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Opinião: “A Inijovem fez 20 anos”

Inijovem

No passado dia 23 de Maio, a Inijovem fez 20 anos. Fez anos a associação que teve como berço o “Bacelo da Meji” (“extensão” da Pastelaria/Bar Maria da Luz), numa confraternização de jovens que foi secundarizada por uma feijoada com cabeça de porco confeccionada pelo João Caldeira, mas onde também estiveram outros grandes elementos, desde o Nuno Arménio ao Norberto Marzia, ou do José (“Bonita”) Esteves ao Pedro Vieira. Um momento único onde todos, independentes ou com as mais variadas tendências, tiveram direito a dar a sua opinião sobre a organização que se perspectivava. Episódio esse que, estranhamente, tem causado alguma urticária aos directores da Inijovem dos últimos anos, para que conste no historial da sua página na internet.

Fez anos a associação que celebrou um contrato de comodato, logo à nascença, com o antigo Clube Nisense, numa reunião formal com os últimos responsáveis desta “extinta” organização, para que a Inijovem tivesse ao dispor um espaço físico para desenvolver as suas actividades, que ainda hoje se mantém, e que já foi alvo de algumas obras de requalificação. Foi nesse mesmo espaço (Salão Nobre) que foi decidida a composição dos primeiros órgãos sociais.

Fez anos a associação que se apresentou às pessoas no dia da Nossa Senhora da Graça, colocando ao dispor um espaço de interacção com toda a juventude, já com uma mesa de apoio para receber as primeiras inscrições/propostas de associados. E que passado pouco tempo mostrava uma equipa “organizada” para participar na Feira de Gastronomia e Actividades Económicas do concelho, ainda no Rossio.

Fez anos a associação que também nessa altura organizou dois concertos fantásticos para a juventude, um também na Praça da República, outro na Praça de Touros de Nisa, com a “Xuxu e a Banda” e os “Ferro & Fogo”, respectivamente, como cabeças de cartas, o primeiro que mais parecia um drive in, de onde ninguém queria arredar pé, e o outro que prestou previamente uma enormíssima homenagem ao saudoso Jerónimo (Bar Jeronimus), com uma participada concentração motard.

Fez anos a associação que não recebeu a benesse de um dos seus primeiros directores para ser a responsável originária da organização do habitual e conceituado “Rally Paper” em Nisa, o que veio a contrapor com a Rota do Contrabando, que se tornou a actividade de excelência da organização.

Fez anos a associação que orgulhosamente passou a representar Nisa no Conselho Inter-regional da Delegação do Instituto Português da Juventude em Portalegre e, exclusivamente, todo o Alto Alentejo na Federação Nacional de Associações Juvenis.

Fez anos a associação que permitiu que a política entrasse num espaço que se queria isento, com o assobiar comprometedor de alguns políticos da praça, aos mesmo tempo que outros a desprezavam e “apontavam” os elementos que dos órgãos sociais faziam parte, “outros” esses (políticos) que hoje em dia a enaltecem, em período que poderá dar um certo jeito.

Fez anos a associação que também permitiu a entrada de algumas “jogatanas”, mas que rapidamente foram saneadas com a vontade de dar actividade regular a algumas das secções entretanto criadas.

É a mesma associação que nos dias de hoje também trata da organização de actividades desportivas, que seriam naturalmente destinadas a outras colectividades da vila ou do concelho, associações que, essas sim, são exclusivamente desportivas, mas que comodamente preferem dar só o ar pontual da sua graça à espera do perecimento. Que se saiba que o 2.º classificado da distrital de Portalegre de futebol sénior desta época, e que agora termina, é de uma aldeia, imagine-se, do concelho de Arronches. O que já foi Nisa …

Enfim, fez anos a associação que fez e tem feito sorrir jovens de várias gerações, mulheres e homens que quiseram participar, dos bem mais pequenos aos bem mais velhos, os seus pais e irmãos e restantes familiares e amigos, contrariando “alguns” opinion makers da vila que davam um período de vida à colectividade não superior a 2 meses, mas cujo sapo se tornou incomportável para ficarem do “lado de lá”.

Longa vida à Inijovem e a todos os associados que de forma activa a defendem, nomeadamente aos elementos dos seus órgãos sociais, que com o tempo conseguirão trazer aquela juventude pré-30, a quem também se destina o exercício, na prática, da correcta, legítima e verdadeira cidadania.

Marco Oliveira