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Opinião: “O fantasma de Salazar e o Reitor da Universidade de Coimbra”

Raquel 10464109_10202306149190196_3394916574196011546_nO Reitor da Universidade de Coimbra não decidiu excluir a carne de vaca. Decidiu que quem tem menos dinheiro vai deixar de comer carne de vaca. As cantinas são os locais onde os filhos das classes pobres e médias empobrecidas comem. Quem tem dinheiro vai continuar a comer carne, do lombo. Os filhos de quem pode, como os meus, irão comer carne do lombo, de qualidade, bio. No norte da Europa já se serve carne bio em algumas universidades por onde ando. Em Portugal acaba-se com a carne. A periferia não é verde, é inexistente. Na verdade a medida do reitor é análoga à generalização dos parquímetros, uma privatização do espaço público. Quem tem dinheiro continua a ter acesso à cidade por carro. Estas medidas não são ecológicas, são classistas. Ecologia era transportes públicos das zonas pobres para o centro. Ecologia era subsidiar na Escola Agrária da Universidade produção de agricultura biológica e fornecer nas cantinas para que pelo menos algumas vezes pudessem comer proteína de qualidade. Ecologia era um Reitor defender a agricultura sustentável ser cada vez mais subsidiada. Assim o reitor o que fez foi reduzir a despesa da Universidade de Coimbra que agora vai oferecer frango de aviário, um mutante que nem frango devia chamar-se. Também vai ficar bem nas contas gerais da Universidade servir na cantina (paga com os nossos impostos) soja geneticamente modificada – é a transição energética.

A “transição” está a relevar-se uma forma de privar ainda mais os mais pobres de tudo, irão pagar mais impostos verdes, estão privados da cidade “verde”, num subúrbio cinzento, vestem fibras horrorosas enquanto fabricam algodão natural de design inovador em fábricas super poluentes, e agora podem esperar esta moderna versão Jonet de “não de pode comer bifes todos os dias”. Tudo para o bem deles, como se sabe se os ricos não cuidassem dos pobres eles jamais saberiam o que fazer. Agora por exemplo, imagine-se!, querem comer bifes que fazem tão mal à saude e ao planeta…

Vou poupar-vos ao óbvio. A poluição é grave mas o mundo não está a acabar. É preciso medidas sérias, e não hipocrisia disfarçada de ciência. Comer carne em idades jovens, quando se estuda, é essencial ao cérebro. Nos colégios onde se formam elites dirigentes do mundo posso garantir-vos que a carne é biológica e do lombo. Comer muita carne faz mal, não comer nenhuma faz muito mal. Outro dado: um dos maiores estudos de saúde do mundo provou que a segurança no emprego e a autonomia podem aumentar 18 anos a esperança média de vida e o medo fazer cair a mesma 18 anos, pela produção de cortisol. Nada faz tão mal à espécie humana hoje como o medo da sobrevivência, condição em que vão estar a grande maioria dos jovens estudantes da Universidade de Coimbra quando entrarem no mercado de trabalho. Coisa que não preocupa o reitor. O fim do planeta para o Reitor é uma garantia, é o dilúvio bíblico que exige medidas radicais. Já o facto de que os que estudam na Universidade virem a ter empregos em que não chegam ao fim do mês, bom isso já não é bem uma certeza, nem diz respeito a um Reitor, que cuida do Planeta.

Que o PAN, que representa o ultra liberalismo verde, seja a favor comprende-se. O silêncio dos outros partidos, com algo tão fundamental quanto o que se serve de alimentação numa instituição pública, por nós financiada, é inexplicável.

Para compreender o mundo, e a atitude de um Reitor, é preciso saber teoria do valor. E o valor da teoria. Marx explicava que a tendência do capitalismo era para tornar vegetarianas as classes trabalhadoras, desde logo diminuindo a parcela de proteína a que têm acesso na reprodução da força de trabalho, vulgo salário. Os chineses perceberam bem isso – ali, nas fábricas, come-se arroz. E mais nada. Ainda vou assistir à glorificação do Estado Novo em plena Universidade de Coimbra, o fantasma do Salazar a rondar as salas escuras, de ilusão esverdeada – carne faz mal, melhor só no Natal.

Raquel Varela

At https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/

Artigo de opinião: “Esperamos que acabem connosco?”

Tereno - BarrancosCansado pero contento”, frase que os barranquenhos proferem para expressar o seu sentimento após mais uma “Fêra” de Agosto. Foram dias e noites de muita vivência e confraternização, de reencontros de parentes, amigos e visitantes, tendo como denominador comum o toiro. A Praça/arena, na Praça da Liberdade com os seus tradicionais tabuados(1), os encerros e os espectáculos que se sucederam durante esses dias deafirmação da nossa cultura e da nossa identidade cultural de povo de fronteira, e porque não a nossa taurinidade, atestam bem o porquê do ser Barranquenho. As touradas podem ser boas ou más, os toureiros/matadores podem ou não fazer boas faenas, tudo isso importa, mas o que realmente fica é que a tradição cultural, de um povo único como é o barranquenho, se cumpriu um ano mais. E consagrada na Lei, permanece intocável.

É urgente que a classificação da Tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Portugal seja uma realidade, pois dá-nos o reconhecimento como expressão relevante da cultura tradicional deste País e blinda-nos face às ameaças daqueles que tudo tentam para nos aniquilar. Veja-se o caso da Lei de 2013 em Espanha, que obriga os poderes públicos a proteger a Tauromaquia. Sintomático não é?

O excelente trabalho de recolha e pesquisa coordenado pelo Dr. Luís Capucha merece todos os nossos encómios e a nossa ajuda e apoio para conseguirmos a desejada classificação, que já tarda.A importância deste passo é enorme senão vejamos: os próprios tribunais espanhóis têm decidido quase sempre a favor da causa taurina. Claro que também a pressão da Fundación Toro de Lidia, dos seus órgãos directivos e do seu gabinete jurídico, tem sido continua e os resultados vão aparecendo.Os próprios tribunais têm decidido, que não podem as Comunidades Autónomas e os Ayuntamientos (Municípios) proibir espectáculos tauromáquicos, e que estas entidades públicas não podemdeclarar-se anti- taurinas. O que teria acontecido em Viana do Castelo, Póvoa de Varzim e outros, se tivéssemos estas leis e estes tribunais? A última vitória e após uma sentença judicial, é a corrida anunciada e autorizada para cidade de Villena (Comunidade Valenciana), que antes tinha sido proibida.

Acabámos de saber da importante decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto a dar razão á acção interposta pela Protoiro, pelo Clube Taurino Povoense e pela empresa Aplaudir contra o Município da Póvoa de Varzim. Quando se luta com a razão do nosso lado e com a firmeza que se requer nestas situações difíceis a vitória é possível, mas não devemos baixar os braços pois eles não vão desistir facilmente, pelo que a realização da corrida que está programada será um sinal de vitória!

Volto a repetir aquilo que já afirmei no meu anterior artigo, as eleições legislativas estão aí á porta e vão decidir muito do futuro da Tauromaquia no nosso País. É imperioso que todos os taurinos nos unamos, pondo de lado as nossas divergências, é urgente que de uma vez por todas nos deixemos de hesitações do tipo “deixa estar, isso não é comigo”, e nos ergamos mostrando a nossa força. Continuo a acreditar que é possível a realização de uma grande concentração em defesa da Tauromaquia no seu todo, e no Campo Pequeno como então referi.

É preciso mostrar àqueles partidos que não gostam de nós apenas porque defendemos uma arte que faz parte da cultura portuguesa mais genuína, que não vacilamos e que não somos como eles! Que mais não são que cordeirinhos seguindo modas e doutrinas importadas eivadas de fundamentalismo, adoptando estrangeirismos e erguendo bandeiras ditas de proteção animal e ambientalistas que servem ás mil maravilhas para conseguir os seus fins.

Vamos mostrar que estamos vivos, que não temos medo porque somos uma grande força e que se quisermos nada nem ninguém nos vai derrotar.

Temos que velar pelo futuro da Festa, estar sempre atentos e prontos para dar o nosso apoio ás organizações que nos representam actualmente.Penso que seria da maior importância a criação de um órgão consultivo de apoio a essas instituições tauromáquicas, a ser formada por pessoas de reconhecido mérito da nossa sociedade, de todos os quadrantes da vida portuguesa, conhecidos pela sua afición á Festa de Toiros, e que dariam o seu contributo de forma inteiramente graciosa. A Tauromaquia só teria a ganhar!

E já que falamos do futuro…convirá dizer que não haverá futuro sem novilhadas, a verdadeira escola de toureiros, e de fomento de valores como a amizade e a valentia entre os jovens. Este será o caminho certo para formar verdadeiros conhecedores da Tauromaquia por dentro, e aficionados que no futuro se vão empenhar na defesa da Festa.

Este é um caminho sem retorno, ou avançamos todos juntos mostrando a nossa força, ou pouco a pouco e sem nos darmos conta, vamos deixando que nos asfixiem com leis proibitivas anti- taurinas, que visam acabar com o que nos é mais caro – a arte e a cultura tauromáquicas.

Vamos deixar?

António Tereno

At https://toureio.pt/

(1)- Estrutura de madeiros ligados entre si, montados anualmente para as corridas de toiros da “Fêra” de Agosto.

Artigo de opinião: “É hora de desobedecer”

Matilde Alvim.jpgEm jogo estão os recursos naturais, o equilíbrio de forças, a sobrevivência e a justiça. Então, como nos podemos resignar e conformarmo-nos com um sistema que abre caminho, a toda a velocidade, em direcção ao ecocídio e à catástrofe climática?

Desobedecer, sim.

Perante o cenário de um futuro caótico e depois de décadas de tentativas praticamente falhadas, só nos resta a desobediência. De forma pacífica, sempre, mas não menos perspicaz.

Parece quase óbvio. Se estivéssemos, num futuro distante, a olhar para trás na História e a ver esta fresta de tempo que estamos a viver, interrogar-nos-íamos sobre o porquê de não termos feito nada. É quase instintivo: em jogo estão os recursos naturais, o equilíbrio de forças, a sobrevivência e a justiça. Então, como nos podemos resignar e conformarmo-nos com um sistema que abre caminho, a toda a velocidade, em direcção ao ecocídio e à catástrofe climática?

A desobediência civil é o acto consciente de um ou mais cidadãos desobedecerem à lei, num acto de protesto político que demonstra desacordo e inconformidade com a ordem estabelecida, existindo várias formas de o concretizar pacificamente. Já Thoreau, no século XIX, usou a desobediência civil como um meio para contestar a guerra americana contra o México, recusando-se a pagar impostos (que financiavam essa mesma guerra). No fundo, a premissa passa por questionar se a lei equivale mesmo à moral, e qual a legitimidade que os cidadãos comuns têm em desobedecer às estruturas superiores quando estas entram em conflito com a sua ética. Como diria Thoreau, o cidadão não pode nunca resignar a sua consciência à legislação, abandonando-a e deixando-a a cargo do poder político. Para além do mais, é até responsável quando apoia os agressores e a injustiça, mesmo sendo este apoio a simples resignação e obediência à lei.

A verdade é que cerca de 100 empresas são responsáveis por cerca de 71% da emissão de gases com efeitos de estufa (GEE) e, enquanto as emissões anuais sobem para recordes históricos, as minas de carvão e as petrolíferas continuam tranquilamente a sua exploração, isentas e impunes de qualquer responsabilização e até, em alguns casos, apoiadas por estados. Talvez a parte mais absurda é que esta situação é, sem dúvida, a ordem dada como normal e até aceitável.

O movimento ecologista surgiu nos anos 70. As emissões globais de GEE aumentaram 75% desde esses anos até 2004, segundo dados do estudo da Netherlands Environmental Assessment Agency.

E agora? Agora, depois de décadas a tentar chamar a atenção para o problema usando o protesto legal, é hora de recorrermos à insubordinação pacífica contra o sistema que permitiu não só que a crise climática se criasse, como a alimentou conscientemente. Serão legítimos os bloqueios a minas de carvão, os acampamentos em prospecções de gás e as obstruções de vias públicas? Sim, sem dúvida. Com certeza não será legítima a destruição do planeta de todos em prol dos interesses de alguns. Aceitar esta situação é compactuar com ela e ser, em parte, responsável e cúmplice da sua continuação e da loucura da crise climática.

A verdade é que a maioria dos cidadãos comuns condena a destruição ávida dos ecossistemas, a exploração frenética dos recursos e o contorno sistemático às normas e leis ambientais em nome dos interesses corporativos, é só verificar a enorme onda de solidariedade após os incêndios na Amazónia. Mas mesmo que estas atrocidades ambientais, inseridas num sistema que as banaliza, vão contra a vontade e a ética dos cidadãos, muito poucos têm a coragem de se insubordinar.

E parece tão óbvio, tão simples, quando olhamos para os livros de História e nos perguntamos o porquê de poucos terem tido a coragem de se revoltar contra a escravidão ou desobedecido ao nacional-socialismo. E vai parecer cristalino quando, por fim, encararmos o futuro que nos espera se não agirmos, olharmos para trás e perguntarmos a nós próprios: porque é que ninguém se insurgiu?

E é tão óbvio: ou é agora ou é nunca. É hora de reunir a nossa coragem.

Matilde Alvim

Estudante e activista pela justiça climática na Greve Climática Estudantil

At https://www.publico.pt/

Artigo de opinião: “Ferrovia: o regresso ao futuro”

Pedro Nuno Santos JCF_03521. Recuemos ao inicio do século XX. Os comboios constituíam, neste período, um meio de transporte revolucionário. As linhas de caminhos-de-ferro que rasgavam os países garantiam a ligação de forma rápida e confortável entre regiões distantes dentro de um mesmo território, espalhando o desenvolvimento económico e, em simultâneo, permitindo a construção simbólica de uma comunidade nacional. Vivia-se um período dourado do caminhos-de-ferro nos países mais desenvolvidos da Europa e da América.

Porém, nas décadas seguintes, algo de paradoxal aconteceu: os avanços tecnológicos tornaram os comboios mais rápidos, mais ecológicos, mais confortáveis e mais fiáveis; e, porém, ao longo desse mesmo período, a ferrovia foi perdendo a sua centralidade nos sistemas de mobilidade nacionais: primeiro, pela democratização do transporte automóvel, no curto e médio curso; depois, pela forte expansão da aviação comercial no médio e no longo curso.

2. Este processo de concorrência entre a ferrovia, a rodovia e a aviação foi transversal a vários países desenvolvidos, mas nem todos responderam a estas tendências da mesma forma. Muitos continuaram a fazer um investimento robusto na ferrovia, não apenas de manutenção da infraestrutura, mas na modernização e expansão da rede e na renovação de material circulante, porque só esta vontade política permitiria ao comboio concorrer, em circunstâncias semelhantes, com o carro e o avião. A Espanha, aqui ao lado, é um bom exemplo de um país que fez uma enorme aposta na expansão de uma rede de caminhos-de-ferro moderna e no desenvolvimento de material circulante tecnologicamente avançado.

Portugal, infelizmente, faz parte do grupo de países que preferiu fazer da rodovia a sua aposta principal. Por acção – que se traduziu na construção de uma das melhores redes rodoviárias da Europa – e omissão – que se traduziu, por exemplo, no adiamento do processo de eletrificação integral da rede e no envelhecimento do material circulante -, vários governos fizeram uma escolha por um meio de transporte automóvel, individual, responsável por elevados níveis de sinistralidade, movido a um combustível altamente poluente e que, ainda por cima, temos de importar, contribuindo fortemente para o nosso défice de balança de pagamentos.

3. Hoje, as consequências de um ciclo longo de desinvestimento na ferrovia, tanto na infraestrutura como no material circulante, estão à vista de todos. Foi, infelizmente, necessário chegar à atual situação – em que a oferta do serviço ferroviário tem dificuldade em responder, com qualidade e fiabilidade, à crescente procura – para se poder gerar o consenso político e institucional de que a ferrovia não é uma relíquia do universo novecentista Queirosiano, mas antes um meio de transporte com enorme futuro.

É a minha convicção que, no século XXI, a ferrovia pode fazer o mesmo pelo desenvolvimento do território, da economia e da nossa comunidade que fez no século XIX e no início do século XX. Isto porque se trata de um meio de transporte:

  • que, com o investimento certo de modernização na linha e no material circulante, pode “encolher” o país, aproximando territórios hoje demasiado distantes;
  • eficiente, ecológico, que aumenta a nossa qualidade de vida e reduz a dependência externa;
  • onde opera, por todo o território, uma empresa pública emblemática, a CP, cujos níveis de qualidade de serviço e de capacidade de resposta é nossa obrigação recuperar;
  • onde o país tem, historicamente, capacidades industriais que podemos desenvolver de novo;
  • coletivo, ou seja, cuja experiência, ao contrário do automóvel, é partilhada com os outros.

Todos estes elementos fazem do investimento na ferrovia um investimento no reforço nos laços que fazem de nós uma mesma comunidade.

4. Como o ciclo de desinvestimento foi longo, o ciclo de investimento também terá de o ser. Não apenas um investimento de requalificação e modernização da rede, mas um investimento de transformação, que permita melhorar significativamente a mobilidade entre as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto; reforçar a coesão territorial, procurando levar a ferrovia a todas as capitais de distrito; e intensificar a integração da economia ibérica, através do reforço de ligações ferroviárias transfronteiriças, seja no plano do transporte de passageiros, seja no das mercadorias.

Investimento, também, na recuperação das capacidades tecnológicas que o nosso tecido empresarial já teve na fabricação de comboios. E investimento, ainda, na nossa capacidade de pensar de forma estruturada o país ferroviário, motivo pelo qual necessitamos de construir e executar um Plano Ferroviário Nacional, que seja capaz de orientar as opções políticas de investimento de longo prazo.

É neste trabalho de estudo, análise, discussão e definição das grandes prioridades de investimento coordenado em infraestrutura e em material circulante que uma entidade com a história, a expertise técnica colectiva e o voluntarismo da ADFERSIT terá certamente um papel fundamental a desempenhar.

Pedro Nuno Santos
Ministro das Infraestruturas e Habitação

At https://www.adfersit.pt/

Quer uma árvore? Vá ao ICNF e veja o que há

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O projecto Floresta Comum, liderado pelo ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas tem 165.740 plantas autóctones para dar. As candidaturas às plantas estão abertas até 27 de Setembro.

Nesta fase, podem candidatar-se as autarquias, outras entidades públicas e os órgãos gestores de baldios. As plantas estão disponíveis para a próxima época de (re)arborização, de Novembro de 2019 a Fevereiro de 2020.

Actualmente estão licenciados como fornecedores de materiais florestais de reprodução para exercerem a actividade de produção de plantas para o projecto Floresta Comum, 4 viveiros do ICNF: Amarante, Malcata, Monte Mordo e Valverde.

Bolsa Nacional de Espécies Florestais Autóctones

A Bolsa Nacional de Espécies Florestais Autóctones é constituída por plantas produzidas nos viveiros do ICNF e de viveiros associados e que são anualmente disponibilizadas para o projecto Floresta Comum, desde que provenientes exclusivamente de sementes e plantas nacionais.

Esta Bolsa tem como objectivo disponibilizar plantas de espécies autóctones, de forma a satisfazer a procura no âmbito do projecto e simultaneamente valorizar as espécies nacionais e, directa ou indirectamente, a recuperação e conservação da biodiversidade.

Candidaturas

As candidaturas devem cumprir vários critérios e podem revestir a forma de projectos florestais ou de conservação da natureza e recuperação da biodiversidade e projectos educativos, incluindo projectos de parques florestais urbanos.

Todas as candidaturas cujo o proponente seja, uma autarquia ou outra entidade pública, ou órgãos gestores dos baldios deve direccionar a sua candidatura para a Bolsa Pública de Espécies Florestais Autóctones.

Todas as candidaturas cujo o proponente seja uma pessoa individual ou colectiva de direito privado, deve direccionar a sua candidatura para a Bolsa Privada de Espécies Florestais Autóctones.

As candidaturas a projectos educativos são apresentadas pelas autarquias e devem ser em parceria com a comunidade escolar.

Recuperação da biodiversidade

Por sua vez, as candidaturas a projectos florestais, de conservação da natureza e recuperação da biodiversidade podem ser apresentadas por autarquias, entidades publicas, órgãos gestores de baldios, pessoa individual ou colectiva de direito privado, para terrenos com potencial para (re)arborização.

As candidaturas são anualmente submetidas ao secretariado do projecto que as regista e comunica o respectivo número do registo ao proponente.

No caso de candidaturas das Comunidades Inter-municipais ou que envolvam vários municípios, deverá ser apresentada uma única candidatura.

As candidaturas devem ter em conta a proximidade do viveiro e devem referir especificamente quais os viveiros que foram considerados na escolha das espécies pretendidas.

Pode consultar o regulamento aqui, as disponibilidades de plantas de cada viveiro aqui e os documentos necessários para apresentar candidatura aqui.

At http://agriculturaemar.com/

Vem aí a “maior” Festa do país – “Avante”

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A Festa do «Avante!» é a maior e mais bonita iniciativa político-cultural feita algum dia no nosso País, uma obra colectiva alicerçada e edificada pelos valores da generosidade, do empenhamento militante, da solidariedade e convívio fraterno em que o trabalho e a arte brotam como fonte de realização humana.

Uma Festa que é um espaço privilegiado para a cultura e a criação artística. Aqui, com esforço mas com grande fraternidade, criamos condições para que artistas e criadores de todas as formas de expressão encontrem lugar e espaço para apresentar aos visitantes da Festa os resultados do seu trabalho e do seu modo de olhar o Mundo.

Data de Fundação: 1976

At https://www.facebook.com/

Opinião: “O preço do Brasil por ter um boçal no poder”

Telmo 15400405_1376760399001220_626770123602206139_nTchau, acordo comercial com a União Europeia! O imbecil Boçalnaro conseguiu, em tempo recorde, transformar o Brasil num país vilão internacional, carbonizando a imagem do país no mundo.

Pelo Twitter, o presidente francês, Emmanoel Macron, não moderou as palavras: “Nossa casa queima. Literalmente. A Amazónia, o pulmão do nosso planeta que produz 20% do nosso oxigénio, está em chamas. É uma crise internacional. Aos membros do G7, vejo vocês em dois dias para falarmos sobre esta emergência“.

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Daqui a dois dias começa, na francesa Biarritz, a cúpula que reúne, além da França, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido e um representante da União Europeia. Será que Bolsonaro vai pedir a Donald Trump que defenda o Brasil da condenação internacional pelos danos ambientais? Acho difícil, não concordam?

Falta pouco – ou talvez já nem falte nada – para que se proponham sanções internacionais ao Brasil boçalnarista. Seria, de facto, inaceitável que isso fosse feito se os brasileiros estivessem a defender o seu território e sua soberania, não o direito de “tacar fogo” na floresta amazónica. Não pensem que a reprimenda mundial vá despertar patriotismo: como a “causa” é péssima, o que traz é vergonha.

Anos e anos de esforço de Lula e Dilma para transformar o país num interlocutor das nações mais poderosas, para melhorar a sua inserção do sistema de trocas internacionais, para ser uma voz respeitada, que aspirava até a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU para, em poucos meses, virarmos um pária internacional, um motivo de escárnio para o mundo.

O estúpido, inculto e imbecil Boçalnaro, conseguiu uma proeza. Mobilizou a opinião pública mundial contra o Brasil num grau e numa velocidade inacreditáveis. É mesmo provável que o número de queimadas e a área desmatada no país tenha crescido com seu discurso de tirar a fiscalização ambiental “do cangote” de fazendeiros, garimpeiros e madeireiros. E, ainda mais, com o clima de terror que ele impôs aos servidores dos órgãos fiscalizadores, vários deles já punidos com transferências para longe de seus locais de trabalho.

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Tudo o que está a ocorrer, por pior que seja, porém, não chega nem perto da repercussão que a idiotia presidencial conseguiu dar ao tema.

1 – Um vídeo da Reuters tem meio milhão de acessos, dizendo que “onda enorme [de queimadas] veio depois de Boçalnaro tomar posse em janeiro”.
https://twitter.com/Reuters/status/1164226909745500161

2 – O The New York Times diz que ” o desmatamento da Amazônia aumentou rapidamente desde que Boçalnaro, eleito em outubro, tomou posse e seu governo cortou os esforços para enfrentar actividades ilegais na floresta tropical”.
https://www.nytimes.com/…/…/americas/amazon-rainforest.html…

3 – A inglesa BBC (1) também divulga vídeos, assim como a rede de televisão norte-americana NBC (2), o francês Le Monde faz o mesmo, dizendo que Bolsonaro é uma ameaça à Amazónia.
(1) https://twitter.com/BBCWorld/status/1164295357750284288
(2) https://twitter.com/NBCNews/status/1164227161345024000

4 – A Al Jazeera (1) diz que o país vive em black-out durante o dia pela fumarada e até os vizinhos argentinos, no meio de uma crise, destacam o tema: “Incêndios na Amazónia atingem nível recorde e Jair Boçalnaro aponta contra ONGs“ (2)
(1) https://twitter.com/AJEnglish/status/1164117055353827328
(2) https://www.clarin.com/…/incendios-amazonas-alcanzan-nivel-…

Os prejuízos que os incêndios e o desmatamento da Amazónia trazem são imensos, mas vão muito além de árvores e animais queimados. Tornaram o Brasil e seu governo “malditos” no mundo, ao contrário dos tempos em que outros governos atraíam a solidariedade da opinião pública mundial.

Não é verdadeira a “máxima” de que um país não tem amigos, tem interesses. Amizade é a primeira porta para os negócios e o imbecil brucutu Boçalnaro está a transformar o Brasil num país que, em lugar de encantar, horroriza o mundo.

Telmo Vaz Pereira

At https://www.facebook.com/

Afinal o Tejo existe: Festival de Sopas de Peixe e Grande Prémio F2 de Motonáutica… em Vila Velha de Ródão

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Dia 07 | Sábado

08h30 | Abertura do Festival com Rota Temática pela Vila: Encenações as gentes do Rio

12h00 | Adufeiras de Idanha-a-Nova (Campo de Feiras _ Palco Beira Baixa Cultural) *

15h00 | Atuação Bandas Filarmónicas (Campo de Feiras _ Palco Beira Baixa Cultural) *

15h30 às 17h00 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Treinos oficiais e qualificação (Cais de Ródão)

18h00 | Grande Prémio F2 – Motonáutica _ Provas de eliminação (Cais de Ródão)

19h30 | Cantares ao Desafio (Campo de Feiras _ Palco Beira Baixa Cultural) *

23h00 | Gisela João (Campo de Feiras _ Palco principal)

00h00 | Festa anos 80 (Campo de Feiras)

Dia 08 | Domingo

10h00 às 10h45 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Prova de Qualificação Q3 (Cais de Ródão)

12h00 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Corrida de Repescagem (Cais de Ródão)

13h00 | Animação Itinerante (Campo de Feiras)

15h30 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Volta de apresentação (Cais de Ródão)

15h45 | Grande Prémio F2 – Motonáutica: Grande Prémio de Vila Velha de Ródão (Cais de Ródão)

18h30 | Atelier de Culinária: As Sopas de Peixe Ontem e Hoje (Campo de Feiras_ Beira Baixa Cultural) *

19h30| Bike Tour – Sensibilização e Reflexão dos Rodenses para os Riscos das Alterações Climáticas (sujeito a pré-inscrição) (Cais de Ródão) **

22h30 | Hi-Fi Grupo Musical (Palco principal)

Atividades constantes nos 2 dias do festival
Restauração | Mercadinho do Pão | Animação Infantil |Animação de Rua | Atelier Culinário

* Evento realizado no âmbito do projeto BEIRA BAIXA CULTURAL, cofinanciado pelo Centro2020, Portugal2020 e União Europeia, através do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional)

** Evento realizado no âmbito do projeto “Sensibilização dos Rodenses para os Risco das Alterações climáticas”, cofinanciado pelo POSEUR, Portugal 2020 e União Europeia, através do FC (Fundo de Coesão)

Opinião: “O interrail partidário da Dra. Zita”

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Depois de ter trocado o PCP pelo PSD, a Dra. Zita Seabra decidiu trocar o PSD pela Iniciativa Liberal. A vida da Dra. Zita Seabra é um interrail de partidos, mas sempre na direcção certa. Quando ela falecer, o seu cérebro devia ser estudado e devia ser feita uma vacina contra o comunismo a partir dela. Ela conseguiu curar-se do comunismo, o que mostra que há esperança. Espero que, no futuro, um pai possa ter disponível uma injecção de Dra. Zita Seabra para dar aos seus filhos se eles estiverem nos caminhos do comunismo. Se por acaso abusarem da dose e começarem a ir demasiado para a direita, levam uma injecção de Dr. Freitas do Amaral para contrabalançar. E se for mesmo muito grave (nível Dr. Mário Machado grave) tem de se recorrer a medidas drásticas e leva com um supositório Dr. Pacheco Pereira.

A Dra. Zita Seabra mostra que há esperança para a doença do comunismo. O facto de ter decidido ir libertar os contribuintes para a Iniciativa Liberal é um exemplo. A Iniciativa Liberal decidiu basear o seu programa nas minhas publicações no facebook e tem como grandes bandeiras:

– Uma taxa fixa de IRS de 15% para todos a partir de 600€, porque se deixarmos de cobrar impostos o Estado deixa de ter possibilidade de esbanjar dinheiro em serviços públicos;

– Liberdade de escolha na área de educação, que não existe porque as pessoas têm de pagar para ir para colégios Só haverá verdadeira liberdade de escolha quando a escola pública deixar de fazer concorrência desleal aos colégios e passar a ser apenas um último recurso para filhos de pais irresponsáveis que não gostam dos filhos o suficiente para arranjarem forma de lhes pagar uma educação de qualidade.

– não fazer nada em relação às alterações climáticas porque, mesmo que elas sejam reais, mais vale estar quieto porque corremos o risco de impedir o capitalismo de chegar à inevitável solução para este problema;

– cartazes bonitos com trocadilhos.

Agora também têm a Dra. Zita Seabra de passagem em direcção ao seu próximo partido.

Jovem Conservador de Direita

At https://www.facebook.com/jovemcd/

Opinião: “Desfiliação partidária do PS”

Sandro 51559111_10161280342970591_2182667942779420672_nAnuncio que após meses de reflexão me demiti de militante do Partido Socialista e, como é uma decisão complexa – essa de me demitir de um partido onde me filiei durante 20 anos – irei tentar resumi-la neste artigo (longo mas clarificador) do meu blog pessoal:

Desconsideração, a ideologia vazia do poucochinho e o futuro…

A Desconsideração

Despedi-me na minha nota que vos reencaminha para este artigo/postagem com “a todas e todos a minha mais profunda consideração“, pois bem foi com um misto de respeito e ironia que o fiz.
Respeito porque gostaria de referir que nada disto tem a ver com centenas de militantes com que me cruzei ao longo destes mais de vinte anos e com que de certeza me irei continuar a cruzar quer virtualmente quer fisicamente. Aos primeiros e mormente aqueles que conseguem apreciar um bom debate intelectual e uma boa troca de ideias e/ou ideológica continuarei certamente a fazê-lo independente de onde estiver e me filiar. Aos segundos porque os conheço pessoalmente e a muitos com quem me cruzo e irei continuar a cruzar por sermos e/ou termos amigos comuns, habitarmos no mesmo espaço geográfico ou porque os continuarei a ajudar independentemente do partido onde me irei filiar.
Aos Andrés, Antónios, Arnaldos, Brunos, Eduardos, Herminios, Filipes, Josés, Jorges, Joãos, Manuéis, Miguéis, Ruis, às Anas, Cristinas, Carlas, Elsas (com ou sem “z”), Fernandas, Idálias, Ivanildas, Marias (com ou sem “de” qualquer coisa), Susanas, Teresas, etc…
Será apenas um até já!!!
Mas gostaria de referir em particular quatro camaradas:
Luís Miguel Reis, Presidente da minha antiga concelhia do PS de Cascais, incansável militante que representa neste todos os militantes de boa índole que conheci dentro do PS, e a quem sempre desconsideraram como pessoa e político e irão desconsiderar no futuro, pois o PS não serve para beneficiar pessoas que têm bom caráter e boa índole, que são éticos e leais, mas para as trucidar e os desconsiderar e promover muitos militantes maus caráteres e de má índole que estão espalhados em amiúde em muitas listas de candidatos a deputados do PS!!!
– À minha Presidente de Junta de Freguesia de São Domingos de Rana, Fernanda Gonçalves, a quem a ética republicana de governo, tem-lhe granjeado inúmeras inimizades dentro de um Concelho como o de Cascais que é dos piores concelhos para se fazer política, e que, é o exemplo do que melhor são os autarcas por este país fora, tenham a cor política que tiverem;
– Ao Luís Calaím de Palister, Presidente da Secção do Ambiente e Território do PS/FAUL, por ser um militante desinteressado que discute ideias e se bate por elas e que representa os que muitos por esse PS e país fora o fazem;
– Por fim ao meu Presidente da minha secção de residência,  Luís Miguel Fonseca, e neste a todos os militantes do PS Cascais que ao longo de 20 anos eu acompanhei e me acompanharam e também por o considerar como um excelente ser humano, do melhor que conheci até hoje e um militante desinteressado, que discute ideias e se bate por elas e que representa os que muitos por esse PS e país fora o fazem e de forma pessoal.
Foram inúmeros camaradas destas Secções (residência/temática), autarcas e militantes em geral da Concelhia de Cascais que sempre foram excelentes comigo no trato e na consideração que me levaram muitas vezes a adiar esta saída.
A política também se faz com relações interpessoais e sociais – que alguns confundem com “afetos” – e algumas transformam-se em amizades, outras em respeito intelectual e pela sua praxis e por fim outras em relações pontuais e/ou passageiras que deixam ou não ficar rasto.
Mas também vos referi que havia ironia!!!
Ironia porque sendo um assunto secundário fundamenta as posteriores razões que apresentarei para a minha decisão de desfiliação, a ideológica e sobre o futuro, mas que não deixa de ter o papel de ser o gatilho que dispara a arma que dá o meu tiro de partida dessa marcha que me faz iniciar este percurso de um ponto para o outro, ou seja, do Partido Socialista para outro partido.
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Ironia porque o contrário do Respeito é a falta deste, ao ponto de se perder a Consideração e se chegar à Desconsideração pura e simples.
No passado dia, 23 de julho, foram apresentadas e votadas em Comissão Política Nacional as listas de candidatos a deputados pelos vários círculos, listas essas de militantes e/ou independentes que, teria como militante e dirigente local do PS, apoiar e fazer campanha eleitoral por estes.
Em alguns círculos foram apresentados para serem sufragadas pelos cidadãos, militantes com ética mais que duvidosa, fosse no seu passado ou seja neste nosso presente, e que estão envolvidos em chapeladas e em episódios que só desonram quem como eu se rege pela ética republicana na política.
Alguns destes – de que excluo todos os cabeças de lista – estão envolvidos em episódios criminais contra o Partido Socialista (focando-me neste caso no círculo de Coimbra) e são cidadãos com uma ética não só reprovável e que eu como ex-militante e ex-camarada destes nunca poderia fazer e/ou sequer me cruzar com estes em ações de campanha.
E sim, avisei o partido internamente de forma leal e com isso fui coerente em primeiro o fazer, mas como e mesmo assim estes nomes avançaram e foram apresentados como candidatos, são agora denunciados por mim publicamente.
Esta foi a principal desconsideração neste campo, das listas de deputados a sufrágio, mas não foi a única, no círculo de Lisboa, onde fui militante da Concelhia de Cascais, membro do respetivo secretariado – órgão diretivo deste partido neste concelho – da sua Comissão Política Concelhia e no passado membro da Comissão Política da FAUL (tendo integrado vários órgãos nesta estrutura quer fosse no PS ou na JS) sem nunca pedir nada em troca, é com tristeza que olho para a lista candidata a este círculo e na qual não só teria que votar como fazer campanha por esta.
Mais uma vez o Concelho de Cascais não terá um deputado que represente este Concelho – o único passível de o fazer representa a estrutura da JS/FAUL e estará lá a representar esta estrutura – e esta desconsideração, é efetuada à custa dos mesmos de sempre ligados a lobbys bem conhecidos e sem nenhuma ligação quer às populações deste distrito – dois até veem de círculos eleitorais distintos – quer à maioria das estruturas do PS, no seu círculo eleitoral de Lisboa e aos seus militantes.
Esta desconsideração da sede nacional do PS indica que, futuramente este nosso Concelho, esta estrutura partidária e Concelhia do PS bem como e este conjunto de militantes, alguns que considero amigos e outros que são até meus familiares próximos, será de novo deixada de lado e que continuaram a lutar sozinhos contra tudo e todos no próximo combate autárquico.
E mais uma vez nos considerarem secundários em desfavor de muitos ex-camaradas que sempre e ao longo destes últimos anos demonstraram uma desconsideração razoável por todos os restantes camaradas enquanto representantes destes (fossem estes cidadãos e/ou militantes) na nossa Assembleia da República.
E isso é inadmissível para quem como eu combate há longos anos e tenazmente a corrupção, compadrio, as fraudes, a política de favores e o nepotismo que é protagonizada pela coligação PPD/PSD e CDS-PP neste Concelho. Assim se é para combater numa trincheira que seja numa que irá recolocar o debate na ideologia que sempre defendi e no futuro que sempre pretendi que os meus concidadãos deste concelho tenham!!!
E já agora esclareço – pois a política dos graçolas e mal intencionados abunda – que o meu nome nunca constou nem constaria a meu pedido de nenhuma lista a deputados desta Concelhia e que nunca foi esse o meu fito na política pois, quem me conhece sabe, que se houver alguma vez uma Assembleia Metropolitana e/ou Regional de Lisboa/Setúbal, com representantes eleitos, esse seria sempre o meu objetivo.
O que me indignou neste ponto especificamente foi sempre e apenas uma questão de princípio, que demonstra a alienação que esses deputados mais uma vez terão por quem os elege e os apoiará!!!
Aliás essa alienação entre os eleitos e os militantes que os apoiam é algo que se tem vindo a agravar nos últimos anos e para vos dar um exemplo eloquente, na ultima discussão das propostas para o programa de governo do PS na FAUL, apenas 1 dos 18 eleitos pelo PS e a exercer mandato na Assembleia da República, compareceu para discutir com militantes!!! Este facto, o de serem mal agradecidos tem sido a tónica dominante interna da última legislatura destes “chamados representantes” sendo que raramente se vêm em atividades do partido, ou seja, a sua eleição implica o desprezo recorrente e constante por quem os elege internamente e os apoiaria externamente!!!
Essa prática política é contrária em democracias com países com o mesmo número de eleitores que o nosso e/ou até maiores como França, Holanda ou Bélgica, onde já fui a eventos e em que os eleitos convivem em amiúde com os eleitores sejam estes militantes ou não desses partidos!!!
E quantos pensarão vós que estão nas listas de novo por Lisboa? Pois bem apenas 6 dos 18 – Helena Roseta, Wanda Guimarães, João Soares, Miranda Calha, Joaquim Raposo e Vitalino Canas – é que não estarão de novo!!! Será então este o prémio que a maioria – os restantes 12 – recebe após se estar a marimbar recorrentemente e durante quatro anos para a base militante que a apoiou na sua eleição?
Esta desconsideração que se irá perpetuar no futuro, pela lista apresentada e candidata pelo Circulo de Lisboa em que os deputados julgam os militantes como seres secundários e ridículos (designação que ouvi acerca de nós por um dos candidatos em lugar elegível num evento recente em que se despediu desta maneira após estar lá menos de 5 minutos), e se o fazem com os seus, nem se fala qual é o seu comportamento com a população em geral de que se distanciam ao nível da sobranceria mais ridícula, absurda e petulante de pequenos reis que julgam que são superiores a nós como militantes e cidadãos!!!
A sobranceria alarga-se ao aspeto pessoal, alguns nem têm a dignidade de me cumprimentar quando me cruzo com estes na AR quando lá fui várias vezes quer em visitas com convidados – por causa da minha atividade profissional – quer quando fui ajudar o partido, o mesmo se passando quer em eventos quer em sedes por essa Federação da Área Urbana de Lisboa do PS afora!!! Ao contrário de muitos destes nunca precisei do Partido para sobreviver – e irei não continuar a precisar – e isto faz-me superior a estes e não como muitos destes julgam, inferior a estes, pois são os meus impostos que lhes pagam os ordenados e não o contrário!!! O mesmo acontecendo com muitos nomeados governamentais, sejam estes ministros, secretários de estado e/ou membros dos gabinetes governamentais!!!
Sou militante há mais de 20 anos e estou farto desta desconsideração que infelizmente não afeta apenas os militantes internamente mas que se alargou aos cidadãos em geral!!!
Estamos a eleger “representantes do povo”, mas os do PS, portaram-se e portam-se como donos dos votos deste!!!
Esta desconsideração de acharem que somos todos menores, militantes do PS e cidadãos em geral, em relação aos eleitos e nomeados alarga-se à discussão do seu programa eleitoral e das ideias contidas neste em geral!!!Falemos na prática interna e não na ideologia, de que falarei mais à frente, assim e numa primeira fase, um conjunto de iluminados que se acondiciona no pomposo Gabinete de Estudos do PS nomeados e/ou eleitos por ninguém, decide, sem consultar os restantes militantes inscritos neste Gabinete – em que eu e umas boas dezenas de camaradas conhecidos e amigos meus também estamos inscritos – efetuar um conjunto de debates à volta de determinadas temáticas que provavelmente outro conjunto de iluminados também delineou!!!
Mas suponhamos que até aqui tudo estava bem e que apesar destas práticas estranhas e não democráticas internamente os temas foram bem escolhidos e que seriam essas as temáticas a abordar.
Passa-se então aos debates e a quem os conduz e/ou a quem estes escolhem para o fazer. Já aqui referi que pertenci a uma secção temática ligada aos temas do Ambiente e Território – a única ativa nestes assuntos em todo o PS – mas não vos referi que nesta se acantonavam militantes que iam desde os gabinetes ministeriais ligados a essas temáticas, membros de concelhos de administração de empresas públicas ligadas a esses setores bem como alguns quadros médios destas, especialistas ligados a essas temáticas – onde eu me incluiria – e por fim dirigentes associativos de associações ligadas a esses assuntos. Pois bem quantos destes foram chamados a contribuir para a temática, Combate às Alterações Climáticas, ou para o tal debate realizado?
Nenhum!!!
Pior que isto é se não reconhecessem qualidade a algum destes militantes e até reconhecem, porque uma irá ser candidata às listas pelo círculo de Lisboa – em lugar não elegível é certo – mas pelos vistos nem isso serviu para algum daqueles iluminados que vos falei ter um pingo de respeito e vergonha na cara por quem como eu e outros há décadas que andamos a falar sobre estes assuntos esteja o PS na oposição ou no governo!!!
Pior após esses debates, em que alguns dos nossos a título particular se deslocaram – pois nenhum convite interno foi enviado – é editado uma espécie de rascunho que se anuncia como estando a discussão que, espante-se tem entre o pouco e o nada, das várias propostas efetuadas e feitas – por escrito – nesse debate!!!
Deste modo e esse é o cúmulo da desconsideração chega-se à conclusão óbvia de que tudo estava escrito à priori e que todos os que foram lá nada mais foram do que fazer figuras de corpo presente e de verbos de encher para bater palmas a figuras que se limitaram a seguir um guião pré-preenchido e a apresentar um espetáculo deprimente de ideias pré-concebidas e vazias de conteúdo anteriormente escritas por esse conjunto de iluminados!!!
Mas vamos lá imaginar que até essas ideias eram pontos de partida e que após esse espetáculo deprimente haveria a energia redentora do apelo à participação democrática de militantes e cidadãos em geral conforme foi anunciada publicamente!!! E que eu até estaria disposto a perder algum tempo e a queimar algumas pestanas após o meu trabalho a colaborar com isso!!!
Após ler esse débil ponto de partida e após ter enviado várias páginas de alterações fundamentadas não só na minha experiência mas também em estudos – não em achismos pessoais – o que se lê, nessas 141 páginas é para além de poucochinho, uma mão cheia de nada, com vazios constantes e muito poucas metas traduzidas em resultados efetivos.
A desconsideração foi tal que em dezenas de alterações propostas enviadas foi considerada uma parte de uma frase, que estava aliás errada como se prova em inúmeros estudos internacionais, as restantes propostas de alteração foram ignoradas!!!
O mesmo aconteceu com propostas efetuadas por mim e por outros camaradas, no tal encontro do PS/FAUL em que só o deputado Jorge Lacão marcou presença em 18 eleitos pelo Círculo de Lisboa, propostas essas minhas e de outros camaradas fundamentadas e muito interessantes que quase todos enviaram por escrito e da qual obtivemos Feedback do seu envio para esse conjunto de iluminados.
E por fim a farsa ficou completa numa Convenção em que se anunciava muito pomposamente que #TodosDecidem, lamento mas não sei sinceramente quem são esses todos e o que é que estes decidiram!!! Não foram de certeza os militantes do PS, mas sim lobbys ligados a esse conjunto de iluminados que nenhum respeito teve ou terá por nenhum camarada, cozinhando à porta fechada algo vazio que nos/vos ultrapassa como militantes do PS!!!
O vazio das propostas assim o demonstra, bem como a inexistência de metas objetivas!!!
Esse foi o cúmulo da desconsideração!!!
Pois um partido que não precisa de mim para propor ideias, como precisou no passado não muito longínquo num processo bem mais aberto e participativo, não precisará de mim, para mais nada!!!

A ideologia vazia do poucochinho

Ou o poucochinho programático e ideológico como poderia ser este também o nome deste sub-título, tal como existiria outro possível mas esse seria demasiado longo que seria: distinção entre ação e prática e como é que se deve ser coerente entre a nossa preocupação pelo futuro e o nosso estilo de vida. Mas esse título irá encadear-se com o sub-capitulo seguinte sobre o Futuro e por isso já lá iremos.
Às desconsiderações referidas no anterior artigo, juntou-se uma razão bem mais profunda que se prendia e prende, com tanto o programa de governo apresentado como pela razão ideológica que se operou em mim de descrença de que o Partido Socialista se enquadrava naquilo que sempre defendi ideologicamente ser ao longo dos anos que seria a via ideológica de governo que algum partido deveria seguir, ou seja, a via Social Democrata Verde (tendo como parâmetro a social democracia nórdica).
Comecemos pela razão da minha pertença ao Partido Socialista ao longo das últimas décadas.
O PS é dentro daquilo que em ciência política se chama um partido de massas de amplo espectro ideológico, alguns cientistas políticos, dão-lhe o nome de partidos assembleia, ou seja, partidos que somam dentro de si uma forte diversidade ideológica ao ponto de até terem no seio seio utilitaristas, ou seja, cidadãos sem nenhuma ideologia, aqueles que popularmente se podem chamar de tachistas, vira-casacas e/ou capachos lesmas sem nenhuma espinha dorsal!!! E existem muitos creiam-me, inclusive deputados, que se julgam a última bolacha do pacote mas que não passam de utilitaristas pedantes sem nenhuma consistência ideológica.
A diversidade ideológica do PS, por ser um partido de massas e de assembleia, vai desde marxistas, socialistas utópicos, socialistas democráticos e anarquistas personalistas sociais passa por socialistas católicos progressistas, republicanos de esquerda, sociais-democratas (estritos), sociais-democratas (defensores dos modelos sociais-democratas) nórdicos e acaba em socialistas monárquicos, socialistas liberais, defensores da terceira via e até conservadores católicos romanos (defensores da teoria social desta Igreja).
Neste partido de assembleia cabe assim um largo espectro ideológico que nuns momentos é mais sustentado por uns sectores ideológicos e noutros por outros, tendo sempre dentro de si uma ideologia central e maioritária!!!
O problema do PS nos últimos anos é que perdeu esse carácter de partido assembleia e de partido de massas para se transformar num partido de quadros e num partido personalista!!! Essa tensão sempre existiu, diga-se de passagem, assim muitos líderes do PS tentaram ou tentam personalizar o partido à sua imagem e é em momentos de turbulência que o PS volta a ser um partido de massas e um partido de assembleia transformando-se normalmente num partido de quadros quando governa!!!
O problema é quando não são os seus quadros que o direcionam, o que é aliás normal num partido de massas quando governa, mas apenas alguns dos desses quadros, assim esses alguns excluem os restantes e manobram nas propostas e as ideias o partido em causa para os seus interesses!!!
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Este partido não deixará de ser um partido de massas nem deixará de ser um partido de assembleia pois a massa militante assim o assegurará, mas em termos de prática de governação e de prática política, deixará de ser de certeza democrático!!!
E dirão mas já não foi assim no passado, claro que foi, mas ou o partido estava na oposição e nos livramos do líder personalista em causa ou a liderança não tinha assim tanta força e tentava ser inclusiva ouvindo tudo e todos e/ou era em alguns momentos mais próxima de todos quadros e noutra da massa militante incluindo até em momentos de transição da oposição para o governo de muitos simpatizantes!!!
Pois bem, não é o que se passa agora no PS? 
Não, pois na direção ideológica e programática composta por alguns quadros intermédios que já aqui referi são uma minoria dos efetivos até dentro dos quadros e que estão a direcionar o Partido Socialista para lobbys escusos e subterrâneos difíceis de descortinar até para pessoas como eu que sempre foram atentas a esses fenómenos.
Já agora dentro do PS se houve no partido assembleia e nas suas múltiplas ideologias uma, que sempre foi dominante, essa foi quase sempre a social-democracia, pois não é por existir um Partido Social Democrata que é nesse partido que os existam, aliás nem a juventude desse partido se safa, o PSD, aliás PPD/PSD, há muito que se transformou num partido personalista e de quadros com três ideologias bem definidas: a) liberalismo económico (com mais ou menos pendor social dependendo dos líderes); b) conservadorismo de valores (mais ou menos liberais dependendo dos eleitos); c) populismo democrata de direita (com vagos momentos de populismo demagogo puro).
Mas infelizmente e recentemente, com António Costa, o PS deixou de ser social-democrata e passou a ser um partido personalista rodeado por um conjunto de quadros que o personalizaram.
Será que seria diferente com António José Seguro?
Líder que eu combati ferozmente por ser personalista e por ter ostracizado a ideologia dominante do seu seio – a social-democracia – e de ter entregue o PS a quadros socialistas monárquicos, socialistas liberais, defensores da terceira via e até conservadores católicos romanos (defensores da teoria social desta Igreja)!!! Claro que não, seria pior!!! Porque a prática de governo, nestes últimos anos por uma, denominada Geringonça (com apoio parlamentar assimétrico à esquerda) seria substituída por uma de Bloco Central (união PS com PPD/PSD+CDS-PP) fazendo com que o PS internamente perdesse milhares de militantes, dirigentes e autarcas e se criasse por um lado um partido dos verdadeiros sociais-democratas e por outro indo uma razoável parte da sua militância mais há esquerda para o Bloco de Esquerda. O PS transformaria-se assim no Partido Socialista Francês e numa espécie de centro liberal populista que seria maioritário numa eventual governação futura com o PPD/PSD+CDS-PP abrindo deste modo a porta à extrema-direita.
Deste modo, António Costa, preservou e bem este grande partido inteiro e irá levá-lo a sobreviver mais uns anos no futuro, anulando qualquer veleidade à existência de uma extrema-direita em Portugal!!! Mas e talvez porque é um utilitarista e, este PS se transformou num partido personalista, esqueceu-se de olhar para quem o rodeava e quem escamoteou os restantes quadros que, se agora calam e comem, porque o poder é assim e gera esses silêncios seja por interesse ou por medo no futuro, se revoltarão quando tiverem oportunidade ou então já não estarão presentes como eu e outros que estamos de saída!!!
E qual foi o corolário dessa captura, ideológica e programática por esse conjunto minoritário de quadros?
O programa de governo, que foi uma desilusão completa, neste repetem-se palavras como apoiar, concluir, aprofundar, ampliar, alargar, clarificar, desenvolver, avaliar, incorporar que revelam que não se pretende fazer mais do que já se fez, é a aposta no pouconhinho programático ideológico e realizá-lo é pelos os vistos a maior ambição do PS no futuro!!!
Outras palavras como adotar, instituir e/ou criar são pela leitura posterior dos parágrafos apresentados totalmente vazias de conteúdo pois nenhuma meta se estabelece e nenhum objetivo é sequer contabilizado!!!
Na área do programa de governo e no referente ao Combate às alterações climáticas em que me irei focar face à emergência do assunto em causa, o que se vê é uma cedência em toda a linha aos interesses e lobbys que visam não só a exploração de Petróleo de forma descontrolada na nossa costa como o arrombo sem restrições de nenhuma ordem à exploração dos filões de lítio existentes em Portugal. Já referi várias vezes internamente e publicamente que essa era uma das linhas vermelhas que me faria sair do Partido Socialista, a possibilidade de exploração de Petróleo nas nossas costas, pois bem essa linha vermelha foi ultrapassada ao não se referir uma linha acerca do assunto no programa eleitoral. E como a regra sempre foi o que não é referido é permitido, sendo essa a regra de políticos habilidosos ligados a lobbysnomeadamente nas listas dos círculos do PS de Lisboa e Setúbal existem alguns – quer dizer que aquilo que alguns não conseguiram aprovar em Congresso, querem fazer os portugueses referendar de forma encapotada e ao arrepio de milhares de militantes e autarcas do PS por este país fora.
Mas vejamos que por absurdo eu não teria razão e que apenas me iria cingir ao que estaria escrito acerca deste assunto, no ultimo parágrafo, do ponto contido na página 60 do Programa Eleitoral do PS, na parte referente ao Conservar a natureza e recuperar a biodiversidade é referido que se irá, e cito, assegurar a conservação da biodiversidade e da geodiversidade nas atividades de
prospeção, pesquisa e exploração de recursos minerais, ou seja, abre-se a porta à exploração de recursos minerais – sem referir quais por isso deduz-se que poderão ser todos – apenas se pondo um vago que se irá assegurar a conservação da biodiversidade e da geodiversidade!!!Mas estes vazios repetem-se amplamente por toda esta proposta de programa e no caso especifico do Combate às alterações climáticas gostava que me referissem uma medida sequer que seja quantificável?
Aliás não é a agarrar-se ao passado, que no caso do PS é muito positivo, que se consegue conquistar o futuro, pode-se ter conquistado muita coisa mas se não houver futuro do nosso planeta, para que é que serve essas conquistas passadas?
E o problema é que o PS deixou de acreditar que pode mudar o futuro mesmo que pontualmente!!!
O que se lê em relação ao Combate às alterações climáticas, é um programa vazio e é algo a que a Direita e a Extrema-direita do nosso espectro político nos habituou amplamente. No PPD/PSD, por exemplo, esse vazio sempre serviu para enganar os incautos eleitores que, após serem amplamente enganados e verem que nada fazem cada vez mais olham com o desprezo para o que têm. Já o CDS-PP um partido cada vez mais profundamente salazarento e que, se baseia nos setores ultra montanos do nosso espetro político, o vazio aplaudido amplamente pelos os jornalistas e órgãos de comunicação social da nossa praça e que ganha tanta projeção e credibilidade como os jornalistas e estes órgãos de comunicação social que os apoiam e veneram, ou seja, nula ao ponto de uns e outros desaparecem felizmente quase do nosso olhar ou por não eleição ou por falência!!!
Mas no PS, o vazio em relação a um assunto tão importante como o Combate às alterações climáticas, leva-me a pensar que nada será efetuado para além do que está programado, ou seja, o PS não se irá comprometer mais do que já negociou com os lobbys financeiros e industriais do nosso país!!!
E quem é que negociou em meu nome e em nome dos restantes militantes do PS com estes?
Pois, os tais quadros que excluindo os restantes sejam estes quadros e/ou militantes se estão a marimbar para o futuro do nosso planeta e da nossa sociedade!!!
O PS deixou de ser deste modo o partido assembleia e de quadros passando a ser o partido personalista e alguns quadros é pena é que a grande massa de militantes ainda disto não se tenha apercebido!!!
É triste pensar que será nisso em que os cidadãos em geral irão depositar maioritariamente o seu voto, num  programa sem compromissos, vago e, muito pior do que isso, sem nenhuma opção quantificada e isto tudo num assunto tão importante para o nosso futuro comum!!!
O que o PS me pedia a mim enquanto militante, era que acreditasse neste partido que nada promete e que com nada se compromete, era que tivesse , mas lamento sou crente em D’us mas profundamente racionalista e não fui bafejado com essa fé transcendente alargada!!!
Sou alguém de ação e não consigo ver o que o PS fará se – espero que não – ganhar com a maioria absoluta!!!
Ideologicamente falando continuarei a ser um social-democrata defensor da social-democracia nórdica e verde, mas como é óbvio nos últimos anos evolui ideologicamente e já não considero que deve haver distinção entre a ação e prática e que devo e tenho que ser coerente entre a nossa preocupação pelo futuro e o nosso estilo de vida!!!
Existe deste modo um problema meu ideológico e de descrença generalizada no Partido Socialista bem como na sua prática interna, no seu programa eleitoral, na sua liderança, nos quadros que rodeiam essa liderança e a até na sua ideologia e/ou na crença que a sua assembleia de ideologias poderiam resolver os problemas futuros da minha comunidade, do país e da humanidade!!!
Pois nem os cidadãos que o lideram e o representam são coerentes, como até desrespeitam e desconsideram camaradas internamente bem como o seu programa de governo e a ideologia foi vendida a entidades estranhas em assuntos tão fundamentais como aqueles que, nos irão permitir existir ou não a mim e a todos, num futuro próximo!!!

O Futuro

Após falar de desconsiderações internas várias, do programa eleitoral vazio e poucochinho e da captura programática ideológica do PS por alguns quadros ligados a lobbys, poderia taticamente me manter no PS e aguardar que no futuro houvesse alguma esperança de que as coisas se alterassem mas o problema é que não tenho essa esperança e pior penso que muitos destes problemas se irão agravar.
Primeiro e ao contrário de outros ex-camaradas meus, tal como já referi, não tenho a fé que muitos têm (e alguns até são ateus, por isso é estranha essa ) nos chamados jovens turcos pois, não é o facto de serem fortes ideologicamente que os fará ser bons políticos, mas sim as suas ações e estas pelo que se pode ver estão entre o fraco e o medíocre não só internamente como no governo!!!
E muitos destes nessa ideologia nem são da maioritária dentro do partido assembleia que é o PS, a social-democracia, mas agarram-se a amanhãs que cantam marxistas que podem ser bons pontos de partida retóricos ideológicos mas que não passam disso mesmo!!! Mas também está aliás amplamente publicitado e provado que um marxista e/ou extremista ideológico de esquerda se transforma com a prática governativa num liberal e é isso que eu temo que aconteça!!! E por fim muitos desses jovens turcos e a tal esperança futura do PS são os mesmos que deixaram o PS ser capturado por esses quadros ligados a lobbys que são estranhos, pelo que a prática não bate com aquilo que anunciam!!!
Segundo saio com a convicção de que o PS já não representa o futuro e que as futuras gerações já não acreditam que este o seja!!! Tenho pena – pois durante muitos anos fui militante desinteressado – da JS e receio que esta esteja – aparte de alguns camaradas que reconheço com alguma capacidade – enquistada de um espírito conformista!!!
Fui militante durante alguns anos da JS, e nesta os debates ideológicos e programáticos eram intensos, o que hoje se assiste é a consensos pelo mínimo diapasão comum sendo que pelo menos na última década não houve candidatos da oposição a líder nacional!!! Ao ponto de quem é líder nacional desta estrutura hoje em dia é alguém que reputo de não só sofrível de trato pessoal como de uma nulidade ideológica sem precedentes!!!
E é isto que poderá ser o PS no futuro? Esta nulidade ideológica e programática e que repete até à exaustão as desconsiderações que já aqui referi?
Falta à JS a capacidade reformar o PS em assuntos tão sérios como a emergência climática ou a à descarbonização do país e que o programa eleitoral e a ideologia tenham uma correspondência prática face à realidade em que vivemos!!!
O futuro neste campo anuncia-se negro e muito longe de alguém que como eu acha que temos poucas décadas para agir!!!
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E olhando para o fundo túnel, que será o nosso futuro, será mesmo que temos tempo para isso?
E esse é o terceiro ponto, o PS o que é que defende para o futuro próximo?
O PS também irá permitir que a destruição do Alentejo e que a sua desertificação se intensifique graças à exploração intensiva e sem regras dos seus campos. O facto de o cabeça de lista por Évora ser, alguém ligado a esses lobbys agro-industriais e, como Ministro da Agricultura ter intensificado essa destruição, bem como o alargamento da agricultura intensiva que leva à morte de milhões de aves e ao gasto de água sem regras mantendo a exploração agro-pecuária intensiva. E deste cabeça de lista conviver e apoiar os lobbys taurinos que recebem mais de 100 milhões de euros de apoios diretos e indiretos nossos para que, um bando de nababos marialvas extremistas de direita se, galvanize com o sofrimento de animais, demonstra que esse é o futuro que o PS escolheu!!!
O PS também continuará a ser cúmplice com os lobbys florestais que ou por continuação da exploração silvícola e florestal sem regras ou planos ou porque se beneficiam com o combate às chamas não olham a meios para atingir os seus fins!!! A inação é gritante, mesmo após dezenas de tragédias, que se irão inevitavelmente agravar e o pior é que quando outros tentam propor planos e ações concretas são barrados no parlamento pelo PS, aliado ao PPD/PSD e ao CDS-PP, sendo que estes últimos partidos são os principais responsáveis do estado a que chegámos nesse campo!!!
E é este o futuro que o PS quer que eu acredite que mudará?
Por fim o que acontecerá com o atingir das metas e objetivos para combater as alterações climáticas pois todo aquele programa de governo é o contrário do que deve ser efetuado em todas as frentes!!!
O PS está enquistado de lobbys que irão continuar a destruir este planeta e que tentarão adiar coisas tão simples como, a descarbonização da nossa sociedade, a implementação rápida de um plano de produção de energia 100% elétrica baseada em fontes renováveis e a generalização do transporte público em todo o país!!!
Tudo porque interessa dar dinheiro aos lobbys que vivem da importação de gás e petróleo, da exploração de petróleo sem regras e a lobbys ligados à exploração de vários recursos naturais (como o lítio) sem ter em conta a preservação do ambiente, das paisagens, do turismo sustentável ou da proteção da avifauna que ainda nos resta!!!
Será esse o futuro que o PS representa?
Se é então não precisa de mim!!!
Saio no final de uma legislatura, após ter colaborado com quem me pediu sem receber um tostão, saio limpo de encargos e olho para o futuro.
Saio numa altura fácil para o PS, que apenas terá ou não maioria absoluta, devido a este e não por causa de terceiros.
Quem me conhece também sabe o que sempre defendi no PS e que continuarei a ser social-democrata verde, ecologista, europeísta federal e de centro-esquerda. 
Radical em princípios sem transigir em aspetos importantes como a minha liberdade e o respeito que os eleitos têm que ter pelos militantes que os apoiam e os elegem e os eleitores em geral, sem os paternalismos e a desconsideração que os antigos meus camaradas entraram comigo e com outros, esquecendo-se quem eram e de onde vêm, olhando-me com a superioridade e sobranceria que quem os conhece à muitos anos não lhes autoriza!!!
Continuarei ser ativista ecológico, radical na ação e na forma e agora estarei onde acredito que será a via coerente e com futuro!!!
Saio porque existe futuro noutro partido/projeto ideológico, na ação deste e com este e que se deve ser coerente entre a nossa preocupação pelo futuro e o nosso estilo de vida.
Não existem partidos prefeitos, mas o PS deixou de não só o ser mas no qual deixei de acreditar que seria ou poderia estar e ser o nosso futuro enquanto sociedade, país e enquanto planeta e casa comum que vivemos!!!
Sandro Figueiredo Pires