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Opinião: “Os socialistas, o futuro do trabalho e os desafios do sindicalismo”

Porfírio1. O nosso espaço político, do socialismo democrático, da social-democracia e do trabalhismo, nasceu ligado às classes trabalhadoras e à luta pela melhoria das suas condições de vida e contra a exploração da sua força de trabalho.
Em alguns casos, o partido era mesmo o partido dos sindicatos. Entretanto, historicamente, essa ligação umbilical, onde era orgânica, quebrou-se – como aconteceu no Reino Unido, onde esse deslaçamento orgânico foi visto como uma necessidade para o Labour fazer chegar a sua mensagem mais diretamente ao conjunto da população e, por conseguinte, chegar ao poder. Fora do nosso espaço político, essa relação entre sindicatos e partidos políticos foi tradicionalmente conflitual em alguns quadrantes. Por exemplo, sempre houve, mesmo em Portugal, um sindicalismo antipartidos e antipolítica (como o anarco-sindicalismo ou o sindicalismo revolucionário), que não deixa de espelhar uma mais geral conflitualidade (às vezes produtiva) entre socialistas democráticos e as correntes libertárias. O deslaçamento das relações entre partidos do socialismo democrático e sindicatos também foi afetado pela crise da ideia da luta de classes como mecanismo básico da dinâmica social, enfraquecendo a identificação de partidos da classe operária a favor de partidos autoidentificados como interclassistas – embora, há que reconhecer, isso possa ter levado alguns sectores a perder de vista a especificidade dos problemas próprios do mundo do trabalho subordinado.

2. Este contexto geral também é pertinente para Portugal, mas, no caso do nosso país, a questão sindical cruza-se de uma maneira específica com a questão política mais global. O PS é o espaço político privilegiado para uma reflexão sobre os novos desafios do mundo trabalho e do sindicalismo precisamente por termos no nosso património histórico a luta pela liberdade sindical como parte da liberdade inteira. A luta contra a unicidade sindical foi, após o 25 de Abril de 1974, o primeiro combate duro contra aqueles inimigos da democracia pluralista que se albergavam em partidos de esquerda e à sombra de uma ideia de revolução – e essa luta pela liberdade sindical foi liderada e levada à vitória pelo Partido Socialista. Quando travámos esse combate contra a unicidade sindical sabíamos que essa via de restrição da liberdade sindical fazia parte, no “socialismo real” a Leste, de um formato que esmagava todas as liberdades democráticas: aquilo a que chamavam liberdades burguesas ou “meramente formais”. E, consequentemente, os sindicalistas socialistas envolveram-se na prática do pluralismo sindical, com a criação da UGT. Isso não prejudicou o pluralismo dentro do partido, hoje plasmado na existência e na convivência de uma Tendência Sindical Socialista da UGT e de uma Corrente Sindical Socialista da CGTP, acolhendo socialistas com diferentes militâncias sindicais. E, comum aos sindicalistas socialistas de ambas as linhas, está o facto de que o PS não lhes dá orientações nem ter qualquer dirigismo em relação às suas opções sindicais.

3. De qualquer modo, é hoje inescapável que a história recente fez acumular tensões entre as estruturas partidárias e as estruturas sindicais: os anos da troika foram particularmente duros para os trabalhadores e o país ainda não retomou os indicadores sociais e económicos anteriores à crise de 2008, a Grande Recessão que só a direita portuguesa julga que se circunscreveu a Portugal. Essas marcas não foram ainda completamente recuperadas e pressionam a ação sindical e a ação governativa em tensão. Essa tensão é mais difícil de gerir quando o PS é o partido de governo e segue uma linha especialmente exigente no que tange à responsabilidade orçamental.

4. Reconhecido este enquadramento, e orgulhosos de sermos o único partido político português onde se pode fazer este debate aberto, temos de colocar o que aprendemos com a história ao serviço de uma resposta que temos de construir aos enormes desafios que enfrentam hoje os trabalhadores organizados e os socialistas. Penso, designadamente, na economia globalizada das plataformas digitais e na ameaça que ela representa de desregulação selvagem das relações laborais, contornando a própria soberania nacional e desafiando o Estado de Direito, ameaçando direitos fundamentais.
E penso, também, na fragmentação do espaço público, que afeta quer a representação parlamentar quer a representação sindical, com novas organizações por vezes mascaradas de sindicatos, mas com agendas políticas imediatistas, por vezes agressivamente antidemocráticas e desligadas de perspetivas de solidariedade social mais amplas. Essa fragmentação, acompanhada de radicalização, mostra-se, por vezes, capaz de desgastar o sindicalismo de concertação e de procura de acordos, alimentando estratégias de confronto e de rutura que enfraquecem as instituições democráticas e as instituições sindicais. O sindicalismo que procura melhorar as condições de vida dos trabalhadores através da negociação, e de acordos, tem dificuldades acrescidas neste ambiente político e social.

5. Neste quadro, o que se constata, por cá, é uma crise simultânea dos dois modelos tradicionais de relação entre partidos e sindicatos. O modelo de relação entre o partido dos comunistas e os sindicalistas comunistas, típico do “centralismo democrático”, viu um pico de tensão com o secretário-geral da FENPROF a criticar em público o PCP sobre a “crise da carreira docente”. É o “modelo do controlo” a sofrer tensões quando sindicatos tradicionais da CGTP se sentem pressionados por pequenos sindicatos populistas e respondem tomando para si a radicalização prometida pelos emergentes anti-institucionais, procurando, ao roubar o estilo, roubar o sucesso que o estilo esperava garantir. Com a dificuldade que tem um partido das instituições, como é o PCP, em alinhar nessa radicalização – especialmente quando é parceiro parlamentar da governação, como se assumia na altura. Já o “modelo de autonomia”, que caracteriza a relação entre os sindicalistas socialistas e o seu partido, também sofre tensões quando as responsabilidades governativas estão no mesmo campo político e separam os agentes partidariamente camaradas. Um mero indício dessa tensão é a ausência, na XIV legislatura, de qualquer sindicalista na bancada parlamentar do PS (que não cabe aqui analisar, mas se constata e é uma situação historicamente rara).
Ora, a crise simultânea destes dois modos de relação entre partidos e sindicatos é, somando, uma crise das próprias instituições de regulação social no sentido amplo, porque enferrujam as relações entre diferentes modos de representação política e social que só podem manter uma dinâmica positiva, de ganhos mútuos, se souberem ser ao mesmo tempo capazes de competição e capazes de cooperação.

6. Tudo isto que fica dito só serve para constatar uma dificuldade (como podemos continuar a ser, também, um partido de trabalhadores, sem deixar de ser um partido de liberdade) e para incentivar a que usemos o nosso modelo de relação entre partido e sindicalistas (uma relação de camaradagem ideológica, governada pela autonomia das partes) para ganhar forças para enfrentar o ariete da desregulação laboral global, a maior ameaça presente ao nosso projeto comum de emancipação dos trabalhadores. De todos os trabalhadores, mesmo daqueles que alguns dos nossos adversários pintam de “amarelos”. E é este o ponto de partida que ofereço a este debate.

Porfírio Silva

At https://maquinaespeculativa.blogspot.com/

Artigo de opinião: “Será que não aprendemos nada?”

António Tereno - BarrancosTerminado 2019, com tudo o que teve de bom, ou de mau, não será tempo de reflectir, analisar situações menos boas para a tauromaquia, como o sistemático adiar de decisões firmes que deveriam ter sido tomadas em defesa desta Cultura que nos continua a apaixonar, e que muitas vezes tão descuidada por nós é?

Parece-me que muito do que neste espaço dissemos, e das propostas que apresentámos, caiu em saco roto! Não houve coragem para “pegar o toiro pelos cornos”, de dizer alto e bom som o que queríamos, que futuro desejaríamos para o mundo dos toiros, se calhar perdemo-nos pelo caminho. Mas será que assim vamos a algum lado?

Após o imbróglio da situação vivida na Direcção da RTP, com afirmações de determinados responsáveis a defender o corte nas transmissões de corridas de toiros de forma prepotente, como se voltássemos a uma ditadura encapotada. Ditadura de opinião com claro menosprezo das regras democráticas através da apropriação de um importante órgão de comunicação social como a televisão pública, neste caso manobrada por homens de mão do animalismo. Sempre com o beneplácito da ministra da “incultura antitaurina”, a mesma que eu através de Carta Aberta, datada de 1-11-2018, pedi que se demitisse por ter ofendido a Tauromaquia no seu todo – claro apadrinhada pelo Primeiro-Ministro que tendo-se aproveitado desta cultura e da sua projecção em determinada altura, agora que já está no poder a renega. E que vivam os princípios morais!

Agora é proposta uma nova direcção presidida pelo jornalista António José Teixeira, que esperamos respeite todos os que gostam de ver corridas na televisão pública.

Tristemente, voltamos ao Index (instituído em 1559, no Concilio de Trento) da Inquisição de triste memória, á censura nua e crua?

Agora toca-nos a “fava” do aumento do IVA das touradas para 23%, o inevitável e cínico retorno da proposta, agora subtilmente integrada no OE 2020 a ser discutido e aprovado na Assembleia da República, com o apoio dos que mais combatem tudo o que lhes cheira a taurino.

Num País em que o Governo privilegia a injecção continua de milhões de euros (entre 22 a 24 ME) nos Bancos, em detrimento das melhorias na saúde, nas forças de segurança, na educação, nos salários e pensões miseráveis que nos colocam na cauda da Europa, está tudo dito! Será que o aumento do IVA dos espectáculos tauromáquicos vai ser a tábua de salvação do famigerado OE, ou será apenas o pôr-se de cócoras ante o animalismo?

Valham-nos as desassombradas afirmações do advogado e fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, nas recentes Jornadas Parlamentares do PSD sobre a dita medida que consta da proposta do Orçamento de Estado: “As corridas de toiros são algo com mais de dois mil anos e que está representado na nossa História. Como é que se pode acabar ou através desta medida perseguir as touradas? Podemos não gostar delas mas não se destrói assim a cultura. Não há direito.”

Mostra-nos também o maquiavelismo com que o Governo encara a nossa realidade taurina, e como “manda ás malvas”, esta forma de expressão cultural, sem qualquer pudor, e apesar de estar consagrada na nossa Carta Magna, a Constituição Portuguesa. Uma vez mais ficámos a dormir!

Deveríamos ter visto todos no Canal TOROS, o excelente e pedagógico debate moderado pelo jornalista Rúben Amón e que contou com a participação do matador de toiros Luís Francisco Esplá, o Presidente da Federação de Peñas Taurinas da Catalunha Paco March, e o escritor e filósofo francês François Zumbiehl. Com tais intervenientes o debate foi esclarecedor, teve a qualidade que hoje falta nos nossos debates/colóquios, definiu a realidade taurina como se vive em Espanha, França, Portugal e América Latina e o importante papel dos municípios franceses na preservação da tauromaquia citando como exemplos a diversidade politica dos Maires de Arles (comunista) e Béziers (extrema direita), ambos defendem a mesma Festa e reivindicam a afirmação de identidade cultural do sul de França. Formas de ver e sentir a tauromaquia, a população destas zonas tem um sentimento de pertença, a Festa é algo seu e participa activamente.

Mais, alguém disse que a tauromaquia é cultura popular e deveria viver alheia ás ideologias políticas. Todos participam, todos sentem e vivem a corrida, porque ela faz parte da vida da cidade!

Aqui ao lado, em Espanha, a capital e referência do toureio apeado, com a formação do novo governo do socialista Pedro Sánchez, e com o líder do Unidas Podemos Pablo Iglesias com Vice-Presidente, devemos preocupar-nos seriamente pelo que se avizinha, tendo em conta que este político é um animalista confesso e opositor a tudo o que seja tradição popular!

Os ventos que correm não são bons, em todo o mundo taurino sucedem-se os ataques organizados e violentos contra a nossa forma de estar e viver esta arte ligada aos toiros. Quero ser optimista, mas estaremos devidamente organizados para responder aos mesmos? Tenho sérias dúvidas, e apenas responder não basta.

É preciso tomar a iniciativa, ou será que ainda não aprendemos nada?

António Sereno

At https://toureio.pt/

Queres dar seguimento ao discurso da Greta?

Greta

“Depois que a nossa filha de quinze anos foi às lágrimas pelo discurso de Greta Thunberg na ONU outro dia, ela ficou zangada com a nossa geração” que não fazia nada há trinta anos “.

Então, decidimos ajudá-la a impedir o que a garota na TV anunciava de “erradicação maciça e desaparecimento de ecossistemas inteiros”.

Agora estamos comprometidos em dar um futuro à nossa filha novamente, fazendo nossa parte para ajudar a esfriar o planeta em quatro graus.

A partir de agora, ela irá para a escola de bicicleta, porque levá-la de carro custa combustível, e o combustível gera emissões para a atmosfera. Claro que será inverno em breve e ela desejará ir de ônibus, mas apenas enquanto for um ônibus a diesel.

De alguma forma, isso não parece ser propício para “ajudar o clima”.

Obviamente, ela agora está pedindo uma bicicleta elétrica, mas mostramos a ela a devastação causada nas áreas do planeta como resultado da mineração para a extração de lítio e outros minerais usados ​​na fabricação de baterias de bicicletas elétricas, então ela estar pedalando ou andando. O que não a prejudicará, nem ao planeta. Nós costumávamos andar de bicicleta e caminhar até a escola também.

Como a garota na TV exigiu “precisamos nos livrar de nossa dependência de combustíveis fósseis” e nossa filha concordou com ela, desconectamos a ventilação do quarto. A temperatura está caindo para doze graus à noite e cairá abaixo de zero no inverno. Prometemos comprar um suéter extra, chapéu, calças justas, luvas e um cobertor.
Pela mesma razão, decidimos que a partir de agora ela só toma um banho frio. Ela lavará suas roupas à mão, com uma tábua de madeira, porque a máquina de lavar é simplesmente uma consumidora de energia e, como o secador usa gás natural, ela pendura suas roupas no varal para secar.

Por falar em roupas, as que ela usa atualmente são todas sintéticas, então são feitas de petróleo. Portanto, na segunda-feira, levaremos todas as suas roupas de grife para a loja de segunda mão.

Encontramos uma loja ecológica em que as únicas roupas que vendem são de linho, lã e juta não tingidas e não branqueadas.

Não importa que lhe pareça bom ou que ela vá rir, vestindo roupas leves e sem cor e sem sutiã sem fio, mas esse é o preço que ela paga pelo benefício do Clima.

O algodão está fora de questão, uma vez que vem de terras distantes e são usados ​​pesticidas. Muito ruim para o meio ambiente.

Acabamos de ver no Instagram dela que ela está muito brava conosco. Esta não era a nossa intenção.

A partir de agora, às 19h desligaremos o Wi-Fi e o ligaremos novamente no dia seguinte após o jantar por duas horas. Dessa forma, economizaremos eletricidade, para que ela não seja incomodada pelo estresse eletromagnético e fique totalmente isolada do mundo exterior. Dessa forma, ela pode se concentrar apenas em sua lição de casa. Às onze horas da noite, puxaremos o disjuntor para desligar a energia do quarto dela, para que ela saiba que o escuro está realmente escuro. Isso economizará muito CO2.

Ela não participará mais dos esportes de inverno em pousadas e resorts de esqui, nem fará mais férias conosco, porque nossos destinos de férias são praticamente inacessíveis de bicicleta.

Como nossa filha concorda plenamente com a garota na TV que as emissões de CO2 e as pegadas de seus bisavós são responsáveis ​​por ‘matar nosso planeta’, o que tudo isso simplesmente significa é que ela também tem que viver como seus bisavós e eles nunca tiveram férias, carro ou bicicleta.
Ainda não falamos sobre a pegada de carbono dos alimentos.

A pegada zero de CO2 significa que não há carne, peixe e aves, mas também não há substitutos de carne à base de soja (afinal, que cresce nos campos dos agricultores, que usam máquinas para colher os feijões, caminhões para transportar para as plantas de processamento, onde mais energia é usada, depois transportada para as fábricas de embalagens / conservas e transportada novamente para as lojas) e também nenhum alimento importado, porque isso tem um efeito ecológico negativo. E absolutamente nenhum chocolate da África, nenhum café da América do Sul e nenhum chá da Ásia.

Apenas batatas caseiras, legumes e frutas cultivadas em solo frio local, porque as estufas funcionam com caldeiras, canalizadas em CO2 e luz artificial. Aparentemente, essas coisas também são ruins para o clima. Vamos ensiná-la a cultivar sua própria comida.

O pão ainda é possível, mas a manteiga, o leite, o queijo e o iogurte, o queijo cottage e o creme são provenientes de vacas e emitem CO2. Não será mais usada margarina nem óleo na frigideira, porque essa gordura é o óleo de palma das plantações de Bornéu, onde as florestas tropicais cresceram primeiro.

Sem sorvete no verão. Sem refrigerantes e sem energia, pois as bolhas são CO2. Ela queria perder alguns quilos, bem, isso também a ajudará a alcançar esse objetivo.

Também proibiremos todo plástico, porque é proveniente de fábricas de produtos químicos. Tudo o que é feito de aço e alumínio também deve ser removido. Você já viu a quantidade de energia que um alto-forno consome ou uma fundição de alumínio? Uber ruim para o clima!

Substituiremos sua bobina 9600, colchão de espuma com memória, com um saco de juta cheio de palha, com um travesseiro de pêlo de cavalo.

E, finalmente, ela não estará mais usando maquiagem, sabonete, xampu, creme, loção, condicionador, pasta de dente e medicamentos. Seus absorventes serão substituídos por absorventes feitos de linho, que ela pode lavar à mão, com sua tábua de madeira, assim como suas ancestrais antes que as mudanças climáticas a deixassem com raiva de nós por destruir seu futuro.

Dessa forma, ajudá-la-emos a fazer sua parte para evitar a extinção em massa, o aumento do nível da água e o desaparecimento de ecossistemas inteiros.

Se ela realmente acredita que quer acompanhar a conversa da garota na TV, aceitará com prazer e abraçará com alegria seu novo modo de vida “.

(Autor desconhecido)

Feriado Municipal em Elvas

Elvas feriado

Os 361 anos da Batalha das Linhas de Elvas contam com um programa diversificado e que decorre ao longo do mês de janeiro, com diversas atividades previstas e em várias vertentes.

As iniciativas têm início no dia 14, terça-feira, feriado municipal, pelas 9.30 horas, com o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, com a participação da Banda 14 de Janeiro. Meia hora depois, no Sítio dos Murtais, decorre a romagem ao Padrão comemorativo da Batalha das Linhas de Elvas e a Cerimónia de Homenagem aos Mortos, e, pelas 10.30 horas, a romagem ao Túmulo do General André de Albuquerque Riba-Fria, no Convento de São Francisco.

As cerimónias militares e militarizadas, na Praça da República, têm início pelas 11 horas, seguindo-se pelas 12 horas, o desfile das Forças em Parada, na Rua da Cadeia.

À tarde, na Igreja da Sé acontece um Te Deum de Acção de Graças, com a participação do Coro Beato Aleixo Delgado e presidido por sua Excelência Reverendíssima Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, a partir das 18 horas, culminando o programa comemorativo com o já tradicional Concerto da Orquestra Ligeira do Exército, no Cine-Teatro Municipal, pelas nove e meia da noite.

Neste dia, são ainda assinalados o 142º aniversário do Centro Artístico Elvense, na Praça da República, às três da tarde, e o 65.º aniversário da Banda 14 de Janeiro, a partir das 19 horas, na sede da coletividade, na Rua Sá da Bandeira.

O programa prossegue no dia 16 de janeiro, quinta-feira, pelas três da tarde, com um intercâmbio gastronómico com o Ayuntamiento de Monesterio, no Centro de Negócios Transfronteiriço. No dia 17, sexta-feira, realiza-se a conferência| “A Loja Liberalidade (1821-1823), e a implantação do Liberalismo em Elvas”, seguida da apresentação do livro “A Maçonaria no Alto Alentejo 1821-1936”, por António Ventura, na sala polivalente da Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, a partir das 18 horas.

O programa prossegue sábado, dia 18, com a apresentação do livro “Invocações e Exortações dos Anjos da Guarda”, de Filomena Villas Raposo, na sala polivalente da Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, às três da tarde, e no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, pelas cinco da tarde, tem lugar a inauguração da exposição “2012 2020, Obras da Coleção António Cachola, com obras de várias dezenas de artistas portugueses. Ainda neste dia, às nove e meia da noite, acontece o espetáculo musical “100 anos de Amália Rodrigues”, no Cine-Teatro Municipal de Elvas.

A Corrida e Caminhada das Linhas de Elvas decorrem a 19 de janeiro, domingo. A caminhada, na sua 16ª edição, parte do Padrão da Batalha das Linhas de Elvas, e tem chegada no Estádio Municipal de Atletismo, pelas 10 horas. Uma hora depois tem início a 28.ª Corrida das Linhas de Elvas, também com partida do Padrão da Batalha das Linhas de Elvas e chegada ao Estádio Municipal de Atletismo. Para os escalões mais jovens, as provas da corrida têm lugar no Estádio Municipal de Atletismo.

As comemorações prosseguem a 25 de janeiro, sábado, com o espetáculo gímnico “PIROUETTE”, organizado pela Federação de Ginástica de Portugal, no Coliseu Comendador Rondão Almeida, a partir das nove da noite.

Inserido neste programa comemorativo dos 361 anos da Batalha das Linhas de Elvas, vai decorrer a I Expo Alentejo, no Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas, entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

Um programa diversificado e para vários públicos, que conta com entradas gratuitas para os eventos.

Johann Strauss em Portalegre, no Grande Auditório, a 8 de Janeiro, pelas 21h30

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JOHANN STRAUSS | Grande Concerto de Ano Novo
Strauss Festival Orchestra & Strauss Festival Ballet Ensemble

A turnê mais famosa da Europa
Inspirado no tradicional encontro musical que cada ano se celebra em Viena, o Grande Concerto de Ano Novo, após o êxito de edições anteriores, com uma atrativa seleção das melhores valsas, polcas e marchas de Strauss.

Strauss Festival Orchestra e o Strauss Festival Ballet Ensemble interpretam títulos tão conhecidos do músico austríaco, como Napoleão, Festa das flores, Klipp Klapp, A valsa do imperador ou Champagne. Não faltará a valsa mais célebre de todas, o magnifico Danúbio Azul, nem a Marcha Radetzky que, ao compasso das palmas do público, fecha a noite habitualmente.

Mais de cinco milhões de espectadores já assistiram e aclamaram a produção da Strauss Festival Orchestra por toda a Europa: no Musikverein de Viena, Concertgebouw de Amsterdão, na Philarmonie de Berlin, no Musikhalle de Hamburgo, no Auditorium Parco della Musica de Roma, no Gran Teatre del Liceu ou no Palau de la Musica de Barcelona, no Teatro Real e no Auditorio Nacional de Música de Madrid, nos Coliseus de Lisboa e Porto etc. O bailado, com estilizadas coreografias e vestuários de sonho, restitui um aspecto essencial aquelas compaixões musicais concebidas para acompanhar a dança.

O concerto constitui um dos momentos culminantes da temporada musical da Euroconcert, não só pelo extraordinário clima festivo que rodeia este espetacular programa senão também pela enorme participação de um público que, ano após ano, atende com entusiasmo ao concerto para festejar a chegada do Ano Novo.

Uma tradição a não perder!

http://straussorchestra.wixsite.com/straussorquesta

At https://ticketline.sapo.pt/

Greenrail ou o conceito de transformar as linhas férreas em produtoras de energia limpa

Temos vindo a conhecer muitas novidades no que toca à produção de energia limpa. Principalmente estruturas dedicadas ao segmento automóvel, como estradas produtoras de energia, estações de abastecimento também elas produtoras e várias tecnologias nos próprios veículos. Portanto, tudo serve para acolher aquilo que o Sol e outras fontes limpas nos oferecem. Assim, ter as linhas de comboio a produzir também é uma excelente ideia.

Apareceu pela mão da empresa Greenrail uma solução que utiliza tecnologia inovadora para tornar as travessas das linhas mais eficientes, reduzir o desperdício e gerar energia limpa.

Seguramente ainda se lembra do que falámos no passado ano, que fechamos há poucas horas. Estradas produtoras de energia, carros que deixam os motores térmicos, barcos que agora são elétricos e até aviões que não queimam combustível fóssil.

Há um combinar de tecnologias. Se por um lado a ideia é deixar de poluir com a combustão dos derivados do petróleo, por outro percebe-se a necessidade de ampliar a rede de produção destas energias limpas.

Linhas de comboio que também produzem energia solar

Já imaginou quantos milhares de quilómetros existem em Portugal de linha férrea? E no mundo? É um ideia interessante usar este espaço da linha para recolher energia. Assim, uma empresa teve a iniciativa de criar uma solução que dá uma utilidade acrescida às travessas que fazem parte da linha dos comboios.

Embora a inovação, o design e a tecnologia tenham transformado a maioria das indústrias tradicionais, algumas coisas têm permanecido as mesmas durante séculos. Na indústria ferroviária, as travessas de madeira ou de betão permaneceram praticamente inalteradas desde que foram introduzidas no início do século 20. Não está na hora de evoluir esta estrutura?

Como surgiu a ideia de travessas produtores de energia?

Em 2005, Giovanni De Lisi, um trabalhador italiano de manutenção e instalação ferroviária, teve uma ideia que poderá mudar o padrão de toda a indústria, introduzir a economia circular e fazer a transição da indústria para a neutralidade de carbono.

Greenrail, uma empresa recém-criada com sede em Milão, produz travessas de betão com uma mistura de plástico reciclado e borracha de pneus ELT (End of Life Tires). Através do seu processo de economia circular, cada quilómetro de linha ferroviária feita pela Greenrail permite a reciclagem de 35 toneladas de plástico e pneus usados.

Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como inexorável.

As travessas inovadoras reduzem os custos de manutenção em cerca de 50% porque “o plástico reciclado e a capa de borracha ajudam a reduzir o desgaste do lastro da via, absorvendo vibrações, diminuindo o movimento lateral das linhas e aumentando a capacidade de carga em 40%”, explicou o fundador e CEO da Greenrail De Lisi em entrevista à EJinsight.

Mais que reciclar é possível produzir energia limpa

Embora estas características de reciclagem fossem suficientes para as tornar muito interessantes, outra ideia equipou de sobremaneira estas estruturas e podem ser uma revolução. O empresário italiano decidiu transformar esta peça passiva numa infraestrutura de produção de energia.

A Greenrail Solar integra painéis solares que convertem a infraestrutura ferroviária numa central fotovoltaica. Conforme foi descrito, esta “inovação”, utiliza um sistema piezoelétrico para gerar eletricidade durante a passagem de um comboio. Uma terceira versão, Greenrail Linkbox, envia dados para diagnósticos em tempo real, melhorando a segurança e a manutenção preditiva dos caminhos de ferro.

Cada quilómetro de travessas solares Greenrail pode produzir 35 MWh por quilómetro, energia suficiente para suprir as necessidades anuais de eletricidade de 10 residências. Considerando que só na Europa existem aproximadamente 380 milhões de travessas de betão, o potencial pode ser enorme.

Projetos piloto estão já a produzir energia

Embora a empresa tenha começado a expandir-se em mercados de alto potencial como os EUA, Índia, Austrália, Brasil, Rússia, Uganda e Cazaquistão, em setembro de 2018 abriu o seu primeiro troço piloto de travessas inteligentes na linha Reggio Emilia – Sassuolo, Itália.

Desde então tem afinado e melhorado a tecnologia. Nesse sentido, poderemos num futuro próximo ver as linhas de comboio com outro aspeto, de passivas a ativas na produção de energia.

At https://pplware.sapo.pt/

Colheita de sangue em Nisa

Sangue Nisa

Com as festas praticamente a acabar, voltamos ao que mais gostamos de fazer.
Sábado dia 4 de Janeiro voltamos às nossas colheitas de sangue e abrimos o ano de 2020 em Nisa, Vamos estar à vossa espera entre as 9 e as 13 horas no Centro de Saúde dessa Vila. Não faltem à chamada…pois o sangue que vos corre nas veias é necessário para salvar vidas. Tragam um amigo, familiar ou colega de trabalho e venham dedicar a manha à solidariedade.

At https://www.facebook.com/

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Quatro capitais da Europa Central unidas contra os populismos

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Les maires progressistes de Budapest, Prague, Bratislava et Varsovie ont signé lundi 16 décembre un “Pacte des Villes Libres” en réaction aux dérives de leurs gouvernements “illibéraux” respectifs. L’initiative divise la presse hongroise.

Liberté, démocratie, État de droit, Europe, transparence et lutte contre le changement climatique. Telles sont les lignes directrices du “Pacte des Villes Libres” paraphé par les maires des capitales du groupe de Visegrád (Hongrie, Slovaquie, République Tchèque, Pologne) réunis lundi 16 décembre à Budapest lors d’une cérémonie aux airs de sommet alternatif du V4. Pour sceller leur quatuor, les édiles entendant contrecarrer les populismes, ont choisi l’Université d’Europe Centrale fondée par George Soros et chassée en partie de Hongrie.

“Bien que la signification de cette alliance reste avant tout symbolique, les quatre capitales pourront s’unir en pratique pour obtenir des fonds européens et défier leurs exécutifs nationaux voulant réduire leur marge de manœuvre”, salue le journal sociodémocrate Népszava“Ce Pacte de Varsovie du XXIe siècle est un retour vers le Moyen-Âge au nom du progrès. Budapest reste la capitale de l’État hongrois dont le futur sera décidé par l’ensemble du pays aux prochaines élections de 2022”rétorque le quotidien progouvernemental Magyar Nemzet.

Gergely Karácsony (Budapest), Matúš Vallo (Bratislava), Zdeněk Hřib (Prague) et Rafał Trzaskowski (Varsovie) envisagent leur alliance comme une “plateforme collaborative” basée sur la “démocratie de proximité” afin de “guérir les maladies de l’Europe centrale”indiquent les élus dans une tribune commune publiée en anglais.

Une semaine auparavant, les dirigeants de dix grandes localités hongroises conquises par l’opposition lors des municipales du 13 octobre annonçaient leur propre pacte en forme de défi envers l’administration Orbán.

At https://www.courrierinternational.com/