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Governo dá até 4800 euros a quem vá viver para o interior

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A linha de financiamento vai ser aberta até Março deste ano, segundo a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Os trabalhadores que decidam mudar-se para o interior do país, bem como os estudantes que iniciem aqui a sua vida profissional, vão passar a ter direito a um apoio que começa nos 2600 euros mas que pode ir até aos 4800 euros, adiantou esta segunda-feira a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Antecipando-se à apresentação do programa “Trabalhar no Interior”, a governante explicou à TSF que o programa visa apoiar financeiramente, e de forma directa, os trabalhadores que decidam mudar-se para as zonas do interior menos densamente povoadas, desde que celebrem um contrato de trabalho. Os valores oscilarão entre os 2600 e os 4800 euros, consoante as despesas de instalação e transporte, bem como a composição do agregado familiar.

Esta linha de financiamento deverá ser aberta até Março próximo. E as empresas terão também direito a uma majoração de 25% no apoio à criação de emprego para contratação de desempregados. Na prática, este apoio poderá ascender aos 6500 euros por trabalhador”, segundo a governante.

De acordo com a mesma lógica de “discriminação positiva”, o Governo propõe-se criar 13 novos centros Qualifica no interior do país, bem como flexibilizar as regras quanto aos cursos de formação que acontecem no interior, nomeadamente quanto ao número mínimo de formandos.

At https://www.publico.pt/

Vinte e seis presidentes de câmara do PS contra subida do IVA nos bilhetes das touradas. Nisa não consta

Cultura

Municípios com atividades taurinas apelam ao Ministério da Cultura para que reverta subida da taxa na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2020. E exigem “direito à cultura em igualdade de circunstâncias, independentemente dos gostos pessoais de cada um”.

A Seção de Municípios com Atividade Taurina da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que junta 41 autarquias de vários distritos, incluindo 26 presididas por socialistas, lançou um apelo ao Ministério da Cultura para manter o IVA reduzido de seis por cento nos espetáculos tauromáquicos, ao contrário do que está disposto na proposta do Orçamento do Estado para 2020 que foi aprovada na generalidade. “Uma opção que se traduz numa medida discriminatória e que deve ser corrigida em sede de especialidade”, consideram esses autarcas.

“Para os municípios com atividade tauromáquica, a alteração da taxa de IVA representa uma medida meramente discricionária, cujo impacto fiscal será negativo, nas atividades económicas a montante de todo o espetáculo tauromáquico, sobretudo nas atividades ligadas ao mundo rural”, indica um comunicado em nome dos 41 municípios que foi emitido nesta segunda-feira pela Câmara de Coruche, cujo presidente, Francisco Silvestre Oliveira, eleito pelo PS, lidera a Seção de Municípios com Atividade Taurina da ANMP.

Além de Coruche, as outras autarquias socialistas que estão a reclamar ao Governo que não suba o IVA dos bilhetes das touradas para 23% são Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Golegã, Salvaterra de Magos, Tomar e Vila Nova da Barquinha (do distrito de Santarém); Alandroal, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo (Évora); Barrancos, Beja e Moura (Beja), Alter do Chão, Elvas e Sousel (Portalegre); Alcochete e Montijo (Setúbal); Arruda dos Vinhos, Azambuja e Vila Franca de Xira (Lisboa); Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e Santa Cruz da Graciosa (Açores); e Lagoa (Faro).

Entre as restantes 15 câmaras municipais, sete têm gestão comunista (Alcácer do Sal, Benavente, Cuba, Moita, Monforte, Setúbal e Sobral de Monte Agraço), três têm presidentes do PSD (Santarém, Pombal e Fronteira), outros três são geridas por independentes (Portalegre, Redondo e Calheta) e uma tem um presidente do CDS-PP (Velas).

A Seção de Municípios com Atividade Taurina da ANMP alega que “a liberdade de escolha de acesso a todo e qualquer espetáculo deve ter condições fiscais iguais, de forma a salvaguardar o princípio constitucional de igualdade e do direito à cultura para todos”. E garante que a preocupação “é refletida também pelas suas populações, que esperam que os seus autarcas sejam defensores da liberdade de escolha de acesso a atividades culturais e exijam dos seus representantes no Parlamento e no Governo que garantam o direito à cultura em igualdade de circunstâncias, independentemente dos gostos pessoais de cada um”.

At https://jornaleconomico.sapo.pt/

Conferência em Elvas: a “Loja Liberalidade”

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A conferência “A Loja Liberalidade (1821-1823) e a implantação do Liberalismo em Elvas”, seguida da apresentação do livro “A Maçonaria no Alto Alentejo 1821-1936”, por António Ventura, têm lugar na próxima sexta-feira, dia 17, na Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, às seis da tarde.

O livro é o mais recente deste autor e trata-se de uma nova edição, revista e muito aumentada do livro “A Maçonaria no Distrito de Portalegre”, do professor universitário António Ventura, publicado em 2007, pela Editora Caleidoscópio e desde há muito esgotado.

A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal de Elvas e está integrada nas comemorações dos 361 anos da Batalha das Linhas de Elvas.

#MunicipiodeElvas #Livro #Apresentacao #Conferencia #BibliotecaMunicipal #BatalhaLinhasElvas

Artigo de opinião: “Será que não aprendemos nada?”

António Tereno - BarrancosTerminado 2019, com tudo o que teve de bom, ou de mau, não será tempo de reflectir, analisar situações menos boas para a tauromaquia, como o sistemático adiar de decisões firmes que deveriam ter sido tomadas em defesa desta Cultura que nos continua a apaixonar, e que muitas vezes tão descuidada por nós é?

Parece-me que muito do que neste espaço dissemos, e das propostas que apresentámos, caiu em saco roto! Não houve coragem para “pegar o toiro pelos cornos”, de dizer alto e bom som o que queríamos, que futuro desejaríamos para o mundo dos toiros, se calhar perdemo-nos pelo caminho. Mas será que assim vamos a algum lado?

Após o imbróglio da situação vivida na Direcção da RTP, com afirmações de determinados responsáveis a defender o corte nas transmissões de corridas de toiros de forma prepotente, como se voltássemos a uma ditadura encapotada. Ditadura de opinião com claro menosprezo das regras democráticas através da apropriação de um importante órgão de comunicação social como a televisão pública, neste caso manobrada por homens de mão do animalismo. Sempre com o beneplácito da ministra da “incultura antitaurina”, a mesma que eu através de Carta Aberta, datada de 1-11-2018, pedi que se demitisse por ter ofendido a Tauromaquia no seu todo – claro apadrinhada pelo Primeiro-Ministro que tendo-se aproveitado desta cultura e da sua projecção em determinada altura, agora que já está no poder a renega. E que vivam os princípios morais!

Agora é proposta uma nova direcção presidida pelo jornalista António José Teixeira, que esperamos respeite todos os que gostam de ver corridas na televisão pública.

Tristemente, voltamos ao Index (instituído em 1559, no Concilio de Trento) da Inquisição de triste memória, á censura nua e crua?

Agora toca-nos a “fava” do aumento do IVA das touradas para 23%, o inevitável e cínico retorno da proposta, agora subtilmente integrada no OE 2020 a ser discutido e aprovado na Assembleia da República, com o apoio dos que mais combatem tudo o que lhes cheira a taurino.

Num País em que o Governo privilegia a injecção continua de milhões de euros (entre 22 a 24 ME) nos Bancos, em detrimento das melhorias na saúde, nas forças de segurança, na educação, nos salários e pensões miseráveis que nos colocam na cauda da Europa, está tudo dito! Será que o aumento do IVA dos espectáculos tauromáquicos vai ser a tábua de salvação do famigerado OE, ou será apenas o pôr-se de cócoras ante o animalismo?

Valham-nos as desassombradas afirmações do advogado e fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, nas recentes Jornadas Parlamentares do PSD sobre a dita medida que consta da proposta do Orçamento de Estado: “As corridas de toiros são algo com mais de dois mil anos e que está representado na nossa História. Como é que se pode acabar ou através desta medida perseguir as touradas? Podemos não gostar delas mas não se destrói assim a cultura. Não há direito.”

Mostra-nos também o maquiavelismo com que o Governo encara a nossa realidade taurina, e como “manda ás malvas”, esta forma de expressão cultural, sem qualquer pudor, e apesar de estar consagrada na nossa Carta Magna, a Constituição Portuguesa. Uma vez mais ficámos a dormir!

Deveríamos ter visto todos no Canal TOROS, o excelente e pedagógico debate moderado pelo jornalista Rúben Amón e que contou com a participação do matador de toiros Luís Francisco Esplá, o Presidente da Federação de Peñas Taurinas da Catalunha Paco March, e o escritor e filósofo francês François Zumbiehl. Com tais intervenientes o debate foi esclarecedor, teve a qualidade que hoje falta nos nossos debates/colóquios, definiu a realidade taurina como se vive em Espanha, França, Portugal e América Latina e o importante papel dos municípios franceses na preservação da tauromaquia citando como exemplos a diversidade politica dos Maires de Arles (comunista) e Béziers (extrema direita), ambos defendem a mesma Festa e reivindicam a afirmação de identidade cultural do sul de França. Formas de ver e sentir a tauromaquia, a população destas zonas tem um sentimento de pertença, a Festa é algo seu e participa activamente.

Mais, alguém disse que a tauromaquia é cultura popular e deveria viver alheia ás ideologias políticas. Todos participam, todos sentem e vivem a corrida, porque ela faz parte da vida da cidade!

Aqui ao lado, em Espanha, a capital e referência do toureio apeado, com a formação do novo governo do socialista Pedro Sánchez, e com o líder do Unidas Podemos Pablo Iglesias com Vice-Presidente, devemos preocupar-nos seriamente pelo que se avizinha, tendo em conta que este político é um animalista confesso e opositor a tudo o que seja tradição popular!

Os ventos que correm não são bons, em todo o mundo taurino sucedem-se os ataques organizados e violentos contra a nossa forma de estar e viver esta arte ligada aos toiros. Quero ser optimista, mas estaremos devidamente organizados para responder aos mesmos? Tenho sérias dúvidas, e apenas responder não basta.

É preciso tomar a iniciativa, ou será que ainda não aprendemos nada?

António Sereno

At https://toureio.pt/

Feriado Municipal em Elvas

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Os 361 anos da Batalha das Linhas de Elvas contam com um programa diversificado e que decorre ao longo do mês de janeiro, com diversas atividades previstas e em várias vertentes.

As iniciativas têm início no dia 14, terça-feira, feriado municipal, pelas 9.30 horas, com o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, com a participação da Banda 14 de Janeiro. Meia hora depois, no Sítio dos Murtais, decorre a romagem ao Padrão comemorativo da Batalha das Linhas de Elvas e a Cerimónia de Homenagem aos Mortos, e, pelas 10.30 horas, a romagem ao Túmulo do General André de Albuquerque Riba-Fria, no Convento de São Francisco.

As cerimónias militares e militarizadas, na Praça da República, têm início pelas 11 horas, seguindo-se pelas 12 horas, o desfile das Forças em Parada, na Rua da Cadeia.

À tarde, na Igreja da Sé acontece um Te Deum de Acção de Graças, com a participação do Coro Beato Aleixo Delgado e presidido por sua Excelência Reverendíssima Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, a partir das 18 horas, culminando o programa comemorativo com o já tradicional Concerto da Orquestra Ligeira do Exército, no Cine-Teatro Municipal, pelas nove e meia da noite.

Neste dia, são ainda assinalados o 142º aniversário do Centro Artístico Elvense, na Praça da República, às três da tarde, e o 65.º aniversário da Banda 14 de Janeiro, a partir das 19 horas, na sede da coletividade, na Rua Sá da Bandeira.

O programa prossegue no dia 16 de janeiro, quinta-feira, pelas três da tarde, com um intercâmbio gastronómico com o Ayuntamiento de Monesterio, no Centro de Negócios Transfronteiriço. No dia 17, sexta-feira, realiza-se a conferência| “A Loja Liberalidade (1821-1823), e a implantação do Liberalismo em Elvas”, seguida da apresentação do livro “A Maçonaria no Alto Alentejo 1821-1936”, por António Ventura, na sala polivalente da Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, a partir das 18 horas.

O programa prossegue sábado, dia 18, com a apresentação do livro “Invocações e Exortações dos Anjos da Guarda”, de Filomena Villas Raposo, na sala polivalente da Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, às três da tarde, e no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, pelas cinco da tarde, tem lugar a inauguração da exposição “2012 2020, Obras da Coleção António Cachola, com obras de várias dezenas de artistas portugueses. Ainda neste dia, às nove e meia da noite, acontece o espetáculo musical “100 anos de Amália Rodrigues”, no Cine-Teatro Municipal de Elvas.

A Corrida e Caminhada das Linhas de Elvas decorrem a 19 de janeiro, domingo. A caminhada, na sua 16ª edição, parte do Padrão da Batalha das Linhas de Elvas, e tem chegada no Estádio Municipal de Atletismo, pelas 10 horas. Uma hora depois tem início a 28.ª Corrida das Linhas de Elvas, também com partida do Padrão da Batalha das Linhas de Elvas e chegada ao Estádio Municipal de Atletismo. Para os escalões mais jovens, as provas da corrida têm lugar no Estádio Municipal de Atletismo.

As comemorações prosseguem a 25 de janeiro, sábado, com o espetáculo gímnico “PIROUETTE”, organizado pela Federação de Ginástica de Portugal, no Coliseu Comendador Rondão Almeida, a partir das nove da noite.

Inserido neste programa comemorativo dos 361 anos da Batalha das Linhas de Elvas, vai decorrer a I Expo Alentejo, no Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas, entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

Um programa diversificado e para vários públicos, que conta com entradas gratuitas para os eventos.