CP suprime mais uma vez ligações em Beja

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Beja Merece+ quer “Ocupar Lisboa” na Quinta-feira de Ascenção a 10 de Maio

A ideia é que a população do Baixo Alentejo participe, em autocarros disponibilizados pela organização, numa “visita guiada” por todos os lugares políticos da capital portuguesa. No dia em que o Beja Merece+,  anuncia novas medidas de protesto a CP voltou a suprimir ligações ferroviárias entre Beja e Casa Branca.

A ligação voltou hoje a ser assegurada por  autocarro, uma solução que desagrada aos utentes.

Florival Baiôa, do Beja Merece+, revela ainda que a acção de rua que está prevista inclui também um espectáculo, com grupos corais e artistas alentejanos, nas escadarias da Assembleia da República e um piquenique nos jardins de Belém.

Florival Baiôa considera que se trata de uma iniciativa de grande importância para que, em Lisboa, vejam que o Baixo Alentejo existe.

O Movimento Beja Merece+ vai promover, amanhã, às 18.00 horas, na sede da ADPBeja uma reunião para a qual convida todos aqueles que possam ajudar na organização da acção de rua.

At http://www.vozdaplanicie.pt

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Mais emprego para Alter do Chão

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Está a ser percorrido o caminho no sentido de se poder vir a concretizar no concelho de Alter o maior investimento de sempre na região e que mudará a paisagem social e económica do Alto Alentejo.

O que se poderá, face aos números, identificar como o investimento do século, tem como objectivo a produção de biocombustível, já testado, por exemplo no circuito de Le Mans e na aviação, isento de emissões poluentes, mais energético que os combustíveis fósseis actuais, mais barato e com a grande vantagem de manter a tecnologia dos motores actuais.

A produção deste “crude” em Portugal a partir da plantação de bambu poderá ter a sua grande plataforma no concelho de Alter, em particular na Chança, na zona da Estação e do Pereiro pela sua classificação como área industrial no âmbito do PDM, usando depois a ferrovia através da linha do Leste e da futura linha Elvas – Sines.

Se não for viável a instalação neste local há várias soluções alternativas, desde logo a Zona Industrial de Alter, que se conjugam com as distâncias às áreas de produção e a localização da linha férrea. Já a refinaria, por necessitar de enormes quantidades de água de arrefecimento para o processo, e para escoamento da produção através de petroleiros e super-petroleiros, será instalada no complexo de Sines para utilização da água do mar, no processo, e do porto de águas profundas, aproveitando toda a infra-estrutura instalada.

Em termos de estimativa de investimento pode apontar-se para um montante na ordem dos 350 milhões de euros para a produção de 50 mil toneladas/ ano de bio-diesel.

O projecto é liderado pelo russo Oleg Chumachenko, da Tokef Energia, que tem parte da família em Portugal e que estudou na Universidade de Aveiro, sendo especialista na área da energia. Já a escolha de Alter resulta do facto de o alterense Luís Marques ser colega e amigo de Mário Serra que colabora com Oleg Chumachenko na estruturação do plano de negócios. A perspectiva era a instalação do projecto em Espanha pela necessidade de terrenos e a existência de sol para a cultura do bambu, matéria-prima do biocombustível. Perante esta necessidade, que pode ser satisfeita no concelho e na região, Luís Marques desafiou os responsáveis a canalizarem o investimento para Alter com o apoio do então presidente da Câmara, Joviano Vitorino, e desde início – Março de 2017 – também com o do então vereador do PS e actual presidente da Câmara, Francisco Reis.

Em termos de perspectiva de postos de trabalho estimam-se numa centena, dos quais 50 técnicos especializados, e outros tantos que podem ser formados na região, sendo que muitas destas pessoas terão de ser “importadas”.

Dependendo da quantidade de biomassa, no futuro a unidade poderá ser ampliada e o número de postos de trabalho «atingir os 250 a 300, mas depende da evolução da matéria-prima».

Quanto aos terrenos «não vamos comprar, mas sim fazer parcerias com os agricultores», avançam os responsáveis.

Apoio de grandes empresas

Marcas automóveis como a Volkswagen, fabricantes de aviões, petrolíferas como a Total ou a Exxon Mobile, multinacionais como a Bayer ou a BASF (com interesses nos sectores dos plásticos, produtos farmacêuticos, anilinas e outros), e países como Israel ou a Alemanha já manifestaram interesse no projecto do qual poderão ser parceiros e estão mesmo «disponíveis para apoiar financeiramente o investimento», disse Oleg Chumachenko ao nosso jornal no decorrer que uma entrevista em que, juntamente com Mário Serra e Luís Marques, explicou todos os detalhes do projecto ao Alto Alentejo.

E se não fossem estes apoios garantidos «não chegávamos até aqui», assume Oleg Chumachenko que declara que conta com o apoio de fundos privados e de bancos, pelo que «temos o suficiente para a primeira fábrica». Naturalmente que para além dos fundos privados, em que são necessárias «cartas de conforto dos Ministérios» para avalizar a viabilidade do projecto no sentido das autorizações futuras, haverá igualmente o recurso a fundos europeus, adianta o líder do projecto que garante, de entre outros aspectos, que «este projecto pode ser apoiado e quer ser apoiado pelo Governo alemão», do qual tem já essas garantias.

O momento da concretização do projecto no terreno «depende do apoio político», ou melhor «só depende já da política», sublinham os responsáveis que realçam a necessidade de uma «carta de conforto» do Ministério da Economia, pois «Espanha recebe o projecto» e «Marrocos também tem interesse do ponto de vista da biomassa», mas por razões técnicas a unidade central (“refinaria”) teria de ficar em Portugal ou em Espanha.

Melhor região do País

Os responsáveis da Tokef não aceitaram a proposta de vir para Alter só porque Luís Marques os desafiou, mas sim porque «esta é a melhor região do País para fazer silvicultura da cana de bambu», explica Mário Serra. Segundo os estudos realizados, a utilização do bambu «é rentável num raio de 35 quilómetros» da unidade.

Todo o trabalho de corte é executado pela empresa que assume também o transporte e toda a logística, recebendo o agricultor, em função da produção de biomassa, um valor entre os 30€ e os 50€/ tonelada, perspectivando-se que a produção industrial poderá iniciar-se a partir dos 2000 a 2500 hectares. Esta produção pode realizar-se em solos pobres e, ao contrário do que por vezes se pensa que esgota os solos ou é invasiva, esta planta melhora o solo. Para a biomassa podem ser ainda usados os resíduos agrícolas e outros no âmbito da legislação actual.

A produção de bambu exige um investimento de cerca de 600 a 700€ por hectare, que podem ser apoiados pela empresa, e carece de duas operações de manutenção anual. Durante os primeiros três anos há uma maturação do bambu e o corte inicia-se ao 4º ano. (…)

At http://www.jornalaltoalentejo.com/regiao/1145-grande-investimento-em-biocombustivel-pode-vir-a-instalar-se-na-regiao

Voos a partir de Badajoz passam a serviço público obrigatório: a 1 de Julho

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El Consejo de Ministros acaba de aprobar la Obligación de Servicio Público (OSP) de las rutas aéreas Badajoz-Madrid y Badajoz-Barcelona. Entraría en vigor el 1 de julio de este año.

A Madrid habrá dos vuelos diarios de ida y vuelta de lunes a viernes y uno los domingos (ahora hay seis, uno todos los días excepto los sábados), mientras que a Barcelona se mantendrán las cuatro frecuencias actuales (ahora hay vuelos los martes, jueves, viernes y domingos).

En cuanto a los precios, se ha fijado un máximo por cada trayecto de ida o de vuelta de 90 euros para Madrid y 110 a Barcelona.

Unas cifras que, no obstante, están en la línea de lo que suele ofrece Air Nostrum en su web.

Conexiones aéreas estables y adecuadas

Según recoge la agencia Efe, con esta declaración se culmina de forma satisfactoria”, según el Gobierno central, el trabajo realizado entre el Ministerio de Fomento y la Junta de Extremadura para lograr que Badajoz cuente con “unas conexiones aéreas estables y adecuadas” con Madrid y Barcelona “a lo largo de todo el año”.

La nueva distribución de frecuencias permitirá volar entre Badajoz y Madrid, y volver a ambas ciudades en el mismo día, con lo que se responde a las peticiones de la Junta de Extremadura en este sentido, han añadido fuentes ministeriales.

La declaración establece 11 vuelos de ida y vuelta semanales entre Badajoz y Madrid (dos frecuencias al día de lunes a viernes y una frecuencia diaria los domingos), y de 4 vuelos de ida y vuelta semanales entre Badajoz y Barcelona.

Las condiciones de las rutas se han determinado contando con las necesidades reales de los ciudadanos, especialmente en lo referido a los horarios de operación, que permitirán “acceder al amplio abanico de conexiones nacionales e internacionales disponibles en los aeropuertos de Adolfo Suárez-Madrid Barajas y de Barcelona El Prat”.

Se configura así, han agregado, “una oferta de servicios muy atractiva, que potenciará enormemente la economía de la región y su cohesión con el resto del territorio”.

54.000 asientos al año

Las condiciones concretas establecidas por el Consejo de Ministros suponen una oferta mínima de 54.000 asientos al año en las conexiones entre Badajoz y Madrid, y de 24.000 plazas anuales en el caso de los vuelos con la ciudad condal.

En el caso de la ruta entre Badajoz y Madrid, la primera frecuencia deberá llegar al aeropuerto de Badajoz a primera hora de la mañana y salir desde este aeropuerto inmediatamente después.

La segunda frecuencia, así como la del domingo, partirá de Madrid a media tarde, con el vuelo de vuelta desde Badajoz a última hora de la tarde.

La declaración también garantiza en ambas rutas la accesibilidad a los servicios a unos precios contenidos durante todo el año, y se abre la posibilidad de tarifas promocionales en condiciones ventajosas.

Así, la tarifa de referencia para cada una de las rutas, en los trayectos de ida, queda establecida en 90 euros para el caso de Madrid y en 110 euros para Barcelona (excluidas las tasas).

Las tarifas máximas en cada ruta no podrán superar las de referencia en más de un 25%, y en ese caso la compañía tendrá que ofertar también tarifas promocionales. Estas tarifas además no podrán imponer condiciones restrictivas salvo que su nivel sea, al menos, un 20% inferior al de referencia.

At http://www.elperiodicoextremadura.com

Feira do Queijo de Serpa este fim-de-semana

Feira Queijo Serpa FQA2018

A tecnologia artesanal do queijo tem grandes tradições no Alentejo, onde, desde sempre, desempenhou um papel de grande importância económica.

Queijo Serpa, com denominação de origem desde 1994 e denominação de origem protegida desde 1996, é possivelmente o queijo tradicional de maior fama no Alentejo, sendo o seu singular aroma e sabor parte fundamental do património cultural do Baixo Alentejo e em particular do concelho de Serpa.

Realizada anualmente em finais de Fevereiro a Feira do Queijo do Alentejo pretende primar este emblemático produto do concelho a par dos outros produtos regionais de qualidades tais como os enchidos, o azeite, o vinho, o mel, o pão e as azeitonas. As tasquinhas, com os petiscos locais, têm presença forte neste certame onde também é presença imprescindível o cante alentejano.

Integrada num conjunto de objetivos cuja implementação se considera estratégica para o desenvolvimento do concelho e da cidade de Serpa, a Feira do Queijo do Alentejo, organizada pela Câmara Municipal de Serpa, constitui um passo decisivo na criação de uma base de sustentabilidade para a economia local, assente num dos pilares económicos do concelho: as produções tradicionais.

At http://www.cm-serpa.pt/artigos.asp?id=1376

Tema antigo do PS de Nisa volta à tona

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A Presidente da Câmara Municipal de Nisa Idalina Trindade, no dia 21 de fevereiro, reuniu em Cáceres, a seu pedido, com Rosário Cordero, Presidente da Diputación de Cáceres, a fim de discutir e retomar as reais possibilidades de construção da Ponte Internacional entre Montalvão, concelho de Nisa (Alentejo) e Cedillo, província de Cáceres (Extremadura). Na reunião de trabalho a Presidente do Município de Nisa insistiu, mais uma vez, na real possibilidade de garantir (neste mandato) a construção de tão importante infraestrutura rodoviária para o desenvolvimento desta região transfronteiriça.

At http://www.cm-nisa.pt/

Espanha volta a ignorar Portugal na exploração de urânio

Uranio Proyecto-Salamanca-Berkeley

Espanha licenciou a exploração de uma mina de urânio em Retortillo, a cerca de 40 quilómetros da fronteira lusa, sem consultar o Estado português nem fazer o estudo de impacto ambiental transfronteiriço. Repete-se a história de Almaraz.

O empreendimento já está a ser rasgado na província de Salamanca pela empresa australiana Berkeley, a quem foi concedida a exploração da mina em 2014. Neste tipo de minas a extração é a céu aberto. A atividade está calendarizada para 2019.

A delegação dos deputados da Comissão de Ambiente da Assembleia da República, que visitou esta segunda-feira o local onde nascerá a mina, encontrou um estaleiro montado e trabalhos de desmatação e de terraplanagem no terreno atravessado por um afluente do rio Huebra, o rio Yeltes, que desagua no rio Douro. A contaminação do rio Yeltes e os efeitos na saúde da população local preocupam os deputados e os autarcas portugueses e espanhóis.

“Uma mina de urânio tem efeitos a longo prazo. Não é o mesmo que extrair cobre ou ferro. Portugal deixou de ter minas de urânio em 2001 e o passivo ambiental ainda se mantém, assim como os efeitos na saúde das pessoas. Tanto em Espanha como em Portugal, esta extração pode implicar a destruição da fonte de sustento das comunidades. Em Espanha, a preocupação centra-se na produção agrícola e pecuária extensiva e, no nosso país, pode colocar em causa o aproveitamento turístico do património ambiental do Douro”, sublinha Pedro Soares, presidente da Comissão de Ambiente, assinalando, também, o receio de que a extração de urânio prejudique a saúde da população com contaminação radiotiva por ar e pela água, caso as escorrências da mina cheguem ao rio Yeltes.

No entanto, tal como no processo de licenciamento do armazém para resíduos nucleares em Almaraz, o Estado espanhol voltou a ignorar as regras de Bruxelas e o Estado português. E esse incumprimento e a relutância em fornecer informação ao Governo luso são confirmados na informação enviada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, aos deputados, a que o JN teve acesso.

O governante dá conta de que, quando as autoridades portuguesas receberam documentação sobre o projeto de extração de urânio em abril de 2016, Espanha já tinha emitido a declaração de impacto ambiental a 25 de setembro de 2013 e autorizado a concessão da exploração a 4 de junho de 2014. O Estado espanhol argumenta, tal como no processo de Almaraz, que consideraram não ser ” necessário realizar consultas transfronteiriças, atendendo à distância do projeto à fronteira com Portugal”. No entanto, o Governo português considera que o projeto poderá ter efeitos ambientais significativos em território nacional, “atendendo à direção dos ventos e ao facto do rio Yeltes (que divide a exploração mineira em duas zonas) ser um afluente do rio Huebra, que desagua no troço internacional do rio Douro”. Esse entendimento foi comunicado a Espanha a 30 de maio de 2016, com um pedido de envio de informação suplementar.

Quatro meses depois, as autoridades espanholas responderam para reiterar a convicção de que a extração de urânio não terá impactos transfronteiriços, negando a Portugal a oportunidade de pronunciar-se sobre o empreendimento, porque o processo de avaliação ambiental já estava concluído. O Ministério dos Negócios Estrangeiros indica, ainda, que só após “várias insistências por parte de Portugal”, é que o Ministério dos Assuntos Exteriores e Cooperação espanhol enviou documentação sobre o ponto de situação do projeto. O que falta decidir é a concessão da licença de utilização da unidade de processamento de urânio, que a australiana Berkeley pretende edificar junto à mina em Salamanca. A decisão está pendente no Conselho de Segurança Nuclear. Sem essa licença, a mina não entrará em funcionamento, garantiu a secretária de Estado dos Assuntos Europeus espanhola em setembro do ano passado.

Já no passado dia 8, “no quadro da visita do diretor-geral dos Assuntos Europeus a Madrid, o Governo espanhol comprometeu-se a facultar a informação adicional que Portugal solicitar e lembrou que “os procedimentos administrativos de licenciamento se encontram muito longe de uma conclusão que, pela sua complexidade jurídica e ambiental, não pode ser dada por adquirida”, pode ler-se ainda na informação, remetida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros aos deputados lusos. Para Pedro Soares, o esclarecimento do ministro Augusto Santos Silva revela um Estado espanhol a fugir à troca de informação, deixando Portugal novamente confrontado com um facto consumado.

“O Governo está fora de tempo. Atrasou-se em Almaraz e atrasou-se agora. Estas atitudes minam a confiança entre dois estados. Mais uma vez, o Governo espanhol não respeita a legislação europeia. É a réplica do processo de Almaraz”, lamenta Pedro Soares. Os deputados não prescindem que seja feita a avaliação de impacto ambiental transfronteiriça e vão pedir mais esclarecimentos ao ministro do Ambiente, que será ouvido, esta quarta-feira, no Parlamento.

A informação, fornecida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros aos deputados da comissão parlamentar do Ambiente, data as comunicações entre Espanha e Portugal em 2016. No entanto, o presidente do Município de Almeida, cuja fronteira dista cerca de 40 quilómetros da futura mina de Retortillo, garante que alertam as autoridades portuguesas (Agência Portuguesa do Ambiente e Direção Geral de Energia) e o Ministério do Ambiente para este empreendimento desde 2013. “Nunca obtivemos resposta até ao ano passado”, afiança António Machado.

O presidente da Câmara lembra que a mina de Retortillo não será a única, havendo projetos para extrair urânio noutra localizada a apenas quatro quilómetros do concelho de Almeida. “O Governo deve mandar elaborar um estudo dos reais impactos ambientais que a atividade de extração de urânio pode ter na bacia hidrográfica do rio Douro” e na saúde da população local. “Havendo impactos, o empreendimento terá de ser suspenso”, insiste o autarca, lamentando que, “mais uma vez”, os espanhóis não tenham cumprido a sua obrigação.

Em Espanha, está marcada uma manifestação pela plataforma Stop Urânio para sábado às 17 horas locais, em Salamanca.

At https://www.jn.pt

Opinião: “Não quero ter à frente do meu clube um Pinto da Costa”

Daniel 598026Fico sempre incomodado quando alguns benfiquistas me falam do desconforto que eu devia sentir com Bruno de Carvalho sem que nunca tenham demonstrado nenhum com essa figura eticamente tão edificante que é Luis Filipe Vieira. Fico atónito quando portistas me vêm falar de liberdade de imprensa e nunca os ouvi falar do que foi feito a Carlos Pinhão ou de intimidação quando viveram bem com o guarda Abel. Muito do que os incomoda no presidente do Sporting nunca os incomodou, em bem pior, nos seus próprios presidentes. Os três clubes têm histórias muito pouco bonitas e falta-me a paciência para algumas falsas virgens ofendidas.

Apoiei Bruno de Carvalho em três eleições e não me arrependo. Salvou o clube da falência certa, devolveu adeptos ao estádio e garra à equipa. A todos os níveis o Sporting está hoje melhor e só quem não conhece o clube não o reconhece. Mas o futebol não é uma ilha.

Por razões profissionais não pude ir à Assembleia Geral. Se o trabalho me tivesse dado essa possibilidade, teria votado segundo a minha consciência sem outra consideração para além da bondade dos documentos que estavam a ser apreciados. Já disse o que pensava da tentativa de transformar a votação de estatutos num plebiscito. Orgulho-me de pertencer ao mais democrático dos clubes portugueses e em democracia há eleições, não há plebiscitos. Em democracia votam-se alterações de estatutos sem chatangens.

Não gostei da tentativa de manipulação dos sócios mas conseguiria viver com isso. Só que aquilo que ouvi ontem é, para mim, que sou jornalista, intolerável. Uma coisa é criticar a comunicação social ou até, no limite, apelar a um boicote a um órgão de comunicação social, coisa que não gosto mas não seria nova. Outra, bem diferente, é apelar ao boicote a toda a comunicação social e à total dependência dos sócios da informação oficial dominada pela direção. O apelo feito por Bruno de Carvalho, para que os sportinguistas apenas se informem por um canal controlado pelo clube e boicotem toda a informação não devidamentre controlada pelo presidente, é um ataque à democracia. Que teve reflexos imediatos relativizados por essa figura inenerrável que é Jaime Marta Soares (um homem que prova que Bruno de Carvalho até vive bem com os “interesses”, desde que o apoiem).

Perante as declarações que fez ontem, Bruno de Carvalho perdeu um apoiante de sempre. Para sempre. Não quero o regresso dos que arruinaram o clube. Mas espero, sem me impressionar com as maiorias esmagadoras destes momentos, que venha a surgir uma alternativa séria e sem qualquer relação com os vinte anos de roquettismo. Alguém que continue o trabalho de Bruno de Carvalho sem, em troca, exigir que o clube seja seu refém e que os sócios sejam seus seguidores cegos. Não posso dar o meu apoio a quem ataca tudo aquilo em que acredito. Não posso apoiar um presidente que teve tudo para dirigir o clube mas parece nunca estar satisfeito com o poder que tem. Chega!

Quanto ao Sporting, que transcende este e qualquer outro presidente, que nasceu antes dele e sobreviverá a todos nós, tem o meu apoio incondicional. Em todos os jogos, em todos os momentos. Mas não quero ter à frente do meu clube um Pinto da Costa. Muito menos um Pinto da Costa sem títulos e que fala muito mais.

Daniel Oliveira

At https://www.facebook.com

Jovens estão a trocar o Facebook

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Pela primeira vez em pouco tempo, menos de metade dos cibernautas americanos, entre 12 e 17 anos, usarão o Facebook este ano, de acordo com a empresa de pesquisa eMarketer.

O caso é revelador: O Facebook já não é a rede social preferida dos jovens!

O mundo está a mudar e as redes sociais estão igualmente a sofrer alguns efeitos derivados da saturação. Os cibernautas americanos, com idades compreendidas entre os 12 e 17 anos estão a sair do Facebook. Além disso, prevê-se que o uso desta rede nas idades compreendidas dos 18 aos 24 anos também caia cerca de 5,8%.

Segundo os dados recolhidos pela empresa, irá continuar a perda de interesse nestas idades pelo menos nos próximos dois anos. Claro que o Facebook ainda continuará a adicionar muitos utilizadores globalmente, mas será a um ritmo mais lento.

Recentemente, o Facebook revelou alguns dados, tendo na altura esclarecido que o número de pessoas que iniciou sessão na rede social, nos Estados Unidos e Canadá, caiu pela primeira vez, de 700 para 184 milhões. O CEO da gigante do mundo social online revelou também que o tempo que os utilizadores passam na plataforma diminuiu em 50 milhões de horas diárias.

A EMarketer estima que a empresa perderá dois milhões de utilizadores com menos de 25 anos este ano. Isso deve ser preocupante para o Facebook em dois níveis: tendo o futuro em mente, a empresa certamente não quererá que os seus utilizadores envelheçam e o mercado dos EUA é, de longe, o mais lucrativo da empresa.

Estará o Instagram a receber estes utilizadores?

Segundo o que avança a empresa de marketing, os jovens que estão a abandonar o Facebook estão, contudo, a migrar para o Instagram. Esta plataforma de fotografia detida pelo Facebook, deverá crescer cerca de 1,6 milhões de utilizadores com idades inferiores a 25 anos. O Snapchat, por outro lado, apresenta uma perspetiva de expansão junto da faixa etária mais baixa, com mais de 1,9 milhões de novos fãs previstos para este ano.

Via

At https://pplware.sapo.pt

Ponte de Sor tem mais uma empresa europeia

Hugo Hilario L3-European-Academy-CorteFita
Robin Glover-Faure, presidente executivo da ‘L3 Commercial Training Solutions’, e Hugo Hilário, presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, no momento da inauguração das novas instalações da Academia Europeia.

A multinacional ‘L3 Commercial Training Solutions’ (L3 CTS) anunciou nesta segunda-feira, dia 12 de fevereiro, a abertura da sua nova Academia Europeia que ficará integrada na oferta internacional de formação e treino para pilotos da empresa.

A ‘L3 European Airline Academy’ está situada no Aeródromo Municipal de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, no Alto Alentejo, em Portugal, nas antigas instalações da G Air, e tem capacidade para ministrar treino específico a cerca de 500 cadetes por ano.

A nova Academia Europeia da L3 CTS resulta da aquisição da G Air Training Centre, em outubro passado (LINK notícia relacionada). Ficará totalmente integrada na rede da L3 CTS que opera iguais facilidades no Reino Unido, Estados Unidos da América e Nova Zelândia.

Mais de um milhar de alunos pilotos começaram a sua formação com a L3 CTA em 2017. As novas instalações em Ponte de Sor irão proporcionar mais uma escolha aos candidatos a formandos, dado que presentemente se verifica uma grande procura no mercado da formação de pilotos em todo o mundo, nomeadamente na Europa.

“O lançamento da ‘L3 European Airline Academy’ em Portugal expande a rede internacional da L3 CTS e aumenta a nossa capacidade de apoiar a crescente procura global de pilotos comerciais altamente qualificados”, refere Robin Glover-Faure, presidente executivo da L3 CTS, que esteve em Portugal na passada semana. No dia 8 de fevereiro esteve em Ponte de Sor, onde recebeu os convidados da empresa para a cerimónia de inauguração das instalações da nova academia, na qual estiveram presentes o presidente da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), Luís Miguel Silva Ribeiro, e o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Hugo Luís Hilário, entre outras individualidades.

At https://newsavia.com