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Dia da Tauromaquia no Campo Pequeno a 23/Fev

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O Campo Pequeno vai abrir as portas no dia 23 de fevereiro para celebrar a cultura tauromáquica. Assinala-se a primeira edição do Dia da Tauromaquia, com um programa recheado de iniciativas para toda a família, aficionadas ou não, numa demonstração de respeito e liberdade cultural. O objetivo deste evento, organizado pela PróToiro, através da marca Touradas, é dar a conhecer uma Cultura tão importante para o País.

A praça vai apresentar-se com uma decoração única que visa homenagear os toureiros e forcados portugueses, além de uma exposição com muitos dos trajes utilizados pelas maiores figuras do toureio nacional.

A menos de um mês do evento, o programa já está definido e assegura a divulgação das várias vertentes desta forma de arte tão portuguesa. Além das demonstrações de forcados, e do Toureio a Cavalo e a Pé, destacam-se as mostras de Recortadores e da Capeia Arraiana – manifestação cultural do concelho do Sabugal, classificada como Património Cultural Imaterial de Portugal, pela respetiva convenção da UNESCO.

A abertura de portas será às 10h00, com as atividades a começarem às 11h00.Os mais pequenos terão à sua disposição jogos infantis, uma praça insuflável, tourinhas, capotes e muletas para brincarem e duas sessões do teatrinho ‘As Touradas explicadas às crianças’. Além disso, vão ainda poder conhecer e brincar com a mascote da marca Touradas que vai fazer a sua estreia.

O dia arranca com o Batismo Equestre, a presença dos artesãos das Artes e Ofícios Taurinos e a Exposição Trajes de Toureio. Entre as 11h00 as 12h00, a arena será ocupada com demonstrações de toureio com tourinhacomentadas por Maurício do Vale. No toureio a cavalo estarão em praça os cavaleiros amadores António Telles filho e Duarte Fernandes. No toureio a pé, o novilheiro Rui Jardim e demonstração de pegas a cargo dos Forcados Amadores de Lisboa.

Entre as 12h00 e as 13h00, a arena abre-se para que todos possam participar numa Aula de Toureio de Salão e Pegas com tourinha. Os professores virão das Escolas de Toureio portuguesas. Para as pegas serão os Forcados de Lisboa. Se sempre quis aprender a tourear ou pegar, esta é uma grande oportunidade.

Entre as 12h30 e as 13h30, decorre uma Aula sobre História da Tauromaquia Portuguesa, no Salão Nobre, para todos aqueles que querem descobrir o percurso da nossa tauromaquia ao longo do tempo.

Das 14h30 às 15h15, os pegadores do Sabugal vão pegar ao forcão para uma demonstração de Capeia Arraiana, enfrentando um toiro de Toiro Veiga Teixeira. Segue-se, das 15h15 às 15h45, uma demonstração dos Recortadores da Arte Lusa, também perante um Toiro Veiga Teixeira.

Das 16h00 às 16h20, o Cavaleiro Tauromáquico Gilberto Filipe, Campeão Mundial de Equitação de Trabalho irá fazer uma Demonstração Equestre, acompanhada com um fadista.

A partir das 16h00 começará a animação exterior, com o Flamenco de Joaquin Moreno e sevilhanas. Também a partir dessa hora, as Escolas de Toureio vão exibir o seu toureio de salão no exterior da porta principal da praça.

A abertura das portas para o Festival taurino será às 16h30. O festival Taurino começa às 17h30, com um cartel de luxo composto pelos cavaleiros AntónioTelles, Rui Salvador, Luís Rouxinol, Rui Fernandes, Filipe Gonçalves, João Moura jr, João Telles e Francisco Palha que vão lidar em duo. Os matadores são António João Ferreira, Nuno Casquinha e Manuel Dias Gomes. Pega uma seleção de forcados da ANGF. As duplas de cavaleiros serão uma surpresa a descobrir.

As atividades são na generalidade gratuitas. O acesso às demonstrações de Recortadores, Capeia e Equitação só se podem fazer com a apresentação do bilhete para o Festival Taurino, sendo assim gratuitas. Os bilhetes, a custos reduzidos, variam entre os 7,5 e os 35 euros e podem ser adquiridos na internet, através da Ticketline, e na agência ABEP nos Restauradores. Os portadores do Cartão Aficionado podem ainda usufruir de um desconto de 10por cento, caso optem com comprar os ingressos nas bilheteiras da praça. A adesão grátis ao cartão pode ser feita em www.touradas.pt.

Depois do Festival Taurino a arena volta a abrir-se a todos para um Meet&Greet com os Artistas, onde todos poderão conversar com os seus ídolos e pedir um autógrafo. O dia termina com uma After Party, numa discoteca de Lisboa a revelar muito em breve.

Este é um dia único e inédito para viver a sua paixão ou descobrir uma nova. Compra já o teu bilhete.

At http://www.touradas.pt/

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Sérgio Charrinho em São Pedro do Corval

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Estamos a iniciar na Banda Filarmónica Corvalense um novo projecto, o ciclo anual de Master Class. Iniciamos com o Prof. Sérgio Charrinho. Será um prazer receber los em nossa casa, com o objectivo de partilha de conhecimentos e novas aprendizagem. Caso estejam interessados.

Carlos Bia

At https://www.facebook.com/

Artigo de opinião: “Joaquim Bastinhas”

pedro pintodsc_0109Nunca pensei que no dia que voltaria a escrever seria sobre ti, particularmente neste contexto. Meu Amigo Bastinhas, gostava tanto de poder voltar a escrever todas as linhas que te dediquei nos diversos órgãos de comunicação social onde estive; as vezes que te chamei “único”“toureiro do povo”“com Bastinhas veio a praça abaixo”“a alegria contagiante de Joaquim Bastinhas”“Bastinhas causou furor” e tantas, tantas coisas mais…

Hoje escrevo-te com as lágrimas a correrem-me pelo rosto, nem sei que escrever, falta-me alguma coisa; a amizade é uma coisa que não se vê, mas sente-se; faltou-me aquele telefonema na noite de Natal, que todos os anos dávamos; hoje falta-me aquele conselho amigo que sempre davas quando iniciava qualquer projecto e foram tantos, quando dizias “essa é boa, vou eu e o meu Marcos” ou quando “não te metas nisso que vais perder dinheiro” e eu teimoso, às vezes não seguia o teu conselho e batia com a cara e tu dizias-me “vês quem tinha razão?”. Tinhas tu, tinhas sempre, por isso pensei e meti na cabeça que eras eterno (para mim serás sempre)!

Podia ficar aqui a escrever todas as histórias que tivemos juntos (e foram tantas), todas as partidas que pregaste, todos os teus triunfos, todos aqueles Verões quentes que passei na tua Herdade e as corridas que tive o prazer e gosto de te acompanhar (na altura que se toureavam 60 numa época). Fizeste-me crescer como homem e como pessoa, nos últimos anos andámos mais afastados, mas ambos sabíamos que se fosse preciso, estávamos ali!

Estavas anunciado para Ponte de Lima, quando três ou quatro dias antes foste “colhido” por aquela maldita máquina; ligaste-me depois a agradecer ter-te substituído pelo Marcos, não tinhas de o fazer, era o substituto natural, mas isso eras tu, sempre uma palavra, sempre um gesto, por isso te tornaste único!

Amigo, de ti fico com as grandes recordações, o teu sorriso inigualável, aquele abraço que demos no hotel na Figueira da Foz, na noite que reapareceste e ambos nos emocionámos, eu naquele dia não podia faltar e não faltei!

Existem três fases na tauromaquia, a Antes de BastinhasDurante Bastinhas e Depois de Bastinhas e isto tem fácil explicação, na altura que não havia internets e outros afins, o norte do país só conhecia Bastinhas, pelo seu carácter e personalidade próprios, pela alegria e simpatia, pelos pares de bandarilhas; Bastinhas foi único e deixa um vazio imenso na nossa tauromaquia!

Marcos, esse vazio será ocupado por ti! Serás tu que tens de ter Força, muita Força, para continuares o que tão bem tens feito e honrar aquilo que o teu pai mais gostava, ver-te tourear! Lembro-me quando toureaste como amador na Amareleja (a primeira vez que ele não te pôde acompanhar, pois toureava em Tomar) e eu relatei-lhe toda a tua actuação (grande) pelo telemóvel, ele vibrou como se estivesse lá! E no final dizia-me “mas ele esteve mesmo assim, foi mesmo assim bom?”

Marcos, percebo que de repente penses que o mundo te caiu em cima, mas sei que vais crescer ainda mais com as dificuldades, vais crescer ainda mais como homem, vais ser um apoio super importante para a tua mãe (e vice-versa), tens uma grande mulher a teu lado (Dália) e nos teus filhos vais ganhar a restante Força para seguires em frente! Os teus amigos estarão ao teu lado e o teu irmão Ivan também! Da minha parte procurarei estar sempre!

Lena, por trás de um Grande Homem está sempre uma Grande Mulher; sabe bem o que sinto agora e sei bem o que está a sentir; perdeu um Grande Marido e eu um Grande Amigo! Tinha as suas coisas, mas quando era necessário ele sempre estava lá! Aqueles minutos que nos abraçámos a chorar no dia das cerimónias fúnebres pareceram uma eternidade. Sei que sente um vazio e uma dor imensa, mas ele lá no lugar que Deus o guardou, estará sempre a olhar por si! Muita Força minha Amiga!

Comendador Rui Nabeiro, o Senhor também perdeu um grande amigo, foi uma grande “cornada” que a vida lhe pregou (a todos nós), maior que todas as outras que lhe tentaram dar durante a sua longa e bonita vida, muito Força caro Amigo!

Ivan, tu és a Força, a mesma que tiveste quando quiseste ser forcado e uma vez em Milfontes foste seis ou sete vezes à cara de um toiro e o teu avô Sebastião dizia-me “Pedro Pinto não deixe lá ir mais o meu Ivan”, mas tu não desististe! Terás de ter Força para ajudar a tua mãe e o teu irmão! Sei que a tens!

Não consigo escrever mais, só choro (no final vou sorrir porque sei que ao pé de ti nunca ninguém andava triste, nem tu gostavas), porque perdi um Amigo, daqueles a sério, poderia estar aqui a contar mais mil e uma histórias, mas guardo-as para mim, com carinho e admiração, para mim serás sempre Eterno Bastinhas!

Pedro Pinto

At https://farpasblogue.blogspot.com/

CIMAA retira apoio ao Alpalhão Art & Walking Festival 2018 por exigência camarária?

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“O Festival de Arte e Caminhadas de Alpalhão 2018 – Alpalhão Art & Walking Festival 2018 realizou-se em Alpalhão e nos territórios vizinhos do Alto Alentejo de 16 a 25 de Novembro de 2018. O evento foi um sucesso em toda a linha, tendo-se cumprindo integralmente o programa que se apresentava abrangente, versátil e ambicioso. Todos os momentos programados ocorreram sem qualquer perturbação do que estava previsto, com exceção do imprescindível envolvimento da autarquia onde o evento decorria e da retirada inusitada da CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, precisamente em cima do acontecimento.

Esta iniciativa começa por ser inédita pelo facto de ter na sua génese o esforço promotor de duas instiuições do setor privado – o Hotel Monte Filipe como Promotor e a SAL Sistemas de Ar Livre como Organizador. Foram estas instituições privadas que asseguraram todos os custos de organização e desenvolvimento do programa. (…)”

Nisa vence prémio de design em Madrid

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Seis trabalhos portugueses de design foram premiados na 6.ª edição da Bienal Iberoamericana de Diseño (BID), cuja semana inaugural arrancou na segunda-feira em Madrid.

De acordo com a organização, as propostas foram distinguidas por um júri internacional, que atribuiu 20 prémios e 35 menções honrosas. Entre eles estão o projecto Sapatos Labor da marca Machado Shoes, de produção artesanal de sapatos e outros objectos em couro, de José Machado, que venceu o prémio design de moda, têxtil e complementos.

Na mesma categoria, a marca Kitty Olive foi distinguida com uma menção pelo projecto Kitty Olive colecção de malas, que resulta de pesquisa e trabalho regular com o artesanato e artesãos de Nisa, no distrito de Portalegre. Também Ana Escobar Teixeira recebeu uma menção na categoria de design industrial/produto com Projecto em Aberto.

Ao Estúdio Eduardo Aires, o júri decidiu atribuir as menções design industrial/produto e design para (por e com) a cultura na categoria de design gráfico e comunicação visual pelo projecto Moeda INCM [Imprensa Nacional Casa da Moeda] Comemorativa Idade do Ferro e do Vidro.

Por sua vez, o estúdio united by design foi distinguido com uma menção design digital, na categoria de design digital, pelo projecto Nomad, da responsabilidade de André Covas, Emídio Cardeira e Miguel Palmeiro. O Diogo Aguiar Studiorecebeu uma menção na categoria design de interiores com o projecto Pavilhão no Jardim de Serralves, assinado por Diogo Aguiar e Daniel Mudrak.

A semana inaugural da BID, que cumpre este ano o 10.º aniversário, termina na sexta-feira. Portugal participa com 21 trabalhos. A BID realiza-se de dois em dois anos na Central de Diseño de Matadero Madrid e “estabeleceu-se como o mais destacado ponto de encontro de profissionais e instituições de design da América Latina, Espanha e Portugal”. (…)

At https://www.publico.pt/

Investimento de 300 mil no Turismo em espaço Rural em Nisa

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A riqueza da paisagem, a gastronomia, as artes tradicionais, a arqueologia, monumentos megalíticos e o turismo da natureza potenciado pelo Geopark Naturtejo são as premissas para mais uma aposta de Turismo Rural em Nisa. Um destino ‘Wellness’.

A Tapada da Queijeira, em Nisa, é o mais recente investimento no Turismo em espaço Rural do Alentejo. Um destino “Wellness” potenciado pela riqueza da paisagem, a gastronomia, as artes tradicionais, a arqueologia, monumentos megalíticos e o Geopark Naturtejo, entre outros.

A nova unidade hoteleira já está em construção na freguesia de Montalvão, concelho de Nisa, distrito de Portalegre, numa propriedade de 11 hectares de montado de sobro e azinho. O empreendimento, que envolve um investimento de 300 mil euros, deverá receber os primeiros hóspedes maio 2019.

A Tapada é um produto pensado e desenvolvido com base nas necessidades do turista, “que pretende fazer parte de uma história original e criativa”. Com este produto “pretende-se uma mudança de paradigma: passar da experimentação à interiorização, através de uma experiência participativa do ponto de vista físico e emocional.”

Os promotores, originários de Coimbra, estão a desenvolver “programas tailor made, que são apresentados por especialistas portugueses de renome, que incluem laboratórios criativos, ações de enriquecimento pessoal, abordagens comportamentais, workshops ou showcooking.”

O empreendimento em Nisa conta com quatro quartos em casa e outras quatro unidades de alojamento estilo bungalow. Cada um dos bungalows tem associado tema distinto, e um é acessível a indivíduos com mobilidade reduzida.

Na casa principal a sala de pequenos-almoços vai disponibilizar todos os dias pão, bolos, compotas e sumos caseiros. A Tapada da Queijeira disponibiliza também, com acesso libre, piscina exterior, centro de fitness, sauna e jacúzi.

Para o promotor o empreendimento vai beneficiar e também valorizar os recursos envolventes, como sejam: as termas da Fadagosa de Nisa, as artes tradicionais (peças de barro vermelho, alinhavados, rendas de Bilros, frioleiras), a arqueologia (Castelo de Nisa), os monumentos megalíticos (Roteiro de Esculturas de Alpalhão), a gastronomia (pratos e doces típicos, queijos e enchidos produzidos com Indicação Geográfica Protegida) e o turismo da natureza (Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, trilhos e percursos pedestres).

Com uma posição ecológica a Tapada da Queijaria vai ter uma decoração que “passa pelo restauro de objetos e materiais que foram colecionados ao longo dos anos.”

O empreendimento turístico “pretende ser um espaço de repouso e bem-estar, onde todos são convidados a valorizar a sua saúde através da oferta proporcionada pela Tapada e sua envolvente.” Também está pensado um programa de apoio destinado ao mercado internacional “alinhado com as pretensões de Segurança e Saúde.”

At https://www.tveuropa.pt/

UNESCO diz que filosofia é fundamental para sociedades livres e plurais

Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Filosofia, 15 de novembro, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, ressaltou que a disciplina é “um recurso fundamental para a convivência e para todas as sociedades que são livres e pluralistas – ou que desejam ser assim”.

Segundo a dirigente, esse campo do conhecimento exige a “coragem intelectual de questionar estereótipos e desconstruir dogmatismos”.

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Pintura ‘A Escola de Atenas’, do renascentista e italiano Rafael. No centro da imagem, os filósofos Platão e Aristóteles (esquerda e direita, respectivamente) debatem. A obra se encontra no Palácio Apostólico, no Vaticano. Foto: Vaticano

Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Filosofia, 15 de novembro, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, ressaltou que a disciplina é “um recurso fundamental para a convivência e para todas as sociedades que são livres e pluralistas – ou que desejam ser assim”. Segundo a dirigente, esse campo do conhecimento exige a “coragem intelectual de questionar estereótipos e desconstruir dogmatismos”.

“Quase 3 mil anos depois de a filosofia ter surgido pela primeira vez na China, no Oriente Médio e na Grécia Antiga, as questões levantadas na busca pela sabedoria ao longo dos tempos não perderam nada de sua relevância ou universalidade; na verdade, ocorre o contrário”, afirmou a chefe da agência da ONU.

Azoulay disse ainda que em um mundo “onde as mudanças sociais e as revoluções tecnológicas obscurecem pontos de referência tradicionais, onde os desafios sociais e políticos são imensos, a filosofia continua sendo um recurso essencial”.

“A filosofia nos liberta da tirania do ‘tempo real’, ajudando-nos a contemplar as questões sob uma perspectiva histórica e com o rigor intelectual necessários”, explicou a autoridade máxima da UNESCO.

Na visão de Azoulay, a disciplina também permite refletir sobre os princípios que fundamentam a vida em comunidade, ao discutir temas relacionados a justiça, paz, ética e moralidade. “Essas questões são especialmente relevantes na sociedade atual, onde os avanços da inteligência artificial parecem estar redefinindo as fronteiras humanas”, afirmou a dirigente.

“A filosofia implica uma abordagem e uma atitude particulares: uma abertura ao diálogo e à troca de opiniões, uma disposição para se adaptar ao que é considerado diferente”, completou a dirigente.

Em um tweet para a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “o desconhecimento da filosofia leva a uma política ruim”.

At https://nacoesunidas.org/

Opinião: “A tourada da “Cultura” prossegue em S. Bento e no PS”

Jose Mateus 10462492_10202103566171075_273036253786044150_nAntónio Costa não tem sorte com os seus ministros da Cultura. Primeiro foi o João Soares que não teve tempo de mostrar o bom ministro que seria pois prometeu um par de estalos a uma cara onde sujaria as mãos. Depois, apareceu um inexistente, caído não se sabe de onde. E, agora, arranjou uma dama que gosta de arranjar “touradas” e de perder votos.

A “tourada” criada pela ministra da Cultura prossegue em S. Bento em grande estilo. Era óbvio que o radicalismo ‘culturalmente correcto’ da ministra ia criar o caos político dentro do PS. Costa diz-se “surpreendido”. Não tem razões para isso.

Se há alguém que bem conhece o PS é António Costa e, portanto, facilmente sabia no que iria dar a “loucura”, tipo esquerda identitária e tribalista, um somatório aleatório de minorias, da LGTB aos anti-touradas e outros anti-qualquer-coisa.

Pela primeira vez, o Primeiro-Ministro tem o Grupo Parlamentar do seu PS a assumir uma afronta contra ele e uma decisão política avalizada por ele… Bonita tourada… Bonito serviço, a um ano de eleições.

O jornal i registou o facto:

“O grupo parlamentar do PS decidiu hoje que vai apresentar uma proposta para que o IVA das touradas baixe para os 6% como está previsto para outros espetáculos culturais. “Estou surpreendido, lamento, se fosse deputado votaria contra”, disse Costa, “apanhado de surpresa”.

“As touradas abriram uma polémica entre António Costa e os deputados do PS. O primeiro-ministro admitiu que existe uma “divergência” com o grupo parlamentar.

“Carlos César garantiu que “há uma maioria expressiva de deputados no sentido de incluir a tauromaquia juntamente com as outras valências culturais que diminuirão a sua taxa para 6%, caso dos espetáculos de dança, de teatro e de música nos termos que são constantes na proposta do Governo”.

“Perante esta decisão dos deputados do PS, António Costa garantiu que foi apanhado de surpresa pela decisão dos deputados socialistas e considerou que esta não é uma matéria de consciência.

“É manifesto que há uma divergência entre o grupo parlamentar e o Governo”, afirmou Costa.”

Pois há divergência. Mas ainda bem. Os deputados do PS acabam de fazer duas coisas raras e muito significativas: 1. Mostram que existem, que o PS existe e que tem ligação ao eleitorado e ainda que o seu grupo parlamentar não se reduz a uma câmara de eco. 2. Com este assomo de personalidade, talvez os deputados do PS tenham salvo a maioria absoluta que Costa persegue e que a inteligente da sua ministra da Cultura insiste em aniquilar.

Nos EUA, a dama Clinton chamava “deploráveis” aos eleitores, enquanto por cá, a dama da Cultura lhes chama “bárbaros”. Em termos estritamente políticos, elas é que são deploráveis e bárbaras. E perdedoras, claro.

Esta tourada engendrada pela ministra da Cultura é uma deplorável barbaridade política. Se, apesar disso, Costa conseguir uma maioria absoluta será ao grupo parlamentar do PS que a deverá.

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Costa e PS Perdem Pontos

A ministra criou a “tourada” em final de Outubro, uma semana depois, os trabalhos de campo de uma sondagem revelam que o PS perdeu mais de um ponto percentual, ficou mais longe da maioria absoluta, e Costa baixou na sua popularidade…

Ontem, a ministra dizia-se não fragilizada nem angustiada… Talvez que a sua cultura, além da incompatibilidade com a tourada, tenha também um conflito com a estatística ou a sua fé não lhe permita acreditar em sondagens. Vá-se lá saber… O que se sabe, é que, na relação com o eleitorado e com a Democracia, esta “superioridade cultural” da ministra (a lembrar a “superioridade moral” de Cunhal…) é intolerável, incompatível e uma barbaridade política.

José Mateus

At https://www.facebook.com/

Artigo de opinião: “Mil vezes ser touro bravo”

Sergio Sousa Pinto 894508314ceba662c8de93231f987ccf_400x400As guerras culturais dizem-nos muito menos sobre a cultura do que sobre a guerra. Revelam, nas condições do tempo, a impossibilidade de diálogo, bem conhecida da História, em que uma das partes pretende submeter a outra em nome de uma qualquer superioridade que não admite transacção. As guerras culturais são cruzadas, como o é a causa da “civilização” contra a tourada portuguesa. Não se trata de cultura, uma vez que pouco se fala dela. Fala-se, sim, de resplandecentes posições de princípio, alinhadas com um estádio superior de civilização, que não extingue pura e simplesmente a posição contrária – a tourada e o mundo dos touros – por mero receio da reacção dos bárbaros, uma horda imprevisível. Não há, também, vestígios de tolerância, uma das mais admiráveis conquistas dos povos civilizados: os representantes da civilização superior não suprimem as manifestações culturais bárbaras pro mero pragmatismo, na melhor das hipóteses por condescendência ou prudência reformista; nunca por aceitarem conviver com uma prática de qual discordam, que é a própria definição de tolerância. A guerra cultural é uma guerra de agressão, uma vez que não há simetria entre as partes; uns reclamam o direito de continuarem uma prática ancestral, sem fazerem proselitismo dos valores e das emoções que lhe dão significado; outros, que podiam viver felizes à margem de um universo cultural que lhes causa repulsa, pretendem apropriar-se da lei para perseguir – por enquanto simbolicamente no IVA -, e eventualmente proibir, uma festa cuja sobrevivência ofende a sua particular noção de civilização.

Que a mentalidade descrita prevaleça no BE não é surpresa. Na mundividência do esquerdismo a História é uma acumulação de irracionalidade e opressão, da qual nada se aproveita, nem mesmo o Homem, que deve ser um Homem novo, higienizado da sua natureza e da sua cultura, e assim compatibilizado com a sociedade perfeita, terminal e total.

Que o PS aceite o sectarismo, as simplificações, a santimónia e, no fundo, a eterna aversão à liberdade que são secreções de ideologias mortas, é algo que não tem explicação.

A intolerância contemporânea apresenta-se banhada em beatitude, “o estado permanente de perfeita satisfação e plenitude somente alcançado pelo sábio”, explica o dicionário. Debater para quê? Compreender o quê? Gostavas que te enfiassem farpas no lombo? Para regozijo de uma multidão depravada? O caso está arrumado. O sábio urbano, cujo sentimentalismo varia na proporção inversa da sua cultura, falou.

Talvez a torada esteja condenada. Mais de dois mil anos de tradição de cavalos de combate, tradição equestre nascida do cavalo ibérico, único na agilidade e coragem, que espantou Xenofonte e Estrabão, que combateu os romanos e ao lado deles, nos grandes recontros da antiguidade; cavalaria sem formações rígidas, assente no duelo individual, como na arena. O touro bravo, raça híbrida de extrema agressividade, apareceu naturalmente, favorecido pelas transumâncias, nas planícies semiáridas da península; foi caçado à semelhança dos ursos, veados e javalis, antes de ser adotado pelo homem ibérico, e criado como o mais nobre dos adversários, digno de sobreviver para enfrentar o Homem até ao fim dos tempos, simulando e celebrando, com o cavalo de combate, a tradição milenar do guerreiro ibérico. Tudo isto vale zero, diz o sábio urbano educado pela internet, que tem um cão em cativeiro no sétimo andar, chamado Gaspar e que vai à rua urinar com um impermeável escocês, derreado pela displasia da anca. E talvez valha. Nunca saberemos a opinião do Gaspar, mas podemos adivinhar. Mil vezes ser touro bravo.

Sérgio Sousa Pinto

At https://expresso.sapo.pt/