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Venda online de bilhetes para o Andanças até Sexta

Andanças 17

A Associação PédeXumbo está a disponibilizar AQUI até à próxima sexta-feira dia 4 de Agosto a venda online de bilhetes diários para o Festival Andanças 2017.

Trata-se de uma “medida extraordinária” que visa “assegurar a ida ao Andanças’17” e uma “oportunidade para adquirir atempadamente o bilhete”. A organização assegura que “informará no site e redes sociais caso a lotação máxima seja atingida em qualquer dos dias”.

A Pé de Xumbo explica que “a edição do Andanças’17 – em redor da Vila tem uma lotação limitada a 1750 pessoas. Por esta razão, e por forma a não inviabilizar a aquisição dos passes de 4 dias, não foi disponibilizada nem estava prevista a venda online de bilhetes diários” tendo terminado a 30 de julho a fase de venda online para aquisição do passe de 4 dias, mas “já sabemos que ainda há bilhetes disponíveis”.

“Por outro lado, têm sido inúmeros os telefonemas do público a solicitar que possamos facilitar a compra dos bilhetes diários antecipadamente, no sentido de evitarem a possibilidade de se deslocarem ao local e não conseguirem adquirir bilhete pela lotação ter esgotado”, adiantam os organizadores.

At https://noticiasdecastelodevide.blogspot.pt/

Artigo de opinião: “Incêndios florestais: a dura realidade”

Miguel FreitasA época crítica ainda agora começou. São precisas respostas operacionais urgentes, pois vivemos sobre um barril de pólvora.
Neste momento de enorme perda em Pedrógão Grande, o país confronta-se consigo próprio na sua fragilidade institucional e de intervenção territorial, e exige inquéritos, avaliação, balanços, mas também análise prospetiva consequente. Muito se tem debatido sobre os grandes incêndios florestais, mas sempre que voltamos ao tema sentimo-nos súbditos da Rainha de Copas do País das Maravilhas — running to stand still — a correr para ficar no mesmo lugar.

O relatório sobre a problemática dos incêndios florestais da Assembleia da República, aprovado por unanimidade em 2014, demonstrou que, com boas propostas e capacidade negocial, é possível criar consensos, tendo avançado com propostas de reforma do Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios e de proteção civil. Retomo aqui as questões essenciais.

Coordenação: o sistema tem défice de coordenação, pois cada um dos três pilares trabalha para o seu lado, sem uma estratégia operacional comum, sem uma efetiva articulação de esforços no planeamento e na execução das ações. É preciso concentrar numa unidade de missão a coordenação operacional, permitindo uma visão global e local articulada em termos de mobilização de meios de prevenção e de combate. O histórico de ocorrências deve estar na base de decisões de planeamento e de gestão, de curto e médio prazo.

Estabilidade: a instabilidade permanente nas autoridades de proteção civil e florestal provocam desorientação, desmotivação e desvitalização dos serviços. A descontinuidade nas medidas de política também não ajuda. Por exemplo, a interrupção do programa especial de incentivos no âmbito da Ação Integrada de Base Territorial do Pinhal Interior, em 2006, teve consequências trágicas na redução de investimento florestal no território que agora ardeu. É preciso mais estabilidade orgânica e continuidade nos programas de apoio à floresta.

Planeamento: existe desajustamento entre planos e a ação concreta no terreno. A rede primária de proteção apenas está concretizada em 35% (a precisar de manutenção). Das 500 equipas florestais previstas, estarão no terreno cerca de 300. Muito do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios está por concretizar. Ou se duplica a verba da prevenção até 2025, ou se reformula a sua aplicação no território em função do risco, com planeamento de base intermunicipal.

A época crítica de incêndios florestais ainda agora começou. São precisas respostas operacionais urgentes, pois vivemos sobre um barril de pólvora. Mas as mudanças são mais profundas e precisam de determinação, envolvimento e tempo.

Miguel Freitas

Mais uma praia fluvial dinamiza o Alentejo

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Conforme a Rádio Campanário avançou, o concelho de Mourão irá em breve ter ao dispor da população uma praia fluvial, esta que será inaugurada já na próxima segunda-feira (17 de julho), pelas 10h30m.

Esta praia que estará apetrechada com um conjunto de equipamentos adequados para receber as populações.

Na última semana esteve no local uma equipa de mergulhadores dos Bombeiros Voluntários de Mourão que verificaram a área e a construção do passadiço que faz a ligação entre o Parque de Merendas e o areal.

At http://www.radiocampanario.com/

Crato vai ter (mais) um novo festival

Crato Festival

Vai nascer um novo festival de verão no Alentejo, perto do Crato, no Alto Alentejo. Falamos do “Waking Life” e que mistura Cinema, Artes Performativas, Ecologia, Natureza e  música eletrónica.

No “Waking Life” – 17 a 20 de agosto – estarão perto de 70 projetos de música eletrónica ao vivo e com sessões DJ – com muitos nomes conhecidos do tecno, da eletrónica e do house e de músicas eletrónicas mais exploratórias ou ambientais.

Stimming, Sebastian Mullaert, Jennifer Cardini e Steve O’ Sullivan, talém de Fennesz Soundwalk Collective, são alguns dos nomes que vão marcar presença nesta festa que traz ainda ao Aleksi Peräla, Ateq, Ben UFO, Dorisburg, Patrick Russell, Sammy Dee, Robag Wruhme, Nthng, De Wakta e Konstantin.

At https://wakinglife.pt/http://www.tribunaalentejo.pt/

Tesla deixa grupo de conselheiros de Trump

Tesla

Elon Musk reagiu desta forma à decisão do presidente norte-americano de abandonar o Acordo de Paris, contra as alterações climáticas.

O CEO da Tesla e da SpaceX deixou o grupo de conselheiros de Donald Trump, em resposta à saída dos EUA do Acordo de Paris. Elon Musk escreveu, esta terça-feira, no Twitter: “Estou de saída do conselho presidencial. Alterações climáticas são reais. Deixar Paris não é bom para a América ou o mundo.”

Musk tinha prometido deixar os cargos de conselheiro caso Donald Trump anunciasse a saída dos EUA do acordo global pela redução dos efeitos das alterações climáticas.

O empresário já tinha revelado que estava a tentar mudar a opinião do presidente e de outras pessoas na Casa Branca.

Elon Musk era um dos 18 empresários conselheiros de Trump, num grupo conhecido por Fórum Estratégico e de Políticas. Também aconselhava o presidente na sua iniciativa para criar empregos na indústria.

As reações contra o anúncio de Trump têm-se multiplicado. O jornalista da CNN e especialista em assuntos internacionais, Fareed Zakaria considera que esta decisão tirou aos EUA o estatuto de “líder do mundo livre”. “Este foi o dia em que os Estados Unidos se demitiram de líderes do mundo livre”, classificou.

O especialista defendeu ainda que o acordo das alterações climáticas era “extraordinariamente flexível”, daí não compreender a “irresponsabilidade” desta decisão.

At http://www.dn.pt/

Exército diz que quem é mais atingido por nuvem radioactiva de Almaraz serão os do norte

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O Exército simulou como Portugal seria afectado em caso de acidente grave na central nuclear espanhola. Norte seria a região mais afectada. A Protecção Civil desconhece o estudo, feito em 2010.

Cerca de 800 mil pessoas em Portugal podem ser afectadas pela radioactividade caso ocorra um acidente grave na central nuclear de Almaraz, em Espanha, revela uma simulação feita pelo Exército em 2010 a que a Renascença teve acesso.

A simulação, feita pelo Elemento de Defesa Biológico, Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestres a partir de um programa da Nato, tem como base um cenário idêntico ao acidente de Chernobyl, em 1986 – o rebentamento de um reactor, seguido de incêndio.

A simulação foi feita a partir do cenário mais perigoso, com uma probabilidade de ocorrência muito baixa, sublinha a major de engenharia Ana Silva, comandante desta força do Exército, em declarações à Renascença.

O programa simula a evolução da nuvem radioactiva nas 40 horas que se seguem à explosão e a sua deslocação pelo território português, onde chegaria 12 horas após o acidente.

“Os distritos atingidos pela nuvem radioactiva são os que ficam no norte de Portugal, sendo que o distrito de Castelo Branco será o mais afectado, mas sempre com valores baixos de radioactividade. No total, prevê-se que afecte 800 mil pessoas”, revela a major Ana Silva.

De acordo com esta oficial do Exército, “dada a proximidade com a fronteira espanhola, os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor, onde vivem cerca de 45 mil pessoas, registam o maior nível de afectação”.

No entanto, “o problema não é tanto o que resulta da exposição imediata à radiação, mas sim os efeitos que se podem manifestar caso a exposição seja prolongada”.

Apenas os 170 habitantes de Segura, uma aldeia do concelho de Idanha-a-Nova, teriam que ser retirados de suas casas como medida de precaução. Nesta povoação fronteiriça, ninguém conhece o estudo do Exército nem as medidas de segurança a adoptar em caso de acidente nuclear. (…)

Protecção Civil desconhece estudo

O Elemento de Defesa Biológico Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestre já apresentou a sua simulação aos técnicos de Almaraz e as previsões das consequências coincidem. No entanto, nunca se organizaram exercícios conjuntos nem há planeamento partilhado entre Portugal e Espanha.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil não conhece o estudo nem realizou nenhum exercício com base nas suas conclusões.

At http://rr.sapo.pt/