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Portalegre veste-se “à moda” esta Sexta-feira

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Lista de bens do Alentejo a Património Mundial

Castelo Marvao

Seis bens do Alentejo integram a lista indicativa ao património mundial de Portugal, num total de 22 bens candidatos a esta distinção da UNESCO.

O Complexo Industrial Romano de Salga e Conserva de Peixe em Tróia, Costa Sudoeste, Fortalezas Abaluartadas da Raia (Marvão e Elvas), Mértola, Montado, Paisagem Cultural e Vila Viçosa, Vila ducal renascentista são os bens “alentejanos”.

Ficou assim concluído o processo de atualização da Lista Indicativa de Portugal ao Património Mundial, que tinha sido iniciado em 2013.

At http://www.dianafm.com/

Reportagem ‘NM’: “Tua: a barragem que vai engolir um vale”

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O grande paredão da barragem está construído, os carris do comboio foram arrancados, até ao fim do ano o vale fica submerso. É isto o progresso. É? O governo acaba de rever o Programa Nacional de Barragens, haverá demolições porque os cursos de água também precisam de correr livres. O Tua, no entanto, já não se salva do afogamento. Da contestação já conhecemos a história. Esta é a reportagem da despedida.

(…) Treze quilómetros para sul, onde o rio se encontra com o Douro, um enorme paredão cinzento ergue-se entre duas arribas apertadas. A barragem de Foz Tua está praticamente concluída, a EDP diz que está a dias de começar a encher a albufeira e, nos próximos meses, a água vai inundar 420 hectares de vale – até à cota 170. Não se afogarão aldeias inteiras, mas 19 quilómetros de ferrovia estão a ser eliminados. Os carris e a brita já foram retirados e cinco estações do antigo percurso foram implodidas. Os túneis foram betonados, neste momento estão a roubar-se sobreiros, oliveiras e laranjeiras à terra que há de ser submersa. «A EDP disse-nos que por cada árvore retirada hão de plantar cinco», diz José Marques, presidente da União de Freguesias de Castanheiro do Norte e Ribalonga, que acolhe o território encharcado no concelho de Carrazeda de Ansiães, um dos mais afetados. «Aqui não há baldios. O Alto Douro está parcelado e totalmente aproveitado, não vai haver espaço para plantar nada. O que se perder, perdido está.»

No terreno está marcada a cota onde chegará a água, abaixo das casas mais descidas do vale, mas acima do que um dia foi a estação. A morte do comboio foi decretada oficialmente a 22 de agosto de 2008, depois de uma série de descarrilamentos terem roubado a vida a quatro pessoas. No ano seguinte, o documentário Páre, Escute, Olhe, de Jorge Pelicano, fazia do abandono da linha do Tua a metáfora do esquecimento do interior do país. A ferrovia, construída em 1887, deixara de chegar a Bragança em 1992 e, nas duas décadas seguintes, foi adiando a promessa de funeral. Agora não há nada a fazer. Restam meia dúzia de quilómetros entre Mirandela e o Cachão, é o metro de Mirandela. Neste momento, fazem-se obras até à Brunheda. «Para nós nada, só esperar a morte», diz Jorge do Amieiro.

Uma viagem no metro de Mirandela custa 1,70 euros e hoje a carruagem traz uma única passageira, Cristina Ferreira, 53 anos. Vai ver o neto à cidade, bendito comboio que lhe sai mais barato que a carreira. Entra no Cachão, onde até 1992 um complexo agro-industrial produzia mel, castanha e fumeiro para o país inteiro e assegurava emprego a mais de mil almas. «Hoje nem temos um supermercado. O metro serve-nos para isso e para os gaiatos irem às aulas, que nas aldeias já não há escolas.» A mulher saúda a extensão da linha em curso, depois inquieta-se. «Então e quem se vê sem comboio, fica esquecido nos montes?»

Sim e não. O ministério do Ambiente diz que a EDP está obrigada a cumprir a Declaração de Impacto Ambiental, que prevê o contrato com um operador turístico, mas que sirva também as populações locais. A NOTÍCIAS MAGAZINE sabe que esse contrato, depois da falha do concurso público por falta de candidaturas, foi atribuído ao empresário portuense Mário Ferreira, dono da Douro Azul. É a seu cargo que agora decorrem as obras de restauro da ferrovia nos 33 quilómetros que separam a Brunheda de Mirandela. A Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua (ADVT), uma parceria da EDP com os cinco municípios que vão perder terreno para a barragem – Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor –, diz que o vale do Tua poderá ser agora atravessado de barco, uma parte, e comboio, outra. Sobretudo pelos forasteiros.

«Aqui não chegam os autocarros, o táxi vem buscar-nos a pedido, mas temos de ligar para o telemóvel do número fixo, o que é uma despesa muito grande para quem tem reforma de 300 euros.»

(…) Entre 2001 e 2014, segundo a Pordata, Trás os Montes passou de 450 mil para 400 mil habitantes. O índice de envelhecimento na região do Tua, que há 15 anos era de 171 idosos por cada 100 jovens, subiu nos últimos dados (2014) para 266 idosos por cada 100 jovens. João Joanaz de Melo ainda tem esperança que a barragem seja demolida. O professor de engenharia do ambiente na Universidade Nova de Lisboa, ativista do grupo ambientalista Geota e líder da Plataforma Salvar o Tua, diz que esta construção não faz sentido. «Foz Tua destrói um património social único. Há um conjunto de atividades económicas que desaparecem e extingue-se a derradeira possibilidade de ferroviária no Nordeste do país, que aumentada poderia chegar a Puebla de Sanábria e permitir a ligação do Douro à alta velocidade espanhola» O pior, diz, é que a barragem nunca se pagará a si própria. «A abertura do mercado ibérico de energia e a baixa da procura criou um novo cenário entre preço de bombagem e turbinagem que torna impossível a rentabilidade desta hidroelétrica. É um elefante branco que vai encarecer a vida das famílias portuguesas e não trará qualquer benefício.»

No final de abril, o ministério do Ambiente anunciou uma revisão do Plano Nacional de Barragens. Além da demolição de oito açudes, o governo cancelou a construção de duas grandes estruturas – Girabolhos e Alvito – e suspendeu a barragem de Fridão. O comunicado à imprensa referia que este era um passo importante na renaturalização dos rios e o relatório refere que o país precisa de um regime de caudais ecológicos sustentáveis.

(…) Para os autarcas do vale do Tua, no entanto, o empreendimento é vista como oportunidade. A ADVT anda a dar cursos de empreendedorismo, vêm aí novas oportunidades de emprego, o turismo vai crescer. A EDP também vai investir no restauro do património de igrejas e monumentos nas redondezas.

(…) A Herdade do Esporão está em campanha contra a construção da barragem. Aliaram-se à Plataforma Salvar o Tua e filmaram quatro documentários, aos quais deram o nome Os Últimos Dias do Tua. São, também eles, assinados por Jorge Pelicano. Os efeitos estão a sentir-se na UNESCO, para onde foram enviadas mais de 22 mil cartas a pedir a interrupção das obras. O Vale do Tua faz parte do Alto Douro Vinhateiro, classificado como património da Humanidade. «Se a barragem encher, nada será como antes», diz Pedro Santos, do projeto Rios Livres da Geota. «Aqueles solos tornar-se-ão irrecuperáveis, os níveis de humidade alterar-se-ão, o modo de vida será posto em causa. Os peixes deixarão de ter rio para subir, as lontras deixarão de poder caçar e as praias deixarão de ter areia.»

Ricardo J. Rodrigues

At http://www.noticiasmagazine.pt/

Jovens do Alentejo serão os que mais consomem álcool, drogas e tabaco

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O Alentejo é a região do país onde se verifica maior consumo de substâncias aditivas, enquanto a Madeira é a zona com menor consumo, segundo um inquérito feito a jovens de 18 anos participantes no dia da defesa nacional.

O estudo foi realizado no âmbito do protocolo estabelecido entre o Ministério da Defesa Nacional e o Ministério da Saúde, através do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

Os resultados do inquérito não apresentam grandes surpresas, tendo em conta as conclusões de outros estudos sobre os consumos na população juvenil, confirmando maior prevalência de consumo de álcool, seguindo-se o tabaco, as drogas ilícitas – entre as quais se destaca a cannabis – e os tranquilizantes/sedativos sem prescrição médica.

Relativamente à experimentação (prevalência ao longo da vida), 88% referem ter consumido álcool, 62% tabaco, 31% substâncias ilícitas e 7% tranquilizantes/sedativos. A cannabis é a droga mais consumida (23%), embora 7% admitam ter consumido outras substâncias ilícitas.

A nível regional, o estudo destaca que existe maior consumo de álcool e tabaco no Alentejo, de drogas ilícitas no Algarve e tranquilizantes/sedativos sem prescrição médica nos Açores, quer no que respeita à experimentação, ao consumo recente e ao consumo atual.

Quanto a “comportamentos nocivos”, a embriaguez ligeira foi o mais declarado pelos jovens nos últimos 12 meses: 63% ficaram ligeiramente embriagados, 47% admitiram ter tido consumo “binge” (consumo ocasional excessivo) e 30% embriaguez severa.

No que respeita ao local de residência, o Alentejo surge como a região com maior prevalência deste tipo de comportamentos no último ano, enquanto a Madeira se destaca pela positiva.

O consumo de álcool surge mais associado a problemas relacionados com a condução, com atos de violência ou conduta desordeira e com relações sexuais desprotegidas, enquanto o consumo de drogas ilícitas aparece mais associado a problemas financeiros, comportamentos em casa ou rendimento na escola ou no trabalho.

Quanto ao uso de internet, quase todos os jovens (97%) usam-na para aceder a redes sociais, 54% para jogar e apenas 15% para jogos de apostas, sendo que apenas uma minoria usa internet para estes fins por mais do que quatro horas diárias.

Relativamente às zonas de residência, são os moradores nas regiões Centro, Alentejo e Lisboa que mais usam a Internet para aceder às redes sociais, ao passo que os dos Açores são os que mais a usam para jogar e fazer apostas.

O inquérito teve como população alvo os jovens que completaram 18 anos em 2015 e que foram convocados para o Dia da Defesa Nacional, tendo caracterizado 70.646 jovens em relação a comportamentos aditivos.

At http://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/alentejo-tem-o-maior-consumo-de-alcool-drogas-e-tabaco-aos-18-anos?artigo-completo=sim