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Forcados e toureiros também vão a Elvas amanhã

 

maxresdefaultOs chefes de estado de Portugal e Espanha vão estar presentes, amanhã, dia 1 de Julho, na cerimónia de abertura das Fronteiras. Os presidentes da ANGF e o da ANT apelam a que todos os profissionais da tauromaquia estejam presentes no Castelo de Elvas, pelas 10h30, onde se vai realizar a cerimónia.
“Mesmo sendo em cima da hora era bom estarmos presentes para continuarmos a ser vistos e reivindicarmos aquilo a que os nossos governantes nos têm vindo a privar, medidas de retoma da actividade iguais aos restantes sectores culturais. Devermos estar as 10h00 junto à entrada do castelo de Elvas. É importante a presença de todos os que se puderem juntar. Deveremos ter especial atenção ao distanciamento social e ao uso de máscara”, revela o comunicado da ANGF.

Tauronews contactou o presidente da ANGF, Diogo Durão, que irá estar presente na cerimónia. “Embora seja um dia de trabalho normal e numa altura em que precisamos todos de trabalhar, espero que os que são profissionais do sector da tauromaquia estejam presentes”, começa por revelar Diogo Durão. E acrescenta: “Os Forcados, embora sejam amadores vão estar presentes”.

Quem também vai marcar presença são os toureiros, segundo Nuno Pardal, Presidente da Associação Nacional de Toureiros que avança à Tauronews: “Já convoquei todos os profissionais a estarem presentes pelas 10h15 ao pé do Castelo de Elvas. Eu vou estar presente e acredito que os toureiros também vão, afinal temos que continuar a lutar pela tauromaquia!”.

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Os Verdes amanhã em Elvas em contestação contra Almaraz

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☢️ ALMARAZ

ENCERRAR #ALMARAZ! – Amanhã em #Elvas – Voz de Os Verdes na Abertura das Fronteiras!

🌻 #OsVerdes marcarão presença, amanhã de manhã, durante o decorrer das cerimónias oficiais de reabertura das fronteiras, junto ao Caia, em Elvas, a exigirem o encerramento de Almaraz.

Leia aqui: http://www.osverdes.pt/pages/posts/encerrar-almaraz—amanha-em-elvas—voz-de-os-verdes-na-abertura-das-fronteiras-11095.php

At Facebook

Artigo de opinião: “Demissão”

Luis GodinhoO velho pescador cubano – Santiago, de seu nome – está há vários meses sem conseguir pescar um único peixe, apesar de todos os dias sair para o mar. “Era um velho que pescava sozinho num esquife na corrente do Golfo e saíra havia já por oitenta e quatro dias sem apanhar um peixe”. Quando a sua sorte muda, um enorme espadarte morde o isco e arrasta o barco para alto mar, para longe, cada vez mais longe, da costa. Santiago conseguirá capturar o animal mas será subjugado pelo destino no decurso do longo regresso a casa.

“O Velho e o Mar” é uma ode poética à coragem humana, um dos mais comoventes romances de Ernest Hemingway. Valeu-lhe o prémio Pulitzer em 1953. No ano seguinte seria distinguido com o Nobel da Literatura. “O Velho e o Mar”. Li-o pela primeira vez ainda adolescente. Era, aliás, um dos livros de leitura obrigatória no secundário – não sei se continuará a sê-lo. “Por Quem os Sinos Dobram” – um relato impressionista da guerra civil espanhola – é outra das obras que me tem acompanhado ao longo da vida. “Se era assim, bem, era assim. Mas que lei me obriga a aceitar isto? E nunca pensei que pudesse sentir o que estou agora a sentir. Nem que isso me pudesse acontecer”. O livro é de 1940. E, três anos depois, ainda Hitler dominava boa parte da Europa, Sam Wood adaptava-o ao cinema, num belíssimo filme com Gary Cooper e Ingrid Bergman.

“O Velho e o Mar”, com o pescador Santiago, e “Por Quem os Sinos Dobram”, a trágica história do americano Robert Jordan por terras de Espanha, integrado nas brigadas internacionais que resistem ao avanço das tropas fascistas de Francisco Franco… até ao início da pandemia era este o meu conhecimento – muito limitado, reconheço – da obra de Ernest Hemingway. E eis que com a covid-19, o confinamento e as compras online, lá surge por inesperada obra do acaso a oportunidade de uma leitura de toda a obra – ficção, não ficção, contos e pequenas histórias – de um dos mais marcantes escritores do século XX, em novas edições da Livros do Brasil. “Às vezes, a verdadeira vitória não se pode mostrar, nem a verdadeira coragem é tão visível ou evidente quanto se pensa”. Hemingway.

Foi assim, como que por acaso, que descobri a genialidade de obras como “Ilhas na Corrente” (1970) ou “Na Outra Margem, Entre as Árvores” (1950), além, é claro, de “Fiesta – O Sol Nasce Sempre” (um romance de 1926 centrado nas festas de Pamplona) e de “Verão Perigoso” (1960), livro que resulta de uma encomenda da revista “Life” que lhe atribuiu a missão de narrar os acontecimentos extraordinários do verão de 1959, quando dois dos mais célebres toureiros de todos os tempos – António Ordóñez e Luís Miguel Dominguín – se defrontaram nas arenas de Espanha.

Claro que Graça Fonseca, a senhora que está como ministra da Cultura, não deverá apreciar a obra de Hemingway. Mas sendo ministra, e da Cultura, não é aceitável que continue a tentar impor os seus preconceitos. A tauromaquia é uma arte, tutelada enquanto tal pelo Ministério da Cultura. O Campo Pequeno abriu para deixarmos o pimba em paz. Também é tempo de Graça Fonseca deixar a tauromaquia, e já agora o mundo rural, e já agora a cultura, em paz.

Luís Godinho

At Diário do Alentejo

Opinião: “Falta de decência”

Conferência de imprensa sobre a Fase final da Liga dos Campeões em Portugal

Era uma vez um país em que um quinto dos seus cidadãos vivia na pobreza ou no seu limiar, que tinha recebido milhares de milhões de euros por ano em transferências de fundos europeus, que mesmo assim tinha conseguido ir à falência, e que depois disso continuava a aumentar a sua dívida em várias dezenas de milhares de milhões euros por ano.

Nesse país, um dia reuniram-se as três principais figuras de Estado para anunciar pelas televisões ao país que – orgulho! – a Final da Champions seria realizada na nossa capital!!

Dizem que o tipo que escrevia os discursos do PM lá do sítio não jogava com o baralho todo, coitado. Os pais eram primos direitos e ele babava-se um bocado, mas tinha sido o melhor no ensino especial. Deixavam-no andar por ali porque ajudava a preencher as quotas para que a equipa de assessores fosse inclusiva.

O discurso tinha de mostrar ao país que esta grande conquista – não, não tínhamos nenhum astronauta na ISS, era muito melhor do que isso – era uma conquista de todos os cidadãos. O gajo adorava bola e estava em êxtase. Ele latejava de inspiração e o teclado já estava em brasa.

Se estivéssemos a atravessar mais uma época de incêndios, esta fantástica e maravilhosa conquista seria um prémio para os nossos bombeiros, os nossos heróis, mas como ainda não está a fazer calor… então ia bem era para os profissionais de saúde, pronto! Isso sim, era uma boa ideia. As palmas na varanda já lá vão. Eles mereciam alguma coisa objectiva e de efectivo valor. Era por isto que eles ambicionavam!

Felizmente o chefe dos Spins leu o discurso antes de o passar para as mãos do PM e achou que afirmar que este evento “era um prémio merecido para os profissionais de saúde” seria ofensivo para os próprios, riscou a frase e, à costa da mão, deu uma bofetada ao anormal que a tinha escrito.

E assim o último limite da decência foi salvo.

Paulo Sousa

At https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/

Comunicado: “Concentração – Grupos de Forcados Amadores”

ANGF Web-Logo-copy

Exmos. Srs.,

A Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF), vem por intermédio deste comunicado informar, que no dia 27 de Junho a maioria dos Grupos de Forcados associados irão fazer várias intervenções nas suas localidades.

O sector Tauromáquico tem vindo, nos últimos tempos, a ser injustamente discriminado e censurado pelo Governo de Portugal. Numa clara e inaceitável ditadura de gosto por parte do Ministério da Cultura e do Governo, os milhões de Portugueses que são aficionados e que representam este sector que está intrinsecamente ligado a Portugal e aos Portugueses, têm sido ignorados, maltratados e os seus valores sociais e culturais totalmente postos à prova.

Além disso, milhares de pessoas que vivem exclusivamente deste sector estão a passar enormes dificuldades financeiras, apenas e só porque este governo decidiu que não podem trabalhar. Que o que fazem profissionalmente, com brio, entrega, honestidade e responsabilidade, pagando os seus impostos e sustentando as suas famílias, é uma questão “civilizacional”.

Também ignora este Governo e este Ministério da Cultura que a pega é uma Arte. Uma expressão da Cultura Portuguesa, admirada em todos os cantos do mundo por personalidades incontornáveis da cultura, nomeadamente do Teatro, do Cinema, da Pintura, da Literatura e da Música, bem como por altas figuras de estado Português e de muitos países do Mundo.

De uma forma totalmente ordeira e ordenada, sem palavras de ordem, respeitando os demais cidadãos, iremos demonstrar, para já localmente, a nossa indignação para com o comportamento inaceitável deste governo.

Farão parte destas iniciativas locais Forcados, Tertúlias Taurinas, Cavaleiros, Ganadeiros, Matadores/Novilheiros, Bandarilheiros, Campinos, Emboladores, Bandas, Escolas de Toureiro, Empresários e claro, aficionados em geral.

Todas estas iniciativas irão cumprir as recomendações do Governo e DGS face ao momento que actualmente vivemos.

Convidamos todos a juntarem-se aos Grupos de Forcados na iniciativa que for mais da vossa conveniência:

  • GFA AC Elvas (Largo do Rossio em Portalegre – 10h)
  • GFA Alcochete (Praça de Toiros de Alcochete – 10h)
  • GFA Alenquer (Várias localidades – 10h)
  • GFA AP BV Alcochete (Praça de Toiros de Alcochete – 10h)
  • GFA AP Chamusca (Praça de Toiros da Chamusca – 10h)
  • GFA AP Moita (Praça de Toiros da Moita – 10h)
  • GFA Arronches (Largo do Rossio em Portalegre – 10h)
  • GFA Arruda dos Vinhos (Praça de Toiros de Vila Franca de Xira – 10h)
  • GFA Azambuja (Praça de Toiros de Azambuja – 10h)
  • GFA Beja (Praça de Toiros de Beja – 10h)
  • GFA Caldas da Rainha (Praça de Toiros das Caldas da Rainha – 10h)
  • GFA Chamusca (Praça de Toiros da Chamusca – 10h)
  • GFA Coruche (Praça de Toiros de Coruche – 10h)
  • GFA Évora (Praça de Toiros de Évora – 10h)
  • GFA Lisboa (Praça de Toiros do Campo Pequeno – 10h)
  • GFA Moita (Praça de Toiros da Moita – 10h)
  • GFA Montemor (Praça da República de Montemor-o-Novo – 10h)
  • GFA Montijo (Praça de Toiros do Montijo – 10h)
  • GFA Portalegre (Largo do Rossio em Portalegre – 10h)
  • GFA Povoa de São Miguel (Praça de Toiros de Moura – 10h)
  • GFA Ramo Grande (Praça de Toiros da Ilha Terceira – 10h)
  • GFA Ribatejo (Largo do Calvário, Samora Correia – 10h)
  • GFA Safara (Praça de Toiros de Moura – 10h)
  • GFA Santarém (Praça de Toiros de Santarém – 10h)
  • GFA São Manços (Arena de Évora – 10h)
  • GFA Tomar (Praça de Toiros de Tomar – 10h)
  • GFA TT Montijo (Praça de Toiros do Montijo – 10h)
  • GFA TT Terceirense (Praça de Toiros da Ilha Terceira – 10h)
  • GFA Vila Franca (Praça de Toiros de Vila Franca de Xira – 10h)
  • RGFA Moura (Praça de Toiros de Moura – 10h)

Mais informações com os cabos dos Grupos de Forcados ou juntamente da ANGF.

Portugal mantém encerrada a Raia por mais dez dias por “vingança” em resposta às unilateralidades do Governo espanhol

Espanha abrirá as suas fronteiras com os países do espaço Schengen no próximo dia 21 de Junho, excepção com Portugal, que ocorrerá a 1 de Julho. Como forma de compensação haverá uma celebração deste reencontro ibérico na fronteira Badajoz/Caia, na ponte José Saramago e onde estarão os dois chefes de estados e os dois chefes de executivo. Este reencontro histórico acontecerá na data em que se cumprem os dez anos do falecimento do autor da “Jangada de Pedra”.

Estes dez dias adicionais do encerramento de fronteiras, entre 21 de Junho e 1 de Julho, é o preço que pagamos por falta de coordenação Ibérica que é vista pelas inúmeras unilateralidades do governo espanhol. Ainda que a decisão final seja consensual, prevaleceu a posição portuguesa. A diplomacia espanhola assumiu, em declarações ao diário português Público, que “meteu a pata na poça”. Este já vem detrás e muitas foram as vezes que erraram. No El Trapézio temos estado a avisar e a criticar tais acontecimentos e inclusive publicámos um editorial em vídeo onde denunciamos esta situação.

Na realidade, esta história deveria ter sido diferente. A abertura da Raia deveria ser realizada ao mesmo tempo que no resto da Europa. O ideal deveria ter sido com uma semana de antecedência em relação ao resto da Europa. Isto marcaria a singularidade Ibérica positiva e não negativa, como tem sido imposta com as más práticas. Esta justa vingança da diplomacia portuguesa é natural e responde na linguagem diplomática há já muito tradicional relação luso-espanhola. Não existe justificação epidemiológica para atrasar a abertura das fronteiras para lá do dia 21 de Janeiro, quando o ministro português da administração interna ligou esta abertura ao fim do estado de alarme espanhol.

Portugal precisa dos turistas espanhóis mas fez bem em não esquecer o desprezo da omissão do governo espanhol. Essa experiência negativa deve obrigar o Executivo espanhol a mudar o seu desenho institucional no sentido de organizar uma equipe ou um representante sénior que tenha como responsabilidade as relações com Portugal (incluindo a Raia) e impedir que a agenda mediática espanhola e a sua dinâmica acabem por esmagar as relações ibéricas. Temos que deixar claro que não basta ter uma embaixada.

As fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha vão manter-se encerradas até ao dia 30 de junho. Mas, de avião, já pode viajar de Portugal – mais concretamente de Lisboa – para alguns países de todo o mundo – o que não quer dizer que nos outros as fronteiras aéreas estejam encerradas. Segundo o Sol apurou, se pretender viajar para fora de Portugal, há voos disponíveis para Paris (França), Londres (Inglaterra), Amesterdão (Holanda), Frankfurt (Alemanha), Dublin (Irlanda), Zurique (Suíça), bem como para algumas cidades do Luxemburgo, Áustria, Roménia e Hungria. Para o continente africano, é possível voar até Luanda, em Angola.

Nenhum país encerra fronteiras por causa dos seus próprios casos positivos (e menos ainda por um leve crescimento como o que aconteceu na Grande Lisboa), como foi afirmado em alguns meios de comunicação espanhóis para justificar a medida de Portugal.

At https://eltrapezio.eu/

Artigo de opinião: “Raios, a Inquisição fica-nos tão bem!”

Tanta vez que já escrevi sobre esta realidade, na altura tão remota, do medo que tinha de ver isto a acontecer… E que fizemos? Pouca coisa…

Podia chamar-lhes “filhos de uma grande meretriz”, “ingratos do baralho”, e podia continuar, mas acho que por hoje já é mais que suficiente…

Temos estado só a observar e a tentar digerir tanto tema, tanto assunto, tanta má notícia. Recorrentemente somos obrigados a assistir às sistemáticas faltas de educação da ministra para com esta “nossa” arte, estamos já todos cansados disto.

Hilariante e humilhante para os próprios, foi a sondagem do PAN, pobres coitados, saiu-lhes o tiro…

Sempre existiram ideologias atrozes ou ridículas, mas a mais moralmente
hipócrita numa sociedade que se alimenta fundamentalmente de animais, é o animalismo, levados por interesses puramente comerciais, como o do Bio e do Eco etc… Estes ditos “conceitos” terminados em “os”, onde é que andam agora?

Pois, não quero nem um piu, já se viu que afinal o gado não tinha culpa nenhuma no assunto!

Como diz o admirável e sempre apaixonado Dr. Joaquim Grave na sua brilhante reflexão: “Não me canso de dizer que o futuro do toureio estará a salvo quando a nossa realidade ecológica imprescindível seja conhecida, compreendida, aceitada e positivada pela sociedade portuguesa. (…) Esta é a nossa arma secreta e por muito que nos surpreenda, ninguém a conhece. Hoje não nos reconhecem como ecologistas, mas sim como mal tratadores de animais.”

Agora aprendam, se conseguirem!

A tauromaquia é o exercício de liberdade de um ritual, com um sentido profundo, mas que enfrenta uma sociedade que quer ser asséptica, inodora e incolor, e que estamos a ser engolidos pela globalização por uma cultura que não quer falar da morte, quando a tauromaquia é vida e morte. Tudo se resume a uma leitura superficial e hipócrita…

A tauromaquia nem sequer é um tema, não é uma questão, é o não assunto da banalidade – como não é assunto a gordura, a altura, o penteado ou a classe social, que produz todo o tipo de exemplares. 

Assim tem vindo a ser tratada… Assistimos a um protesto dos nossos profissionais no Campo Pequeno e bem, mas desde a história do IVA e da sinalética nas ruas em Lisboa que já se adivinhava o pior. Foi só aproveitar a maré, e o maldito vírus fez o resto do trabalho sozinho!

Será que agora é que as personagens estão a sair debaixo das pedras? – para o bem e para o mal, anda tudo a sacudir a vida e até a sanidade. Venha vida nova, vamos acreditar!

Só que entretanto, atiram-nos umas migalhas para nos sossegar e aguardar, como sempre.. Andam a brincar com gente séria que se manifesta de forma digna, atirando tostões para calarem os insurgentes.

Geração mimada de vidrinhos, qualquer coisa, ficam ofendidos e partem-se e amuam e destroem tudo o que não gostam. Ah esperem, na Inquisição também era assim…

Bem-vindos à Idade Média, pessoal! Isto está a ficar um mimo!

Onde é que andam os “Je suis” agora? Qual é a diferença entre ser terrorista islâmico ou nacional se destroem estátuas e culturas na mesma e são só primatas? É a causa que os distingue? Ou não é politicamente correcto?

É a mesma treta das minorias, mas quem é quem para achar o outro precisa de ser protegido em tom paternalista? Porque é superior? Desculpem lá, mas daqui à censura total é um tirinho, e apagar a História toda, outro!

Cá para mim, não passam de pessoas que não gostam delas, estão
militantemente deprimidas, descarregam nos outros e inventam “causas”, as tais que abominamos.

Mas as nações não se fazem com os erros? Temos que ser protegidos da História também? Mas que diabo, onde foi que errámos como sociedade para se chegar ao ponto de existirem criaturas que não entendem que não podem alterar e muito menos reescrever a História?

E tudo o que magoa, tudo o que não se gosta, solução, apaga-se! Perfeito, cambada de vidrinhos assépticos, primatas, egoístas, hipócritas e o pior de tudo, ignorantes!

São os mesmos que aplaudiam os polícias no início da pandemia e agora os maltratam?

Deviam todos, mas todos, ir limpar as estátuas com álcool gel para ser mais difícil e ir para o campo, dar beijinhos a toiros bravos, e só saírem de lá quando conseguirem.

E sem qualquer tipo de pretensão sindicalista, ou nos juntamos à séria e defendemos a Festa, ou estamos a caminho do que já tivemos o infortúnio de vislumbrar.

Não sou ninguém para fazer o que quer que seja, mas sou mais uma! E mais uns e mais umas, fazem muitos!

Vamos deixar de lado o “não-quero-saber”, abandonar a carneirada, arregaçar as mangas e fazer alguma coisa? Ou vamos continuar a colocar arco-íris coloridos à janela e acreditar que vai ficar tudo bem?

Em Espanha foi o que se viu, multidões na rua, a reter do discurso para lá de lúcido e assertivo, “Somos el mundo del toro, somos brutos y sabios, del sol y la sombra, de derechas y de izquierdas. Somos de la calle, de la cuerda y de la plaza” 

“Nuevos poderosos, en nuevos tribunales de inquisición, pretenden de nuevo prohibirnos. Pero tampoco podrán, porque la cultura no se censura, la cultura no se puede limitar, la cultura no se puede reprimir”.

Nada disto é talento ou fatalidade. 

E se algumas vezes fico triste por ser portuguesa por conta deste lixo eleito que nem todos fizeram por merecer, não duvido que este é o princípio do seu fim.

Vai ter de ser, acredito no poder evolutivo de todas as coisas, eternamente ligadas pelo mesmo umbigo da terra, e não pseudo-coisinhos-prepotentes-e-nada-democráticos.

Encolher os ombros não melhora o mundo, este não muda sozinho, muito menos o faz avançar. Sejamos a pessoa que queremos à nossa volta. Sempre. 

Os Espanhóis defendem o que é “nosso” com unhas e dentes, e nós? Vamos ser os Ingratos deste Baralho?

Ester Tereno