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Projecto “Recrutas de palmo e meio” regressa

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Nos dias 25 e 26 de julho, a Escola da Guarda, através do Centro de Formação de Portalegre, realiza mais uma edição do projeto “Recrutas de Palmo e Meio”, no qual irão participar 40 crianças e jovens da União de Freguesias de Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso, com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos.

O projeto consiste numa demonstração e participação, devidamente adaptada, na Formação Geral Militar do Curso de Formação de Guardas, proporcionando um conjunto de experiências relacionadas com a vivência na Guarda Nacional Republicana, contribuindo assim para um conhecimento mais profundo da Instituição, bem como para enriquecimento moral e cívico dos participantes, enquanto cidadãos.

Esta iniciativa decorre desde 2015 e efetua uma abordagem a várias matérias do foro militar, das quais se destacam:

  • Ordem Unida – movimentos básicos de ordem unida;
  • Técnica Individual de Combate – sinais de combate, camuflagem e disciplina de ruídos e brilhos;
  • Topografia – técnicas de orientação por processos expeditos e realização de circuito prático;
  • Luta e Defesa Pessoal;
  • Educação Física e Desportos – jogos coletivos e treino em circuito;
  • Saúde e Socorrismo – conceitos gerais de primeiros-socorros.

At https://www.gnr.pt/

Comemorações da Batalha de Ourique

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Batalha de Ourique desenrolou-se muito provavelmente nos campos de Ourique, no atual Baixo Alentejo(sul de Portugal), mais precisamente em Castro Verde, em 25 de Julho de 1139 — significativamente, de acordo com a tradição, no dia do provável aniversário D. Afonso Henriques e de São Tiago, que a lenda popular tinha tornado patrono da luta contra os mouros; um dos nomes populares do santo, era precisamente “Matamouros“.

Foi travada numa das incursões que os cristãos faziam em terra de mouros para apreenderem gado, escravos e outros despojos. Nela se defrontaram as tropas cristãs, comandadas por D. Afonso Henriques, e as muçulmanas, em número bastante maior.

Inesperadamente, um exército mouro saiu-lhes ao encontro e, apesar da inferioridade numérica, os cristãos venceram. A vitória cristã foi tamanha que D. Afonso Henriques resolveu autoproclamar-se Rei de Portugal(ou foi aclamado pelas suas tropas ainda no campo de batalha), tendo a sua chancelaria começado a usar a intitulação Rex Portugallensis (Rei dos Portucalenses ou Rei dos Portugueses) a partir 1140 — tornando-o rei de facto, sendo o título de jure (e a independência de Portugal) reconhecido pelo rei de Leão em 1143 mediante o Tratado de Zamora e, posteriormente o reconhecimento formal pela Santa Sé em Maio de 1179, através da bula Manifestis probatum, do Papa Alexandre III.

A primeira referência conhecida ao milagre ligado a esta batalha é do século XIV, depois da batalha. Ourique serve, a partir daí, de argumento político para justificar a independência do Reino de Portugal: a intervenção pessoal de Deus era a prova da existência de um Portugal independente por vontade divina e, portanto, eterna.

At https://pt.wikipedia.org/

Município acusa GNR de autoritarismo

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São várias as queixas sobre o que muitos cidadãos consideram excesso de coimas aplicadas pela GNR em vários concelhos.

O estacionamento é uma forma fácil de “fazer dinheiro” e segundo muitas opiniões a GNR exagera claramente nessa área. No caso de Marvão as queixas que nos chegam são frequentes, bem como ao Município. Por isso questionámos o Presidente da Câmara, Luís Vitorino,sobre esta situação que chega a ser considerada como de “perseguição”, como se a actividade da GNR se resumisse a aplicar coimas, e o autarca assume que “há um mau estar geral no concelho porque a GNR está a ter uma atitude não preventiva, como devia ter, mas sim uma atitude autoritária”, estando a “multar e a lançar coimas de trânsito a residentes com estacionamento irregular, muitas vezes momentâneo, o que é quase impossível não ocorrer num território com as características de Marvão”.

Luís Vitorino considera que em termos “de álcool também está a haver um abuso” com “a GNR em vigilância junto dos estabelecimentos comerciais a ver quem está a consumir”, para depois ver se consegue aplicar coimas.

Trata-se pois de autêntica perseguição policial, segundo é entendido por autarcas e por cidadãos, em total contradição com a missão da Guarda e com o que é apregoada em termos de trabalho em prol da comunidade e dos cidadãos. Mas entretanto os roubos são permanentes, como acontece nas propriedades rurais de Campo Maior, por exemplo.

Como muitos se queixam, em vez de se perseguir ladrões multam-se os cidadãos porque isso é muito mais fácil, apresenta-se serviço e até se contribui para a arrecadação de verbas. (…)

Fizemos o contraditório junto da GNR, pedindo que se possa pronunciar sobre este assunto e aguardamos os esclarecimentos que haja por bem prestar, aos quais será dado o devido tratamento.

At https://www.jornalaltoalentejo.com/

Crónica: “O gulag de Franco: 296 campos de concentração onde reinava o horror”

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Um exaustivo estudo documenta quase 300 centros de internamento franquista e denuncia as penalidades sofridas nestes por quase um milhão de prisioneiros.

O jornalista Carlos Hernández de Miguel, autor de “Los últimos españoles de Mauthause”, fala de um sistema repressivo baseado no medo, extermínio e a reeducação.

A transferência em vagões de gado, a fome, “os exércitos de piolhos, percevejos e pulgas” (que faziam que a roupa se movesse sozinha pelo chão, evocava um preso), as enfermidades (tifos, tuberculose, sarna…), a falta de assistência sanitária e de condições higiénicas, a sobrelotação, as humilhações, o frio e o calor extremos…, as surras e torturas letais, o trabalho forçado em muitos casos, o medo de morrer a qualquer momento… “tiravam-lhes os seus pertences e a roupa mal chegavam, rapavam-lhes o cabelo e convertiam-nos em uma massa amorfa e despersonalizada que devia mover-se a golpes de porrete e renegar os seus ideais e crenças se não quisessem morrer.

Era um processo global de desumanização dos prisioneiros, que não eram considerados pessoas e eram tratados como infra-homens e escravos. Um antigo prisioneiro dizia que lhes tratavam pior que aos cães e às bestas porque a elas davam-lhes de comer bem”, explica o jornalista Carlos Hernández de Miguel, falando do resultado da exaustiva investigação que dispensou em “los campos de concentración de Franco” (Ediciones B), que chega esta quinta às livrarias e onde, através de arquivos e testemunhos de sobreviventes, documenta até 296 campos de concentração — 14 deles na Catalunha —, considerados como tais pelo regime e abertos durante a guerra civil por aquela ditatorial “Nueva España”. Como avisava a Falange de Cádiz na portada do seu periódico ‘Águilas’: “Criaremos campos de concentração para vadios e meliantes políticos; para maçons e judeus; para os inimigos da Pátria, do Pão e da Justiça”.

E por eles passaram entre 700.000 e um milhão de homens e também mulheres. Segundo os franquistas, “uma horda de assassinos e foragidos” que não merecia a protecção do Convénio de Genebra, e que, segundo o psiquiatra de família de Franco, Antonio Vallejo-Nágera, eram identificados como “enfermos do gene vermelho”. Sobre eles “não pesava nenhum encargo nem acusação nem condenação sólida. Eram prisioneiros de guerra republicanos, esquerdistas (políticos e sindicalistas) ou o professor da aldeia…”, recorda o também autor de outro monumental e necessário ensaio, ‘Os últimos espanhóis de Mauthausen’ (2015), do qual surgiu ‘Deportado 4443’ (2017), com o desenhador Ionannes Ensis.

“Fugir da sombra de Auschwitz”

Ao falar de campos de concentração é impossível não pensar no extermínio de Hitler, com barracões rodeados de alambrados, ou nos gulags de Estaline. As penalidades e condições citadas foram similares, porém “há que fugir da sombra de Auschwitz e evitar a comparação directa com o nazismo — avisa Hernández — porque pode parecer que ante a barbaridade de seis milhões de exterminados nas câmaras de gás as vítimas dos restantes crimes contra a humanidade sejam menos vítimas. Franco tinha as suas necessidades, as guerras foram distintas e os campos do franquismo eram um sistema com as suas próprias peculiaridades. Queriam exterminar a uns quantos e reeducar o resto”.

“Foram improvisados e houve desorganização, porém a sua criação foi premeditada”, constata o autor, ex-correspondente em conflitos como o Kosovo, Palestina, Afeganistão e Iraque. O primeiro campo abriu-se a 19 de Julho de 1936, apenas 48 horas depois do golpe contra a República, em Zeluán, no antigo protectorado espanhol de Marrocos. “Já em Abril, o general Mola havia apelado a criar essa atmosfera de terror e a fuzilar a qualquer um com vínculos com a Frente Popular”. O campo mais longevo foi o de Miranda de Ebro (Burgos), que encerrou em 1947 e por ele passaram 100.000 prisioneiros. “Foram uma rama mais, horrível e aterrorizador, do sistema repressivo franquista”; os cárceres mereciam outro livro. À medida que os nacionais conquistavam territórios iam abrindo campos em praças de touros, espaços desportivos, conventos e mosteiros, manicómios, fábricas, armazéns, hipódromos…, cujas condições de vida e morte dependiam da arbitrariedade de cada oficial ao comando.

“Os presos recordam o medo de morrer a qualquer momento. Temiam que se abrisse a porta e viessem buscá-los para uma ‘saca’, o que significava que lhes iam fuzilar em uma qualquer valeta”.

Dos testemunhos dos presos destaca Hernández vários rasgos que os definiam. “Um, o medo de morrer em qualquer momento. O pânico aos ruídos de noite, porque se ouviam que se abria a porta significava que vinham buscar algum para uma ‘saca’ e ser fuzilado”. E de dia, à vista de falangistas que buscavam vingar-se de antigos vizinhos e viúvas à caça dos supostos assassinos dos seus maridos. O destino era o mesmo, acabar morto em qualquer valeta.

Dois, a fome e os seus efeitos, “que descrevem de forma descarnada”. Água negra de castanhas, água com espinhas de pescados e minhocas, beber a própria urina… “Embrutecemos-nos até ao ponto de perder toda a dignidade humana”, recordava o preso José María Muguerza. Como exemplo, o caso que contava Guillermo Gómez Blanco do cão lobo que trouxe, “para impressionar”, “um tenente muito à maneira da Gestapo, com chicote e oculitos sem armação”, e que em um descuido desapareceu. “Engolimos em seco!”

“Os sacerdotes tiveram um papel importante no adoutrinamento e na reeducação. E violavam o segredo de confissão para obter informação dos presos”

E, três, que ademais de “lugares de extermínio eram-no também de reeducação, para lograr a submissão ideológica e mental”, porque como dizia Franco, o seu objectivo “não era só vencer, mas também convencer”, ainda que os seus métodos só conseguissem submeter e reafirmar o desprezo dos prisioneiros em relação ao regime. Cantar o “Cara al sol” e outros hinos franquistas, formar várias vezes ao dia e fazer a saudação fascista, missas e comunhões obrigatórias… Os presos, se saíam (impossível sem o aval de algum padre, alcaide ou político fascista), deviam sair “reformados”. Aí teve também um papel fundamental e nefasto a igreja católica exercendo, denuncia Hernández, “um adoutrinamento obrigado e forçoso por parte dos sacerdotes”. Estes “violavam o segredo de confissão para obter informação dos presos e utilizá-la contra os seus companheiros”. Pistola ao cinto, também houve padres verdugos, como o padre Nieto, na ilha de São Simão, a quem recordavam a golpear com o seu bastão a um fuzilado agonizante e gritando-lhe: “Morre, morre, vermelho ímpio”.

A cifra dos mortos é difícil de concretizar. A de 10.000 que se atreveu a dar o historiador Javier Rodrigo, que havia constatado em seu dia 188 campos, segundo Hernández, fica muito curto. “Agora, após documentar só os mortos em 15 dos 296 campos, já somam 6.000”. Não há dados em registos nem em cemitérios, falsificavam-se as causas das mortes, a maioria segue, hoje, em fossas comuns e cunetas, e muitos, os considerados “inimigos irrecuperáveis”, entre eles todos os oficiais do Exército republicano, foram fuzilados após sair do campo para ser submetidos a conselhos de guerra e a julgamentos sumaríssimos sem garantias.

Viver com “medo e vergonha”

Um daqueles presos, Luis Ortiz, libertado em 1943 e cujas palavras encerram o livro de Hernández, faleceu a semana passada aos 102 anos. Dizia que queria morrer com as botas postas e fê-lo, com a mensagem de contar aos jovens a verdadeira realidade do regime. “Durante a ditadura estes homens que haviam defendido as ideias democráticas, viveram com medo e vergonha porque a sociedade identificava republicanos com criminosos e assassinos de padres — lamenta o jornalista. A quem hoje quer branquear o franquismo há que contestar-lhes com dados para que se recorde que neste país houve um regime democrático que foi violentado por um golpe fascista com o apoio dos nazis e de Mussolini”.

Vexames e violação de mulheres

Não houve campos de mulheres, mas sim mulheres nos campos, como no de Los Almendros de Alicante ou o de Cabra (Córdoba). A maioria esteve nas prisões, porém sofreram a fome, a sobrelotação e o maltrato tal como os homens. E vexames: davam-lhes óleo de rícino para que tivessem diarreia enquanto as obrigavam a desfilar com o cabelo rapado. Prática estendida nos campos, segundo múltiplas testemunhas, era a violação de esposas e filhas de cativos quando acudiam a levar-lhes roupa e comida. Os presos sabiam que a elas não lhes restava outra que “rebaixar-se”. Em Castuera, quando se levava um ao paredão, os seus companheiros cantavam: “Mulher que adoro, quanto o sinto/não poder-te abraçar já (…) choro porque tudo terminou/ por salvar-me a tua honra deste/ isso também o sei eu”. Quase 31.000 bebés roubou o franquismo às republicanas, segundo dados da Audiência Nacional para a ONU.

Ana Abella

At https://www.elperiodico.com/

CDU rejeita novas competências, do Estado para o Alto Alentejo

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A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) rejeitou, com os votos da CDU, receber este ano as competências que o Estado quer transferir para as entidades intermunicipais, disse hoje à agência Lusa o presidente da instituição, Ricardo Pinheiro.

De acordo com o autarca socialista, que preside também à Câmara de Campo Maior, dos 15 municípios que compõem o distrito de Portalegre, 13 (PS, PSD e independente) votaram a favor da transferência de competências para a CIMAA, tendo votado contra os representantes das autarquias de Monforte e Avis, geridas pela CDU.

“Ao não ser aprovado por unanimidade, com os votos contra de dois municípios [Monforte e Avis], a CIMAA não vai poder aceitar as competências”, explicou Ricardo Pinheiro.

No distrito de Portalegre, os municípios de Elvas, Ponte de Sor, Gavião, Crato, Nisa, Campo Maior, Alter do Chão e Sousel são geridos pelo PS, o PSD lidera em Arronches, Fronteira, Castelo de Vide e Marvão, ao passo que a Câmara de Portalegre é presidida pelo movimento Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP).

A decisão é relativa às oito competências que o Estado quer transferir para as entidades intermunicipais e cujos diplomas setoriais já foram ou vão ser publicados.

Trata-se de competências nos domínios da promoção turística, da justiça, dos projetos financiados por fundos europeus e dos programas de captação de investimento, da participação na definição da rede dos quartéis e na elaboração de programas de apoio a corporações de bombeiros voluntários, da educação, ensino e formação profissional, da ação social, da saúde e da gestão dos portos de âmbito regional.

O Governo aprovou 21 diplomas setoriais no âmbito da lei-quadro da transferência de competências para autarquias e entidades intermunicipais – num processo gradual de descentralização entre 2019 e 2021 -, faltando ainda aprovar o decreto de novas atribuições das freguesias.

No sábado terminou o prazo para as entidades intermunicipais comunicarem a não aceitação das respetivas primeiras quatro competências com diplomas setoriais publicados.

Na semana passada, foram publicados em Diário da República mais quatro decretos-lei de transferência de competências do Estado para municípios e entidades intermunicipais.

At https://www.dn.pt/

Presidente da Câmara de Constância não quer o traçado A23-Ponte de Sor

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O presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira (PS), defendeu hoje um novo traçado para a ponte sobre o Tejo, a construir no âmbito da conclusão do IC9, de ligação a Ponte de Sôr. O autarca afirmou rejeitar o traçado inscrito no Plano Rodoviário Nacional 2000, que previa a ligação sobre o Tejo entre Abrançalha e Tramagal, no concelho de Abrantes, e defendeu a realização de “novos estudos, nova localização e novo projeto”.

“O que defendemos é que esta não é uma questão fechada, as coisas alteraram-se [relativamente aos estudos e traçado desenhado e inscrito em PRN] e o que entendo é devem ser realizados novos estudos, para um novo traçado e para um novo projeto”, disse hoje ao mediotejo.net o autarca de Constância.

Em comunicado, a Câmara de Constância dá conta que Sérgio Oliveira referiu hoje à Antena 1 que no âmbito do Programa Nacional de Investimentos 2030 está consagrada uma nova ponte sobre o rio Tejo entre Constância e Abrantes, não sendo ainda conhecida a localização exata da mesma.

Segundo a mesma nota informativa, o autarca relembrou que o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, no dia 2 de agosto de 2016, no âmbito da cerimónia da assinatura do auto de receção provisória da empreitada da ponte de Abrantes referiu à comunicação social que “…o Governo está disponível para repensar o perfil do IC9 e a travessia a ele associada, não sendo de autoestrada, mas outro.”

Considerando as palavras do Ministro, entende o Município de Constância que o traçado do IC9, constante do Plano Rodoviário Nacional 2000, bem como a travessia a ele associado será alvo de novos estudos e novos traçados.

Neste sentido, face às últimas notícias, nesta segunda-feira, 14 de janeiro de 2019, o Município de Constância remeteu um ofício ao Ministro do Planeamento das Infraestruturas a solicitar a clarificação da futura localização da ponte.

Sérgio Oliveira relembrou ainda que a luta por uma nova travessia na zona de Constância leva mais de vinte anos. Fez questão de referir o Despacho datado de 24 de março de 1998 do então Secretário de Estado, Eng.º Maranha das Neves, através do qual foi assumido a necessidade de uma nova travessia sobre o Rio Tejo na zona de Constância.

O presidente da Câmara Municipal relembra também a promessa de uma nova ponte, em 2004, pelo então Ministro das Obras Públicas, Dr. António Mexia, o estudo de impacte ambiental para a variante a EN118 e ligação desta a A23 com uma nova travessia sobre o Rio Tejo em Constância em 2006, as posições assumidas pela Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo a 01 de abril de 2006 e as posições já assumidas pelo Estado-Maior do Exército, sendo a mais recente de 6 de setembro de 2018.

Face a isto, entende o Município de Constância que estão reunidas as condições para se chegar a uma solução de consenso que passe por localizar a nova ponte na fronteira do Concelho de Constância, com o Concelho de Abrantes, quer da margem sul (entre a estação ferroviária de Santa Margarida da Coutada e a Ribeira de Alcolobre), quer na margem norte (nó da A23 à saída de Constância no sentido de Montalvo ou no nó da A23 a seguir à fábrica da Tupperware), já em Abrantes.

Por último, o Presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira, reafirmou categoricamente que lutará até ao fim por esta solução em defesa do seu Concelho, do interesse Regional e do interesse Nacional.

At http://www.mediotejo.net/

 

1.º discurso de Bolsonaro, novo presidente do Brasil

Jair Bolsonaro faz agora seu segundo discurso como presidente da República, o primeiro à nação, no parlatório do Palácio do Planalto. Bolsonaro falou em “libertar o Brasil do socialismo”, “estabelecer a ordem”, defender a família, diminuir o “gigantismo” do estado, fazer reformas e fortalecer a meritocracia.

Ao final, ele mostrou uma bandeira brasileira – dada a ele pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni – e repetiu o brado de que ela “nunca será vermelha”, lema anticomunista que faz referência à cor tradicionalmente utilizada pelos partidos políticos de esquerda. “A partir de hoje, vamos colocar em prática o projeto que a maioria do povo brasileiro democraticamente escolheu”.

vejapontocom

General Rovisco Duarte propõe exonerados a Generais

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Dois dos cinco coronéis exonerados temporariamente pelo chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) na sequência do assalto a Tancos foram escolhidos para integrarem o próximo curso de promoção a oficial general. Trata-se de Paulo de Almeida, que lidera o Regimento de Engenharia n.º1 (em Tancos) e Ferreira Duarte, responsável pelo Regimento de Infantaria 15 (em Tomar), soube o PÚBLICO. O despacho a propor o nome dos alunos para aquele curso  (cerca de uma dezena) já foi assinado pelo general Rovisco Duarte.

O CEME, general Rovisco Duarte, anunciara no Telejornal da RTP, no dia 1 de Julho, a exoneração dos responsáveis pelas cinco unidades que forneciam efectivos para as rondas aos paióis de Tancos que foram assaltados. O anúncio apanhou de surpresa vários oficiais superiores, causou uma onda de revolta e levou mesmo à demissão dos generais José Calçada, comandante do Pessoal, e Faria Menezes, comandante operacional das Forças Terrestres, que discordaram daquela atitude.

“Não quero que haja entraves às averiguações”, justificou na altura Rovisco Duarte, acrescentando que decidiu exonerar estes comandantes “por uma questão de clareza e para não interferirem com o processo de averiguações até se esclarecer”.

Os que discordaram da suspensão argumentaram que se tratava de uma decisão inédita na hierarquia militar e que, a haver punição pública, devia começar pelo número um, o chefe do Exército.

Os oficiais exonerados voltariam às mesmas funções 15 dias depois e sem que oficialmente tivesse ficado registado uma suspensão no currículo, figura que nem sequer existe no estatuto militar. Segundo soube o PÚBLICO, Rovisco Duarte ainda perguntou a cada um deles se quereria ir para outra unidade, mas os cinco optaram por regressar às funções que tinham.

Escolha depende do chefe

O curso de promoção a oficial general começa no final do ano e é ministrado pelo Instituto de Altos Estudos Militares a oficiais dos três ramos, que são escolhidos pelo conselho superior de cada um deles. A lista é depois submetida a Conselho de Chefes (onde têm assento os três chefes de Estado-Maior e o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas).

Os critérios para a escolha dos oficiais que devem ir a generais são complexos. Tudo depende da avaliação de cada um mas tem também em consideração outros factores como, em alguns casos, a arma ou o serviço de origem. É que, por exemplo, o general que é escolhido para a Direcção de Infra-Estruturas do Exército deve ser oriundo de Engenharia.

A conclusão deste curso é condição essencial para um coronel ser promovido a general, o que só sucede através de despacho do ministro da Defesa e das Finanças (que autoriza as verbas necessárias).

O PÚBLICO contactou o Exército na terça-feira para saber quais os critérios em concreto que estiveram na base das escolhas e também quantos são os generais actualmente em falta no ramo, mas não obteve respostas até ao fecho desta edição. Não foi possível também chegar à fala com os dois coronéis.

Os outros três oficiais exonerados temporariamente a 1 de Julho foram Hilário Peixeiro, de Engenharia, Teixeira Correia, da Brigada de Reação Rápida, e Amorim Ribeiro, da Unidade de Apoio Geral de Material do Exército.

At https://www.publico.pt/

Crónica: “Os Mistérios do 28 de Maio 1926”

28 de Maio Reunião do Governo (foto sem texto) a 7 de Junho 1926.

Não houve comemorações ontem. Ainda bem. Qualquer comemoração, de quem quer que fosse, seria um equívoco. A acrescentar a muitos outros ao longo de décadas fabricados. E de todas as suas peças montados. O “28 de Maio” é, de facto, a data mais mal conhecida de todo o século XX português (apesar de ser a de maiores referências, só ultrapassada pelo 25 de Abril) e a mais oculta em equívocos e outras narrativas “convenientes” (tanto de esquerda como de direita). É incrível como a Universidade portuguesa, em quatro décadas, não teve ainda tempo para ter sido capaz de “deslindar” este assunto…

Sob a presidência do Almirante Mendes Cabeçadas, reunião do Governo saído do golpe de 28 Maio 1926. O General Gomes da Costa está à direita de Cabeçadas e, de braços cruzados, em posição de expectativa, o General Carmona que, a 9 de Julho de 1926, assumiria a presidência até à sua morte em 1951. Salazar sentar-se-ia a esta mesa, pouco depois da reunião documentada na foto, a convite do Presidente Mendes Cabeçadas.

Há um aspecto fascinante neste golpe de Estado. Fascinante para a equipa de Intelnomics, esclareça-se. É que o “28 de Maio” é um golpe em que a guerra de informação desempenhou um papel decisivo e até talvez mais importante que o da própria tropa sublevada. Os “Correios” valeram por vários quartéis… Mas isto é matéria ainda a trabalhar e é cedo para aqui a explanar.

Há também um aspecto bizarro. O golpe está classificado de “fascista”. Ora, o triunvirato que o concebe e organiza é constituído por um (prestigiado mas isolado) general oriundo dos campos de batalha da Flandres e por dois altos quadros republicanos, dirigentes da Maçonaria (um general e o outro almirante) e com vasta experiência política e de governo. O isolado mas prestigiado general perde, numa curta meia-dúzia de semanas todo o seu prestígio e é exilado sob prisão militar para os Açores.

O bizarro da coisa reside no facto de ainda ninguém ter explicado como é que a Maçonaria (republicana até à medula…) faz um golpe “fascista”… Aliás, também nunca ninguém se lembrou de explicar como é que o almirante maçon (e, na altura, dirigente máximo do triunvirato militar) vai pessoalmente a Coimbra buscar um professor que ninguém conhecia, um tal Salazar (que se demitirá, pouco depois, solidário com o almirante, entretanto, caído em desgraça às mãos de outro membro do triunvirato, o general Gomes da Costa). Voltará ao governo, a 27 de abril de 1928, pela mão de outro maçon e último sobrevivente do triunvirato inicial, o general Óscar Carmona (não deixa de ser curioso e também bizarro que, no 25 de Abril, o máximo responsável operacional tenha escolhido Óscar para nome de código…).

28 de Maio de 1926 é uma data ainda à espera de ver os seus mistérios desvendados… E, consequentemente, todo o nosso século XX está “uma história muito mal contada”.

At https://intelnomics.blogspot.com