Livros online gratuitos!

kindle_unsplashSão mais de 3.000 livros em língua portuguesa e estão disponíveis online gratuitamente na Bibliotrónica Portuguesa 25 reedições de títulos que estavam desaparecidos e um espaço de edição de originais de novos autores.

A generalidade destes livros está disponível em formatos que permitem impressão ou que podem ser descarregados gratuitamente para leitura em dispositivos pessoais. A secção dos cerca de 3.000 “livrónicos” funciona como um portal para os livros em língua portuguesa que estão presentes online. “Há livros que os motores de busca não apanham e o objectivo é que estejam todos aqui listados, de modo que quem queira consultar um livro na internet venha aqui ver se tem uma hiperligação”, explicou Ângela Correia, professora da Faculdade de Letras de Lisboa e directora da Bibliotrónica Portuguesa.

São livros de todo o género, sem qualquer critério de qualidade associado. Cada publicação é classificada por nome do autor e pelo título, tendo associada uma classificação que indica se é pesquisável, se está sob a forma de fotografias (ou seja, com fotos de cada página) ou se tem alguma restrição de acesso. O site também já reeditou 25 livros que deixaram de existir em papel, obras antigas ou difíceis de encontrar por não serem apetecíveis comercialmente para as editoras convencionais, mas que “mantêm o interesse público” e que estão libertos de direitos de autor. Entre eles estão “Às Mulheres Portuguesas”, de Ana de Castro Osório, “Ilha dos Amores”, de António Feijó, “Céu em Fogo”, de Mário de Sá-Carneiro, e “A primeira edição de três peças”, de Raúl Brandão.

No âmbito da publicação de originais, actualmente estão publicados três títulos com gravuras mas, para breve, está previsto um quarto. Os objectivos destas publicações, segundo a docente, “são vários”. “Um deles é darmos espaço de experimentação a novos autores que nunca tenham conseguido publicar numa editora e a novos ilustradores, além das pessoas que aprendem como se faz um original, desde a revisão do texto à paginação e à articulação com a ilustração”, explicou.

Os novos autores que queiram ser publicados têm de aceitar condições como a inexistência de troca de dinheiro e a cedência de direitos para que o livro fique disponível para toda a gente, porque o projecto quer funcionar como “uma espécie de montra”. “Temos também aqui feito um bocadinho de experimentação, porque, como são originais que visam a vida só online, trabalhamos com a ilustração de uma maneira mais livre porque não temos os custos de impressão e também trabalhamos com formatos que estão pensados para o monitor e não para a impressão em papel”, realçou.

A Bibliotrónica Portuguesa nasceu em 2007, no Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pela professora Ângela Correia e alunos, mas autonomizou-se no ano passado para um endereço próprio.O projecto tem ainda um blogue, que actualmente concentra artigos publicados na imprensa sobre livros, antigos ou recentes, mas que Ângela Correia quer desenvolver para um espaço de crítica e crónicas, contando em breve com a colaboração da escritora Adília Lopes.

At http://p3.publico.pt/

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Vila Velha de Ródão soma (milhões) e segue

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Um grupo industrial turco vai instalar-se em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, investindo cinco milhões de euros num projecto para produção de frutos secos, foi hoje anunciado.

“O grupo industrial turco adquiriu, na semana passada, 500 hectares de terreno na freguesia de Perais, onde vai investir cinco milhões de euros num projeto agrícola”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira.

O autarca explicou que se trata de um dos maiores grupos industriais turcos e que este investimento em Vila Velha de Ródão é o primeiro realizado no país.

“Dada a dimensão deste investimento e a estratégia que estão [o grupo] a seguir, é expectável que possam existir mais investimentos em Vila Velha de Ródão”, adiantou.

Luís Pereira disse ainda que após a aquisição dos terrenos agrícolas os investidores vão passar à implementação no terreno do projeto.

“Esta será a maior exploração de frutos secos do país”, concluiu o autarca.

At Lusa/http://economico.sapo.pt/

Multas imediatas na A23

A23

A confirmar-se a instalação de pórticos na A23 para o pagamento de portagens, os automobilistas terão de ter muito cuidado com os excessos de velocidade. Isto porque segundo o Decreto Regulamentar 2/2011, de 3 de Março, que entrou em vigor no dia seguinte, os pórticos também terão detectores de velocidade instantânea. Ou seja, o identificador Via Verde irá dar indicação ao radar da matrícula e da velocidade da viatura, e de imediato será calculada a diferença de tempo de passagem entre dois sensores, indicando ao sistema a velocidade a que transita a viatura. Assim, se passar em excesso de velocidade, a multa será imediata.

A introdução das portagens em lanços e sublanços de auto-estrada fica sujeita ao modelo de cobrança electrónica, não existindo, em regra, uma zona delimitada de portagens como a conhecemos actualmente. Nessa medida, diz o Decreto Regulamentar, importa prestar aos utentes daquelas infra-estruturas rodoviárias informação relativa a esta nova realidade, através de um símbolo adequado e da correspondente sinalização, dando a conhecer que o mesmo se encontra numa zona sujeita a cobrança electrónica de portagens. A regulação dos sinais em questão visa a garantia do consumidor para que o mesmo possa saber e conhecer, através da sinalização, que está a entrar numa estrada com portagens ou que se encontra na sua linha de radar.

Em segundo lugar, foram aprovados novos sinais destinados a avisar o utente de que este se encontra numa área de fiscalização automática de velocidade. Segundo o Decreto Regulamentar, a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2009, de 26 de Junho, prevê como objectivo o controlo automático da velocidade, através da implementação de um sistema nacional de fiscalização automática da velocidade, que tem como desiderato o cumprimento dos limites legais da velocidade e, consequentemente, a redução da sinistralidade rodoviária.

At http://www.portalcontraordenacoes.pt/

Excerto: “Um dia de praia, numa família de betos”

Diogo Faro 3qzaPV1OPara começar, o beto não é um veranista que vá a qualquer praia. Vai apenas a praias selecionadas, quais artigos gourmet de uma mercearia gourmet de um bairro gourmet.

Mas como seleccionar estas praias? Simples. Há muitas que já vêm de tradição. As famílias com mais de 17 apelidos, todos eles separados por hífenes, há séculos que para lá vão.

Depois é também preciso garantir que a plebe não vai para estas praias, porque já se sabe que pobres é pior que pombos cheios de doenças. E por isso mesmo, têm de ser praias cujo acesso não possa ser feito por transportes públicos e cujo preço da garrafa de água no bar não seja inferior a 10€. E assim sendo, salva-se a Comporta, São Martinho do Porto e mais meia dúzia delas no Algarve e no Porto.

O dia começa cedo. A mãe Tété vai acordar o Tomás Maria (Tommy), o Afonso Salvador (Fonfas), o Lourenço Sebastião (Sebas), a Constança Matilde (Coca) e a Carlota Benedita (Bé). As ninhadas de betos são sempre muito grandes e, mesmo que muitas vezes saia uma cria com trissomia 21 por causa da consanguinidade (os betos têm muito a mania de se comerem entre primos direitos), é muito raro as mães afogarem-nos à nascença. Aliás, nestes meios até fica bem. Ficam ótimos nas fotos e dão imenso jeito para a autopromoção da família nas revistas sociais.

Preparam pequenos lanches e guardam-nos nuns tupperwares lindíssimos, cheios de flores e com alarme anti-pobre incorporado para afastar sem-abrigo, que a tia Kiki faz agora no novo negócio de beta empreendedora. Atenção para não confundir com as marmitas com frango assado e pastéis de bacalhau com feijão-frade que se podem avistar na Costa da Caparica. Como as idades variam, os lanches vão desde pequenos retângulos de pão integral sem glúten que amortecem dois a dois suaves fatias de fiambre de peru que cumprimenta só com um glu, com uma folha de alface-roxa e tomate querido, até umas deliciosas quiches de salmão pedante fumado em fumo de chá preto com cogumelos das Maurícias salteados em azeite e presunção em abundância, passando claro por suculentas tarteletes de Cerelac gourmet com frutos silvestres da Floresta Negra e pitadas de futuros cargos nas Jotas.

Lá chegam à praia. Quer dizer, chegam à entrada da praia e depois demoram mais meia hora até se instalarem tal é a quantidade de amigos e primos que têm de cumprimentar – Olá, querida! ‘Ta boa? Que fato de banho giríssimo! Adoro os folhos! Foi a tia Ká que fez? – Foi! Não está o máximo? Ela abriu agora uma loja de biquínis com o dinheiro do marido, “supê” empreendedora! – E por aí fora.

Finalmente, encontram uma clareira na areia entre Bettencourt-Mello-dos-Santos-e-Silva e os Couttinho-Roquette-Relvas-Cunha-Vaz para instalar a sua sombrinha. Isso mesmo, adivinharam. E óbvio que a sombrinha foi feita pela tia Bábá que também tem uma marca e já não há paciência para falar disto e vocês já perceberam onde é que quero chegar.

A criançada, já só de fato-de-banho e crucifixo, vai a correr para a água. – Fonfas, venha cá à mãe que a mãe esqueceu-se de lhe pôr as braçadeiras e o Fonfas ainda morre para aí afogado, e depois é uma chatice porque as pessoas vão achar que foi de propósito por ser meio atrasado!

A mãe aproveita esta ocasião para carregar no protetor solar em todas as criancinhas, e sempre com o fator máximo. Até era preferível nem terem tirado as t-shirts, a bem da verdade. É que cancro da pele é chato, mas ficarem da cor das crianças romenas dos semáforos da Praça de Espanha é bem pior, um vexame completo.

Mergulhos mais tarde, as crianças vão brincar para a areia molhada. Enquanto uma delas vai chamar amiguinhos e lhes ordena que construam um castelo, outra trata dos processos burocráticos do registo predial, uma delas fica como administradora financeira do empreendimento, ainda outra implementa uma criação de cavalos e escola equestre, e a última, que quer ser atriz, faz de princesa. Claro que os seus trabalhos como engenheiro, advogado, gestor e agrónoma estão assegurados à nascença mas, ainda assim, é preciso começar já a praticar. A última é que virá a entrar no Chapitô e acabará deserdada.

Enquanto os mini-betos brincam, a betalhada já consagrada conversa (os jovens adultos desta sub-espécie não são aqui mencionados porque passam férias juntos, sem os pais, e nesta altura estão a ressacar da sua noite belíssima).

São bons momentos de conversa. Riem-se muito dos lesados do BES, choram de saudades e nostalgia dos tempos de Salazar quando tinham ainda mais terrenos e ficam perplexos quando ouvem falar das greves do Metro, porque nem sabiam que havia Metro.

O dia vai-se passando e o fim da tarde pede sangria de champanhe e frutos silvestres e canapés de lagosta no lounge chiq nice sunset amazing bar da praia. Os mini-betos são chamados para volta da mesa, não porque as mães tenham receio que se afoguem mas porque a conversa chegou à parte de exibicionismo das respectivas crias. E sempre com aquele ar de quem não dá muita importância, mas sem conseguir disfarçar bem o orgulho parental, começa o rol de “Ai, o meu Fonfas com 3 anos já fala mandarim, toca piano e dá aulas de catequese”, “Ai, a minha Coca de 16 anos já fuma, já sabe sacar gajos no Main com apelidos decentes e já sabe que antes do casamento só vale anal porque não é pecado.” Se calhar esta última parte eles não admitem em voz alta, mas sabem-no.

Enfim, o crepúsculo chega e a betalhada tem de recolher aos seus castelos. Há banhos a tomar para tirar a areia, o sal e aquela camadinha de hipocrisia depois de um dia inteiro a fingir que se gosta de toda a gente.

Amanhã há mais praia.

Diogo Faro

(da obra “Somos Todos Idiotas”)

At http://visao.sapo.pt/

Artigo de opinião: “Notícias dos ‘nossos irmãos'”

marcoConsidero encantadora a forma como alguns temas recentes, que só se aprofundam em relações internacionais, entram pela casa das pessoas. Aliás, até os próprios licenciados, acusados por vezes de terem um curso que não serve para nada, a não ser que tenham um tio como adido ou outro, num consulado ou embaixada, ficam a abanar sobre o que se deve aprofundar mais sobre estas matérias, subordinados ao que impinge a televisão.

Sou um seguidor assíduo da política britânica, assim como do seu regime (agora) equilibrado instituído, mas considero uma autêntica estupidez ver um país a seguir um determinado caminho, só porque uma tendência ganhou por umas “centésimas” num referendo. Querem ficar com o pendão da democracia da velha Europa, onde se embandeiram com os animados debates na Câmara dos Comuns, mas sustentar este “broxit” nesta votação, é uma parvoíce de todo o tamanho. Entendo alguns dos motivos, mas que não ficaram garantidamente legitimados nesta votação.

Em Espanha, os “bloquistas” e/ou “comunistas” quiseram passar a perna ao PS e lixaram-se (António Costa foi oportuno e exímio no momento certo), ao mesmo tempo que a maioria dos eleitores insistem em querer mais medidas de austeridade, e a manutenção da inversão à prosperidade de outrora. Do tempo em que “saltávamos” a parede à procura de melhor oferta de preços. Há quem diga que cada um só tem o que merece, e duas vezes serão já suficientes para que não se insista mais. Gosto dos “obreros espanholes”, e tenho pena por eles, porque sei que lutaram ao máximo e com as melhores intenções. Com o regresso a casa do Euro 2016 têm agora mais tempo para “dormir” sobre a política doméstica.

Quanto aos preços, reflectia recentemente sobre as críticas também de outrora, sobre a “sova” que os Portugueses levavam no Algarve, e hoje em dia vêem-se supermercados e restaurantes cheios, e uma harmonia com os “nossos irmãos” de sempre. E não, não foram os algarvios que reduziram os preços. A “martelada” que todos levámos na generalidade dos preços, deve-se à entrada no “euro” e na posterior austeridade. Antigamente, no Alentejo, um bolo dormido custava 100 escudos e hoje custa 2 euros e meio. Recomendação: aproveitem e gozem do melhor Verão da Europa.

Marco Oliveira

Reunião da UMVI levou a Elvas o Ministro-adjunto

UMVI1Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI) reuniu, nesta sexta-feira dia 24, no Centro de Negócios Transfronteiriço, em Elvas

A sessão contou com a presença do ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, que nos referiu “tratar-se do encerramento de uma verdadeira volta a Portugal em torno do trabalho de valorização do interior”.

“A Unidade é uma peça essencial na aposta feita por este Governo. Foi criada há cerca de três meses e tem como missão estruturar um plano de coesão territorial para o interior. Esta é a 19ª reunião e levamos daqui propostas que correspondem a uma visão de desenvolvimento em que o Alto Alentejo não pode ser visto como zona distante ou esquecida”, sublinhou.

Nuno Mocinha, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), referiu que foi apresentado “um conjunto de projetos determinantes para o desenvolvimento do território, que passam pela área do turismo, agricultura, cooperação transfronteiriça, entre outras”.

“Estamos satisfeitos com o trabalho desenvolvido pela Unidade de Missão e acreditamos que as nossas propostas vão ser levadas a quem de direito”, garantiu à Rádio ELVAS.

Helena Freitas, coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, explicou-nos o trabalho desenvolvido pelo organismo: “temos vindo a fazer um périplo pelas Comunidades Intermunicipais, ouvindo estas e outras entidades, no sentido de reunir informação que seja considerada estratégica pelos municípios para estes territórios”.

Para Ricardo Pinheiro, presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, “é importante a Unidade agir rapidamente em relação às medidas necessárias para a criação de postos de trabalho no Alentejo”.

Esta reunião teve a presença de presidentes de Câmaras Municipais que integram a CIMAA, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Roberto Grilo, o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Portalegre, Jorge Pais, e a delegada distrital do Instituto do Emprego e Formação Profissional, Sandra Cardoso, entre outras individualidades.

At http://www.radioelvas.com/