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Capitão António Maio, campeão nacional TT 2015

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Quem o vê, no seu meio profissional, pode nem suspeitar que ande de moto, quanto mais que seja um destacado praticante da modalidade TT e muito menos titulado, com campeonatos ganhos e um em acalorada disputa.

Para surpresa de muitos, o interesse da revista Motojornal dedicou-lhe quatro páginas de uma entrevista ao longo da qual o campeão de TT de 2015 se explica sobre a sua história de vida, os seus objetivos falhados e conseguidos, as frustrações que se trabalharam e catapultaram motivações, os amigos, os ídolos e a família que sempre o apoiou e continua a apoiar.

O “Alentejano Voador”, como lhe chamam na reportagem, é um digníssimo Oficial desta Guarda que tem na Unidade de Segurança e Honras de Estado uma parte muito importante do seu coração repartido neste triângulo que o alimenta: a família, a Guarda e o seu desporto.

O nosso apoio, e felicidades para o campeonato de 2016.

Unidade de Segurança e Honras de Estado

At USHE/Facebook

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25 de Abril: “Abertura de caminhos foi a prioridade do novo poder local”

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A abertura e arranjo de caminhos foram “uma prioridade” entre as “principais preocupações” das comissões administrativas que estiveram à frente das câmaras municipais entre o 25 de Abril e as primeiras eleições autárquicas, em 1976.

“Uma das maiores necessidades eram os caminhos”, recorda à agência Lusa António Arnaut, advogado e fundador do PS e do Serviço Nacional de Saúde, que presidiu à comissão administrativa da Câmara de Penela entre Maio de 1974 e Abril do ano seguinte, tendo abandonado o lugar por entender que não deveria acumular essa função com o cargo de deputado à Assembleia Constituinte.

“O concelho de Penela estava parado no tempo, não tinha nada” e “com o pouco dinheiro que tinha”, a Câmara tratou, desde logo, de “tapar uns buracos (no sentido literal) nas ruas e estradas”, de “limpar umas silvas” e, sobretudo, de “abrir ou arranjar caminhos”, recorda António Arnaut.

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António Arnaut (ao centro), acompanhado dos Secretários de Estado Victor Vasques e Mário Mendes (em 1978)

Em Grândola, como na generalidade dos municípios rurais, em 1974, também “havia muita gente que vivia isolada” e “distante das maiores localidades”, afirma António Figueira Mendes (CDU), actual presidente da autarquia (cargo que também ocupou entre 1976 e 1989) e líder da Comissão Democrática Administrativa da Câmara Municipal de Grândola, eleita logo após o 25 de Abril.

Eram muitos os montes e localidades do “extenso concelho de Grândola”, cujos acessos não permitiam a passagem de um veículo motorizado e mesmo de carros de tracção animal, sublinha o autarca, explicando as reivindicações populares na época e o facto de a comissão a que presidia ter dado prioridade à abertura e arranjo de caminhos – em muitos casos com a participação das populações e de meios militares.

As Forças Armadas desempenharam um importante papel nessa tarefa, mas nem sempre responderam aos pedidos, pois “não tinham capacidade de resposta para as muitas solicitações que, então, lhes chegavam de todo o país”, explica Figueira Mendes.

As localidades de Vila Nova de Poiares também estavam, na maior parte dos casos, ligadas à sede do concelho apenas por trilhos “feitos pelas pessoas, que andavam a pé, ou por carros de bois”, testemunha Jaime Soares, presidente da comissão administrativa “eleita na rua, talvez por cerca de 1.500 pessoas”, logo após o 25 de Abril.

O alargamento e arranjo daqueles caminhos foi, “naturalmente, uma das prioridades”, mas não mais importante do que, por exemplo, a criação de fontenários – a maior parte da população do concelho abastecia-se em fontes de chafurdo, afirma Jaime Soares, que também foi presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, pelo PSD, entre 1976 e 2013.

“A vila era pouco mais do que 22 casas à volta de uma igreja” e a Câmara de Vila Nova de Poiares tinha, “no armazém de máquinas e viaturas, uma velha camioneta Bedford, um jipe antigo, alguns carrinhos de mão, várias pás e picaretas e duas pequenas caldeiras para alcatrão, para remendar a Estrada Nacional 2”, que atravessava a vila.

Em Grândola, a recolha do lixo no centro urbano começou, então, a ser feita com carros de tração animal (mulas), exemplifica o autarca de Grândola, salientado que o parque automóvel da Câmara era constituído, em Abril de 1974, por “uma camioneta de carga, um jipe e um dumper [veículo de transporte de material a granel]”.

O encerramento da “sopa dos pobres” foi uma das primeiras medidas da comissão na Câmara de Grândola, afirma António Figueira Mendes, adiantado que a instituição era “um lugar lúgubre, na vila, onde as pessoas eram despejadas sem respeito, nem dignidade”.

Os utentes “passaram a ir à Misericórdia” de Grândola, que até então seleccionava os pobres que apoiava.

“Fizemos uma cantina para os alunos da escola da Cumeeira”, no concelho de Penela, que “custou vinte contos [equivalente hoje a cerca de 100 euros] e que ainda lá está”, recorda António Arnaut, sublinhando que “isso foi um avanço formidável”.

At http://www.sol.pt/ /Lusa

Rovisco Duarte, novo Chefe do Estado-Maior do Exército é de Alpalhão

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O general Frederico Rovisco Duarte, indicado pelo Governo para ser o novo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) e aprovado pelo ramo esta quarta-feira, foi quem concretizou a polémica fusão do Colégio Militar com o Instituto de Odivelas. Este oficial-general de artilharia era o responsável pela área de ensino e educação do Exército quando José Pedro Aguiar-Branco, anterior ministro da Defesa do Governo PSD/CDS, decidiu fundir os dois estabelecimentos de ensino, acabando com as escolas exclusivas para rapazes e raparigas.

Inicialmente, tal como a generalidade dos militares e antigos alunos de ambas as instituições, Rovisco Duarte não fugiu à regra e foi contra a transformação do Colégio Militar numa escola mista.

O Ministério da Defesa vai propor esta quinta-feira o nome do general durante a reunião do Conselho de Ministros. Rovisco Duarte, atual inspetor-geral do Exército — um cargo visto como quase honorífico, uma vez que a Inspeção-Geral da Defesa se sobrepõe aos ramos — irá assumir o cargo depois da saída de Carlos Jerónimo, que pediu demissão na semana passada na sequência da polémica sobre a discriminação homossexual no Colégio Militar. O Presidente da República terá depois de confirmar a nomeação.

At http://observador.pt/