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Venda online de bilhetes para o Andanças até Sexta

Andanças 17

A Associação PédeXumbo está a disponibilizar AQUI até à próxima sexta-feira dia 4 de Agosto a venda online de bilhetes diários para o Festival Andanças 2017.

Trata-se de uma “medida extraordinária” que visa “assegurar a ida ao Andanças’17” e uma “oportunidade para adquirir atempadamente o bilhete”. A organização assegura que “informará no site e redes sociais caso a lotação máxima seja atingida em qualquer dos dias”.

A Pé de Xumbo explica que “a edição do Andanças’17 – em redor da Vila tem uma lotação limitada a 1750 pessoas. Por esta razão, e por forma a não inviabilizar a aquisição dos passes de 4 dias, não foi disponibilizada nem estava prevista a venda online de bilhetes diários” tendo terminado a 30 de julho a fase de venda online para aquisição do passe de 4 dias, mas “já sabemos que ainda há bilhetes disponíveis”.

“Por outro lado, têm sido inúmeros os telefonemas do público a solicitar que possamos facilitar a compra dos bilhetes diários antecipadamente, no sentido de evitarem a possibilidade de se deslocarem ao local e não conseguirem adquirir bilhete pela lotação ter esgotado”, adiantam os organizadores.

At https://noticiasdecastelodevide.blogspot.pt/

Crato vai ter (mais) um novo festival

Crato Festival

Vai nascer um novo festival de verão no Alentejo, perto do Crato, no Alto Alentejo. Falamos do “Waking Life” e que mistura Cinema, Artes Performativas, Ecologia, Natureza e  música eletrónica.

No “Waking Life” – 17 a 20 de agosto – estarão perto de 70 projetos de música eletrónica ao vivo e com sessões DJ – com muitos nomes conhecidos do tecno, da eletrónica e do house e de músicas eletrónicas mais exploratórias ou ambientais.

Stimming, Sebastian Mullaert, Jennifer Cardini e Steve O’ Sullivan, talém de Fennesz Soundwalk Collective, são alguns dos nomes que vão marcar presença nesta festa que traz ainda ao Aleksi Peräla, Ateq, Ben UFO, Dorisburg, Patrick Russell, Sammy Dee, Robag Wruhme, Nthng, De Wakta e Konstantin.

At https://wakinglife.pt/http://www.tribunaalentejo.pt/

Artigo de opinião: “da puta que pariu”

edson-athayde-destaque

Há 30 anos atrás, o ar era considerado limpo e o sexo era considerado sujo.

Essas coisas não eram verdades completas. Mas pareciam. Ou parecem agora vistas pela luneta do passado, filtradas na peneira das reminiscências.

Eu tinha 20 anos e acreditava.

O ponto final interrompe a frase pois o verbo “acreditar” quando conjugado na juventude não precisa de complementos. Quem é jovem deve sempre acreditar, para dúvidas estamos nós os velhos sempre a postos.

Foi na praia de Ipanema, num Domingo de Sol (admito, nas minhas memórias todos os Domingos eram soalheiros; uma pura efabulação). Um papel passava de mão em mão, até chegar a minha vez de o ler. Lá estava escrito assim:

“Se eu pudesse novamente viver a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.

Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. Seria menos higiénico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvetes e menos lentilhas, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários”.

Era um texto de autoajuda (embora essa denominação ainda não tivesse sido popularizada). A prosa continuava:

“Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e profundamente cada minuto de sua vida; claro que tive momentos de alegria. Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente de ter bons momentos. Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos; não percam o agora”.

O texto, intitulado “Instantes”, era atribuído ao grande escritor Jorge Luís Borges. E viralizava por vários países através do correio. Éramos “digitais” e não sabíamos.

Só uns vinte anos depois, já com a internet a bombar é que descobri que “Instantes” não fora escrito por Borges e sim por um a senhora americana (a sua primeira publicação foi no Chicago Tribune; ninguém sabe como viajou para tão longe e passou a ser assinado por um argentino).

Lembrei-me dessa história ao ver o texto “O Segredo” (também conhecido como “Eu vim da Puta que Pariu”), assinado pelo jogador Daniel Alves, viralizar pelas redes sociais de Portugal e do Brasil.

Trata-se de uma peça muito bem escrita (pesquise no Google). Um exemplo perfeito do uso do storytelling como ferramenta para marketing pessoal. Fala das origens humildes de Daniel e de como ele se sente ao ter chegado tão longe.

É pouco provável que “O Segredo” tenha saído da pena do futebolista. Nem creio que isto seja importante. Como a paternidade de “Instantes” não explica o seu sucesso a nível planetário, quero lá saber de Daniel Alves é bom cronista.

“O Segredo” toca na alma de todos os que nasceram sem meios e que teimaram em não se conformar. Daí o seu êxito.

Aristóteles já dizia que um texto para ter impacto deveria possuir um apelo ético (ethos), ser capaz de provocar emoções (pathos) e ter uma lógica justificável (logos).

As pessoas querem ler (e partilhar) textos assim porque eles as fazem sentir bem ou, no mínimo, melhor do que estavam antes.

Quem pensa que um conteúdo viral tem que ter piadolas, gatinhos, imagens chocantes esquecem que, às vezes, basta afagar a autoestima do outro.

Ok, talvez isto não passe de um paliativo emocional, sem poder prático de transformar a vida de ninguém.

Mas quem sou eu para impor regras. Afinal, eu que nasci pobre, feio e ignorante também posso dizer vim lá da puta que pariu.

Ou como diria o meu Tio Olavo: “Há pessoas que para quem vieram do nada são muito fiéis às suas origens”.

Edson Athayde

Tesla deixa grupo de conselheiros de Trump

Tesla

Elon Musk reagiu desta forma à decisão do presidente norte-americano de abandonar o Acordo de Paris, contra as alterações climáticas.

O CEO da Tesla e da SpaceX deixou o grupo de conselheiros de Donald Trump, em resposta à saída dos EUA do Acordo de Paris. Elon Musk escreveu, esta terça-feira, no Twitter: “Estou de saída do conselho presidencial. Alterações climáticas são reais. Deixar Paris não é bom para a América ou o mundo.”

Musk tinha prometido deixar os cargos de conselheiro caso Donald Trump anunciasse a saída dos EUA do acordo global pela redução dos efeitos das alterações climáticas.

O empresário já tinha revelado que estava a tentar mudar a opinião do presidente e de outras pessoas na Casa Branca.

Elon Musk era um dos 18 empresários conselheiros de Trump, num grupo conhecido por Fórum Estratégico e de Políticas. Também aconselhava o presidente na sua iniciativa para criar empregos na indústria.

As reações contra o anúncio de Trump têm-se multiplicado. O jornalista da CNN e especialista em assuntos internacionais, Fareed Zakaria considera que esta decisão tirou aos EUA o estatuto de “líder do mundo livre”. “Este foi o dia em que os Estados Unidos se demitiram de líderes do mundo livre”, classificou.

O especialista defendeu ainda que o acordo das alterações climáticas era “extraordinariamente flexível”, daí não compreender a “irresponsabilidade” desta decisão.

At http://www.dn.pt/

A mensagem de Fátima

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Zona Pastoral de Nisa em Fátima

A Mensagem de Fátima situa-se na linha do Evangelho, se assim não fora não seria duradoura nem credível. Apela à conversão, à penitência, à oração com referência especial ao terço diário, à caridade por meio do abandono do pecado, à solidariedade que está na base da reparação, à vida sacramental sobretudo através dos Sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, à união hierárquica. Torna presente a escatologia, falando do Céu, do Inferno e do Purgatório, põe em relevo o Coração Imaculado de Maria e dá o sentido à penitência e à oração. É uma escola de fé comprometida e de crescimento na santidade, tendo na vida dos Pastorinhos um exemplo e um estímulo.

Recordemos a Aparição de 13 de maio de 2017, servindo-nos das Memórias da Irmã Lúcia:

“Andando a brincar com a Jacinta e o Francisco no cimo da encosta da Cova da iria a fazer uma paredita em volta duma moita, vimos, de repente, como quer um relâmpago.
– É melhor irmo-nos embora para casa – disse a meus primos – que estão a fazer relâmpagos e pode vir trovoada.
– Pois sim!
E começamos a descer a encosta, tocando as ovelhas em direção à estrada. Ao chegar mais ou menos a meio da encosta, quase junto duma azinheira grande que aí havia, vimos outro relâmpago e, dados alguns passos mais, vimos sobre uma carrasqueira uma Senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente.
Parámos, surpreendidos pela Aparição. Estávamos tão perto que ficávamos dentro da luz que a cercava ou que Ela espargia, talvez a metro e meio de distância, mais ou menos. Então Nossa Senhora disse-nos:
– Não tenhais medo! Eu não vos faço mal!
– De onde é Vossemecê? – lhe perguntei.
– Sou do Céu.
– E que é que Vossemecê me quer?
– Vim para vos pedir que venhais aqui, seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora. Depois direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez.
– E eu também vou para o Céu?
– Sim, vais.
– E a Jacinta?
– Também.
– E o Francisco?
– Também, mas tem que rezar muitos Terços.
Lembrei-me, então, de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com a minha irmã mais velha:
– E a Maria das Neves já está no Céu?
– Sim, está.
– E a Amélia?
– Estará no purgatório até ao fim do mundo.
– Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?
– Sim, queremos!
– Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.
Foi ao pronunciar estas últimas palavras (a graça de Deus, etc.) que abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que reflexo que delas expedia, que penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos. Então por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente:
– Ó Santíssima Trindade, eu vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.
Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou:
– Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.»
Em seguida começou a elevar-se serenamente, subindo em direção ao nascente, até desaparecer na imensidade da distância. A luz que A circundava como que abrindo um caminho no cerrado dos astros, motivo porque alguma vez dissemos que vimos abrir-se o Céu. Quando nessa mesma tarde, absorvidos pela surpresa, permanecemos pensativos, a Jacinta, de vez em quando, exclamava com entusiasmo: “Ai que Senhora tão Bonita!”.

Antonino Dias

At Facebook

Carta aberta de yazidi (refugiado) ao Presidente da República

Saman Ali chegou a 6 de março como refugiado. É yazidi, do Iraque. Viajou da Grécia até Lisboa com seis famílias do mesmo credo, 23 pessoas ligadas por sangue e ele sem laços nenhuns. O autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) matou-lhe a família inteira. Mãe, irmãs, irmãos, pai. Ainda no aeroporto de Lisboa jurou fidelidade a Portugal, “o meu segundo país para sempre”. Em Guimarães, onde foram integrados, manteve a promessa, mesmo quando os companheiros de viagem começaram a partir, logo nos primeiros dias. Para a Alemanha, Holanda e outros países europeus. Ficou só ele. O único yazidi que resta em Portugal.

Esta semana, no Dia do Trabalhador, o professor universitário de biologia decidiu redigir uma carta aberta ao Presidente da República. Escreveu-a em português, a língua que já começou a aprender. O seu título provisório de residência termina esta sexta-feira, e Saman está com muito medo de perder mais um país.

Carta Aberta ao Senhor Presidente da República Portuguesa

Excelentíssimo Senhor
Presidente da República Portuguesa Prof. Marcelo Rebelo de Sousa,

Me Ajuda Por Favor!

Eu Preciso de Você!

Caro Presidente,

Antes de mais, gostaria de agradecer todos os esforços levados a cabo por vós e pelas autoridades portuguesas no apoio ao nosso povo Yazidi; estamos muito agradecidos por tudo o que têm feito.

Eu sou um Yazidi, sou solteiro, chamo-me Saman Ali, e nasci em Sinjar, no Iraque. Também sou vítima do ISIS [Daesh], que matou muitos dos meus familiares, tais como os meus pais, irmãs e irmãos. Perdi-os a todos, sendo eu o único sobrevivente.

No Iraque, era professor universitário, mas fui obrigado a deixar o meu país por causa da minha religião, das minhas opiniões e das minhas atividades. A minha vida estava em grande perigo e eu estava a trabalhar como voluntário para uma organização não governamental chamada Holy Spirit, para ajudar o meu povo.

Nunca mais posso voltar ao Iraque pelo risco de ser perseguido e morto.

Cheguei a Portugal no dia 6 de Março de 2017 pelo programa europeu de realocação da Grécia, tendo feito a perigosa viagem do Iraque e esperado mais de um ano. A 10 de Novembro de 2016, tive o prazer de saber que a minha realocação tinha sido aceite pelas autoridades portuguesas.

Quero agradecer a todas as organizações portuguesas por todo o seu apoio e ajuda, especialmente ao SEF e os colaboradores da Câmara Municipal de Guimarães, onde todos foram muito simpáticos comigo.

Desde o primeiro dia em que cheguei, aceitei Portugal como o meu segundo país de origem e adoro o povo português, que agora sinto como membro da minha família, e quero ficar aqui o resto da minha vida.

Tenho um mestrado em biologia médica e quero muito começar a fazer o doutoramento, falo 6 línguas e já comecei a aprender português.

Desejo servir o povo de Portugal e é um prazer fazer parte da vossa sociedade, respeito a lei e interessam-me muito uma sociedade e um modo de vida pacíficos e civilizados.

Perdoe-me por dizer : Eu sou o primeiro refugiado yazidi que chegou aqui a Portugal e eu serei o último a ficar aqui porque todos eles já saíram. Vamos ter em Portugal só um refugiado yazidi que sou eu, porque nenhum outro quer ficar.

Se houver alguma forma de acelerar o processo de asilo para que eu o possa obter mais rapidamente, queiram, por favor, informar-me, pois quero muito contribuir e continuar com os meus estudos, que me permitirão trabalhar, uma vez que com este estatuto de asilo, tal não me é permitido.

Muito grato pelo vosso tempo, queiram aceitar o meu respeito e consideração.

Deus vos abençoe e obrigado pelo vosso apoio.

Saman Ali

At Expresso.pt