respeitadora da soberania individual, sem imposições culturais ou censuras. O que se espera dos seus intelectuais e dirigentes políticos é apenas um esforço de lucidez perante momentos de maior conturbação. Um intelectual ou um político que crê que a liberdade é necessária e possível para o seu país e sociedade não pode, por momentos que seja, achar que esta é supérflua ou que pode ser suspensa.

Este é o exemplo dos acontecimentos do passado dia 1 de Outubro na Catalunha, quando a sociedade manifesta o seu cepticismo sobre a capacidade do país preconizar no seu seio a convivência e a liberdade que fizeram dos países ocidentais o que são. Tenho no entanto a noção de que este é um problema complexo e de difícil resolução o que explica as suas incongruências e consequências.

Mas neste momento importa reflectir sobre a incapacidade de entender e lidar com certos fenómenos e equacionar e adaptar uma resposta eficaz ao momento. A violência é a linguagem da falta de comunicação entre os membros de uma sociedade, em que o diálogo desapareceu há muito ou nunca existiu. Na Catalunha este episódio tomou proporções alarmantes para o futuro da Espanha e da própria Europa. Entre as várias causas que podemos evocar, algumas são permanentes, resultantes da inoperância, não de uma mas de várias gerações, que optaram por soluções menos difíceis e de resultados inferiores.

Nãobasta para consolidar o sistema que exista liberdade de expressão, parlamentares e autarcas eleitos, independência de poderes e renovação periódica do poder executivo. A democracia dos “votos” não pode vacilar perante o peso da opinião pública. Esta exige de todos uma constante adaptação, ceder a algo para alcançar o consenso que assegura a convivência na diversidade. Alcançar isso é ser livre, é viver em liberdade, avançar, progredir, prosperar, tendo em conta o interesse de todos. Com a rectificação e emendas que evitem ou amortizem a violência, numa constante concertação dos opostos em nome da paz social.

Nuno Serra Pereira

At Facebook

Opinião: “Segregação? Não, obrigado!”

MarcioA Joana Amaral Dias quer criar carruagens de Metro e de comboio só para mulheres.

Eu sei que a ideia é aparecer nas notícias. Está com falta de espaço mediático, e não é todos os dias que surge a oportunidade de aparecer grávida e despida com um homem a agarrá-la por trás, numa revista em que a directora exprime precisamente o desejo de ser ‘comida’ contra a parede…

Mas surge-me esta ideia sobre as ancestrais lutas pela liberdade e pela igualdade, e as diversas formas de as combater. Olha se aquela negra dos EUA tinha acatado a norma de ir nos lugares de trás do autocarro!?

Segregação? Não, obrigado!

Márcio Candoso

At https://www.facebook.com/

Foi promulgada a lei das quotas de género

Quotas
As empresas públicas e as empresas cotadas em Bolsa vão ser obrigadas a promover a igualdade de género, promovendo mais mulheres para os seus órgãos de chefia e fiscalização.

A nova lei destina-se às empresas públicas e às empresas cotadas em Bolsa, e pretende que a partir de 2018 estas fiquem obrigadas a cumprir uma quota miníma do género menos representado nos conselhos de administração e nos órgãos de fiscalização. Assim, pelo menos, 33,3% terão de ser ocupados por mulheres. Para as cotadas, esse minímo é de 20% e sobe para os 33,3% em 2020.

Atualmente, das 46 das empresas cotadas em Bolsa só uma é que é liderada por uma mulher, a Galp Energia, cuja presidente, Paula Amorim, herdou a posição do pai. E há outras 13 que não têm uma única mulher nos seus órgãos de chefia. Neste sector, a representação feminina ronda os 12%. (…)

O Presidente da República promulgou esta quarta-feira a lei da representação equilibrada de mulheres e homens nos órgãos de gestão. Vulgarmente conhecida como lei das quotas, a nova legislação vai obrigar as empresas públicas e cotadas em Bolsa a contratarem mais mulheres para órgãos de fiscalização e para os seus conselhos de administração.

A legislação, aprovada a 23 de junho, nasceu de uma proposta de lei do Governo que foi depois negociada na comissão parlamentar. Seis deputados do CDS, entre os quais a líder Assunção Cristas, e os votos de PS, BE, PAN e Verdes ajudaram à aprovação. Na hora de votar, a bancada centrista, que tinha liberdade de voto, dividiu-se, mas Cristas e mais cinco deputados do partido votaram a favor. Do lado direito do hemiciclo, a líder do CDS foi, aliás, a única a aplaudir de pé, como a maioria dos deputados do PS e do BE, a decisão tomada pela Assembleia da República.

O PCP optou pelo voto contra, à semelhança do que fez com a lei da paridade em 2006, dado que não acredita na “eficácia na alteração da governação” dos órgãos, deixando “igualmente intacta a mais profunda das causas de discriminações e desigualdades de que as mulheres são vítimas, a exploração da força de trabalho”.

At http://expresso.sapo.pt/

Carta aberta de yazidi (refugiado) ao Presidente da República

Saman Ali chegou a 6 de março como refugiado. É yazidi, do Iraque. Viajou da Grécia até Lisboa com seis famílias do mesmo credo, 23 pessoas ligadas por sangue e ele sem laços nenhuns. O autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) matou-lhe a família inteira. Mãe, irmãs, irmãos, pai. Ainda no aeroporto de Lisboa jurou fidelidade a Portugal, “o meu segundo país para sempre”. Em Guimarães, onde foram integrados, manteve a promessa, mesmo quando os companheiros de viagem começaram a partir, logo nos primeiros dias. Para a Alemanha, Holanda e outros países europeus. Ficou só ele. O único yazidi que resta em Portugal.

Esta semana, no Dia do Trabalhador, o professor universitário de biologia decidiu redigir uma carta aberta ao Presidente da República. Escreveu-a em português, a língua que já começou a aprender. O seu título provisório de residência termina esta sexta-feira, e Saman está com muito medo de perder mais um país.

Carta Aberta ao Senhor Presidente da República Portuguesa

Excelentíssimo Senhor
Presidente da República Portuguesa Prof. Marcelo Rebelo de Sousa,

Me Ajuda Por Favor!

Eu Preciso de Você!

Caro Presidente,

Antes de mais, gostaria de agradecer todos os esforços levados a cabo por vós e pelas autoridades portuguesas no apoio ao nosso povo Yazidi; estamos muito agradecidos por tudo o que têm feito.

Eu sou um Yazidi, sou solteiro, chamo-me Saman Ali, e nasci em Sinjar, no Iraque. Também sou vítima do ISIS [Daesh], que matou muitos dos meus familiares, tais como os meus pais, irmãs e irmãos. Perdi-os a todos, sendo eu o único sobrevivente.

No Iraque, era professor universitário, mas fui obrigado a deixar o meu país por causa da minha religião, das minhas opiniões e das minhas atividades. A minha vida estava em grande perigo e eu estava a trabalhar como voluntário para uma organização não governamental chamada Holy Spirit, para ajudar o meu povo.

Nunca mais posso voltar ao Iraque pelo risco de ser perseguido e morto.

Cheguei a Portugal no dia 6 de Março de 2017 pelo programa europeu de realocação da Grécia, tendo feito a perigosa viagem do Iraque e esperado mais de um ano. A 10 de Novembro de 2016, tive o prazer de saber que a minha realocação tinha sido aceite pelas autoridades portuguesas.

Quero agradecer a todas as organizações portuguesas por todo o seu apoio e ajuda, especialmente ao SEF e os colaboradores da Câmara Municipal de Guimarães, onde todos foram muito simpáticos comigo.

Desde o primeiro dia em que cheguei, aceitei Portugal como o meu segundo país de origem e adoro o povo português, que agora sinto como membro da minha família, e quero ficar aqui o resto da minha vida.

Tenho um mestrado em biologia médica e quero muito começar a fazer o doutoramento, falo 6 línguas e já comecei a aprender português.

Desejo servir o povo de Portugal e é um prazer fazer parte da vossa sociedade, respeito a lei e interessam-me muito uma sociedade e um modo de vida pacíficos e civilizados.

Perdoe-me por dizer : Eu sou o primeiro refugiado yazidi que chegou aqui a Portugal e eu serei o último a ficar aqui porque todos eles já saíram. Vamos ter em Portugal só um refugiado yazidi que sou eu, porque nenhum outro quer ficar.

Se houver alguma forma de acelerar o processo de asilo para que eu o possa obter mais rapidamente, queiram, por favor, informar-me, pois quero muito contribuir e continuar com os meus estudos, que me permitirão trabalhar, uma vez que com este estatuto de asilo, tal não me é permitido.

Muito grato pelo vosso tempo, queiram aceitar o meu respeito e consideração.

Deus vos abençoe e obrigado pelo vosso apoio.

Saman Ali

At Expresso.pt

Acesso à praia fluvial do Arneiro vai a obras (e do “turismo rural”)

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Assinado, este dia 8 de Maio, o auto de consignação para a execução da obra denominada “Caminho de acesso ao cais do Tejo, nas Portas de Rodão”, freguesia de Santana, adjudicado à empresa Urbigav – Construções e Engenharia, S.A., pelo valor de 43.229,52 € e prazo de execução de 60 dias.

Esta intervenção enquadra-se no projecto integrado de valorização do Tejo e Zonas Ribeirinhas, para alem de melhorar as condições de acessibilidade e segurança, visa aumentar e dinamizar a componente socioeconómica desta freguesia, na sua vertente turística.

At http://www.cm-nisa.pt/