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Nisa tem três centrais solares em construção

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Portugal tem assistido a uma verdadeira chuva de pedidos para construir novas centrais solares no Algarve e no Alentejo. Regra geral, ficam localizadas em locais remotos onde a rede eléctrica é inexistente ou fraca para aguentar a potência que as novas centrais vão despejar.

Neste cenário, e até a rede eléctrica ser reforçada nestes locais, o Governo aprovou a realização de um sorteio para que as centrais sejam ligadas à rede já existente.

Desta forma, a 6 de Abril vai ser realizado um sorteio na Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) com 29 centrais, com mais de 400 megawatts (MW), à procura de um lugar ao sol para poderem injectar a electricidade produzida na rede eléctrica, quando entrarem em operação.

No sector havia receios que este sorteio pudesse meter no mesmo saco centrais que pediram o respectivo licenciamento junto da DGEG em anos diferentes. Na prática, existem centrais com pedidos de licenciamento em alturas diferentes, mas foram agrupadas por quadrimestres (entre Setembro de 2016 e Setembro de 2017).

A Secretaria de Estado da Energia defende que dar prioridade à antiguidade dos pedidos confere mais “justiça” a este processo.

Dos oito lotes, o mais concorrido é o 4, onde existem 14 centrais solares para o ponto injector de Estremoz para mais de 200 MW que querem ser ligadas à rede.

Só o primeiro sublote, com cinco centrais registadas no final de 2016 com uma potência de 96 MW, vai esgotar a capacidade na área (36 MW).

Um dos promotores de centrais no sorteio é a Expoentfokus que considera que esta solução “poderá funcionar”. “Pior era não fazer nada, não há muitas alternativas”, afirma  Fernando Seixo, da Expoentfokus, que tem três centrais em construção em Nisa, que estarão prontas no “espaço de um ano e meio”, e outra em Évora, cuja construção “arranca em Abril”, terminando em Setembro.

Também o promotor Infraventus entra no sorteio e espera ficar com espaço na rede eléctrica. “Confiamos que a atribuição seja feita de acordo com o apresentado e, dentro dos objectivos de construir efectivamente projectos em regime de mercado, esperamos conseguir obter alguma licença”, disse Afonso Costa, da Infraventus.

Já a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) deixou críticas ao processo, apontando que o sorteio vai funcionar como o “euromilhões das renováveis”. O presidente da APREN, António Sá da Costa, acusa alguns promotores de terem entregue apenas “um papelinho na DGEG” que serviu para formalizar um pedido de licenciamento e que só mais tarde completaram o processo.

Por outro lado, outros promotores preferiram ter o processo completo antes de o entregar, acabando por ser prejudicados face aos  que entregaram o processo incompleto.

Em vez do sorteio, Sá da Costa sugere que a potência disponível em cada área poderia ser dividida pelos promotores, até a rede eléctrica ser expandida na zona.

Caso as centrais não consigam o espaço desejado podem ficar a aguardar por esta ligação, tendo de prestar caução, o que vai servir como roteiro para futuros investimentos na rede, aponta a Secretaria de Estado da Energia. Em alternativa, podem aceitar reduzir a potência do projecto à capacidade disponível e abdicar da potência restante. Ou então, podem não aceitar reduzir a potência mas a central vai a sorteio e fica hierarquizada aguardando investimento no reforço da rede.

At http://www.jornaldenegocios.pt

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Orçamento Participativo Portugal 18, vai estar em Elvas, a 3 de Abril

Web

Abril, encontros mil com o dia 3 reservado para Elvas para trocar ideias, debater e participar ativamente no Orçamento Participativo Portugal.

Este ano há 5 milhões de euros para implementar em projetos de âmbito nacional e regional e o seu contributo é essencial para, não só apresentar ideias, mas também para decidir como investir em quaisquer áreas da governação.
A sessão ocorre no Centro de Negócios Transfronteiriço e o desafio é lançado a todos.

Vamos trabalhar em conjunto as suas ideias. Vamos debater assuntos relevantes da sociedade e contribuir para a sua melhoria.
O que quer mudar? Por onde começar? Esperamos por si!

At https://www.facebook.com/OrcamentoParticipativoPortugal/

Alerta: vem aí a “Quarta Revolução Industrial”

A Quarta Revolução Industrial tem como grande impacto mudanças nos sistemas de produção e consumo, amplo uso de inteligência artificial, e o desenvolvimento de energias verdes. Uma economia com forte presença de tecnologias digitais, mobilidade e conectividade entre pessoas.

Galiza vai bonificar a retirada de eucaliptos a 500€ por hectare

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La medida, válida durante cinco años, se aplicará en territorios de Red Natura

La conselleira de Medio Ambiente e Ordenación do TerritorioBeatriz Mato, anunció ayer la puesta en marcha de una iniciativa de compensación para estimular la sustitución de los eucaliptos por vegetación autóctona o para lograr sueliminación en aquellas zonas en las que por naturaleza no existía ningún tipo de plantación. Esta medida pretende, por un lado, recuperar el patrimonio natural de los bosques gallegos y preservar su naturaleza y, por otro, contribuir a paliar el cambio climático, al tratarse «de áreas de gran absroción de carbono», en palabras de la conselleira.

Actualmente, la presencia de eucaliptos dentro de la Red Natura gallega es de 6.758 hectáreas, lo que supone el 1,9 % del total de la superficie protegida de Galicia, según informó Mato.

 

3.000 posibles beneficiarios

Para promover su eliminación, la Xunta otorgará a los interesados 500 euros por hectáreadurante los primeros cinco años, que pueden ampliarse después durante un año más, en el que la cuantía pasaría a ser de 200 euros por hectárea. En concreto, se estima que unas 3.000 personas podrían beneficiarse de este plan para el que el ejecutivo dispone de un presupuesto de 2 millones de euros. «O máis alto que a Unión Europea permite», matizó la conselleira. Propietarios, arrendatarios y gestores de terrenos forestales de las zonas elegidas para esta actuación podrán optar a esta compensación económica.

«Cremos que as máis beneficiadas serán as comunidades de montes, pola súa extensión», expuso Mato. Aclaró que lo primero que deberán hacer los interesados en beneficiarse de esta medida será «mostrar o seu compromiso para substituír os eucaliptos por vexetación autóctona ou para a súa eliminación».

En concreto, la iniciativa se llevará a cabo en las zonas 1 y 2 de la Red Natura, que se corresponden con aquellos territorios catalogados con un nivel de recuperación muy alto, en el primer caso, y las señaladas con un nivel medio-alto, en el segundo. «Eliximos estas zonas, de montaña, porque son as que presentan maior grao de naturalidade e queremos evitar a dispersión do eucalipto nestas áreas nas que se estima que hai un total de 3.900 hectáreas que teñen plantación de eucaliptos». Se trataría de la mayor superficie de terrenos forestados con eucaliptales de la comunidad, incluyendo la zona de las Fragas do Eume y la Serra do Xistral, según indicaron la conselleira y Ana María Díaz López, directora Xeral de Patrimonio Natural.

Desde la Consellería de Medio Ambiente aclararon que «se subvencionarán unicamente as plantacións de dúas especies con carballo, rebolo, sobreira, carballo albariño, aciñeira e tamén o bidueiro». El motivo de elegir estas especies es que está constatado «que son as máis características desta zona», señaló la conselleira, que además hizo hincapié en las zonas «de turbeiras, onde non tería que haber por natureza eucaliptos, pero a realidade é que os hai». «Por iso queremos eliminalos na súa totalidade», aclaró. Dichas áreas «presentan unha grande importancia ecolóxica e xogan un papel fundamental na mitigación do cambio climático, ao ser consideradas como un dos maiores centros de absorción de carbono, por absorbelo e almacenalo».

Los territorios

En las áreas seleccionadas para llevar a cabo las actuaciones se encuentran «6.100 hectáreas de turbeiras e 15.000 de queirogais húmidos», según los datos facilitados ayer por la consellería que dirige Mato. Dentro de esos territorios, los más amplios corresponden a Serra do Xistral, en la provincia de Lugo; San SadurniñoA Capela y zona de Toques, en A Coruña; Pena TrevincaSerra do Xurés y Macizo Central en Ourense; y Serra do Cando, en Pontevedra, según palabras de la conselleira. Además, adelantó: «Dende a Xunta estamos traballando na ampliación da porcentaxe de Rede Natura nesas zonas, incluíndo as turbeiras como zona protexida».

Sitúan el foco de la lucha contra los incendios en el abandono del rural

La mitad del territorio gallego se corresponde con terrenos agrarios abandonados o con suelo forestal que carece de la gestión adecuada. El dato lo aportó ayer Roberto García, secretario xeral de Unións Agrarias, a la comisión parlamentaria de estudio sobre los incendios forestalespara remarcar que, si de verdad se quiere acabar con la lacra de los incendios, hay que empezar por tomar medidas que contribuyan a combatir el abandono del rural.

García abrió la sesión de comparecencias de ayer, por la que también pasaron José Carlos Rocha (UGT) y Alejandro Rodríguez (Comisiones Obreras), que coincidieron en demandar que se avance hacia un «servizo público» de la lucha contra los incendios, como un solo cuerpo con mando único y con efectivos muy profesionalizados.

El responsable de Unións Agrarias hizo más hincapié en mostrar una radiografía del mundo rural para abordar algunos de los problemas que generan «vulnerabilidade» ante los incendios. Explicó que desde la entrada en la Unión Europea se redujo el 90 % de la población agraria -«unha desagrarización tardía, pero abrupta», dijo-, que generó amplias bolsas de abandono.

Así que Roberto García entiende que hay que gestionar de forma ordenada todo ese espacio como condición indispensable para prevenir los incendios.

At https://www.lavozdegalicia.es

Espanha volta a ignorar Portugal na exploração de urânio

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Espanha licenciou a exploração de uma mina de urânio em Retortillo, a cerca de 40 quilómetros da fronteira lusa, sem consultar o Estado português nem fazer o estudo de impacto ambiental transfronteiriço. Repete-se a história de Almaraz.

O empreendimento já está a ser rasgado na província de Salamanca pela empresa australiana Berkeley, a quem foi concedida a exploração da mina em 2014. Neste tipo de minas a extração é a céu aberto. A atividade está calendarizada para 2019.

A delegação dos deputados da Comissão de Ambiente da Assembleia da República, que visitou esta segunda-feira o local onde nascerá a mina, encontrou um estaleiro montado e trabalhos de desmatação e de terraplanagem no terreno atravessado por um afluente do rio Huebra, o rio Yeltes, que desagua no rio Douro. A contaminação do rio Yeltes e os efeitos na saúde da população local preocupam os deputados e os autarcas portugueses e espanhóis.

“Uma mina de urânio tem efeitos a longo prazo. Não é o mesmo que extrair cobre ou ferro. Portugal deixou de ter minas de urânio em 2001 e o passivo ambiental ainda se mantém, assim como os efeitos na saúde das pessoas. Tanto em Espanha como em Portugal, esta extração pode implicar a destruição da fonte de sustento das comunidades. Em Espanha, a preocupação centra-se na produção agrícola e pecuária extensiva e, no nosso país, pode colocar em causa o aproveitamento turístico do património ambiental do Douro”, sublinha Pedro Soares, presidente da Comissão de Ambiente, assinalando, também, o receio de que a extração de urânio prejudique a saúde da população com contaminação radiotiva por ar e pela água, caso as escorrências da mina cheguem ao rio Yeltes.

No entanto, tal como no processo de licenciamento do armazém para resíduos nucleares em Almaraz, o Estado espanhol voltou a ignorar as regras de Bruxelas e o Estado português. E esse incumprimento e a relutância em fornecer informação ao Governo luso são confirmados na informação enviada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, aos deputados, a que o JN teve acesso.

O governante dá conta de que, quando as autoridades portuguesas receberam documentação sobre o projeto de extração de urânio em abril de 2016, Espanha já tinha emitido a declaração de impacto ambiental a 25 de setembro de 2013 e autorizado a concessão da exploração a 4 de junho de 2014. O Estado espanhol argumenta, tal como no processo de Almaraz, que consideraram não ser ” necessário realizar consultas transfronteiriças, atendendo à distância do projeto à fronteira com Portugal”. No entanto, o Governo português considera que o projeto poderá ter efeitos ambientais significativos em território nacional, “atendendo à direção dos ventos e ao facto do rio Yeltes (que divide a exploração mineira em duas zonas) ser um afluente do rio Huebra, que desagua no troço internacional do rio Douro”. Esse entendimento foi comunicado a Espanha a 30 de maio de 2016, com um pedido de envio de informação suplementar.

Quatro meses depois, as autoridades espanholas responderam para reiterar a convicção de que a extração de urânio não terá impactos transfronteiriços, negando a Portugal a oportunidade de pronunciar-se sobre o empreendimento, porque o processo de avaliação ambiental já estava concluído. O Ministério dos Negócios Estrangeiros indica, ainda, que só após “várias insistências por parte de Portugal”, é que o Ministério dos Assuntos Exteriores e Cooperação espanhol enviou documentação sobre o ponto de situação do projeto. O que falta decidir é a concessão da licença de utilização da unidade de processamento de urânio, que a australiana Berkeley pretende edificar junto à mina em Salamanca. A decisão está pendente no Conselho de Segurança Nuclear. Sem essa licença, a mina não entrará em funcionamento, garantiu a secretária de Estado dos Assuntos Europeus espanhola em setembro do ano passado.

Já no passado dia 8, “no quadro da visita do diretor-geral dos Assuntos Europeus a Madrid, o Governo espanhol comprometeu-se a facultar a informação adicional que Portugal solicitar e lembrou que “os procedimentos administrativos de licenciamento se encontram muito longe de uma conclusão que, pela sua complexidade jurídica e ambiental, não pode ser dada por adquirida”, pode ler-se ainda na informação, remetida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros aos deputados lusos. Para Pedro Soares, o esclarecimento do ministro Augusto Santos Silva revela um Estado espanhol a fugir à troca de informação, deixando Portugal novamente confrontado com um facto consumado.

“O Governo está fora de tempo. Atrasou-se em Almaraz e atrasou-se agora. Estas atitudes minam a confiança entre dois estados. Mais uma vez, o Governo espanhol não respeita a legislação europeia. É a réplica do processo de Almaraz”, lamenta Pedro Soares. Os deputados não prescindem que seja feita a avaliação de impacto ambiental transfronteiriça e vão pedir mais esclarecimentos ao ministro do Ambiente, que será ouvido, esta quarta-feira, no Parlamento.

A informação, fornecida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros aos deputados da comissão parlamentar do Ambiente, data as comunicações entre Espanha e Portugal em 2016. No entanto, o presidente do Município de Almeida, cuja fronteira dista cerca de 40 quilómetros da futura mina de Retortillo, garante que alertam as autoridades portuguesas (Agência Portuguesa do Ambiente e Direção Geral de Energia) e o Ministério do Ambiente para este empreendimento desde 2013. “Nunca obtivemos resposta até ao ano passado”, afiança António Machado.

O presidente da Câmara lembra que a mina de Retortillo não será a única, havendo projetos para extrair urânio noutra localizada a apenas quatro quilómetros do concelho de Almeida. “O Governo deve mandar elaborar um estudo dos reais impactos ambientais que a atividade de extração de urânio pode ter na bacia hidrográfica do rio Douro” e na saúde da população local. “Havendo impactos, o empreendimento terá de ser suspenso”, insiste o autarca, lamentando que, “mais uma vez”, os espanhóis não tenham cumprido a sua obrigação.

Em Espanha, está marcada uma manifestação pela plataforma Stop Urânio para sábado às 17 horas locais, em Salamanca.

At https://www.jn.pt

Municípios recusam-se a limpar as matas

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A Associação Nacional de Municípios Portugueses anunciou hoje que rejeita a legislação que responsabiliza as autarquias pela limpeza das florestas, caso os proprietários não a façam, e garantiu que vai pedir uma reunião com urgência ao Governo.

O Conselho Diretivo (CD) da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) aprovou hoje, “por unanimidade”, uma posição contra o projeto de diploma do Governo sobre a gestão de combustível nas matas, no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, disse o presidente da associação, Manuel Machado, que falava aos jornalistas depois de ter participado numa reunião daquele órgão, em Coimbra.

A posição contra o projeto de Regime Excecional das Redes Secundárias de Faixas de Gestão de Combustível, preconizado no artigo 153.º do Orçamento do Estado para 2018 (Lei 114/2017), foi aprovada por “todos os membros do CD”, que são autarcas eleitos pelo PS, pelo PSD e pela CDU, e vai ser transmitida a todos os municípios e ao Governo, ao qual a ANMP solicitará “uma reunião com caráter de urgência”.

A Associação “não pode aceitar que o Estado central legisle numa perspetiva de colocar o ónus de resolver tudo aquilo que não foi feito em décadas, nos municípios, tendo estes, segundo o legislador, que realizar esta tarefa em menos de três meses”, afirma Manuel Machado.

O poder central “tem de assumir — tal como os municípios têm feito através dos seus orçamentos e sem apoios externos –, de uma vez por todas, as suas responsabilidades no âmbito da proteção civil”, sustentou o presidente da ANMP, salientando que “a segurança de pessoas e bens é uma função de soberania constitucionalmente consagrada”, que “compete ao Estado central”.

O Estado “não realizou, até ao presente”, apesar das “sucessivas solicitações” da Associação, “o cadastro da propriedade rústica e não conseguiu impor”, ao longo de décadas, a limpeza das florestas aos privados”, sublinha Manuel Machado, que também é presidente da Câmara de Coimbra.

A administração central “nem tão pouco cuidou das matas sob sua jurisdição”, mas quer, agora, que “os municípios, em menos de três meses, façam aquilo que não foi realizado em décadas”, destaca o autarca, afirmando que aquilo que é determinado na Lei do Orçamento do Estado para 2018, “não é exequível”.

O legislador desconhece, “notoriamente, a realidade do território nacional” e “as condições em que [esse território] está identificado e cadastrado”, acrescenta.

A prioridade do regime excecional deveria ser, para a ANMP, “enfatizar, de forma inequívoca, a responsabilização dos proprietários, em sentido amplo”, em relação à execução das faixas de gestão de combustível e não “fazer transparecer para a opinião pública a ideia de que a obrigação imediata está na esfera dos municípios, quase desobrigando os proprietários” das suas responsabilidades.

“Parece que a preocupação do Estado central mais não foi do que passar responsabilidades” para as autarquias, sem verificar se “as condições para o êxito das medidas estavam asseguradas na prática e não apenas na letra da lei”, critica o presidente da ANMP, que “repudia” igualmente a sanção prevista para os municípios que “eventualmente não consigam cumprir com o regime”.

Para conseguirem executar “a tarefa imposta de limpeza das faixas de gestão de combustível”, os municípios terão de recorrer a empresas, cuja contratação, apesar de, na circunstância, poder ser feita por ajuste direto, não dispensa o cumprimento de prazos mínimos, refere ainda Manuel Machado.

Além disso, o mercado pode não estar preparado para responder de imediato à “procura que se vai verificar de empresas especializadas nestes trabalhos de limpeza”, provocando uma subida exponencial dos preços, sublinha.

Mas a ANMP reconhece que “os trágicos incêndios florestais registados nos últimos meses” exigem dos municípios, do Estado central e das “demais entidades com responsabilidades nesta área”, capacidade de adoção, “com celeridade”, de “alterações estruturais” e medidas que minimizem “a possibilidade de ocorrência destes flagelos” e que “é fundamental a implementação de um conjunto de reformas” do sistema de proteção civil e do ordenamento da floresta.

Os municípios “estão conscientes das suas responsabilidades”, assumem-nas e reafirmam a sua disponibilidade e empenho em cooperarem na resolução dos problemas, mas o Estado central também tem de assumir as suas responsabilidades, advertem.

At http://24.sapo.pt

Cantanhede, Mira e Figueira da Foz vão estar ligadas por uma ciclovia

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Cantanhede, Figueira da Foz e Mira vão ser ligados por uma nova ecopista, resultante de um investimento de 1,2 milhões de euros, comparticipado por fundos comunitários no âmbito da rede europeia de ciclovias Eurovelo.

O projecto foi apresentado esta terça-feira, em Mira, no final de uma reunião que juntou os presidentes dos três municípios e ainda representantes das Comunidades Intermunicipais de Aveiro, Coimbra e Leiria, do Turismo de Portugal, Turismo Centro e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, a nova ecopista terá uma extensão a rondar os 83 quilómetros e irá ser integrada na rota Eurovelo 1, da rede europeia de ciclovias, projecto da Federação Europeia de Ciclistas que pretende construir 70 mil quilómetros de ciclovias divididos em 14 rotas que irão interligar 42 países em todo o continente europeu.

“O percurso estende-se ao longo da costa atlântica entre o limite norte do município de Mira e o limite sul do município da Figueira da Foz, atravessando Cantanhede na zona da Tocha”, revela Helena Teodósio, presente da Câmara de Cantanhede, autarquia que está a investir numa rede urbana de trilhos cicláveis.

A nova ciclovia, um misto de asfalto e terra batida, seguirá junto à linha de costa, através da Mata Nacional e do estuário do Mondego, devendo ligar a sul da Figueira com a ecopista em asfalto do Atlântico, que termina na Nazaré. O ponto mais delicado da nova ciclovia será a travessia do rio Mondego, estando prevista a construção de uma pequena ponte no estuário, orçamentada em mais de 200 mil euros.

João Ataíde revela que foi discutido com representantes da Comunidade Intermunicipal de Aveiro o prolongamento da ciclovia para o norte, pelo litoral, até à praia de Esmoriz.

Já o presidente da Câmara de Mira, Raul Almeida, garante que a nova ecopista “irá potenciar as características naturais únicas deste território da costa atlântica”, funcionando como mais um factor de atracção para os visitantes.

“A ciclovia não se esgota apenas no traçado por uma das regiões mais bonitas do país. É preciso criar condições ao nível de alojamento, restauração, informação, para que a experiência seja enriquecedora para todos”, refere o autarca.

A rede Europeia de Ciclovias integra actualmente 15 rotas cicláveis de longa distância que cruzam todo o continente. As rotas são usadas por ciclistas que percorrem longos cursos e também pela população local, nas suas deslocações diárias, tendo em algumas zonas uma forte componente turística. Segundo dados divulgados pela Federação Europeia de Ciclistas, “estima-se que cada ano se realizem 2.300 milhões de viagens de bicicleta, representando um valor superior a 44 milhões de euros, segundo um estudo de 2012 encomendado pelo Parlamento Europeu”.

At http://aurinegra.pt

Opinião: “A elite que odeia a pátria”

DieterPortugal é o maior exportador de bicicletas da Europa, tendo vendido mais de dois milhões de bicicletas em 2017 e estando a começar a vender bicicletas elétricas como a da foto que foi oferecida ao PR.

Infelizmente, os empresários portugueses têm vergonha de dizer que fabricam algo de português e no Google quando procuramos bicicletas elétricas portuguesas aparecem muitas marcas estrangeiras e só a notícia de uma fábrica ter oferecido algumas bicicletas elétricas de fabrico nacional ao Presidente da República é que foi possível encontrar um modelo original e elétrico português.

Acontece isso em muitos setores. Há da parte de procuradores, juízes, empresários, economistas uma certa raiva ou vergonha ao que é nacional, pelo que preferem tudo o que é estrangeiro a mostrar o que é nacional.

Tudo o que prejudica a PÁTRIA vem em destaque na comunicação nacional e é apoiado pelos magistrados e em parte pela simpes razão: Sócrates impusionou muita coisa nova que agora começa a dar os seus frutos e como é odiado pelos traidores à Pátria até os empresários parecem ter medo em colocar o “Made in Portugal” nos seus produtos.

É cansativo, uma Nação ter uma élite que masoquista que se odeia a si mesmo e à PÁTRIA.

Portugal necessita de fazer uma Feira das Indústrias Portuguesas como foi feito há muitas décadas para ver se perdem o medo da sua Pátria.

Dieter Dellinger

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