Opinião: “Benfica, Spin e Damage Control”

Rui Calafate 26486_104731429549928_3658939_nHá muita gente que comenta comunicação e não sabe o que ela é e nunca trabalhou nela. Hoje, vou, pedagogicamente, ensinar como se faz um trabalho de spin e damage control usando o exemplo do que se está a passar no Benfica, sabendo que o seu presidente iria estar nas bocas do mundo por mais um processo, que estas coisas sabem-se com alguns dias de antecedência.

Objectivos:
1-envolver ou arranjar outro rival para confundir e distrair agenda mediática;

2-evitar prolongamento da lama para dentro do clube;

3-arranjar outra figura para salva-vidas do presidente

O que se fez:
1-Na segunda um jornal mete na capa que o presidente do Sporting está a ser investigado (lia-se notícia e era palha). No dia a seguir, manchete com presidente de outro clube, na mesma o Sporting, no jornal mais lido do País para dar força à capa do dia anterior. É assim, o primeiro tópico a ser cumprido: usar um rival para baralhar a notícia mais importante que manchava Vieira como ontem se veio a comprovar;

2- evitar ao máximo envolver o clube, justificando que o processo nada ter a ver com o Benfica, apesar do presidente ser arguido e mais um vice-presidente ter sido alvo de buscas. E tentaram.

3- colocar já na primeira página de um dos desportivos mais influentes, A Bola hoje, uma outra figura, Fernando Tavares, para diluir o impacto na imagem de Vieira. Também feito como poderão ver.
Este é um trabalho de spin profissional e é bom que as pessoas aprendam a ler e a ver como se trabalha em comunicação. Se os objectivos foram alcançados, estamos a ver isso, mas que há uma enorme mancha reputacional a pender sobre a instituição Benfica isso é uma verdade irrefutável que nem o melhor dos especialistas de comunicação consegue tirar.

Bom dia e agradeço que não comentem com disparates de quem não percebe nada disto nem com ofensas, este é um post de análise racional e profissional.

Rui Calafate

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Castelo de Vide oferece árvores autóctones

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O Gabinete Técnico Florestal do Município de Castelo de Vide promoveu no passado dia 19 de janeiro mais uma ação de oferta de plantas autóctones à população.

A ação que visou sensibilizar a população para a importância da utilização de espécies autóctones e ainda constituir-se como uma mais valia para a biodiversidade e a valorização ambiental do concelho, teve lugar no Arco Novo dos Paços do Concelho, durante o período da manhã e contou com uma adesão significativa da população, permitindo oferecer cerca de 600 exemplares de diferentes espécies, nomeadamente, sobreiro, medronheiro, castanheiro, carvalho alvarinho e cerejeira brava.

At http://www.cm-castelo-vide.pt

Artigo de opinião: “As ideias brilhantes do Ministro Cabrita”

Filipe Luis mw-320Em 2006, acompanhei, para a VISÃO, o mundial de futebol, na Alemanha. Estava baseado na pequena cidade de Bielefeld, próximo de Gutersloh, onde se instalava a Seleção Nacional. Uma bela manhã – e as manhãs das histórias são sempre belas… – deviam ser umas 6h30, tive de apressar o passo, para não perder o comboio que havia de transportar-me a Hamburgo – onde fui em turismo, devo confessar. Ao atravessar uma ruela estreita, sem vivalma nem automóveis a circular, fui paralizado por uma sirene de um carro de polícia, parado numa esquina. Tinha atravessado com o peão vermelho. Não vem para o caso, mas, já agora, completo a história: aproveitando-me de uma certa condescendência das autoridades, devido às instruções que tinham para receber bem os fãs do mundial, e também valendo-me da boa lábia “tuga”, escapei sem multa e apanhei o comboio.

Ora, há pouco tempo, num belo dia – lá está… -, leio a notícia de que o Governo se prepara para limitar a velocidade, nas localidades, aos 30 kms por hora. Alegadamente, “há demasiados atropelamentos”. Se calhar há. Portanto, é preciso começar a disciplinar os peões, diria eu, e a fiscalizar o cumprimento do limite de 50 kms. Mas não: não temos dados sobre as razões dos atropelamentos, mas o ministro da Administração Interna deve ter: os condutores andam depressa e, se calhar, por cima dos passeios.

Ainda mal refeito desta, oiço outra: se calhar, vai haver helicópteros e drones a vigiar os automobilistas. Quando ouvi isto pela primeira vez, apanhei (muito apropriadamente, sublinhe-se… ) a notícia no ar. Assim: “… e o Governo pondera o patrulhamento aéreo”. E eu para os meus botões: “Cá está… Uma coisa que ando a dizer e a escrever há tantos anos, finalmente pode vir a acontecer. Os meios aéreos destacados para os incêndios vão ser utilizados na vigilância. Acaba por se poupar dinheiro, vidas e bens… Eu podia ser MAI!” Só depois é que percebi que se tratava de um big brother rodoviário. Vá lá, que a vigilância aérea dos incêndios está, de facto, soube-se posteriormente, a ser ponderada, talvez porque o ministro Eduardo Cabrita não tenha só más ideias. Mas com drones, helicópteros e aviões em missões cruzadas pelos ares do País, uns para os incêndios, os outros para os “aceleras”, o tráfego aéreo vai ser mais intenso do que o IC19 em hora de ponta. Daqui a um ano, o Governo vai ter de considerar a vigilância terrestre dos prevaricadores aéreos, para reduzir a sinistralidade aeronáutica…

Bebi um copo de água para recuperar o fôlego mas zás: afinal, o que o ministro Cabrita acha que pode mesmo acabar com as mortes na estrada é a inibição do sinal de telemóvel nas autoestradas. E eu a pensar que as mortes em acidentes de carro se davam, sobretudo, nas estradas secundárias!… Afinal, deve haver dados, inacessíveis ao cidadão comum, com números arrepiantes sobre mortes nas autoestradas devido ao uso do telemóvel e, também, segundo o Governo, do kit mãos livres agora disponível nas viaturas mais modernas. Mas temos de ver o lado positivo: Portugal vai liderar a tecnologia nas telecomunicações, ao conseguir inibir o sinal do telemóvel do condutor, mantendo o sinal do aparelho do pendura ou dos passageiros nos bancos de trás. Ou esses também não podem receber chamadas? Se calhar, não. Bem, talvez o Governo esteja a pensar colocar cabinas telefónicas de emergência de 100 em 100 metros nas autoestradas, para prevenir as dificuldades em pedir assistência em viagem. E, em caso de acidente, os helicópteros que andam no ar aproveitam para evacuar os sinistrados. Poupa-se um dinheirão no INEM!

Parece que, em 2017, houve mais 64 mortos na estrada do que em 2016. Ora, nós não temos os dados que o Governo devia ter, antes de dizer asneiras. Por isso, as asneiras que possamos dizer têm mais desculpa. Então, é assim: a perceção de quem anda na estrada é a de que, talvez devido à boa situação económica, o número de viaturas a circular é muitíssimo superior ao dos anos anteriores. Só 64 mortes a mais?! Cada vida humana que se perde é uma tragédia, eu sei. É uma frase feita, mas verdadeira. Mas isso não impede que, estatisticamente, possamos supor ter havido muito menos mortes por cada, digamos, 100 mil carros a circular. Esta afirmação é especulativa. E então? O MAI não toma as decisões baseado em conjeturas especulativas?…

O ministro Eduardo Cabrita parece governar por impulso. Ou então, tem uma tabela onde consulta os 340 mil mandamentos do politicamente correto. Começou a perceber-se isso quando mandou retirar os livros “pró menino e prá menina” da Porto Editora. Continuou a “disparar antes de perguntar”, quando mandou fechar o Urban Beach. E, agora, ataca de novo, em voo picado sobre incautos automobilistas com pontos a mais nas respetivas cartas de condução. O homem não para. Alguém que o agarre, senão ainda atravessa com o peão vermelho!

Filipe Luís

At http://visao.sapo.pt/opiniao

Opinião: Brasil, “com presidente eleita e candidato mais popular afastados, está consumado o golpe”

Daniel 598026O afastamento da presidente eleita e o processo contra o candidato mais popular de forma a impedi-lo de ir a votos são duas peças fundamentais do golpe. E as motivações ficam evidentes na atuação de Michel Temer. As novas e apressadas leis de reforma laboral e da previdência, feitas por um governo com 3% de popularidade, explicam porque foi tão importante afastar Dilma e impedir o regresso de Lula. Já não se está a discutir a distribuição da prosperidade mas a distribuição dos sacrifícios. E, com essas coisas, a oligarquia brasileira não brica. O golpe depende de uma tríade de poderes: grupos de comunicação social, poder económico e poder judicial. Cavalgando a justíssima indignação popular com a corrupção e selecionando politicamente as vítimas a queimar na fogueira mediática, o poder desta tríade é avassalador. Houve um tempo que em que a elite brasileira usava o exército para aplacar a democracia. Agora não precisa de militares na rua. Basta ter todas as televisões do Brasil, juízes com fome de protagonismo e um exército de políticos corruptos disponível para queimar quem for preciso para salvar a sua própria pele. A aliança entre o poder mediático e juízes populistas ávidos de notoriedade é o novo instrumento que a elite económica tem, perseguindo seletivamente ou mesmo injustamente políticos pouco cooperantes, para aplacar qualquer vontade de mudança.

Daniel Oliveira

At https://www.facebook.com

A ver: um bom pesadelo para uma youtuber

Influenciadora britânica não esperava que um e-mail padrão enviado ao dono de um hotel lhe causaria tanta dor de cabeça.

O que era para ser só mais um procedimento “padrão” na sua atividade como youtuber virou um pesadelo para a inglesa Elle Darby, de 22 anos. A jovem, que tem cerca de 90 mil seguidores na plataforma de vídeos e mais 76 mil no Instagram, iria viajar a Dublin, na Irlanda, e sugeriu ao dono do hotel em que planejava se hospedar que fizessem uma permuta: Elle e seu namorado não pagariam nada por sua hospedagem de 5 noites e, em troca, o hotel ganharia um vídeo de divulgação em suas redes sociais.

O que a influenciadora digital não esperava era que Paul Stenson, dono do estabelecimento, responderia publicamente a seu e-mail na página do Facebook do hotel.

“Querida influenciadora. Obrigado por sua mensagem em busca de hospedagem gratuita em troca de publicidade. É necessário ter bolas para enviar um e-mail como esse, mas não muito respeito próprio e dignidade. Se lhe permitisse dormir aqui em troca de sair em um vídeo, quem iria pagar as pessoas que cuidam de você?”, questionou.

O empresário segue fazendo perguntas na mesma linha, questionando a youtuber sobre quem pagará as camareiras que limpam o quarto e servem o café da manhã, e quem seria responsável pela conta de luz durante sua estadia. “Talvez eu devesse dizer a meu pessoal que apareçam no seu vídeo em vez de pagar pelo trabalho que fazem enquanto você estiver aqui” ironizou. “Meus melhores cumprimentos, mas a resposta é não.”

Apesar de não citar o nome da jovem, seguidores não demoraram a descobrir de quem se tratava, e a própria influenciadora publicou um vídeo no YouTube a respeito do episódio. Em tom de desabafo, Elle diz que jamais teve más intenções em relação ao hotel, que é uma garota de 22 anos que dirige seu próprio negócio, e que se sentiu humilhada. Ela ainda afirma que não sabe qual foi a intenção do dono do hotel, mas que ele foi “malvado”. O vídeo já conta com mais de 700 mil visualizações.

A polêmica fez com que uma chuva de seguidores de Elle se unissem para tentar derrubar a avaliação do hotel em sites de hospedagem. Um blogueiro também chegou a dizer que toda a comunidade de influenciadores deveria se unir contra o suposto agressor.

Em resposta à mobilização, Stenson disse que admirava o esforço de tantas pessoas e que a “publicidade” que estavam fazendo para seu estabelecimento era “impagável”. Stenson ainda publicou outro vídeo, afirmando que tomou a decisão banir todos os blogueiros, tanto de seu hotel, quanto de seu café. “Se algum de vocês tentar entrar em nossas instalações a partir de agora, será expulso”.

25/01/2018 – 2 445 646 visualizações

At https://exame.abril.com.br

Municípios recusam-se a limpar as matas

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A Associação Nacional de Municípios Portugueses anunciou hoje que rejeita a legislação que responsabiliza as autarquias pela limpeza das florestas, caso os proprietários não a façam, e garantiu que vai pedir uma reunião com urgência ao Governo.

O Conselho Diretivo (CD) da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) aprovou hoje, “por unanimidade”, uma posição contra o projeto de diploma do Governo sobre a gestão de combustível nas matas, no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, disse o presidente da associação, Manuel Machado, que falava aos jornalistas depois de ter participado numa reunião daquele órgão, em Coimbra.

A posição contra o projeto de Regime Excecional das Redes Secundárias de Faixas de Gestão de Combustível, preconizado no artigo 153.º do Orçamento do Estado para 2018 (Lei 114/2017), foi aprovada por “todos os membros do CD”, que são autarcas eleitos pelo PS, pelo PSD e pela CDU, e vai ser transmitida a todos os municípios e ao Governo, ao qual a ANMP solicitará “uma reunião com caráter de urgência”.

A Associação “não pode aceitar que o Estado central legisle numa perspetiva de colocar o ónus de resolver tudo aquilo que não foi feito em décadas, nos municípios, tendo estes, segundo o legislador, que realizar esta tarefa em menos de três meses”, afirma Manuel Machado.

O poder central “tem de assumir — tal como os municípios têm feito através dos seus orçamentos e sem apoios externos –, de uma vez por todas, as suas responsabilidades no âmbito da proteção civil”, sustentou o presidente da ANMP, salientando que “a segurança de pessoas e bens é uma função de soberania constitucionalmente consagrada”, que “compete ao Estado central”.

O Estado “não realizou, até ao presente”, apesar das “sucessivas solicitações” da Associação, “o cadastro da propriedade rústica e não conseguiu impor”, ao longo de décadas, a limpeza das florestas aos privados”, sublinha Manuel Machado, que também é presidente da Câmara de Coimbra.

A administração central “nem tão pouco cuidou das matas sob sua jurisdição”, mas quer, agora, que “os municípios, em menos de três meses, façam aquilo que não foi realizado em décadas”, destaca o autarca, afirmando que aquilo que é determinado na Lei do Orçamento do Estado para 2018, “não é exequível”.

O legislador desconhece, “notoriamente, a realidade do território nacional” e “as condições em que [esse território] está identificado e cadastrado”, acrescenta.

A prioridade do regime excecional deveria ser, para a ANMP, “enfatizar, de forma inequívoca, a responsabilização dos proprietários, em sentido amplo”, em relação à execução das faixas de gestão de combustível e não “fazer transparecer para a opinião pública a ideia de que a obrigação imediata está na esfera dos municípios, quase desobrigando os proprietários” das suas responsabilidades.

“Parece que a preocupação do Estado central mais não foi do que passar responsabilidades” para as autarquias, sem verificar se “as condições para o êxito das medidas estavam asseguradas na prática e não apenas na letra da lei”, critica o presidente da ANMP, que “repudia” igualmente a sanção prevista para os municípios que “eventualmente não consigam cumprir com o regime”.

Para conseguirem executar “a tarefa imposta de limpeza das faixas de gestão de combustível”, os municípios terão de recorrer a empresas, cuja contratação, apesar de, na circunstância, poder ser feita por ajuste direto, não dispensa o cumprimento de prazos mínimos, refere ainda Manuel Machado.

Além disso, o mercado pode não estar preparado para responder de imediato à “procura que se vai verificar de empresas especializadas nestes trabalhos de limpeza”, provocando uma subida exponencial dos preços, sublinha.

Mas a ANMP reconhece que “os trágicos incêndios florestais registados nos últimos meses” exigem dos municípios, do Estado central e das “demais entidades com responsabilidades nesta área”, capacidade de adoção, “com celeridade”, de “alterações estruturais” e medidas que minimizem “a possibilidade de ocorrência destes flagelos” e que “é fundamental a implementação de um conjunto de reformas” do sistema de proteção civil e do ordenamento da floresta.

Os municípios “estão conscientes das suas responsabilidades”, assumem-nas e reafirmam a sua disponibilidade e empenho em cooperarem na resolução dos problemas, mas o Estado central também tem de assumir as suas responsabilidades, advertem.

At http://24.sapo.pt

“Um Postal por um Ramal”, pel’Os Verdes

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PORTALEGRE: “Um Postal por um Ramal” – começa na próxima quinta-feira, dia 25 de Janeiro, a campanha de Os Verdes que pretende mobilizar a população de Portalegre para a defesa da construção de um Ramal que faça a aproximação do comboio à cidade e ao Parque Industrial.
Depois do transporte diário de passageiros ter voltado à linha do Leste é preciso dar mais um passo em frente para que o comboio se constitua como uma verdadeira alternativa de transporte.Os Verdes apresentaram já uma iniciativa parlamentar para “puxar” o comboio até à cidade. Agora só falta a sua assinatura!
A iniciativa arrancará às 11h no plátano do Rossio.

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