Presidente da Câmara felicita o nisense Marco Oliveira pela sua eleição

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PS ELVAS FELICITA MARCO OLIVEIRA PELA SUA ELEIÇÃO COMO PRESIDENTE DA UGT NO DISTRITO DE PORTALEGRE

O Partido Socialista de Elvas felicita Marco Oliveira pela sua eleição como presidente da União Geral de Trabalhadores (UGT), no distrito de Portalegre. Este ato decorreu na passada segunda-feira, 18 de junho, na reunião de Conselho Geral da UGT de Portalegre, tendo sido eleito por unanimidade.
Marco Oliveira é militante do Partido Socialista de Elvas, bancário, licenciado em Relações Internacionais, tendo já desempenhado funções de Delegado Sindical na sua passagem por Lisboa.
Nuno Mocinha, presidente do PS de Elvas “Felicito o Marco Oliveira pela sua eleição como Presidente da UGT no distrito de Portalegre. O Marco sempre se destacou pela sua vida cívica e de um enorme serviço competente às instituições com as quais colaborou.”

At PS Elvas

Missionários com casa em Nisa têm novo Vice Superior Geral

Jose Antunes 3933O sacerdote português, nascido em Maxial do Campo, Castelo Branco, acompanhará de perto o padre Paulus Budi Kleden, eleito Superior Geral há dois dias, no 18º Capítulo Geral dos Missionários do Verbo Divino, que realiza até 14 de julho, em Nemi (Roma).

José Antunes da Silva foi ordenado presbítero em 1984.

De 1986 a 1989 viveu, segundo revela, os anos mais marcantes da sua vida. Foi em terras africanas, na missão de Kintampo, Gana.

Fez estudos superiores em Ciências da Religião, nos Estados Unidos, de 1990 a 1992.

De 1992 a 2003 dedicou-se à pastoral universitária, em Guimarães.

De 2003 a 2007 fez parte da comunidade de Fátima, tendo acompanhado mais de perto o trabalho com os leigos missionários e com maior dedicação à revista Contacto svd.

Em 2007 foi eleito Superior Provincial, cargo que desempenhou até 2012. Nesse ano participou no Capítulo Geral, em Roma, sendo eleito Conselheiro Geral, cargo que desempenha atualmente.

Os Missionários do Verbo Divino, presentes em Portugal desde a década de 40 do século XX, têm casas em Tortosendo, Fátima, Lisboa, Almodôvar, Nisa, Minde, Aveiro e Guimarães, onde chegaram em 1952.

At https://www.diariodominho.pt/

Artigo de opinião: “Tarefas urgentes para antifascistas”

rtavaresQuando ainda era o tempo das crónicas a alertar para o regresso do fascismo nunca pensei que a versão atualizada do século XXI viesse a ser tão caricaturalmente parecida com o original.

Acabaram-se as crónicas a alertar para a possibilidade de um regresso do fascismo: ele aí está, inconfundível e indesmentível. Quando o governo dos EUA separa crianças dos pais para as encerrar em campos de detenção. Quando o ministro do interior da Itália diz que vai fazer um censo para expulsar todos os ciganos estrangeiros e acrescenta que “infelizmente teremos de ficar com os ciganos italianos porque não os podemos expulsar”. Quando o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, faz um discurso dizendo que “nenhum compromisso europeu será possível em matéria de imigração e asilo” porque “a Hungria é contra a mistura” com povos estrangeiros. Quando tudo isto acontece, o regresso do fascismo já se deu. Sem eufemismos e sem pleonasmos.

Sim, é verdade que ainda não ocorreram as piores calamidades — mas alguém quer ficar sentado de braços cruzados a ver se é possível lá chegar? O facto é que a infra-estrutura legal, política, institucional e cultural que possibilita as piores tragédias já está montada.

Este não é o momento de esperar para ver. Este é o momento da solidariedade e da resistência. Este é o momento de os antifascistas procurarem entender quais são as suas tarefas prioritárias. Adiante estão aquelas que considero serem as minhas.

Em primeiro lugar: contra o fascismo eu tenho aliados na esquerda, no centro e na direita democráticas. Todos aqueles que forem a favor do Estado de direito e dos direitos fundamentais são meus amigos no contexto atual. Discordarei com eles sobre a austeridade, o politicamente correto, o progressismo e o conservadorismo e todas as coisas sobre as quais já discordávamos antes. Mas se eles e elas sentirem a mesma urgência em fazer, em primeiro lugar, barragem contra a barbárie, estamos juntos.

Em segundo lugar: é inadmissível justificar moralmente as atitudes que os fascistas do século XXI estão a tomar nos EUA e na Europa, nem branquear a responsabilidade moral que têm aqueles que os apoiam. Isto não impede que continuemos a discutir se as causas deste febrão estão na economia ou na cultura, na austeridade de que foram vítimas os pobres e a classe média ou no egoísmo desenfreado de muitos ricos. Estas discussões são interessantes, são até importantes, e continuaremos a tê-las. Mas é preciso traçar uma linha muito clara entre a compreensão do fenómeno e a sua justificação. Não me venham dizer para assumir como natural que uma vítima da austeridade ou um perdedor da globalização passe a ser racista e adepta de tiranetes — primeiro porque isso não é verdade, e em segundo lugar porque as tendências xenófobas e autoritárias se combatem com nada menos do que intransigência, venham de onde vierem.

Em terceiro lugar, esta é uma luta global a precisar de solidariedade global. Não me façam discursos sobre o respeito que os nacionais-populistas dizem ter pela soberania e pelo princípio da não-ingerência. Está na cara que eles estão organizados numa “Internacional Nacionalista”. Está na cara que Putin adora intrometer-se nas eleições dos outros. Esteve à vista de todos que Trump anteontem interferiu na política interna alemã para tentar ajudar à queda do governo e à ascensão dos nacionais-populistas germânicos. A resposta deve ser igualmente clara: onde houver um opositor democrático a Trump, Putin, Orbán e Salvini, eu estou com ele ou ela de todas as maneiras que encontrar.

Em quarto lugar, é preciso salvar a UE e a ONU. Alguns não concordarão comigo. Tanto pior — como eu disse, estas são as minhas prioridades e não serão as de todos. Pois para mim a ideia de que há algo de bom a ganhar com o colapso da UE ou da ONU — de que sair da UE pode servir para “fazer o socialismo” ou algo do género — é a mais perigosa das fantasias. Do colapso da UE ou da ONU só resultaria o mesmo vale de lágrimas que se seguiu ao colapso da Sociedade das Nações.

Em quinto lugar, é preciso cuidar do nosso jardim. No século XX, Portugal foi dos primeiros países a entrar na noite escura e dos últimos a sair. Se o pior vier a acontecer, há que lutar para garantir que desta vez Portugal seja, se tiver de o ser, uma ilha de democracia e progressismo. As condições que temos não são das piores. Tratemos de manter o consenso pelo estado de direito entre e a democracia pluralista que temos entre nós.

Quando ainda era o tempo das crónicas a alertar para o regresso do fascismo — escrevo sobre o que se está a passar na Hungria, por exemplo, desde o Verão de 2010 — nunca pensei que a versão atualizada do século XXI viesse a ser tão caricaturalmente parecida com o original. Se alguém então me revelasse que em 2018 estaríamos a assistir a qualquer dos eventos mencionados no primeiro parágrafo eu provavelmente responderia: calma, é possível que o fascismo volte, mas não com tanta desfaçatez e arrogância. Talvez não exatamente com campos de concentração, censos anti-ciganos e apelos à limpeza étnica. Pois bem, eis-me lamentavelmente a reconhecer: se errei, foi por defeito e não por excesso.

Rui Tavares

At https://www.publico.pt/