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Viva a Festa em Lisboa!

Viva a Festa

As Noches Tinto Verano apoiam o After Party Oficial do Dia da Tauromaquia 2020 🐎
A ProToiro, a Touradas, o COPARIAS, a Mood e o É Pó Que Calhar, convidam todos para a After Party Oficial do Dia da Tauromaquia 2020 que se irá realizar, mais uma vez, no Lust in Rio com a actuação de 300 and Friends em formato Big Band, Dj Garfield, Dj Nardo, Daniel Porta Nova, Rui Goncalves e Tiago Bandeiras.
Partilhe ao máximo e venha divertir-se connosco nesta noite “à Coparias” que proporciona momentos únicos de convívio entre os intervenientes da festa e todos os aficionados. E agora, mais que nunca, VIVA A FESTA! 🙌 Estão todos convidados! 💃

📍 Formas de entrada:
* Com a apresentação do bilhete do Campo Pequeno até à 01h30 consumo obrigatório de 10€.
* A entrada por Guestlist (até 02h30) implica:
– até 01h30 consumo obrigatório de 12€;
– depois da 01h30 consumo obrigatório de 15€.
Caso aceite o nosso convite e não for ao Campo Pequeno pode enviar os nomes por mensagem privada.

— em Lust in Rio.

Vinte e seis presidentes de câmara do PS contra subida do IVA nos bilhetes das touradas. Nisa não consta

Cultura

Municípios com atividades taurinas apelam ao Ministério da Cultura para que reverta subida da taxa na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2020. E exigem “direito à cultura em igualdade de circunstâncias, independentemente dos gostos pessoais de cada um”.

A Seção de Municípios com Atividade Taurina da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que junta 41 autarquias de vários distritos, incluindo 26 presididas por socialistas, lançou um apelo ao Ministério da Cultura para manter o IVA reduzido de seis por cento nos espetáculos tauromáquicos, ao contrário do que está disposto na proposta do Orçamento do Estado para 2020 que foi aprovada na generalidade. “Uma opção que se traduz numa medida discriminatória e que deve ser corrigida em sede de especialidade”, consideram esses autarcas.

“Para os municípios com atividade tauromáquica, a alteração da taxa de IVA representa uma medida meramente discricionária, cujo impacto fiscal será negativo, nas atividades económicas a montante de todo o espetáculo tauromáquico, sobretudo nas atividades ligadas ao mundo rural”, indica um comunicado em nome dos 41 municípios que foi emitido nesta segunda-feira pela Câmara de Coruche, cujo presidente, Francisco Silvestre Oliveira, eleito pelo PS, lidera a Seção de Municípios com Atividade Taurina da ANMP.

Além de Coruche, as outras autarquias socialistas que estão a reclamar ao Governo que não suba o IVA dos bilhetes das touradas para 23% são Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Golegã, Salvaterra de Magos, Tomar e Vila Nova da Barquinha (do distrito de Santarém); Alandroal, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo (Évora); Barrancos, Beja e Moura (Beja), Alter do Chão, Elvas e Sousel (Portalegre); Alcochete e Montijo (Setúbal); Arruda dos Vinhos, Azambuja e Vila Franca de Xira (Lisboa); Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e Santa Cruz da Graciosa (Açores); e Lagoa (Faro).

Entre as restantes 15 câmaras municipais, sete têm gestão comunista (Alcácer do Sal, Benavente, Cuba, Moita, Monforte, Setúbal e Sobral de Monte Agraço), três têm presidentes do PSD (Santarém, Pombal e Fronteira), outros três são geridas por independentes (Portalegre, Redondo e Calheta) e uma tem um presidente do CDS-PP (Velas).

A Seção de Municípios com Atividade Taurina da ANMP alega que “a liberdade de escolha de acesso a todo e qualquer espetáculo deve ter condições fiscais iguais, de forma a salvaguardar o princípio constitucional de igualdade e do direito à cultura para todos”. E garante que a preocupação “é refletida também pelas suas populações, que esperam que os seus autarcas sejam defensores da liberdade de escolha de acesso a atividades culturais e exijam dos seus representantes no Parlamento e no Governo que garantam o direito à cultura em igualdade de circunstâncias, independentemente dos gostos pessoais de cada um”.

At https://jornaleconomico.sapo.pt/

Artigo de opinião: “Será que não aprendemos nada?”

António Tereno - BarrancosTerminado 2019, com tudo o que teve de bom, ou de mau, não será tempo de reflectir, analisar situações menos boas para a tauromaquia, como o sistemático adiar de decisões firmes que deveriam ter sido tomadas em defesa desta Cultura que nos continua a apaixonar, e que muitas vezes tão descuidada por nós é?

Parece-me que muito do que neste espaço dissemos, e das propostas que apresentámos, caiu em saco roto! Não houve coragem para “pegar o toiro pelos cornos”, de dizer alto e bom som o que queríamos, que futuro desejaríamos para o mundo dos toiros, se calhar perdemo-nos pelo caminho. Mas será que assim vamos a algum lado?

Após o imbróglio da situação vivida na Direcção da RTP, com afirmações de determinados responsáveis a defender o corte nas transmissões de corridas de toiros de forma prepotente, como se voltássemos a uma ditadura encapotada. Ditadura de opinião com claro menosprezo das regras democráticas através da apropriação de um importante órgão de comunicação social como a televisão pública, neste caso manobrada por homens de mão do animalismo. Sempre com o beneplácito da ministra da “incultura antitaurina”, a mesma que eu através de Carta Aberta, datada de 1-11-2018, pedi que se demitisse por ter ofendido a Tauromaquia no seu todo – claro apadrinhada pelo Primeiro-Ministro que tendo-se aproveitado desta cultura e da sua projecção em determinada altura, agora que já está no poder a renega. E que vivam os princípios morais!

Agora é proposta uma nova direcção presidida pelo jornalista António José Teixeira, que esperamos respeite todos os que gostam de ver corridas na televisão pública.

Tristemente, voltamos ao Index (instituído em 1559, no Concilio de Trento) da Inquisição de triste memória, á censura nua e crua?

Agora toca-nos a “fava” do aumento do IVA das touradas para 23%, o inevitável e cínico retorno da proposta, agora subtilmente integrada no OE 2020 a ser discutido e aprovado na Assembleia da República, com o apoio dos que mais combatem tudo o que lhes cheira a taurino.

Num País em que o Governo privilegia a injecção continua de milhões de euros (entre 22 a 24 ME) nos Bancos, em detrimento das melhorias na saúde, nas forças de segurança, na educação, nos salários e pensões miseráveis que nos colocam na cauda da Europa, está tudo dito! Será que o aumento do IVA dos espectáculos tauromáquicos vai ser a tábua de salvação do famigerado OE, ou será apenas o pôr-se de cócoras ante o animalismo?

Valham-nos as desassombradas afirmações do advogado e fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, nas recentes Jornadas Parlamentares do PSD sobre a dita medida que consta da proposta do Orçamento de Estado: “As corridas de toiros são algo com mais de dois mil anos e que está representado na nossa História. Como é que se pode acabar ou através desta medida perseguir as touradas? Podemos não gostar delas mas não se destrói assim a cultura. Não há direito.”

Mostra-nos também o maquiavelismo com que o Governo encara a nossa realidade taurina, e como “manda ás malvas”, esta forma de expressão cultural, sem qualquer pudor, e apesar de estar consagrada na nossa Carta Magna, a Constituição Portuguesa. Uma vez mais ficámos a dormir!

Deveríamos ter visto todos no Canal TOROS, o excelente e pedagógico debate moderado pelo jornalista Rúben Amón e que contou com a participação do matador de toiros Luís Francisco Esplá, o Presidente da Federação de Peñas Taurinas da Catalunha Paco March, e o escritor e filósofo francês François Zumbiehl. Com tais intervenientes o debate foi esclarecedor, teve a qualidade que hoje falta nos nossos debates/colóquios, definiu a realidade taurina como se vive em Espanha, França, Portugal e América Latina e o importante papel dos municípios franceses na preservação da tauromaquia citando como exemplos a diversidade politica dos Maires de Arles (comunista) e Béziers (extrema direita), ambos defendem a mesma Festa e reivindicam a afirmação de identidade cultural do sul de França. Formas de ver e sentir a tauromaquia, a população destas zonas tem um sentimento de pertença, a Festa é algo seu e participa activamente.

Mais, alguém disse que a tauromaquia é cultura popular e deveria viver alheia ás ideologias políticas. Todos participam, todos sentem e vivem a corrida, porque ela faz parte da vida da cidade!

Aqui ao lado, em Espanha, a capital e referência do toureio apeado, com a formação do novo governo do socialista Pedro Sánchez, e com o líder do Unidas Podemos Pablo Iglesias com Vice-Presidente, devemos preocupar-nos seriamente pelo que se avizinha, tendo em conta que este político é um animalista confesso e opositor a tudo o que seja tradição popular!

Os ventos que correm não são bons, em todo o mundo taurino sucedem-se os ataques organizados e violentos contra a nossa forma de estar e viver esta arte ligada aos toiros. Quero ser optimista, mas estaremos devidamente organizados para responder aos mesmos? Tenho sérias dúvidas, e apenas responder não basta.

É preciso tomar a iniciativa, ou será que ainda não aprendemos nada?

António Sereno

At https://toureio.pt/

Queres dar seguimento ao discurso da Greta?

Greta

“Depois que a nossa filha de quinze anos foi às lágrimas pelo discurso de Greta Thunberg na ONU outro dia, ela ficou zangada com a nossa geração” que não fazia nada há trinta anos “.

Então, decidimos ajudá-la a impedir o que a garota na TV anunciava de “erradicação maciça e desaparecimento de ecossistemas inteiros”.

Agora estamos comprometidos em dar um futuro à nossa filha novamente, fazendo nossa parte para ajudar a esfriar o planeta em quatro graus.

A partir de agora, ela irá para a escola de bicicleta, porque levá-la de carro custa combustível, e o combustível gera emissões para a atmosfera. Claro que será inverno em breve e ela desejará ir de ônibus, mas apenas enquanto for um ônibus a diesel.

De alguma forma, isso não parece ser propício para “ajudar o clima”.

Obviamente, ela agora está pedindo uma bicicleta elétrica, mas mostramos a ela a devastação causada nas áreas do planeta como resultado da mineração para a extração de lítio e outros minerais usados ​​na fabricação de baterias de bicicletas elétricas, então ela estar pedalando ou andando. O que não a prejudicará, nem ao planeta. Nós costumávamos andar de bicicleta e caminhar até a escola também.

Como a garota na TV exigiu “precisamos nos livrar de nossa dependência de combustíveis fósseis” e nossa filha concordou com ela, desconectamos a ventilação do quarto. A temperatura está caindo para doze graus à noite e cairá abaixo de zero no inverno. Prometemos comprar um suéter extra, chapéu, calças justas, luvas e um cobertor.
Pela mesma razão, decidimos que a partir de agora ela só toma um banho frio. Ela lavará suas roupas à mão, com uma tábua de madeira, porque a máquina de lavar é simplesmente uma consumidora de energia e, como o secador usa gás natural, ela pendura suas roupas no varal para secar.

Por falar em roupas, as que ela usa atualmente são todas sintéticas, então são feitas de petróleo. Portanto, na segunda-feira, levaremos todas as suas roupas de grife para a loja de segunda mão.

Encontramos uma loja ecológica em que as únicas roupas que vendem são de linho, lã e juta não tingidas e não branqueadas.

Não importa que lhe pareça bom ou que ela vá rir, vestindo roupas leves e sem cor e sem sutiã sem fio, mas esse é o preço que ela paga pelo benefício do Clima.

O algodão está fora de questão, uma vez que vem de terras distantes e são usados ​​pesticidas. Muito ruim para o meio ambiente.

Acabamos de ver no Instagram dela que ela está muito brava conosco. Esta não era a nossa intenção.

A partir de agora, às 19h desligaremos o Wi-Fi e o ligaremos novamente no dia seguinte após o jantar por duas horas. Dessa forma, economizaremos eletricidade, para que ela não seja incomodada pelo estresse eletromagnético e fique totalmente isolada do mundo exterior. Dessa forma, ela pode se concentrar apenas em sua lição de casa. Às onze horas da noite, puxaremos o disjuntor para desligar a energia do quarto dela, para que ela saiba que o escuro está realmente escuro. Isso economizará muito CO2.

Ela não participará mais dos esportes de inverno em pousadas e resorts de esqui, nem fará mais férias conosco, porque nossos destinos de férias são praticamente inacessíveis de bicicleta.

Como nossa filha concorda plenamente com a garota na TV que as emissões de CO2 e as pegadas de seus bisavós são responsáveis ​​por ‘matar nosso planeta’, o que tudo isso simplesmente significa é que ela também tem que viver como seus bisavós e eles nunca tiveram férias, carro ou bicicleta.
Ainda não falamos sobre a pegada de carbono dos alimentos.

A pegada zero de CO2 significa que não há carne, peixe e aves, mas também não há substitutos de carne à base de soja (afinal, que cresce nos campos dos agricultores, que usam máquinas para colher os feijões, caminhões para transportar para as plantas de processamento, onde mais energia é usada, depois transportada para as fábricas de embalagens / conservas e transportada novamente para as lojas) e também nenhum alimento importado, porque isso tem um efeito ecológico negativo. E absolutamente nenhum chocolate da África, nenhum café da América do Sul e nenhum chá da Ásia.

Apenas batatas caseiras, legumes e frutas cultivadas em solo frio local, porque as estufas funcionam com caldeiras, canalizadas em CO2 e luz artificial. Aparentemente, essas coisas também são ruins para o clima. Vamos ensiná-la a cultivar sua própria comida.

O pão ainda é possível, mas a manteiga, o leite, o queijo e o iogurte, o queijo cottage e o creme são provenientes de vacas e emitem CO2. Não será mais usada margarina nem óleo na frigideira, porque essa gordura é o óleo de palma das plantações de Bornéu, onde as florestas tropicais cresceram primeiro.

Sem sorvete no verão. Sem refrigerantes e sem energia, pois as bolhas são CO2. Ela queria perder alguns quilos, bem, isso também a ajudará a alcançar esse objetivo.

Também proibiremos todo plástico, porque é proveniente de fábricas de produtos químicos. Tudo o que é feito de aço e alumínio também deve ser removido. Você já viu a quantidade de energia que um alto-forno consome ou uma fundição de alumínio? Uber ruim para o clima!

Substituiremos sua bobina 9600, colchão de espuma com memória, com um saco de juta cheio de palha, com um travesseiro de pêlo de cavalo.

E, finalmente, ela não estará mais usando maquiagem, sabonete, xampu, creme, loção, condicionador, pasta de dente e medicamentos. Seus absorventes serão substituídos por absorventes feitos de linho, que ela pode lavar à mão, com sua tábua de madeira, assim como suas ancestrais antes que as mudanças climáticas a deixassem com raiva de nós por destruir seu futuro.

Dessa forma, ajudá-la-emos a fazer sua parte para evitar a extinção em massa, o aumento do nível da água e o desaparecimento de ecossistemas inteiros.

Se ela realmente acredita que quer acompanhar a conversa da garota na TV, aceitará com prazer e abraçará com alegria seu novo modo de vida “.

(Autor desconhecido)

Greenrail ou o conceito de transformar as linhas férreas em produtoras de energia limpa

Temos vindo a conhecer muitas novidades no que toca à produção de energia limpa. Principalmente estruturas dedicadas ao segmento automóvel, como estradas produtoras de energia, estações de abastecimento também elas produtoras e várias tecnologias nos próprios veículos. Portanto, tudo serve para acolher aquilo que o Sol e outras fontes limpas nos oferecem. Assim, ter as linhas de comboio a produzir também é uma excelente ideia.

Apareceu pela mão da empresa Greenrail uma solução que utiliza tecnologia inovadora para tornar as travessas das linhas mais eficientes, reduzir o desperdício e gerar energia limpa.

Seguramente ainda se lembra do que falámos no passado ano, que fechamos há poucas horas. Estradas produtoras de energia, carros que deixam os motores térmicos, barcos que agora são elétricos e até aviões que não queimam combustível fóssil.

Há um combinar de tecnologias. Se por um lado a ideia é deixar de poluir com a combustão dos derivados do petróleo, por outro percebe-se a necessidade de ampliar a rede de produção destas energias limpas.

Linhas de comboio que também produzem energia solar

Já imaginou quantos milhares de quilómetros existem em Portugal de linha férrea? E no mundo? É um ideia interessante usar este espaço da linha para recolher energia. Assim, uma empresa teve a iniciativa de criar uma solução que dá uma utilidade acrescida às travessas que fazem parte da linha dos comboios.

Embora a inovação, o design e a tecnologia tenham transformado a maioria das indústrias tradicionais, algumas coisas têm permanecido as mesmas durante séculos. Na indústria ferroviária, as travessas de madeira ou de betão permaneceram praticamente inalteradas desde que foram introduzidas no início do século 20. Não está na hora de evoluir esta estrutura?

Como surgiu a ideia de travessas produtores de energia?

Em 2005, Giovanni De Lisi, um trabalhador italiano de manutenção e instalação ferroviária, teve uma ideia que poderá mudar o padrão de toda a indústria, introduzir a economia circular e fazer a transição da indústria para a neutralidade de carbono.

Greenrail, uma empresa recém-criada com sede em Milão, produz travessas de betão com uma mistura de plástico reciclado e borracha de pneus ELT (End of Life Tires). Através do seu processo de economia circular, cada quilómetro de linha ferroviária feita pela Greenrail permite a reciclagem de 35 toneladas de plástico e pneus usados.

Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como inexorável.

As travessas inovadoras reduzem os custos de manutenção em cerca de 50% porque “o plástico reciclado e a capa de borracha ajudam a reduzir o desgaste do lastro da via, absorvendo vibrações, diminuindo o movimento lateral das linhas e aumentando a capacidade de carga em 40%”, explicou o fundador e CEO da Greenrail De Lisi em entrevista à EJinsight.

Mais que reciclar é possível produzir energia limpa

Embora estas características de reciclagem fossem suficientes para as tornar muito interessantes, outra ideia equipou de sobremaneira estas estruturas e podem ser uma revolução. O empresário italiano decidiu transformar esta peça passiva numa infraestrutura de produção de energia.

A Greenrail Solar integra painéis solares que convertem a infraestrutura ferroviária numa central fotovoltaica. Conforme foi descrito, esta “inovação”, utiliza um sistema piezoelétrico para gerar eletricidade durante a passagem de um comboio. Uma terceira versão, Greenrail Linkbox, envia dados para diagnósticos em tempo real, melhorando a segurança e a manutenção preditiva dos caminhos de ferro.

Cada quilómetro de travessas solares Greenrail pode produzir 35 MWh por quilómetro, energia suficiente para suprir as necessidades anuais de eletricidade de 10 residências. Considerando que só na Europa existem aproximadamente 380 milhões de travessas de betão, o potencial pode ser enorme.

Projetos piloto estão já a produzir energia

Embora a empresa tenha começado a expandir-se em mercados de alto potencial como os EUA, Índia, Austrália, Brasil, Rússia, Uganda e Cazaquistão, em setembro de 2018 abriu o seu primeiro troço piloto de travessas inteligentes na linha Reggio Emilia – Sassuolo, Itália.

Desde então tem afinado e melhorado a tecnologia. Nesse sentido, poderemos num futuro próximo ver as linhas de comboio com outro aspeto, de passivas a ativas na produção de energia.

At https://pplware.sapo.pt/

Artigo de opinião: “Ouvir Pacheco Pereira é sempre uma tourada”

rodrigo-alves-taxaRidículo, patético e sobretudo ignorante. Assim caracterizo o triste episódio anti touradas ontem à noite realizado por Pacheco Pereira no jornal da noite da TVI, querendo começar este artigo que será necessariamente muito mais longo que os que costumo escrever, fazendo um conjunto de considerações.

A primeira para com honestidade intelectual afirmar publicamente que sempre tive alguma simpatia pelo perfil de Pacheco Pereira. Sempre lhe atribuí aquela dose de irreverência e coragem que permite aos que a têm, falar dos assuntos de que outros fogem a sete pés. Nesse sentido choca-me que um homem manifestamente inteligente e na maioria das vezes educado e polido, se tenha ontem transformado, ainda que por momentos, num verdadeiro grunho. A postura que ontem apresentou Pacheco Pereira é digna de um bronco, coisa que ele não é nem nunca foi. Portanto a primeira consideração é de lamento. Pacheco Pereira tem todo o direito em não gostar de touradas. O direito que já não tem é querer impedir-me a mim de vê-las se gosto.

A segunda consideração inicial, que até se articula com a anterior, é para dizer que nesta questão da tauromaquia, o gostar ou não gostar é secundário para efeitos de observação sociológica. O gosto só se encontra na base da discussão porque naturalmente se há touradas é porque as pessoas a elas vão, e se vão é porque gostam. No entanto, no seu âmago, a questão não assenta no domínio do gosto, mas no espectro do respeito pelo outro.

Aqui chegados, a terceira consideração inicial assenta numa grande confusão principiológica que inquina por completo a discussão sobre a tauromaquia desde o seu início, urgindo por isso esclarecê-la. É que tal como Pacheco Pereira, começo a ficar com falta de paciência para certas coisas. E sobretudo quando isso me acontece sou mais azedo num só dedo que Pacheco Pereira nos dez que tem nas mãos.

Caríssimo, pode dar as voltas que quiser ao texto. Um animal não é, seja no que for, um ser igual ou sequer equivalente ao ser humano. Não há qualquer equivalência entre ambas as espécies. Um animal não tem deveres. Ao não ter deveres, não tem direitos. Não tendo direitos, a tauromaquia não viola qualquer princípio, valor ético ou moral, pela simples razão de que aos animais e para com eles, não se aplicam quaisquer exigências intelectuais que entre nós devem ser fio condutor de rectidão social.

Se eu cravar três bandarilhas numa qualquer pessoa, isso é tortura. Se eu colocar três bandarilhas num toiro, não é tortura absolutamente nenhuma pela simples razão de que não há uma equivalência criminal entre ambas as condutas. Aliás, como tem obrigação de saber, o toiro de lide, e não de morte como erradamente o caracterizou, nem sequer está dentro da categoria dos animais de estimação ou companhia, perante os quais eu admito termos uma postura diferente, pela simples razão de que com eles se criam laços de proximidade e afeição muito superiores ao animal aqui citado que não passa na verdade de uma besta.

A menos que que queira experimentar afagar os cornos a um toiro. Boa sorte com isso. Enquanto tenta eu vou continuando o meu artigo.

Ridículo – O primeiro adjectivo que escolhi para caracterizar o que ontem ouvi sobre as touradas, deve-se ao que senti ao ver um homem que entre outras facetas, por ter sido toda a vida um homem de Estado e por isso sempre ter dito defender a democracia, parecer agora esquecê-la por pura embirração ideológica.

A democracia assenta na pluralidade. Assenta também por isso no princípio de que não poderá apenas ser permitido aquilo que eu gosto, aquilo que comigo se identifica e aquilo que por mim é compreendido.  Pacheco Pereiro esqueceu-se desde logo, portanto, que um dos pilares da democracia é a igualdade, e que essa igualdade se manifesta antes de qualquer outra coisa no respeito pela diferença.

Igualmente ridículo foi ver Pacheco Pereira procurar negar que a tauromaquia não tem qualquer raiz de natureza cultural, tendo tanto quanto percebi alvitrado que nem sequer representava grande parte da cultura rural. Ou seja, além de não gostar de touradas, Pacheco Pereira parece querer ser agora o definidor do critério da cultura nacional. Lá saberá o que pretende, eu cá por mim aconselhava-o a ter mais juízo que as suas vastas barbas brancas deviam ser sinónimo de que já devia ter idade para tê-lo.

Eu sou Ribatejano, nasci em plena ruralidade com muito orgulho e com o mesmo orgulho me definirei sempre como rural. A cultura da minha terra bem como do meu distrito é eminentemente taurina, sempre vivi perto de toureiros, forcados, ganadeiros, praças de toiros, campinos, cavalos e toiros. Em criança, bati o record de número de corridas toureadas por ano quando em cima do meu cavalo de pau, o “México”, (em homenagem ao melhor cavalo do toureiro que nessa altura mais gostava de ver tourear) bandarilhava com destreza os vasos das flores da minha mãe. Fui uma criança feliz. E sou sobretudo um homem feliz.

Considero-me além disso um homem bem formado, e nada e em nada inferior ou superior a quem possa ter uma cultura diferente da minha mesmo que não a perceba. Considero-me sobretudo bem formado porque mesmo que não a perceba não a quero eliminar. Muito menos que os outros sejam iguais a mim.

 Então agora vem o Pacheco Pereira armado em pateta explicar-me a mim o que é a minha cultura? Ridículo

Mas não me fico por aqui.

Outra circunstância ridícula, é o argumento tantas vezes invocado de que várias tradições acabam. Que o coliseu romano também acabou. Primeiro há que clarificar que as tradições acabam, quando delas já não há quem goste, as represente ou execute. Em segundo lugar e muito rapidamente, há que clarificar que uma tourada é em tudo diferente dos gladiadores e do coliseu de Roma. É diferente porque no primeiro caso o homem vai de livre vontade enfrentar um animal. Já no coliseu de Roma era um homem que obrigava outro homem a ir lutar com um animal que o poderia matar. E mesmo assim, se não fosse lutar com ele, morreria na mesma.

É capaz de ser um bocadinho diferente.

Claro que tanto num caso como noutro nem o toiro nem o leão do coliseu lá iam parar por sua livre vontade. Mas isso é natural porque o gozo e fruição da vontade é uma demonstração do livre arbítrio, domínio de que só dispõe tal como o concebemos, o ser humano.

Igualmente ridículo, foi Pacheco Pereira na forma como logo no inicio do debate, perante uma questão que lhe foi dirigida sobre se era aceitável que o Estado proibisse alguém de ir a uma corrida de toiros antes de completar dezasseis anos, vir referir que não seria admissível, na medida em que o admissível era desde logo acabar com as touradas.

Portanto, ficámos todos a saber que o mesmo homem que durante anos se sentou no parlamento nacional e europeu, auferindo um ordenado que era pago por todos os portugueses, onde se incluem os toureiros e os aficionados, assumiu publica e claramente que se estava a marimbar sequer para a discussão do tema e para os seus defensores. Era acabar e quem goste que se cale. Meu caro amigo, pode esperar sentado. Não vai ter tarefa fácil. Eu próprio me encarregarei de lhe tornar essa tarefa bem difícil.

Enfim, o show continuou, e depois de todas estas ridicularias de conteúdo houve também um notório ridículo de forma, na medida em que Pacheco Pereira mais parecia um qualquer reacionário descompensado e não o homem ponderado que sempre achei que fosse. Mas aí, todos temos dias e noites infelizes. Talvez a conta do jantar de Pacheco Pereira tenha sido cara ou a ementa lhe estivesse a causar azia.

Passo agora ao patético:

Ora bem, na vida é perfeitamente aceitável, diria mesmo que desejável, que todos nós tenhamos discordâncias. Agora argumentar as nossas discordâncias, assentando-as em falácias, argumentos desleais, imprecisões ou jogos de sombras é que é uma verdadeira patetice. Pacheco Pereira foi para ali falar de touradas sem que tivesse um único argumento sólido que sustentasse a sua posição. Já antes mencionei alguns, mas vou agora mencionar outros.

A primeira patetice foi dizer que a forma como tratamos os animas diz muito da maneira como tratamos as pessoas. O que eu gostava de perguntar a Pacheco Pereira, é se considera que uma qualquer pessoa por ser aficionada é por equivalência um ofensor nato dos seus semelhantes.

Eu sou muitíssimo aficionado. Considera-me, por sê-lo, menos integro que qualquer outra pessoa que não seja?

 É que sabe Pacheco Pereira, distintamente de si, entendo que a forma como muitos destes pseudo modernos seres humanos se preocupam com os animas, o que é, é uma demonstração bem clara da maneira como hoje se encaram as pessoas. São de segundo plano. O animal deve ser protegido. O ser humano logo se vê. Veja bem que até temos partidos com assento parlamentar que defendendo que eutanasiar um animal é um crime hediondo, dizem depois que fazê-lo num ser humano é um acto de bondade.

Diz muito da nossa sociedade. Esperava mais de si.

Outra patetice foi o meu caro amigo vir afirmar que a tourada é um espetáculo público. A tourada não é um espetáculo público Pacheco Pereira. É um espetáculo de público, o que é bem distinto. É organizado por empresas privadas, abrangidas pela legislação que a elas se aplica e, portanto, é feita no exercício de uma actividade com normas e preceitos legais, a que só vai quem quer, pagando o seu bilhete de livre e espontânea vontade para lá se dirigir. Pura deslealdade argumentativa.

Já que falo de lei, outra grande patetice por si explanada durante toda a sua intervenção foi por e simplesmente omitir a força da nossa ordem constitucional na qual em vários artigos se preceitua claramente a legalidade da tauromaquia. A menos que o meu caro amigo não respeite a constituição ou defenda que se faça outra. No primeiro caso é preocupante, se se aplicar o segundo, é legítimo.

Mas a haver uma alteração, esta não pode ser feita sem ouvir o povo. Até que aconteça, continuar-se-á a cumprir a actual. Portanto, a tauromaquia é uma manifestação cultural perfeitamente legal em todos os seus parâmetros, não podendo daí ser proibida ou limitada por decreto. Mas como eu sou boa pessoa, e sobretudo porque sei que o meu caro amigo não é jurista, aconselhava-lhe, nem que fosse por mera curiosidade, a leitura de alguns artigos da constituição.

Pode começar ali pelo princípio da igualdade para aprender o que é, depois passar para os direitos liberdades e garantias para ter uma breve noção de como tudo isto se articula e terminar dando uma passagem ali pela zona dos direitos sociais económicos e culturais. Se no fim da leitura ficar com dúvidas eu dou-lhe umas aulas de Direito Constitucional. E posso dar-lhe também uma de Introdução ao Direito para perceber juridicamente o que é o costume.

Veja bem que estou a dizer que lhe dou umas aulas. Não lhas cobro. Afinal um aficionado pode ser uma pessoa de bem.

Outra patetice:

A dada altura Sousa Tavares disse e bem que se o toiro de lide não fosse toureado por e simplesmente deixava de existir. Ora o Pacheco Pereira, pateticamente, transmitiu que pouco lhe importava o destino dos toiros se a sua existência assentasse no fim tourada. Portanto o caro amigo está tão, mas tão preocupado com um animal, que prefere que ele não exista, a existir para um fim com o qual não concorde.

Grande lógica. Como lhe chamaria um antigo professor meu, é a lógica da batata. Ou seja, desculpem-me todos o termo, uma lógica de merda.

Pelo reino das patetices podia continuar, dizendo que é patético haver partidos que querem colocar como idade mínima para assistir a uma tourada os dezasseis anos porque antes disso a pessoa não tem o carácter suficientemente desenvolvido para saber o que quer e não quer, mas em detrimento, defendem que muito antes disso já se tem a capacidade suficiente para decidir sobre a mudança de sexo; que patético é dizer que o sangue de uma tourada choca, mas que já não choca o sangue que se vê nos filmes, em determinados jogos ou mesmo em alguns desportos.

Não o vou fazer e passo ao último adjectivo; o ignorante.

O ignorante é aquele que não tendo conhecimento suficiente sobre determinada matéria, dela ignora a sua essência. Ora quando se é ignorante sobre algum assunto, manda a cautela que nos calemos sob pena de fazermos figura de parvos. É que a primeira circunstância é uma inevitabilidade. A segunda já é uma escolha.

Porque é que digo que Pacheco Pereira é um ignorante? Eu explico.

 A primeira grande ignorância foi ouvi-lo dizer que a tauromaquia é uma cultura machista. Ora certamente Pacheco Pereira desconhece que numa qualquer bancada de praça de toiros se encontram centenas e centenas de mulheres das mais variadas idades. Só se Pacheco Pereira ignora que elas lá estejam, e isso sim já é uma demonstração, não do machismo da tauromaquia, mas do seu próprio machismo pessoal.

Não obstante, foi igualmente ignorante, porque ou não sabe ou propositadamente procurou omitir, que na actualidade há pelo menos, assim que me lembre de repente, seis cavaleiras tauromáquicas no activo. E já que gosta de colecionar papéis, faça uma busca sobre cartelaria taurina e verá que já aí pelas décadas de 50, 60 e 70, existiam mulheres cavaleiras e até toureiras a pé.

Se não encontrar eu mostro-lhe.

Claro que o mundo taurino de então era machista. Como foi durante séculos o mundo político, académico, social e todos os outros. Tudo teve a sua evolução e a mulher chega à tauromaquia como chegou a qualquer outra área de actividade da sociedade. Mais tarde que os homens.

Amigo Pacheco, mais tento na língua se faz favor que ninguém tem que ser obrigado a aturá-lo, sim?

Outra ignorância foi ouvi-lo dizer que a cultura tauromáquica, dentro desta sua visão machista, era uma cultura em que o homem se gostava de armar em valente perante o toiro, eventualmente digo eu, para mostrar aos seus pares e às senhoras que é muito viril e valente. Portanto ser valente é agora sinónimo de ser machista. Eu sempre vi a valentia como uma característica sem sexo. A valentia e a cobardia. Eventualmente enganei-me.

Desta forma não compreendo esta argumentação e muito menos de que maneira ajuda a mesma a debater seriamente o tema. Ou melhor, compreendo. Esta argumentação é própria de quem por mero capricho pessoal e ideológico que sobrepor a sua opinião à dos outros nem que para isso tenha de aplicar toda e qualquer artimanha dialética por ausência de qualquer nível de razão.

Como isto já vai longo, e antes mesmo de terminar com uma preocupação e um desafio, deixo aquela que vi como a última e mais grosseira demonstração de ignorância da sua parte. Oh caro amigo, em Portugal não há toiros de morte desde o reinado de D. Maria II, exceptuando o caso de Barrancos, numa decisão maioritariamente assente no tal costume como fonte de direito que já lhe aconselhei que estudasse. Toiros de morte é em Espanha.

Então o caro amigo vem discutir um tema quando nem sequer o saber caraterizar e delimitar correctamente?

 Não sei que lhe diga.

Olhe por aqui me fico. Mas tal como disse, faço-o manifestando uma preocupação e fazendo um desafio. A preocupação é porque acho que algum trauma deve o meu amigo ter tido ou com as touradas, ou com algum toiro, ou mesmo com algum agente da tauromaquia, com qualquer coisa. Só assim percebo a sua descompensação e completo desrespeito pelos muitos milhares de aficionados portugueses.  Veja lá, se o poder ajudar a ultrapassar isso, diga-me, por favor.

O desafio que lhe lanço, e porque manifestamente ainda que tenha tentado, Sousa Tavares não lhe soube dar as respostas mais correctas porque tal como disse, deve ter visto aí umas seis corridas na vida, desafio-o para numa qualquer televisão, rádio, restaurante, café, sala de reuniões ou qualquer outro local, vir debater comigo, ponto por ponto, a tauromaquia. Até porque certamente muitos acharão que pessoalmente não lhe diria tudo isto que hoje aqui escrevi, e eu gostava de lho dizer de viva voz.

 Estou à sua inteira disponibilidade, no local e formato que a si mais adequado lhe parecer.

Olhe, em linguagem taurina, obviamente apelando ao seu sentido de humor e metaforicamente falando, coloco-me de praça a praça e dou-lhe a primazia da investida.

Rodrigo Alves Taxa

At https://ionline.sapo.pt/