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Venda online de bilhetes para o Andanças até Sexta

Andanças 17

A Associação PédeXumbo está a disponibilizar AQUI até à próxima sexta-feira dia 4 de Agosto a venda online de bilhetes diários para o Festival Andanças 2017.

Trata-se de uma “medida extraordinária” que visa “assegurar a ida ao Andanças’17” e uma “oportunidade para adquirir atempadamente o bilhete”. A organização assegura que “informará no site e redes sociais caso a lotação máxima seja atingida em qualquer dos dias”.

A Pé de Xumbo explica que “a edição do Andanças’17 – em redor da Vila tem uma lotação limitada a 1750 pessoas. Por esta razão, e por forma a não inviabilizar a aquisição dos passes de 4 dias, não foi disponibilizada nem estava prevista a venda online de bilhetes diários” tendo terminado a 30 de julho a fase de venda online para aquisição do passe de 4 dias, mas “já sabemos que ainda há bilhetes disponíveis”.

“Por outro lado, têm sido inúmeros os telefonemas do público a solicitar que possamos facilitar a compra dos bilhetes diários antecipadamente, no sentido de evitarem a possibilidade de se deslocarem ao local e não conseguirem adquirir bilhete pela lotação ter esgotado”, adiantam os organizadores.

At https://noticiasdecastelodevide.blogspot.pt/

Opinião: “Trivialidades”

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Jorge MangeronaSaíram as listas de colocação de professores. O trivial dirão alguns…Mas, lendo com atenção, podemos constatar que a trivialidade já não mora aqui, aqui é a tragédia ou a comédia conforme a leitura e a reacção de alguns.

Numa entrevista a um jornal, dizia a senhora presidente da Câmara que o concelho tinha 25000 habitantes, por acaso na mesma semana tinha publicado um trabalho no jornal Alto Alentejo, com dados da Pordata e da Associação Nacional de Municípios, que nos colocava nos 23000 e poucos (em 2015), menos do que tínhamos em 1930. Entretanto a Pordata já actualizou os dados para 2016 e lá estão: 23049. Não se percebe como funciona a política de atracção e fixação de população…ou melhor, para sermos mais directos, a cidade não só não atrai jovens como famílias estruturadas e estabelecidas começam a procurar outros pousos, daí a minha referência às listas de colocação: é que não há concurso em que duas ou três famílias não acabem por abandonar a cidade onde nasceram.

Não é raro ouvir “eles que vão que não fazem falta”. A julgar pelos dados existentes fazem mesmo falta e não vale a pena a tirada demagógica de ” o meu filho até quer vir para cá ” porque sabemos que não vêm até pelo exemplo dos nossos.

Se há imagem nostálgica e o cúmulo da solidão é encontrarmos um cemitério abandonado numa terra de que todos fugiram, até porque como alguém escreveu “os cemitérios também morrem” (foto de E. Moitas).

Queremos uma CIDADE VIVA.

É urgente a Mudança, é “urgente o Amor “… a Portalegre.

Jorge Mangerona

At Facebook

65 anos da Força Aérea vão ser celebrados em Castelo Branco

Castelo Branco é a cidade escolhida para a realização das cerimónias dos 65 anos da Força Aérea Portuguesa.

Festejos que vão envolver toda a comunidade do concelho albicastrense. O programa das celebrações decorre nos próximos meses, culminando a 1 de julho, data em que se assinala o Dia da Força Aérea.

“Um momento muito especial para a região, que acolhe um evento a nível nacional”, afirmou Luís Correia, presidente da Câmara de Castelo Branco à nossa rádio. Celebrações dos 65 anos da Força Aérea Portuguesa que vão ser assinalados em Castelo Branco e que vão “trazer muita gente à região”.

Para assinalar a data foi lançado um concurso aos mais novos, “de forma a despertar-lhes o gosto pela aeronáutica”. Até ao próximo dia 26 de maio, os alunos das escolas do distrito de Castelo Branco vão poder dar provas da sua criatividade e assim habilitar-se a ganhar prémios. O concurso “Cria e Voa Connosco”, que se destina aos jovens do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, divide-se nas categorias de criação literária e criação plástica. Segundo a mesma nota, vão ser atribuídos prémios aos três primeiros classificados das duas categorias, por nível de escolaridade. Os prémios vão desde visitas às Unidades da Força Aérea até batismos de voo.

Até ao dia 1 julho, data em que se assinala o dia da Força Aérea, vão ser anunciadas mais atividades e iniciativas destinadas à população do distrito de Castelo Branco.

At http://www.radiocastelobranco.pt/

Dia do Trabalhador: artesãos saem do Centro Histórico de Nisa

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A Presidente da Câmara Municipal de Nisa, Drª Idalina Trindade, assinou, dia 29 de março, dois contractos de comodato, estando também presente no acto, o vice-presidente Engº Sena Cardoso. Foi celebrado um contrato com a Comissão de Festas de Salavessa, para cedência a título gratuito, das instalações da antiga escola primária, e outro contrato com a Srª Maria Denis Pereira Carmo, para cedência de espaço no Mercado Municipal, para exercício da sua actividade como artesã.

At http://www.cm-nisa.pt/

Primeiro-ministro em Nisa e Ponte de Sor esta Sexta

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O primeiro-ministro António Costa inaugura no próximo dia 28 de abril, às 11h00, o Pólo Industrial Tekever, dedicado a alta tecnologia aeronáutica e aerospacial, em Ponte de Sor, no Alto Alentejo. Neste espaço nasce o centro de desenvolvimento, produção e testes de drones (aviões não-tripulados) de grandes dimensões da Tekever, praticamente dedicados ao mercado internacional.

Prevê-se que o primeiro modelo a ser produzido no local será o AR5, um drone de grande envergadura (4,8 metros) e 150 kg. Esta aeronave foi desenvolvida, entre outras, para operações de busca e salvamento, vigilância e patrulha marítimas.

Do programa, que se inicia às 15h00 em Nisa, consta a visita ao Centro Escolar, com descerrar de placa na biblioteca escolar em homenagem ao Professor José Tomás Bruno e outra alusiva à visita do Senhor Primeiro-Ministro António Costa aquela infra-estrutura educativa.

Às 16 horas, na freguesia de Santana, no edifício da antiga escola primária do Monte do Duque, o Senhor Primeiro-Ministro irá inaugurar o Centro Interpretativo do Conhal – um imóvel totalmente remodelado e apetrechado com as mais modernas tecnologias para acolher todos os visitantes do “Conhal do Arneiro”, uma área arqueológica superior a 90 hectares, classificado como Monumento Natural pelo ICBN-Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, na margem esquerda do Tejo.

At http://www.tribunaalentejo.pt/http://www.cm-nisa.pt/

Opinião: “Globos”

Francisco Seixas da Costa 16473811_10210276909492645_6210069141578709270_nOntem, ao ver Trump enganar-se e trocar o nome da Síria pelo do Iraque, numa entrevista, pensei que podia ser-lhe útil ter um globo no gabinete, por forma a poder conhecer um pouco melhor o mundo que manda bombardear, enquanto come bolos de chocolate com líderes chineses.

Já um dia escrevi algures sobre a importância que para mim teve um pequeno globo metálico, com os países identificados a cores, que havia na casa onde vivi a minha infância. O globo rodava num suporte de que eu muitas vezes o tirava, para o que tinha de achatar os polos, para constante irritação das pessoas mais velhas.

Um tio que ia lá por casa, em férias, foi o grande responsável pela minha educação na geografia política e étnica. Ensinava-me onde havia índios e cowboys, onde viviam os pretos (deixemo-nos de eufemismos, era assim que se falava nos anos 50 e 60), qual era a terra dos “chineses de olhos em bico” e outras caricaturas simplificadoras desse género, que me foram ajudando a confabular o que iria por esse mundo fora.

Desde muito miúdo que eu sabia apontar para o Egito, quando me perguntavam “onde é que estão as pirâmides”, mostrava o deserto do Saara (na altura, ninguém falava no Sahel), a terra dos esquimós, a bota que era a Itália, o canal do Panamá, etc.

Também por via dessas imaginativas descrições, fui levado a criar uma ideia menos simpática do cabo das Tormentas, que o meu pai me ensinou a teatralizar, com a história do Adamastor, nos desenhos que representavam as viagens das caravelas para a Índia e mais além.

A linha do Equador foi então, para mim, um traço mítico que separava dois mundos (aliás, o próprio globo lá de casa era desmontável em duas calotas hemiesféricas, que se encaixavam, precisamente no equador). Mal eu sabia que, um dia, iria ter a sorte de poder estar simultaneamente com os pés nos hemisférios sul e norte, ao colocar-me na linha de meio campo do “Zerão”, o sugestivo nome do estádio de Macapá, no norte do Brasil, construído exatamente sobre a linha do Equador.

Mas nunca ninguém, à época da infância, me conseguiu explicar, de forma conveniente, o interesse dos trópicos de Câncer e de Capricórnio – e a verdade é que eu só leria Henry Miller bem mais tarde…

Mas cedo soube de cor onde estavam situadas todas as “nossas províncias ultramarinas” e, recordo bem, o facto de me terem dito que a Nova Zelândia se situava “do outro lado” do mundo levou-me a inquirir intimamente por que diabo se não fazia um túnel para lá…

Os pólos, a norte e a sul, pintados no globo a branco, nunca me seduziam por aí além, talvez porque Trás-os-Montes já era demasiado frio para o meu gosto comodista.

As lições de geografia que, com o globo, eu recebia seriam, com o tempo, complementadas com um mapa da Europa em que alguns países eram simbolizados por animais e outras figuras. Nele, a Rússia, lembro-me bem, era identificada por um imenso urso. Já não tenho na memória, mas imagino que o Reino Unido (a Inglaterra, como então se simplificava) devesse ter um John Bull a representá-la e a Holanda (país que, antes de Dijsselbloem, me tinha habituado a respeitar, por me terem dito que vivia abaixo da linha do mar – o que sempre me impressionou) pelo inevitável moínho, rodeado de tulipas.

A perceção do resto do mundo para além do nosso era então também ajudada pela coleção das “Raças Humanas”, com fotografias coloridas de caras bizarras, que cedo comecei a colecionar. E os muitos desenhos do “Cavaleiro Andante” faziam o resto do trabalho educativo.

Vieram, por fim, os selos, que me ajudaram a perceber ainda melhor o mundo, com as subtilezas políticas de cidades como Tânger, Trieste ou Dantzig (hoje designada por Gdansk), explicadas pela família. A filatelia acabaria por ser uma das minhas grandes escolas da geografia política.

Foi assim que o “meu” mundo foi criado e, ao fazê-lo, foi-se gerando em mim alguma vontade em vir conhecê-lo. Mal eu sabia, à época, que a vida me iria dar o ensejo de o frequentar com alguma extensão e até assiduidade. Tive muita sorte!

Ainda se oferecem globos às crianças? Se não, é pena! E, repito, pelo sim pelo não, é melhor dar um a Trump.

Francisco Seixas da Costa

At https://www.facebook.com / Francisco Seixas da Costa