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Mais de 30 militantes do PS pedem “desfiliação”

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Militantes escreveram terça-feira ao presidente do PS, Carlos César, a denunciar “atropelos e violações” dos estatutos do partido no processo de escolha dos candidatos à câmara municipal, mas não só.

A escolha do candidato do PS à Câmara de Pedrogão Grande, Valdemar Alves, que em 2013 foi eleito nas listas do PSD, está na origem da demissão em bloco de mais de três dezenas de dirigentes do partido a nível local e de militantes de base.

Numa carta enviada nesta terça-feira ao presidente do PS, Carlos César, e à secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, os militantes solicitam, “com efeitos imediatos”, a desfiliação do PS “numa posição insanável que traduz o forte descontentamento que se vive actualmente no seio desta estrutura”.

Os subscritores da carta recusam, “de forma veemente, continuar a desempenhar o papel de meros pagadores de quotas, cuja voz não é ouvida, tida ou achada na tomada de decisão, em especial no que se refere à designação dos candidatos do PS à Câmara de Pedrógão Grande”. Por outro lado, demarcam-se do processo, nomeadamente das “respectivas escolha” e afirmam que as opções feitas pelo partido naquele concelho “não correspondem à legítima vontade dos militantes desta concelhia, mas sim a terceiros, tornando-a, num lugar inerte, obsoleto, onde a democracia interna não existe e nem é valorizada”.

Assinada por Natércia Coelho, Antonino Baptista e Isaías Lopes, a carta revela que a candidatura de Valdemar Alves “apenas foi aprovada por onze membros da concelhia, tendo-se registado um voto contra”. Os militantes revelam que “apenas tiveram conhecimento do nome do candidato do PS à Câmara de Pedrógão Grande pela comunicação social”.

Assim, consideram de “extrema gravidade e absolutamente lamentável que os nomes dos candidatos à câmara, assembleia municipal e juntas de freguesia sejam já do conhecimento público, sem que os mesmos tenham sido aprovados em sede própria, ou seja, em reunião da comissão política concelhia, convocada expressamente para o efeito”.

Ao actuar desta forma, sublinham, o partido “violou o normativo legal estalecido nos estatutos do partido”. “Há um constante atropelo das regras básicas de democracia interna, corroendo, a cada dia que passa, qualquer perspectiva de futuro”, denunciam os autores da carta, dirigida a Carlos César e Ana Catarina Mendes. E acrescentam: “Não podemos continuar a assistir a um partido que funciona sem rei nem roque, sem estratégia, sem rumo, sem organização, onde há um vazio de ideias e ao sabor de vãs conjunturas onde tudo vale para chegar ao poder, onde prevalece o tacho e o penacho”.

Queixando-se de pertencerem a um partido que actua numa “posição e total desprezo para com os seus militantes”, os autores da carta revelam que entre as pessoas que pedem a “imediata desfiliação” do PS, destacam-se: Antonino Baptista, fundador do PS em Pedrogão Grande e presidente da comissão administrativa no concelho entre 1974 e 1976; Natércia Coelho, presidente da Mesa da concelhia; e Isaías Lopes, secretário da concelhia e candidato do PS à Junta de Freguesia da Graça em 2005, entre outros.

O PÚBLICO contactou a direcção nacional do PS para obter uma reacção, mas sem sucesso.

At https://www.publico.pt/

Praça da República vai voltar ao antigo, em Beja

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As obras na Praça da República de Beja estão para breve e a intervenção que a Câmara Municipal tem programada para este espaço tem como objetivo voltar a colocá-la “como antigamente”, repondo o pavimento em calçada portuguesa.

As obras na Praça da República fazem parte da estratégia traçada pelo Município para Beja, a curto/médio prazo, de desenvolvimento do centro histórico. O que se pretende para este espaço foi revelado pelo presidente da Câmara, João Rocha, em novembro de 2016, na apresentação da estratégia para Beja a curto médio/prazo.

Repor o pavimento em calçada portuguesa como era antigamente, mantendo no entanto o piso plano sem passeios, é a intervenção que a Câmara Municipal tem prevista para a Praça da República de Beja e as obras deverão começar em breve.

At Rádio Voz da Planície

Évora revitaliza centro com 17 milhões

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Nos próximos três anos vão ser investidos cerca de 17 milhões de euros na revitalização do centro histórico de Évora. Segundo o município alentejano, a maioria deste investimento irá incidir na recuperação do edifício centenário do Salão Central Eborense e na requalificação dos Paços do Concelho, do Teatro Garcia Resende, da antiga central rodoviária e em arranjos de espaços públicos.

Carlos Pinto de Sá, presidente da autarquia de Évora, refere que este investimento, inserido no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Évora, pretende combater a tendência de abandono do centro histórico, recuperando os edifícios devolutos e dinamizando a atividade económica e os edifícios municipais. “Este é um investimento para os próximos três anos. O edifício da ex-rodoviária irá receber serviços do município que estavam fora do centro histórico”, referiu recentemente o autarca, acrescento que esta revitalização irá também potenciar o turismo, que “tem tido um crescimento médio anual de 20 por cento”.

O programa Alentejo 2020 irá disponibilizar mais de 5 milhões de euros para a recuperação de imóveis de particulares, de comerciantes e de instituições. O município irá investir 9,5 milhões de euros.

Deste valor, 2,5 milhões estão destinados à reabilitação do Salão Central Eborense cuja obra deverá iniciar no segundo semestre de 2018. Este edifício, construído em 1916, passará a ter diferentes valências. Conta com um palco de grandes dimensões e uma plateia com 182 lugares. Permite ainda a realização de diversos espetáculos em simultâneo nos dois pisos.

At CM