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Comissões de utentes do Médio Tejo também não querem portagens na A23

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As comissões de utentes do Médio Tejo deslocaram-se esta quarta-feira, 10 de Abril, ao Ministério das Infraestruturas para deixar mais de 12 mil assinaturas de utentes do distrito de Santarém e, em particular, do Médio Tejo contra o pagamento de portagens nas duas autoestradas que atravessam o território. Os utentes querem levar o novo ministro a olhar para as autoestradas 23 (Torres Novas/Guarda) e 13 (Tomar/Coimbra) de uma outra forma. “Aquilo que devia ser uma via para circular vida é, afinal de contas, um entrave físico, social, económico e financeiro para as populações” sustentou Augusto Figueiredo, porta-voz das comissões.

Nesta reunião foram recebidos pela chefe de gabinete e pelo adjunto do novo ministro Pedro Nuno Santos, que não adiantaram muito mais do que aquilo que as comissões pretendem, que este problema seja olhado de forma diferente, tanto mais que este é um novo ministro. Como tal não deverá alegar desconhecimento desta situação que existe e afeta um número considerável de cidadãos. “Muito mais do que a forma como fomos recebidos é qual é a ação que o governo vai ter? Qual é a ação que a Assembleia da República vai ter? Vamos continuar a lutar e a sensibilizar e com certeza que as comissões vão continuar a encontrar formas de manter na agenda política a questão da abolição das portagens.”

Augusto Figueiredo adiantou que este não é um problema da saúde, ou exclusivamente da saúde, embora reconheça que é a esse nível que se sente mais esta questão. Se um cidadão tem de circular entre os três hospitais do Médio Tejo, Abrantes, Tomar e Torres Novas, tem vias com portagens entre eles. O argumento de que poderão utilizar as vias nacionais ou municipais começa a esgotar-se porque estas não estão preparadas para o aumento de tráfego e isso reflete-se no número de acidentes rodoviários que tem crescido no distrito assim como o número de vítimas mortais que é, segundo os últimos dados, uma por semana.

Em Outubro, as comissões de utentes voltaram à carga com este abaixo assinado que reuniu mais de 12 mil assinaturas e prometem voltar com outras formas de luta se os governantes não olharem de outra forma para os verdadeiros problemas das comunidades. E se em 2011 a conjuntura levou à aplicação das portagens, hoje a situação é completamente diferente e Augusto Figueiredo questionou mesmo “se o dinheiro investido nos bancos falidos não chegaria para melhorar bastante serviços públicos e acessibilidades”.

O porta-voz adiantou que aos representantes do ministro Pedro Nuno Santos foram transmitidas quatro grandes preocupações dos utentes do distrito de Santarém: As acessibilidades sem portagens na A23 e A13; a saúde nos cuidados primários e nos quatro hospitais do distrito; a circulação rodoviária em geral e o aumento de vítimas mortais; e também o ambiente e a qualidade de vida.

Augusto Figueiredo reconheceu que já foram tomadas medidas que pretenderam mitigar este grande problema como a diminuição das tarifas das portagens ou a diminuição do preço do gasóleo para os pesados, mas não chega. É preciso que as medidas cheguem ao cidadão para que estes não fujam das duas vias rápidas e “inundem” as vias municipais das vilas e aldeias ribatejanas.

Estes movimentos de utentes têm eleições anuais e por isso estão sempre em movimento, nas lutas que as pessoas querem e ficou já meio anunciado que novas lutas de avizinham quanto à água do Tejo, à saúde, a uma melhor qualidade do serviço postal: “É isto que os utentes nos dizem. Tomem lá a nossa confiança.”

A Antena Livre teve conhecimento da forma como foi agendada esta audiência. A recolha de assinaturas aconteceu quando ainda estava no Ministério do Planeamento e Infraestruturas o ministro Pedro Marques. As mesmas foram enviadas via postal para o ministro. Mas como não foram levantadas pelo governante na estação dos correios, foram devolvidas à comissão de utentes. Como depois o socialista Pedro Marques saiu para a candidatura a Bruxelas e entrou Pedro Nuno Santos, a comissão de utentes entendeu agendar uma reunião presencial e entregar, em mão, as mais de 12.200 assinaturas recolhidas no Médio Tejo a exigir a abolição das portagens. Não chegaram a falar com o novo ministro das infraestruturas, mas deixaram “o pacote” à chefe de gabinete e ao adjunto.

Jerónimo Belo Jorge

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Mais emprego para… Ponte de Sor

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Uma nova empresa do ramo corticeiro vai instalar-se em Ponte de sor.

O grupo SOCORI assinou esta tarde, no Edifício dos Paços do Concelho, a escritura de compra e venda de um lote de terreno na Zona Industrial para as futuras instalações da nova unidade industrial.

Ponte de Sor volta a ser o concelho escolhido para mais um avultado investimento num setor tradicional e onde se tem vindo, cada vez mais, a afirmar no panorama nacional.

É um investimento criador de mais postos de trabalho e riqueza para a região, que se regista com enorme agrado.

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“Portugal Air Summit” regressa a Ponte de Sor

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O maior evento do setor aeronáutico nacional regressa a Ponte de Sor sob o tema “Powering Human Capital”, permitindo a possibilidade a todos os interessados de obter informação privilegiada sobre as carreiras disponíveis em Portugal, empregabilidade e formação pessoal, assim como as soft skills e qualificações que um profissional do setor deverá possuir, com especial enfoque na formação e nas saídas profissionais.

A maior Cimeira no setor aeronáutico regressa a Ponte de Sor, para a sua terceira edição, que vai decorrer entre 30 de maio e 2 de junho.

O Aeródromo Municipal de Ponte de Sor, chave do cluster aeronáutico, volta a receber algumas das entidades e personalidades mais relevantes da indústria, infraestruturas e serviços, para debaterem e analisarem o futuro dos setores da aviação tripulada e não tripulada, defesa e espaço.

À semelhança do ano anterior, o Portugal Air Summit apresenta novamente o ARC – Air Race Championship , uma corrida de aviões, única no mundo, onde vão participar alguns dos pilotos de elite mais conceituados a nível mundial.

Saiba tudo em : www.portugalairsummit.pt

Opinião: “O sentido da vida são os outros, o respeito por quem trabalha”

Raquel VarelaOntem passei a manhã nas urgências do hospital do Funchal. Foram tantos os enfermeiros que passaram por mim – no SO ou nas urgências – e sorriram agradecendo «ter-nos defendido». Depois viajei na TAP, com um comissário que meteu conversa comigo, «vejo-a sempre por aqui», é que eu viajo demasiado, respondi. «Quero agradecer-lhe o estudo (pessoal de Voo) que está a fazer para nós sobre desgaste». Sorri. Uma professora abordou-me na rua «durmo descansada depois de a ler, descansa-me que haja alguém que não se resigna e que diz o que pensamos», outra disse-me «nós não temos voz». Todos os dias alguém me aborda na rua assim. Os elogios não são para mim, não faço nada sozinha. Tudo em equipa.

Vivemos na fase do elogio do homem financeiro, ainda que tenham espalhado a miséria no mundo depois de 2008. Leio nos jornais casos de mulheres de “sucesso” porque “alcançaram o topo das empresas”. É um lugar onde eu não queria estar. Queria que deixassem de existir topos. Acredito em direcções e hierarquias, em organização e responsabilidade, em trabalho sério, mas com base na democracia. O Estado, as empresas e as fábricas tornaram-se um lugar de sofrimento para quem trabalha. É uma desumanidade, uma involução que lança todos no medo. A minha quota é por isso junto da condição humana, de quem vive do trabalho. Não para distribuir roupa em segunda mão, com um ar caridoso, mas para fazer o melhor que sei e posso para que as pessoas se sintam com força para mudar a vida, e mudar o mundo onde vivem – só assim se muda a vida, não há ioga que substitua a necessidade de mudar as tremendas condições económicas que vigoram no mundo. O sentido da vida são os outros, o respeito por quem trabalha. Uma ex operária ontem num debate onde estive na Universidade da Madeira disse do público, com um vigor contagiante: «Estou farta de ONGs e caridade, de ordenados de 600 euros e aumentos de 2%, da facilidade com que se luta por caridade, farta! deve-se viver com direitos, de cabeça erguida.». Obrigada a vós.

Raquel Varela

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Opinião: “A propósito de famílias!”

Jamila MadeiraO meu pai combateu o antigo regime e foi um dos protagonistas do ‪25 de abril‬ e da construção do Portugal democrático! Durante 25 anos, desempenhou cargos políticos de eleição e foi até o primeiro presidente da região de turismo do Algarve eleito! Saiu da vida política activa em janeiro de 1999! Eu nasci em 1975 e cresci com a efervescência política dentro de casa e, claro, com a inevitável ausência paterna devido às actividades políticas que o meu pai desempenhava! Naturalmente isso gerava, sobretudo, curiosidade e uma busca por perceber o que de tão importante o levava a estar longe de nós, apesar de se desdobrar para o conseguir mitigar!

Nunca o meu pai incentivou, nem a mim nem a minha irmã, para enveredarmos pela vida política e, quem o conhece, pode comprová-lo.

Mas, como dizia, vivi por perto momentos políticos de enorme tensão e um destes foi a campanha Soares vs Freitas, o que tornou, para mim, claro as escolhas a fazer e o partido que as defendia (curiosamente tive oportunidade de referir esse facto a ambos quando, em 2003, juntos lutávamos contra a guerra do Iraque)!

Lutei no mundo associativo e ajudei a que fossem construídas soluções alternativas à PGA (prova que ainda não me afectava dado que eu estava apenas no 7o ano de escolaridade) mas lutei, não podia deixar que uma injustiça gerasse ainda mais injustiças. O sistema educativo não podia exigir aquilo que não proporcionava!

Prossegui a minha intervenção política no mundo associativo no secundário e, posteriormente, no superior, tendo, em paralelo, desenvolvido a minha acção política partidária e autárquica, nacional e internacional, tendo sido nesse período eleita vice presidente das juventudes socialistas internacionais (iusy).

Ingressei no mercado de trabalho em 1997, após concluir a minha formação superior.

Em julho de 1999 fui honrosamente convidada para integrar as listas do PS à Assembleia da República, convite que aceitei com muito orgulho!

Desde então desempenhei funções na Assembleia da República, no Parlamento Europeu e múltiplos cargos no PS , tendo sido vice presidente do Grupo parlamentar do PS em 1999 a 2003 e Secretária geral da JS entre 2000 e 2004 e membro do SN do Ps.

Mais recentemente, em 2015, regressei ao Parlamento depois de ausente, sem cargos electivos, e tendo, entretanto, concluído o mestrado em Finanças no Indeg – iscte em 2011 e tendo, em simultâneo, desenvolvido a minha vida profissional na empresa de que sou quadro técnico desde 1997! Conjunturas da vida, durante esta legislatura, divorciei-me e refiz a minha vida ao lado de um amigo de longa data, amigo das lutas político- partidárias. Para além de partilharmos a militância no PS e de sermos, ambos, deputados eleitos à Assembleia da República, partilhamos, agora, a mesma casa e temos uma filha linda.

Nunca ninguém me beneficiou pelo meus antecedentes familiares, e todas as minhas eleições foram combativas e sofridas! Ganhei umas e perdi outras, mas nunca deixei de acreditar!

Porque acredito na democracia aqui estou, hoje, a apresentar contas. De modo claro e transparente.

Percurso idêntico teve o meu colega e meu marido, e foi só pelo seu desempenho e amor a causa política e ao PS que chegou onde chegou! É funcionário público, dirigente associativo, desempenhou várias funções autárquicas em Lagos, terra onde nasceu, e em Faro, terra que mais recentemente o acolheu, bem como múltiplas funções partidárias tendo sido director de campanha de António Costa nas eleições primárias em 2014 e eleições legislativas de 2015, foi presidente da concelhia do PS de Faro desde 2012, sendo, actualmente, presidente da federação do PS Algarve e presidente da Assembleia Municipal de Faro. Desempenha agora funções no Parlamento como deputado.

A nossa vida, a nossa história não pode e não deve ser vista com olhos destorcidos! Tivemos, aliás quase sempre, em campos opostos dentro do PS! A ética política republicana é uma prática que defendo mas não a vejo como predadora, vejo-a como regeneradora da democracia!

Por isso, sublinho: nunca ninguém nos beneficiou por quaisquer relacionamentos familiares.

Porque acredito numa democracia transparente e justa deixo-vos esta mensagem pois, ontem como hoje, não posso deixar que uma injustiça gere ainda mais injustiças!
Na certeza porém que como outros outrora o disseram ‘se a situação for considerada incompatível com as minhas funções, escolherei a pessoa que amo’.

Jamila Madeira

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Mais emprego para… Alter do Chão

Emprego Alter

A TRT – Logística e Transportes, com 22 anos de experiência, mais de 30 veículos de transporte, com outras 2 plataformas logísticas, no Carregado e Alcácer do Sal, inaugurou esta semana, a sua terceira plataforma, desta vez, na zona industrial de Alter do Chão. Já permitiu a criação de vários postos de trabalho e perspectivas de aumentar o seu staff num futuro próximo. A empresa presta serviços de transporte de mercadorias e transporte refrigerado para todo o país.

Bem-vindos a Alter do Chão!! O Município deseja os maiores sucessos!!

Contactos TRT: 937479926 / trtomadica@gmail.com

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Não chegam a 60 os passes sociais no distrito

Rodoviaria Alentejo

Não chegam a 60 as pessoas que usam os passes sociais para viajar de transporte público entre os quinze concelhos do Alto Alentejo.

A revelação foi feita por Ricardo Pinheiro, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), que vai receber 188 mil euros do Governo destinados a apoiar a redução do preço dos tarifários dos transportes públicos.

Em declarações à Rádio Portalegre, Ricardo Pinheiro, adiantou que está a ser equacionada a possibilidade de usar parte dessa verba para financiar a 100 por cento os passes sociais dos 59 utentes que usam as carreiras inter-concelhias.

As medidas no âmbito do Programa de Apoio à Redução do Tarifário do Transporte Público deverão ser aprovados em reunião do Conselho Intermunicipal da CIMAA durante este mês de abril prevendo-se que entrem em vigor apenas em maio.

Das 21 Comunidades Intermunicipais que existem no país, apenas oito vão aplicar os descontos nos transportes públicos já neste mês de abril.

At https://www.radioportalegre.pt/