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Autarca de Mação sem informação oficial da obra e da inauguração da Barca da Amieira

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A Câmara Municipal de Nisa vai inaugurar domingo à tarde a nova “Barca D’Amieira”. Trata-se de um formato moderno do Século XXI que, anuncia a autarquia de Nisa, tende a reabilitar um ícone histórico para as gentes de Amieira do Tejo, simbolizando a ligação desta povoação à outra margem, reabilitando assim uma tradição há muito perdida que tinha como objetivo a passagem de pessoas, bens e animais de uma margem do Tejo à outra, onde ainda hoje e na margem de São José das Matas (concelho de Mação), existe a estação de Envendos/Barca da Amieira, da linha da Beira Baixa.

Este projeto, anuncia a Câmara de Nisa, vai mais longe do que apenas fazer a travessia do rio. Pretende avançar com a preservação, conservação e valorização do património histórico e cultural do Tejo Internacional.

O projeto “Barca D’Amieira”, da Câmara Municipal de Nisa, é uma obra cofinanciada, em 75%, pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, Programa INTERREG V-A Espanha-Portugal, ao abrigo do Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP).

Até aqui tudo normal. Só que, mesmo sendo um projeto de Nisa tem uma ligação e uma componente construída no território do concelho de Mação, mais propriamente, perto da estação da CP, na localidade de S. José das Matas, freguesia de Envendos.

E a surpresa veio do presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, quando questionado, na Assembleia Municipal de Mação desta quarta-feira, dia 18 de setembro, sobre o conhecimento que teve ou tem sobre esta obra e esta travessia. Não tem conhecimento oficial.

Vasco Estrela contou a história sem adjetivar e deixando as interpretações de lado para não criar nenhum conflito institucional.

A ideia de uma nova travessia na Barca da Amieira começou com a presidente da Câmara de Nisa a chamar o presidente da Câmara de Mação para uma reunião em que lhe apresentou a ideia de candidatura a fundos comunitários, Vasco Estrela explicou que mostrou disponibilidade para suportar uma parte do financiamento nacional, já que a obra iria incidir entre Amieira do Tejo (Nisa) e S. José das Matas (Mação). A autarca alentejana terá dito que Nisa avançaria com o processo todo, ao abrigo de uma candidatura a financiamento europeu.

Depois as conversas pararam até o autarca de Mação ter visto, nas redes sociais, a sua homóloga a visitar as obras deste projeto. Já este ano, e sem mais contactos formais, segundo Vasco Estrela, recebeu um telefonema de Nisa a propósito da inauguração da nova travessia e com um email a pedir a emissão de uma declaração a propósito deste investimento.

Vasco Estrela informou a sua Assembleia Municipal que não teve até à data (19:00 do dia 18 de setembro) qualquer convite formal do Município de Nisa, pelo que, mesmo sendo uma festa pública, tal como está anunciada, não poderia “convidar formalmente os deputados municipais”.

Acresce um outro pormenor em torno desta obra. Foi construída uma sapata de cimento na margem de S. José das Matas (Mação), num terreno de um privado sem qualquer pedido de autorização ou até licenciamento.

O presidente da Câmara de Mação, mediante o processo, informou o munícipe sobre este projeto, sobre o que pode ou não fazer por causa da obra feita sem autorização, mas reafirmou que não tem interesse em criar um conflito institucional entre os dois municípios.

O certo é que a inauguração da “Barca D’Amieira Século XXI” irá decorrer no próximo domingo, dia 22 de setembro, pelas 16:30, junto à margem do Rio Tejo, em Amieira do Tejo, e contará com diversos momentos, incluindo um concerto aquático pela Sociedade Musical Nisense e travessias livres entre as duas margens, ou seja, entre Amieira do Tejo (Nisa) e S. José das Matas (Mação).

At https://www.jornaldeabrantes.pt/ (20/09/2019)

Ponte para Espanha não, mas para a Beira sim

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A nova “Barca D’Amieira”, num formato moderno do Século XXI, tende a reabilitar um ícone histórico para as gentes de Amieira do Tejo, simbolizando a ligação desta povoação à outra margem, reabilitando assim uma tradição há muito perdida que tinha como objetivo a passagem de pessoas, bens e animais de uma margem do Tejo à outra, onde ainda hoje e na margem de São José das Matas, existe (ativa) a estação de Barca da Amieira, linha da Beira Baixa. Mais do que fazer a própria travessia do rio, este projeto, do Município de Nisa, prende-se à preservação, conservação e valorização do património histórico e cultural do Tejo Internacional.

O projeto “Barca D’Amieira”, da Câmara Municipal de Nisa, é uma operação cofinanciada, em 75%, pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, Programa INTERREG V-A Espanha-Portugal, ao abrigo do Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP).

At http://www.cm-nisa.pt/

Artigo de opinião: “Esperamos que acabem connosco?”

Tereno - BarrancosCansado pero contento”, frase que os barranquenhos proferem para expressar o seu sentimento após mais uma “Fêra” de Agosto. Foram dias e noites de muita vivência e confraternização, de reencontros de parentes, amigos e visitantes, tendo como denominador comum o toiro. A Praça/arena, na Praça da Liberdade com os seus tradicionais tabuados(1), os encerros e os espectáculos que se sucederam durante esses dias deafirmação da nossa cultura e da nossa identidade cultural de povo de fronteira, e porque não a nossa taurinidade, atestam bem o porquê do ser Barranquenho. As touradas podem ser boas ou más, os toureiros/matadores podem ou não fazer boas faenas, tudo isso importa, mas o que realmente fica é que a tradição cultural, de um povo único como é o barranquenho, se cumpriu um ano mais. E consagrada na Lei, permanece intocável.

É urgente que a classificação da Tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Portugal seja uma realidade, pois dá-nos o reconhecimento como expressão relevante da cultura tradicional deste País e blinda-nos face às ameaças daqueles que tudo tentam para nos aniquilar. Veja-se o caso da Lei de 2013 em Espanha, que obriga os poderes públicos a proteger a Tauromaquia. Sintomático não é?

O excelente trabalho de recolha e pesquisa coordenado pelo Dr. Luís Capucha merece todos os nossos encómios e a nossa ajuda e apoio para conseguirmos a desejada classificação, que já tarda.A importância deste passo é enorme senão vejamos: os próprios tribunais espanhóis têm decidido quase sempre a favor da causa taurina. Claro que também a pressão da Fundación Toro de Lidia, dos seus órgãos directivos e do seu gabinete jurídico, tem sido continua e os resultados vão aparecendo.Os próprios tribunais têm decidido, que não podem as Comunidades Autónomas e os Ayuntamientos (Municípios) proibir espectáculos tauromáquicos, e que estas entidades públicas não podemdeclarar-se anti- taurinas. O que teria acontecido em Viana do Castelo, Póvoa de Varzim e outros, se tivéssemos estas leis e estes tribunais? A última vitória e após uma sentença judicial, é a corrida anunciada e autorizada para cidade de Villena (Comunidade Valenciana), que antes tinha sido proibida.

Acabámos de saber da importante decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto a dar razão á acção interposta pela Protoiro, pelo Clube Taurino Povoense e pela empresa Aplaudir contra o Município da Póvoa de Varzim. Quando se luta com a razão do nosso lado e com a firmeza que se requer nestas situações difíceis a vitória é possível, mas não devemos baixar os braços pois eles não vão desistir facilmente, pelo que a realização da corrida que está programada será um sinal de vitória!

Volto a repetir aquilo que já afirmei no meu anterior artigo, as eleições legislativas estão aí á porta e vão decidir muito do futuro da Tauromaquia no nosso País. É imperioso que todos os taurinos nos unamos, pondo de lado as nossas divergências, é urgente que de uma vez por todas nos deixemos de hesitações do tipo “deixa estar, isso não é comigo”, e nos ergamos mostrando a nossa força. Continuo a acreditar que é possível a realização de uma grande concentração em defesa da Tauromaquia no seu todo, e no Campo Pequeno como então referi.

É preciso mostrar àqueles partidos que não gostam de nós apenas porque defendemos uma arte que faz parte da cultura portuguesa mais genuína, que não vacilamos e que não somos como eles! Que mais não são que cordeirinhos seguindo modas e doutrinas importadas eivadas de fundamentalismo, adoptando estrangeirismos e erguendo bandeiras ditas de proteção animal e ambientalistas que servem ás mil maravilhas para conseguir os seus fins.

Vamos mostrar que estamos vivos, que não temos medo porque somos uma grande força e que se quisermos nada nem ninguém nos vai derrotar.

Temos que velar pelo futuro da Festa, estar sempre atentos e prontos para dar o nosso apoio ás organizações que nos representam actualmente.Penso que seria da maior importância a criação de um órgão consultivo de apoio a essas instituições tauromáquicas, a ser formada por pessoas de reconhecido mérito da nossa sociedade, de todos os quadrantes da vida portuguesa, conhecidos pela sua afición á Festa de Toiros, e que dariam o seu contributo de forma inteiramente graciosa. A Tauromaquia só teria a ganhar!

E já que falamos do futuro…convirá dizer que não haverá futuro sem novilhadas, a verdadeira escola de toureiros, e de fomento de valores como a amizade e a valentia entre os jovens. Este será o caminho certo para formar verdadeiros conhecedores da Tauromaquia por dentro, e aficionados que no futuro se vão empenhar na defesa da Festa.

Este é um caminho sem retorno, ou avançamos todos juntos mostrando a nossa força, ou pouco a pouco e sem nos darmos conta, vamos deixando que nos asfixiem com leis proibitivas anti- taurinas, que visam acabar com o que nos é mais caro – a arte e a cultura tauromáquicas.

Vamos deixar?

António Tereno

At https://toureio.pt/

(1)- Estrutura de madeiros ligados entre si, montados anualmente para as corridas de toiros da “Fêra” de Agosto.