Arquivo de etiquetas: Envelhecimento

Artigo de opinião: “Autoestrada A26: 50 milhões sem utilização”

anibal rcOs mais atentos a esta situação lembrar-se-ão que, depois do “abandono selvagem” das obras da A26, perpetrado pelo Governo da altura (Passos Coelho) uma das autarquias diretamente abrangidas (no caso a CM de Ferreira do Alentejo, presidida por mim, na altura) por esta rodovia, sentiu-se completamente desrespeitada institucionalmente e “devassada” no seu território.  Na altura (abril de 2013) a reação imediata e decidida foi a apresentação de uma Providência Cautelar, bem como grande pressão institucional, no sentido de assegurar as mínimas condições de segurança, retomar as obras e terminar o troço rodoviário no Concelho de Ferreira do Alentejo.

Com esta iniciativa (porventura sem precedentes na história autárquica da região) o anterior Governo retomou a obra e o atual Governo terminou-a.

Porém a História não terminou aqui e estão, desde há quase 2 anos, cerca de 50 (CINQUENTA!) milhões de euros (quase o custo total de 2 aeroportos de Beja!!!) parados e sem utilização do troço Grândola Sul-Figueira dos Cavaleiros (Malhada Velha).

Segundo as notícias que vieram a público, parece que existem divergências legais entre a Tutela e a Concessionária relativo ao acesso na “praça da portagem” ou eventualmente outras dificuldades face a um processo altamente conturbado e pobremente executado face a tudo o que tinha sido planeado e estrategicamente concebido.

Mas, convenhamos, que dois anos é um prazo excessivo para a não-resolução do problema dado que estamos a falar de dinheiro de todos nós envolvido que, neste momento, está sem qualquer utilização por razões, por mais justas que sejam, insuficientes face à necessidade de utilização.

A A26 não seria “mais uma” autoestrada, mas sim o VERDADEIRO SUPORTE de desenvolvimento de um investimento estrutural e de grandes proporções como é o Empreendimento do Alqueva, com tudo o que significa para a Economia Regional e para o fortalecimento da nossa capacidade exportadora!

Dissemo-lo na altura e repetimos agora: não faz sentido o País ter investido muitos milhões com o Alqueva sem o correspondente investimento em infraestruturas de suporte à atividade económica. Por outras palavras “com uma casa nova, com todas as condições” não podemos ter “caminhos de cabras” desadequados às exigências de transporte moderno de circulação de pessoas e de bens! E o atual IP8, por exemplo, é (fruto da falta de manutenção) cada vez mais, uma rodovia com evidentes carências e notadas limitações.

Não deve, pois, manter-se esta situação, porque lesa de sobremaneira o interesse público e prejudica a Economia do País.

Basta já a frustração de expectativas que houve neste domínio de vários agentes económicos, com a não-construção da A26 de Sines a Beja (apesar de ser, finalmente, agora previsto no Plano Nacional de Investimentos 2030) com o absurdo de revolvimento de terras e de expropriação de terrenos (alguns de regadio recente) tudo “à boleia de fundos públicos”.

Urge agir e corrigir a situação.

Já há, neste momento, algo que não existia na altura do abandono das obras: um consenso interpartidário assumido publicamente por todos os intervenientes da região e outros agentes sociais e económicos, apesar de alguns terem levado demasiado tempo a reconhecer isso, que a A26 construída e concluída neste momento tem que estar a funcionar ao serviço da região e das pessoas.

Se isso implicar que não existam portagens, por exemplo, então que se dê esse passo, até porque, convenhamos, era a demonstração mínima do respeito por tudo o que se fez, nos atropelamos nas expetativas de investimento e trapalhadas na definição da obra…!

Não há QUALQUER justificação para que este troço (que esperamos ser o princípio da ligação da região à A2) permaneça encerrado.

E já agora, era importante um empenho mais forte e consistente de todos os responsáveis diretos. Não é falar nas coisas “mandar uns bitaites” (tarde e a más horas) fazer um “número” na comunicação social e depois…desaparecer e ficar “Encolhido(s)” face à adversidade.

Temos direito à A26 e o País tem direito a ver os seus investimentos rentabilizados e ao uso público!

Aníbal Reis Costa

At http://www.diariodoalentejo.pt/ e https://televisaodosul.pt/

CDU rejeita novas competências, do Estado para o Alto Alentejo

CDU 20130919_jantar_gafete_cdu_02

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) rejeitou, com os votos da CDU, receber este ano as competências que o Estado quer transferir para as entidades intermunicipais, disse hoje à agência Lusa o presidente da instituição, Ricardo Pinheiro.

De acordo com o autarca socialista, que preside também à Câmara de Campo Maior, dos 15 municípios que compõem o distrito de Portalegre, 13 (PS, PSD e independente) votaram a favor da transferência de competências para a CIMAA, tendo votado contra os representantes das autarquias de Monforte e Avis, geridas pela CDU.

“Ao não ser aprovado por unanimidade, com os votos contra de dois municípios [Monforte e Avis], a CIMAA não vai poder aceitar as competências”, explicou Ricardo Pinheiro.

No distrito de Portalegre, os municípios de Elvas, Ponte de Sor, Gavião, Crato, Nisa, Campo Maior, Alter do Chão e Sousel são geridos pelo PS, o PSD lidera em Arronches, Fronteira, Castelo de Vide e Marvão, ao passo que a Câmara de Portalegre é presidida pelo movimento Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP).

A decisão é relativa às oito competências que o Estado quer transferir para as entidades intermunicipais e cujos diplomas setoriais já foram ou vão ser publicados.

Trata-se de competências nos domínios da promoção turística, da justiça, dos projetos financiados por fundos europeus e dos programas de captação de investimento, da participação na definição da rede dos quartéis e na elaboração de programas de apoio a corporações de bombeiros voluntários, da educação, ensino e formação profissional, da ação social, da saúde e da gestão dos portos de âmbito regional.

O Governo aprovou 21 diplomas setoriais no âmbito da lei-quadro da transferência de competências para autarquias e entidades intermunicipais – num processo gradual de descentralização entre 2019 e 2021 -, faltando ainda aprovar o decreto de novas atribuições das freguesias.

No sábado terminou o prazo para as entidades intermunicipais comunicarem a não aceitação das respetivas primeiras quatro competências com diplomas setoriais publicados.

Na semana passada, foram publicados em Diário da República mais quatro decretos-lei de transferência de competências do Estado para municípios e entidades intermunicipais.

At https://www.dn.pt/

CIMAA retira apoio ao Alpalhão Art & Walking Festival 2018 por exigência camarária?

art and walking

“O Festival de Arte e Caminhadas de Alpalhão 2018 – Alpalhão Art & Walking Festival 2018 realizou-se em Alpalhão e nos territórios vizinhos do Alto Alentejo de 16 a 25 de Novembro de 2018. O evento foi um sucesso em toda a linha, tendo-se cumprindo integralmente o programa que se apresentava abrangente, versátil e ambicioso. Todos os momentos programados ocorreram sem qualquer perturbação do que estava previsto, com exceção do imprescindível envolvimento da autarquia onde o evento decorria e da retirada inusitada da CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, precisamente em cima do acontecimento.

Esta iniciativa começa por ser inédita pelo facto de ter na sua génese o esforço promotor de duas instiuições do setor privado – o Hotel Monte Filipe como Promotor e a SAL Sistemas de Ar Livre como Organizador. Foram estas instituições privadas que asseguraram todos os custos de organização e desenvolvimento do programa. (…)”

Autarcas do distrito (nem todos) foram a Lisboa lutar pelo Pisão

Pisão 44484136_2178746425490465_8045454058808410112_n

A Barragem do Pisão já foi anunciada por três primeiros-ministros, Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso, mas continua por construir.

Os autarcas do distrito de Portalegre afirmaram-se nesta terça-feira confiantes na construção da Barragem do Pisão, no Crato, num investimento de 100 milhões de euros, depois de uma reunião com os ministros do Ambiente e da Agricultura.

A concretização do projecto hidroagrícola, reivindicado há dezenas de anos por diversos sectores regionais, foi discutida, na segunda-feira, em Lisboa, numa reunião solicitada ao Governo pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

“Estamos confiantes que a barragem vai avançar. Só o perímetro de rega é de 9.500 hectares, que serviria uma série de concelhos”, disse nesta terça-feira à agência Lusa o presidente da CIMAA, Ricardo Pinheiro, referindo que o projecto constitui também como um “reforço” à Barragem de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, que abastece oito dos 15 municípios do distrito.

“Estamos confiantes que a barragem vai avançar. Só o perímetro de rega é de 9.500 hectares, que serviria uma série de concelhos”, disse nesta terça-feira à agência Lusa o presidente da CIMAA, Ricardo Pinheiro, referindo que o projecto constitui também como um “reforço” à Barragem de Póvoa e Meadas, em Castelo de Vide, que abastece oito dos 15 municípios do distrito.

Além dos ministros do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, participaram na reunião os presidentes dos municípios do Crato, Campo Maior (também líder da CIMAA), Portalegre, Avis, Fronteira, Sousel, Alter do Chão e Castelo de Vide e os deputados eleitos por Portalegre, Luís Moreira Testa (PS) e Cristóvão Crespo (PSD).

Segundo o presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo, o Ministério da Agricultura “assume o valor da rede de rega na totalidade”.

“Os autarcas assumiram o contributo, até ao limite, para a transferência das pessoas que vivem na aldeia do Pisão e parcelamento do terreno e o Ministério do Ambiente compromete-se em liderar todo este processo e o valor do investimento público quanto à água”, disse à Lusa o autarca do Crato, concelho para onde está projectada a barragem.

O projecto hidroagrícola de fins múltiplos, que prevê à submersão da pequena aldeia do Pisão, com 60 habitantes, foi recentemente alvo de um estudo da Associação de Produtores Agrícolas de Precisão e que foi apresentado ao Governo.

Segundo o estudo, a que a Lusa teve acesso, a obra deverá ter um custo total de 100 milhões de euros, cinco milhões dos quais para o projecto de execução e 10 milhões para o realojamento dos habitantes da aldeia de Pisão.

O estudo prevê ainda 35 milhões de euros para a construção da barragem e 50 milhões para a rede de rega.

Já a CIMAA prevê que a barragem possa ter uma capacidade para 114 milhões de metros cúbicos de água, podendo, além de “reforçar” a Barragem de Póvoa e Meadas, “garantir” o subsistema do Caia, que abastece os concelhos de Arronches, Elvas, Campo Maior e Monforte.

Os 9.500 hectares de regadio serviriam os campos agrícolas dos concelhos de Alter do Chão, Avis, Crato e Fronteira, podendo, neste sector, serem criados “500 postos de trabalho” directos, segundo os autarcas.

“Neste bolo todo [100 milhões de euros] faltam cerca de 25 milhões de euros, que têm de entrar através do Orçamento do Estado”, referiu o presidente da Câmara do Crato, realçando que, na reunião de segunda-feira, “o ministro do Ambiente chamou o processo a ele, em coordenação com a Secretaria de Estado da Energia”.

Joaquim Diogo considerou ainda que “o mais importante” da reunião foi o sentimento por parte dos autarcas de um “compromisso” dos ministros, situação que não se verificava anteriormente.

A Barragem do Pisão já foi anunciada por três primeiros-ministros, Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso, mas continua por construir, sendo considerada por diferentes entidades da região como um projecto “estruturante” para o desenvolvimento do distrito de Portalegre.

At https://www.publico.pt/

Artigo de opinião: “Desde el Tajo Internacional”

Lara Galrito 23319172_10155761601977969_6628823234062451189_nAyer inauguramos la residencia de mayores en Carbajo, un municipio de la provincia de Cáceres, en la Sierra de San Pedro, gracias al esfuerzo y dedicación de su alcaldesa, Agustina. Este trabajo incansable en tantos y tantos pueblos en nuestra región es lo que los mantiene vivos, creciendo. Desde esta raya, desde este rincón, la metáfora de la construcción se hace más visible y real que nunca.

En Cedillo, en el punto más al oeste de Extremadura, al lado de mi pueblo Santiago de Alcántara, vivíamos y allí celebré mi primer Día de Extremadura; los más pequeños, que éramos nosotros de dos a tres años, bailamos y cantamos con el traje tradicional extremeño canciones en portugués, O vira, por ejemplo, y los más mayores, Another Brick in the Wall de Pink Floyd. Finalizamos con el himno de Extremadura, pero creedme que durante mucho tiempo, años, estuve pensando que Pink Floyd formaba parte del folclore extremeño. Internacionalista y multilingüe así fue. Ahora sé que ese día fue una verdadera declaración de intenciones y aquellos valores de entonces los llevo hoy grabados en la piel. En una comarca donde convivimos pueblos de la provincia de Cáceres y Badajoz, donde la frontera con Portugal para nosotros es solo agua, acabábamos de entrar en la Unión Europea y ya no queríamos más muros, más separaciones, más desigualdad, sabíamos que la unión hace la fuerza y teníamos claro que la educación debía ser la red que tejiese y enriqueciese la región.

En 2012, hace seis años, fui como ponente a Lleida a un congreso internacional, Perverse Identities. Identities in conflict, mi comunicación se titulaba Cuando el saber se llama red o dime con quien andas y te diré como whattsappeas. La universidad estaba rodeada de esteladas y de mensajes pidiendo independencia y pensé: ¡Qué atraso hablar ahora de fronteras! ¡Eso era el siglo XIX! A mí, como una milenial más, me preocupaba e investigaba sobre las identidades en el mundo en el que cohabitábamos, que no era otro que el se prolonga más allá de las pantallas.

Tengo el convencimiento de que nuestra verdadera patria es el tiempo en el que vivimos y supe, en ese instante, que vosotros nos habíais preparado para construir el futuro. Me sentí profundamente orgullosa de Extremadura.

Este año celebramos el 35 aniversario de la Asamblea de Extremadura, los 35 años de mayor estabilidad de nuestra región, la etapa donde se elaboraron los pilares fundamentales de la sociedad del bienestar: la educación, la sanidad, los servicios sociales, las infraestructuras, las comunicaciones y todo atendiendo por igual a las zonas rurales y urbanas. La clave era crear cohesión.

Hoy la realidad, y gracias al fruto del trabajo de los extremeños y extremeñas, es muy distinta y los retos también lo son. Según la Comisión Europea en 2020 quedarán desiertas más de 750.000 empleos en áreas científico-técnicas. La robotización o el cambio del modelo energético supondrán profundos cambios en lo que conocemos hasta hoy.

Conseguir la plena igualdad real entre hombre y mujeres, hacer de nuestro patrimonio natural un motor económico y situar a la educación como piedra angular y garantía de la igualdad de oportunidades, la generación de ideas y desarrollo para una seguir haciendo de nuestra tierra una sociedad moderna, dinámica e igualitaria, donde el bienestar social y la calidad de vida sean los parámetros para reconocer nuestra riqueza.

Hoy podemos decirle al mundo entero que estamos listos, como siempre lo hemos estado, para demostrar lo que somos y estamos dispuestos a hacer para seguir sumando, pero, sobre todo, para querer que nuestra región sea el destino de oportunidades, que todo ese talento generado por el esfuerzo de padres y madres, instituciones, y la sociedad extremeña, no tenga que marcharse o que aquellos que nos miran de lejos, se acerquen de una vez por todas.

Cuando en un pueblo se abre algo, cuando crece, crecemos todos.

Lara Garlito

At https://www.elperiodicoextremadura.com/

Plataforma da A23 e A25 critica ausência de propostas no OE 2019 sobre portagens

A23 Portalegre 878c6bbef1b3db282254378ba3947738_N
A plataforma queixa-se que a abolição e ou redução do preço das portagens não constam da proposta de Lei do Orçamento do Estado, aparecendo apenas no documento designado “Relatório do OE”.

A Plataforma Pela Reposição das Scut na A23 e A25 lamentou esta quinta-feira que o Orçamento do Estado para 2019 apresente “uma mão cheia de nada” face às portagens, uma “falta de respeito pelas populações do Interior”.

“A Plataforma Pela Reposição das SCUT na A23 e na A25 procedeu a uma primeira análise ao Orçamento do Estado para 2019 e constatou que no que concerne a portagens temos uma ‘mão cheia de nada'”, refere a Plataforma, em comunicado.

Adianta que, ao contrário de outras medidas para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e uma ou outra “medida desgarrada e insuficiente” para o Interior, a abolição e ou redução do preço das portagens não constam da proposta de Lei do Orçamento do Estado, aparecendo apenas no documento designado “Relatório do OE”.

“Ainda assim, limita-se a dizer que no decorrer de 2019 se verificará a redução para os veículos de transporte de mercadorias, não dizendo, nem quando, nem como se vai processar essa redução e deixando de fora dessa redução os trabalhadores e a população em geral”, lê-se no documento.

A Plataforma regista como “negativo e falta de respeito pelas populações e empresas do Interior” o facto de as portagens não constarem da versão do OE entregue na Assembleia da República.

Face à análise feita, a Plataforma decidiu desenvolver, com caráter de urgência, algumas medidas, onde se incluem pedidos de audiência ao ministro do Planeamento e Infraestruturas, ministro-Adjunto e da Economia e à Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Vão ainda reafirmar o pedido de audiência ao Presidente da República e elaborar e publicar uma carta aberta ao primeiro-ministro, que vai ser subscrita por várias personalidades da vida pública do Interior.

“A Plataforma reafirma que sempre que o primeiro-ministro, o ministro do Planeamento e Infraestruturas ou o Presidente a República se desloquem aos distritos de Castelo Branco e da Guarda se fará representar com uma delegação, preparada para manifestar o seu desagrado, conforme as circunstâncias, estando ainda sempre em agenda a realização de ações públicas nestes distritos ou fora deles”, concluem.

At https://expresso.sapo.pt/

Correios de Vila Velha de Ródão em vias de fecho

ctt_rodao1_f5

Os deputados do PS eleitos pelo distrito de Castelo Branco perguntaram ao Governo se tem conhecimento do encerramento das estações dos CTT nos concelhos de Vila Velha de Ródão e de Belmonte, e quais os critérios que foram aplicados. “Não vislumbramos qualquer critério racional na decisão de encerramento destas duas estações, localizadas nas sedes de concelho, que não atende de modo nenhum aos objetivos de desenvolvimento local e regional”, defendem Hortense Martins e João Marques.

Os socialistas lembram que “a questão da privatização dos CTT esteve em causa ao longo de diversas legislaturas e na vigência de outros tantos Governos; no entanto, foi por decisão do anterior Governo PSD/CDS que se avançou para esta privatização, numa entrega das responsabilidades públicas a privados, de forma imponderada e lesiva dos interesses dos portugueses”.

Os deputados do PS lamentam que o serviço postal se tenha degradado ao longo da vigência da concessão, “sendo mais grave nos territórios do interior do país, dada a fragilidade inerente as características decorrentes da progressiva desertificação e despovoamento que políticas centralistas e de empobrecimento ocasionaram, como se verificou nos últimos anos de governação de direita e que levaram a forte emigração”.

E deixam o alerta: “Essa degradação é confirmada pelo regulador, a ANACOM, que já sinalizou junto da empresa os universos frágeis de operação”.

Os parlamentares denunciam que o país está a “assistir ao encerramento de inúmeras estações de correio”, sem que se consiga “compreender que concelhos inteiros encerrem a única estação de correio que possuem e, para mais, na sede  de concelho”.

Hortense Martins e João Marques estão preocupados com o encerramento de estações um pouco por todo o país, que “parece fazer parte de uma estratégia bem definida de redução de custos a qualquer preço e sem atender às necessidades da população”.

“Nos casos concretos da estação de Vila Velha de Ródão e da estação de Belmonte, somos confrontados com a vontade de encerramento, por parte da administração dos CTT, que –julgamos – não tomou em consideração as necessidades especiais das pessoas da referida região, com dificuldades de transportes públicos e carências, tratando-se de uma população envelhecida, com baixo poder de compra e muito dependentes da estação dos CTT para receberem a sua pensão”, avisam.

Os socialistas deixam explícito que “o encerramento de lojas no interior do país não se coaduna com as políticas que o Governo pretende implementar para a região do interior”. E dão o bom exemplo dos autarcas de Vila Velha de Ródão e de Belmonte que, “tentando contrariar as dificuldades acrescidas da demografia e destes concelhos localizados no interior do país, têm conseguido atrair turismo, investimentos e mesmo empresas, cujos trabalhadores acrescem à população aí habitualmente residente e que deve ser tomada em consideração”.

Como não conseguem “entender os critérios para a definição dessa rede, que vai sendo destruída”, Hortense Martins e João Marques começam por perguntar ao ministro do Planeamento e das Infraestrutura se o Governo tem conhecimento do encerramento da estação dos CTT no concelho de Vila Velha de Ródão e no concelho de Belmonte, quais os critérios aplicados, se tem o Governo algum papel ou intervenção, direta ou indireta, nas escolhas das localidades onde vão ser encerradas estações, lojas ou balcões dos CTT e como pretende obrigar ao cumprimento rigoroso do serviço público universal a que a empresa CTT está obrigada.

Questionam ainda se o Governo está “disponível para apoiar os autarcas de Vila Velha de Ródão e de Belmonte na procura de novas soluções que respondam, de forma cabal, às necessidades das populações”. “Sem serviços públicos será cada vez mais difícil manter e atrair população e empresas”, asseveram.

At http://www.ps.parlamento.pt/

Defensores do interior novamente contra as portagens na A23

A23 41637624_2095870847099491_903471320178622464_n
A Plataforma Para a Reposição das Scuts na A23 e A25 anunciou hoje a realização de novas ações de luta contra as portagens, nomeadamente uma marcha lenta, um seminário e uma manifestação à porta da residência oficial do primeiro-ministro.

Em conferência de imprensa realizada hoje na Covilhã, distrito de Castelo Branco, os representantes desta Plataforma frisaram que a luta tem de continuar, já que os descontos anunciados para 2019 são “insuficientes” e que as portagens continuam a ser um “atrofio para o Interior”.

“Temos de ser mais teimosos porque aquilo que temos conseguido tem sido pouco”, afirmou José Gameiro, da Associação Empresarial da Beira Baixa, uma das entidades que integra esta Plataforma.

Entre as novas ações previstas, está uma manifestação junto à porta da residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, que deverá ocorrer no dia 13 de outubro.

Este protesto já tinha sido anteriormente anunciado, mas acabou por ser adiado com o objetivo de manter aberta uma via negocial com o Governo, o que, até agora, não sortiu o resultado esperado.

“É uma iniciativa que não se faz de ânimo leve, que tem custos (…), mas, se não tivermos mais avanços, vamos mesmo realizá-la”, afirmou Luís Garra, da União de Sindicatos de Castelo Branco.

Lembrando que se está em fase de discussão do Orçamento do Estado, Luís Garra também defendeu que este é o momento de “aumentar a pressão”.

Assim, já no próximo dia 20 de setembro realiza-se uma marcha lenta/buzinão, com dois pontos de partidas (na Covilhã e em Castelo Branco, respetivamente às 17:00 e às 17:30) e com ponto de encontro em Castelo Novo, concelho do Fundão.

Segundo o previsto, os participantes percorrerão alguns troços da A23, com passagens pela Estrada Nacional 18 para evitar o pagamento de portagens.

Para dia 27 de setembro, às 20:30, no auditório do Instituto Politécnico de Castelo Branco, será levado a cabo um seminário subordinado ao tema das portagens e das parcerias público-privadas rodoviárias.

O debate é aberto à participação de todos e tem já confirmada a presença de Eduardo Anselmo Castro, vice-reitor da Universidade de Aveiro, que realizou um estudo sobre os “impactos da cobrança de portagens na mobilidade rodoviária.

Outro dos oradores é Paulo de Morais, docente universitário e político português, que preside à Frente Cívica, associação que pretende apresentar no parlamento um projeto-lei que visa extinguir os contratos de parcerias público-privadas do domínio rodoviário, medida que, de acordo com a Frente Cívica, permitiria poupar 11 mil milhões de euros.

Os representantes da Plataforma sublinharam a importância deste debate, que juntará mais argumentos à luta contra as portagens, onde já constam questões como os elevados custos de contexto e a falta de alternativas.

Além disso, reiteram ainda o desafio público para que autarcas, deputados e partidos políticos se juntem a este movimento e lembraram que a reposição das Scut (vias sem custos para o utilizador) é uma questão de justiça, já que estas autoestradas foram construídas para não ter portagens.

“É hora de nos devolverem aquilo que nos foi roubado”, disse, Zulmiro Almeida, da Comissão de Utentes da A25.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.

At https://www.dn.pt/

Aldeia tenta recuperar-se vendendo casas a 1 euro

Ollolai-960x500
Posee la belleza y la historia necesarias para atraer a la gente

Ollolai es un pintoresco pueblo de montaña con casas de piedra y tejados rojos, situado junto al frondoso monte San Basilio Magno, en la isla mediterránea de Cerdeña (Italia). Se trata de la capital de la zona de Barbagia, una de las más auténticas de Cerdeña, que ha quedado sorprendentemente preservado del turismo, pues posee la belleza y la historia necesarias para atraer a la gente.

Su historia se remonta al 4000 a. C., prueba de ello son los vestigios de un pueblo nurágico (edad de bronce) que se encuentran en la zona de San Basilio, y entre su entramado de callejuelas y plazas cubiertas de murallas hay más de 200 viviendas antiguas, ahora abandonadas, hechas con la típica roca de granito gris que crece en los picos de las montañas de la isla.

A poco más de una hora de las mejores playas de la isla y a dos horas de los dos aeropuertos principales: Alghero y Cagliaria, es un refugio tranquilo y soleado, donde los visitantes encuentran un ambiente acogedor.

Pero la localidad podría convertirse en un pueblo fantasma en breve, ya que, desde la década de 1980, la población se ha reducido a la mitad, ahora son solo 1.300 habitantes. Además, el descenso de vecinos ha dejado muchas de las históricas casas de piedra en mal estado.

Ante tal situación, el Ayuntamiento ha puesto a la venta estas viviendas al precio de un euro a cambio de comprometerse a rehabilitarlas en el plazo de tres años desde la compra, con un coste aproximado de 20.000 euros.

Una oportunidad para aquellos que deseen disfrutar de la rica herencia cultural de la zona, de las tradiciones como la fabricación de queso y cestería, de las delicias culinarias como porceddu (lechón asado) o su pane vratau, de las hermosas vistas al valle, y de las excursiones al monte S’Asisorgiu, denominado la ‘Ventana de Cerdeña’, 1.126 metros de altura donde se pueden contemplar los dos mares que bañan la isla en la costa occidental y la vertiente este.

At https://www.lavanguardia.com/