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Albergaria Penha do Tejo, em Nisa – passaram 20 anos

A Pen(h)a do Tejo – A triste entrada norte no Alentejo

A Albergaria Penha do Tejo, com vista panorâmica para a Barragem do Fratel, foi inaugurada, numa primeira fase, em 1997, como forma de dinamizar uma das gargantas do Rio Tejo. Apesar de, em tempos já ter tido uma “grande adesão” e de ter sido um complexo turístico, actualmente encontra-se perdida no tempo e é caracterizada por um ambiente degradado e ignorado pelos olhares dos que lá passam.

Onde o Alentejo dá lugar à Beira Baixa, centenas de viaturas percorrem os quilómetros do IP2 à procura de um destino. Do outro lado da via, as águas da Barragem do Fratel, uma das gargantas do Rio Tejo, assumem uma calmaria e serenidade que confrontam o movimento agitado da estrada. As colinas verdejantes e as aves que voam no ar lá ao longe pintam o quadro da paisagem. O sol e o céu azul chamam por descanso e sossego.

Situada entre o IP2 e a Barragem do Fratel está contemplada a Albergaria Penha do Tejo. Uma infra-estrutura que partiu da iniciativa da Comissão Coordenadora Regional (CCR), que foi criada, numa primeira fase em 1997, pela Câmara Municipal de Nisa, com José Manuel Basso no Executivo e inaugurada por Victor Cabrita Neto, secretário de Estado do Turismo, no XIII governo constitucional, em que António Guterres assumia o cargo de primeiro-ministro.
Naquele ano, o empreendimento teve um financiamento de cerca de 250 mil contos e foi apoiado pelo Segundo Quadro Comunitário de Apoio (FEDER), através da Acção Integrada do Norte Alentejano (AINA). 10 era o número total de funcionários que possuía.

Em entrevista ao DP, José Manuel Basso, antigo presidente da Câmara Municipal de Nisa, explicou que “inicialmente, o projecto, que se considerava interessante, foi aprovado para a dinamização da Barragem do Fratel”, acrescentando que este era “um negócio concorrencial”.
De acordo com o antigo presidente da Câmara Municipal de Nisa, depois da primeira infra-estrutura estar inaugurada, avançou-se imediatamente com uma segunda fase, terminada em 2001 e apetrechada com a área de alojamento e uma piscina, para dar resposta a “muitas procuras”. Contudo, a segunda fase da obra nunca entrou em funcionamento. O total do empreendimento contava com cerca de 50 quartos.
Ainda na segunda fase do projecto estava prevista a implementação de equipamentos relacionados com actividades desportivas e náuticas, elo de ligação entre a Albergaria e a Barragem da Penha do Tejo.

“O programa de trabalhos foi apresentado à União Europeia e se o empreendimento tivesse sido continuado nesta fase já estariam implementados os desportos náuticos e o rio já estaria completamente dinamizado”, afirmou o médico.

A beleza circundante choca com o cenário de degradação da Albergaria Penha do Tejo. Uma infra-estrutura deixada ao abandono.

Degradação da estalagem

O ambiente de sossego e de conforto da hospedaria deu lugar à degradação e a um cenário deplorável e sombrio.

Cá dentro, as suites, distribuídas em fila indiana, sem portas, deixaram de ter a sua privacidade, só restando, em cada uma delas, um armário, uma banheira e um lavatório. No corredor onde se encontram as suites, o chão é ornamentado por vidros estilhaçados. Das paredes brancas interiores do edifício, saem fios de electricidade danificados. O Hall de entrada que dá acesso ao mini bar é caracterizado por lixeira e por actos de vandalismo. Junto ao restaurante panorâmico e ao bar, transformado em retalhos, restam pinturas de paisagens que guardam lembranças e recordações. A sala de reuniões e de festas resumiu-se ao nada.

Lá fora a serenidade da Barragem do Fratel contrasta com o abandono e a renúncia de piscina, rodeada por mato que teima em trepar cada vez mais os céus alentejanos, esquecendo o relvado fresco de outrora. Ainda lá fora, um parque de diversões, colocado ao abandono, guarda momentos de divertimento que, noutro tempo, faziam as delícias dos mais novos.

O campo gimnodesportivo, destinado a actividades ao ar livre, ainda se encontra intacto à espera que façam uso das funções para que foi construído.

O vandalismo a que a estalagem começou a estar habituada destruiu uma das realidades que poderia vir a ser um marco para o desenvolvimento turístico da região.

“Fiquei preocupado e horrorizado como cidadão.” Foi desta forma que José Manuel Basso se sentiu quando confrontado com o estado de abandono e de degradação da Albergaria. Segundo disse, este era “um projecto da Região de Turismo, do município e das gentes do Alentejo e da Beira”, lamentando que “quando um processo é parado obviamente que deixa de ter sentido”.

Aquando se encontrava ainda no Executivo, José Manuel Basso e a Câmara de Nisa abriram um concurso público para a concessão da exploração do projecto. “Enquanto fui presidente da autarquia, a porta da Albergaria abria todos os dias e eu próprio a frequentava com alguma assiduidade, acompanhando as propostas que haviam para o futuro daquele empreendimento”.

Para o antigo presidente, a actual Câmara “tratou o empreendimento como um enteado enjeitado. Quem está no cargo deve ter a responsabilidade de zelar pelo seu património”. José Manuel Basso referiu ainda que “há uma concepção que foi desprezada por aquilo que foi abandonado que, sob o ponto de vista político e civil, é condenável”.

Esperança

Ao que o DP conseguiu apurar, um grupo de pessoas defensoras da Albergaria está a ultimar uma acção judicial contra a Câmara que se encontra actualmente no Executivo de Nisa, por delação de património.

O DP tentou contactar a presidente da Câmara Municipal de Nisa, Maria Gabriela Tsukamoto, mas até ao momento não foi possível.

José Manuel Basso tem esperança no renascer de um empreendimento que foi morrendo aos poucos. “Sinto-me triste. Precisa-se de um investimento público e de vontade”. Contudo, o antigo presidente da autarquia de Nisa tem esperança “que surjam mecanismos por parte dos cidadãos, pois nessa via de intervenção será uma questão de tempo para que hajam formas de gestão para que a infra-estrutura volte a funcionar eficazmente”, concluiu.

A Albergaria Penha do Tejo é actualmente local de passeio para animais e caracterizada por um ambiente esquecido, perdido no tempo e ignorado pelos olhares dos que lá passam, à espera que alguém lhe dê um novo rumo.

Ana Pires

At “O Distrito de Portalegre”, 06/08/2009 e http://psnisa.blogspot.com/

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Artigo de opinião: “O Parlamento lava mais branco”

Paulo Baldaia-1060x594-990x556Na semana em que se iniciou a instrução do caso e-Toupeira, em que a Benfica SAD é acusada de 30 crimes, num processo em que, alegadamente, a justiça foi corrompida, o que se esperava era que os senhores deputados tivessem proposto uma Comissão de Inquérito Parlamentar para investigar como pode ser tão fácil ter acesso a segredos do sistema de justiça para antecipar diligências de investigações, como, por exemplo, buscas a um estádio, impedindo dessa forma que uma determinada investigação pudesse produzir os efeitos esperados pelo Ministério Público. Mas sobre este assunto, na Assembleia da República, todos continuam a tocar gaita de beiços.

“Já nada espanta neste nacional-benfiquismo de representantes do povo que não têm vergonha e não merecem grande respeito”

Mas, OK!, vamos imaginar que a melhor solução é mesmo os deputados não misturarem política com futebol e com justiça. Como explicar então que uma associação chamada Benfiquistas no Parlamento se lembre de dar palco ao presidente do clube, com o argumento de que quiseram homenagear os antigos campeões europeus, exatamente na semana em que o Benfica procura livrar-se de uma acusação muito grave na justiça? É o Parlamento a lavar mais branco e a permitir que Filipe Vieira apareça como um grande democrata ao lado de um campeão europeu chamado Simões, que acusou o Benfica de o censurar e que foi acusado pelo líder de ser mentiroso. Já nada espanta neste nacional-benfiquismo de representantes do povo que não têm vergonha e não merecem grande respeito. Que lhes toque uns bilhetinhos para ver uns jogos e umas camisolas para oferecer no Natal. Assim como assim, era prática comum no processo e-Toupeira e funcionaria como justa homenagem aos que agora arranjaram palco na casa da democracia para o querido líder, exatamente nesta semana.

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Nesta associação, onde está o dirigente da SAD benfiquista Rui Costa, só não estão deputados do Bloco, mas estão dos outros partidos e funcionários vários. A existência da dita associação não tem nada de estranho e as homenagens que queiram fazer também não, mas é uma infeliz coincidência que este encontro, anunciado na semana anterior e feito agora, aconteça quando o Benfica tem de responder na justiça e não exista nenhuma data redonda a exigir a homenagem a uma equipa que ganhou dois troféus em 1961 e 1962. Eu, que já não vou para novo, ainda não era nascido, mas não preciso que me estejam a lembrar todos os dias para saber que aconteceu.

P.S. Em matéria de justiça, aliás, o Benfica já começou a recorrer ao Supremo. Ao que me dizem, a assessora do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) foi contratada pela Benfica SAD. Se vier a ser condenada, a SAD vai por certo querer recorrer e, quando chegar a vez do Supremo, bem pode colocar a nova funcionária do Benfica a ir entregar o recurso em mão. Já conhece bem os corredores da instituição.

Paulo Baldaia

At https://www.ojogo.pt/

 

Artigo de opinião: “Mil vezes ser touro bravo”

Sergio Sousa Pinto 894508314ceba662c8de93231f987ccf_400x400As guerras culturais dizem-nos muito menos sobre a cultura do que sobre a guerra. Revelam, nas condições do tempo, a impossibilidade de diálogo, bem conhecida da História, em que uma das partes pretende submeter a outra em nome de uma qualquer superioridade que não admite transacção. As guerras culturais são cruzadas, como o é a causa da “civilização” contra a tourada portuguesa. Não se trata de cultura, uma vez que pouco se fala dela. Fala-se, sim, de resplandecentes posições de princípio, alinhadas com um estádio superior de civilização, que não extingue pura e simplesmente a posição contrária – a tourada e o mundo dos touros – por mero receio da reacção dos bárbaros, uma horda imprevisível. Não há, também, vestígios de tolerância, uma das mais admiráveis conquistas dos povos civilizados: os representantes da civilização superior não suprimem as manifestações culturais bárbaras pro mero pragmatismo, na melhor das hipóteses por condescendência ou prudência reformista; nunca por aceitarem conviver com uma prática de qual discordam, que é a própria definição de tolerância. A guerra cultural é uma guerra de agressão, uma vez que não há simetria entre as partes; uns reclamam o direito de continuarem uma prática ancestral, sem fazerem proselitismo dos valores e das emoções que lhe dão significado; outros, que podiam viver felizes à margem de um universo cultural que lhes causa repulsa, pretendem apropriar-se da lei para perseguir – por enquanto simbolicamente no IVA -, e eventualmente proibir, uma festa cuja sobrevivência ofende a sua particular noção de civilização.

Que a mentalidade descrita prevaleça no BE não é surpresa. Na mundividência do esquerdismo a História é uma acumulação de irracionalidade e opressão, da qual nada se aproveita, nem mesmo o Homem, que deve ser um Homem novo, higienizado da sua natureza e da sua cultura, e assim compatibilizado com a sociedade perfeita, terminal e total.

Que o PS aceite o sectarismo, as simplificações, a santimónia e, no fundo, a eterna aversão à liberdade que são secreções de ideologias mortas, é algo que não tem explicação.

A intolerância contemporânea apresenta-se banhada em beatitude, “o estado permanente de perfeita satisfação e plenitude somente alcançado pelo sábio”, explica o dicionário. Debater para quê? Compreender o quê? Gostavas que te enfiassem farpas no lombo? Para regozijo de uma multidão depravada? O caso está arrumado. O sábio urbano, cujo sentimentalismo varia na proporção inversa da sua cultura, falou.

Talvez a torada esteja condenada. Mais de dois mil anos de tradição de cavalos de combate, tradição equestre nascida do cavalo ibérico, único na agilidade e coragem, que espantou Xenofonte e Estrabão, que combateu os romanos e ao lado deles, nos grandes recontros da antiguidade; cavalaria sem formações rígidas, assente no duelo individual, como na arena. O touro bravo, raça híbrida de extrema agressividade, apareceu naturalmente, favorecido pelas transumâncias, nas planícies semiáridas da península; foi caçado à semelhança dos ursos, veados e javalis, antes de ser adotado pelo homem ibérico, e criado como o mais nobre dos adversários, digno de sobreviver para enfrentar o Homem até ao fim dos tempos, simulando e celebrando, com o cavalo de combate, a tradição milenar do guerreiro ibérico. Tudo isto vale zero, diz o sábio urbano educado pela internet, que tem um cão em cativeiro no sétimo andar, chamado Gaspar e que vai à rua urinar com um impermeável escocês, derreado pela displasia da anca. E talvez valha. Nunca saberemos a opinião do Gaspar, mas podemos adivinhar. Mil vezes ser touro bravo.

Sérgio Sousa Pinto

At https://expresso.sapo.pt/

Artigo de opinião: “O PAN, definitivamente, não serve para nada”

Mauro Oliveira Pires 4733374980ee65e057eaea5854e108c4Um partido deve ser abrangente nas suas ideias. Este é um dos grandes pilares de crescimento de qualquer organização orgânica política. O PAN decidiu ser uma desorganização política inorgânica. Se Catarina Martins e diabo a quatro falavam da “direita inorgânica”, à esquerda, ou à esquerda do centro, como queira chamar, existe o PAN à esquerda a fazer de corpo presente no parlamento português onde apresenta um conjunto de propostas para animais irracionais, deixando os racionais de lado. É necessário que o partido saia da sua bolha e que nos presenteie com algo mais do que javalis a entrarem em restaurantes, papagaios perto da minha mesa onde saboreio caril e uma jibóia no dorso do José Castelo Branco caso tenha eu a infelicidade de o ter no mesmo espaço onde janto.

É algo aborrecido ou “chato”, que o PAN não esteja noutro planeta só com criaturas irracionais que tanto gosta, claro que os bichos não votam, mas sempre davam abastecimento alimentar ao líder do PAN-André Silva- que não tinha chia ou tofu ao seu dispor, ou ainda a Isabel Moreira para lhe fazer as unhas dos pés. Não sei se seria o sonho de André Silva enquanto deputado da Nação, mas deve ser algo muito mais gratificante do que gerir um partido que apoia uma organização ilegal, que comete ilegalidades, que ameaça pessoas e faz terrorismo. Isto meus caros estamos a falar de um partido com assento parlamentar, com gabinetes na Assembleia da Republica e, portanto, salários pagos por nós pagadores de impostos que financiamos salários a um partido com ligações terroristas.

Agora, isso faz de nós apoiantes do terrorismo? Não! Simplesmente é mais um prego para o caixão para nos apercebermos de uma vez por todas que conseguimos ter em plena Assembleia da República partidos de índole terrorista, caso do PCP com o terrorismo económico que fez no PREC onde nacionalizou grandes empresas do regime destruindo-as, o PS, partido que tem responsabilidades directas no maior precipício financeiro da história de Portugal. Temos ainda um Bloco de Esquerda que não é terrorista mas tem tanta utilidade como o PAN, em resumo zero, tendo comícios mais ou menos a roçar a palhaçada e atitudes de crianças de 6 anos(com respeito às crianças). O PSD e o CDS sãos os fascineiros do regime mas que não tem lideres à altura.

Portanto, caros, estamos todos em auto-gestão rumo a algo desconhecido, não sei se rumo a uma bancarrota, vacas a voarem, ou javalis como deputados, mas sei principalmente que temos um bando de inúteis a representar-nos. Uma palavra final de apreço a Ana Leal, jornalista não sei se de esquerda ou de direita, coisa que não interessa, mas faz o seu trabalho de forma imparcial, sem rodeios e sem espinhas na garganta. Isto é jornalismo, é mostrar a verdade sem cor partidária e sem telefonemas constantes do Sr. Costa para as redacções. O Público e o Diário de Notícias sabem do que estou a falar.

Finalizando, é tremendamente caricato que André Silva, líder do PAN, disse que não tinha nada a ver com o IRA mas conhecia o modo de funcionamento interno. Gato com rabo de fora…

Mauro Oliveira Pires

At https://portugalgate.org/

Opinião: “Carta aberta a António Costa”

Manuel Alegre 813619É chegada a hora de enfrentar cultural e civicamente o fanatismo do politicamente correcto.

Antes mesmo de ele existir, já eu apoiava este Governo que tem vindo a espantar o diabo tantas vezes anunciado. Portugal, apesar das dificuldades, é hoje uma boa excepção, numa Europa e num Mundo marcados por um processo de desconsolidação da Democracia e pela emergência de várias formas de populismo. Os partidos tradicionais estão em decadência, alguns em vias de desaparecimento. E a revolta popular contra o sistema já não está do lado da esquerda, passou para a direita, estimulada e manipulada pela hegemonia do poder financeiro global.

Devíamos estar atentos. Mas às vezes a euforia conduz à distracção. Eu, por exemplo, vivo uma situação paradoxal. Apoio esta solução governativa, o PS está no poder e, no entanto, por vezes sinto a minha liberdade pessoal ameaçada. Não por causa do que se passa no Mundo. Mas porque o diabo esconde-se nos detalhes. Está no fundamentalismo do politicamente correcto, na tentação de interferir nos gostos e comportamentos das pessoas, no protagonismo de alguns deputados e governantes que ninguém mandatou para reordenarem ou desordenarem a nossa civilização.

deputado do PAN foi legitimamente eleito. Com pouco votos, mas foi. Tem o direito de defender as suas opiniões. Mas não pode virar o país do avesso, com a cumplicidade dos fundamentalistas de outros partidos (com a honrosa excepção do PCP) e o calculismo dos que pensam que, em certas circunstâncias, o voto dele pode ser útil para a maioria. Uma espécie de um novo deputado “limiano”, salvo o devido respeito. O facto é que um deputado, um só, traz milhares de portugueses inquietos. Isto não é normal nem saudável numa Democracia pluralista. De modo que é chegada a hora de enfrentar cultural e civicamente o fanatismo do politicamente correcto. É uma questão de liberdade. Liberdade para não gostar de touradas. Mas liberdade para gostar. Liberdade para não gostar da caça. Mas liberdade para gostar. Algo que não se pode decidir por decreto nem por decisões impostas por maiorias tácticas e conjunturais, Não é democrático. Para mim, que sou um velho resistente, cheira a totalitarismo. E não aceito.

Por isso, meu caro António Costa, peço-lhe que intervenha a favor de valores essenciais do PS: o pluralismo, a tolerância, o respeito pela opinião do outro. Peço-lhe que interceda pela descida de 6% do IVA para todos os espectáculos, sem discriminar a tauromaquia, já que os prejudicados serão os mais pobres, os trabalhadores que tornam possível este espectáculo. Peço-lhe que se oponha à proposta do PAN para alterar a Lei 92/95, que vem comprometer várias actividades do mundo da caça, como provas de Santo Huberto, largadas cinegéticas e cetraria – Património Mundial da Humanidade. A alteração da referida Lei provocará danos irreversíveis em muitas associações e clubes de caçadores, clubes de tiro desportivo, campos de treino e caça. Estão em causa centenas de postos de trabalho e elevadas perdas económicas para o País, sobretudo para aquelas regiões onde a empregabilidade e a actividade económica estão quase exclusivamente ligadas à caça. Sim, meu caro António Costa, trata-se de uma tradição cultural e social que é parte integrante da nossa civilização. É, também, um problema que diz respeito ao emprego e à vida de milhares de pessoas. E é, sobretudo, uma questão de liberdade, que sempre foi a essência e a alma do Partido Socialista.

Manuel Alegre

Militante histórico do PS; escritor

At https://www.publico.pt/

Em Zamora também se luta por ligação mais directa a Portugal

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La A-11 con Portugal “podría estar más cerca” según el PSOE

Según el PSOE de Zamora “el actual Gobierno a través del Ministerio de Transición Ecológica ha declarado favorable el estudio de impacto ambiental, paso imprescindible para cerrar el proceso informativo y continuar con la redacción de los proyectos de construcción para poder licitar y adjudicar la obra que se encontraba paralizada por el Ejecutivo anterior”.

El PSOE de Zamora ha mantenido una reunión con el Secretario General de Infraestructuras, Javier Izquierdo con el fin de conocer de primera mano la situación actual en la que se encuentra el proyecto de la Autovía A-11 que conectará Zamora con Portugal.

Según el PSOE de Zamora “el actual Gobierno a través del Ministerio de Transición Ecológica ha declarado favorable el estudio de impacto ambiental, paso imprescindible para cerrar el proceso informativo y continuar con la redacción de los proyectos de construcción para poder licitar y adjudicar la obra”.

La incorporación de la A-11 en el Plan extraordinario de Inversión en Carreteras establece una vía de financiación pero “tenía importantes carencias que no habían sido contempladas por el anterior Gobierno”, afirman los socialistas, y según afirman “estos vacíos, provenían fundamentalmente de que la nueva Ley de Contratos del Sector Público y los criterios europeos de déficit y deuda pública exigen que en las concesiones haya una transferencia de riesgo de la operación sustancial al concesionario que se hace a través de un indicador de demanda, criterio que no tuvo en cuenta el Gobierno del Partido Popular a la hora de elaborar el PIC”. Para el PSOE, esto hace “evidente que el PP nos quiere tomar el pelo a los zamoranos y zamoranas con sus últimas declaraciones”.

Por su parte, Antidio Fagúndez, Secretario General del PSOE Zamora, califica como “muy positivo” la declaración favorable de impacto ambiental, “el pasado día 30 de octubre, se ha dado una paso hacia delante en una infraestructura que consideramos vital en el desarrollo socio económico de la provincia, así como fundamental en la conexión con la vecina Portugal”. 

Los socialistas tachan de “mentirosos” al Partido Popular de Zamora y les piden que “dejen de intentar confundir a los ciudadanos de esta provincia cuando ha quedado de manifiesto que en siete años de Gobierno de Mariano Rajoy no han tenido la voluntad ni el compromiso de llevar a cabo esta infraestructura”.

At https://www.noticiascyl.com/

Opinião: “Carta aberta em defesa de Isabel Moreira”

Gaspar MacedoCara deputada. Ultimamente tem sido ridicularizada por, em pleno debate sobre o Orçamento de Estado, ter sido fotografada a pintar as suas unhas.
Muitos dizem que é “uma falta de respeito”, uma “anormalidade”, um “ultraje” e uma “tristeza” mas, para mim, é apenas o perfeito reflexo do trabalho atualmente feito na Assembleia da República.

Eu defendo que a deputada não é nenhuma anormalidade, num parlamento onde deputados e governantes (independente dos partidos) mentem nas moradas para receber subsídios de alimentação, deslocação e alojamento. Elza Pais, do Partido Socialista, recebeu 2100 euros por mês apenas em subsídios por declarar a sua residência em Mangualde embora vivesse em Lisboa.

Em abril de 2018 chegou a público os milhares de euros de que vários deputados beneficiaram ao receberem em duplicado o valor das viagens que faziam em “nome do interesse nacional”.
Carlos César, líder parlamentar do partido socialista e parte desse grupo, logo declarou não se sentir culpado por não ter feito “nada de errado”, sendo que o “atual modelo vigora há décadas e foi utilizado por altos cargos do Estado”. Eduardo Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da Republica, declarou a inocência dos parlamentares que nas suas palavras não tinham “cometido nenhuma ilegalidade”.

Falta de respeito é existirem deputados que faltam praticamente a metade das reuniões plenárias e mentem nas justificações de faltas. Alguns nem se preocupam em justificar.

Isabel Moreira 9dd0e262a52c4b83048128c75b4ec7ca

Triste é existirem parlamentares e governantes que utilizam dinheiro público ou influência institucional para alimentar um estilo de vida luxuoso .
Ficamos surpreendidos quando soubemos que em média, entre 2006 e 2013, os nossos governantes gastaram 295 euros por refeição. Ficamos admirados com a notícia de José Conde Rodrigues , ex-secretário de Estado da Justiça, que gastou 13.657 euros dos fundos públicos na compra de 729 livros para beneficio próprio.

Ficamos pasmados com o caso da ex-Ministra da Saúde Ana Jorge, ao ter usado um cartão de crédito em nome do Estado (para despesas urgentes de trabalho) em lojas de roupa, ourivesarias ou no El Corte Inglés.
Ficamos boquiabertos com o ex-ministro da economia, Manuel Pinho, que recebeu 1 milhão de euros na sua Offshore depois de beneficiar a EDP em vários contratos de parceria.

Em julho de 2017 o país ficou a conhecer o caso dos três secretários de Estado que beneficiaram de viagens pagas pela empresa Galp, antes de ser aprovado um benefício fiscal em dezenas de milhões de euros à mesma empresa. José Sócrates defendeu que as críticas se tratavam de “um excesso de patriotismo”, considerando que as suspeitas sobre os governantes eram “estapafúrdias” e António Costa não hesitou em reforçar a “relevante e dedicada colaboração dos três Secretários de Estado nas funções desempenhadas no XXI Governo Constitucional”.

Ultrajante é existirem deputados-advogados que recebem milhares de euros em ajustes diretos por trabalharem em empresas com contratos públicos. Maria Begonha, candidata da JS, recebeu em acumulado 110 mil euros em ajustes diretos.

Por isso, cara deputada, escrevo-lhe esta carta para a defender. Não passa de uma pequena gota de indecência num copo cheio de muita mais. Um copo cheio de promiscuidade e ajustes diretos. Uma Assembleia da República cheia de uma maioria de falsos inocentes que, hoje e tal como nos outros dias todos, não faz mais nada do que encerrar comissões de inquérito e bater anualmente palmas a Orçamentos de Estado que nunca são verdadeiramente aplicados.
A deputada não é o problema. É parte dele.

Tenho dito.

At https://www.facebook.com/ / Gaspar Macedo

Mil e duzentas pessoas estão a trabalhar na recarga de combustível de Almaraz

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Los trabajos en la unidad I de la central nuclear durarán 35 días, en los que se aprovechará para hacer tareas de mantenimiento

La Unidad I de la Central Nuclear de Almaraz fue desconectada de la red eléctrica a las 23.55 horas del pasado domingo para iniciar la recarga de combustible número 26.

El programa de trabajo tiene una duración de 35 días en los que se realizarán tareas de mantenimiento general, recarga de combustible y se continuará con el desarrollo de actividades conforme a requisitos asociados a la autorización de explotación.

Para esta recarga se cuenta con los servicios de más de 70 empresas especializadas que emplearán a más de 1.200 trabajadores adicionales a la plantilla habitual de la central, la mayoría de Extremadura.

Estos profesionales, según informó la central de Almaraz en nota de prensa, han recibido la formación adecuada a las actividades a realizar en la planta enfocada a la prevención de riesgos laborales y a evitar el error humano en la ejecución de los trabajos programados.

Entre las actividades programadas para esta vigésimo sexta recarga destacan la inspección visual y por ultrasonidos de las toberas de la vasija y el mantenimiento de la turbina de agua de alimentación auxiliar y de la bomba de agua de alimentación principal, así como la revisión de la turbina de baja presión y la inspección de la excitatriz.

La Central de Almaraz tiene una producción de energía eléctrica bruta acumulada de más de 526.000 millones de kilovatios/hora (kWh). La producción bruta conjunta anual de las dos unidades de central nuclear de Almaraz hasta junio de 2018 ha sido de 8.150 millones de kWh y la producción neta conjunta ha sido de 7.860 millones de kWh.

Estos datos suponen entre el 25% y 30% de la energía generada por el conjunto de las centrales nucleares de España y el 6% del total de la energía consumida en España.

Según la instalación, el último informe de la Asociación Mundial de Operadores Nucleares (WANO), sitúa a la Unidad I como líder en el ranking de fiabilidad de las centrales europeas –sobre un total de 134 reactores– y a la Unidad II en el décimo lugar.

Añade la central nuclear de Almaraz que genera más de 800 empleos directos en su área de influencia, una cifra que se eleva a 2.900 teniendo en cuenta los empleos indirectos e inducidos.

«Con un riguroso sistema de control basado en evaluaciones externas y auditorias, la central de Almaraz es una instalación de referencia mundial en continuo proceso de mejora de su seguridad, actualización y modernización tecnológica», aseveró en la nota de prensa.

At https://www.hoy.es/

Triângulo Portalegre, Castelo de Vide, Marvão vencem Orçamento Participativo 2018

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Entre os vencedores da II Edição do Orçamento Participativo 2018 a região do Alentejo foi contemplada com três projectos. No distrito de Portalegre o projecto “Marvão, Academia” vai ser implementado em três municípios: Castelo de Vide, Marvão e Portalegre. A iniciativa tem por objectivo convidar professores e músicos de grande distinção, de todo o mundo, e os ensaios e concertos teriam lugar nos castelos, igrejas e outros locais de interesse arquitectónico destes concelhos.

Adelaide Teixeira, Presidente do município de Portalegre, salientou que “esta iniciativa permite potenciar as instituições ligadas à música existentes no distrito.”

António Pita, Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, salientou “as dinâmicas culturais que se têm vindo a criar a partir desta iniciativa”.

O projecto “Marvão, Academia” conta com um orçamento de 250 mil euros.

At https://radioelvas.com/

Mais 40 empregos para Vila Velha de Ródão

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Em 10 anos foram criados 500 postos de trabalho no concelho…

O primeiro-ministro, António Costa e o ministro-adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, presidiram à inauguração da Roclayer, uma nova unidade industrial dedicada à produção de soluções protetoras para a conceção de embalagens e complexos revestidos.

A empresa produz compostos especiais, essencialmente à base de papel e outras matérias renováveis, que visam criar a proteção e barreira necessárias para garantir a qualidade dos produtos embalados.
Simão Rocha, proprietário desta nova unidade, voltou assim a Vila Velha de Ródão depois de ter sido o impulsionador da fábrica de papel tissue, também ali instalada. Cabe a esta nova unidade, entre outros aspetos, “produzir produtos que ainda não foram inventados, reduzir a utilização dos plásticos e utilizar mais papel como barreira de proteção de produtos”, descreveu o proprietário. Esta nova unidade industrial vai, para já, criar 40 postos de trabalho, num investimento que rondou os 25 milhões de euros, em terrenos cedidos pela autarquia.

Os investimentos feitos e empregos criados em dez anos foram o mote para Luís Pereira, presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, destacar o papel da autarquia que “percebeu a importância destes investimentos para o desenvolvimento do concelho e da região”. Com recurso, essencialmente a capitais próprios, “em dez anos conseguimos atrair 500 postos de trabalho para o concelho. Nos últimos quatro temos investimento privado de mais 200 milhões de euros, ou seja 50 mil euros de investimento privado/habitante”, sublinhou o autarca.

O aumento de 9% do investimento privado no país, em 2017, foi um dos aspetos realçados pelo primeiro-ministro, António Costa, adiantando que, com a reprogramação do Portugal 2020 há mais cinco mil milhões de euros “nos próximos anos para que possam continuar a investir”, numa ação que destacará o interior, já que “desses 5 mil milhões, 1700 milhões só podem ser utilizados por empresas que invistam no interior”, disse. António Costa confirmou assim que esta zona do país “é um enorme desafio que temos” e “um enorme potencial que o país tem e que está por aproveitar”.

Nesta cerimónia participou igualmente o ministro-adjunto e da Economia Pedro Siza Vieira. No seu primeiro discurso enquanto titular desta pasta aproveitou para falar da importância que este governo tem dado à valorização do interior, majorando as candidaturas do setor privado que aqui investe. “Conseguimos que 1800 milhões de euros se localizassem no interior. E porque essa aposta tem sido correspondida pelo setor privado decidimos, na reprogramação do Portugal 2020, dedicar apenas ao interior sistemas de incentivos que permitirão apoiar mais 1700 milhões de euros até ao final deste quadro Europeu”, vincou.

At http://www.radiocondestavel.pt/