D. Antonino Dias contra uso de misericórdias com outros fins

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O Bispo de Portalegre e Castelo Branco disse que as misericórdias não são associações como as outras e que por isso não podem estar sujeitas a jogos de poder, com outros interesses em vista. A mensagem foi deixada em Castelo Branco, na posse dos órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia, mas os destinatários são todos os irmãos da diocese. Portalegre e Castelo Branco tem 39 misericórdias “e temos tido problemas sérios quando se trata das eleições, porque muitos irmãos não conhecem os estatutos e ignoram muito o que significa ser irmão”, disse o bispo da diocese.

“Não somos uma associação qualquer. Não somos sócios de uma associação. Somos irmãos de uma irmandade e unidos pela fé e por aquilo que é uma consequência da fé, que é fazer o bem sem olhar a quem”, disse D. Antonino Dias, que sente não haver preocupação geral em conhecer os estatutos nem no que é ser irmão. “Dá-se o nome, paga-se a quota porque dá direito ao voto e não há consciência do que significa isto”.

O Bispo de Portalegre e Castelo Branco foi mais longe e, em jeito de desabafo, disse que gostaria que não existissem tantos problemas na altura das eleições. Por vezes “dá a impressão que as misericórdias são assim uma espécie de trampolim para o poder”.

D. Antonino Dias realçou ainda que a razão de ser destas irmandades “são os pobres” e que é preciso ajudar quem necessita sem espetáculos. “Às vezes dá nome sentar o pobre à mesa mas é muito mais difícil sentarmo-nos à mesa do pobre e perceber as suas necessidades”.

At http://www.caritas.pt/portalegre/index.php?option=com_content&view=article&id=3499:bispo-diocesano-d-antonino-dias-dirige-mensagem-as-misericordias&catid=149:noticias

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Nisa é quinto no número de desempregados no distrito

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O concelho de Elvas continua a liderar a tabela do desemprego no distrito de Portalegre, com 1765 pessoas inscritas, segundo dados estatísticos divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), referentes ao mês de outubro.

Com 1147 desempregados encontra-se o concelho de Portalegre, seguido de Ponte de Sor com 944, Campo Maior com 533 e Nisa com 314, em 15 concelhos existentes no distrito.

No final do mês de outubro, o Alto Alentejo tinha 6561 desempregados inscritos no IEFP.

Nisa e Elvas vencem corrida S. Silvestre de Avis

Ricardo Mateus

Ricardo Mateus, do Sporting Clube de Portugal (e de Nisa), em masculinos, e Raquel Trabuco, do Clube Elvense de Natação (e de Elvas), em femininos, venceram este sábado a 32.ª edição da corrida de São Silvestre de Avis, no distrito de Portalegre. Mateus completou o percurso de 6.600 metros em 19.21 minutos, batendo Bruno Paixão, do Benaventense, que terminou em segundo lugar, com 19.34 minutos, seguido de Miguel Marques, do Benfica, com 19.46.

Raquel Trabuco foi a primeira classificada na prova feminina, completando os 3.300 metros em 11.01 minutos. Raquel Cabaço, do Grupo Desportivo Diana, de Évora, foi segunda, com 11.34 minutos, e a individual Verónica Scutaru garantiu o terceiro posto, com 11.39.

Organizada pela Associação Desportiva e Recreativa Amigos do Atletismo de Avis e Câmara Municipal de Avis, com o apoio técnico da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP), a prova, integrada no circuito de corridas da AADP, contou com a participação de cerca de 300 atletas de diversos escalões etários.

At http://www.record.xl.pt/Modalidades/Atletismo/interior.aspx?content_id=922178

Alentejo 2020 aprovado pela Comissão Europeia

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O Programa Operacional Regional do Alentejo para o período 2014-2020 – Alentejo 2020, foi aprovado pela Comissão Europeia.

O Alentejo 2020 com uma dotação global de 1.082,9 Milhões de euros, dos quais 898,2 Milhões de euros do FEDER e 184,7 Milhões de euros do FSE, representa uma aposta nos vértices estruturantes de natureza económico-empresarial, aliados à qualificação das competências e conhecimento e ao desenvolvimento urbano sustentável, com um grande enfoque no reforço da competitividade das PME, na promoção da sustentabilidade e da qualidade do emprego, no apoio à transição para uma economia de baixo carbono e a preservação e protecção do ambiente e promoção da utilização eficiente dos recursos.

A implementação do Alentejo 2020 reforça a aposta da Região Alentejo em torno da Identidade regional, visando um acréscimo da Competitividade das empresas regionais para a criação de riqueza, e postos de trabalho, garantindo a continuidade do trabalho em parceria de forma planeada, com disponibilidade, iniciativa e Responsabilidade.

At http://www.alentejo.portugal2020.pt/index.php?action=noticia_aprovacao

João Laranjo continua como Director Distrital da Segurança Social

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João Carlos Laranjo (ex-presidente da concelhia do PSD de Portalegre e director de campanha distrital de Passos Coelho nas legislativas de 2011) acaba de ser nomeado para exercer, em comissão de serviço pelo período de mais cinco anos, o cargo de Diretor da Segurança Social do Centro Distrital de Portalegre.

Esta deliberação, publicada dia 17 de Dezembro, produz efeitos a 20 de Novembro deste mesmo ano.

João Carlos Laranjo teve este ano de apresentar a sua candidatura ao referido cargo em obediência às novas regras de recrutamento, seleção e provimento dos cargos de direção superior da Administração Pública portuguesa.

At http://www.radioelvas.com/index.php?option=com_content&view=article&id=21677:joao-laranjo-dirige-a-seguranca-social-por-mais-5-anos&catid=1:regional&Itemid=25

Artigo de opinião: “No Natal sou quase comunista”

a um metro do chao

O grande problema do capitalismo é que torna os meus filhos gananciosos. Vivessem eles num sítio onde não fossem bombardeados com anúncios e lojas onde a felicidade se vende a prestações ao preço da pêra-rocha e tínhamos todos uma vida mais calma e mais contemplativa. Em que eu teria mais tempo para contemplar a natureza e a filosofia, e eles menos tempo para pedinchar. Mas a realidade é adversa ao nosso bem-estar e, por isso, à felicidade dos meus filhos. E a culpa é do capitalismo, sem dúvida. Os meus filhos ambicionam o iPhone 6 e querem o seguinte: um cativo em Alvalade, passar pelo menos uma semana na neve ou nove dias e sete noites em Nova Iorque, ir a Madrid conhecer o Cristiano Ronaldo, uma quinta com cavalos e cães, comer pipocas e beber coca–cola às refeições e um cartão multibanco ilimitado para comprarem selvaticamente cromos para a caderneta referente à época 2014/2015 e gomas. Para já, é só. Mas na próxima semana pode ser que tenham outras ideias. Terão certamente. E eles querem tudo isto porque sabem que tudo isto existe. Vêem televisão, assimilam os anúncios, passam pelas montras e navegam na internet, corando de ansiedade e palpitando de desejo de cada vez que encontram uma novidade comercializável.

Para fazer frente a este bezerro de ouro disfarçado de brinquedos, tecnologia e viagens, estou cá eu. Eu, uma força de bloqueio entre eles e o capitalismo que nos entra pelas frechas mais recônditas das nossas vidas e nos polui a alma. Estou cá eu para dizer que não. Por isso, passo os dias a dizer não e já digo não porque sim, sem pensar. “Oh mãe podemos comprar… ?” “Não”, respondo prontamente, sem os deixar acabar a frase. E eles, pobres vítimas deste capitalismo cruel, entristecem. Querem ter, mas não podem ter. Vendo-lhes insistentemente a teoria saudável para o meu bolso que não ter faz crescer. É preciso que as crianças aprendam a lidar com a frustração, dizem os especialistas. Percebo, mas eles não. Se é assim, porque é que os amigos têm coisas que eles ambicionam e porque é que as crianças dos anúncios estão tão felizes? É muito melhor não ser frustrado, concluem com razoável discernimento e bom senso os nossos pequenos gananciosos.

Sim, o capitalismo polui a alma dos meus filhos e não me deixa outra alternativa senão ser contra ele. Justiça a sério, Natal genuíno, só se consegue vivenciar interrompendo o capitalismo por alguns meses. Ou têm todos ou não tem ninguém. A alternativa é deixar esse monstro aguçar a inveja e despertar a ganância das nossas crias ao som de uma melodia natalícia. É maldade haver tanto por onde escolher e mesquinho oferecer tudo isto enquanto toca o “Jingle Bells” nos corredores dos centros comerciais.

Natal são os presentes, as férias e comer bem. E é por isso que o Natal é a festa mais popular de todas. Não houvesse a tradição de darmos presentes uns aos outros, e às crianças em particular, e o 25 de Dezembro tinha entrado na lista de feriados a eliminar: seria razoável questionar a sua pertinência numa sociedade que se quer laica. Natal, meus senhores, é quando o capitalismo revela o seu esplendor máximo: sonso, ganancioso, materialista e financiado pelos bancos. Bancos maus que emprestam aos pais para darem aos filhos, sabendo que são os filhos que acabam a pagar os créditos. Soubessem os Reis Magos o que nós sabemos hoje e não se tinham aventurado atrás de uma estrela para darem presentes ao Menino Jesus. Foi, obviamente, uma má opção.

Por mim, pelos meus filhos, ou se acabava com o Natal ou se acabava com o capitalismo. As duas coisas não funcionam juntas: como é possível conciliar o espírito natalício do anúncio do azeite Galo com o plafond do nosso cartão de crédito e com a pedinchice infantil? Não é. No Natal comungo do anticapitalismo comunista. Não fosse o “pormenor” religioso da data e seria mesmo comunista durante todo o Advento; só vacilo porque não tenho a certeza de que os comunistas não ofereçam, também eles, presentes para festejar o nascimento de Jesus. Enfim, tirando o Papa Francisco, restam-me poucos aliados para enfrentar os meus filhos nesta quadra capitalista.

Inês Teotónio Pereira