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Opinião: “Lavar roupa suja ou a higienização da política local”

Joao VintemÉ costume dizer-se: – “quem tem problemas com o calor não deve seguir a profissão de padeiro”. Fugindo um pouco ao que tinha pensado escrever hoje, não posso deixar passar a ideia que se está a gerar na Comunicação Social e nas redes sociais, que os candidatos às próximas eleições Autárquicas se estão a ofender uns aos outros e, a culpa é das redes sociais mais os que comeram da mesma tijela e portanto agora tem de estar simplesmente calados, sem direito de opinião.

Estive em todas as eleições municipais, desde 1979. Estou à vontade para poder opinar sobre a matéria; alguns ainda se deverão lembrar o que foram as campanhas logo a seguir ao 25 de Abril; nada comparável com os tempos actuais, em meios e em vocabulário; estamos muito melhor, quer a notícia, quer o boato correm mais rapidamente mas também o seu contrário, isto é, facilmente se faz um boato e rapidamente se desfaz.

Posto isto, parece ser moda nesta campanha eleitoral que, ao poder instalado não se pode nem se deve questionar. Aliás, já ensinei um responsável politico local de que, quem está no poder não ganha eleições, ou se mantem ou perde, quem ganha será quem não detêm o poder. E, é daqui que resulta o facto de, quem está no poder ser sempre o mais questionado porque é aquele que vai ser julgado pelo voto popular, pelo que fez, ou não fez no mandado.

Logo quem é poder, fica sujeito a maior intensidade das críticas porque as outras candidaturas fazem as suas comparações programáticas, evidenciam os erros e apontam soluções diferentes; outra coisa não faria sentido, pois não creio que uma campanha eleitoral sirva para as oposições fazerem o elogio de quem está no poder. Pode que alguém sonhe que poderia ser assim mas, não é!

Talvez queiram generalizar um caso ou outro, mas a excepção não faz a regra.
Falta talvez, alguma cultura democrática a um ou outro candidato que lidando mal com a crítica parte para a vitimização, para recolher o aplauso fácil, dos seus, mas em todo caso inconsistente, porque ao vitimar-se, pessoaliza a política e entra-se no vazio de ideias. Esta situação agrava-se quando se tem pouco para mostrar aos eleitores, quando esse escrutínio é sobre um vazio apoiado apenas na propaganda institucional do município.

Parece-me pois, ser um dever cívico de todos discutir e falar sem medos, sobre os candidatos e suas equipas, as suas propostas e avaliar quem está no poder e quer continuar. Por mim agradeço a quem tem partilhado os meus textos, ampliando o esclarecimento que se pretende; não me interessam os “gostos” porque sei que há pessoas que o não pode fazer mas, leêm. Só para ser ter uma ideia a média de leitura dos meus textos, ronda as 5000 e um deles está com 8500 neste momento. É obra!

At https://www.facebook.com/ / João Vintém

Como se pode iludir nas redes sociais, com luxos

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Boris Bork tinha tudo. O multimilionário russo conduzia carros topo de gama, comia as melhores refeições e era frequentemente visto acompanhado pelas mais glamorosas mulheres. A “sua vida” de luxo foi documentada no Instagram, conseguindo assim angariar mais de 24 mil seguidores. Boris Bork até apareceu num videoclip de uma famosa banda russa. A vida de Boris parecia perfeita para alguns. Contudo, nem tudo o que parece é. E Boris Bork não é uma pessoa real.

Boris Bork é a criação de dois amigos, que queriam provar que não é necessário ter dinheiro para ser uma sensação na internet. O consultor de marketing Roman Zaripov teve a ideia depois de ler um artigo sobre a quantidade de dinheiro necessária para criar uma estrela das redes sociais – uma quantia com “seis ou sete zeros”.

Convencido que criar uma estrela por muito menos dinheiro, Zaripov e um amigo procuraram no Facebook por um “avô” que parecesse milionário. Os dois amigos encontraram Boris Kudryashov, um reformado disposto a entrar na brincadeira de ambos.

Nas semanas seguintes, os dois jovens passaram grande parte do seu tempo a fotografar Kudryashov – que vive com cerca de 180 euros por mês – e a torná-lo no “milionário Boris Bork”.

Roman Zaripov publicou depois no seu Facebook a explicação para a façanha. O jovem de 22 anos explicou “o quão fácil foi enganar as pessoas” e que estas deveriam ter mais cuidado com a informação que recebem. Assim que os seguidores de Boris começaram a aumentar, as propostas de trabalho chegavam.

“Ainda estou surpreso que ao gastar apenas 730 euros em dois meses consegui fazer centenas de adultos acreditar numa pessoa inexistente.”

At https://www.instagram.com/p/BGbV5YmJupE/ e http://sicnoticias.sapo.pt/