Artigo de opinião: “Portuguese deserve a clearer vision for country’s future”

Pedro Caetano 52410543_10214223330319764_1321648856743542784_nThe possibility of a 0 per cent budget deficit in Portugal shines so “bright” that it looks like “hope” for Europe, such is the FT’s judgment on the “sound policies” of the present government in Lisbon (FT View, August 26). You should not be fooled twice. The FT once praised former prime minister José Sócrates in 2007, with his then minister of internal administration António Costa, for the low deficit, assuming “reforms” would be made. The reforms were eventually implemented after the 2011 bailout by the European troika.

Portuguese suffering was rewarded: economic indicators turned positive in 2015, vices seemed gone and reforms sustainable. Then came Mr Costa who, despite losing elections to the government which oversaw reforms, became prime minister by purging pro-reformists in his Socialist party. He brought to cabinet former colleagues of Mr Sócrates, who is facing charges of corruption but denies any wrongdoing, plus their spouses and children. Such clan politics undermined reforms, reverting to a business-as-usual environment, with troika reforms requiring qualifications and scrutiny in government appointments undermined. The unskilled posed as “industrial managers”. Incompetence shows; in 2017 the area burnt by forest fires was higher than that of the rest of Europe combined, and 114 people died.

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The public debt — €252bn in May 2019, still the EU’s third worst despite tiny improvements if measured in percentage of GDP — and fiscal burden are at all-time highs, with taxes rising (from €39bn in 2015 to €44bn in 2018) faster than meagre salaries. Slovakians, Estonians and Lithuanians have higher purchasing power than the Portuguese since 2018, according to Eurostat, while Portugal is dropping, approaching the EU’s lowest. Projected growth in 2019 gross domestic product is 1.7 per cent. In 2018 growth was half that of some Balkans and Baltic nations. Portugal is Eurostat’s second least appealing country to immigrants, worse than Poland or Romania. High emigration masks unemployment.

Other than riding on the fading improvements, ECB debt, housing and tourism temporarily diverted from north Africa, the government has neither the vision nor reforms to avoid decline. Yet, some are tricked by the possibility of a 0 per cent deficit, fuelled by a net negative 1.2 per cent of GDP in public investment in 2016 (still the EU’s worst) according to the IMF, jeopardising long-term financing, the safety of infrastructure and public health. We, the industrious Portuguese people, demand accountability for illusionist politicians squandering our country.

Pedro Caetano

At https://www.ft.com/ (Financial Times)

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Um pensamento em “Artigo de opinião: “Portuguese deserve a clearer vision for country’s future””

  1. O Financial Times Publicou Hoje a 20 de Setembro de 2019 o meu artigo sobre Portugal: Os Portugueses merecem uma visão mais clara para o futuro do país! (Portuguese deserve a clearer vision for country’s future):
    A possibilidade de um déficit orçamental de 0% em Portugal “brilha” tanto que parece “esperança” para Europa, levando o Financial Times a pensar, a 26 de agosto de 2019, que havia “medidas robustas” tomadas pelo atual governo em Lisboa. O Financial Times não se deve deixar enganar duas vezes: Já elogiou uma vez o antigo Primeiro Ministro José Sócrates em 2007, sendo António Costa nessa altura o seu ministro da administração Interna, por déficit baixo, assumindo que “reformas” estariam a ser feitas. As reformas só foram eventualmente implementadas pela troika europeia na bancarrota de 2011.

    O sofrimento Português foi recompensado: os indicadores económicos tornaram-se positivos em 2015, os vícios pareciam desaparecidos e as reformas sustentáveis. Regressou então o Sr. Costa que, apesar de perder eleições para o governo que dirigiu as reformas, tornou-se primeiro ministro fazendo uma purga dos reformistas no seu Partido Socialista. Ele trouxe para o governo os colegas do Sr. Sócrates, acusado de corrupção mas que nega as acusações, mais os esposos e filhos deles. Esse clã de políticos vai minando as reformas e revertendo para um ambiente de negócios do costume; minou reformas da troika que exigiam qualificações e escrutínio nas nomeações feitas pelo governo. Os sem qualificações passaram a mascarar-se como “gestores industriais.” A incompetência mostra-se nos resultados: Em 2017 a área florestal ardida em Portugal foi maior que o resto da Europa toda combinada e 114 pessoas morreram.

    A dívida Pública – 252 mil milhões de euros a Maio de 2019, ainda a terceira pior da União Europeia apesar do poucochinho melhoramento se medida em percentagem do PIB – e a carga fiscal estão nos valores mais altos de sempre, com os impostos a aumentar (de 39 mil milhões de euros em 2015 para 44 mil milhões de euros em 2018) mais que os míseros salários. De acordo com o Eurostat, desde 2018, Eslovacos, Estónios e Lituânios têm mais poder de compra que os Portugueses, enquanto em Portugal o poder de compra está a declinar aproximando-se do pior da UE. O crescimento projetado para 2019 é de 1.7% do produto interno bruto. Em 2018 o crescimento foi metade de alguns dos países dos Balcãs e do Báltico. Na Eurostat, Portugal é na UE o segundo país menos atrativo para imigrantes, pior que a Polónia ou Roménia. A alta emigração disfarça os números do desemprego.

    Para além de melhorias passageiras, dívida comprada pelo Banco Central Europeu, preço das casas e aumento de turismo temporariamente desviado do norte de África, o governo não tem nenhuma visão nem reformas para evitar o declínio. No entanto, alguns são iludidos pela possibilidade de um déficit de 0 por cento, obtida à custa de um investimento público negativo de 1.2% do PIB em 2016 (e ainda no fundo da União Europeia), segundo o FMI, pondo em perigo as finanças do país a longo prazo, a segurança das infraestruturas e a saúde pública. Nós, o esforçado povo Português, exigimos que sejam responsabilizados tais políticos ilusionistas que andam a esbanjar as riquezas do nosso país.

    Pedro Caetano, Abingdon, Oxford, Reino Unido

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