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Tesla deixa grupo de conselheiros de Trump

Tesla

Elon Musk reagiu desta forma à decisão do presidente norte-americano de abandonar o Acordo de Paris, contra as alterações climáticas.

O CEO da Tesla e da SpaceX deixou o grupo de conselheiros de Donald Trump, em resposta à saída dos EUA do Acordo de Paris. Elon Musk escreveu, esta terça-feira, no Twitter: “Estou de saída do conselho presidencial. Alterações climáticas são reais. Deixar Paris não é bom para a América ou o mundo.”

Musk tinha prometido deixar os cargos de conselheiro caso Donald Trump anunciasse a saída dos EUA do acordo global pela redução dos efeitos das alterações climáticas.

O empresário já tinha revelado que estava a tentar mudar a opinião do presidente e de outras pessoas na Casa Branca.

Elon Musk era um dos 18 empresários conselheiros de Trump, num grupo conhecido por Fórum Estratégico e de Políticas. Também aconselhava o presidente na sua iniciativa para criar empregos na indústria.

As reações contra o anúncio de Trump têm-se multiplicado. O jornalista da CNN e especialista em assuntos internacionais, Fareed Zakaria considera que esta decisão tirou aos EUA o estatuto de “líder do mundo livre”. “Este foi o dia em que os Estados Unidos se demitiram de líderes do mundo livre”, classificou.

O especialista defendeu ainda que o acordo das alterações climáticas era “extraordinariamente flexível”, daí não compreender a “irresponsabilidade” desta decisão.

At http://www.dn.pt/

Exército diz que quem é mais atingido por nuvem radioactiva de Almaraz serão os do norte

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O Exército simulou como Portugal seria afectado em caso de acidente grave na central nuclear espanhola. Norte seria a região mais afectada. A Protecção Civil desconhece o estudo, feito em 2010.

Cerca de 800 mil pessoas em Portugal podem ser afectadas pela radioactividade caso ocorra um acidente grave na central nuclear de Almaraz, em Espanha, revela uma simulação feita pelo Exército em 2010 a que a Renascença teve acesso.

A simulação, feita pelo Elemento de Defesa Biológico, Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestres a partir de um programa da Nato, tem como base um cenário idêntico ao acidente de Chernobyl, em 1986 – o rebentamento de um reactor, seguido de incêndio.

A simulação foi feita a partir do cenário mais perigoso, com uma probabilidade de ocorrência muito baixa, sublinha a major de engenharia Ana Silva, comandante desta força do Exército, em declarações à Renascença.

O programa simula a evolução da nuvem radioactiva nas 40 horas que se seguem à explosão e a sua deslocação pelo território português, onde chegaria 12 horas após o acidente.

“Os distritos atingidos pela nuvem radioactiva são os que ficam no norte de Portugal, sendo que o distrito de Castelo Branco será o mais afectado, mas sempre com valores baixos de radioactividade. No total, prevê-se que afecte 800 mil pessoas”, revela a major Ana Silva.

De acordo com esta oficial do Exército, “dada a proximidade com a fronteira espanhola, os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor, onde vivem cerca de 45 mil pessoas, registam o maior nível de afectação”.

No entanto, “o problema não é tanto o que resulta da exposição imediata à radiação, mas sim os efeitos que se podem manifestar caso a exposição seja prolongada”.

Apenas os 170 habitantes de Segura, uma aldeia do concelho de Idanha-a-Nova, teriam que ser retirados de suas casas como medida de precaução. Nesta povoação fronteiriça, ninguém conhece o estudo do Exército nem as medidas de segurança a adoptar em caso de acidente nuclear. (…)

Protecção Civil desconhece estudo

O Elemento de Defesa Biológico Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestre já apresentou a sua simulação aos técnicos de Almaraz e as previsões das consequências coincidem. No entanto, nunca se organizaram exercícios conjuntos nem há planeamento partilhado entre Portugal e Espanha.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil não conhece o estudo nem realizou nenhum exercício com base nas suas conclusões.

At http://rr.sapo.pt/

Barragem de Nisa vai ter caudal mínimo

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Duas barragens existentes no maior rio português vão passar a ter caudais mínimos. Ministro do Ambiente garante também haver fábricas encerradas por causa da poluição.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, anunciou esta terça-feira caudais mínimos para as duas barragens existentes no rio Tejo, que vão funcionar a partir de junho e deverão permitir mais água no rio na época estival.

Conseguimos no final de março uma coisa da maior importância que é garantir a existência de caudais mínimos nas duas barragens do Tejo [Fratel e Belver], caudais esses que passarão a ser diários e que entrarão em funcionamento no início de junho”, anunciou Matos Fernandes.

O ministro falava à margem da cerimónia de assinatura do protocolo do projeto piloto de gestão colaborativa do Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI), que decorreu em Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco.

João Pedro Matos Fernandes adiantou que, deste modo, durante a época estival, o rio Tejo vai ter mais água com todos os benefícios ambientais que daí resultam.

Fiscalização contra poluição

Sobre os problemas da poluição no rio Tejo, Matos Fernandes considerou que o empenhamento do Ministério do Ambiente tem sido “claríssimo”.

Temos uma estratégia clara e um plano de fiscalização claro. Há até um conjunto de unidades fabris que estão encerradas temporariamente porque eram unidades poluidoras”, sustentou.

O ministro adiantou ainda que, com o apoio da Celtejo, fábrica de pasta de papel da Altri, em Vila Velha de Ródão, conseguiu antecipar a conclusão da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) para maio deste ano, quando inicialmente estava prevista apenas para dezembro.

At http://www.tvi24.iol.pt/

Almaraz chegou a Lisboa. Entretanto, mais uma…

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La Central Nuclear de Almaraz notificó al Consejo de Seguridad Nuclear (CSN) que a las 9.57 horas de este lunes se había producido una desconexión no programada de la Unidad 1 debido a la parada de la bomba principal Nº2, como consecuencia de la pérdida de suministro eléctrico a dicha bomba.

Según informó el titular de la central cacereña en una nota, la Unidad 1 se encuentra actualmente en situación estable “habiendo funcionado correctamente todos los controles y protecciones”.

El personal de la central estuvo realizando la investigación de la anomalía, así como las pruebas y verificaciones pertinentes para proceder a la posterior reconexión a la red eléctrica de la unidad.

El suceso no tuvo impacto en los trabajadores, el público ni en el medio ambiente. (…)

At http://www.hoy.es/

Empresas poluentes com actividade suspensa

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O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, anunciou que o Estado vai “aplicar, no imediato, medidas cautelares sempre que se confrontar com fenómenos de poluição graves e aos quais conseguir atribuir a responsabilidade” nos cursos de água.

Matos Fernandes, que intervinha ontem, 14 de Março, na audição na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação da Assembleia da República, acrescentou que a intervenção das entidades fiscalizadoras poderá passar pela suspensão de algumas actividades ou mesmo pelo encerramento preventivo da unidade poluidora.

“Esta será uma grande mudança, à qual a lei dá cobertura – como não poderia deixar de ser -, mas que, se foi aplicada no passado, o foi de forma muito esporádica. Agora, passará a ser regra”, disse.

Reforço da vigilância

O ministro anunciou também o reforço da Inspecção Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, que “passará a ter um piquete de prevenção permanente, enquadrada em regime de prevenção, piquete e turno, de forma a garantir a rápida mobilização para situações que, pela sua dimensão, natureza ou complexidade, por razões de oportunidade de intervenção, justifiquem esta mobilização urgente”.

E serão disponibilizados drones às autoridades ambientais para videovigilância aérea. “Em três meses, estes meios estarão em funcionamento. Estes novos meios permitirão em tempo real ter notícia de alterações à qualidade da água e identificar o ponto de origem do efluente, de modo a incutir maior rapidez na identificação e na cessação da situação de infracção”, explicou Matos Fernandes.

Uma parcela do orçamento do Fundo Ambiental será destinado à realização das despesas associadas a esta nova política, pois “as medidas potestativas que visam assegurar a eficácia das normas ambientais levarão, num primeiro momento, a encargos”.

Matos Fernandes anunciou também que se reunirá com a Procuradora-Geral da República “com o objectivo de, conjugadamente, sermos mais eficientes na acção quando há infracções ambientais”.

O ministro referiu que as coimas resultantes das contra-ordenações ambientais são avultadas, mas “quando são contestadas e impugnadas perante os tribunais, o que, aliás, acontece quase sempre, conduzem a sentenças que, por vezes, não valoram devidamente o bem jurídico Ambiente”.

At Agricultura e Mar

Estado fecha Centroliva

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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) encerrou a empresa Centroliva, de Vila Velha de Ródão, com base no risco para o ambiente e para a saúde pública, foi hoje anunciado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o Ministério do Ambiente explica que a decisão da CCDRC foi tomada na sexta-feira, sendo que esta medida cautelar de encerramento determinou que fossem desligadas as caldeiras da unidade fabril. “A decisão tem por base a existência de risco para o ambiente, para a qualidade do ar e para a saúde pública”, lê-se no documento.

A empresa de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, dedicava-se ao processamento de bagaço e produção de energia e em fevereiro de 2016 tinha sido intimada a “adotar as medidas necessárias” ao exercício da sua atividade “sem incumprimentos ambientais”. Após o prazo de 30 dias, o Ministério do Ambiente decidiu que a Centroliva tinha dado cumprimento a todas as determinações constantes no mandado, pelo que manteve o funcionamento da unidade fabril.

Agora, um ano depois, a empresa é encerrada pela CCDRC com base numa ação de fiscalização realizada no dia 7 de março, quando foram efetuadas medições dos efluentes gasosos das duas fontes de emissão da empresa, dedicadas à produção de energia elétrica a partir da combustão de biomassa (bagaço de azeitona, estilha e resíduos florestais) em duas caldeiras.

“Nessa ação de inspeção verificou-se o incumprimento, por parte da empresa, dos valores limite de emissão aplicáveis aos poluentes, partículas, monóxido de carbono e compostos orgânicos”, sustentam.

Segundo a CCDRC, a cessação da medida cautelar agora aplicada só poderá ocorrer após verificação de que a situação de perigo grave para o ambiente e qualidade do ar cessou.

At http://expresso.sapo.pt/

Deputado do distrito exige respostas sobre o Tejo

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O deputado do PS eleito por Portalegre Luís Moreira Testa questionou o Governo sobre “o que está a ser feito para resolver os problemas identificados” de poluição no rio Tejo.

Através de uma pergunta dirigida ao ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, e enviada esta segunda-feira à agência Lusa, o deputado socialista quer saber, perante a identificação de problemas e a apresentação de determinadas recomendações, “quais as medidas tomadas para que os infratores regularizem o seu comportamento”.

Afirmando que os níveis de poluição no rio Tejo “têm assumido proporções que continuam a causar preocupação”, Luís Moreira Testa assinala que no distrito de Portalegre “continuam a surgir frequentemente focos de poluição nas margens dos concelhos de Nisa e Gavião”.

“Os sinais de contaminação das águas são evidentes e demasiado frequentes, em especial ao fim de semana. Como tem sido relatado por diversos agentes do território, a situação deteriorou-se desde 2013 e, apesar de diversos esforços, o comportamento reiterado daqueles que efetuam descargas poluentes, não se tem alterado”, lê-se na pergunta dirigida à tutela.

O deputado pretende também saber “de que forma está a ser feito” o “acompanhamento e a articulação com as partes interessadas, municípios e associações”, e “em que medida está a ser aplicado o Plano Anual de Ação Integrado de Fiscalização e Inspeção”.

Na sexta-feira, o Movimento pelo Tejo (proTEJO) anunciou que a petição que criou contra a poluição do Tejo e seus afluentes alcançou 5.466 subscritores, tendo sido remetida à Assembleia da República, onde será discutida em plenário.

Paulo Constantino, porta-voz do proTEJO, disse que a petição, lançada a 1 de janeiro de 2016, tem como finalidade solicitar à Assembleia da República que “legisle e recomende ações ao Governo Português, para que este atue junto das instâncias europeias, para terminar com uma contínua e crescente vaga de poluição no rio Tejo e seus afluentes, que mata os peixes e envenena o ambiente e as pessoas”.

At Expresso