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Artigo de opinião: “O ambientalista simplório”

Luis RibeiroHá um certo tipo de ambientalista que quer sol na eira e chuva no nabal. Que não aceita menos do que um mundo perfeito. Um mundo com azeite barato, mas sem olivais intensivos; com carros elétricos, mas sem prospeção de lítio; com energias renováveis, mas sem barragens nem eólicas; com floresta, desde que seja a do Capuchinho Vermelho. Um mundo que não existe.

O ambientalista simplório quer acabar com os combustíveis fósseis. Quer energia limpa, sem emissões de gases com efeito de estufa. Mas não quer barragens, porque as barragens destroem ecossistemas. Não quer eólicas, porque as “ventoinhas” estragam paisagens e perturbam os animais. Não quer energia nuclear, porque produz lixo radioativo.

O ambientalista simplório quer florestas, porque precisamos de árvores para absorver dióxido de carbono da atmosfera. Mas quer escolher as árvores. Não quer eucaliptos, não quer floresta de produção. Quer a floresta do Capuchinho Vermelho, porque sempre viveu na cidade e julga que as florestas são assim. Quer dizer a cada proprietário o que pode plantar e ainda obrigá-lo a tratar do terreno, num serviço gratuito, abnegado, para benefício da “sociedade”.

O ambientalista simplório grita “oiçam os cientistas”, quando os cientistas lhe dizem o que ele quer ouvir. “Oiçam os cientistas: estamos a destruir o planeta com as alterações climáticas.” Mas, quando os mesmos cientistas dizem que “os transgénicos não fazem mal nenhum e podem ser uma mais-valia para o ambiente e para a humanidade”, o ambientalista simplório berra: “Os cientistas estão a soldo das multinacionais.”

O ambientalista simplório quer agricultura biológica, porque não gosta de “químicos”. Mas esquece-se de que tudo são químicos, do oxigénio que respira ao sulfato de cobre usado, tal como centenas de outros produtos “naturais”, na agricultura biológica. Esquece-se de que a agricultura biológica precisa de mais espaço, valioso espaço, para produzir a mesma quantidade que a agricultura convencional, e que esse espaço terá de ser ganho à custa da desflorestação.

RoselynCarr - Getty Images

O ambientalista simplório quer que toda a gente se torne vegetariana, ou vegan, e acabar com a produção animal. Mas ignora que sem produção animal todo o fertilizante usado para cultivar os seus vegetais terá de ser artificial, e “ai, Deus nos livre dos químicos”.

O ambientalista simplório quer acabar com os jardins zoológicos, porque, não, os animais não podem estar em cativeiro, fechados a vida toda num espaço limitado. Mas abre uma exceção para gatos e cães (e coelhos, vá), menos animais do que os outros. Esses podem viver quase desde que nascem até ao dia em que morrem trancados num apartamento de 50 metros quadrados, que é para o bem deles.

O ambientalista simplório é contra o desperdício alimentar. Mas não quer conservantes na comida nem delícias do mar nem nada que seja feito com restos de comida.

O ambientalista simplório só cozinha com azeite, essa oitava maravilha para a saúde. Mas vocifera contra os olivais intensivos no Alentejo. Produzir azeite em grande quantidade é a única forma de lhe baixar o preço e torná-lo acessível a todos? Os pobres que comam bolos.

O ambientalista simplório chora a morte de cada rinoceronte e tigre. Mas defende com unhas e dentes a medicina tradicional chinesa que está por trás da perseguição a rinocerontes e tigres, para fazer pós milagrosos com os seus cornos e ossos – porque as medicinas alternativas são naturais e, lá está, o que é natural é bom (desde que não seja sal, cogumelos venenosos, arsénio, amianto, mercúrio, antraz, urtigas, malária, raios ultravioletas, etc, etc, etc).

O ambientalista simplório faz campanhas para que se coma “fruta feia”, julgando que os agricultores mandam para o lixo tomates e maçãs que não interessam aos supermercados. Mas ignora que esses tomates e essas maçãs disformes se transformam em ketchup, sumos e outros produtos, que obviamente não são feitos com vegetais e fruta topo de gama.

O ambientalista simplório quer comer peixe. Mas não pode ser capturado no mar, porque a pesca não é sustentável, e não pode ser de aquacultura, porque tem antibióticos, e garantidamente não pode ser geneticamente modificado, porque viu um desconhecido no YouTube que dizia não sabe o quê, já não se lembra bem.

O ambientalista simplório quer que haja mais carros elétricos nas estradas. Mas é contra a prospeção de lítio, essa insustentável fonte de poluição do ar, dos solos, das águas, e escreve-o nas redes sociais, teclando furiosamente no seu telemóvel com bateria de lítio.

Luís Ribeiro

At http://visao.sapo.pt/

2.ª Greve Climática Estudantil

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No dia 15 de março, a Greve Climática Estudantil juntou cerca de 20 mil jovens estudantes que saíram às ruas de todo o país.

A Greve Climática Estudantil é um movimento internacional, pacífico, não violento, descentralizado, determinado, organizado e apartidário que se propõe a protestar a inércia dos governos quanto à questão das alterações climáticas, devido à urgência na elaboração de medidas de combate à crise climática que deve ser considerada uma prioridade em todas as agendas políticas!

No dia 24 de maio Castelo Branco faz pelo clima!!
A partir das 10 horas iniciamos a concentração junto à Praça Rainha Dona Leonor (Tílias) e a partir das 10:30h damos início à Manifestação com uma marcha em direção à Câmara Municipal!
Está na hora de fazer com que a TUA voz seja ouvida!

At https://www.facebook.com/greveclimaticaestudantilcb/

Mil e duzentas pessoas estão a trabalhar na recarga de combustível de Almaraz

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Los trabajos en la unidad I de la central nuclear durarán 35 días, en los que se aprovechará para hacer tareas de mantenimiento

La Unidad I de la Central Nuclear de Almaraz fue desconectada de la red eléctrica a las 23.55 horas del pasado domingo para iniciar la recarga de combustible número 26.

El programa de trabajo tiene una duración de 35 días en los que se realizarán tareas de mantenimiento general, recarga de combustible y se continuará con el desarrollo de actividades conforme a requisitos asociados a la autorización de explotación.

Para esta recarga se cuenta con los servicios de más de 70 empresas especializadas que emplearán a más de 1.200 trabajadores adicionales a la plantilla habitual de la central, la mayoría de Extremadura.

Estos profesionales, según informó la central de Almaraz en nota de prensa, han recibido la formación adecuada a las actividades a realizar en la planta enfocada a la prevención de riesgos laborales y a evitar el error humano en la ejecución de los trabajos programados.

Entre las actividades programadas para esta vigésimo sexta recarga destacan la inspección visual y por ultrasonidos de las toberas de la vasija y el mantenimiento de la turbina de agua de alimentación auxiliar y de la bomba de agua de alimentación principal, así como la revisión de la turbina de baja presión y la inspección de la excitatriz.

La Central de Almaraz tiene una producción de energía eléctrica bruta acumulada de más de 526.000 millones de kilovatios/hora (kWh). La producción bruta conjunta anual de las dos unidades de central nuclear de Almaraz hasta junio de 2018 ha sido de 8.150 millones de kWh y la producción neta conjunta ha sido de 7.860 millones de kWh.

Estos datos suponen entre el 25% y 30% de la energía generada por el conjunto de las centrales nucleares de España y el 6% del total de la energía consumida en España.

Según la instalación, el último informe de la Asociación Mundial de Operadores Nucleares (WANO), sitúa a la Unidad I como líder en el ranking de fiabilidad de las centrales europeas –sobre un total de 134 reactores– y a la Unidad II en el décimo lugar.

Añade la central nuclear de Almaraz que genera más de 800 empleos directos en su área de influencia, una cifra que se eleva a 2.900 teniendo en cuenta los empleos indirectos e inducidos.

«Con un riguroso sistema de control basado en evaluaciones externas y auditorias, la central de Almaraz es una instalación de referencia mundial en continuo proceso de mejora de su seguridad, actualización y modernización tecnológica», aseveró en la nota de prensa.

At https://www.hoy.es/

Mais de 100 na luta pelo encerramento da Central Nuclear de Almaraz

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Mais de uma centena de ambientalistas portugueses e espanhóis exigiram hoje que o novo Governo espanhol encerre a central nuclear de Almaraz, no decorrer de uma manifestação em Mérida, sudoeste de Espanha.

manifestação, convocada pelo Foro Extremeño Antinuclear, com o apoio do Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), reuniu cerca de uma centena de ativistas, segundo números da polícia, junto ao Teatro Romano de Mérida, que acolhia uma iniciativa inserida nas comemorações do “Dia da Extremadura”.

Pedro Soares, deputado do Bloco de Esquerda e presidente da Comissão de Ambiente na Assembleia da República marcou presença no protesto e disse à agência Lusa que o novo quadro político que está em funções em Espanha, liderado por Pedro Sánchez (PSOE — socialista), deve “avançar rapidamente” para o encerramento daquela central nuclear.

“A grande novidade é o novo quadro político existente em Espanha e uma atitude por parte do Governo espanhol diferente daquela que aconteceu com o Governo do PP (Partido Popular). E essa atitude consubstancia-se na expectativa de que as centrais nucleares em Espanha serão encerradas à medida que atinjam o final do seu período de vida útil, aqui, Almaraz, será por volta de 2020”, disse.

Reconhecendo que o processo de desmantelamento de uma central nuclear é “complexo”, o deputado do BE espera que, no futuro, o Governo espanhol tenha uma “maior capacidade” de trocar informação com o Governo português sobre este processo.

A central de Almaraz, que fica situada junto ao rio Tejo, na província de Cáceres, a cerca de 100 quilómetros da fronteira com Portugal deverá encerrar em junho de 2020, prazo em que caduca a sua licença de funcionamento.

A concentração antinuclear contou também com a presença do dirigente da associação ambientalista Quercus Nuno Sequeira que, em declarações à Lusa, alertou que a central nuclear de Almaraz “é um dos maiores perigos” com que se depara a Península Ibérica e a Europa”.

Nuno Sequeira também considera que o Governo liderado por Pedro Sánchez é “mais sensível” do que o anterior para as questões ambientais, esperando, nesse sentido, que o Governo português “volte à carga” para pressionar o encerramento daquela central nuclear.

“Almaraz não é apenas um problema de Espanha, é também um problema de Portugal, está a 100 quilómetros da fronteira e é refrigerada pelo rio Tejo”, alertou.

Paca Blanco, uma das figuras “mais emblemáticas” do MIA, disse por sua vez à Lusa que a central tem que encerrar porque “já atingiu 40 anos de atividade”, tendo chegado assim o seu fim.

A ambientalista lamentou ainda que, ao longo dos últimos anos, os responsáveis pela central nuclear “têm ocultado” informações sobre os riscos do seu funcionamento.

No decorrer da ação os ambientalistas portugueses e espanhóis também empunharam vários cartazes com mensagens como “Nuclear? Não, obrigado!”, “Cerrar Almaraz”, ou “Não ao projeto nuclear!”.

At https://www.dn.pt/

Espanha volta a ignorar Portugal na exploração de urânio

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Espanha licenciou a exploração de uma mina de urânio em Retortillo, a cerca de 40 quilómetros da fronteira lusa, sem consultar o Estado português nem fazer o estudo de impacto ambiental transfronteiriço. Repete-se a história de Almaraz.

O empreendimento já está a ser rasgado na província de Salamanca pela empresa australiana Berkeley, a quem foi concedida a exploração da mina em 2014. Neste tipo de minas a extração é a céu aberto. A atividade está calendarizada para 2019.

A delegação dos deputados da Comissão de Ambiente da Assembleia da República, que visitou esta segunda-feira o local onde nascerá a mina, encontrou um estaleiro montado e trabalhos de desmatação e de terraplanagem no terreno atravessado por um afluente do rio Huebra, o rio Yeltes, que desagua no rio Douro. A contaminação do rio Yeltes e os efeitos na saúde da população local preocupam os deputados e os autarcas portugueses e espanhóis.

“Uma mina de urânio tem efeitos a longo prazo. Não é o mesmo que extrair cobre ou ferro. Portugal deixou de ter minas de urânio em 2001 e o passivo ambiental ainda se mantém, assim como os efeitos na saúde das pessoas. Tanto em Espanha como em Portugal, esta extração pode implicar a destruição da fonte de sustento das comunidades. Em Espanha, a preocupação centra-se na produção agrícola e pecuária extensiva e, no nosso país, pode colocar em causa o aproveitamento turístico do património ambiental do Douro”, sublinha Pedro Soares, presidente da Comissão de Ambiente, assinalando, também, o receio de que a extração de urânio prejudique a saúde da população com contaminação radiotiva por ar e pela água, caso as escorrências da mina cheguem ao rio Yeltes.

No entanto, tal como no processo de licenciamento do armazém para resíduos nucleares em Almaraz, o Estado espanhol voltou a ignorar as regras de Bruxelas e o Estado português. E esse incumprimento e a relutância em fornecer informação ao Governo luso são confirmados na informação enviada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, aos deputados, a que o JN teve acesso.

O governante dá conta de que, quando as autoridades portuguesas receberam documentação sobre o projeto de extração de urânio em abril de 2016, Espanha já tinha emitido a declaração de impacto ambiental a 25 de setembro de 2013 e autorizado a concessão da exploração a 4 de junho de 2014. O Estado espanhol argumenta, tal como no processo de Almaraz, que consideraram não ser ” necessário realizar consultas transfronteiriças, atendendo à distância do projeto à fronteira com Portugal”. No entanto, o Governo português considera que o projeto poderá ter efeitos ambientais significativos em território nacional, “atendendo à direção dos ventos e ao facto do rio Yeltes (que divide a exploração mineira em duas zonas) ser um afluente do rio Huebra, que desagua no troço internacional do rio Douro”. Esse entendimento foi comunicado a Espanha a 30 de maio de 2016, com um pedido de envio de informação suplementar.

Quatro meses depois, as autoridades espanholas responderam para reiterar a convicção de que a extração de urânio não terá impactos transfronteiriços, negando a Portugal a oportunidade de pronunciar-se sobre o empreendimento, porque o processo de avaliação ambiental já estava concluído. O Ministério dos Negócios Estrangeiros indica, ainda, que só após “várias insistências por parte de Portugal”, é que o Ministério dos Assuntos Exteriores e Cooperação espanhol enviou documentação sobre o ponto de situação do projeto. O que falta decidir é a concessão da licença de utilização da unidade de processamento de urânio, que a australiana Berkeley pretende edificar junto à mina em Salamanca. A decisão está pendente no Conselho de Segurança Nuclear. Sem essa licença, a mina não entrará em funcionamento, garantiu a secretária de Estado dos Assuntos Europeus espanhola em setembro do ano passado.

Já no passado dia 8, “no quadro da visita do diretor-geral dos Assuntos Europeus a Madrid, o Governo espanhol comprometeu-se a facultar a informação adicional que Portugal solicitar e lembrou que “os procedimentos administrativos de licenciamento se encontram muito longe de uma conclusão que, pela sua complexidade jurídica e ambiental, não pode ser dada por adquirida”, pode ler-se ainda na informação, remetida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros aos deputados lusos. Para Pedro Soares, o esclarecimento do ministro Augusto Santos Silva revela um Estado espanhol a fugir à troca de informação, deixando Portugal novamente confrontado com um facto consumado.

“O Governo está fora de tempo. Atrasou-se em Almaraz e atrasou-se agora. Estas atitudes minam a confiança entre dois estados. Mais uma vez, o Governo espanhol não respeita a legislação europeia. É a réplica do processo de Almaraz”, lamenta Pedro Soares. Os deputados não prescindem que seja feita a avaliação de impacto ambiental transfronteiriça e vão pedir mais esclarecimentos ao ministro do Ambiente, que será ouvido, esta quarta-feira, no Parlamento.

A informação, fornecida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros aos deputados da comissão parlamentar do Ambiente, data as comunicações entre Espanha e Portugal em 2016. No entanto, o presidente do Município de Almeida, cuja fronteira dista cerca de 40 quilómetros da futura mina de Retortillo, garante que alertam as autoridades portuguesas (Agência Portuguesa do Ambiente e Direção Geral de Energia) e o Ministério do Ambiente para este empreendimento desde 2013. “Nunca obtivemos resposta até ao ano passado”, afiança António Machado.

O presidente da Câmara lembra que a mina de Retortillo não será a única, havendo projetos para extrair urânio noutra localizada a apenas quatro quilómetros do concelho de Almeida. “O Governo deve mandar elaborar um estudo dos reais impactos ambientais que a atividade de extração de urânio pode ter na bacia hidrográfica do rio Douro” e na saúde da população local. “Havendo impactos, o empreendimento terá de ser suspenso”, insiste o autarca, lamentando que, “mais uma vez”, os espanhóis não tenham cumprido a sua obrigação.

Em Espanha, está marcada uma manifestação pela plataforma Stop Urânio para sábado às 17 horas locais, em Salamanca.

At https://www.jn.pt

“Almaraz e outras coisas más” lançado a 7/Dez

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Almaraz e outras coisas más é um livro sobre a questão nuclear na Península Ibérica que tem sido motivo de discussão nos últimos anos. O lançamento teve lugar esta quinta-feira, na Fábrica Braço Prata, em Lisboa, cuja apresentação ficou a cargo de Nuno Nabais.

O autor é António Eloy, um dos coordenadores do Movimento Ibérico Antinuclear(MIA). Estão, no entanto, incluídos artigos de outros 32 colaboradores de vários setores da sociedade, tendo todos eles algo em comum: combatem a presença da energia nuclear; são contra essa poderosa indústria da produção de plutónio que move todo o mundo político, financeiro, industrial e militar.

Em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, António Eloy adiantou que “o livro aproveita um pouco a atualidade do tema (nuclear). O processo de Almaraz [central nuclear espanhola] que tem sido uma sombra negra para Portugal desde há 38 anos”.

A questão mais abordada será efetivamente a da central nuclear espanhola de Almaraz, localizada bastante próxima de Portugal (cerca de 100 quilómetros). Não obstante, o livro abordará todo o passado e presente sobre o tema da energia nuclear na Península Ibérica.

Em Portugal…

O livro também conta as histórias do nuclear em Portugal, entre várias ‘outras coisas más’, como a floresta [incêndios], as alterações climáticas, o desordenamento do território e as políticas públicas inconsistentes”, acrescentou Eloy no mesmo comunicado.

Na obra poderemos recuar até ao ano de 1974, a Ferrel, no concelho de Peniche. Na altura, a população local insurgiu-se contra um projeto para se proceder à instalação de uma central nuclear local. Além deste exemplo, é abordado também o dos despejos de resíduos radioativos no Oceano Atlântico, além das questões da mineração de urânio em Nisa e Urgeiriça.

António Loy conclui, afirmando esperar que o seu livro “seja um passo importante para uma maior consciencialização sobre a questão nuclear. Temos ganho muitas lutas contra este Armagedão que assombra a Península Ibérica”.

At https://espalhafactos.com

Câmara de Gavião reage à poluição no Tejo

A poluição do rio Tejo está a gerar preocupações no concelho de Gavião, tendo o vice-presidente, António Severino, destacado ao mediotejo.net os prejuízos ambientais, sociais e económicos, e referido que o persistir desta situação é “insustentável”.

“Não é aceitável que em pleno século XXI, um país como Portugal, no continente europeu, deixe que uma situação como esta esteja a acontecer”, disse o vereador gavionense, que tem assento na Comissão de Acompanhamento sobre a poluição do Tejo no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

O agravamento dos episódios de poluição já originou vários pedidos de intervenção por parte dos presidentes das Câmaras de Gavião, Nisa, Abrantes e Mação e também do Movimento ProTejo, com sede em Vila Nova da Barquinha, tendo o autarca lembrado que este “já não é um assunto novo (…) mas o facto é que, lamentavelmente, continuamos no final de 2017 a ter episódios de poluição no Tejo”.

Nisa e Gavião são os únicos municípios por onde passa o rio, no Alto Alentejo, sendo a freguesia de Belver a única alentejana a norte do rio Tejo. O município de Gavião tem efetuado significativos investimentos na praia fluvial do Alamal, por diversas vezes galardoada com a Bandeira Azul, para acolher com as melhores condições os muitos turistas que ali afluem.

“É fundamental para a economia do concelho a nossa afirmação como destino turístico coeso. Por isso implementámos uma estratégia que visa explorar ao máximo todo o potencial do Rio Tejo. Temos realizado investimentos nos últimos anos que, face à trágica vaga crescente e poluição, se têm tornado infrutíferos”, pode ler-se em recente carta dirigida ao ministro do Ambiente.

“Os pedidos de explicação da população e dos vários agentes económicos ligados ao turismo, fortemente afetados, são recorrentes. E muitos ponderam abandonar o nosso concelho que se torna assim cada vez mais despovoado e isolado”, sublinha a mesma nota, que termina com um apelo ao ministro da tutela para intervenha no sentido de “travar as descargas poluentes para que o rio seja devolvido às pessoas”.

At http://www.mediotejo.net/

O dono do Tejo

Paulo Fernandes

Este cavalheiro na foto, Paulo Fernandes, consegue ser o dono de eucaliptais imensos (já sabemos a beleza que são os eucaliptos para Portugal), é o dono da Celtejo(Altri), que nos destrói todos os dias o rio Tejo em Vila Velha de Ródão e já agora é o dono do Correio da Manhã (Cofina).

Não tenho nenhuma admiração pelo Correio da Manhã mas gostava de ver quantas vezes vem no jornal o que se está a passar com a Celtejo.

Arlindo Consolado Marques o Correio da Manhã que anda sempre todo o lado já te entrevistou?

André Rodrigues Lopes

At https://www.facebook.com/

Central Termoeléctrica do Pego vai encerrar até 2030

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O Governo comprometeu-se hoje a encerrar as duas centrais produtoras de eletricidade a carvão, em Sines e no Pego, até 2030, anunciou o ministro do Ambiente, em Bona, na Alemanha.

“Em 2030, não existirá produção de eletricidade em Portugal, a partir do carvão”, afirmou hoje João Matos Fernandes, à RTP.

O governante está em Bona, na Alemanha, onde decorre a conferência das Nações Unidas para as alterações climáticas, até sexta-feira.

“As centrais termoelétricas vão certamente ser encerradas em Portugal assim que tenhamos a capacidade de poder produzir energia a partir de fontes alternativas” sem sobressalto, disse o ministro do Ambiente.

João Matos Fernandes referiu-se à importância do compromisso que Portugal vai hoje assumir juntamente com outros países que também “estão na linha da frente” nesta matéria, como Canadá, Reino Unido, França Holanda ou Nova Zelândia.

Vinte e cinco países, estados e organizações de vários pontos do mundo juntaram-se para assinar uma declaração com o compromisso de esforçarem-se para acabar com as centrais carvão, já que estas são das maiores responsáveis pelas emissões de gases com efeito de estufa que agravam as alterações climáticas.

Em 2016, o primeiro-ministro já se tinha comprometido a ter Portugal neutro em carbono em 2050 o que implica uma redução acentuada das emissões.

Além daqueles países apontados pelo ministro do Ambiente, estão na declaração, a que a Lusa teve acesso, parceiros como Angola, Itália, México, mas também cidades como a norte-americana Washington, apesar da decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país do Acordo de Paris.

Enquanto as centrais termoeléctricas a carvão são consideradas uma das maiores fontes de dióxido de carbono que está a aquecer a atmosfera da Terra, países como a Indonésia, Vietnam e Estados Unidos estão a planear expandir a sua utilização nos próximos anos.

A declaração refere que os governos dos países parceiros se comprometem a retirar progressivamente as centrais a carvão das suas regiões, empresas e outras organizações não governamentais avançam o compromisso de deixar de usar carvão e todos se comprometem a apoiar fontes de energia limpas através as suas políticas e investimentos e a limitar o financiamento de centrais tradicionais sem captura e armazenamento de carbono.

O documento recorda que, atualmente, as centrais a carvão produzem quase 40% da eletricidade total, fazendo com que sejam o principal contribuirdor para as emissões de carbono.

“Os efeitos da poluição resultante da queima de carvão na saúde, incluindo doenças respiratórias e mortes prematuras, resultam em custos massivos tanto em termos humanos, como económicos”, refere a declaração, acrescentando que dados recentes referem que mais de 800 mil pessoas morreram por ano em todo o mundo, devido à poluição relacionada com a queima de carvão.

At http://www.mediotejo.net/

Câmara de Nisa reage à mortandade do Tejo a 13/11

Nota de Imprensa n.º 29/2017, de 13/11/2017

O Municipio de Nisa exige medidas de Combate à Poluição do Rio Tejo

O Municipio de Nisa informa que enviou, no início do mês de Novembro, um ofício dirigido ao Ministro do Ambiente, Eng.º João Pedro Matos Fernandes, alertando para a necessidade de se proceder à construção de uma solução válida, duradoura e sustentável para elevar o Rio Tejo, a RIO VIVO e VIVIDO! E exigindo medidas efetivas de combate à Poluição do Rio Tejo.

Houve no entanto, por parte do Municipio, ações de recolha de peixes mortos, junto à Central Hidroelectrica da Velada (São Matias).

Como referimos nessa missiva dirigida ao Srº Ministro do Ambiente, reafirmamos que o concelho de Nisa segue políticas Municipais, bem definidas e esplanadas no Plano Diretor Municipal (PDM), estrategicamente assente num forte pendor de sustentabilidade ambiental, predominantemente na preservação e requalificação dos recursos hídricos e hidrominerais, e na valorização do território e das suas gentes.

“Face ao exposto e pela importância deste relevante recurso hídrico para o desenvolvimento sustentável do nosso concelho, o mesmo não se coaduna com os mais recentes focos de elevada carga de poluição – crime ambiental (previsto no código Penal artº 278 e 279), que está a afetar o Rio Tejo, principalmente a jusante de Vila Velha de Rodão, a qual tem provocado uma mortandade elevada de peixes (achigã, carpa, barbo, boga, lagostins entre outros), exterminando por completo todo o ecossistema do leito do rio, principalmente neste percurso, influenciando decisivamente toda uma comunidade e o seu modo de vida.”

O Municipio de Nisa, tudo tem feito no sentido de identificar, denunciar e encontrar as soluções necessárias para a resolução deste contínuo e persistente crime ambiental, provocado por agentes poluidores e prevaricadores, que a persistir desta forma e com esta intensidade, influenciarão decisivamente os projetos de toda a nossa estratégia municipal que assenta em dinâmicas de sustentabilidade, aliadas a uma forte valorização do território e das comunidades ribeirinhas, nomeadamente as freguesias de Santana, São Matias (Velada) e Amieira do Tejo.

Exigimos e defendemos, junto das autoridades competentes, medidas realmente efetivas e duradouras de combate à grave poluição que afeta o Rio Tejo, porque a sustentabilidade do nosso território e das comunidades que nele habitam, só se coaduna com um rio vivido e com vida, em toda a sua plenitude.

At http://www.cm-nisa.pt/