O Mercado Municipal de Nisa e áreas envolventes encontram-se em fase de reabilitação urbana. Contribuiu com a sua opinião?

image003-e1392852748430Ir ao mercado ainda é uma tradição. Alguns adoptaram um novo conceito e o resultado foi um sucesso. Lisboa já reabilitou o Mercado de Campo de Ourique e o da Ribeira (http://fugas.publico.pt/RestaurantesEBares/328115_ha-tasquinhas-e-petiscos-no-mercado-de-campo-de-ourique e http://fugas.publico.pt/RestaurantesEBares/334430_time-out-lisboa-inaugura-o-seu-mercado-da-ribeira).

Onde ficamos nós?

At https://www.portaldahabitacao.pt/pt/portal/reabilitacao/ARUs/ARUs_Nisa.html

Restaurante “Regata” distinguido com Certificação de Conformidade Referencial da Restauração Alentejana

1452420_670122379703366_6074516816735748249_nA Regata “Restaurante Alentejano recheado de Sabores”, tem a partir de hoje responsabilidades acrescidas, pois conseguiu a sua Certificação de Conformidade Referencial da Restauração Alentejana – Alentejo Bom Gosto.
Consciente de que a certificação e o selo de qualidade são decisivos na afirmação e diferenciação de um destino, a Entidade Regional de Turismo considera a certificação dos restaurantes e o projecto onde esta se insere – designado por “Alentejo Bom Gosto” – uma garantia de qualidade e uma importante alavanca promocional para os agentes do sector.
Recorde-se que o projecto “Alentejo Bom Gosto” contempla a Carta Gastronómica do Alentejo” – lançada em Junho de 2013 -, a certificação dos restaurantes da região e a criação de roteiros eno-gastronómicos.

A importância do 28 de Maio de 1926

800px-Desfile_de_tropas_28_de_Maio_1926O 28 de maio de 1926 ficou conhecido pelo Golpe de Estado que ditou o fim da Primeira República. A partir daí vieram os anos negros da ditadura que todos recordam. Implantada a 5 de outubro de 1910, a Primeira República Portuguesa cedo deu sinais de instabilidade, que para além da degradação das suas instituições também contou com constantes rumores e ameaças de golpe. No ambiente de frenética intriga política que se vivia, os boatos de golpe há muito que corriam. Depois de muitos anos, suor e lágrimas para ser proclamada a tão ansiada república, o golpe militar de 1926 derrubou-a. O então Governo da Ditadura dissolveu duma assentada e imediatamente o parlamento, suspendeu a Constituição de 1911 e as liberdades políticas e individuais. Esta história passou-se há 88 anos mas ouvi dizer que a pacata vila de Nisa reviveu-a há bem pouco tempo…

Refundado aos 20 dias do mês de julho do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de dois mil e treze, o Sporting Clube de Nisa cedo conheceu que não basta querer para acontecer, há que também criar os alicerces e estruturas e, acima de tudo, legitimar a defesa dos ideais que defendia, rodeado das pessoas certas que promovessem esses mesmos valores. Nem um ano passou e o que se assistiu foi o que me parece ser um Golpe Palaciano, que não lembrava a ninguém…Para os mais esquecidos um Golpe Palaciano é uma espécie de Golpe de Estado pelo qual um governante é removido por forças pertencentes ao mesmo Governo, sem seguir as normas legais estabelecidas para a substituição das autoridades. Ao que parece também, todos se esqueceram depressa demais do projeto pelo qual embarcaram, que nem de longe nem de perto tinha que ver com as cenas rocambolescas que aconteceram. A sede de poder foi tanta que não se olharam a meios para o conseguir. Ou pelo menos tentar. 28 de maio de 1926. Parece que foi ontem…mas é hoje!…

NC

O concelho de Nisa também já tem um Festival Sabores do Rio (Tejo)

1 festival sabores do rio - programa

Depois da “Feira dos Enchidos” em Alpalhão e da “Feira do Queijo” em Tolosa, o concelho de Nisa também já tem um “Festival Sabores do Rio”, uma iniciativa pioneira com vista à promoção do Tejo e das nossas belíssimas Sopas de Peixe.

Estranhamente, e apesar do pedido formal para o efeito, a iniciativa não conta com o apoio e a divulgação por parte da Câmara Municipal de Nisa, nomeadamente no seu site oficial.

LV

Complexo Termal ou complexo e terminal?

IMG_9242O Homem sonha, a obra nasce.

E a obra nasceu mas o sonho, esse, virou pesadelo.

Os pequenos casebres que eram as Termas de Nisa deram lugar ao novo Complexo Termal, num investimento avultado que se supunha projetar o concelho de Nisa.

Passados cinco anos sobre a sua inauguração o que resta do sonho? Das pessoas que acreditaram e das suas ambições?

Algo complexo, sem dúvida. Vamo-nos desculpar eternamente com erros passados que, como a culpa, morre (infelizmente) solteira?! A falta de uma visão estratégica e planeamento adequados ditaram o princípio do fim das Termas de Nisa.

A população do concelho confiou nos seus governantes, que fosse este o projeto que traria o ambicionado progresso, fez investimentos e agora nem respostas consegue ter sobre o futuro das Termas. Se a população exige respostas é preciso que sejam dadas. Que sejam feitas propostas concretas e que se inverta a realidade. Haja humildade para reconhecer que só com o contributo e envolvimento de todos, parceiros públicos, privados e população em geral, é possível desenhar um futuro promissor para todos, que de resto só pode ser o único e possível interesse.

NC

Os novos tempos pedem outros tipos de interacção com os cidadãos

Nisa é a porta de entrada norte no Alentejo. Por aqui se acede à judiaria de Castelo de Vide, ou ao monumental castelo de Marvão, à capital de distrito Portalegre, ao Mosteiro de Flor da Rosa no Crato ou à praia fluvial do Alamal em Gavião, mas também a Espanha, através da ligação a Cedillo e Herrera de Alcantara, rumo a Caceres.???????????????????????????????

Quando chegar a Nisa, tenha mente aberta e entregue-se a emoções únicas. Entre o passado e o futuro, Nisa encanta-nos à chegada e emociona-nos na despedida! Nas janelas bordadas de cores e paredes caiadas de branco, é impossível não espreitar e ver quem está. As mãos sábias dos artistas e os aromas que nos deixam com água na boca colocam-nos os sentidos à prova. Nisa das águas milagrosas e das paisagens sem fim, tem traços da Beira e do Alentejo e é porta de abrigo do Tejo que serpenteia por entre vales. Numa entrada cheia de magia e de arte, escutamos os sons da gente que chega e da música que nos toca o coração. E quando a lua já vai alta, temos sabores com alma. A alegria, essa, está em toda a parte.
Entregue-se a esta viagem única, repleta de segredos por desvendar.

Mas apesar de toda a poesia que este concelho nos traz, é preciso também ter em conta que os novos tempos pedem outros tipos de interacção com os cidadãos.

Vivemos numa época em que não basta assistirmos de camarote e aceitarmos sem reservas o diferente daquilo que idealizámos para o nosso futuro e qualidade de vida. Teremos de ambicionar sempre mais. E melhor. O participar activa e construtivamente no desenho do progresso passa por criticar e, acima de tudo, contribuir com ideias e acções.

LV / NC