Crónica: Patronato explorador em confinamento já!

Olá pessoal.

A Cilinha está de volta e desta vez cheia de cautelas e consciente como deve ser… desinfectada, distanciada e de máscara em permanência que é o que custa mais uma vez que em todas as circunstâncias gostei de dar a cara… trago em primeiro lugar neste período difícil para todos nós uma palavra sobre o Orçamento de Estado para 2021.

Substituiu-se a pen pelo calhamaço de papel e viu-se o estilo do Rei João Leão que substituiu o marafado que saltou para a cadeira abastada do Tio Patinhas… contudo, em tanto papel temo que esteja muito pouco para a saúde e para o social e muito menos para repor a justiça e o direito aos trabalhadores deste País. Acho que é tempo de só dar o voto de confiança a quem veja o Trabalho como valor fundamental e respeite esse valor como fundamental a quem governa.

Quanto às medidas de ataque ao Covid-19 até agora vemos muito pouco na protecção de trabalhadores e das suas famílias, dos seus filhos e dos seus pais. Assistimos a exercícios de demagogia e de alarmismo social e a entendimentos entre o Costa e o Professor quanto a quem cercear e/ou reprimir quando se entende, entenda-se, a bem da Nação…

O que não se vislumbra, nessa parceria do centrão, onde anda a ser instigado, pelo Marcelo, a dançar também o Rio para fazer uma Troika, é a preocupação pela vida de quem trabalha e dos seus, fazendo sempre tónica na economia e nas empresas como factor preponderante ao desenvolvimento do País em detrimento do mercado interno, pelo aumento e melhoria de rendimentos do povo e dos trabalhadores, da preparação e reforço do sector público e empresarial do Estado, como verdadeiros impulsionadores da produtividade e como primeira solução para evitar a recessão económica.

Nestes últimos seis meses tem-se assistido a enormes apoio aos empresários e grandes empresas, inclusive multinacionais, através do lay-off, de isenções, de apoios fiscais e de incentivos legais (estágios) ao que a maioria responderam sonegando direitos aos trabalhadores e às suas estruturas representativas com o argumento sanitário, pouca ou nenhuma protecção na saúde dos trabalhadores dos seus quadros, recusa de cumprimento mesmo das normas da DGS e do Conselho de Ministros, recusa de livre negociação colectiva com recurso à caducidade e aumento dos despedimentos nomeadamente dos vínculos mais precários.

Tendo em conta esta realidade indesmentível e cujo único cego continua a ser a comunicação social, eu Cilinha proponho duas medidas de protecção da saúde e social:

1. Desinfecção diária de corpo inteiro a todos os patrões conspurcados com o virús da exploração dos trabalhadores prevenindo o contágio da miséria que provocaram aos trabalhadores e famílias dos quais foram a causa de desemprego crescente, a isto associar, a eles e aos seus dirigentes patronais, fatos de protecção a quem querem mal e luvas para não contagiarem os trabalhadores com palmadinhas nas costas quando lhes chamam “colaboradores”, por último o uso obrigatório de máscara, em permanência, colada com super cola 3, de modo a que não possam inclusive debitar mentiras e falsas promessas durante as 24 horas do dia.

2. Confinar o Presidente Marcelo ao Palácio cor-de-rosa até final de Janeiro, como medida preventiva de distanciamento e para dar o exemplo de ficar em casa sem contactos contranatura ou fotos menos recomendáveis que possam ferir susceptibilidades dos portugueses, prescrever também o uso duma máscara top como a sugerida para o patronato explorador pois além de não o ouvirmos durante uns meses abusar da demagogia e da propaganda para as eleições disfarçada de actividade presidencial, também impedimos a sua manha bacoca de quem anseia por refazer o Bloco Central, mesmo que o faça com pezinhos de lã…

Para o público em geral esta minha proposta pode parecer abusadora mas acho que o mundo do Trabalho me percebe bem, e no que respeita à protecção da saúde e do bem-estar social do povo, quer-me parecer que proponho sozinha bem melhor que a DGS e o Governo/PR, todos juntos. É tudo uma questão de se saber a que classe se pertence…

Adeus com muitos beijos virtuais, por enquanto. Boa saúde a todo o povo e melhor vida sempre!

Cilinha

Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Região de Lisboa

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