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Opinião: “Pinhal de Leiria”

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Norberto PiresO Pinhal de Leiria, mandado plantar por D. Afonso III (alguns historiadores referem que terá sido iniciativa de D. Sancho II) e depois aumentado por D. Dinis, tem mais de 750 anos e uma extensão de 11.080 hectares. Foi construído para travar o avanço das areias e proteger os terrenos, a cidade de Leiria e o seu castelo. Teve um papel muito importante numa das épocas mais brilhantes da nossa história: os descobrimentos. Foi dali que saiu muita da madeira para construir as caravelas.

O incêndio do fim-de-semana passado destruiu 8.864 hectares (80%) do pinhal.

Em quatro meses morreram 100 pessoas vítimas de incêndios.

Um país que tem uma muito grande extensão florestal e em que uma grande parte da sua cultura, história e economia está ligada à floresta, não educa, não cuida, não preserva essa sua riqueza.

Podem arranjar as desculpas todas que entenderem, podem encontrar bodes expiatórios, grupos terroristas que agora atacam Portugal (de forma muito conveniente), atos criminosos e negligentes, etc., mas a verdade é que não queremos saber. Temos o Estado tomado por incompetência, por falta de cuidado, por gente que não pensa no interesse público, não cuida, não antecipa, não previne, não promove a educação para a cidadania e para a prevenção. Há dinheiro para tudo, para todas as modas do momento, para todos os direitos que são reais e para aqueles que se inventam, mas os recursos são sempre escassos para os deveres que todos temos com o território, com a sua preservação e com a educação para o cuidado a ter com ele.

O Estado, que somos todos nós, falhou e vai continuar a falhar enquanto não realizarmos uma cultura de mérito e de serviço público, com objetivos bem definidos, que possa ser a medida de toda a nossa ação. Continuar desta forma, seja qual for o partido que esteja no Governo, conduzirá sempre aos mesmos resultados, à perda de riquezas fabulosas (como o Pinhal de Leiria) e à dolorosa realidade de não conseguir proteger a vida dos nossos concidadãos.

Norberto Pires

At https://www.facebook.com/

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Artigo de opinião: “A incompetência e a desertificação do país”

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Jorge PaivaHá várias dezenas de anos prevíamos e denunciávamos publicamente que estávamos a transformar as nossas montanhas numa pira de óptimo material combustível, a que até um “iluminado” ministro chamou o “petróleo verde” de Portugal. Realmente tem razão; arde tão bem ou melhor do que o petróleo.

Claro que fomos e continuamos a ser vilipendiados e até já houve tentativas de eliminação física por parte de “uma cleptocracia que nos envergonha a todos”, como diz Viriato Soromenho-Marques (Diário de Notícias, 26.07.2017:38). Aliás, neste artigo refere-se que em 2016 foram assassinadas 200 pessoas que lutam pela defesa da terra onde vivem, que é o Globo Terrestre, onde todos estamos “engaiolados”. Este ano ainda não acabou e já houve 98 homicídios deste tipo.

A Humanidade vive, actualmente, numa sociedade de economia de mercado, cuja preocupação predominante é produzir cada vez mais e com maior rapidez, de modo a conseguir-se o máximo lucro, no mais curto espaço de tempo. Por isso é que a plantação do eucalipto foi e é tão incentivada, pois o eucalipto é de crescimento muito rápido e um carvalho (que é nativo) não. O pior é que foi profusa e indiscriminadamente plantado. Sei de um aldeão idoso que, estando já grande sem capacidade física, deixou de cultivar a horta que tem junta à casa que habita e plantou nela eucaliptos. Claro que não há, actualmente, nenhuma instituição capaz de vigiar e controlar estes desmandos. Isso era feito pelos designados Serviços Florestais. Mas os cleptocratas não descansaram enquanto os governantes não acabaram com esses Serviços, onde estavam muitos técnicos que, além de não serem “eucalipteiros”, eram capazes de controlar a plantação indiscriminada e desordenada de eucaliptos. Além disso, esses Serviços tinham vigilantes permanentes na floresta que não só detectavam facilmente os pirómanos, como também controlavam e apagavam de imediato os incêndios, não os deixando propagar de modo incontrolável e devastador.

Há séculos que temos floresta de produção mono-específica (uma só espécie de árvore) com árvores nativas, como são os azinhais e os sobreirais. Sabemos como são altamente rendíveis e não inflamáveis esses montados de azinho e de sobro. Não é por acaso que o sobreiro é a nossa “Árvore Nacional” e não o eucalipto. Mas um sobreiro e uma azinheira, que são carvalhos (Quercus), crescem muito mais lentamente que o eucalipto e isso não interessa às multinacionais, pois estas só se interessam, como já se referiu, pelo máximo lucro, no mais curto espaço de tempo.

Ora, qualquer pessoa minimamente instruída, culta e racional (não “trumpista”) tem conhecimento do que está a acontecer devido ao actual “Aquecimento Global” e que Portugal está a ter verões mais quente e secos. Ora as únicas árvores que temos, capazes de suportarem estas novas condições são, precisamente, os sobreiros e as azinheiras.

É preciso pois repensar a floresta de produção e ordenar as plantações e o país. Mas isto levará muitos anos, pois são árvores de crescimento lento. Porém, isso já foi feito no Ribatejo e Alentejo. Aqueles montados de sobro e azinho demoraram dezenas de anos a formarem-se, mas hoje são rentáveis e sempre com o mesmo número de árvores, pois conforme vão morrendo, vão sendo substituídas por outras.

Claro que isso não interessa a determinadas multinacionais. Por isso já fizeram publicar um comunicado sobre aquilo a que eles chamam “Reforma florestal” em prol do eucalipto. Digo que fizeram publicar porque o dito comunicado foi publicado nos Jornais na rubrica “publicidade”.

Considero vergonhoso que esta cleptocracia não tenha pejo de fazer publicar um comunicado destes numa altura em que ainda o país lamenta a enorme mortandade provocada pelo devastador incêndio de Pedrógão. É igualmente vergonhoso e inqualificável o aproveitamento do número de mortos incinerados, que indivíduos sem o mínimo de escrúpulos utilizam, como argumento político.

Pois, TODOS os Partidos Políticos têm que estar envergonhados com o que acontece TODOS os verões em Portugal. Estes piroverões ocorrem porque Governos sucessivos deixaram transformar as nossas montanhas numa floresta incandescente, que designo por “ignisilva” e agora TODOS esses Partidos deviam reunir-se e acordarem com a metodologia para passarmos a ter uma floresta rentável, não incandescente e de manutenção caríssima como é a actual. Toda a gente sabe que a floresta que temos é extraordinariamente onerosa para o Estado, pois basta saber quanto custa anualmente o combate aos fogos florestais, não contabilizando o prejuízo do lenho ardido e da desertificação das montanhas, cujo solo é arrastado pelas chuvadas dos invernos seguintes, transformando-as em desertos com enormes pedregulhos a descoberto.

É lamentável que os deputados de TODOS os Partidos Políticos se entretenham a vociferarem uns contra os outros, em vez de tentarem resolver os grandes problemas deste país.

Jorge Paiva. Biólogo
jaropa@bot.uc.pt

At http://knowledgebase.mediterraneangardeningportugal.org/

ACP vai ajudar o Gavião a renovar a floresta

Por uma Baja Portalegre 500 mais limpa!
Ação Ambiental com Plantação de árvores no Gavião

Na próxima Quarta-feira, dia 18 de outubro pelas 11h00, a Câmara Municipal de Gavião com a colaboração do Automóvel Club de Portugal (ACP) vai realizar uma ação ambiental de plantação de árvores, numa zona que foi recentemente devastada pelos incêndios que assolaram o país.

Uma iniciativa que tem também como intuito compensar a pegada ecológica e contribuir para a redução do aquecimento global.

Vão participar nesta plantação de árvores diversos pilotos e equipas que vai contar ainda com a ajuda muito especial de 30 crianças do Pré-Escolar.

Nesta ação serão ainda abordados temas como a Segurança dos Espetadores e Responsabilidade Ambiental.

Sob o lema “Por uma Baja mais limpa!” o ACP pretende sensibilizar todos para que deixem as ZEs limpas. O lixo deverá ser colocado em sacos e estes em contentores que serão disponibilizados para o efeito.

De destacar que o ACP recebeu, recentemente, o galardão FIA Achievement of Excellence pelo planeamento e desempenho em termos de práticas ambientais de excelência no WRC Vodafone Rally de Portugal 2017, às quais pretende dar continuidade na Baja Portalegre 500.

Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno

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Envelhecimento desce em “algum” Alentejo

Indice mapa

Oito municípios da região Alentejo apresentam um decréscimo do índice de envelhecimento da população, segundo o 5º Retrato Territorial de Portugal, apresentado esta semana pelo Instituto Nacional de estatística (INE).

Segundo a publicação bienal, entre 2011 e 2016, o índice aumentou em 283 dos 308 municípios do país, com exceção de oito municípios localizados no Alentejo, dois cada no Interior Norte, Algarve, e Região Autónoma dos Açores, e também o município de Lisboa.

Relativamente à região Alentejo, no distrito de Portalegre, Gavião, Alter-do-Chão e Monforte, foram os municípios em que o índice de envelhecimento desceu, sendo os restantes localizados no distrito de Beja – Barrancos, Vidigueira, Cuba, Alvito e Ferreira do Alentejo.

Apesar destes dados, existe um contraste de densidade populacional entre as áreas predominantemente urbanas do litoral e rurais, sendo inferior na última em cerca de 19 vezes, mantendo-se a tendência de envelhecimento populacional nas regiões rurais, nomeadamente em sub-regiões Beira Baixa e Terras de Trás-os-Montes.

Entre o período em estudo, a região Alentejo apresentou um índice de envelhecimento superior à média nacional, com 195 idosos por cada 100 jovens (média nacional – 150,9 por 100), sendo que em 2016 a faixa interior do Alto Alentejo e das regiões Norte e Centro apresentavam os municípios mais envelhecidos.

At http://www.radiocampanario.com/

Projecto “Oficina da Música” retoma em Elvas

Começou hoje a continuação do projecto anterior, Oficina da Música, pela Associação Sílaba Dinâmica, presidida pelo meu caro amigo Luis Romão. Um projeto que visa integrar crianças da comunidade cigana na sociedade e que tem o apoio do Alto Comissariado para as Migrações do Governo Português.

Nada me deixa mais orgulhoso que abraçar de novo este projeto e ter mais uma vez a confiança do Presidente da Associação Sílaba Dinâmica de Elvas. Um projeto que requer muito trabalho, mas a verdade é que sem trabalho a obra não nasce, e já demos provas disso mesmo, que a obra nasceu e continua bem viva para mostrar à sociedade que não pode haver descriminação racial.

Obrigado Luís, obrigado por confiares mais uma vez em mim e no meu trabalho.

Deixo-vos aqui um pequeno vídeo que mostra o arranque deste projeto enquanto aguardávamos pelas crianças.

Um vídeo com o já conhecido, José Lito Maia. “Vamos embora para Barbacena”.

Todos diferentes, todos iguais!

Um abraço amigo,

Mário Gonçalves

Opinião: “5 de Outubro”

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FB_IMG_1507458875472Em tempos escrevi isto: “Contrariando outro mito persistente, a 5 de Outubro de 1910, da varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa, o médico, carbonário e novel Governador Civil, natural de Gavião, distrito de Portalegre, Eusébio Leão proclama a República.
Ainda hoje, aqui e acolá, se afirma que o proclamante teria sido José Relvas.
A verdade manda que, o que ocorreu, de seguida ao grito proferido pelo bombista, Eusébio Leão, que no seu consultório do Chiado fabricava artefactos de morte e pavor, se lhe seguisse Inocêncio Camacho, também “bom primo”, participante de uma das muitas “choças” carbonárias, anuncia a composição do Governo Provisório (Teófilo Braga, Presidente; António José de Almeida, ministro do Interior;Afonso Costa, ministro da Justiça; Basílio Teles, ministro das Finanças; António Luiz Gomes, ministro das Obras Públicas; Bernardino Machado, ministro dos Estrangeiros; coronel Correia Barreto, ministro da Guerra; Azevedo Gomes, ministro da Marinha.
Só depois desta leitura é que emerge José Relvas…e para pedir serenidade ao povo que então se “apinhava” na Praça do Município.”

A foto é de Joshua Benoliel.
Este postal é dedicado ao meu fraterno amigo Jaime Estorninho.

José Albergaria

At Facebook

Crónica: “Uma história inspiradora”

Filipa

Sou a Filipa Guimarães. Aos 36 anos foi-me diagnosticado cancro de mama, algo que não estranhei atendendo ao meu código genético familiar de alto risco, onde grande parte dos meus familiares diretos tiveram cancro e infelizmente alguns deles não conseguiram vencer esta árdua batalha.

A 14 de Fevereiro de 2015 recebi esta notícia que jamais esquecerei. Sim, no dia dos namorados. No entanto não podia pensar em romantismos, sabia que o caminho era duro mas que ia vencer.

Na consulta com o médico-cirurgião, após contar o meu historial familiar, confrontei-o mesmo com esta questão – “Doutor, se eu fosse sua filha o que faria? Operava as duas ou só uma?”. O médico baixou a cabeça e respondeu – “Filipa, seriam as duas!”, tendo eu respondido “Então avance com o seu trabalho porque tenho muito que fazer!”. A minha mãe e o meu marido estavam ao meu lado e ambos olharam para mim ao perceber a minha aparente frieza…eu sabia que ali não podia ceder. Tinha de ser objectiva porque o importante era viver!

Nesta primeira consulta, o médico realizou logo os marcadores no peito e eu aproveitei a ocasião para brincar com ele tendo afirmado “Doutor, não quero nada de exageros. Tudo natural!”.

Tanto no dia da realização da biopsia como no decorrer das consultas antes da cirurgia bilateral, perguntava sempre como seria o meu Surf depois da cirurgia. Os médicos não podiam ser muito expansivos pois não sabiam como estava linfaticamente.

O Vasco (meu marido), que também faz surf há mais de 30 anos, engolia em seco cada vez que eu confrontava os médicos com a questão do surf e fazia um esforço para não chorar, pois ele tinha noção do que tudo aquilo implicava para mim.

Ao adormecer na cirurgia pensei nas ondas que tinha surfado nos Açores…deixei-me adormecer com as minhas memórias do meu amigo mar.

Quando recebi os resultados patológicos do que me tinha sido removido na cirurgia notei algum alívio no rosto do médico, como se tivesse realizado um salvamento em alto mar, pois não surgiram surpresas de maior e, linfaticamente, estava limpa!

Fiz 6 ciclos de quimioterapia e, após o 4º ciclo, o corpo começara a manifestar-se com mais dores. Foi nessa altura que recorri à ozonoterapia que me ajudou imenso nos efeitos secundários.

Terminei os tratamentos em finais de Julho de 2015 e, em Outubro desse mesmo ano, já estava a trabalhar e já ia treinar as minhas artes marciais…além de fazer fisioterapia todos os dias.

No Verão de 2015 ia até à Praia Grande nos finais de tarde dar um mergulho. Que bem que me sabia aquela água fria…sentia-me viva novamente!

Estive um ano sem surfar e pensava ”que saudades” pois faço bodyboard desde os meus 14 anos. Fiz competição e ainda hoje, apesar da minha figura delgada, gosto de me atirar a ondas grandes. Sinto o surf como parte de mim e vida sem surf não é vida!

No Verão de 2016 comecei a entrar novamente com a minha prancha, sentia algumas dores e fazia surfadas no máximo de uma hora pois as costas ainda estavam muito sensíveis. Cada vez que sentia dores pensava “antes surfar com dores do que não surfar!”.

Em Novembro de 2016 ainda apanhei outro susto. Tive de ser submetida a uma nova cirurgia para a remoção de um teratoma maduro entre o intestino e o ovário…os médicos comigo andam sempre em cima do acontecimento e ainda bem que assim é!

No decorrer do Inverno de 2017, além da prática de kempo comecei a nadar 1.500 metros todos os dias pois queria voltar a recuperar a minha plenitude física!

Fui induzida à menopausa com 36 anos devido ao facto do meu cancro ser hormonodependente, e isto para uma jovem mulher que nem mãe tinha conseguido ser imaginem…tinha de fazer desporto porque não me podia deixar vencer por esta nova condição física!

Neste Verão de 2017 já consegui surfar sem dores. Estava feliz a contar os progressos à minha médica oncologista quando ela perguntou “Filipa, já está a levar o Zolodex (injecção para induzir a menopausa) e a tomar o tamoxifeno há quanto tempo?” e eu respondi “Fez agora dois anos, doutora”. Ela observou-me e perguntou “Quer ser mãe?”. Os meus olhos brilharam e o coração por dentro palpitou. Pareciam magia, aquelas palavras…

Congelei 5 óvulos antes dos tratamentos mas pensava que só poderia ser mãe daqui a 3 anos e, subitamente, tudo está prestes a mudar!

Vou fazer parte de um ensaio clínico conjunto que conta com a colaboração de diversos peritos internacionais e com a Fundação Champalimaud.

O nome deste ensaio clínico não podia ser mais acertado: chama-se POSITIV! Tão apropriado depois de tudo o que passei!

Além do ensaio clínico ainda faço parte de um projeto de investigação na vertente genética com a equipa dos laboratórios Germano de Sousa, através dos doutores José Pereira Leal e Joana Vaz.

Gosto de ajudar na evolução da ciência, por isso os médicos sabem que podem sempre contar com a minha colaboração. Através do meu caso estamos a construir novas pontes para que no futuro outras mulheres possam beneficiar destas descobertas!

Agora vamos ver como tudo corre, mas espero um dia poder enviar-vos uma fotografia dos meus bebés a surfar comigo! Até lá só posso afirmar que o nosso cérebro comanda tudo e quando acreditas és CAPAZ! J

GET FUN BECAUSE LIFE IS TOO SHORT J GO FOR IT! J….

Um beijinho salgado recheado de brisa do mar!

Filipa Guimarães

At https://capazes.pt/

As 7 Aldeias Maravilha

Aldeias

Já são conhecidas as 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias!

Aldeias Ribeirinhas – Dornes
Aldeias Rurais – Sistelo
Aldeias de Mar – Fajã dos Cubres
Aldeias Remotas – Piódão
Aldeias Autênticas – Castelo Rodrigo
Aldeias Monumento – Monsaraz
Aldeias em Áreas Protegidas – Rio de Onor

Parabéns a todas as aldeias portuguesas, por serem todas maravilhosas!

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