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Município de Ponte Sor faz campanha de prevenção à Páscoa

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No Concelho de Ponte de Sor temos as mais belas planícies, espelho de água a perder de vista, tecnologia de ponta mas…temos também os nossos, os seus e de muitos…avós…uma maioria de população envelhecida!

Ajude-nos a protegê-los, não venha nesta Páscoa!

Prometemos recebê-lo, como tão bem sabemos fazer, na próxima!

Nunca, como nesta Páscoa deverá prevalecer o bem da família!

Por si e pela sua, estejam juntos, mas separados!

Nesta Páscoa fique em casa!

Não viaje para ter a certeza que a família se junta toda na próxima!

At http://www.cm-pontedesor.pt/

Comunicado da Saúde Pública

Corona AlentNa sequência da declaração, a 30 de janeiro de 2020, de Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional pela Organização Mundial da Saúde e da evolução da situação, a nível da Região Alentejo foram imediatamente acionados os mecanismos de Preparação e Resposta à Doença por novo Coronavírus (COVID-19), coordenados pela ARS Alentejo, em alinhamento com as orientações da DGS.

Têm sido divulgadas as recomendações nacionais para a população sobre as medidas de prevenção, nomeadamente o distanciamento social (evitar contacto próximo com outras pessoas), a adoção de medidas de higiene das mãos, de limpeza de objetos e superfícies e de etiqueta respiratória (não espirrar, tossir ou falar em direção a outros ou para as mãos), e o recurso preferencial ao contacto com a linha SNS 24 -808242424

A rede de saúde pública da Região, tem ativamente participado nas medidas de contenção, promovendo a avaliação de todos os casos suspeitos identificados, a vigilância de todos os casos que o justificaram e a investigação epidemiológica, em articulação com os recursos instalados SNS, LAM e Hospitais de referência, e os serviços de saúde da região.

Todos os casos suspeitos identificados na Região Alentejo, que precisaram de realizar testes, os mesmos foram realizados, tendo todos sido negativos para coronavírus, até ontem.

Ontem registamos os primeiros dois casos positivos. Casos de pessoas que contraíram a infeção fora da região, e mais casos viremos a registar, agradecendo desde já que não se entre em pânico e em medidas discriminatórias e de invasão de privacidade dos mesmos.

Estes casos positivos estão na linha do expectável pela situação epidemiológica em curso, e demonstram que o trabalho promovido pelos serviços de saúde foram efectivos, e que temos que continuar a promover a sua permanente adequação.

Importa manter as medidas que promovem a contenção da doença por parte de todos os cidadãos já referidas, a nível individual e colectivo.

Saliento a necessidade de colaboração e apoio à atividade dos profissionais de saúde e dos agentes de proteção civil, confiantes de que todos estão a fazer o seu melhor.

Consciente de que o Alentejo e todos os que aqui residem e trabalham, saberão estar unidos na luta contra este desafio global enorme, não posso deixar de apelar à participação ativa de todos para que:

Sigam as recomendações que forem sendo difundidas, de acordo com a evolução da situação;

Se informem nas páginas da DGS e da ARS Alentejo, ULSNA, ULSBA, ULSLA  e HESE:

Em caso de necessidade liguem para o SNS 24 808242424;

As medidas de isolamento social, não deixam de parte valores fundamentais como a solidariedade, a interajuda e o cuidar dos mais vulneráveis, tendo sempre presente as regras de distanciamento social, higiene das mãos e etiqueta respiratória.

Agradeço a participação de todos nesta luta, e um pedido para que não deixem que o Coronavírus estrague as nossas amizades.

Autoridade de Saúde Regional

Filomena Araújo

Artigo de opinião: “Sai de casa hoje e esqueci-me de levar empatia”

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“Sai de casa hoje e esqueci-me de levar empatia.

As saidas de casa estão reservadas a três tipos de ocorrências na minha familia. Compras, levar o lixo e fazer um passeio diário. As compras são feitas num supermercado do bairro, onde entram cinco pessoas de cada vez e as funcionárias usam luvas e máscara. Serve para o essencial e o caos dos principais supermercados consegue ser evitado. Os passeios diários são urgentes. Para revigorar, para manter a sanidade. Usamos tanto quanto possivel a estrada das ruas do bairro residencial. Esticar as pernas, apanhar ar puro, ver se o mundo está ou não perto de enlouquecer.

Hoje, mal saimos para o tal passeio diário, encontrámos um homem jovem, a falar na lingua nativa do sitio onde estamos, a qual não entendemos. Respondemos a Inglês. Em gestos e um inglês quase nulo, ele pediu dinheiro. E pediu cigarros. E levou a mão à boca. Pouco interessa se não traziamos carteira. Pouco interessa se já deixei de fumar. Pouco é relevante se poderiamos comunicar. Dissemos Não. Dissemos não a um desconhecido em tempos de crise. Dissemos não a quem pode apenas e só andar a vaguear ou quem pode não comer há vários dias. Dissemos não e não tivemos coragem de nos aproximar.

Tenho tido medo dos meus prognósticos. É isso que me apavora cá dentro. Os meus prognósticos. Prevejo muito as coisas, o bom e o mau, o positivo e o negativo. Procuro soluções e procuro o meio termo. Deduzo o que pode ser o desfecho de cada acção tomada. Minha e do mundo. Leio muito, procurando pontos de vista crediveis. E faço pressuposições do que podemos ter que vir a enfrentar. Numa semana, já consegui contornar dilemas e evitar males, à conta destes prognósticos. Já foi declarado o Estado de Emergência. Falta pouco para soldados andarem nestas ruas e já há um conjunto grande de relatos de desentendimentos em supermercados. E sei que mais uns dias, pode ser perigoso andar na rua, especialmente em ruas vazias, em ruas com supermercados limitados, com mais pessoas desesperadas. Foi a primeira vez que vi alguém pedir dinheiro no meu bairro, à porta de minha casa. E disse Não. Não levei carteira, não levei tabaco, não levei empatia. Devia ter feito melhor e não fiz. E tenho medo que esta tenha sido a primeira vez de muitas.

O meu passeio foi uma merda e não me orgulho disto. Hoje é mesmo melhor isolar-me socialmente.”

MJP

At Facebook

Artigo de opinião: “Empatía Viral”

FB_IMG_1584440417024Y así un día se llenó el mundo con la nefasta promesa de un apocalipsis viral y de pronto las fronteras que se defendieron con guerras se quebraron con gotitas de saliva, hubo equidad en el contagio que se repartía igual para ricos y pobres, las potencias que se sentían infalibles vieron cómo se puede caer ante un beso, ante un abrazo.

Y nos dimos cuenta de lo que era y no importante, y entonces una enfermera se volvió más indispensable que un futbolista, y un hospital se hizo más urgente que un misil. Se apagaron luces en estadios, se detuvieron los conciertos los rodajes de las películas, las misas y los encuentros masivos y entonces en el mundo hubo tiempo para la reflexión a solas, y para esperar en casa que lleguen todos y para reunirse frente a fogatas, mesas, mecedoras, hamacas y contar cuentos que estuvieron a punto de ser olvidados.

Tres gotitas de mocos en el aire, nos ha puesto a cuidar ancianos, a valorar la ciencia por encima de la economía, nos ha dicho que no solo los indigentes traen pestes, que nuestra pirámide de valores estaba invertida, que la vida siempre fue primero y que las otras cosas eran accesorios.

No hay un lugar seguro, en la mente de todos nos caben todos y empezamos a desearle el bien al vecino, necesitamos que se mantenga seguro, necesitamos que no se enferme, que viva mucho, que sea feliz y junto a una paranoia hervida en desinfectante nos damos cuenta que, si yo tengo agua y el de más allá no, mi vida está en riesgo.

Volvimos a la ser aldea, la solidaridad se tiñe de miedo y a riesgo de perdernos en el aislamiento, existe una sola alternativa: ser mejores juntos.

Si todo sale bien, todo cambiara para siempre. Las miradas serán nuestro saludo y reservaremos el beso solo para quien ya tenga nuestro corazón, cuando todos los mapas se tiñan de rojo con la presencia del que corona, las fronteras no serán necesarias y el tránsito de quienes vienen a dar esperanzas será bien recibido bajo cualquier idioma y debajo de cualquier color de piel, dejará de importar si no entendía tu forma de vida, si tu fe no era la mía, bastará que te anime a extender tu mano cuando nadie más lo quiera hacer.

Puede ser, solo lo es una posibilidad, que este virus nos haga más humanos y de un diluvio atroz surja un pacto nuevo, con una rama de olivo desde donde empezará de cero.

Edna Rueda Abrahams

At http://www.xn--elisleo-9za.com/

Santa Casa de Alpalhão nos olhos do Mundo

Santa Casa 1

Conselhos experientes

Arranjem um companheiro para a vida”. “Aproveitem todos os momentos, não sabemos o dia de amanhã”. “Nunca se cansem de aprender”. “Trabalhem para ter alguma coisa na vida!” Essas frases parecem ter sido copiadas de um site de sabedoria popular, mas são bem mais do que isso. São lições de vida.

Neste final de semana viralizou na internet fotos de um grupo de idosos com mais de 80 anos portando cartazes nas mãos com frases de impacto como essas citadas acima. A iniciativa é da Santa Casa de Misericórdia de Alpalhão, um bairro de Nisa, na região de Alentejo, em Portugal.

No Brasil, o post foi copiado por vários perfis e alcançou milhares de pessoas. Só para dar como exemplo, a Página Razões para acreditar registrou 434 mil curtidas e 14,5 mil comentários.

Na sua página na rede social, a instituição portuguesa escreveu: “Uma geração mais experiente deixa alguns conselhos para as gerações mais jovens! Sejam felizes, vivam cada momento intensamente e coloquem muito amor em tudo o que fazem! A vida é uma benção”.

Neste início de ano, quero propor o desafio a você para que consiga seguir e vivenciar pelo menos um dos conselhos dos nossos sábios portugueses:

  • Cuidem do corpo e da alma;
  • Sejam pacientes e compreensivos;
  • Viajem a Paris;
  • Aproveitem o ar do campo!
  • E não parem nunca!

Viva mais e melhor!

At https://emais.estadao.com.br/blogs/viva-mais-e-melhor/conselhos-experientes/

Paulo Pedroso abandona o PS

Paulo PedrosoNo modelo de partido que está subjacente ao Partido Socialista e no modelo de sindicalismo que esteve subjacente à criação da UGT não estava prevista a mesma ligação umbilical entre partido e sindicatos que encontramos nos partidos trabalhistas, social-democratas escandinavos ou do centro da Europa, ou mesmo da Espanha dos primeiros anos da democracia.

A UGT, hegemonizada por socialistas, sempre assentou num entendimento entre sindicalistas do PS e do PSD, que vem do tempo da luta contra a unicidade sindical e teve outras correntes minoritárias (a democrata-cristã e mesmo quadros comunistas na direção de alguns dos seus mais importantes sindicatos em alguns momentos).

Dito isto,a declaração de Carlos Silva ao pôr entre os seus motivos para sair da liderança da UGT a falta de apoio do PS merece reflexão de quem se situe politicamente à esquerda.

Eu hoje sou um socialista democrático, preocupado com o futuro do sindicalismo e desvinculado da militância partidária e partilho com Carlos Silva o desencanto com o modo como esse partido trata, não a UGT, mas o sindicalismo em geral.

Nas últimas eleições, o programa eleitoral do PS em matéria de diálogo social era quase igual ao de qualquer partido democrata-cristão europeu, manifestando igual preocupação com o associativismo empresarial e o sindical e pugnando por um papel de árbitro descomprometido na concertação social, equidistante de empregadores e trabalhadores, que é contra o seu património genético e mesmo a sua declaração de princípios. É certo que logo a seguir às eleições o governo avançou com propostas de revalorização salarial na concertação que contrariam essa visão. Mas, se for a sério, é a manifestação de um voluntarismo governamental que prescinde dos sindicatos, uma fórmula que não costuma dar resultados duradouros, porque demasiado dependente dos ciclos políticos.

A escolha das listas de deputados, que relegou os sindicalistas socialistas para fora do Parlamento foi o corolário lógico de um desvio pro-business que é visível na posição do governo face à legislação laboral e no desequilíbrio dado na atenção a empresas e a trabalhadores.

Não sei se a falta de apoio de uma direção do PS, no quadro da autonomia do sindicalismo em relação aos partidos e da UGT em particular face ao PS, devia ser motivo suficiente para um Secretário-Geral da UGT ponderar sair. Mas concordo que o desinteresse do PS pelo sindicalismo que se agravou desde que António Costa é Secretário-Geral e Primeiro-Ministro é motivo para quem não quer a desinstitucionalização das relações laborais pensar que via socialista é esta que a direção do PS de António Costa adotou, mas que ainda está muito a tempo de corrigir, no partido e no governo, embora já não na representatividade parlamentar. Resta saber se o PS acha que tem aqui um problema e não há sinal nenhum de que ache.

Vinte e seis presidentes de câmara do PS contra subida do IVA nos bilhetes das touradas. Nisa não consta

Cultura

Municípios com atividades taurinas apelam ao Ministério da Cultura para que reverta subida da taxa na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2020. E exigem “direito à cultura em igualdade de circunstâncias, independentemente dos gostos pessoais de cada um”.

A Seção de Municípios com Atividade Taurina da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que junta 41 autarquias de vários distritos, incluindo 26 presididas por socialistas, lançou um apelo ao Ministério da Cultura para manter o IVA reduzido de seis por cento nos espetáculos tauromáquicos, ao contrário do que está disposto na proposta do Orçamento do Estado para 2020 que foi aprovada na generalidade. “Uma opção que se traduz numa medida discriminatória e que deve ser corrigida em sede de especialidade”, consideram esses autarcas.

“Para os municípios com atividade tauromáquica, a alteração da taxa de IVA representa uma medida meramente discricionária, cujo impacto fiscal será negativo, nas atividades económicas a montante de todo o espetáculo tauromáquico, sobretudo nas atividades ligadas ao mundo rural”, indica um comunicado em nome dos 41 municípios que foi emitido nesta segunda-feira pela Câmara de Coruche, cujo presidente, Francisco Silvestre Oliveira, eleito pelo PS, lidera a Seção de Municípios com Atividade Taurina da ANMP.

Além de Coruche, as outras autarquias socialistas que estão a reclamar ao Governo que não suba o IVA dos bilhetes das touradas para 23% são Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Golegã, Salvaterra de Magos, Tomar e Vila Nova da Barquinha (do distrito de Santarém); Alandroal, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo (Évora); Barrancos, Beja e Moura (Beja), Alter do Chão, Elvas e Sousel (Portalegre); Alcochete e Montijo (Setúbal); Arruda dos Vinhos, Azambuja e Vila Franca de Xira (Lisboa); Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e Santa Cruz da Graciosa (Açores); e Lagoa (Faro).

Entre as restantes 15 câmaras municipais, sete têm gestão comunista (Alcácer do Sal, Benavente, Cuba, Moita, Monforte, Setúbal e Sobral de Monte Agraço), três têm presidentes do PSD (Santarém, Pombal e Fronteira), outros três são geridas por independentes (Portalegre, Redondo e Calheta) e uma tem um presidente do CDS-PP (Velas).

A Seção de Municípios com Atividade Taurina da ANMP alega que “a liberdade de escolha de acesso a todo e qualquer espetáculo deve ter condições fiscais iguais, de forma a salvaguardar o princípio constitucional de igualdade e do direito à cultura para todos”. E garante que a preocupação “é refletida também pelas suas populações, que esperam que os seus autarcas sejam defensores da liberdade de escolha de acesso a atividades culturais e exijam dos seus representantes no Parlamento e no Governo que garantam o direito à cultura em igualdade de circunstâncias, independentemente dos gostos pessoais de cada um”.

At https://jornaleconomico.sapo.pt/