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Ideias claras sobre o fogo em Portugal

Domingos

Logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande, o primeiro-ministro pediu ao professor Domingos Xavier Viegas, do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, um estudo sobre o comportamento do fogo. A equipa de 14 pessoas foi mais longe e mostrou o que falhou na segurança das pessoas. Em conversa com o PÚBLICO na véspera do Conselho de Ministros que vai decidir que reformas vão ser feitas, o perito em incêndios alerta para soluções “oportunistas” e que parecem “salvadoras”, mas não o são. Entra em choque com algumas das recomendações da Comissão Técnica Independente e deixa algumas sugestões para serem seguidas pelas pessoas.

Pode explicar às pessoas o porquê de este fogo ter sido excepcional?
Neste incêndio houve coisas que foram fora do comum, pelo menos para nós que estudamos o comportamento extremo do fogo. Por exemplo a interferência, a interacção entre uma trovoada e um grande incêndio. Este incêndio teve uma particularidade dramática, relativamente grave, que foi a aproximação da trovoada. O que fez? Fez incidir sobre o incêndio correntes descendentes, o tal downburst.

Esse fenómeno não era previsível?
Eram previsíveis as condições meteorológicas, não o efeito. Que havia trovoada, sabia-se, que se estava a deslocar também. Penso que não há ainda dentro da estrutura a percepção da gravidade de uma situação destas. Pesquisámos literatura e não encontrámos muitos trabalhos. São muito poucos os casos.

O que aconteceu este fim-de-semana é de uma natureza diferente?
Penso que sim. Se o episódio de Pedrógão já nos tinha causado um grande choque, este agora é de uma dimensão que ainda não recuperei dele. Vamos analisá-lo. Aquilo que se me afigura é que havia uma situação de vento muito forte.

Por causa do furacão Ophelia?
Admito que sim. Vento quente, seco e forte. Em Pedrógão, quando o incêndio começou não havia praticamente vento, manifestou-se com a entrada da trovoada e o vento que o próprio incêndio gerou. Fazendo o paralelo com o 15 de Outubro, esse vento forte fez com que focos de incêndio se propagavam rapidamente e com projecções que se espalhavam por territórios imensos. Fiquei impressionado ao ver as imagens das áreas ardidas que são um pesadelo.

Tivemos duas catástrofes de natureza diferente, há a possibilidade de se repetirem com outras características? 
Diria que sim. Há um elemento que é comum a Pedrógão e a 15 de Outubro que é a seca. Os combustíveis estão extremamente secos. Monitorizamos a humidade dos combustíveis e na quinta ou sexta-feira na Lousã a humidade era de 4%, que é um valor baixíssimo. Correspondem a condições catastróficas.

Sabia antes do fogo de domingo? Teve interação com as autoridades?
Infelizmente, ultimamente não temos estado a fazer isso. Durante vários anos tínhamos o costume de enviar.

Deixou de enviar porque não havia um interlocutor do lado de lá?
Por ventura. Nós enviávamos, não me recordo de termos um grande feedback. Partilho que há essa falta de diálogo.

EDP desafia-o a provar que o incêndio começou por causa de um cabo de alta tensão?
O nosso papel é reportar o que vimos, os dados que temos. E segundo os dados que temos, com fundamentação técnica, estamos convencidos que é esta a causa do incêndio. Ao ponto de provar, não sei a que instância se refere, se é em tribunal, não nos compete a nós, penso eu tirar ilações ou conclusões de responsabilização civil. Mas temos esta conclusão e estamos preparados para defendê-la.

Acabou por alargar o seu relatório, achávamos que seria apenas sobre o comportamento do fogo?
O comportamento do fogo é por assim dizer a nossa especialidade, mas trabalhamos também as áreas da segurança pessoal e a prevenção, protecção das comunidades. Há aspectos do comportamento do fogo que ainda estamos a investigar.

Quais?
Uma coisa que não é muito conhecida, mas que é um fenómeno que temos vindo a identificar ao longo dos anos que é o encontro de frentes de incêndio. E aqui neste incêndio houve dois, o de Escalos Fundeiros e o de Regadas, que se desenvolveram independentemente, e a certa altura encontraram-se. Quando dois fogos se encontram, geram entre correntes de convecção muitos violentas e muito fortes, dão origem a tornados de fogo e de vento. Localizámos onde se deu esse encontro e onde se desenvolveram esses tornados.

A existência desse segundo incêndio foi uma novidade. Acredita que se tivesse sido dada importância a esta ocorrência, teria acontecido o que aconteceu? Admito que as coisas poderiam ter sido diferentes. Se for reconhecida uma nova ocorrência, o comando, de acordo com os procedimentos, precisa de outro ataque inicial.

Mas esse alerta não existiu?
Foi detectada pelos bombeiros. Foi lá um bombeiro para reconhecimento e que disse que estava fora de controlo. Mas não tinham meios para colocar. Se tivesse sido reconhecido como uma nova ocorrência, poderiam ter vindo meios aéreos que estavam a actuar no incêndio ao lado, em Góis, e poderiam ter sido divergidos para lá.

Durante duas horas não houve ataque aéreo, entre as 16h e as 18h. Isso fez toda a diferença? Naturalmente. No incêndio de Escalos, houve dois meios aéreos no início e retiraram-se. Infelizmente esse tempo foi crucial. Nesse período de tempo o incêndio poderia ter sido controlado. Mas também devo reconhecer que estes dois meios não eram suficientes. Seriam necessários mais meios aéreos e terrestres.

Foi uma questão de incompetência do comando, de desconhecimento? Falamos bastante no relatório que temos de ter mais qualificação e uma maior uniformidade na preparação dos quadros de comando. Na fase inicial do incêndio, não houve a percepção da gravidade, embora ela tenha sido reconhecida nas primeiras abordagens. Mas o que não houve foi a capacidade de traduzir isso com veemência para o comando nacional no sentido de serem alocados meios. No incêndio do lado foram pedidos esses meios mais ou menos a essa hora.

E são dois comandos diferentes, um é de Leiria e outro de Coimbra…
E foram alocados dois Canadair para esse incêndio. Ironicamente, esses Canadair quando iam abastecer à barragem do Cabril passavam por cima do incêndio de Escalos. Confrontámos o comando nacional com essa realidade. Se havia ali um incêndio grave porque não agiam lá.

O que lhe respondeu?
Dizia que não podem andar a saltitar com meios de um lado para o outro. Por outro lado a doutrina é também que se há um incêndio que se está a atacar, tem de se resolver esse, porque senão temos dois grandes incêndios. (…) É preciso dizer que os bombeiros lutaram com uma valentia… tenho um grande respeito por estes homens. Naquela primeira zona entre escalos e o IC8, não houve fuga de pessoas nem vítimas mortais.

Morreram do outro lado…
Já não foi possível chegar com recursos. Não foi só a mudança de direcção do incêndio como também o encontro das duas frentes.

Era impossível salvar aquelas pessoas?
Era muito difícil. Falando com as pessoas, elas dizem-nos que não havia bombeiros, que não havia água, electricidade, ficou tudo escuro, o incêndio fazia um barulho tremendo, entrou toda a gente em pânico. Apesar disso, houve muitas pessoas que optaram por ficar em casa.

Foi isso que as salvou?
É verdade. Devia ter havido antes de mais um aviso prévio às pessoas dizendo que é mais seguro ficar em casa, do que fugir. A permanência da pessoa em casa é a sua melhor garantia de sobrevivência, porque uma casa não começa a arder de um momento para o outro.

Diz que tem muitas reservas sobre as opções de evacuações compulsivas. Mas não foi isso que salvou muitas pessoas nos fogos do Verão?
A evacuação resolve o problema da salvaguarda da segurança das pessoas, desde que seja feita com tempo, porque também houve evacuações feitas tardiamente que acabaram por pôr em perigo não só as forças que estão a fazê-lo com as pessoas. A nossa realidade é que as casas são de algum modo resistentes e se há pessoas que têm capacidade psicológica e física para ficar e resistir, essas pessoas devem permanecer, porque uma casa que é abandonada é uma casa que é destruída.

As reformas necessárias para evitar estas tragédias não foram feitas?
Não podemos só pensar nas entidades e nas instituições. Claro que têm um papel e são responsáveis e têm de olhar para o problema de maneira diferente. Temos de olhar para as pessoas. Se olharmos para a paisagem aqui à volta, as condições estão lá para acontecer exactamente a mesma coisa. E o que estamos a fazer? Aqueles armazéns que há nas casas cheios de lenha, com vegetação à volta. As pessoas viram isto arder em Pedrógão. O que fizeram de Junho até Outubro? Muito pouco.

Houve queimadas…
Por exemplo. Temos de repensar, temos de reestruturar os espaços rurais de uma forma completamente diferente. Como pode haver uma zona industrial que está rodeada de pinheiros à volta, que não tem qualquer defesa?

O que é possível mudar? Que medidas têm de ser implementadas já?
O que tinha de ser feito era falar com as pessoas, dar-lhes indicações. Uma das coisas que publicamos aqui é um folheto de conselhos às pessoas, tem 10 anos ou mais. Disponibilizámos às autoridades e ninguém pega no assunto. As próprias autarquias que deviam fazer a sensibilização das pessoas não se preocupam.

O Conselho de Ministros vai decidir sobre que caminho tomar…
Tem de se ter muito cuidado e discernimento em distinguir o trigo do joio e não ir atrás de ideias oportunistas, de coisas que podem parecer salvadoras.

Está a falar da ideia de dar mais dinheiro a bombeiros?
Isso é fácil e se calhar é preciso fazer-se, mas não pode ser exclusivamente isso. Qualquer reforma que seja feita não pode excluir as coisas boas que o sistema tem. Neste momento, a nossa protecção civil, apesar de todo o descalabro que houve, é um serviço válido, deu provas ao longo destes anos. Tem de ser melhor estruturado, melhor dotado, melhor qualificado, mas não é coisa para deitar fora.

Concorda com as recomendações da comissão técnica?
A comissão técnica propõe a criação de uma agência para gerir prevenção e combate, inclusive vai ao ponto de recomendar que seja gerida por técnicos florestais. Que haja essa junção e articulação das duas tarefas, parece-me bem. No nosso relatório falamos de um plano de gestão de incêndios florestais que olhe para isto no seu conjunto. Tem de haver alguma estrutura que esteja por cima.

Parece-lhe que aquelas recomendações vão longe demais?
Participei num processo em 2006 e houve uma recomendação de criar-se os bombeiros florestais. Confesso que critiquei muito essa medida e se é isso que está a propor agora, tenho sérias reservas.

Bombeiros na prevenção e depois no combate?
Proponho que aquilo que já existe seja melhorado. Temos bombeiros que têm experiência no combate a incêndios florestais e que sabem combater incêndios em casas. Temos sapadores florestais que trabalham todo o ano na floresta e podem fazer trabalho de prevenção. O Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta (ICNF) devia cuidar mais dessa força, que existe, que é numerosa, mas que não está devidamente treinada e enquadrada. Claro que os bombeiros têm de trabalhar em conjunto com eles, mas não vamos estar aqui a misturar as coisas. Não vamos estar a pôr os bombeiros a fazer limpeza da floresta, quando já temos uma força que faz isso.

Há mais alguma proposta que lhe mereça atenção?
Há uma situação que é um absurdo que é a de ter num incêndio bombeiros que vão combater o fogo na floresta e bombeiros que vão defender as casas. Porquê? Na nossa floresta, há casas por todo o lado. Se um incêndio está a deflagrar e chegar ao pé das casas, vamos fazer o quê? Vamos esperar que cheguem os bombeiros para proteger aquela casa? É absurdo.

A comissão técnica propõe a separação entre a protecção das pessoas e o combate ao incêndio…
Se é essa a ideia, que já foi apresentada há uns anos, estou completamente em desacordo. Veja-se o caso do dia 15 de Outubro. Alguém podia estar no meio da floresta a atacar o fogo? Da mesma forma que os bombeiros se retiram para proteger as casas, porque têm mais prioridade, também é uma segurança para eles. Vou mais longe: aquilo que temos assistido nos últimos anos da parte do sector florestal, do ICNF é que tem-se alheado completamente deste problema. Tem-se afastado deste problema.

Os presidentes de câmara culpam o ICNF pelo facto de deixar plantar eucalipto por todo o lado. Também acha que o ICNF está a falhar?
Claramente. Mas os próprios presidentes de câmara não fazem o seu trabalho. Há câmaras que não têm plano de defesa da floresta que foi o que aconteceu em Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra. Um plano pode ser papel, mas um plano feito com consciência significa que há alguém que sabe dizer onde existe o problema e qual deve ser a solução. E depois, há um problema até legal com o qual fomos confrontados agora. Quando confrontámos a ASCENDI com a falta de gestão das faixas ao longo das estradas, a resposta que eles têm é que diz na lei que essa limpeza é obrigatória nas zonas previstas pelo plano municipal, como esse plano não existia, ninguém os pode obrigar a fazer esse trabalho. Esta é a consequência que a omissão de autarcas pode ter neste processo. E são coisas dessas que se o ICNF tivesse mais pulso, [fariam com] que esses planos fossem de acordo com a lei. E porque não o são? Porque às vezes um autarca quer que seja de determinada maneira por causa de outros interesses.

At https://www.publico.pt/

Os eleitores do interior

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O secretariado da secção concelhia do Partido Socialista (PS) vem em comunicado desmentir o Presidente do Partido Social Democrata (PSD) de Castelo Branco, Carlos Almeida, já anunciado candidato à Câmara Municipal, que em entrevista recente a uma rádio de Castelo Branco, afirmou que ” na competição do número de eleitores, Castelo Branco perdeu 2000 eleitores e que ocupa o “último lugar” nas capitais do Interior“.

Com base nos mapas publicados pela Secretária-geral da Administração Interna, o PS explica que Castelo Branco ocupa o 15.º lugar de entre as 20 capitais, no ranking do número de eleitores, à frente de Évora, Guarda, Bragança, Beja e Portalegre.

No Distrito de Castelo Branco, o município de Castelo Branco é o que tem maior  número de eleitores e o que menos perdeu em 4 anos.

Na perda de eleitores, capitais como o Porto, Portalegre e Santarém perderam mais que Castelo Branco.

Castelo Branco perdeu menos eleitores que municípios relevantes e próximos como: Torres Novas, Portalegre, Santarém, Abrantes, Covilhã e Fundão.

Nos 18 distritos e 2 regiões autónomas: 14 perdem eleitores (Aveiro, Madeira, Leiria, Coimbra, Santarém, Évora, Vila real, Viana do Castelo, Bragança, Viseu, Beja, Portalegre, Guarda e Castelo Branco); 6 ganham (Faro, Açores, Setúbal, Porto, Lisboa e Braga).

Das 20 capitais de distrito e regiões autónomas: 15 perdem eleitores (Leiria, Vila Real, Funchal, Coimbra, Évora, Bragança, Viseu, Viana do Castelo, Guarda, Beja, Lisboa, Castelo Branco, Porto, Portalegre, Santarém); 5 ganham (Braga, Ponta Delgada, Setúbal, Aveiro e Faro).

71 municípios (dos 308 municípios portugueses) cresceram em número de eleitores, sendo 68 de Distritos do Litoral ou das Ilhas. 52 municípios perderam até 2% do n.º de eleitores. 32 municípios perderam entre 2% e 3% do n.º de eleitores. Lisboa, Porto, Castelo Branco, Viana do Castelo, Guarda e Beja, são capitais de distrito que integram este grupo. 62 municípios perderam entre 3% e 5% do n.º de eleitores. 72 municípios  perderam entre 5% e 8% do n.º de eleitores. 19 municípios perderam entre 8% e 14% do n.º de eleitores.

Face aos dados apresentados, o PS acusa Carlos Almeida de “impreparação e má-fé“, lembrando que “a desertificação é um problema nacional, que o PSD agravou com as suas políticas. As autarquias têm pugnado para resistir e contrariar a inexorável tendência. Quase sem exceção, as autarquias do Interior têm mais dificuldades e algumas têm pequenas vitórias.”

O PS termina afirmando que “está absolutamente confiante. A dinâmica demográfica é uma constante. Em 1997, Castelo Branco tinha 50.987 eleitores inscritos. Em 2001, diminuiu para 48.590. Em 2013, o número de eleitores já era 51.325. A diminuição agora indiciada, é também o resultado da austeridade imposta pelo PSD, entre 2011 e 2015. Caso se confirme o decréscimo em 2017, sabemos que com a liderança de Luís Correia, recuperaremos o eleitorado, como fizemos no passado.”

At Diário Digital

Passados os 100.000… tempo de novidades!

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Chegados aos 100.000, chegou a hora de apresentarmos algo de novo. Tudo porque há quem teime em (nos) seguir apontamentos tipo sms, com incidência no concelho de Nisa, assim como no distrito de Portalegre, ou em todos os acontecimentos pertinentes do interior de Portugal, ou mesmo reflectir sobre artigos de opinião, sobre as mais variadas matérias, tudo da forma mais isenta. A tal forma que alguns fazem questão de não prosseguir, ou porque são narcisos(as) (não, não é o Zé dos electrodomésticos, nem a médica do “hospital”), ou porque têm aptência para dominar tudo, e entram em fúria se não conseguirem atingir esse objectivo. Até porque nem todos servem para andar com bilhas de olaria nos braços, sobre as ordens ou caprichos de outrém.

Está então na hora de partilharmos também informação nas redes sociais. Estaremos assim mais perto das pessoas, do cidadão comum, do Povo. Aquele que não é meu ou teu, mas que é de cada um ou de todos. Vai começar a “piar mais fino”.

A Nisa apontamos um concelho que está agora mais bonito e recu(o)perado. A isso se deveu a iniciativa do Município, que proporciona assim melhor qualidade de vida aos cidadãos e a visita ao concelho de muitos mais curiosos. Está disponível para fazer mais, “não” se move “por interesses pessoais”, pois “o poder por si só é inócuo, ter poder só por ter poder não é desafiador para ninguém, a menos que esse alguém tenha uma deformação emocional”, e até porque “há que gerir, reflectir, discutir e ter a capacidade de inflectir no percurso inicialmente traçado, por forma a salvaguardar o interesse público e a não perder muito tempo em quezílias que não conduzem a efeitos práticos para a vida da comunidade que servimos, porque no fundo nós gerimos o erário público”. A outros níveis contámos também com a ajuda do Governo (investimentos locais da responsabilidade do Governo), e ainda noutros com a ajuda da Europa (entendam-se fundos estruturais). Aos eleitos políticos escolhidos pelo Povo, e ao próprio Povo, caberá a melhor análise sobre o que estará ainda ou não por fazer, nomeadamente na área das grandes infraestruturas ou do emprego.

Ao distrito, e nomeadamente à “sede” de Portalegre, lamentamos a perda de capacidade reivindicativa e de empreendedorismo aos longo dos últimos anos, que a fez “progredir” em sentido contrário a Elvas, que cada vez mais atingirá um “centralismo” natural no distrito, mais ainda se adquirir a condição de eurocidade. Uma certa prepotência “urbana” de outros tempos parece que deixou de vingar na capital do Alto Alentejo. Aos narizes “impinados” de quase desprezo por outras gentes do distrito, surge agora o socorro vindo de fora para acudir à quase desistência dos actores políticos da urbe. Em todo o caso, a todos os responsáveis distritais se pede empenhamento e dedicação, o que, na realidade, se tem vindo a verificar positivamente em algumas circunstâncias, nomeadamente por parte de novos intervenientes políticos supraregionais, que ainda vingam na cidade de Portalegre.

Ao interior, se alteração tenho existido, a mesma não é visível, e casos pontuais não terão qualquer tipo de reacção consequente. Lembram-se a espaços na televisão, na rádio, em artigos de opinião, desta dicotomia, mas “o” de Bragança continua sem falar com “o” de Beja. Continua cada um na sua toca, onde sobressaiem alguns de bandeirinha, mas que isolados nunca servirão para mais do que continuarem a ver o litoral e as grandes cidades a afastarem-se.

Continuação de um (que se deseja) bom 2017. Uns partem, outros regressam, outros ficam, outros estarão em qualquer lugar, assim se lhes abra o apetite do umbigo.

Câmara de Ródão apoia compra e rendas de casa

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A Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão tem vindo a implementar um conjunto de medidas de apoio social para os residentes no concelho, informou o presidente do Município, Luís Pereira.

Entre as medidas adotadas pelo executivo, destacam-se o apoio à aquisição de casa no valor de 2500 euros e o apoio ao arrendamento para famílias numerosas, durante um período de um ano, independentemente da sua condição financeira.

Também os jovens com idade até aos 35 anos, e em função do seu rendimento, têm igualmente ao seu dispor um apoio ao arrendamento, que pode atingir os 100% do valor da renda, num período até 3 anos.

Luís Pereira, presidente do Município, sublinha a importância destas medidas, as quais já se encontram implementadas no concelho, tendo sido destacadas na última reunião de Câmara pública realizada fora da sede do concelho.

At http://www.diariodigitalcastelobranco.pt/

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A Câmara de Vila Velha de Ródão realizou a última reunião pública descentralizada deste mandato na freguesia de Fratel. A sessão decorreu dia 13 na antiga Escola Primária, cuja sala foi pequena para acolher as várias dezenas de munícipes que participaram na iniciativa.

Para o presidente da Câmara, Luís Pereira, a realização da sessão pública em Fratel surge no âmbito do compromisso assumido pelo seu executivo, em implementar uma «política de proximidade para com os munícipes de todo o concelho».

Além das reuniões descentralizadas, o edil destaca a implementação de um serviço da autarquia que passa pela deslocação, semanal de um funcionário às Juntas de Freguesia, por forma a aproximar os cidadãos da Câmara e a melhor resolver os seus problemas ou questões relacionadas com o Município.

A reunião realizada permitiu aos cidadãos questionarem o Executivo sobre várias questões relacionadas com o concelho, a que o autarca respondeu agradecendo também as preocupações partilhadas por todos em prol do desenvolvimento do concelho, tendo ainda informado os munícipes dos investimentos previstos em orçamento para as freguesias.

A próxima reunião descentralizada decorrerá no dia 5 de Maio, pelas 14h30, na localidade de Perais.

At http://www.jornalaltoalentejo.com/

Castelo de Vide e Marvão chegam-se a Portalegre. Arronches aproveita

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A 17 de novembro, António Pita recebeu os seus homólogos de Portalegre, Arronches e Marvão com o intuito de se proceder à criação de uma Associação Intermunicipal entre os concelhos que têm o Parque Natural da Serra de São Mamede como denominador comum a unir o território.

A constituição desta Associação justifica-se na medida em que esta área classificada detém um conjunto diversificado de recursos e oferece inúmeras oportunidades que não estão suficientemente aproveitadas, pelo que o seu objeto visa, respetivamente:

1.- Contribuir para a promoção, inovação, aprofundamento, divulgação e desenvolvimento do território Alentejano, nomeadamente da Serra de São Mamede;

2.- Fomentar a cooperação entre os vários Municípios associados, bem como uma perspetiva de cooperação transfronteiriça;

3.- Promover o património cultural e natural da região;

4.- Colaborar na definição de políticas com vista à valorização dos recursos naturais e humanos, assim como para o desenvolvimento territorial;

5.- Estimular a definição de estratégias supramunicipais partilhadas, com vista à maximização e otimização dos serviços e recursos, bem como à gestão integrada de projetos, ações e território.

Assim, nos próximos tempos irão ser desenvolvidos os procedimentos necessários com vista à formalização da referida Associação.

At http://www.cm-castelo-vide.pt/

Jornal Reconquista vai receber Prémio Gazeta

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O Reconquista (de Castelo Branco) recebe esta sexta-feira o Prémio Gazeta Imprensa Regional 2015, atribuído pelo Clube de Jornalistas.

A cerimónia acontece na sede da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa e contará com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O Prémio Gazeta é o mais importante galardão de jornalismo em Portugal, sendo atribuído nas categorias de Revelação, Rádio, Televisão, Multimédia, Fotografia, Imprensa, Imprensa Regional e Mérito.

O Reconquista foi escolhido pelo júri graças “à sua ampla e diversificada informação sobre a realidade regional, a par de uma bem-sucedida interação com as escolas da região”.

O júri foi constituído por personalidades ligadas ao Clube dos Jornalistas, Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal, Comissão da Carteira Profissional, jornalistas e professores universitários.

Na mesma cerimónia recebem o Prémio Gazeta a jornalista do Público Sibila Lind (Revelação), Pepe Brix (Fotografia), Rita Colaço, da Antena 1 (Rádio); Catarina Santos, da Rádio Renascença (Multimédia); Ricardo J. Rodrigues, da revista Notícias Magazine (Imprensa) e Sofia Leite, da RTP (Televisão).

O Troféu Gazeta de Mérito é atribuído a Vicente Jorge Silva, fundador do Público.

O Reconquista junta este prémio à Medalha de Ouro da Cidade de Castelo Branco (1995), ao Louvor da Presidência do Conselho de Ministros (2005), à Menção Honrosa do Prémio Mundial de Jovens Leitores da Associação Mundial de Jornais (2010), à condecoração como Membro Honorário da Ordem do Mérito atribuída pelo Presidente da República (2011) e à Medalha de Mérito da Freguesia de Castelo Branco (2013), entre outras distinções.

At http://www.reconquista.pt/