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Artigo de opinião: “Bateu certo”

Marco AntónioEntrámos num novo ciclo. O Partido Socialista e os dissidentes do PPD/PSD e do PP/CDS são os grandes vencedores destas eleições, estes últimos porque se conseguem eleger por instituições próprias. Sim, é preciso ter em atenção que os recentes partidos de direita (não de extrema) Iniciativa liberal, Chega e Aliança, juntos, tiveram mais votos que o PAN. Estes que cantam uma vitória com 4 deputados em 230, completamente absurda. Também com a ajuda dos do costume.

Resultante de uma estratégia correcta, ou não fosse António Costa o comandante, o PS teve a maioria que se esperava, com a vitória nas eleições, algo que não ocorreu há 4 anos. Uma vitória sólida que, ainda assim, afasta a possibilidade de (co)ligação ao PAN, para o bem comum dos mortais.

A maior vitória percentual volta a ser para o distrito de Portalegre, dando seguimento à aposta que tem vindo a ser feita pela Federação do PS na imagem dos Presidentes de Câmara, em detrimento dos Presidentes de Concelhia. Ricardo Pinheiro foi extraordinariamente bem escolhido para este combate, e a sua eleição é mais do que justa. Júlio Miranda Calha deixa de ter a bandeira de ser o Deputado mais antigo da nação presente na Assembleia da República, e perde-se também a presença já habitual de Heloísa Apolónia pelos Verdes, e ao lado do Partido Comunista.

Rui Rio tem razão no que diz nas suas reacções, disparando para o sítio certo. O partido ou se quer social democrata, ou os militantes terão que procurar um dos novos partidos liberais de direita, ou mudam finalmente o nome do partido. Santana Lopes estatelou-se ao comprido, aguardando-se por isso, e com expectativa, a tendência das políticas dos próximos anos.

Entretanto, todos sabemos que os velhacos do Bloco de Esquerda “dão o cú e 8 tostões” para terem protagonismo, enquanto Jerónimo de Sousa quer culpar a “Geringonça” pelos resultados obtidos, não compreendendo que ele, sim, é que já está a mais.

A arrogância e prepotência do PP/CDS, mais concretamente da sua presidente (e tanta gente boa que lá tem), resultou no que se viu, o que terá levado também à saída prévia de alguns dos seus grandes seguidores, veja-se o resultado de Pedro Pinto em Beja e do mesmo Chega no distrito de Portalegre, o partido da ruptura com o sistema, à frente do PAN. E que se saiba, o único partido assumidamente de extrema-direita em Portugal é o PNR, que teve menos de metade dos votos do PCTP/MRPP a nível nacional. E, já agora, para que é que serve o Partido Trabalhista?

Vamos esperar um bom mandato, comandado por um partido que pede dirigentes que conheçam a sua história (ou, senão, sejam corridos) e tenham humildade para reconhecer quem lhes deu, instituições e militantes, e dá força, e que seja dada a devida dignidade a quem trabalha. Chega de aumentos de salários mínimos, em prejuízo do aumento dos salários médios, também da classe média. O foco deverá ser nos trabalhadores. É o que se pede a um partido de esquerda.

Partem daqui os votos de um excelente mandato para o Luís Testa e o Ricardo Pinheiro, que garantidamente irão estar na defesa dos interesses do distrito, esse que quer rapidamente o Pisão e um acesso rodoviário e ferroviário digno à sua capital. Isso será o mínimo.

Marco Oliveira

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Opinião: “Os piores gestores”

Rui Calafate 39524_159372397419164_632670_nHoje na capa do Público: “Temos dos piores gestores da Europa”, num especial sobre Executivos. Sem dúvida. As nossas elites são medíocres e os principais presidentes de empresas portuguesas são peritos em Excel mas são completamente incultos e desconhecedores da natureza humana. Sugeria que lessem Shakespeare – Rei Lear, Otelo, Macbeth, Ricardo III, pelo menos – para tentarem perceber a segunda e depois aprenderem a frequentar exposições, a irem à Cinemateca – onde nunca vi nenhum gestor e políticos só vi dois, honra lhes seja feita – a investirem na criação de uma biblioteca própria em vez de terem carros topo de gama e uma casinha na Comporta ou na Quinta do Lago. E sugiro que não tenham como modelos duas de Suas Medíocres Excelências como Mexia ou Zeinal Bava e tentem ver lá fora quem tira horas para obter mais conhecimento como Bill Gates por exemplo. Não sejam sumidades dos números, sejam magníficos por serem homens completos.
Bom dia

Rui Calafate

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Artigo de opinião: “Elvas vs Badajoz”

Diogo lvg3uetS_400x400.jpgCerca de 1890, mais coisa menos coisa, Badajoz tinha mais 3 mil habitantes do que Elvas. Hoje, em 2019, Elvas tem cerca de 18 mil habitantes e Badajoz tem 150 mil habitantes.

Duas realidades bem diferentes, lado a lado, separadas apenas pela fronteira entre os dois países. Duas apostas totalmente diferentes de políticas públicas e de visão de território. Duas cidades do interior. Aliás, Badajoz é hoje uma potência em crescimento. De investimentos realizados, lá até se sonha com uma futura Disneyland.

No fundo, temos do lado de lá da fronteira, uma terra que está mais longe de Madrid do que de Lisboa. Uma terra longe, bem longe do litoral. Mas é o espelho de opções políticas e económicas acertadas, por comparação com um interior de Portugal isolado e abandonado. Medi bem as palavras. Portugal tem um interior abandonado. Tirando os resistentes que por lá vivem, que por lá investem e que por lá ainda resistem, Portugal é hoje um país assimétrico e sem visão de território. Um país pequeno, que somos, contudo macrocéfalo e desnivelado para o litoral. Com esta dimensão e com um abandono total de uma visão integrada para o território, que lhe permita reduzir a perigosa assimetria, que desde os anos 60 do século passado se construiu. Se está a ler este artigo pergunto. Já foi a Portalegre? A Fronteira? À Covilhã? A Boticas? É extraordinário, apesar de tudo, o trabalho de muitos dos nossos autarcas. E até de empresários. Como é fantástico que, em Boticas, por exemplo, exista uma empresa de concepção de redes de pesca, que garante emprego e forte dinamismo económico. Bons, mas, infelizmente, raros exemplos.

Todavia vamos ser claros, para que não restem dúvidas, por melhor que seja o trabalho das Câmaras Municipais e de algumas empresas, isso não chega. Não há desenvolvimento sem verbas, sem estratégia, sem planeamento e sem visão de conjunto ao nível nacional. Conceitos caros e raros neste país que tudo faz em cima do joelho. Que vive sem reformas de fundo, sem horizontes e que, apesar de estarmos em plena campanha eleitoral, pouco se discute do que realmente importa ao interior, apesar das soluções avulsas como baixar IRC das empresas no interior ou Vistos Gold para estas zonas. São propostas bondosas? São. Claro que são. O leilão fiscal é sempre atractivo. Mas não chega. Não basta. É curto. Precisamos de mais, de um planeamento a longo prazo, com compromissos na sociedade portuguesa, por forma a que “territórios de baixa densidade” deixe de ser um eufemismo para descrever aquilo de que o país urbano, concentrado nas grandes cidades do litoral, se esqueceu e só se lembra a cada tragédia que acontece, como os fogos florestais, mas rapidamente perde de vista. Precisamos de quem pense o território de facto e não como mera esmola ou distribuição de fundos, a abordagem tem de ser integral e não uma mera lista desgarrada de medidas, senão como criar ou potenciar sinergias e gerir processos interdependentes, como são os que ligam território, economia e demografia. Podemos ser ainda mais claros? As CIM e CCDR são boas intenções, mas diminutas para a natureza do problema. Precisam de mais escrutínio e de mais poder. Precisam de ter uma visão regional e não podem ser uma mera burocracia do Estado Central para um dado território administrativo, criado à boleia das regras comunitárias de distribuição de fundos. Somos, de facto, um país desequilibrado. E este desequilíbrio precisa de ser enfrentado de frente. Alguém tem coragem de assumir, de facto, políticas de coesão territorial? É por falta de coragem e vontade que existem casos tão díspares como Elvas e Badajoz. Duas cidades vizinhas, mas que contam com Governos centrais e lógicas regionais totalmente diferentes. Era isto que também gostava de ver debatido, de forma séria, numa campanha eleitoral em Portugal.

Diogo Agostinho

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Opinião: “Sondagens e resultados”

joanaamaraldiasoficial_62090486_2053394904966968_953275700898553678_nSe há lição que fica das eleições regionais na Madeira é que as sondagens falham. Já se sabia mas volta a confirmar-se: falham muito.
A previsão de resultados da sondagem da Católica (RTP) divergiu em 21 pontos dos resultados eleitorais. Já a Eurosondagem (DN/TSF) falhou em 17,2 pontos. A melhor foi a da Intercampus (JM) e, ainda assim, com um desvio de 12,2 pontos.

Portanto, os sucessivos programas na comunicação social que vomitam horas e horas de perdigotos sobre sondagens a partir das quais fantasiam cenários prováveis e coligações possíveis, que se enrolam em politiquices em vez de debaterem Política, são mesmo ralé preguiçosa, burra e totalmente inútil. Panem et circenses.

Joana Amaral Dias

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Opinião: “O fantasma de Salazar e o Reitor da Universidade de Coimbra”

Raquel 10464109_10202306149190196_3394916574196011546_nO Reitor da Universidade de Coimbra não decidiu excluir a carne de vaca. Decidiu que quem tem menos dinheiro vai deixar de comer carne de vaca. As cantinas são os locais onde os filhos das classes pobres e médias empobrecidas comem. Quem tem dinheiro vai continuar a comer carne, do lombo. Os filhos de quem pode, como os meus, irão comer carne do lombo, de qualidade, bio. No norte da Europa já se serve carne bio em algumas universidades por onde ando. Em Portugal acaba-se com a carne. A periferia não é verde, é inexistente. Na verdade a medida do reitor é análoga à generalização dos parquímetros, uma privatização do espaço público. Quem tem dinheiro continua a ter acesso à cidade por carro. Estas medidas não são ecológicas, são classistas. Ecologia era transportes públicos das zonas pobres para o centro. Ecologia era subsidiar na Escola Agrária da Universidade produção de agricultura biológica e fornecer nas cantinas para que pelo menos algumas vezes pudessem comer proteína de qualidade. Ecologia era um Reitor defender a agricultura sustentável ser cada vez mais subsidiada. Assim o reitor o que fez foi reduzir a despesa da Universidade de Coimbra que agora vai oferecer frango de aviário, um mutante que nem frango devia chamar-se. Também vai ficar bem nas contas gerais da Universidade servir na cantina (paga com os nossos impostos) soja geneticamente modificada – é a transição energética.

A “transição” está a relevar-se uma forma de privar ainda mais os mais pobres de tudo, irão pagar mais impostos verdes, estão privados da cidade “verde”, num subúrbio cinzento, vestem fibras horrorosas enquanto fabricam algodão natural de design inovador em fábricas super poluentes, e agora podem esperar esta moderna versão Jonet de “não de pode comer bifes todos os dias”. Tudo para o bem deles, como se sabe se os ricos não cuidassem dos pobres eles jamais saberiam o que fazer. Agora por exemplo, imagine-se!, querem comer bifes que fazem tão mal à saude e ao planeta…

Vou poupar-vos ao óbvio. A poluição é grave mas o mundo não está a acabar. É preciso medidas sérias, e não hipocrisia disfarçada de ciência. Comer carne em idades jovens, quando se estuda, é essencial ao cérebro. Nos colégios onde se formam elites dirigentes do mundo posso garantir-vos que a carne é biológica e do lombo. Comer muita carne faz mal, não comer nenhuma faz muito mal. Outro dado: um dos maiores estudos de saúde do mundo provou que a segurança no emprego e a autonomia podem aumentar 18 anos a esperança média de vida e o medo fazer cair a mesma 18 anos, pela produção de cortisol. Nada faz tão mal à espécie humana hoje como o medo da sobrevivência, condição em que vão estar a grande maioria dos jovens estudantes da Universidade de Coimbra quando entrarem no mercado de trabalho. Coisa que não preocupa o reitor. O fim do planeta para o Reitor é uma garantia, é o dilúvio bíblico que exige medidas radicais. Já o facto de que os que estudam na Universidade virem a ter empregos em que não chegam ao fim do mês, bom isso já não é bem uma certeza, nem diz respeito a um Reitor, que cuida do Planeta.

Que o PAN, que representa o ultra liberalismo verde, seja a favor comprende-se. O silêncio dos outros partidos, com algo tão fundamental quanto o que se serve de alimentação numa instituição pública, por nós financiada, é inexplicável.

Para compreender o mundo, e a atitude de um Reitor, é preciso saber teoria do valor. E o valor da teoria. Marx explicava que a tendência do capitalismo era para tornar vegetarianas as classes trabalhadoras, desde logo diminuindo a parcela de proteína a que têm acesso na reprodução da força de trabalho, vulgo salário. Os chineses perceberam bem isso – ali, nas fábricas, come-se arroz. E mais nada. Ainda vou assistir à glorificação do Estado Novo em plena Universidade de Coimbra, o fantasma do Salazar a rondar as salas escuras, de ilusão esverdeada – carne faz mal, melhor só no Natal.

Raquel Varela

At https://raquelcardeiravarela.wordpress.com/

Ponte para Espanha não, mas para a Beira sim

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A nova “Barca D’Amieira”, num formato moderno do Século XXI, tende a reabilitar um ícone histórico para as gentes de Amieira do Tejo, simbolizando a ligação desta povoação à outra margem, reabilitando assim uma tradição há muito perdida que tinha como objetivo a passagem de pessoas, bens e animais de uma margem do Tejo à outra, onde ainda hoje e na margem de São José das Matas, existe (ativa) a estação de Barca da Amieira, linha da Beira Baixa. Mais do que fazer a própria travessia do rio, este projeto, do Município de Nisa, prende-se à preservação, conservação e valorização do património histórico e cultural do Tejo Internacional.

O projeto “Barca D’Amieira”, da Câmara Municipal de Nisa, é uma operação cofinanciada, em 75%, pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, Programa INTERREG V-A Espanha-Portugal, ao abrigo do Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP).

At http://www.cm-nisa.pt/

Artigo de opinião: “Esperamos que acabem connosco?”

Tereno - BarrancosCansado pero contento”, frase que os barranquenhos proferem para expressar o seu sentimento após mais uma “Fêra” de Agosto. Foram dias e noites de muita vivência e confraternização, de reencontros de parentes, amigos e visitantes, tendo como denominador comum o toiro. A Praça/arena, na Praça da Liberdade com os seus tradicionais tabuados(1), os encerros e os espectáculos que se sucederam durante esses dias deafirmação da nossa cultura e da nossa identidade cultural de povo de fronteira, e porque não a nossa taurinidade, atestam bem o porquê do ser Barranquenho. As touradas podem ser boas ou más, os toureiros/matadores podem ou não fazer boas faenas, tudo isso importa, mas o que realmente fica é que a tradição cultural, de um povo único como é o barranquenho, se cumpriu um ano mais. E consagrada na Lei, permanece intocável.

É urgente que a classificação da Tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Portugal seja uma realidade, pois dá-nos o reconhecimento como expressão relevante da cultura tradicional deste País e blinda-nos face às ameaças daqueles que tudo tentam para nos aniquilar. Veja-se o caso da Lei de 2013 em Espanha, que obriga os poderes públicos a proteger a Tauromaquia. Sintomático não é?

O excelente trabalho de recolha e pesquisa coordenado pelo Dr. Luís Capucha merece todos os nossos encómios e a nossa ajuda e apoio para conseguirmos a desejada classificação, que já tarda.A importância deste passo é enorme senão vejamos: os próprios tribunais espanhóis têm decidido quase sempre a favor da causa taurina. Claro que também a pressão da Fundación Toro de Lidia, dos seus órgãos directivos e do seu gabinete jurídico, tem sido continua e os resultados vão aparecendo.Os próprios tribunais têm decidido, que não podem as Comunidades Autónomas e os Ayuntamientos (Municípios) proibir espectáculos tauromáquicos, e que estas entidades públicas não podemdeclarar-se anti- taurinas. O que teria acontecido em Viana do Castelo, Póvoa de Varzim e outros, se tivéssemos estas leis e estes tribunais? A última vitória e após uma sentença judicial, é a corrida anunciada e autorizada para cidade de Villena (Comunidade Valenciana), que antes tinha sido proibida.

Acabámos de saber da importante decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto a dar razão á acção interposta pela Protoiro, pelo Clube Taurino Povoense e pela empresa Aplaudir contra o Município da Póvoa de Varzim. Quando se luta com a razão do nosso lado e com a firmeza que se requer nestas situações difíceis a vitória é possível, mas não devemos baixar os braços pois eles não vão desistir facilmente, pelo que a realização da corrida que está programada será um sinal de vitória!

Volto a repetir aquilo que já afirmei no meu anterior artigo, as eleições legislativas estão aí á porta e vão decidir muito do futuro da Tauromaquia no nosso País. É imperioso que todos os taurinos nos unamos, pondo de lado as nossas divergências, é urgente que de uma vez por todas nos deixemos de hesitações do tipo “deixa estar, isso não é comigo”, e nos ergamos mostrando a nossa força. Continuo a acreditar que é possível a realização de uma grande concentração em defesa da Tauromaquia no seu todo, e no Campo Pequeno como então referi.

É preciso mostrar àqueles partidos que não gostam de nós apenas porque defendemos uma arte que faz parte da cultura portuguesa mais genuína, que não vacilamos e que não somos como eles! Que mais não são que cordeirinhos seguindo modas e doutrinas importadas eivadas de fundamentalismo, adoptando estrangeirismos e erguendo bandeiras ditas de proteção animal e ambientalistas que servem ás mil maravilhas para conseguir os seus fins.

Vamos mostrar que estamos vivos, que não temos medo porque somos uma grande força e que se quisermos nada nem ninguém nos vai derrotar.

Temos que velar pelo futuro da Festa, estar sempre atentos e prontos para dar o nosso apoio ás organizações que nos representam actualmente.Penso que seria da maior importância a criação de um órgão consultivo de apoio a essas instituições tauromáquicas, a ser formada por pessoas de reconhecido mérito da nossa sociedade, de todos os quadrantes da vida portuguesa, conhecidos pela sua afición á Festa de Toiros, e que dariam o seu contributo de forma inteiramente graciosa. A Tauromaquia só teria a ganhar!

E já que falamos do futuro…convirá dizer que não haverá futuro sem novilhadas, a verdadeira escola de toureiros, e de fomento de valores como a amizade e a valentia entre os jovens. Este será o caminho certo para formar verdadeiros conhecedores da Tauromaquia por dentro, e aficionados que no futuro se vão empenhar na defesa da Festa.

Este é um caminho sem retorno, ou avançamos todos juntos mostrando a nossa força, ou pouco a pouco e sem nos darmos conta, vamos deixando que nos asfixiem com leis proibitivas anti- taurinas, que visam acabar com o que nos é mais caro – a arte e a cultura tauromáquicas.

Vamos deixar?

António Tereno

At https://toureio.pt/

(1)- Estrutura de madeiros ligados entre si, montados anualmente para as corridas de toiros da “Fêra” de Agosto.