Arquivo de etiquetas: Forças Armadas

Presidente da Câmara convocou só parte da Comissão Municipal de Protecção Civil

Comissoes

Os dois representantes da Assembleia Municipal na Comissão Municipal de Protecção Civil, Marco Oliveira e Jorge Graça, não foram convocados para a reunião realizada no dia 26 de Julho, de que resultou a activação do Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil de Nisa. Supõe-se que terá sido pelo facto de ambos os membros não possuírem um colete alaranjado florescente da protecção civil.

Conselho Municipal

Ressalva que Marco Oliveira foi o último Adjunto do último Governador Civil do Distrito de Portalegre, Jaime Estorninho, com ampla responsabilidade na área da protecção civil. Entre outras, membro integrante semanalmente nos briefings do CDOS (Centro Distrital de Operações de Socorro), nomeadamente no período crítico, com representantes das forças de segurança e instituições com responsabilidades na área da defesa da floresta; responsável pela organização e apresentação estatística da reunião mensal do Gabinete Coordenador de Segurança, também com a presença do CODIS (Comandante Operacional Distrital); membro integrante nas visitas às zonas de alto risco de incêndio do distrito de Portalegre; supervisor da elaboração do PDDFCI (Plano Distrital de Defesa da Floresta contra Incêndios) para o distrito de Portalegre, a que se somaram reuniões com os responsáveis pela defesa da floresta e protecção civil nos vários municípios do distrito, e outras com representantes dos restantes distritos do país; também por esses motivos próximo do CODIS, Belo Costa, e do 2.º CODIS na altura, Rui Conchinhas, nomeado este ano para exercer as funções de CODIS em Portalegre, assim como da maioria dos comandantes de bombeiros do distrito.

LV

Exército diz que quem é mais atingido por nuvem radioactiva de Almaraz serão os do norte

Nuclear 265530
O Exército simulou como Portugal seria afectado em caso de acidente grave na central nuclear espanhola. Norte seria a região mais afectada. A Protecção Civil desconhece o estudo, feito em 2010.

Cerca de 800 mil pessoas em Portugal podem ser afectadas pela radioactividade caso ocorra um acidente grave na central nuclear de Almaraz, em Espanha, revela uma simulação feita pelo Exército em 2010 a que a Renascença teve acesso.

A simulação, feita pelo Elemento de Defesa Biológico, Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestres a partir de um programa da Nato, tem como base um cenário idêntico ao acidente de Chernobyl, em 1986 – o rebentamento de um reactor, seguido de incêndio.

A simulação foi feita a partir do cenário mais perigoso, com uma probabilidade de ocorrência muito baixa, sublinha a major de engenharia Ana Silva, comandante desta força do Exército, em declarações à Renascença.

O programa simula a evolução da nuvem radioactiva nas 40 horas que se seguem à explosão e a sua deslocação pelo território português, onde chegaria 12 horas após o acidente.

“Os distritos atingidos pela nuvem radioactiva são os que ficam no norte de Portugal, sendo que o distrito de Castelo Branco será o mais afectado, mas sempre com valores baixos de radioactividade. No total, prevê-se que afecte 800 mil pessoas”, revela a major Ana Silva.

De acordo com esta oficial do Exército, “dada a proximidade com a fronteira espanhola, os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor, onde vivem cerca de 45 mil pessoas, registam o maior nível de afectação”.

No entanto, “o problema não é tanto o que resulta da exposição imediata à radiação, mas sim os efeitos que se podem manifestar caso a exposição seja prolongada”.

Apenas os 170 habitantes de Segura, uma aldeia do concelho de Idanha-a-Nova, teriam que ser retirados de suas casas como medida de precaução. Nesta povoação fronteiriça, ninguém conhece o estudo do Exército nem as medidas de segurança a adoptar em caso de acidente nuclear. (…)

Protecção Civil desconhece estudo

O Elemento de Defesa Biológico Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestre já apresentou a sua simulação aos técnicos de Almaraz e as previsões das consequências coincidem. No entanto, nunca se organizaram exercícios conjuntos nem há planeamento partilhado entre Portugal e Espanha.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil não conhece o estudo nem realizou nenhum exercício com base nas suas conclusões.

At http://rr.sapo.pt/

65 anos da Força Aérea vão ser celebrados em Castelo Branco

Castelo Branco é a cidade escolhida para a realização das cerimónias dos 65 anos da Força Aérea Portuguesa.

Festejos que vão envolver toda a comunidade do concelho albicastrense. O programa das celebrações decorre nos próximos meses, culminando a 1 de julho, data em que se assinala o Dia da Força Aérea.

“Um momento muito especial para a região, que acolhe um evento a nível nacional”, afirmou Luís Correia, presidente da Câmara de Castelo Branco à nossa rádio. Celebrações dos 65 anos da Força Aérea Portuguesa que vão ser assinalados em Castelo Branco e que vão “trazer muita gente à região”.

Para assinalar a data foi lançado um concurso aos mais novos, “de forma a despertar-lhes o gosto pela aeronáutica”. Até ao próximo dia 26 de maio, os alunos das escolas do distrito de Castelo Branco vão poder dar provas da sua criatividade e assim habilitar-se a ganhar prémios. O concurso “Cria e Voa Connosco”, que se destina aos jovens do 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, divide-se nas categorias de criação literária e criação plástica. Segundo a mesma nota, vão ser atribuídos prémios aos três primeiros classificados das duas categorias, por nível de escolaridade. Os prémios vão desde visitas às Unidades da Força Aérea até batismos de voo.

Até ao dia 1 julho, data em que se assinala o dia da Força Aérea, vão ser anunciadas mais atividades e iniciativas destinadas à população do distrito de Castelo Branco.

At http://www.radiocastelobranco.pt/

Encontro de associações profissionais do Estado

associacoes-conferencia-estado

Encontro “inédito” junta trabalhadores das funções soberanas do Estado. Os responsáveis de 15 associações profissionais estão cansados dos ataques à “dignidade” por parte dos responsáveis políticos.

É um encontro sem precedentes: 15 associações sindicais, das Forças Armadas aos diplomatas, das polícias aos magistrados do Ministério Público, Impostos e trabalhadores dos Registos e Notariado juntaram-se para “lançar um alerta” aos responsáveis políticos portugueses. Une-as o facto de representaram áreas de soberania do Estado e de sentirem que estão há demasiado tempo a ser desrespeitadas pelos sucessivos Governos.

A conferência “Funções soberanas do Estado” vai decorrer esta quinta-feira, na Universidade Católica, para fazer uma “chamada de atenção”conjunta. Ao Observador, membros do grupo de todas estas associações — que não podem converter-se em sindicatos — destacam o caráter “inédito” do encontro e admitem que, em várias das áreas representadas na conferência, o incómodo das hierarquias já se fez sentir.

Também estava previsto que o Presidente da República fizesse a intervenção da abertura da conferência. A presença chegou a estar confirmada — consta, aliás, do cartaz oficial que dá conta do encontro –, mas Marcelo Rebelo de Sousa acabou por desmarcar a sua presença, alegando motivos de agenda: o chefe de Estado vai estar em Belém a ouvir os partidos com representação parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2017. Na sua vez, Marcelo enviou um representante da presidência da República.

As profissões que desempenham funções de soberania no Estado entendem que o Estado não lhes tem dado a devida importância a estas funções, [apesar de serem] pilares do Estado e da Democracia que, ao longo dos anos, têm sido encaradas como uma mera despesa e não como funções essenciais para o Estado”, refere António Ventinhas, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) e um dos promotores do encontro.

O tom é de descontentamento geral, mas a palavra é dada aos de fora.

A conferência terá duas mesas de discussão: uma sobre “Defesa, Política Externa e Segurança“, com a participação do ex-ministro da Defesa e da Administração Interna Nuno Severiano Teixeira, o constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia e António Almeida de Moura, capitão de mar-e-guerra; o segundo debate será sobre “Justiça e Finanças” e terá intervenções dos professores universitários Eduardo Paz Ferreira, Luís Fábrica, José Lobo Moutinho e Mónica Jardim.

Um estado que renuncia à sua própria soberania não pode ser soberano”, sublinha o procurador da República.

Para abarcar todos os presentes é preciso percorrer uma lista extensa: procuradores, funcionários judiciais, inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Guardas Prisionais, trabalhadores dos Impostos e dos Registos e Notariados, Diplomatas, Forças Armadas (entre oficiais, sargentos, praças e militares na reserva e na reforma), militares da GNR, agentes da PSP, inspetores da Polícia Judiciária e elementos da Polícia Marítima — vão estar todos juntos, no anfiteatro da Universidade Católica, para defender a “dignificação” das funções soberanas do Estado e tentar contrariar “um processo que se arrasta há vários anos”. Em tom de brincadeira, quase se interpreta na reunião magna de áreas de soberania uma revolta institucional.

A conferência começou a ser organizada há mais de meio ano e, pelo caminho, a lista de organizadores foi crescendo.

At http://observador.pt/

Tenente-coronel da GNR de Portalegre era pago com sexo, vinho, azeite, perfumes e refeições

GNR img_757x426$2016_01_20_00_47_20_508693O tenente coronel da GNR de Portalegre, Jorge Ferrão, detido, em janeiro deste ano, trocava informações com empresários sobre a localização das brigadas de fiscalização de transporte de mercadorias por sexo, vinho, azeite, perfumes, almoços e jantares

De acordo com o Correio da Manhã, que cita o Ministério Público, a operação que culminou com a detenção de 18 pessoas por vários crimes económicos foi desencadeada a 19 de janeiro, e levou à prisão preventiva de seis pessoas, entre as quais quatro militares da GNR.

O tenente-coronel, conhecido como “o padrinho”, era o cabecilha do esquema que foi detetado e investigado pela própria GNR, e responde por 19 crimes de corrupção

O Correio da Manhã acrescenta que  esquema, montado pelo tenente-coronel e pelo cabo Joaquim Santos, do Posto Fiscal de Elvas, funcionou durante todo o ano de 2015: a troco de informações relacionadas com a localização das brigadas de fiscalização de transporte de mercadorias, obtinham vantagens económicas.

Segundo a acusação, na casa de Jorge Ferrão foram apreendidas 70 garrafas de vinho, mais de uma dezena de garrafões de azeite e 15 embalagens seladas de perfumes. O “padrinho” terá sido o único dos acusados a ser pago com sexo, em estabelecimentos de diversão nocturna.

At http://www.radioportalegre.pt/

Capitão António Maio, campeão nacional TT 2015

António Maio FB_IMG_1462462889745

Quem o vê, no seu meio profissional, pode nem suspeitar que ande de moto, quanto mais que seja um destacado praticante da modalidade TT e muito menos titulado, com campeonatos ganhos e um em acalorada disputa.

Para surpresa de muitos, o interesse da revista Motojornal dedicou-lhe quatro páginas de uma entrevista ao longo da qual o campeão de TT de 2015 se explica sobre a sua história de vida, os seus objetivos falhados e conseguidos, as frustrações que se trabalharam e catapultaram motivações, os amigos, os ídolos e a família que sempre o apoiou e continua a apoiar.

O “Alentejano Voador”, como lhe chamam na reportagem, é um digníssimo Oficial desta Guarda que tem na Unidade de Segurança e Honras de Estado uma parte muito importante do seu coração repartido neste triângulo que o alimenta: a família, a Guarda e o seu desporto.

O nosso apoio, e felicidades para o campeonato de 2016.

Unidade de Segurança e Honras de Estado

At USHE/Facebook

25 de Abril: “Abertura de caminhos foi a prioridade do novo poder local”

Salgueiro Maia 18306414_wCkDV

A abertura e arranjo de caminhos foram “uma prioridade” entre as “principais preocupações” das comissões administrativas que estiveram à frente das câmaras municipais entre o 25 de Abril e as primeiras eleições autárquicas, em 1976.

“Uma das maiores necessidades eram os caminhos”, recorda à agência Lusa António Arnaut, advogado e fundador do PS e do Serviço Nacional de Saúde, que presidiu à comissão administrativa da Câmara de Penela entre Maio de 1974 e Abril do ano seguinte, tendo abandonado o lugar por entender que não deveria acumular essa função com o cargo de deputado à Assembleia Constituinte.

“O concelho de Penela estava parado no tempo, não tinha nada” e “com o pouco dinheiro que tinha”, a Câmara tratou, desde logo, de “tapar uns buracos (no sentido literal) nas ruas e estradas”, de “limpar umas silvas” e, sobretudo, de “abrir ou arranjar caminhos”, recorda António Arnaut.

Antonio Arnaut EQUIPA-DO-MAS
António Arnaut (ao centro), acompanhado dos Secretários de Estado Victor Vasques e Mário Mendes (em 1978)

Em Grândola, como na generalidade dos municípios rurais, em 1974, também “havia muita gente que vivia isolada” e “distante das maiores localidades”, afirma António Figueira Mendes (CDU), actual presidente da autarquia (cargo que também ocupou entre 1976 e 1989) e líder da Comissão Democrática Administrativa da Câmara Municipal de Grândola, eleita logo após o 25 de Abril.

Eram muitos os montes e localidades do “extenso concelho de Grândola”, cujos acessos não permitiam a passagem de um veículo motorizado e mesmo de carros de tracção animal, sublinha o autarca, explicando as reivindicações populares na época e o facto de a comissão a que presidia ter dado prioridade à abertura e arranjo de caminhos – em muitos casos com a participação das populações e de meios militares.

As Forças Armadas desempenharam um importante papel nessa tarefa, mas nem sempre responderam aos pedidos, pois “não tinham capacidade de resposta para as muitas solicitações que, então, lhes chegavam de todo o país”, explica Figueira Mendes.

As localidades de Vila Nova de Poiares também estavam, na maior parte dos casos, ligadas à sede do concelho apenas por trilhos “feitos pelas pessoas, que andavam a pé, ou por carros de bois”, testemunha Jaime Soares, presidente da comissão administrativa “eleita na rua, talvez por cerca de 1.500 pessoas”, logo após o 25 de Abril.

O alargamento e arranjo daqueles caminhos foi, “naturalmente, uma das prioridades”, mas não mais importante do que, por exemplo, a criação de fontenários – a maior parte da população do concelho abastecia-se em fontes de chafurdo, afirma Jaime Soares, que também foi presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, pelo PSD, entre 1976 e 2013.

“A vila era pouco mais do que 22 casas à volta de uma igreja” e a Câmara de Vila Nova de Poiares tinha, “no armazém de máquinas e viaturas, uma velha camioneta Bedford, um jipe antigo, alguns carrinhos de mão, várias pás e picaretas e duas pequenas caldeiras para alcatrão, para remendar a Estrada Nacional 2”, que atravessava a vila.

Em Grândola, a recolha do lixo no centro urbano começou, então, a ser feita com carros de tração animal (mulas), exemplifica o autarca de Grândola, salientado que o parque automóvel da Câmara era constituído, em Abril de 1974, por “uma camioneta de carga, um jipe e um dumper [veículo de transporte de material a granel]”.

O encerramento da “sopa dos pobres” foi uma das primeiras medidas da comissão na Câmara de Grândola, afirma António Figueira Mendes, adiantado que a instituição era “um lugar lúgubre, na vila, onde as pessoas eram despejadas sem respeito, nem dignidade”.

Os utentes “passaram a ir à Misericórdia” de Grândola, que até então seleccionava os pobres que apoiava.

“Fizemos uma cantina para os alunos da escola da Cumeeira”, no concelho de Penela, que “custou vinte contos [equivalente hoje a cerca de 100 euros] e que ainda lá está”, recorda António Arnaut, sublinhando que “isso foi um avanço formidável”.

At http://www.sol.pt/ /Lusa

Rovisco Duarte, novo Chefe do Estado-Maior do Exército é de Alpalhão

Rovisco Duarte ng6483125

O general Frederico Rovisco Duarte, indicado pelo Governo para ser o novo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) e aprovado pelo ramo esta quarta-feira, foi quem concretizou a polémica fusão do Colégio Militar com o Instituto de Odivelas. Este oficial-general de artilharia era o responsável pela área de ensino e educação do Exército quando José Pedro Aguiar-Branco, anterior ministro da Defesa do Governo PSD/CDS, decidiu fundir os dois estabelecimentos de ensino, acabando com as escolas exclusivas para rapazes e raparigas.

Inicialmente, tal como a generalidade dos militares e antigos alunos de ambas as instituições, Rovisco Duarte não fugiu à regra e foi contra a transformação do Colégio Militar numa escola mista.

O Ministério da Defesa vai propor esta quinta-feira o nome do general durante a reunião do Conselho de Ministros. Rovisco Duarte, atual inspetor-geral do Exército — um cargo visto como quase honorífico, uma vez que a Inspeção-Geral da Defesa se sobrepõe aos ramos — irá assumir o cargo depois da saída de Carlos Jerónimo, que pediu demissão na semana passada na sequência da polémica sobre a discriminação homossexual no Colégio Militar. O Presidente da República terá depois de confirmar a nomeação.

At http://observador.pt/