Opinião: “sobre as Cepas da Serra”

Cepas da Serra

Caros Portalegrenses e Reguenguenses
Desabafo
Em primeiro, gostava de ter a capacidade de escrita de uma Luísa Moreira ou do Luis Mangerona. Não tenho
Mas tenho o direito de dizer o que me vai na alma.
Sou filho de um pequeno comerciante, com uma avó que tinha uma taberna, tudo isto ao cimo da chamada Rua do Cano.
Desde pequeno que vinha com o meu pai ao Reguengo, visitar amigos dele, nomeadamente o Sr. Artur, o Sr. Casa Nova, e o Sr. António Crespo, da Quinta dos Padres que me obrigava a jogar às damas. Era uma grande seca, mas pronto amigo do meu pai meu amigo é.
Também em miúdo, com o meu padrinho João do Carmo Ferreira, mais conhecido pelo João dos Bigodes, “aprendi “ a fazer vinho, ou melhor a ter gosto de fazer vinho.
Lembro-me que a maior parte das uvas vinham do Porto da Boga e outras do Ribatejo, transportadas pelo Sr. Cabaço.
Passados alguns anos, já não concordava como a forma como o vinho era feito.
Brigas e mais brigas, mas ele era o dono do negócio. Eu um fedelho a quer mandar, não dá para acreditar.
Mas o povo de Portalegre gostava do vinho, era barato e outros bebiam à borla. Era a maneira de ele vivera sua vida, e não o levo a mal,viveu á sua maneira. lembro-me de ele me dar garrafas de vinho, e muitas, era só pedir, mas não tinha a coragem de oferecer nem beber aquele vinho, efetivamente, era mau.
Fui viver para Oeiras e trabalhar para Lisboa, fazer a formação que não tinha feito em tempo útil, por malandragem.
Era a descoberta de um novo mundo que não tinha tido. Paguei e bem caro.
Vivi, 16 anos naquela urbe, mas sempre com Portalegre na mira, e o Reguengo no coração.
Tive a oportunidade, por questões profissionais, de voltar a Portalegre
Com o sonho familiar que tínhamos pelo o Reguengo, aluguei uma casa modesta no Reguengo, ao Sr.º Eng. Batista Tavares.
Estava no meio, onde a oportunidade de negócio poderia aparecer.s
Consegui.
Comprei uma propriedade no Reguengo, com vinha velha, impossível de trabalhar e de rentabilizar.
Em 2005, mãos à obra, com os conselhos dos meus amigos que sabiam da “ poda”, gente humilde mas com sabedoria desta arte, a vinha foi reorganizada.
Devo muito ao Engo. José Luis Marmelo que me sempre assessorou e ajudou.
Comecei a fazer vinho do Reguengo, perguntem ao Salvador que me acompanhou em todos os momentos.
Coloquei o vinho no mercado, o vinho da Quinta das Toroas, com muito sacrifício, noites inteiras na adega, mas o prazer era superior ao cansaço.
Segundo os críticos, que valem o que valem, gostam do vinho que aqui é produzido, e esgota.
Este ano, e porque me foi atribuído quota, plantei mais 0,5 ha de vinha branca, Fernão Pires e Arinto.
O tempo vai mau, pouca água para crescer os meus novos “ filhos”.
Tudo isto tem a ver com a reportagem da SIC, sobre S, Mamede.
Não tenho duvidas sobre o mau jornalismo, gente que não sabe nem quer aprender.
Exemplo: Tapada de Chaves, em primeiro lugar é Tapado do Chaves, fica na Serra de S. Mamede?
Estamos a brincar, só pode.
Eu não tenho dinheiro para pagar reportagens.
Peço desculpa às pessoas que não mencionar, produtoras de vinho na Serra de S. Mamede, que eu sabia são:
Folha do Meio – Amigo Chaparro
Quinta das Cabeças – João Afonso (vizinho)
Quinta da Toroas – João Laranjo
Quinta do Porto da Boga – João Lourenço
Novos
Quinta do Centro
Quinta da Queijeirinha
Depois o que temos?
Talibans, que compram as nossas uvas e depois dizem que é de Évora, zonas do norte.
A todos os que lutamos pelo nosso vinho, força.
Viva a Serra de S. Mamede, o Reguengo e Portalegre
Foi mesmo um desabafo.

José Carlos Laranjo

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