Agência de Portalegre da CGD fecha portas

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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) já tem uma lista com as 61 agências que pretende encerrar no âmbito do processo de recapitalização da empresa. Na lista enviada pela CGD ao Parlamento constam 15 agências no norte do País, 13 no centro, 18 na Grande Lisboa e ainda 15 no sul do País e nas Ilhas.
A boa notícia para o Alto Alentejo é que, na lista enviada ao Parlamento, não consta a agência de Marvão, cujo encerramento esteve também em cima da mesa. A má é que, de acordo com a lista, Portalegre perde a agência da Rua Alexandre Herculano.
At Jornal Alto Alentejo

Assim se aposta no rio… Guadiana

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A zona da cascata do Pulo do Lobo, em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana, vai ter um passadiço em madeira. A instalação da estrutura deverá estar concluída no final do ano.

É um dos principais pontos de interesse do Parque Natural do Vale do Guadiana, uma garganta escarpada de xisto que transforma o calmo rio numa zona de rápidos, cenário raro no Baixo Alentejo. Para alguns, é geografia decalcada da insólita justificação de Cavaco Silva para não responder às críticas de Mário Soares, então Presidente da República, em 1994. “Estava no Alentejo profundo, mais precisamente no Pulo do Lobo, a comer caracóis num café”, esquiva-se o então primeiro-ministro. Para outros, mais miúdos, é título e palco de acção de um dos livros da colecção Uma Aventura, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, publicado em 2010.

Agora, a zona do Pulo do Lobo vai ter um passadiço de madeira com quase um quilómetro de comprimento, para “melhorar a visitação” daquela “zona lindíssima” do concelho de Serpa, avança à Fugas o presidente da autarquia, Tomé Pires. “Há muito que queríamos e estávamos a tentar melhorar as condições de visitação nesta zona.” O primeiro passo foi melhorar a principal via de acesso, através de troços de asfaltamento e terraplanagem. Agora a candidatura aos apoios comunitários do programa Alentejo 2020 para a construção de um passadiço foi aprovada e no próximo mês deverá ser lançado o concurso público para a instalação da estrutura. As obras, prevê a autarquia, devem arrancar no “início de Julho” e estar concluídas “no final do ano”.

O projecto é composto por três troços exclusivamente pedonais: uma escadaria “com cerca de 300 degraus”, que desce a encosta em ziguezague “através de patamares de descanso que servem também como varandas”; e dois passadiços que se desenvolvem em sentidos opostos ao longo da margem esquerda do rio. “A ideia foi dar as duas imagens do Guadiana existentes nesta zona”, indica o autarca. A montante, o caudal largo e tão calmo que mais parece um lago; a jusante, a garganta fluvial que se aperta entre xistos para formar uma cascata de espuma. A estrutura integra ainda três zonas de estadia, com varandas-miradouros sobre o Guadiana, e duas pontes – uma delas sobre a ribeira do “beco do pulo”.

Actualmente, a zona da cascata do Pulo do Lobo é de difícil acesso e não possui estruturas de segurança, implicando uma descida a pé pela encosta de declive acentuado. O objectivo é torna-la “acessível e confortável”, com vista “à valorização e visitação do sítio”. Além do passadiço, vai ser instalada sinalética e painéis informativos e interpretativos sobre o Pulo do Lobo, o cenário envolvente e a ligação da zona ao Parque Natural do Vale do Guadiana.

O projecto, afirma Tomé Pires, é “o continuar de uma estratégia da câmara de Serpa”, que passa por “salvaguardar o património” – neste caso, o património natural – e, depois, “utilizá-lo de forma a promover o desenvolvimento económico e social do concelho” – aqui através do turismo. Desde que começou a ser alinhavado, revela, houve vários “proprietários a avançar com algumas ideias”, como a criação de um parque de caravanas ou a abertura de unidades de alojamento local. “Já se sentem novas dinâmicas e é isso que se quer: dinamizar e juntar vontades para que apareçam novos projectos.”

O sucesso dos passadiços do Paiva “influenciou o surgimento deste projecto”, não esconde o autarca, que assume ter visitado várias vezes a estrutura instalada há dois anos em Arouca. A empresa que desenhou os dois projectos é até “a mesma”, revela. Embora seja um passadiço mais modesto – e pequeno – do que o instalado na margem esquerda do Paiva, a expectativa é repetir o êxito, com o aumento do número de visitantes na região.

A obra tem um custo total elegível de 427 mil euros, sendo financiada a 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder), no valor de 320 mil euros, aproximadamente.

At http://fugas.publico.pt/

Opinião: “Milagre I”

Ester 12063310_10208008284833749_2693532619088314756_nGosto de corridas de toiros porque têm personalidade, arte, são belas e unem as pessoas. E é só isto que importa. O maior dos erros começa quando se separa a inteligência da liberdade no que diz respeito aos gostos de cada um, às paixões por alguma coisa. A independência continua muito interligada a preconceitos quando falamos de convicções.

Ainda gosto mais das pessoas que não têm problemas em assumir que também gostam de toiros, sem vergonha ou medo de reacções menos positivas, com a coragem de o dizer e defender, mostrando a sua afición, se assim lhes apetecer – será sempre este o princípio do futuro. Mesmo que aos outros, os que não concordam com as suas opiniões, lhe pareçam desagradáveis.

Isto a propósito da última Feria del Toro de Olivenza, que aconteceu no início deste mês, e onde foi apresentado um cartaz enorme com figuras importantes de várias áreas, desde o mundo artístico, intelectual, político, social, e no qual estas personalidades assumem, publicamente, o seu apoio à Festa.

E desde sempre, nas mais variadas áreas, gente houve que, como eu, como todos os que estão a ler esta crónica (espero), manifestaram o seu gosto pelos toiros publicamente.

Destaco, a propósito da sua paixão pelos toiros, Federico García Lorca: “El toreo es probablemente la riqueza poética y vital de España, increíblemente desaprovechada por los escritores y artistas, debido principalmente a una falsa educación pedagógica que nos han dado y que hemos sido los hombres de mi generación los primeros en rechazar. Creo que los toros es la fiesta más culta que hay en el mundo.”; E Hemingway: “El cielo sería para mí una plaza de toros con dos entradas vitalicias y un río de truchas al lado”.

Queria tanto ter sido eu a escrever estas palavras…

Assim de repente, lembro-me de mais umas quantas figuras internacionais: Alejandro Sanz, Dalí, Picasso, Iker Casillas, Pedro Almodovar, Carmen Sevilla, Feliciano López, Fonsi Nieto, Juan Carlos I, Infanta Elena, Mario Vargas Llosa, Madonna, Rosario Flores, Gabriel Garcia Márquez, Antonio Banderas, José Marcé, Duquesa de Alba, e muitos, muitos mais. E quem não viu os famosos Capotazos do Sergio Ramos em pleno estádio cada vez que o Real Madrid ganha?

A importância de “dar a cara” e ter como apoiantes figuras públicas é o exemplo vivo do que significa “não ter medo” em assumir uma convicção, uma paixão.

Não querendo ser lírica, idealista ou de alguma forma sindicalista, acredito nas pessoas, e mais, no que conseguem fazer quando se juntam. E bem sei que existem interesses, divisões, conflitos, mas, se pensarmos bem, concluímos facilmente que são problemas transversais a qualquer área de negócio, seja ela cultural, desportiva ou artística!

Outro lado interessante da festa, e nada desprezível, é a economia gerada pelo universo taurino, começando na criação do toiro bravo, passando pelos cavalos e tudo o que gira em seu redor, até chegar aos artistas. Para que cada espectáculo taurino aconteça existem inúmeros postos de trabalho assegurados, desde as bilheteiras, ao comércio directo, etc., ou seja, estamos a falar de um sem número de transacções que muito contam como geradoras de receitas.

E fico muito feliz ao ver que a Tauromaquia está a modernizar-se na forma de abordagem e divulgação da Festa. Tome-se como exemplo o vídeo de divulgação da Feria de Sevilla, cujo protagonista é Morante de La Puebla. Por cá também já se fazem coisas giras, como foi o Bullfest ou a apresentação dos cartéis e da nova temporada do Campo Pequeno. Formas diferentes e inovadoras de promover a Festa, plataformas recém-criadas cujo mérito e ousadia são inquestionáveis.

Quando queremos identificar a nossa cultura com uma simbologia que não nos divida, como sejam as diferenças na ideologia religiosa, política ou até mesmo desportiva, a Tauromaquia parece-me ser um dos únicos conceitos sociológicos que une Portugueses, Espanhóis, Franceses, Mexicanos, Colombianos etc. E é possível contornar ameaças e tempos menos favoráveis, veja-se o exemplo de Bogotá, que conseguiu que os toiros ali regressassem este ano, após um interregno de uns anos.

Nos toiros não importam fidalguias, direitas ou esquerdas, idades, pois a paixão é comum e estamos unidos por ela. E como taurinos que somos, temos de gritar sempre e de pulmões cheios: “Oleeeeeeeeeee!”

Quando os taurinos se unem, milagres acontecem.

Ester Tereno

At http://www.solesombra.net/

TV “impede” corrida de touros em Alpalhão

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Apesar de algumas informações que davam conta do chumbo da Praça de Touros de Alpalhão numa vistoria, a Junta de Freguesia de Alpalhão informou-nos esta quarta-feira, que tal não corresponde há verdade, negando que seja essa a causa da não realização da corrida de domingo de Páscoa, conforme obrigava o caderno de encargos de adjudicação da praça.

Segundo a Junta de Freguesia, proprietária do taurodromo, “apesar de ter o pedido de vistoria efetuado junto do IGAC desde 17 de fevereiro 2017 a mesma ainda não foi inspecionada, pelo que a informação que corre não corresponde à verdade”.

A Junta acrescenta ainda que “no final da semana passada  o IGAC informou-nos que já tinha transmitido indicações ao delegado Municipal do IGAC para convocar os elementos necessários para a realização da inspeção periódica.”

Já sobre a não realização da corrida de Domingo de Páscoa, espetáculo que constava no caderno de encargos, a Junta informa que foi “o responsável pela empresa Sociedade Agropecuária das Campinas e Campos, Unip Lda [José Luis Gomes] que comunicou por escrito a esta Freguesia que não iria realizar o referido evento por neste mesmo dia estar a TVI  com o programa “Somos Portugal” que por ser um programa muito “popular faz uma grande e direta concorrência a um espetáculo tauromáquico”.

At http://toureio.pt/

A Tauromaquia é “Património Cultural e Imaterial de Interesse Municipal” no concelho de Nisa.

Assim se aposta no rio… Douro

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Castelo de Paiva vai criar um percurso pedestre com 14 quilómetros, junto ao rio Douro, que incluirá passadiços, pontes e miradouros em forma de barcos rabelo para atrair turistas do país e do estrangeiro. “Estamos muito entusiasmados com este projeto ambicioso”, comentou hoje o presidente da Câmara, Gonçalo Rocha, em declarações à Lusa.

O concurso para a obra foi lançado esta semana e o autarca espera que a empreitada possa arrancar em junho. “Queremos que este projeto seja uma referência de qualidade na região”, acentuou.

O projeto representa um investimento de cerca de 500.000 euros, apoiado por fundos comunitários, no âmbito de uma candidatura apresentada pelo município.

Ao longo do percurso, na margem esquerda do Douro, além dos cais de Midões e do Castelo, haverá miradouros, que “serão barcos rabelos partidos ao meio, que entrarão pelo lençol de água”. “As pessoas ficarão mesmo sobre o rio”, disse, prometendo “uma paisagem maravilhosa”.

O trilho será bastante sinuoso e terá a preocupação de manter a vegetação original e pontos de informação sobre a fauna e a flora, no contexto de uma preocupação ambiental partilhada com a associação ambientalista Quercus, que é parceira no projeto. “Queremos promover esta autenticidade”, vincou Gonçalo Costa.

O percurso passará pela aldeia classificada de Gondarém, com as tradicionais casas de xisto, podendo-se observar a serra de S. Domingos. A porta de entrada do percurso será na zona de lazer do Choupal, junto à foz do Rio Arda, em Pedorido, o ponto do concelho mais próximo do Porto, onde vai também ser feita uma requalificação, dotando-a de vários equipamentos, incluindo zona de merendas.

A construção deste trilho insere-se numa estratégia global que a autarquia está a desenvolver de promoção dos recursos naturais, que incluirá, em breve, outros percursos: rio Paiva, vinha, montanhas e minas do Pejão.

Gonçalo Rocha fala de “uma grande ambição” para Castelo de Paiva, com estes e outros projetos que serão “um valor-acrescentado”, no contexto de dotar o concelho de elementos de grande atratividade que o coloquem entre os que, no Vale do Douro, mais condições podem reunir para chamar turistas de todo o país.

Os desportos de aventura, aproveitando as serras e os rios, serão o maior cartaz da bienal do desporto que a autarquia vai organizar, intercalada com a bienal da cultura, cuja primeira edição arranca em julho.

A estratégia inclui também campanhas de promoção regional, nacional e internacional do “enorme” potencial turístico do concelho, com enfoque nas suas riquezas naturais, produtos locais, vinho verde e gastronomia. O primeiro festival da lampreia, que arranca no sábado, no cais de Sardoura, junto ao Douro, também se enquadra nesta dinâmica, acentuou o presidente.

At http://www.tamegasousa.pt/

As aldeias alentejanas a concurso (7 maravilhas)

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Castelo de Belver

São 30 as aldeias alentejanas que querem ser uma das 7 mais belas de Portugal. Para tal, concorreram estão em competição cerca de 332 aldeias portuguesas por sete lugares em destaque nas “7 Maravilhas de Portugal – Aldeias”.

As alentejanas em concurso são, do distrito de Portalegre: Ouguela (Campo Maior),  Flor da Rosa (Crato),  Belver (Gavião) e Alegrete (Portalegre); de Évora: Aldeia da Orada (Borba), Evoramonte (Estremoz), Cortiçadas de Lavre, São Cristóvão, São Geraldo e Vila de Lavre (Montemor-o-Novo), Aldeia da Luz e ranja (Mourão) Brotas e Pavia (Mora), Monsaraz (Reguengos de Monsaraz) e Aguiar (Viana do Alentejo); de Beja: Baleizão (Beja), São Martinho das Amoreiras, Santa Clara-a-Velha, Vale de Santiago e Zambujeira do Mar (Odemira), Safara, Santo Aleixo da Restauração e Santo Amador (Moura) e  Vila de Frades (Vidigueira); e as aldeias do Litoral Alentejano: Canal Caveira, Lousal, Melides e Santa Margarida da Serra (Grândola) e Porto Covo (Sines).

 Até 31 de março decorre a fase de seleção de 49 semi-finalistas, divulgados a 7 de abril e sendo que, de 9 de julho a 20 de agosto, serão escolhidas as 14 finalistas.

At http://tribunaalentejo.pt/

Alqueva vai ter água 33% mais barata

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Depois de reivindicações dos agricultores, os preços da água do regadio do Alqueva vão sofrer uma redução entre 20% a 33%, dependendo do tipo de fornecimento no terreno.  À margem da reunião do Conselho de Acompanhamento do Regadio, onde esteve presente o Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, o governante irá anunciar a nova medida e a revogação à lei em vigor, revelou o“Diário de Notícias”.

Ao que apurou o jornal, para os agricultores que dependem da infraestrutura principal da barragem alentejana, o preço do fornecimento em alta pressão vai ser de 0,0590 euros por metro cúbico, o que representa menos 20% face à tarifa anterior (0,0736/m3). Relativamente ao preço do fornecimento de baixa pressão, vai fixar-se, com as mais recentes alterações, em 0,032 euros, uma redução de 33% comparativamente ao preço que estava estipulado.

Recentemente, a gestora da barragem do Alqueva, a EDIA – Empresa de Desenvolvimento de Infraestruturas do Alqueva – aumentou o capital social em 13,9 milhões de euros no passado dia 2 de março. Segundo um comunicado enviado à CMVM, a operação processou-se através de uma emissão de 2.783.086 ações nominativas, no valor de cinco euros cada, a subscrever e realizar pelo Estado acionista português, em numerário.

Tejo Internacional com projecto piloto