PS e PSD de Mação juntos contra o Governo

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ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MAÇÃO UNE-SE COM MOÇÃO DE APOIO

Foi aprovada por unanimidade ontem, 19 de setembro 2018, na Assembleia Municipal de Mação, uma Moção com o teor que transcrevemos em baixo e em que os membros da AM Mação assumem que “tendo a Câmara Municipal de Mação, através do seu Presidente, anunciado publicamente a possibilidade de intentar uma ou mais ações judiciais, e sendo essa uma competência própria do mesmo, manifestamos o nosso apoio e incentivamo-lo nesse sentido, esgotadas que estão as possibilidades de um diálogo profícuo em prol da nossa Terra e das nossas Gentes”.

Vasco Estrela, Presidente da Câmara Municipal de Mação, que recebeu o apoio de todos os eleitos, considera que esta decisão, tomada em unanimidade na Assembleia Municipal de Mação mostra que “o que está em causa não é uma questão política, mas de justiça”.

MOÇÃO

Considerando a forte discriminação, por parte do Estado Português, relativamente às vítimas dos incêndios de 2017 ocorridos no Concelho de Mação e, em particular, a falta de apoios do Estado aos Pequenos Agricultores e Criadores de gado, às Empresas e Agentes Económicos e ao Município;
Considerando que os apoios concedidos a outros concelhos do país nas mesmas condições consubstanciam uma evidente discriminação para com o Concelho que mais ardeu em 2017, assumida e reconhecida publicamente pelos Membros do Governo;
Considerando que, quer as empresas, quer as populações do Concelho de Mação, estão a ser gravemente prejudicadas pela falta de apoios dados pelo Estado;
Considerando que, ao longo do último ano, vários Membros dos Órgãos Autárquicos, da nossa Comunidade e um pouco por todo o País, se vêm manifestando contra esta injustiça;
Considerando as várias tentativas e os vários apelos que foram feitos, em particular pela Câmara Municipal de Mação, para que o Governo repensasse a sua postura e as suas decisões;
Considerando que a Assembleia da República aprovou uma alteração legislativa precisamente para estender a Concelhos como Mação os apoios já dados às comunidades vítimas da “Tragédia de Pedrógão Grande e de 15 de outubro”, através da Lei 13/2018, de 9 de março. Esta lei tem, no seu espírito e na sua letra, o princípio de equidade de tratamento que até agora tem sido ignorado;
Considerando as últimas decisões do Governo que, ao não incluir o Concelho de Mação como elegível no apoio concedido pela União Europeia, através do seu Fundo de Solidariedade, penaliza o orçamento Municipal em mais de 1.000.000€;
Considerando que “foram utilizados” os prejuízos, incluindo os deste Concelho, para ter acesso ao Fundo de Solidariedade da União Europeia vai o mesmo agora ser distribuído – mais de 50.000.000€ – por alguns Municípios e por Entidades públicas;

Assim, a Assembleia Municipal de Mação aprovou a Moção no sentido de:
a) Apoiar incondicionalmente a postura que os eleitos nos Órgãos do Município de Mação e nas Juntas de Freguesia têm tido de denúncia e luta contra esta injustiça;
b) Apoiar e manifestar solidariedade relativamente às decisões que vierem a ser tomadas, dentro do estrito cumprimento da Lei, para tentar contrariar as decisões tomadas pelo Governo;
c) Apoiar, por de momento não haver qualquer alternativa, a decisão da Câmara Municipal de Mação ao assinar o Contrato relativo ao Fundo de Emergência Municipal (FEM), no qual é atribuído ao Município de Mação uma comparticipação de 60% para fazer face aos prejuízos relativos às infraestruturas municipais destruídas pelos incêndios, que ascenderam a cerca de 2.700.000€;
d) Tendo a Câmara Municipal de Mação , através do seu Presidente, anunciado publicamente a possibilidade de intentar uma ou mais ações judiciais, e sendo essa uma competência própria do mesmo, manifestamos o nosso apoio e incentivamo-lo nesse sentido, esgotadas que estão as possibilidades de um diálogo profícuo em prol da nossa Terra e das nossas Gentes;
e) O teor integral desta Moção deve ser dado a conhecer ao Senhor Presidente da República, ao Senhor Primeiro Ministro, ao Senhor Presidente da Assembleia da República, aos Senhores Presidentes dos Grupos Parlamentares na Assembleia da Republica, à Senhora Provedora de Justiça, à Comissão Europeia e aos Senhores Deputados europeus.

Mação, 19 de setembro de 2018

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Opinião: “Nisa”

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Em pleno séc XXI, depois de tanta luta pela liberdade (principalmente a de expressão) levada a cabo por todos aqueles que acreditam na democracia, nem sei como comentar estas situações e outras que ultimamente têm manchado o bom nome da nossa terra nos órgãos de comunicação social de todo o país.

Tentando ser imparcial, acho que urge o apuramento das verdades para voltar a colocar Nisa nas luzes da ribalta pelas suas inúmeras qualidades e não por episódios rocambolescos que em nada dignificam as gentes e a história desta nobre vila.

Que resposta dar quando, estando nós a viver fora da Nisa do nosso coração, nos dizem: “Chega aqui e vê o jornal. E andas tu sempre a gabar a tua terra!”.
Ficas triste. Muito triste 

Triste porque sabes que a nossa gente não é assim. Triste porque falas da beleza da terra, das gentes e dos seu costumes, porque apesar de haver mau e bom, há mais bom que mau. Mas o povo já não acredita. Ou acredita pouco.

E sim, Nisa está muito bonita, mas está vazia. Vazia dos filhos da terra que tiveram de sair para trabalhar, vazia de trabalho para fixar os que ainda restam e os que anseiam voltar, vazia de desenvolvimento.

E Nisa tem tanto potencial!
Temos cultura, temos artesanato único, temos gastronomia regional cuidada, temos história, temos turismo, temos natureza, temos gente de valor e com valores. 

O que parece que não temos? Vontade de voltar a pôr Nisa na linha da frente, de desenvolver tudo o que traga gente para a terra, vontade de não deixar morrer o que nos diferencia dos demais. Visto de fora é o que parece… 

Acabemos com as lutas de poder por parte de quem pensa que tem o poder…
Nisa merece mais. Nisa merece voltar a ser falada pelo que tem de bom e não pelo que de mal fazem pessoas individuais em busca de protagonismo e de trampolins para voos para os quais, decerto não terão asas…