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Opinião: “Os caminhos de Nisa”

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Hoje foi dia de visitar o novo acesso à “velhinha” Anta dos Sarangonheiros, após não ter tido oportunidade de me deslocar a qualquer das duas inaugurações, sobre o mesmo, entretanto realizadas. Utilizando um troço da Circular Multidesportiva da Vila de Nisa, cuja recomendação para a sua criação remonta há dois mandatos atrás, via caminho do Santo António, até à recuperada, e bem, Estrada de Tolosa. Claro que se tivesse sido o meu artilheiro José Maria Tremoço a propô-la, já estaria certificada, adaptada, sinalizada, dinamizada. Para quem se recorda, propunha o nascimento de uma espécie de “dois corninhos”, um a caminho de Alpalhão, outro de Tolosa.

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Mais uma vez “às escuras” (tão bom), pensei que tivessem sido criadas condições para fazer crescer a ligação a Alpalhão por terra batida, aproveitando a beneficiação de património existente, fomentando a união entre populações do concelho, o lazer, o desporto, seja via caminhada, via corrida, via trail, via Btt, via todo-o-terreno. Mas não. Ainda não identificada no Google Maps, o caminho obriga à entrada, em lomba, através da Nacional 18, o que poderá trazer algum perigo aos visitantes. Alternativa à ligação interior entre caminhos, será sempre a criação de uma ciclovia a acompanhar meia dúzia de metros da N18 até chegar ao acesso. Nas grandes urbes pretendem-se retirar os carros do meio das pessoas; por aqui tem-se dificuldade em tirar as pessoas do meio dos carros.

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Em todo o caso uma excelente beneficiação (até pelo caminho de acesso se vê a diferença entre obras feitas pela Câmara, e as das Juntas de Freguesia). Muito falta fazer neste concelho em relação a alguns caminhos públicos, que recebem desinteresse em relação à sua conservação por quem responsável, mais os outros que se apropriam e/ou destroem aquilo que não é seu, e ninguém faz nada (fica o exemplo de hoje da ligação N18 à M1176, interrompida com um pedregulho gigante de uma pedreira).

A voltinha levou a trabalhos forçados, à visita a património milenar, e a tratar do físico como se quer. Esta (mais) uma opinião construtiva, contrariando a opinião de quem possa ter a mania da perseguição, e só dê ouvidos a quem lhe lambe o rabo.

Marco Oliveira

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Monte Filipe Hotel & SPA recebe certificado “Biosphere”

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Decorreu esta terça-feira, 25 de Junho, no Convento do Espinheiro, em Évora a cerimónia de entrega dos certificados “Biosphere” a 38 hotéis do território – 34 do Alentejo e 4 do Ribatejo -, os quais após avaliação ficou comprovado que cumprem requisitos obrigatórios como o desempenho do negócio, estratégia e gestão, preservação do património cultural, participação no desenvolvimento económico e social do destino, eficiência na utilização dos recursos e ambiente e satisfação do cliente.

Nesta cerimónia esteve presente a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, bem como o Presidente da Entidade Regional de Turismo, António Ceia da Silva, os representares das unidades hoteleiras e ainda vários autarcas da região.

No âmbito desta acção foi ainda renovada a certificação das 13 unidades de alojamento reconhecidas, em 2018, pela execução de boas práticas sustentáveis.

Recorde-se que o referencial adoptado pela Turismo do Alentejo / Ribatejo é a Biosphere Responsible Tourism, reconhecido pela UNESCO, OMT, Global Sustainable Tourism Council e pelo Instituto do Turismo Responsável, tendo este último organismo distinguido a ERT com o diploma da “Certificação Biosphere Alojamento”.

At https://odigital.pt/

CIMAA retira apoio ao Alpalhão Art & Walking Festival 2018 por exigência camarária?

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“O Festival de Arte e Caminhadas de Alpalhão 2018 – Alpalhão Art & Walking Festival 2018 realizou-se em Alpalhão e nos territórios vizinhos do Alto Alentejo de 16 a 25 de Novembro de 2018. O evento foi um sucesso em toda a linha, tendo-se cumprindo integralmente o programa que se apresentava abrangente, versátil e ambicioso. Todos os momentos programados ocorreram sem qualquer perturbação do que estava previsto, com exceção do imprescindível envolvimento da autarquia onde o evento decorria e da retirada inusitada da CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, precisamente em cima do acontecimento.

Esta iniciativa começa por ser inédita pelo facto de ter na sua génese o esforço promotor de duas instiuições do setor privado – o Hotel Monte Filipe como Promotor e a SAL Sistemas de Ar Livre como Organizador. Foram estas instituições privadas que asseguraram todos os custos de organização e desenvolvimento do programa. (…)”

Alpalhoense de gema, Nabo Martins nomeado presidente-executivo da APAT

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A APAT – Associação dos Transitários de Portugal, nomeou António Nabo Martins para o cargo de presidente-executivo. Nabo Martins, que ocupava o cargo de diretor de Regulamentação e Segurança da Medway, irá substituir Joana Nunes Coelho, que em abril tinha sido reconduzida no cargo pela direção liderada por Paulo Paiva.

António Nabo Martins é um dos articulistas residentes da Transportes em Revista e esteve cerca de 30 anos na CP – Comboios de Portugal. Durante oito anos foi o principal responsável pela área do transporte multimodal da CP Carga, acumulando ainda as funções de diretor da divisão de transporte internacional, cargo que também ocupou na Medway, após a aquisição da empresa pública por parte do operador ferroviário detido pela MSC.

At http://www.transportesemrevista.com/

General Rovisco Duarte propõe exonerados a Generais

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Dois dos cinco coronéis exonerados temporariamente pelo chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) na sequência do assalto a Tancos foram escolhidos para integrarem o próximo curso de promoção a oficial general. Trata-se de Paulo de Almeida, que lidera o Regimento de Engenharia n.º1 (em Tancos) e Ferreira Duarte, responsável pelo Regimento de Infantaria 15 (em Tomar), soube o PÚBLICO. O despacho a propor o nome dos alunos para aquele curso  (cerca de uma dezena) já foi assinado pelo general Rovisco Duarte.

O CEME, general Rovisco Duarte, anunciara no Telejornal da RTP, no dia 1 de Julho, a exoneração dos responsáveis pelas cinco unidades que forneciam efectivos para as rondas aos paióis de Tancos que foram assaltados. O anúncio apanhou de surpresa vários oficiais superiores, causou uma onda de revolta e levou mesmo à demissão dos generais José Calçada, comandante do Pessoal, e Faria Menezes, comandante operacional das Forças Terrestres, que discordaram daquela atitude.

“Não quero que haja entraves às averiguações”, justificou na altura Rovisco Duarte, acrescentando que decidiu exonerar estes comandantes “por uma questão de clareza e para não interferirem com o processo de averiguações até se esclarecer”.

Os que discordaram da suspensão argumentaram que se tratava de uma decisão inédita na hierarquia militar e que, a haver punição pública, devia começar pelo número um, o chefe do Exército.

Os oficiais exonerados voltariam às mesmas funções 15 dias depois e sem que oficialmente tivesse ficado registado uma suspensão no currículo, figura que nem sequer existe no estatuto militar. Segundo soube o PÚBLICO, Rovisco Duarte ainda perguntou a cada um deles se quereria ir para outra unidade, mas os cinco optaram por regressar às funções que tinham.

Escolha depende do chefe

O curso de promoção a oficial general começa no final do ano e é ministrado pelo Instituto de Altos Estudos Militares a oficiais dos três ramos, que são escolhidos pelo conselho superior de cada um deles. A lista é depois submetida a Conselho de Chefes (onde têm assento os três chefes de Estado-Maior e o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas).

Os critérios para a escolha dos oficiais que devem ir a generais são complexos. Tudo depende da avaliação de cada um mas tem também em consideração outros factores como, em alguns casos, a arma ou o serviço de origem. É que, por exemplo, o general que é escolhido para a Direcção de Infra-Estruturas do Exército deve ser oriundo de Engenharia.

A conclusão deste curso é condição essencial para um coronel ser promovido a general, o que só sucede através de despacho do ministro da Defesa e das Finanças (que autoriza as verbas necessárias).

O PÚBLICO contactou o Exército na terça-feira para saber quais os critérios em concreto que estiveram na base das escolhas e também quantos são os generais actualmente em falta no ramo, mas não obteve respostas até ao fecho desta edição. Não foi possível também chegar à fala com os dois coronéis.

Os outros três oficiais exonerados temporariamente a 1 de Julho foram Hilário Peixeiro, de Engenharia, Teixeira Correia, da Brigada de Reação Rápida, e Amorim Ribeiro, da Unidade de Apoio Geral de Material do Exército.

At https://www.publico.pt/