Poesia: “Sonho de criança”

(quando era pequenina, meu desejo era voar e lá de cima bem alto poder tudo observar)

E o meu avô dizia-me :

-Ninguém voa sem ter asas…
Mas sem ter asas voei
Voei nas asas dum sonho
Voei e subi bem alto
E, deveras, encantada,
Dei por mim no Universo!…
Tantas luzes a brilhar!…
Cada luz uma fogueira!…
Os astros iam falando
Em amena cavaqueira.
De ouvido à escuta fiquei
Fui ouvindo o que diziam
Falavam do Sol, da Terra,
Do que viam e ouviam
De todo o Espaço sem fim…

O Astro BISBILHOTEIRO:

-Será verdade ou mentira
Que o Sol namora a Terra
E a Terra namora o Sol?!

O Astro SÁBIO :

-Bem me parece que sim…
Todos os dias namoram
E, nunca, nunca se largam.
E, só quando a noite chega
É que ele se vai embora.
Ela dorme o seu soninho
E, vai esperando por ele
Até vir a madrugada.
Ele muito pontual
Chega sempre bem cedinho.
Acorda-a bem, de mansinho
Devagar, devagarinho,
P’ra ela não se assustar.
Com todo o seu romantismo
O seu olhar cheio de amor
Abre-lhe os olhos com beijos…
Dá-lhe energia e calor.

O Astro OBSERVADOR :

-Espera lá, ó companheiro
És sábio e também cego
Não vemos todos o mesmo!…
É que aquilo que estou vendo
Não é o que estás dizendo.
Não é ele que a procura
Ele está sempre quieto
Parado no seu lugar.
Eu cá nunca o vi andar!…
Ela é que mesmo a dormir
Nunca pára, sempre roda.
E, em sonho, o vem procurar.
Não está quieta um segundo
Roda, roda, sem parar.
Ele não a perde de vista
Seja de frente ou de costas
Nunca deixa de a olhar

O Astro MALANDRECO :

-HI! Hi! Hi!… Ele gosta muito dela!…
HI! Hi! Hi!… Eu já o vi um vez
Beijar-lhe as faces, maroto.
Já tão velhote que é, mas aparenta um garoto
Às vezes, é malandreco,
Queima a pele a muita gente.
Avisa-as desta maneira
Que se devem esconder dele
À hora em que está mais quente.
Ela veste lindas roupas
Toda vaidosa a cantar
Roda e dança à sua volta
Para o enfeitiçar.

O Astro ANÓNIMO :

-Ela? Oh! Oh! Oh! Eu bem a vejo daqui.
Vaidade é que não lhe falta.
Muda de trajes mil vezes
Pinta-se de várias cores,
Consoante as estações
P’ra ele a achar bonita.
Roda à volta de si mesma
Tal como gira o pião.
Não o larga, pois, então;
Gira, gira à volta dele
P’ra lhe ganhar afeição.
Fica cheia de ciúmes,
Se a Lua de vez em quando
Se vem por no meio dos dois.
E, fica bastante irritada e bastante enciumada.
E, sem ter papas na língua.

O Astro TERRA,
Com sua frontalidade, agressiva, diz à Lua :

-Ouve lá, ó pequenelha,
Andas sempre à minha volta…
Pára de me perseguir,
Vai para outro lugar,
Andas-me sempre a espiar!…
Cresce e, depois, aparece.
Ora não querem lá ver?
Tantos astros que há no céu…
Logo havias de escolher
Aquele que já é meu!…

O Astro LUA :

-Ao pé de ti sou pequena
Mas de ti não tenho medo,
Minha bola colorida!…
Se te faço companhia
É P’ra não ficares sozinha
Eu de ti até tenho pena!…
Tornaste-te invejosa
Quando aqueles que em ti vivem
Me vieram visitar.
Tens medo que te abandonem?!…
E, em mim queiram ficar?

-Ficar em ti, como assim? – responde a Terra –
Se és tão fria e tão gelada.
Falta em teu ventre o calor
Que gera a vida e o amor.

(O dia vai acabando, é hora da despedida.
E a Terra olha para o Sol, sonhadora e comovida) :

O Astro TERRA:

-É tão belo o pôr-do-Sol!…
Mas, sinto tal nostalgia!…
Que desejo ardentemente
Que a noite acabe depressa
E que venha o novo dia.
Se deixasse de te ver
Às escuras ficaria. Que mais aconteceria?
A pouco e pouco, é certo,
que tudo em mim morreria.

O Astro SOL:

-Amor assim como o meu
Eu te juro que não há
Eu nunca te irei deixar;
Pois, se tal acontecesse
O mundo iria acabar!…

O Astro AMBIENTALISTA:

-Tem cuidado, amiga Terra.
Os humanos que em ti vivem
Deviam tratar-te melhor
E, defender-se das feras
Que te querem fazer mal
Evitariam catástrofes
Tomando, de imediato, as medidas adequadas
HÁ UMA GUERRA GLOBAL
E NINGUÉM PÕE FIM A TAL?

O Astro TERRA:

-É bem verdade o que dizes.
E deixando de brincar, muito a sério vou falar:
Receio muito o amanhã:
Tempestades iminentes
Vejo o mar enfurecido invadir com suas águas
Cidades e muitas praias num abrir e fechar de olhos.
E, o vento muito zangado,
Com toda a força que tem, derruba casas e árvores
Tudo leva a sua frente.
Transforma, assim, paraísos
Em autênticos infernos.
O chão treme e abre fendas
Tudo engole à sua volta.
As águas dos rios estão sujas
Há peixes envenenados
que vão morrendo aos milhares.
Margens sem vegetação!… É tanta a poluição!…
Anda este mundo às avessas.
Já cai granizo no Verão!…
E os fogos assassinos?
Vão-nos matando a floresta.
Viveremos sem pulmões?…Não!…
É a guerra dos MILHÕES.
Quem vencerá esta guerra?
As VIDAS ou os TOSTÕES?
E a bela Amazónia?
Que tristeza vê-la assim
Destruída, maltratada, eu digo até retraçada
Qual irá ser o seu fim??
E, nos meus confins a fria e branca Sibéria!…
Com a temperatura a subir… os gelos estão a fundir.
E, coisa nunca antes vista:
“Faz-se esqui” de manga curta!…
Será que amanhã veremos
De biquíni e de calção
brincar na neve ou não?
A Gronelândia dá pena… troca o branco pelo negro
E a fusão dos glaciares fará transbordar Oceanos
Num desastre ambiental
Desaparecerão cidades e muitas e muitas praias
E a culpa é de quem? Do aquecimento global.
E é a actividade humana que contribui para tal.
E, perante tais cenários
Sinto-me gasta e doente.
Não consigo digerir
Tudo o que em mim depositam.
E tal como uma panela
Em constante ebulição
São muitas as convulsões.
E, a altas temperaturas
Da profundez das entranhas
Matérias incandescentes acabo por vomitar:
Lavas viscosas e quentes
Que com a pressa que trazem
Vão saindo aos empurrões
P’las crateras dos vulcões.
Dou sinais que não estou bem
Sinto-me já meio perdida.
Quem me salva? Quem me acode?
Eu corro risco de vida
A trilogia – Solo – Ar – Água
Indispensável à vida
Terá de ser saudável.
O Homem filma, vê tudo,
MAS resolve pouco ou nada…
E cada um a seu modo
Quer mandar no mundo inteiro.
Mundo que é uma balança
Uma balança de pratos
Quando desequilibrada
Vai um acima outro a baixo.
Procure-se o equilíbrio
P’ra que nenhum vá ao fundo
E, em paz e harmonia
Se possa viver no MUNDO.

Maria da Cruz Moura

(Alpalhão, Julho 2019)

Termino, citando palavras do Greenpeace
“Quando a última árvore tiver caído
Quando o último rio tiver secado
Quando o último peixe for pescado
Vocês entenderão que o dinheiro não se come… “
Tarde demais!!!…

‘Tenho sangue nas mãos’: a ex-funcionária do Facebook que denuncia responsabilidade da rede em campanhas de manipulação

Perfis falsos no Facebook têm prejudicado eleições em todo o mundo, afirma uma ex-funcionária da companhia.

Em um memorando interno de 6.600 palavras para colegas de trabalho, a cientista de dados Sophie Zhang disse que, sem supervisão, tomou decisões “que afetaram presidentes” de países ao redor do mundo.

“Tenho sangue nas mãos”, escreveu ela no memorando, do qual partes foram publicadas pelo site Buzzfeed sem seu conhecimento.

Em resposta, o Facebook disse que está “trabalhando muito para impedir maus usuários e comportamentos não autênticos.”

Em seu memorando, Zhang afirmou: “Nos três anos que passei no Facebook, encontrei várias tentativas flagrantes de governos nacionais e estrangeiros de abusar de nossa plataforma em grandes escalas para enganar seus próprios cidadãos e criar notícias internacionais em várias ocasiões.”

“Eu pessoalmente, sem supervisão, tomei decisões que afetaram presidentes e agi contra tantos políticos proeminentes globalmente que perdi a conta”, acrescentou ela.

Segundo o Buzzfeed, que disse ter compartilhado apenas as partes de seu memorando que eram de interesse público, Zhang recusou um pacote de indenização de Us$ 64 mil (R$ 335 mil), sob a condição de que ela não compartilhasse seu memorando.

Em resposta, o Facebook afirmou: “Construímos equipes especializadas, trabalhando com os principais especialistas, para impedir que malfeitores abusem de nossos sistemas, resultando na remoção de mais de 100 redes por comportamento coordenado não autêntico.”

“É um trabalho muito complicado que essas equipes fazem em tempo integral. Trabalhar contra comportamentos não autênticos coordenados é nossa prioridade, mas também estamos abordando os problemas de spam e falso engajamento”, acrescentou a empresa.

“Investigamos cada questão cuidadosamente, incluindo aquelas levantadas por Zhang, antes de tomarmos medidas ou de fazer afirmações públicas como uma empresa”, disse o Facebook.

No memorando, ela cita diferentes exemplos de manipulação política ou tentativa de manipulação no período em que esteve no Facebook, entre eles:

– 10,5 milhões de falsas reações e falsos seguidores foram removidos de perfis de políticos de destaque no Brasil e nos Estados Unidos nas eleições de 2018 (respectivamente, presidencial e legislativa).

– O Facebook, diz ela, demorou nove meses para agir com base em informações de que robôs (bots) estavam sendo usados para impulsionar o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernandez.

– No Azerbaijão, o partido do governo usou milhares de robôs para perseguir a oposição

– Um pesquisador da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) informou ao Facebook ter encontrado atividades oriundas da Rússia sobre um grande figura política americana, as quais teriam sido removidas por Zhang.-

Contas falsas de robôs foram descobertas na Bolívia e no Equador, mas o problema não foi priorizado pelo Facebook devido à carga de trabalho, segundo ela.

– Zhang diz que descobriu e removeu 672 mil contas falsas que atuavam contra ministros da Saúde em todo o mundo durante a pandemia

– Na Índia, Zhang diz que trabalhou para excluir uma sofisticada rede com mais de mil usuários que trabalhavam para influenciar uma eleição local em Nova Déli.

“O Facebook projeta uma imagem de força e competência para o mundo exterior, mas a realidade é que muitas de nossas ações são acidentes imprudentes e descuidados.”

Ela disse que a necessidade de tomar inúmeras decisões sobre muitos países diferentes afetou sua saúde e a fez se sentir responsável por distúrbios civis em locais que ela não priorizou.

Suas revelações vieram à tona apenas uma semana depois que o ex-engenheiro do Facebook Ashok Chandwaney acusou a empresa de lucrar com a disseminação de ódio.

Carole Cadwalladr, a jornalista do Reino Unido que expôs o escândalo envolvendo o uso de dados do Facebook pela consultoria Cambridge Analytica, tuitou: “A velocidade e a escala dos danos que o Facebook está causando às democracias em todo o mundo são verdadeiramente aterrorizantes.”

Na análise de Marianna Spring, repórter da BBC especializada em desinformação, ”o memorando explosivo confirma as preocupações que foram levantadas há muito tempo sobre a capacidade do Facebook de enfrentar a interferência estrangeira e as campanhas de desinformação”.

Mas, embora a maioria dos olhos esteja voltada para a interferência russa na política dos Estados Unidos após a eleição de 2016, o testemunho da ex-funcionária chama a atenção para eventos democráticos para além do Ocidente.

O fracasso do Facebook em lidar com a desinformação em outros idiomas foi investigado durante a pandemia — o memorando alega que a empresa já lutou para combater as campanhas de interferência em países que não falam inglês.

”O memorando também levanta grandes preocupações sobre a enorme responsabilidade concedida aos moderadores do Facebook, cujas decisões podem afetar eventos democráticos, resultados políticos e a vida das pessoas em todo o mundo”, prossegue Spring.

”Isso, sem dúvida, aumentará as preocupações sobre o trabalho do Facebook para enfrentar as campanhas de interferência e desinformação à medida que as próximas eleições nos EUA se aproximam. Mas deve nos lembrar que o Facebook também desempenha um papel em eventos democráticos fora dos Estados Unidos”.

At https://www.bbc.com/

Manifesto de candidatura de António Ceia da Silva a Presidente da CCDR Alentejo

UMA NOVA CCDR ALENTEJO COM OS OLHOS NO FUTURO

Há duas semanas apresentei a minha candidatura a Presidente da CCDR Alentejo, tendo enunciado na ocasião as razões por que o fazia.

Gostaria agora de apresentar publicamente as principais linhas de ação e prioridades do mandato que pretendo cumprir, assim o colégio eleitoral me dê a confiança para o efeito.

Em primeiro lugar, acredito numa CCDR Alentejo mais forte e liderante, que puxe efetivamente pelo desenvolvimento de todo o território, fazendo convergir no momento adequado os parceiros certos, não só para a implementação dos projetos estruturais, mas também de todas as iniciativas de fomento e de coesão social de que a Região necessita.

Uma CCDR atuante em todo o território deve abrir caminho e potenciar a descoberta de iniciativas dos pequenos e micro empresários e dos jovens empreendedores que querem criar riqueza e emprego, apontando-lhes o caminhos e as janelas do financiamento do futuro PO Regional e das várias linha de apoio associadas.

Sei do que falo, pois com muitos contactei e fiz esse acompanhamento na área do Turismo nos últimos 12 anos, com os resultados que são reconhecidos por todos.

A atração de investimento externo à Região é importante, mas o apoio aos negócios de base local não o é menos.

Proponho-me trabalhar em conjunto com as associações empresariais setoriais e multissetoriais, organizando anualmente os Roteiros da Descoberta Empresarial do Alentejo, iniciativa que se deverá tornar catalisadora para as dinâmicas da Estratégia Regional de Especialização Inteligente, a qual não funcionou no período de programação dos Fundos Estruturais que agora está prestes a terminar, tendo como consequência o atraso na ligação das dinâmicas de investigação e inovação aos vários setores da economia regional.

Por isso digo que não basta preparar as estratégias, é preciso concretizá-las num quadro de liderança colaborativa, ativa e abrangente, trabalhando com a multiplicidade de atores de todos os quadrantes políticos, económicos e sociais, bem como com a sociedade civil.

Essa tem sido a minha prática nos últimos anos!

Não podemos esperar mais.

Sei o que é estudar e organizar, mas depois também fazer, executar e, não menos importante, prestar contas a quem nos elege.

Em segundo lugar, a visão que tenho para a CCDR alicerça-se numa ideia de profunda mudança que defendo para a instituição, compatível com o recorte e leque de competência que estas agências, agora mais enraizadas no poder local, apresentarão no futuro.

Por isso, é necessário ensaiar e montar novas figuras de coordenação e governação, bem como imprimir um novo ritmo e energia às existentes.

Defendo, nesta linha, a revalorização da figura do Conselho de Coordenação Intersectorial da CCDR Alentejo, que deverá a passar a reunir trimestralmente.

É fundamental olhar para este órgão como um espaço efetivo de concertação e de coordenação de políticas setoriais, acrescentando-lhe, agora, uma dimensão territorial mais reforçada, que este novo modelo de eleição dos dirigentes das CCDR, estou certo, potenciará.

O Alentejo precisa de respostas intersetorialmente coordenadas, veja-se, por exemplo, no atual momento de crise sanitária e de pandemia que atravessamos, a necessidade e dificuldade que sentimos em responder do ponto de vista de comunicação a algum exagero com que os media trataram os pequenos surtos da doença da COVID 19.

A melhoria da articulação intersetorial entre políticas será igualmente fundamental para uma mais eficaz aplicação dos Fundos Europeus, nomeadamente na preparação dos avisos de concurso ou nos momentos de reprogramação do programa operacional regional.

Será também neste fórum que teremos de articular respostas concretas e apresentar as nossas propostas ao Governo, em domínios cruciais para o desenvolvimento da Região, como nas acessibilidades, nos transportes, ou no aeroporto de Beja, apenas para citar alguns exemplos.

A cada momento que decidimos, temos de estar mais bem informados e preparados.

Para além da figura estatutária do Conselho Regional, proponho-me instituir com os Municípios e Comunidades Intermunicipais, o Pacto dos Autarcas Alentejanos – plataforma informal para troca de experiências nas áreas da economia verde, reabilitação e regeneração urbana, cultura e programação artística, smart cities, mobilidade e gestão costeira, entre outras áreas –, iniciativa da qual deveremos dar conta ao Comité das Regiões, procurando apresentar as nossas experiências na Europa e daí colher ensinamentos para a ação dos nossos políticos e autarcas locais.

É também nessa ótica que ambiciono igualmente uma CCDR mais inteligente, capaz de, no plano interno, produzir reflexão e programação sobre a Região, exercício que não pode ser feito somente de sete em sete anos, quando nos encontramos na pendência de um Quadro Comunitário de Apoio.

Essa é a minha terceira linha de ação e prioridade.

Por isso, é necessário apostar mais nos recursos humanos da CCDR Alentejo, criando condições para uma melhor prestação profissional com a qual a Região só terá a ganhar.

É nesta lógica que se enquadra a nova dinâmica que procurarei dar ao Órgão de Acompanhamento das Dinâmicas Regionais do Alentejo, na prática, o Observatório do Território, ligando-o às estruturas de investigação e de apoio à definição das políticas públicas das instituições de ensino superior regionais.

Nesse quadro, pretendo instituir uma dinâmica de forte colaboração entre a CCDR, a Universidade de Évora e os Institutos Politécnicos de Beja e Portalegre, bem como com as respetivas cátedras, centros de investigação e laboratórios.

A Academia e as suas unidades de conhecimento devem ser, ainda que não as únicas, os grandes suportes para o trabalho de monitorização e de acompanhamento da execução das políticas públicas regionais.

Só assim conseguiremos revalorizar as funções de acompanhamento de políticas e de prospetiva/planeamento da própria CCDR Alentejo.

Em quarto lugar, a CCDR Alentejo precisa de descer ao terreno, indo ao encontro dos cidadãos.

Nesse contexto, espero ter oportunidade de concretizar as seguintes iniciativas:

– Melhorar a comunicação para os cidadãos, e não apenas no âmbito da gestão dos Fundos Europeus;

– Promover parcerias plurianuais com os órgãos de comunicação social regionais;

– Organizar os Encontros no Alentejo – Levar a Europa ao Território, potenciando a visibilidade de projetos de referência;

– Implementar a iniciativa “Uma Dia na Freguesia”, em conjunto com as Câmaras Municipais e Juntas respectivas.

Quero também que as delegações da CCDR sejam parte ativa neste esforço de descentralização no interior do próprio território.

Por último, mas não menos importante, é necessário mudar e melhorar significativamente a comunicação do Alentejo para o exterior, numa ótica de melhoria do posicionamento competitivo da Região.

A afirmação do Alentejo e da sua economia no plano internacional é a minha quinta prioridade.

O facto de o sítio da CCDR na Internet não disponibilizar informação em inglês é bastante sintomático do atraso que a região revela a este nível.

Defenderei neste âmbito uma CCDR comprometida com a atração de investimento e de talentos, disponibilizando informação útil que seja oportuna, fazendo uso das novas tecnologias, por exemplo, para enquadrar as melhores localizações para as várias tipologias de negócio, em função das orientações e condicionantes do PROT.

A CCDR Alentejo deve organizar-se como um veículo por excelência da diplomacia económica da Região, e o seu Presidente afirmar-se como um embaixador de relevo.

Trabalho, naturalmente, a ser prosseguido em articulação com as várias agências especializadas – AICEP e ADRAL, ao nível regional – mas também com a participação fundamental dos Municípios, Comunidades Intermunicipais e associações empresariais.

Essa afirmação das potencialidades implica uma verdadeira política de marketing territorial integrada, conjugada com a do Turismo, mas com dimensões acrescentadoras, ao nível de atração do investimento e de residentes.

A esse nível, a CCDR Alentejo deverá fomentar a realização de ações de promoção integrada, ligando os “setores bandeira” da região (Vinhos, Azeite, Minérios, Turismo, Agricultura) numa verdadeira estratégia de marketing territorial:

Em resumo, precisamos de:

• Uma CCDR mais ativa e com redobrada capacidade de intervenção política;

• Uma CCDR empenhada na condução de um novo modelo de governação participativa, que valorize o papel dos autarcas, mas também o da sociedade civil;

• Uma CCDR imaginativa e inteligente que reforce a sua ligação à Academia e que não abdique da sua função de planeamento e de prospetiva;

• Uma CCDR empenhada na atração do investimento e na promoção de projetos estruturais e mobilizadores;

• Uma CCDR que ambicione galgar lugares no ranking europeu das regiões inovadoras, fazendo disso uma prioridade clara no discurso regional e mobilizando os atores certos para o efeito;

• Uma CCDR voluntariosa que ajude a resolver os problemas concretos que a Região apresenta, desenvolvendo agendas próprias em áreas como a demografia e migrações, habitação, ambiente, sustentabilidade.

É este o meu compromisso com a Região, com os autarcas e eleitos locais, com os agentes económicos e associativos.

Conto com o apoio de todos os alentejanos no dia 13 de outubro.

Juntos construiremos uma nova CCDR e um Alentejo ainda mais forte e dinâmico.

Com os olhos postos no futuro.

Ceia da Silva

Artigo de opinião: “Rondão está “morto”, viva Rondão”

No paço ninguém fala, só murmura. Uns porque estão a denunciar e outros para que não sejam denunciados. Os cortesãos assomam-se em grande número nas antecâmaras dos aposentos reais, pois há já vários dias que Sua Majestade não está bem. Aquele que havia sido o monarca absoluto de Elvas num reinado de duas décadas, viu nos últimos anos serem-lhe progressivamente retira- dos os poderes de governação. Primeiro foi a regência do reino, que a lei o obrigou a entregar ao Ministro Plenipotenciário e seu primeiro coadjutor. Depois foi-lhe interditado o exercício dos poderes de vereação efectiva pelo Plenipotenciário. Rapidamente o monarca ficou uma sombra do temor que outrora tinha inspirado nos elvenses e, sobretudo, nos funcionários do paço real. De repente já não havia poder, nem autoridade nem a vassalagem de antes.

Dizem que na iminência da morte a vida é passada como um filme em câmara rápida à frente dos olhos do moribundo. Aqui não foi excepção. Tudo isto, desde a ascensão e glória até ao declínio e queda, lhe veio à cabeça enquanto o capelão o aspergia com o hissope. Reconfortado com todos os sacramentos e em paz com Nosso Senhor, aquele que tinha por cognome “O Comendador” expirou. A sua régia esposa, com uma dignidade própria da condição, fechou os olhos do defunto marido, retirou-lhe do anelar o brasão com as armas da casal real – uma espiga de ouro -, virou-se para a filha primogénita e fez-lhe uma profunda reverência enquanto lhe metia o anel patriarcal no dedo. Então o Plenipotenciário, na qualidade de primeiro par do reino, virou-se para os presentes e exclamou: “o rei está morto, viva a rainha” e todos reverenciaram a nova monarca.

Era tão intensa a contemplação que só passado bastante tempo é que o Corregedor se lembrou de perguntar: “como se fará com a regência”? De repente, todos despertaram da transe colectiva e perceberam a complexidade do problema. Apesar de o Plenipotenciário governar o reino sem dar contas à Coroa, o povo já estava habituado a este sistema administrativo e não se conseguia prever qual seria a reacção popular à coroação de uma estranha. Porque embora a lei vigente determinasse a primogenitura como regra sucessória, o certo é que depois de tão famoso monarca ninguém conseguia imaginar um sucessor, mesmo da sua família. Daí que a solução da interdição e regência pelo seu primeiro-ministro fora uma punhalada nas costas que o povo não aceitou mal, pois apesar de tudo mantinha-se o mesmo rei. O desapoderado monarca ainda tentara um golpe de estado com os seus cortesãos mais fiéis, mas a vontade popular não foi suficientemente forte para concretizar o plano.

Dos fidalgos presentes, cada um tirava as suas ilações desta conjuntura política. O Vice-Plenipotenciário, segundo na gestão do reino, sentia-se especialmente receoso. Pois a regência do seu superior faria prever que um dia esta facção da corte tomaria todo o poder e, quando a lei vigente impedisse o Plenipotenciário de se manter mais tempo no cargo, chegaria o Vice a regente ou, até mesmo, a rei, se o povo assim o quisesse. Mas, caso a regência fosse feita com a nova rainha já entronizada, mais tarde ou mais cedo esta assumiria as funções de estado que por direito lhe cabiam e ele seria sacudido para qualquer vedoria secundária ou, até mesmo, expulso da corte. A fiel Camareira-Mor do rei defunto não se mostrava igualmente descansada. Com assento na corte há muitos anos, sabia que nesta remodelação poderia perder a cabeça por ocupar um lugar de fim de lista tão facilmente substituível. Devia ter feito como o actual Ministro da Fazenda, pensou, e mudar de lado quando ainda era tempo. Afinal, de que lhe serviu a lealdade? Já o Menestrel da corte não tinha tempo para pensar na perenidade do seu lugar, era preciso compor uma elegia fúnebre o mais rapidamente possível para o enterro no panteão da casa-real: o Coliseu. Já a Vedora-Mor da Instrução Pública divertia-se com estas intrigas palacianas, colocando-se à margem de todos para segurança própria.

E também a nova rainha cogitava sobre assuntos da maior gravidade. Onde encontraria ela um pedreiro de qualidade que conseguisse adaptar as placas do reino sem as ter de substituir? Afinal era só mudar de José António para Paula Alexandra…

Tiago Picão de Abreu

At https://linhasdeelvas.pt/

Artigo de opinião: “Países irmãos e políticas integradas”

Os afectos, sinergias e relações fraternas entre Portugal e Espanha fazem parte da história comum de ambas as nações. Para demonstrar isso, podemos recorrer a números de volume de tráfego, trocas comercias, investimento ou outros indicadores intimamente relacionados, como as viagens familiares, comerciais, de trabalho, culturais, turísticas, de saúde ou de estudo. Mas todos eles se multiplicam exponencialmente se acrescentarmos às viagens físicas as trocas “não presenciais” mas cada dia mais importantes: as traduções dos nossos livros, emails e telefonemas entre familiares e amigos, as obras dos nossos músicos, os projectos comuns das nossas universidades… Não há área da nossa vida quotidiana que não encontre expressão de especial intensidade nos contactos entre os nossos países. Mudamos de país, mas reconhecemo-nos e sentimo-nos acolhidos como em nossa própria casa.

Falar hoje em cooperação e acção conjunta entre Portugal e Espanha é, felizmente, um lugar-comum. O fórum parlamentar que realizamos esta segunda-feira insere-se num processo permanente e consolidado de diálogo, acordo e encontro constante. Um trabalho que se baseia, sem dúvida, nos interesses comuns dos dois países, mas também na vontade política de os enfrentar juntos. Boa prova disso é a constante acção concertada dos nossos governos no panorama da União Europeia, de longe a área da cooperação e de desenvolvimento, o lugar de decisão, o mais importante para os cidadãos de ambos os países. Portugal e Espanha souberam evitar qualquer dinâmica de confronto ou competição e unir forças para reforçar as respectivas capacidades, defender as suas posições e dar resposta a desafios que são, em grande medida, iguais, do envolvimento da União na luta e a recuperação derivada da covid-19 à discussão do “Brexit” ou a promoção do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.

Unir forças tem sido útil desde as mesmas negociações de adesão às então Comunidades Europeias em 1986. Hoje ainda é mais, dadas as implicações para a saúde, sociais e económicas da crise derivada da pandemia. Perante a tentação isolacionista ou meramente competitiva que surge em todos os momentos difíceis, a coordenação, o trabalho conjunto e a promoção de relacionamentos são o caminho mais eficaz não só para a enorme tarefa de recuperação económica, mas também para o combate imediato à saúde. Foi esse o sentido do acto de reabertura das fronteiras que no passado dia 1 de Julho, em Badajoz e Elvas, o Presidente da República e o Rei de Espanha solenizaram, com a presença dos chefes de ambos governos. É um português, hoje secretário-geral das Nações Unidas, quem melhor o formulou afirmando que “nenhum país pode enfrentar esta situação sozinho … uma pandemia mostra que a humanidade é uma família cujos membros partilham laços essenciais”. Nós, espanhóis, estamos felizes por termos os portugueses como irmãos naquela família com a qual nos unimos não só pelos laços, mas pelo trabalho e pelas respostas comuns.

Espanha e Portugal beneficiam de uma longa tradição de cooperação transfronteiriça. Uma tradição que tem raízes sólidas para além e muito antes dos seus governos: nas empresas comuns, no trabalho concertado das câmaras municipais, na rica dinâmica de acordos das nossas comunidades regionais e dos nossos Agrupamentos Europeus de Cooperação Territorial, que têm alargado a sua actividade da saúde às comunicações, da gestão dos espaços naturais à dinamização cultural, do dinamismo económico à gestão das infra-estruturas que partilhamos. Como afirmou Eusebio Medina, “fronteira designa realidades muito diferentes e opostas; referindo-se em alguns casos a uma barreira entre dois espaços diferenciados e noutros à porta de entrada e contacto com o outro lado”. Conseguimos fazer que a Raia seja hoje, e sem dúvida, um espaço de encontro e colaboração, uma fronteira que nos une e não uma que nos separa, que a política se adaptou à realidade de uma “fronteira osmótica, permeável, cheia de encontros e oportunidades ”.

Por este motivo, a Cimeira de Valladolid há dois anos decidiu concentrar os nossos esforços neste período na promoção da cooperação transfronteiriça e adoptou o mandato de elaborar uma Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço, centrada no despovoamento como um problema existente em ambos os lados da fronteira; um problema que se enfrenta também ao transformar a fronteira não num limite de periferias, mas num eixo de centralidade.

O que estamos a construir em Portugal e Espanha é uma verdadeira política integrada, definida em comum, para combater o despovoamento e promover o desenvolvimento equilibrado e inclusivo dos nossos territórios

Este mandato, desenvolvido e cumprido por ambas as administrações, deu origem a uma estratégia para os nossos dois países na área do desafio demográfico. Para além de acções concretas, de projectos acordados, para além da própria esfera transfronteiriça, o que estamos a construir é uma verdadeira política integrada, definida em comum, para combater o despovoamento e promover o desenvolvimento equilibrado e inclusivo dos nossos territórios. Um verdadeiro documento-marco para promover o desenvolvimento económico, o crescimento equilibrado e a garantia da qualidade na gestão dos serviços básicos da educação, saúde ou serviços de assistência social. Com isso, adicionalmente, avançamos no objetivo da igualdade de oportunidades também nos dois lados da fronteira, reforçando assim a abrangência de um verdadeiro espaço comum para todos os cidadãos.

A integração de políticas é protagonizada pelos governos; mas estes só avançam nesse caminho se sentirem o estímulo, a exigência dos cidadãos; somente quando a cooperação e a integração se desenvolveram na forma de empreendimentos comuns, de demandas sociais conjuntas, projetos culturais e sociais compartilhados; só quando as câmaras municipais e as autoridades regionais agem em conjunto, quando os representantes parlamentares partilham preocupações e respostas. Não integramos apenas governos, integramos sociedades.

As políticas integradas são o resultado da cooperação e do trabalho dos cidadãos e das instituições. E requerem também o debate, seguimento, controle e a orientação própria das assembleias parlamentares; através dos debates de cada uma das câmaras, e também, e de forma mais proveitosa, através do diálogo plural e público, parlamentar, entre elas. É esse o sentido do nosso trabalho no Fórum Parlamentar Hispânico Português, fruto do esforço conjunto dos nossos países em todas as suas áreas e especialmente a partir do estímulo do presidente da Assembleia, Ferro Rodrigues. É também isso que nos torna fortes.

Meritxell Batet Lamaña

At https://www.publico.pt/

Presidência anticorrupção só sem ‘jotas’ partidários!

Finalmente apareceu uma candidata presidencial seriamente contra a corrupção, que esteve sempre do lado certo neste aspecto: por Rui Pinto e contra Isabel dos Santos; pelos Portugueses e contra Salgado; pela integridade e honestidade de Seguro contra a intrujice, vigarice e negócios ruinosos de Costa. 

Ana Gomes tem de continuar a ser firme e credível contra a corrupção, rejeitando a participação activa na sua campanha de jotas desavergonhados, muito ligados a Costa e Sócrates, que sempre apoiaram a corrupção endémica e só se querem branquear, simulando arrufos com Costa, agora que o vêem a cair, como fizeram com Sócrates, desligando-se dele mas nunca das práticas que aprenderam com ele.   

Que vão alguns jotas partidários de meia idade pró-corrupção fazer para sobreviver na política e manterem as suas práticas de corrupção e podridão política que já dura há décadas no parlamento e governo? Vão tentar branquear-se e, oportunista e parasiticamente, colar-se a uma candidata presidencial que, ao contrário deles, sempre esteve corajosamente contra a corrupção que faliu a nossa nação durante décadas. 

Como, muito bem e corajosamente, Ana Gomes denunciou, só no Novo Banco desapareceram, num milagroso mistério e sigilo sagrado bem protegido pelo omnipresente Centeno, milhares de milhões de euros dos nossos impostos. Para onde foram? Para gente que nos deve todo este dinheiro, mas que é protegida a todo o custo pelos políticos e nomeados pró-corrupção, que quer Ana Gomes quer Seguro combateram na actual direção do PS no governo, parlamento, no banco de Portugal, espalhados também por todas as autoridades de regulação. Há, por exemplo, um cliente 58 que sozinho nos deve quase mil milhões, mas há outro, o 130, que deve ainda mais, quase 3 mil milhões de euros. Estes são só dois dos grandes devedores, mas há mais de uma centena, todos sempre protegidos no sigilo pelo governo e parlamento, e especialmente sem que nada do que lhes démos seja confiscado ou recuperado, por inacção governativa e parlamentar complacente.   

Durante décadas a fio os agora ministros, secretários de Estado e deputados já de meia-idade, mas vindos das jotas partidárias, compactuaram com toda esta corrupção e podridão por silêncio, omissão, elogio acéfalo de quem praticava a corrupção, sem porem qualquer questão no parlamento ou ministérios.

Sobre Espírito Santo Salgado ou Isabel dos Santos nunca se ouviu deles uma palavra, preferiam usar abstractos banqueiros alemães como bodes expiatórios em vez de denunciar os lavatórios de dinheiro nacional. Sabiam dos escritórios de advogados e dos lobbies imiscuídos no parlamento destinados a desviarem o dinheiro dos nossos impostos para meia dúzia de interesse na energia cada vez mais cara, ou na proteção civil cada vez mais ineficiente. Sabiam dos contratos por ajuste directo às centenas com familiares de governantes que empobreciam toda a população portuguesa para benefício de meia dúzia de famílias. No entanto, em vez de os terminarem ou questionarem toda esta putrefação, aqueles que vieram das jotas partidárias fizeram e fazem igual ao que aprenderam com os políticos corruptos mais velhos. 

Tais jotas são especialistas em, quando o barco da corrupção que ajudaram com tanto empenho a navegar, está de novo prestes a estourar, serem os primeiros a fingir que nunca estiveram no barco e a arranjar pretextos para saltar e se branquearem de toda a corrupção em que estiveram envolvidos, por omissão ou participação, durante décadas. Já o fizeram quando chegou o fim de ciclo de Sócrates, que tanto sublimaram, e vão tentar fazê-lo de novo no fim de ciclo de Costa, que tanto elogiaram e ajudaram. 

Agora é por mais evidente que a austeridade e a pobreza portuguesa não acabaram com a eleição de Costa, pelo contrário, foram escondidas por anúncios bem pagos na comunicação social, mas tudo continuou a piorar com a corrupção e incompetência a fazer o poder de compra diminuir, mas a dívida e os impostos a  aumentarem para o maior nível de sempre na bonança mundial, quanto mais na pandemia.  

Os jotas sem qualificações, desesperados por sobreviverem no único emprego fácil que conhecem, a política, não podem ter albergue argentino para sobreviverem num novo Portugal que só será realmente anticorrupção se os tiver longe de qualquer influência na presidência da república.

Pedro Caetano

At O Diabo

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